THRILLER
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Craque o Flamengo faz longe de casa....
O empréstimo em si já foi um péssimo negócio, e se o dinheiro for usado pra pagar o Marcelinho teremos ainda cedido a chantagem e voltamos aos tempos de que fingíamos que pagávamos e eles fingiam que jogavam.
Já não me basta a vergonha com que a atual Diretoria tratou os atletas olímpicos e o time de basquete. Só o que foi gasto com o Jonatas, Josiel e Sambueza daria pra manter os esportes amadores.
E a gente ainda acredita nas engenharias financeiras e nas bravatas.
Saudações Rubronegras.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Novidade pra quem frequenta o FlamengoNet
Além disso, ele responderá dez perguntas enviadas aqui pelo Flamengo NET. Deixem nos posts as sugestões, e no fim de semana publicaremos as perguntas respondidas.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Nos últimos dias li notícias de que vários jogadores do atual elenco devem deixar o clube.
Marcelinho Paraíba deu o ultimato de 15 dias. Sambueza voltará ao River Plate. Kayke está fora dos planos. Josiel e Vandinho também devem sair.
Não que eu morra de amores por eles, pelo contrário, só acho que para o Campeonato Carioca o nosso elenco ficará bom sem essas peças.
No entanto, a minha maior preocupação é o Campeonato Brasileiro.
Chegará a um determinado período do ano em quê alguns de nossos titulares serão negociados e as peças para a reposição ficarão faltando.
Volto a frisar: essas peças de reposição atualmente não enchem os olhos de ninguém, mas bem ou mal estão lá. Ruim com elas, pior sem elas.
Temo que ocorra o mesmo fato do ano passado. Naquela brincadeira de buscar novos reforços (esses mesmos que estão de saída) perdemos umas setes rodadas, o título e a vaga para a Libertadores.
O que mais me espanta é que muitos desses que estão de saída tiveram pouquíssimas oportunidades. A maioria não chegou a jogar 90 minutos corridos.
É uma facilidade danada para se gastar dinheiro. Compra e vende; vende e compra.
E nesse vai-e-vem já estamos devendo cerca de R$ 800.000,00 ao Marcelinho Paraíba, segundo o Globoesporte.com.
Assim, não há Timemania que resista.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
No final do ano passado escrevi um post mostrando a minha preocupação de sermos "reféns" de Léo Moura e Juan, ou seja, de não mudarmos a nossa forma de jogar em função desses dois jogadores.
Apesar de estarmos iniciando a temporada, volto a questionar a "importância" dos nossos alas. Gostando ou não, reconheço a importância do Juan. Independente de estar bem ou mal na partida o mesmo nunca se esconde do jogo, ao contrário do Léo Moura...
Não digo que o Léo Moura é um mal jogador, pelo contrário. Já teve ótimos momentos no Flamengo. Ele sempre foi um jogador irregular e que volta e meia faz uma bela atuação.
A minha crítica é que essas belas atuações do Léo Moura estão cada vez mais raras. Não é de hoje que o nosso camisa 2 faz um joguinho pra lá de burocrático, se limitando a dor toquinhos para o lado e cruzamentos para a área.
Se por um lado ele não vem sendo efetivo na parte ofensiva, por outro, na parte defensiva, ele é nulo, como todos nós já sabemos. Com isso, ficamos sem ofensividade e sem marcação pelo nosso lado direito.
É bom o Cuca observar isso. No nosso elenco temos um jogador que teve poquíssimas oportunidades e tem um bom potencial: Fierro. Este atua na mesma função do Léo Moura. A diferença é que o chileno é mais ofensivo e sempre visa a linha de fundo, ao contrário do brasileiro, que gosta de afunilar o jogo pelo meio.
Não faço campanha bela barração de nenhum jogador, inclusive, acho que o Léo Moura deva ser escalado no time titular nesse início de ano.
Agora, não podemos ter jogadores intocáveis dentro do nosso elenco. E o Léo Moura, que eu lembre, NUNCA foi substituido ao longo de uma partida por ordem tática e técnica por nenhum treinador que passou pelo Fla nesses últimos anos.
É o caso típico do jogador que se acomoda, pois sabe que sua posição é intocável e garantida, independente de suas exibições. Parte da torcida, inclusive, tem uma paciência enorme por ele.
domingo, 25 de janeiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
Ladies and gentlemen, start your engines
Não vou entrar na pilha de "o brasileirão é obrigação", ou "temos que ganhar o carioca com os pés nas costas". Apenas vou torcer, pois perdi muito fosfato ano passado, e 25 dias de 2009 já foram suficientes pra me irritar com algumas atrocidades mercadológicas que insistem em acontecer no Flamengo.
COB, Ginastas e Flamengo
Concordo com o King no momento em que ele lembra - ou não se lembra - dos ginastas usando o Manto nas suas conquistas. Concordo quando lembramos que o COB recebe milhões de reais, e é incapaz de ajudar aos clubes que formam os atletas. Só lamento que o Flamengo esteja passando por esse perrengue e sendo pregado na cruz sem um só bandido ao lado.
As always, aparece um monte pra detonar, e nenhum pra defender.
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Por segundo, houve uma briga, uma troca de imprompérios durante a semana. Simplesmente moderamos o blog e demos um ban nos participantes. A coisa funciona assim. O blog é de vocês, mas cabe a uma equipe administrar a casa e seus conflitos. O que peço, em nome do blog, é que se acalmem, tomem chá de maracujá, uma dose de red com 2 pedras de gelo, ou seja lá o que for.
Boa sorte pra gente amanhã. Que venha o Friburguense.
A Ética das Formigas
Evidentemente que nesse sábado eu preferia estar como nosso time. Vestido de vermelho e preto e em concentração total para a nossa estréia no Carioca 2009. O Flamengo vai voltar e isso é o que importa. Mas a marcha dos acontecimentos e uma porrada de emails furibundos mais uma vez me atropela e serei obrigado a falar da popularíssima ginástica artística. Então vamos a isso sem mais delongas.
Incoerência, aqui me tens de regresso. E suplicante lhe peço a minha nova inscrição. Eu sei que vivo dizendo por aí que o Flamengo é o maior do mundo porque, entre nossas outras inúmeras vantagens comparativas, o Flamengo é muito mais que o futebol. Afora a nossa mítica gênese náutica o nome do Flamengo se gravou com letras douradas no livro maior do desporto nacional nas mais escalafobéticas modalidades. Vocês provavelmente já o sabem, mas permitam-me repetir apenas como lembrete aos mais avoados: Nos primeiros 113 anos de sua existência gloriosa o Mengão já foi referencia nacional em esportes tais como hipismo, arco-e-flexa, tiro ao alvo e luta greco-romana.
A esses esportes que hoje são apenas desbotadas reminiscências flamengas se junta agora a ginástica. Será que vale a pena chorar por ela? Além da glória, da confirmação da nossa já reconhecida superioridade e da imorredoura inveja da arco-íris, o que os nossos lauréis conquistados nas pistas, piscinas e tatames nos trouxeram?
Nas contas desapaixonadas de um inútil balancete olímpico o que devemos lançar na coluna dos saldos? Quantos torcedores a bocha arregimentou pras nossas hostes? Quantas cervejas os adversários nos pagaram em virtude de um mortal carpado? Quantos vascaínos você sacaneou depois da ultima final estadual de ping-pong? O que quero demonstrar é que para a medição de certas grandezas a matemática não no serve para nada.
Mas, infelizmente, a matemática continuará sendo a nossa principal aliada na longa, dolorosa e desglamurizada jornada que o Flamengo empreende rumo ao seu lugar de direito. Será que alguém ainda discute a necessidade de reinvenção do Flamengo? Não é ponto pacifico de que do jeito que está não dá mais? Não ficou cabalmente demonstrado que não se pode gastar mais do que se arrecada? Já não é a hora do futebol do Flamengo parar de carregar nas costas o ônus de pagar pelas nossas fugazes alegrias olímpicas?
Ignoro totalmente os meandros da administração dos esportes olímpicos flamengos. O que sei é que temos na vice-presidência olímpica uma dirigente amadora que é obrigada por lei a dar expediente na Câmara de Vereadores. Cada esporte deve ter seu diretor (não conheço a nenhum) que por sua vez devem ter seus compromissos pessoais. É com o tempo que lhes sobra desses compromissos que podem exercer suas funções executivas. Agora me digam se é possível ao Flamengo ou a qualquer outra agremiação terráquea ser uma referencia esportiva trabalhando dessa maneira amadora? Aliás, não precisam me dizer nada porque eu já sei que a resposta será NÃO.
Mesmo considerando Danielle, Diego, Jade, Georgette Vidor e Luisa Parente exemplos eloqüentes de rubro-negros de valor me permito um breve momento de mesquinharia. Em que pese toda a abnegação guerreira desses atletas, sua dedicação e os hectolitros de suor derramados não me lembro de nenhum deles a sacudir o nosso pavilhão nos pódios do mundo. Aliás, do que me lembro bem é do Diego desfilando suas medalhas de oiro em um carro de bombeiros em Curitiba sem qualquer adereço ou referencia ao nosso titânico Flamengão.
Muito se tem malhado o Flamengo e seus inortodoxos métodos de resolução de pendências com seus parceiros. Malhei também no caso da Nike, da Olimpikus e da Petrobras, mas agora que Marcio Braga abriu a caixa de ferramentas para detonar a sesmaria do COB e suas malfeitorias eu não malho não. Porque dessa vez o Mengão ta certo.
Com a dotação milionária com que o COB e seus perdulários engravatados arrancam dos nossos bolsos na base da canetada não há razão alguma para que eu e minhas garotas, que só usamos a piscina, continuemos pagando para que a Jade e o Diego mostrem ao mundo que não somos uma nação de aborígenes que só sabe correr atrás de uma bola. Quem tem que bancar o desenvolvimento do esporte nacional é o governo, a iniciativa privada ou a mão invisível do caboclo Adam Smith e não os já vilipendiados sócios do Flamengo.
Como já dizia o escocês " Não é da bondade do homem do talho, do cervejeiro ou do padeiro que podemos esperar o nosso jantar, mas da consideração em que eles têm o seu próprio interesse. Apelamos, não para a sua humanidade, mas para o seu egoísmo, e nunca lhes falamos das nossas necessidades, mas das suas vantagens."
Se o Flamengo quer mesmo se profissionalizar, se é isso mesmo que a torcida deseja, é bom que nos acostumemos a cortar na carne. Que nos habituemos a ser morigerados, econômicos e previdentes. Para que os tempos de cigarra acabem é preciso que a ética das formigas prevaleça. E acostumem-se logo à lógica dos pontos corridos, a vida das formigas sempre foi muito chata.
Mengão Sempre
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

PAPO DE SEXTA - Luciana Zogaib
Não posso esconder a ponta de inveja de ver todas aquelas taças de Libertadores e Mundiais mas é impressionante como o folclore é grande sobre um clube com uma estrutura tão caidinha. É fato que aquilo é um alçapão e só fiquei imaginando assistir de tão perto a conquista de um título como a Libertadores, deve ser realmente uma emoção ímpar, mas fora isso o estádio e o próprio museu são bem fraquinhos.
Ahhhh se no Mengão tivesse alguém capaz de transformar nossa belíssima sala de troféus em um museu de verdade, ah se aproveitassem a massa rubro-negra e soubessem lucrar com ela, mas lucrar para gerar mais lucro, para fazer do Mengão uma potência do futebol mundial.
Enquanto isso vou vendo os ginastas tendo que sair do clube e por ser uma ex atleta de GO fico muito triste porque até bem pouco tempo o Flamengo tinha a melhor estrutura para este esporte no Brasil e sempre se destacou na modalidade revelando muitos atletas. Até entendo a posição do Presidente, a total inoperância do COB, mas 90 mil por mês para manter a ginástica poderiam ser angariados de alguma maneira, afinal estes atletas que lá estão sempre honraram muito bem o manto, diferente de muitos sangue sugas que ganham cifras impublicáveis e que nada acrescentam ou acrescentaram ao clube.
Bom, o carioca está começando, a busca por mais um tri alimenta esse primeiro semestre e espero que 2009 seja um ano de maiores alegrias para todos nós.
Não reparem, mas o programa dessa vez foi meio corrido e feito fora do nosso cafofo na Gávea. Tivemos que cercar o Cuca lá na concentração porque, olhem que alvissareira noticia, o treino foi até mais tarde. Os caras ficaram treinando até escurecer apesar das violentas monções que se abatem sobre o Rio nos últimos dois dias.
Galera, dá um desconto aí porque eu não sou jornalista. Mas achei a entrevista com o Cuca surpreendente. A gente fica vendo o cara só na televisão e acha que já conhece o jeito e que já sabe como ele vai responder as perguntas. Nada a ver, um técnico, por mais personalidade que tenha acaba sempre incorporando características próprias do clube. Esse Cuca que eu achava que conhecia era o técnico do Foguinho, tava sempre lá passando mão na cabeça dos coitadinhos que não ganhavam naaaaaaada. Não foi com esse Cuca que eu conversei por 40 minutos na noite de quinta-feira.
Se lembra de 2005? Na primeira vez em que o Cuca foi treinador o Flamengo vivia o pior ano de sua história, a torcida se contentava com muito pouco e almejava menos ainda. O Cuca fez quase um Carioca todo com um time deplorável que foi escandalosamente roubado pelo Florminense e teve pouca chance de dizer algo memorável. Também não foi com esse Cuca que eu conversei.
Agora em 2009 Cuca chega num Flamengo onde a torcida retornou ao seu estado natural de justa megalomania e faz exigências em níveis manchesterianos. Não é que o cara já assumiu vários maneirismos próprios da nossa torcida? Conversei com um cara assertivo e extremamente seguro do trabalho que está fazendo. Não pipocou em nenhuma pergunta e acho que as respondeu sem palhaçadinha.
Pedi a ajuda de varias galeras pra levar perguntas de interesse da torcida, até aquelas conversas complicadas de 4-3-3, 3-5-2, 0-0-7 em que me enrolo geral. Mas não deu pra fazer nem um décimo de todas as perguntas. É evidente que agradeço a participação de todos. Agora vejam aí o programa (que é liberado pra todos, não precisando ser assinante da FLATV) e depois voltem pra comentar.
Mengão Sempre
Taça Guanabara 2009 - datas, locais e horários
25/01 - 17h00 - Flamengo x Friburguense - Maracanã
29/01 - 16h30 - Bangu x Flamengo - Moça Bonita
01/02 - 17h00 - Volta Redonda x Flamengo - Raulino
04/02 - 19h30 - Flamengo x Mesquita - Maracanã
07/02 - 18h15 - Macaé x Flamengo - Raulino
11/02 - 22h00 - Flamengo x Boavista - Maracanã
15/02 - 16h00 - Botafogo x Flamengo - Maracanã
*Os horários e os locais das partidas podem ser mudados de acordo com os interesses da FFERJ.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Assistindo à ótima entrevista do João Henrique Areias ao Arthur Muhlenberg, na FLATV, minha cabeça se abriu para uma realidade que a paixão acaba encobrindo. Esta lá a declaração do absurdo, em termos de marketing, que o clube cometeu contra três parceiros comerciais: a Nestlé, a Nike e a Petrobrás. Apesar da minha formação em marketing, minha paixão rubronegra me fez cego a uma constatação óbvia: não se pode tratar parceiros comerciais como inimigos. Você reduz cada vez mais suas opções, porque todas as alternativas ficam ressabiadas e passam a duvidar da seriedade do Flamengo como parceiro. Isso está rodando no ótimo “Nas Garras do Urubu” já faz uma semana. E, no entanto, o Flamengo elegeu mais um inimigo público: o COB, seu presidente Nuzmann e o governo e a alocação “equivocada” das verbas para bancar a formação de atletas olímpicos. E tome agressividade, destempero e ameaças. Ainda sobrou para os atletas, principalmente a Jade, acusados de denegrir a imagem do Flamengo na imprensa.
Parecemos o Hamas, tentando ganhar a luta contra Israel. Tome foguete, bombas e atentados suicidas. E ainda, quando o Fatah tenta o diálogo, eles, do próprio Hamas, vão lá e atiram nos militantes palestinos que tentam o diálogo, como inimigos do povo palestino, traidores “vendidos” a Israel. Qual é o resultado dessa coisa? Israel vai e usa sua potência militar e esmigalha os palestinos em Gaza. Traçando um paralelo, coloque qualquer um dos parceiros, reais ou possíveis, descritos acima, no lugar de Israel. Depois coloque os dirigentes do Flamengo no lugar do Hamas. Sabe pra quem sobram os rescaldos dessa briga? Para os civis palestinos, ops...., a torcida do Flamengo. A gente não leva uma. Estamos arriscados a ficar sem patrocínio quase nenhum em 2009, vamos acabar perdendo a Olimpikus, é um espanto que a Petrobrás se digne a continuar negociando e patrocinando o time e, quanto às verbas para os esportes olímpicos, bom, posso estar enganado, mas podemos nos preparar para a dor-de-corno de ver a Jade, o Diego e outros ganhando medalhas e campeonatos em nome de um Pinheiros, um Minas ou outro clube menos espalhafatoso e mais afeito ao diálogo, ao invés da agressão. Porque se nós, assim como o Hamas, não temos capacidade militar e de ataque efetivos, o mais prudente é baixar a bola, procurar conversar nos bastidores e fazer acordos. Sem jogar farofa no ventilador. Só quem sofre somos nós, os civis, Palestinos e Flamenguistas. Que Alá nos proteja.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Chutes e pitacos
O tom
Terminei o ano passado com posts um pouco amargos, motivados pelo festival de lambaças midiáticas protagonizado pelo clube. Mas, temporada iniciada, é tempo de olhar para frente e, mais especificamente, para dentro das quatro linhas.
O esquema
Ao contrário do amigo Alex, não desgosto do 3-5-2. Para uma equipe que depende tanto dos dois laterais e tem um zagueiro central que estava pensando em aposentadoria há poucos meses atrás, parece-me uma escolha precavida. Leo Moura e Juan terão bastante liberdade, e Airton pode segurar um pouco a onda de Fábio Luciano, que provavelmente vai jogar na sobra. Gostei também da escalação do meio no primeiro treino, com Ibson, Kleberson e Paraíba. Mas sei que vai durar pouco, já que Zé Bob deve entrar na armação e Paraíba deslocado pro ataque, ao lado de Obina. Não é o ideal, mas tá razoável.
O 10
Zé Roberto? Confesso que não compartilho do entusiasmo. Alex vê nele o típico malandro marrento que chama o jogo e se identifica com a torcida, mas eu vejo o sujeito que chega atrasado, reclama paca e joga um partidaço enquanto desaparece nos dois seguintes. Continuo com um pé atrás, principalmente se levarmos em conta o histórico deste tipo de jogador no Flamengo, clube que adora passar a mão na cabeça de atleta indisciplinado.
Contratações
Como afirmei em posts no final do ano passado, não acho que o Flamengo deveria se preocupar apenas em manter a base. Até animei com a notícia de contratação de Mota, menos pelo jogador e mais pela evidência de que Cuca quer mais. Ponto positivo, pois não podemos mirar no Estadual, mas no Brasileiro. Continuo achando que precisamos de mais alguém pra jogar na frente, pois Obina e adjacências são apenas razoáveis. E não quero terminar em quinto.
2009
Estamos numa posição privilegiada para o Brasileiro. O time da moda é o Curintia, para o qual todos os olhos estarão voltados. Não estaremos na Libertadores, e creio que ninguém vai olhar para o Flamengo como um favorito. É bom, deixemos os outros falarem e badalarem. Jogamos melhor quando chegamos miudinho.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
já que falar de problemas administrativos é post bobagem, tendo em vista que isso NUNCA influenciará um clube da magnitude cósmica do Flamengo, vou tentar agradar ao pessoal do Reclamandinho Zero, um clube informal que existe nas dependências do blog.
Enfim, eu, Alex, particularmente, sempre vou preferir o 4-4-2. Ainda mais num campeonato morto como o carioca. É bom ter esse esquema como opção (deveria ser o contrário), pois no Brasileirão temos mais da metade dos jogos no Maracanã.
A respeito da escalação homem-a-homem, eu não sei quem vai de primeiro volante, mas dali pra frente, NO MEU ENTENDER (não do blog), eu iria de Kleberson, Íbson, Zé Bob, Paraíba e Obina (ou Vandinho), com o Bob e o Paraíba numa flutuação constante, alternando entre criação e ataque.
Se alguém me disser que 2 jogadores profissionais não sabem fazer essa flutuação, então jogo meu boné e vou assistir à NBA.
E lá atrás tá tudo arrumado. É só o Bruno parar de falar besteira, e o time tá pronto pra levar o penta-tri.
Bom dia a todos.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
Apesar dos habituais problemas de vaidade interna...
Primeiro, Cuca pensa com carinho no 4-4-2, conforme esta reportagem. Bom saber que a tropa de elite pode estar com seus dias contados, e que voltemos a jogar como Flamengo.
O cara foi lá e abraçou um brasileirão.
Nada mais digo.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat
Patrocínios
Sem bola rolando, e sem Cuca começar de uma vez a esboçar seu time titular nos treinos - por que, meu Deus, tá demorando tanto? -, é inevitável que o papo sobre futebol concentre-se em assuntos extracampo. E, no momento, um dos temas mais movimentados é a questão dos patrocínios.
Chegou a haver a expectativa de se ver grande parte dos grandes clubes brasileiros iniciando a temporada com camisas limpas. No entanto, a verdade é que não tem ninguém por aí nadando em dinheiro e estão todos correndo para fechar acordos que façam a grana voltar a entrar - se as empresas tão sem dinheiro, que se abaixe o preço. Em uma demonstração prática da velha lei da oferta e da procura, o São Paulo já anuncia a renovação com a LG, por mais ou menos metade do que alardeavam que sua camisa vale.
E no Flamengo, por enquanto, só o que a gente sabe é que os esportes amadores, fora basquete e e remo, finalmente poderão ter seus próprios patrocínios. Fora isso, ninguém tem certeza dos valores e duração do novo contrato com a Petrobras. Está tudo em compasso de espera.
Temos ainda que considerar o seguinte: infelizmente, pro mercado publicitário, o que interessa é São Paulo. É lá que está o grosso dos investimentos, são as audiências de TV por lá que são divulgadas, a exposição pro público paulista é a que toda empresa quer, a vida é assim. Todo clube de fora de São Paulo já sai em desvantagem na hora de negociar contratos de patrocínio, infelizmente. E o Flamengo tem que conviver com esta realidade.
É óbvio - o Flamengo tem a maior torcida do país. O departamento de marketing do Flamengo, tão criticado (inclusive por mim), já fez um estudo interessante pra mostrar que o clube tem a marca mais valiosa do país, a torcida com o "maior PIB". Isso tem o seu valor; o Flamengo é o único clube verdadeiramente nacional e, por isso, poderia contornar essa concentração econômica em São Paulo como nenhum outro clube do Brasil. Infelizmente, pra isso, é preciso que a diretoria saiba potencializar este caráter nacional do Flamengo. Coisa que, até hoje, não soube fazer da melhor maneira.
E enquanto isso não mudar, a realidade a se conviver é a atual - e os valores que andam falando para o novo contrato com a BR parecem ser o que dá pra chegar mesmo, ainda mais negociando em uma posição desfavorável como acontece agora. O que se poderia tentar negociar, pra melhorar o acordo, é a entrega - o que o Flamengo dá ao parceiro em troca do dinheiro. A liberação dos esportes amadores já é um avanço. Mas o Flamengo ainda tem outras práticas que são fora do padrão do mercado e poderiam ser negociadas. Por exemplo: as mangas são sempre vendidas em separado, por todos os clubes do país - menos o Flamengo. O clube também permite uma marca extra na frente da camisa, colorida, que não se vê em nenhum outro uniforme de time grande do país. Esse tipo de prática, com a redução de valores no contrato, não poderia ser revista?
Tirando o aspecto financeiro, mercadológico da coisa - é triste ver o famoso Manto Sagrado se transformando em um macacão de piloto, como andou acontecendo nos últimos anos. Às vezes, dá vontade até de torcer para que não fechem contrato nenhum, só pra ver a camisa limpa, lindona como nos velhos tempos.
Romantismo besta, eu sei.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
"Os garotos do Flamengo têm muita técnica, mas o adversário tem mais competitividade".
A cada Copa SP eu escuto esse tipo de comentário e sempre me pergunto: por que os jogadores da base do Flamengo são tão franzinos?
Infelizmente no futebol atual não adianta ter só técnica. O preparo físico conta muito para o êxito de uma equipe (que diga o atual tricampeão São Paulo).
Sei que o objetivo da base não é ganhar títulos, mas esse fato dos nossos jogadores não conseguirem se impor fisicamente me incomoda bastante.
A grande prova disso é o Renato Augusto. Este, quando foi lançado aos 18 anos já mostrava além da técnica, um preparo físico compatível com o futebol atual. Não foi à toa que conseguiu um certo sucesso, ao contrário de Fabiano Oliveira, Paulo Sérgio e cia.
Ah, e sobre o jogo de hoje, os goleiros fizeram a diferença. Enquanto o do Fortaleza fez a diferença positivamente, o nosso vacilou.
Noite rubro-negra
Esta quarta-feira nos reserva uma noite rubro-negra!
Pela Copa SP de Juniores, os garotos encaram o Fortaleza, às 20h30. O jogo é válido pela segunda fase da competição. Quem perder está fora!
Pela segunda edição da Liga das Américas de Basquete, o Flamengo enfrenta o Universo/Brasília às 21h. Será a estréia do pivô Baby com o Manto Sagrado.
Além desses times brasileiros, o grupo tem ainda a participação de Deportivo Castro (Chile) e Libertad Sunchales (Arentina).
Os jogos desse grupo serão relizados na cidade argentina de Sunchales, e apenas uma equipe garante vaga na superfinal que acontecerá no mês de fevereiro.
O SporTV (39*) e a Rede Vida (26*) transmitem ao vivo o jogo da Copa SP, enquanto o SporTV2 (38*) passará também ao vivo a partida de basquete.
* Canais da NET Rio.
É UMA VERGONHA!
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Em São Paulo. Era um domingo de Sol. Minha família estava a passeio, localizada em um município próximo à capital, onde moramos. Meu pai, rubro-negro autêntico, contemplador da geração de Zico e Cia, ciente das verdadeiras dimensões do Mais Querido, olhava com tristeza a transmissão local da Tv, que iria começar a mostrar a final do Campeonato paulista entre Corinthians e Botafogo de Ribeirão Preto.
Já que a televisão escolheu a final paulista, decidimos fazer a viagem de volta à capital no horário do jogo, pois morreríamos de desgosto ficando uma hora e meia vendo gambazada e adjacências, esperando a torturante “bolinha pintar na tela” anunciando gols, que poderiam ser de qualquer campeonato do país. Era preferível acompanhar a final pelo rádio do carro, onde caçávamos uma estação que transmitisse nosso jogo. Nenhuma. Só havia a Rádio Globo do Rio, que devido à distância, tinha um sinal horrível, pouco compreensível e com um chiado ensurdecedor. Problemas pequenos perto da devoção rubro-negra. E fomos acompanhando o jogo durante toda a viagem, que durava cerca de uma hora e vinte minutos, a contragosto da minha mãe e irmã, já surdas e transtornadas pelos ruídos do rádio.
Eu no banco traseiro do carro já estava me acomodando e olhando a festa corintiana surgindo pelas ruas. Subitamente o narrador pediu a palavra do repórter que entrevistava Marcelinho Carioca na festa do Paulistão: o correspondente no Rio informava que o jogo estava acabando e o Flamengo teria uma das últimas chances em uma falta de longe, Petkovic, então camisa 10, se preparava pra cobrança.
Meu pai fazia “figas” ao volante. Eu levantei do meu lugar, com olhar distante, ouvidos no rádio, coração batendo forte, e gostaria que as mãos estivessem segurando os pés do Hélton. Na voz pálida e meio indiferente do narrador:
“- A falta é de muito longe, talvez seja a última chance, o Zagallo está rezando (e todos da rádio davam risada), Pet ajeita com carinho, a torcida balança as mãos no alto, clima incrível no Maracanãããããã... Vem Petkovic(...) Bateeeeeeuuuuuuu (barulho da torcida) Gooooooooooool !!!!!!!!! “
Meu pai largou o volante e me abraçou, quase causando um acidente monumental. Mergulhado em euforia, soltando palavrões mais cabeludos ainda, também ouvindo alguns da minha mãe, amedrontada e embasbacada pelo quase acidente que um “mero” gol poderia ter causado. Ele sorria contente por me ver comemorando a melhor decisão da minha vida: ser Flamenguista. Paramos em um bar para ver o gol. Minha mãe e irmã voltaram a pé para casa, que estava próxima. Provavelmente foram ver o Planeta Xuxa, que contava com a presença do Pet, Edilson, Júlio Cesar...
No bar os comentárioa de corintianos, santistas, são-paulinos e palmeirenses eram da ordem: “-Parabéns! Emocionante! Pô, a torcida de vocês é fenomenal... “ e também: “No Rio eu sou Flamengo! Aqui torço pra não sei quem, mas no Rio eu sou Flamengo!” E naquele instante a cidade inteira refletia a grandeza do Flamengo.
Porque momentos antes,em meio à festa corintiana do título, quando a bola do Pet entrou no ângulo, fez-se um minuto de silêncio (e de respeito) em São Paulo. E, com o perdão do termo, era um silêncio ensurdecedor.Mais do que os ruídos que ouvimos durante toda a viagem.
Jonas Policarpo Ico, acima de tudo rubro-negro, também é um paulista de 18 anos, que nas horas vagas é estudante e estagiário de engenharia mecânica na terra da Garoa.
No último tri, eu estava...
...trabalhando até poucas horas antes da partida. Dois amigos do Rio estavam comigo - moro em Brasília - quando fomos a casa do Alexandre (um grande amigo aqui de Brasília) que namorava a única vascaína presente no local (preciso dizer que era chata?).
Lá estávamos nos deliciando com a virada rubro-negra. Alguns foguetes já haviam sido lançados nos nossos dois primeiros gols. Algumas latas de cerveja também já haviam sido ingeridas naqueles prazerosos momentos. Eis que o tempo começou a "voar" e nada do terceiro gol chegar.
A angústia deu o tom na sala de visitas da casa do Capilé (apelido do Alexandre). A cerva já não descia redonda. O gosto amargo da derrota se misturava com o da cevada. Pronto, chegou o grande momento. Falta na entrada da área. Quem, quem poderia nos salvar? Lá vem ele , o sérvio Pet, pra fazer história, pra marcar o nome nos erários rubro-negros. Chegou a hora de apelar! Saída estratégica pela esquerda.
Deixamos a uruca da namorada do Capilé na sala principal onde todos assistiam ao jogo e fomos eu e o Roldão (isso mesmo R-O-L-D-Ã-O, não é apelido, é nome mesmo), para uma ante-sala onde encontrava-se a TV da sorte. Isso mesmo, numa ante-sala existia uma TV antiga, da época da copa de 70 que funcionava mal e porcamente mas que nos momentos de tensão trazia grande sorte ao mengão. Ajoelham-se defronte ao aparelho eu e o meu amigo Roldão .
Acho que nunca gritei e xinguei tanto na minha vida quando vimos - parecia em câmera lenta - a bola entrando no ângulo esquerdo do goleiro e logo em seguida estufando a rede do tri-vice. Foi uma correria doida, cada um ia para um lado, mais morteiros foram lançados, tinha gente chorando, tenha gente gritando...emoção total! Dia inesquecível, momentos inesquecíveis.
De resto foi só esperar o apito final. Até então nos referíamos àquela TV como "a mística da televisão da copa de 70" daquele dia em diante, ficou "a mística da televisão do tri do mengão".
Abraços, parabéns pelo blog e SRN.
Leonardo Lima FerreiraBrasília-DF
Eu como todo rubro-negro e carioca, amanheci naquele histórico domingo planejando ir bem cedo ao Maracanã para garantir o meu ingresso para a grande final.
Chegando no Maraca, a fila era quilométrica. O sol forte que fazia naquele dia era digno de um clássico domingo carioca.
Na empolgação para comprar o ingresso, sai de casa sem tomar café da manhã.
O jejum, somado ao calor infernal, me impossibilitou de eu continuar na fila (que não andava). Eu tinha na época 18 anos e estava com o dinheiro contado, fato que não me permitiu apelar para os cambistas.
Voltei para a casa frustrado!
Nesse dia meus pais resolveram fazer um churrasco e chamaram parte da minha família (todos rubro-negros).
Durante o jogo foi aquela adrenalina. A cada contra-ataque do Euller meu batimento cardíaco acelerava. Sorte que tínhamos Juan e Júlio Cesar salvando lá atrás.
O gol do Petkovic certamente foi o que eu mais comemorei em toda a minha vida. Para mim, pode não ter sido o mais importante, mas sem dúvida foi o mais marcante.
Flamengo tricampeão!
Jogo encerrado, parti com os meus primos até à Gávea para comemorar o título.
A cidade estava feliz. O Rio amanheceu mais alegre na segunda-feira. E eu, fanático como sempre fui, não perdi a oportunidade para comprar todos os jornais que mencionaram o tricampeonato do meu time de coração.
No último tri, eu estava...(por Rafael Strauch)
Putz eu estava em casa, não sei porque, mas de vez em quando meacontece uma dessas, assim como no ano passado quando eu fui até naestréia com o Boavista e só não consegui ir na final contra oBuáááá´tafogo (tinha machucado o pé e assisti pelo pay-per-view emcasa) ....
Mas voltando a 2001, o jogo estava sendo transmitido para o Rio de Janeiro, tenho certeza pois na época nós não tínhamos ppp emcasa, lembro que estavam apenas eu e meu pai na sala assistindo o jogo(meu irmão estava no Maracanã), minha mãe indiferente ao que acontecia. Era um domingo final de tarde, a claridade ainda estava boa, mas tinha a impressão dos refletores do Maracanã terem se acendido, talvez para tornar aquele final de tarde ainda mais apoteótico.
Na verdade quando o Pet bateu a falta não me lembro da bola encontrando seu destino, lembro de tudo antes, cada detalhe,tensão absoluta, sei apenas que os gritos de gol ecoavam pela vizinhança (e lá em casa) e eu fiquei estatelado no chão, descobri depois (no replay) que por coincidências da vida eu ficara na mesma posição que o Pet na comemoração, eu na sala de casa com meu pai, ele no gramado do Maraca com milhares de rubro-negros enlouquecidos, mas por alguns segundos possivelmente os dois com o mesmo sentimento a da"alegria absoluta" ....
SRN, Rafael_Mengão.
No dia do último tri, eu estava...(por Thiago Gonçalves)
Como alguns sabem, vivo em Portugal desde 2000 e naquele tempo, eu não tinha a facilidade de estar ligado o dia todo à Internet e podendo ler notícias fresquinhas sobre o Mais Querido. Minhas fontes de informação eram o jornal O Globo de segunda-feira que só chegava cá na terça ou quarta, o canal por assinatura GNT que dava alguns jogos (raramente do Flamengo, não sei porque) e telefonemas pros amigos e familiares do Brasil que o assunto acabava sempre em futebol e Flamengo.
No dia do último tri, eu tinha a visita aqui em casa de um primo tricolor. Acabamos de almoçar e fomos dar uma volta no shopping pra fazer hora pro jogo porque devido ao fuso-horário, aqui o jogo era as 19h. Fui devidamente trajado com o Manto e avisei meu pai que se a transmissão na GNT não começasse um pouco antes da hora do jogo, ele que me avisasse porque iria ficar pelo shopping numa loja de informática acompanhando pela Internet. O jogo havia sido anunciado, mas era normal que mudassem em cima da hora.
Estávamos de bobeira no shopping, quando passamos perto de um segurança e ele diz com sotaque brasileiro "É hoje o tri, hein..." Tive que parar e meter conversa com aquele rubro-negro, exilado como eu, mas numa situação pior que a minha: estava trabalhando e não teria como saber do jogo. Prometi-lhe que no fim do jogo, caso ganhássemos, ia lá no shopping dar a notícia a ele. Pouco antes da hora do jogo, meu pai telefona e me diz que já estava a transmitir. Vamos pra casa que a hora tá chegando...
Não preciso falar da emoção do jogo porque isso vocês todos lembram, mas tem um ponto que até hoje acho super esquisito na maneira como vi aquele jogo. Eu ainda não sei como, mas naqueles últimos minutos antes do gol do Pet eu não estava minimamente nervoso. O tempo passava, o título cada vez mais longe, e eu calmíssimo. Parece que alguma coisa me dizia que mais cedo ou mais tarde, o gol ia sair. Mas quando vi o Pet ajeitando a bola e o relógio no canto da tv marcando 43 minutos, a ficha caiu. Pensei: Tem que ser agora!! E foi... Estávamos quatro vendo o jogo: eu, meu pai, meu irmão e meu primo. Saltamos e gritamos em conjunto e até meu primo tricolor gritou gol. Acabou o jogo e lá fui eu avisar o segurança, como prometido. Ele já sabia porque outro rubro-negro que passou no shopping já o tinha avisado, mas valeu a pena. No dia seguinte, passei na banca de jornal e reservei meu O Globo pra quando chegasse, pois não poderia perder aquele exemplar de maneira alguma.
No dia do último tri, eu estava...
Caros amigos,
a minha história do último Tri começa no primeiro jogo, vencido pelo bacalhau. Era um churrasco e havia apenas um vascaíno, que ficou gritando "é campeão" no final do jogo. Saí do churra puto, mas com alguma coisa me dizendo que seríamos campeões, que eu deveria pegar a estrada (130 km - Barra Mansa X Rio) e ir para o Maraca.
No dia do jogo, chamei vários amigos para irem comigo ao jogo, mas todos pipocaram. Passei em um bar aqui de Barra Mansa (Bar do Belló), sabendo que haveria alguns conhecidos lá, para tentar levar alguém, mas ninguém quis ir (estavam com medo; realmente era uma tarefa difícil, vencer o rival por dois gols de diferença).
Parti para o Rio sozinho, de carro, sem ingresso. Na descida da Serra das Araras, ouvindo a Rádio Globo, escutei que as arquibancadas verdes e amarelas haviam acabado. Bateu o desespero. Tinha um Gol Mi (1000) na época, e levei de Barra Mansa até o Maraca por volta de 1:10, fazendo o impossível. Estacionei no lugar de sempre (descendo aquele viaduto que sai da Radial Oeste e vai cair na Av. Maracanã, naquele gramado na descida do viaduto, à direita). Faltava o ingresso...
Começaram a surgir boatos de que os ingressos haviam acabado. Entrei na fila da arquibancada branca. Como num filme, quando chegou a minha vez, depois de enfrentar a fila, o bilheteiro falou: "Acabou!". Quase chorei. O cara viu a minha expressão de desespero. Contei a história da viagem, dramatizando o máximo que pude. Qual não foi minha surpresa quando o cara abriu um pacote e tirou um ingresso do meio de bolo deles (eram muitos ingressos!). Safadeza do cara, certamente repassaria para os cambistas. Mas pelo menos para mim ele vendeu um.
Ingresso na mão, bebi umas três geladas perto da Estátua do Bellini e parti para dentro do Maraca. Não estava totalmente lotado, e deu para ir tranquilamente para o lugar cativo (acima da Dragões, entre a Raça e as especiais).
Fizemos um a zero, mas no finalzinho do primeiro tempo os caras empataram. Foi aquela ducha...
Mas uma coisa me marcou: próximo a mim estavam vários catarinenses, que foram ao Maraca de ônibus torcer para o Mengão. E tinha um moleque, de uns 10 anos mais ou menos, que estava desesperado, quase chorando, achando que não daria para ser campeão. Pensei comigo: "o Flamengo precisa vencer; esses caras andaram mais de 1000 quilômetros e não podem voltar para Santa Catarina sem o título..."
Logo no início do segundo tempo, o Edílson fez 2 X 1, em grande jogada do Pet pela esquerda.
Depois disso, o time se mandou, e passamos vários sustos. Não fosse o Júlio César, não haveria o Tri (considero o Júlio tão importante quanto o Pet naquela partida).
Antes do gol, o Pet chegou a bater uma ou duas faltas (não me lembro bem), mas nenhuma passou perto.
Quando veio a falta do gol, olhei para molequinho de Santa Catarina, que já estava desanimado, cabisbaixo e falei: "O gol vai sair agora...". Tenho costume de falar isso no Maraca. Na maioria das vezes não dá certo, mas em algumas...
Só lembro do Pet partindo para a bola ela estufando a rede (de onde eu estava não dava para ver a curva). Depois, só lembro de estar abraçado a várias pessoas que nunca havia visto, choradeira geral, e espera pelo apito final.
Dei um abraço naquela galera de Santa Catarina (certamente ajudaram a espalhar o Rubro-Negrismo naquelas terras - um abraço a todos) e voltei para Barra Mansa para tomar umas e zoar os vices (de novo!).
Saudações Rubro-Negras e rumo ao próximo Tri!
Carlos Vinicius Rosenburg
No dia do último tri, eu estava...
Quarto este que assisti desde o mundial de 1981 onde tinha diversos enfeites, flâmula, bandeiras, colcha da cama de solteiro do Mengão, coleções do Jornal dos Sports (quando alguém trazia do Rio pra mim), enfim diversas coisas que saberia que teria que deixar pra trás porque ia morar com minha esposa, sabia que não dava pra levar tudo (mesmo ela sendo Flamenguista).
Então a despedida deste meu canto onde pude sorrir, rezar, fazer promessas e chorar com alegrias e tristezas deveria ser mais do que especial.
Quando o Pet correu pra bola, segurei o manto com tanta força que pensei que fosse rasgar, e a danada entrou onde popularmente todos conhecem como o canto onde a coruja dorme, eu dei o maior grito da minha vida e dei um murro na cama com tanta força que acabei errando o alvo e em vez de acertar o colchão eu acertei na quina da cama que era feita de madeira a dor só não foi maior do que a alegria.
Ano passado tive a oportunidade com 33 anos de conhecer pela primeira vez o Maracanã e realizar o meu sonho de criança, fui assistir a final do Carioca com o Botafogo e quando rolou o lance deste gol no telão do Maracanã antes de começar o jogo eu pensei que se eu pudesse realizar uma única viagem no tempo eu certamente pediria para estar no Maracanã naquele dia...
Sylvio Santiago
Fortaleza - CE
No último tri eu estava...
Aquele segundo, porém, era único: faltavam poucos minutos para formarmos a Nação mais feliz do mundo durante as próximashoras,dias, semanas - enfim, enquanto durasse a lembrança. Dura até hoje.
...em casa, sentando bem em frente à TV. Meu pai, que me ensinara a ser Flamengo desde tempos imemoriais, havia saído de casa, separara-se de minha mãe. Era a minha primeira final sem ele. As duas últimas havíamos assistindo e comemorados juntos, com direito a hino tocado em volume alto no microsystem da sala e minha mãe compreendendo aquela hora, hesitante em pedir para que se baixasse o volume.
Em pleno jogo, contudo, não me lembrei de meu pai. Não lembrei e nem pensei em coisa alguma que não fosse Flamengo, bola, gol, tricampeonato, Julio César pegando tudo, Beto cheio de raça, Pet, o camisa 10, Edílson e sua ligeireza de ponta-de-lança, Zagallo muito velho mas cheio de uma audácia que até os adolescentes se ressentiam (eu me ressentia). Mas cadê o gol? Passava o tempo. O placar, mesmo com a vitória de 2 a 1, era dolorosamente insuficiente. O tempo passava implacável. Um gol até os quarenta, eu pensava. Depois disso era impossível. Catimba de Futebol eu conhecia já, meu pai sempre dizia, depois dos quarenta é milagre, é designo ou castigo de Deus.
E foi aos quarenta e dois minutos, numa falta marcada tardiamente, num lance agudo do Edílson, pondo a bola em profundidade pro Jorginho. Infração marcada. O apito trilou. Última chance. Há um corte na imagem: aparece Alessandro com as mãos em prece. Volta a imagem para Pet. “Vai ser gol”, pensei. Pet cobra a falta, a bola sorrateira dribla a barreira numa curva e deixa-se quedar nos fundos da rede, qual objeto capturado ou que se deixa capturar, faminta de glórias mas saciada ali sob as traves doo arqueiro cruzmaltino, derrotado, como seu time.
Eu, esgotado diante da alegria boba daquela hora aguda, presenciava o meu primeiro tri. E ouvia tanto meu pai falar em tri, tri, tri. Nunca entendia. “Tri do estadual, que coisa mais tola”, sempre pensava. No entanto, com aquele gol, entendi de uma vez por todas a alegria e a (boa) dor de ser rubro-negro. Jamais esquecerei deste jogo, daquele gol.
* Por Ederval Fernandes, 24, flamenguista, baiano de Feira de Santana
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
No dia do último tri, eu estava...
E escrevi, à época, as seguintes linhas, que não poderia escrever melhor agora.
Segundos eternos
Quarenta e dois minutos do segundo tempo. O Flamengo vence o Vasco por dois a um. Placar insuficiente para ser tricampeão. O tempo se esvai, mas a torcidarubro-negra não sai do estádio. Porque acredita. Acredita pois aprendeu a crerno possível e no impossível, acredita na mística da camisa, acredita que, maisque ninguém, ela merece aquele título. Acredita porque viu um time com raça,característica que acompanhou o Flamengo em todas suas grandes conquistas, seimpor sobre um Vasco de quem se insiste dizer ser superior na qualidade técnica,mas que mais uma vez acovardara-se, apequenara-se ante ao rival. A torcidaacredita, enfim, porque é Flamengo. Porque dela nascem os milagres. E sabe que oFlamengo não irá decepcioná-la.
Quarenta e dois minutos, vê Zagallo em seu relógio. Coça a cabeça, segura aimagem de Santo Antônio de Pádua. Rege a reza das arquibancadas. O comentaristaWashington Rodrigues, rubro-negro confesso, tem a visão: "Acaba de chegar noestádio São Judas Tadeu". Não podia ter mais razão. A torcida do Flamengo,ritualmente, balança as mãos. Sabe que aquela é a hora. Aquela ou nenhuma outra.
Os jogadores também sabem. Edílson, artilheiro do campeonato, autor dos doisgols do jogo, aproxima-se daquele que vai cobrar a falta. "Você está se sentindobem? Porque se não estiver, toca pra mim que eu entro na área e faço o gol. Setiver, cobra a falta. Mas decide essa p...". O cobrador ouve. Ele está bem. Jásimulou esse momento várias vezes, quando no treino seus companheiros diziam:Finja que essa é a última falta no último momento do campeonato. Invariavelmenteconvertia. Mas agora era a vida e a morte. Era a falta.
Vestia a camisa 10, o cobrador. A mesma camisa que imortalizara Zico noscorações rubro-negros, que antes do Galinho fora de Dida, herói do segundo tri.A mesma camisa que se imortalizara com seus donos, que tinha uma místicaprópria, a mesma camisa que vestia Rodrigo Mendes ao marcar o gol do título em1999, o título que em primeiro lugar proporcionara estar em jogo ali umtricampeonato. Vestia, enfim, a mais tradicional camisa do mais tradicional dosclubes do Brasil. E tinha que honrá-la, tinha que imortalizá-la mais uma vez,mais que isso, tinha que imortalizar-se vestindo-a.
Já quarenta e três minutos. O cobrador, Dejan Petkovic, eis seu nome, avançapara a bola. Chuta, com seu pé direito. Segundos eternos conduzem a bola ao gol.O goleiro cruzmaltino Hélton se estica, pula, faz o possível. Não é suficientepara conter a cobrança perfeita do camisa 10 da Gávea. Entre a mão de Hélton e otravessão, a bola entra no único espaço possível. É gol. Gol da camisa 10. Golde Petkovic. Gol do Flamengo. Gol do tricampeonato.
A torcida explode. Chora, ajoelha-se, agradece. Do outro lado do Estádio MárioFilho, os vascaínos, que jamais compreenderão o que é Flamengo, que jamaisaceitarão a mística de seu manto, observam, assombrados. Boquiabertos. Naquelessegundos eternos, o título muda de dono, o sonho do tri torna-se real, e otri-vice-campeonato do time da Cruz de Malta, a dura realidade com a qual seustorcedores terão de viver.
O artífice dessa desilusão de um lado, e da explosão de júbilo do outro, aindanão acredita no seu feito. Crê, modestamente, que sua bola bateu no lado de forada rede. A comoção das arquibancadas, uníssona àquela de 35 milhões detorcedores, o traz à doce realidade. A bola tocara a rede, mas do lado dedentro. Ele a podia ver, descansando atrás da linha da meta de Hélton.
É a vez do craque explodir em júbilo. Corre para a beira do gramado e deixa-sequedar sobre o palco de seu triunfo. É coberto pelos companheiros, que celebramo feito do novo imortal rubro-negro. É coberto pela torcida, que para sempreguardará o feito de Pet, carinhoso apelido que não espelha a grandeza de seugol, na memória e no coração.
Quarenta e quatro minutos. O placar marca, Vasco 1, Flamengo 3. Zagallo beija osanto, vê que a fé compensa. Petkovic ergue-se do gramado. A torcida vascaínadeixa o estádio, o jogo se reinicia. Cinco minutos depois, nova explosão. Fim dojogo, Flamengo tricampeão. Nada mais importa agora. A cidade pode vestir-se devermelho e preto e celebrar seu novo rei. E tanto ele quanto ela irão sercapazes para sempre de recordar-se dos segundos eternos de Dejan Petkovic, ossegundos eternos do Flamengo.
Rodrigo Rötzsch, 26, é jornalista, carioca, e rubro-negro _não necessariamente nessa ordem.
No dia do último tri, eu estava...
Nisso, a imagem cortou direto pro Maraca, e Pet se preparava pra bater a falta.
Como eu bem disse, eu estava em casa, bêbado, chorando.
E você? Nos envie seu relato para publicarmos.
E nada mais digo.
Em 08/07/2004 eu enviei um texto ao Juan Saavedra, concorrendo com alguns outros colegas a uma vaga como blogueiro da Flamengonet. Éramos quatro concorrentes e eles me escolheram, sei lá eu por que.
Ultimamente vi que estamos ameaçados de ficar sem a Jade, a Daniele e o Diego, além do basquete e do futebol de salão. Pior: dizem que a Nike vai melar o pré-acerto com a Olympikus e que a Petrobrás vai reduzir o valor mensal do patrocínio, além de haver cotas do ano passado que ainda estariam bloqueadas. E como desgraça pouca é bobagem, a Timemania micou, o processo de arrendamento do Maracanã parece que vai virar licitação para cessão definitiva do complexo total e vai demorar muito mais tempo do que se pensava.
Fui reler o texto, aquele primeiro, que foi escolhido pela administração do BLOG. Sabe o que mudou? NADA! Continuamos desprezando a torcida mais apaixonada e numerosa do Brasil e, de chapéu na mão, mendigando adiantamentos de cotas de TV e outros que-tais. Republico o texto, quatro anos e meio depois. É triste.
Penso que o tema em si é o maior erro que cometemos, de uma maneira geral: quase todos estamos esperando algo do Flamengo, um evento quase sobrenatural e espontâneo, que mude as coisas e alivie esse incômodo que vai se perpetuando. No máximo usamos alguma mídia para cobrar mudanças ou criticar o que não nos agrada. É uma atitude passiva e reativa. É preciso achar uma forma de canalizar o potencial de criatividade e mobilização que, dentre 35 milhões de torcedores, deve existir, e achar soluções que partam de nós, para nos salvar do abismo em que o clube caiu. Venho fazendo sugestões pelos e-mails do Flamengo, desde a gestão Edmundo. Concluí que eles estão tão ou mais perdidos do que qualquer um de nós. É preciso criar a revolução! Uma continha simples: Precisamos de umas 35 idéias muito criativas, simples de executar, para divulgar até aos mais isolados rincões rubro-negros do país e que resultem no saneamento rápido e definitivo das finanças, na reengenharia da gestão e, principalmente, no direcionamento rumo a um grande time, com peças de reposição constantes e catalisador para uma entidade tão grandiosa quanto nossa torcida e a paixão que ela devota ao Flamengo. E por que 35? Apenas um chute: parece estatisticamente improvável que 0,000001% da torcida não tenha capacidades muito além das normais para propor coisas que revertam o caos e o transformem em ordem, progresso e futebol. Onde estarão esses 35 rubro-negros iluminados? Por que não se apresentam, porque não põe suas idéias num painel para discussão e debate, porque não usam seus dons para liderar essa mudança? Vamos procurá-los, vamos convencê-los a agir. A alternativa é tão triste que eu me recuso a considerá-la. Uma vez perguntei a um primo se ele não pensava em ir para um país do primeiro mundo, ficar rico e famoso, sem os problemas do Brasil Ele respondeu que não e eu quis saber por que. Ele respondeu simplesmente que não tinha nenhum país que tivesse Flamengo, então ele preferia ficar no Brasil.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat
Como contornar o perrengue olímpico
O ano começou com o pessoal se dando conta: não há dinheiro na Gávea. Isso se reflete no elenco do futebol, sem os reforços que muita gente esperava. Mas, ao que parece, está batendo mais forte nos esportes amadores, onde Patrícia Amorim e companhia vão passando perrengue para cortar o orçamento e fazer os gastos caberem na contabilidade precária do clube. Chegou a se falar no fim do basquete e da ginástica olímpica, as duas modalidades que mais visibilidade tiveram no clube nos últimos anos.
Se isso acontecer, Márcio Braga e companhia - incluindo outros que estejam pensando em concorrer à presidência no fim do ano - podem começar a trabalhar na solução para financiar estas equipes. O caminho já é conhecido no clube; é o mesmo que estão buscando para finalizar o Ninho do Urubu. A Lei de Incentivo ao Esporte está aí mesmo pra isso - no duro, ela foi pensada muito mais para financiar as modalidades olímpicas do que pra ajudar clube de futebol a fazer CT. Que se preparem os projetos, se apresente ao Ministério e, em 2010, coloque-os debaixo do braço pra passar de porta em porta pedindo dinheiro. Não acho que vá ser difícil arrumar empresas dispostas a associar sua marca ao Flamengo sem gastar nada - é dinheiro que elas pagariam de impostos e, em vez disso, investirão em uma instituição popular, ganhando exposição de suas marcas em troca.
É bom dizer: eu sou a favor de que o clube continue se mantendo como poliesportivo, trabalhando as modalidades olímpicas. Penso isso não só em termos de equipes de alto rendimento, mas olhando a coisa pelo lado social mesmo. Acho que o clube tem muito a oferecer à sociedade neste campo, e isso seria bom pra todos e pro próprio Flamengo. E há múltiplas maneiras de pensar em parcerias com empresas e com o próprio Estado para agir nessa linha, fora a própria Lei de Incentivo ao Esporte. Eduardo Paes, por exemplo, já anunciou a intenção de fazer os alunos da rede pública usarem instalações de clubes para praticarem esportes. Essa idéia já poderia ter partido do próprio Flamengo, que afinal vive enrolado com dívidas tributárias, há muito tempo.
• André Monnerat é profissional de marketing em Internet, já jogou muito basquete, enganava no pólo aquático e também escreve no SobreFlamengo.
Seja na Terra, Seja no Mar (XVI) 
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Os mais antigos reconhecerão no título do texto uma alusão à black music eternizada por Aretha Franklin. Os mais novos vão pensar que vem mais uma loucura por aí.
Mas se você for rubronegro, haverá de entender que o que falta ao flamengo hoje é RESPEITO pelo Flamengo.
Conto uma história que aconteceu comigo, à época em que Paulo Rink e Oseias azucrinavam as defesas adversárias com suas tabelas e gols pelo atlético paranaense.
Estava eu na casa do P.R. ao lado de um amigo atleticano, daqueles quase autistas de tão fanático. De provocação, perguntei se ele não tinha vontade de jogar no Flamengo.
Ele foi curto e direto: "Não".
Eu simplesmente repliquei com as seguintes palavras (talvez não tenham sido essas, mas a essência sim): "Bom, então você não sonha em vestir a 10 que foi do Zico, e sim morrer aqui, como o paulo rink do atlético, e não em ter a chance, com o futebol que todos dizem que você tem, de se consagrar no time de maior torcida do país". Isso, na presença da esposa dele, noiva na ocasião. Todos me olharam, e eu, cínico, ri e completei: "Brincadeira. Você e o Oseias formam uma bela dupla.
O que eu quis dizer com essa historinha?
Simples: Há anos que o flamengo deixou de respeitar o Flamengo. Jogador vem, jogador vai, e não vemos mais aquela dedicação dos tempos do Zico. Não ouço ninguém comentando "po, fulano treinou falta até altas horas da noite ontem" ou "o treino de hoje foi chato, só de fundamento, mas os jogadores foram persistentes". E mais...quando um idiota como aquele chorão do time de chorões vem e fala que NUNCA jogaria no Flamengo, não vejo UMA PESSOA SEQUER DA DIRETORIA pegar um microfone e dizer "vem cá, quem é você, playboyzinho de merda? O que você já ganhou no futebol brasileiro pra falar do Flamengo?" O exemplo foi com ele, mas poderia ser com qualquer um.
É claro que não podemos nos certificar quem veio antes, a galinha ou o ovo. Mas o fato é que a nossa auto-estima está baixa, e quando o MB fala que nos falta arrogância, aquela empáfia que tínhamos ao abrir a mão pra mostrar o penta, já era. E isso tudo é fruto das burradas, das ingerências, da exposição desenfreada, da falta de comando, da falta de profissionalismo, e sabe-se lá quantos mais itens pudermos citar.
Para retomarmos o curso natural da história, convém o que alguns já falaram em tom de brincadeira, mas que é a mais pura verdade: quando o moleque chegar na Gávea, tem que fazer um curso, e depois um vestibular. O jogador "maduro" que chegar, idem. Tem que aprender o que foi o Flamengo, para voltarmos a ser o que pensamos ser, mas que os números mostram ser uma mentira deslavada....Um caso recente alerta para esse tal RESPEITO: Íbson negou a camisa 10. Oras, quem, em sã consciência, negaria o maior ícone do clube?
Para completar, vem o sr. Isaías Tinoco e diz que futebol é business.
O assunto é longo, não vem de ontem. E desgasta muito.
Se eu tiver mais saco, volto a dissecar.
Enquanto isso, vida que segue.
E nada mais digo.
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