Qual o melhor técnico?
Comparação rápida entre o pouco que sei e os nomes que se cogitam:
Andrade: ídolo e um dos grandes jogadores da melhor geração que o clube produziu. Foi craque, cracaço mesmo, mas nunca se revelou um grande estrategista. A comparação com o Carlinhos ainda me parece mais folclore do que realidade. Ao seu favor o fato de já chegar com a torcida ao seu lado (o que significa que se vier um novo nome já terá a torcida contra) e de estar mais próximo do estilo paizão que os mais influentes do elenco gostam.
Eu não quero Andrade. Acho que ele pode ficar, mas cedo ou tarde vai sair por baixo. Prefiro que ele seja protegido, mas vai ver que não é isso que ele ou que o destino quer. Vai saber...
Geninho: desde que começou a carreira a regra é fugir do rebaixamento. Houve exceções, mas no geral é técnico de time pequeno. Dizendo ou não que o clube atrasa salários não é técnico pro Flamengo.
Mancini: no Santos eram dois zagueiros e dois volantes mais fixos com dois laterais ofensivos, três meias e um centroavante. Dois meias funcionavam como pontas encostando no ataque (Mádson e Neymar) e um meia conduzia mais as jogadas e ajudava nas inversões (Paulo Henrique). O esquema deu certo no campeonato estadual e naufragou no Brasileiro.
Deu muito certo no Vitória. Até gosto da forma como arma seus times, mas não consigo ver jogadores no elenco para ele formar o esquema assim. Chutando um time dele: Bruno, Léo Moura, Angelim e David, Juan, Willians e Kleberson (que não me convence como meia), Éverton, Adriano e Emerson.
Sérgio Guedes: estranhamente é o que menos conheço, mas o que mais me agrada. O Santo André sempre teve padrão de jogo - mesmo perdendo -, joga em um esquema simples e com jogadores por quem ninguém dava mais nada ou que marcam mal: Marcelinho Carioca, Cicinho e Gustavo Nery, por exemplo. Soa familiar? Chutando um time dele: Bruno, Léo Moura, Angelim e David, Juan, Airton e Willians, Kleberson e Sei lá, Emerson e Adriano.
Carpegianni: olha, deixando o passado corinthiano do cara, eu acho incoerente pra caramba você demitir um técnico que inventa por outro que inventa mais ainda. Carpegianni não emplaca um trabalho que me convença desde, sei lá, a Seleção do Paraguai em 98. Seria caro, não é tão bom quanto dizem (ainda acho que em 81 ele aproveitou um esquema que o Coutinho criou, embora isso seja mais feeling do que constatação) e acho difícil que fique até o fim do ano. Chutando um time dele: Bruno, Léo Moura, Airton, David e Angelim, Juan, Willians e Kleberson, Éverton, Adriano e Emerson. Mas chutar um time do Carpegianni é semiimpossível.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
LIGA
Grande vitória. Descontando apenas a segunda parte do segundo tempo, em que todo mundo “morreu” e a saída do Toró simplesmente desarrumou completamente a defesa, o time mostrou uma coisa fundamental – compromisso, coesão, parece que todos estão fechados com o Andrade. Tudo indica que deu liga. A última vez que vimos isso foi com o Papai Joel.
Apenas dois alertas:
1) O jogo foi num campo pesado, os dois times sentiram, tanto que o ATL-MG teria que fazer 5 substituições se fosse possível. Mas está dando pinta de que a preparação física caiu, não está dando para 90 minutos. O Adriano, por exemplo, perdeu um gol por que não teve arranque para fazer aquela virada por trás do zagueiro e sair cara a cara com o gol. A virada ele até fez mas ficou pregado no chão e a bola foi embora. Tem que dar o devido desconto dos jogos no meio e no fim de semana já tem algumas rodadas, mas é bom ligar o pisca-alerta. Só para lembrar novamente: a seleção de vôlei começa a treinar todo dia às 7:30 da manhã. E vai direto. Por isso os caras são oito vezes campeões da Liga Mundial, campeões olímpicos, e entra novato, sai veterano, o padrão do time não cai.
2) O jogo de domingo é contra o Náutico, último colocado, estamos numa curva ascendente, o time parece motivado mas... cuidado e canja de galinha não fazem mal a ninguém. O Flamengo adora entregar essas rapaduras. E Toró não joga. Tem que aprender com os trocentos casos semelhantes recentes e fazer diferente desta vez.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Maracanã - 21:00h
Tenho um colega de trabalho, mineiro do interior e atleticano. Gente boa e fanático por seu time, está curtindo a liderança do Atlético e até o fenômeno de público da torcida. Não entro no mérito se o ingresso é barato ou não. Se o Flamengo estivesse com uma campanha um pouco mais consistente, eu sei do que a nossa torcida é capaz. Não preciso de matéria de jornal para provar.
Esse colega está, desde o início do ano, falando desse jogo. Resultado do fiasco do ano passado, quando pela n-ésima vez depositávamos a esperança de que o time, enfim, tomaria vergonha na cara e partiria em busca do objetivo que A TORCIDA almejava.
Pois foi no dia da decisão da Libertadores desse ano, que me aparece no corredor um engravatado, também oriundo das Minas Gerais, de passagem pelo Rio, e começa a conversar com um tricolete ao lado da minha mesa:
- "Pois é... Eu sou atleticano mas não tenho isso de torcer contra, não. Eu quero que o Cruzeiro ganhe. Eu só torço contra um time: o Flamengo! Eles com aquela torcidinha (sic) que está na miséria, não é essas coisas todas que pensam e acham que são os melhores. (...) Esses eu torço contra mesmo! Até comemoro!"
O tricolete, que já se vê nos horrores, corroborava, destilando suas frustrações.
Minha vontade foi de responder a tamanha audácia, mas lembrei que sou acima de tudo, civilizado, esperando que o time resgate em campo a melhor lição que ele pode dar a tão recalcadas criaturas. Abri um sorriso meio ingênuo, de canto de boca, enquanto tratava de, acintosamente, deixar a mostra meu mouse-pad, com o escudo rubro-negro já bem desbotado, mais velho que o Tetra-tri.
Ah! Como eu queria um time capaz de dar-lhe esta resposta... A resposta que a torcida espera desde o ano passado!
"O que tiver de ser, será! Pobre coitado de ti!"
Pedinte grego, no Parthenon, para o personagem Laio - Novela Mandala - Meados dos anos 80.
Link para o jogo: www.rojadirecta.com
Links liberados próximo à hora do jogo (horário de Brasília), no quadro à esquerda, lembrando que os links do justin andam com limitações.
CADERNINHO DO SIMÕES LOPES
Flamengo x Atlético Mineiro (Brasileiros 1971-2008)
Jogos: 42 - RJ (20), MG (21), DF (1)
Vitórias: 15 (61%) - RJ (11), MG (4)
Empates: 10 (22%) - RJ (4), MG (6)
Derrotas: 17 (17%) - RJ (5), MG (11), DF (1)
Gols pró: 49
Gols contra: 60
Resultado mais comum: 1x1 - 7 vezes
Maior sequência sem perder: 5 jogos -1987 a 1990
Maior seqüência sem ganhar: 6 jogos - 1982 a 1987
Jogador que fez mais gols: Zico - 4 gols
Primeiro jogo:
Flamengo 0x1 Atlético/MG (21/8/1971)
Último jogo:
Flamengo 0x3 Atlético/MG (11/10/2008)
Maior goleada:
Atlético-MG 0x3 Flamengo (22/9/2002)
Time: Júlio César, Felipe Mello, Flávio, André Bahia e Athirson; Jorginho (André Dias), André Gomes, Iranildo (Andrezinho) e Fábio Baiano (Ânderson Gils); Zé Carlos e Liédson.
Gols: Liédson, Zé Carlos e Liédson.
Jogos memoráveis:
Flamengo 1x0 Atlético/MG - 1972
Flamengo 2x1 Atlético/MG - 1976
Flamengo 3x2 Atlético/MG - 1980 (final)
Flamengo 2x1 Atlético/MG - 1981
Flamengo 2x1 Atlético/MG - 1982
Flamengo 1x0 Atlético/MG - 1987 (semifinal)
Atlético/MG 2x3 Flamengo - 1987 (semifinal)
Flamengo 2x0 Atlético/MG - 1988
Atlético/MG 2x4 Flamengo - 1997
Flamengo 3x2 Atlético/MG - 1998
Atlético/MG 1x2 Flamengo - 2000
Atlético/MG 0x3 Flamengo - 2002
Flamengo 3x2 Atlético/MG - 2003
Flamengo 1x0 Atlético/MG - 2007
A hora é agora.
Temos um jogo em casa, contra o segundo colocado na tabela. Um adversário notoriamente histórico, que vai encarar o jogo como um batalha. Ingredientes não faltam para que o Atlético-MG queira sair daqui com uma vitória. O Palmeiras venceu ontem. Tardelli, ex-jogador do Flamengo e recém convocado para a seleção vai querer mostras que tem valor para tal. Some-se a isso todo o histórico de derrotas em jogos importantes impostas pelo Flamengo, principalmente na década de 80 e está pronto o embate.
Todos falam da arrancada de 2007. Da simbiose entre jogadores e torcida. Entre o time e a Nação. E a cada jogo que passa, lemos, vemos e ouvimos os jogadores que estavam naquela arrancada e que ainda estão no atual elenco dizendo que o Flamengo tem que repetir o feito. Tem de aproveitar e próximo jogo e novamente disparar na tabela. Infelizmente, dpeois de cada jogo, vemos, lemos e ouvimos que não ainda foi dessa vez.
Pois bem.
Eu digo que a hora é agora.
Vindo de uma vitória histórica dentro da Vila de virada. Hoje temos um técnico que, mesmo tendo limitações, sabe o que é o Flamengo, sabe o que é jogar (e vencer) contra o atlético. E acima de tudo, sabe o que é preciso pra ser Campeão. Diferente do antigo treinador, Andrade parece ter o elenco com ele. Parece que esses que hojem vestem o Manto "compram o barulho" do treinador.
Então a hora é agora. É hora de aproveitar que alguns fatores estão alinhados e fazer a arrancada de 2007 se repetir 2 anos depois. É preciso que aquela simbiose aconteça novamente. E para isso os dois lados precisam fazer a sua parte.
O time precisa mostrar que está afim, que quer vencer, que veio pra suar sangue e não sair com nada diferente da vitória.
A torcida precisa apoiar. Apoiar acima de tudo. Nada de vaias (pelo menos durante o jogo). Vamos cantar,fazer aquio que nos diferencia de todas as outras. Vamos mostrar porque nos auto-proclamamos Nação. Porque vencemos jogos sozinhos (ou alguém esquece o Fla 1x0 Flu de 2007, com menos 2 em campo). Vamos a campo fazer a nossa parte e mostrar pra esses jogadores que eles, em conjunto consoco, são imbatíveis.
Chegou a hora.
SRN!
Gerson do Amaral é Designer Digital, carioca e tem 31 anos.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Pelos becos da Gávea.
O Sombra tudo sabe.
O Sombra tudo vê.
O Sombra viu a diretoria fechar todas as bases contratuais com Jorginho, auxilixar técnico da Seleção Brasileira. Contratos e salários estavam fechados, e tudo estava certo para a vinda do ex-lateral direito, mas o técnico Dunga vetou e tudo foi por água abaixo.
E O Sombra ouviu os nomes que a diretoria tenta trazer nesse momento. A ordem de interesse e conversas é Luxemburgo, Carpegiani e Mancini.
O Sombra tudo sabe.
O Sombra tudo vê.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Alfarrábios do Melo Olá, saudações rubro-negras a todos. Peço desculpas se meu post volta a falar do Andrade, mas eu não tive alternativas, após assistir ao vídeo da entrevista em que o Tromba dedica a vitória de domingo ao Zé Carlos. Há muito tempo eu não me emocionava com um fato emanado da Gávea. A declaração daquele homem simples e humilde foi um tapa na minha cara, eu que sempre fui (e sou) um crítico contumaz do Andrade treinador. Mas antes do treinador, do auxiliar, vem o Andrade homem, o Andrade Flamengo, e é dele que quero falar agora, render minhas homenagens. Nos trechos em negrito, links para vídeos. Então, boa leitura. O Príncipe Flamengo Quem vive o dia-a-dia dos treinos da Gávea, ou assiste às fugazes aparições de Andrade na imprensa pode ter certa dificuldade em entender que está diante de um monstro sagrado. De fato, aos desavisados soa estranho, quase inverossímil crer que aquela figura simples e tímida, que parece pedir licença até mesmo para se expressar, aparentemente incapaz de causar algum tipo de dano, seja um dos mais espetaculares jogadores que já honraram o imaculado manto flamengo. Um dos poucos homens que se sentiram inteiramente à vontade recobertos pelo sagrado pano rubro-negro, ostentando-o com a reverência dos mestres e com a naturalidade dos príncipes. Andrade não foi um gênio, como Zico (mas aí é covardia, ninguém foi como Zico). Mas foi Craque. Assim, com “C” maiúsculo. E os mais novos que me perdoem a pretensão, mas utilizo a palavra Craque com todo o seu peso intrínseco, não com a pecha que é impingida a qualquer garoto bem assessorado que, após um ou dois brilharecos, vai encontrar seu eldorado em outro hemisfério.
Jogava como volante, ou médio-volante, como se dizia à época, sempre com a camisa 6. Dotado de técnica extremamente refinada, era incapaz de maltratar a bola. Raramente recorria a bicos (mas também os dava, quando a nação se via em perigo), a cabeça sempre ereta, passes verticais, laterais, curtos, longos, sempre cirúrgicos. Os mais apressados hão de dizer: “é, mas provavelmente não marcava direito.” Ledo engano. Andrade era um marcador implacável, capaz de cobrir dois laterais extremamente ofensivos (Júnior e Leandro, e mais tarde Jorginho e Leonardo), grudar no camisa 10 adversário, ser o responsável pela saída de bola do time e ainda chegar à frente como elemento surpresa. Tudo isso com a cabeça levantada, sem sujar o calção. Uma de suas marcas registradas era um desconcertante tipo de desarme, que ocorria quando ele se antecipava à jogada adversária (um lançamento, um drible etc) e dava apenas um toque, que servia ao mesmo tempo para tomar a bola do oponente e armar um contragolpe para a equipe. A gente o vê hoje na TV com sua fala mansa, sua postura silenciosa e humilde, convivendo com todo tipo de jogador, dos medíocres aos pretensamente craques. Será que esses caras o viram em campo? Será que a nossa torcida ainda se lembra do mitológico dia 08 de novembro de 1981? Nesse dia, Andrade, o príncipe negro Andrade, alforriou milhões de rubro-negros, tornou-se o libertador de uma nação, ao enterrar nas redes botafoguenses o sexto olho, o sexto dente e fazer o placar do Maracanã reluzir para toda uma eternidade o doce momento de uma goleada. Somente esse feito, independente de toda a sua vasta e gigantesca obra, já seria suficiente para coroar-lhe de louros, faixas, placas e um lugar cativo em uma seleta galeria de notáveis. Mas Andrade fez mais, muito mais. Os craques de 1981 foram saindo de cena, às voltas com contusões, transferências, aposentadorias. Ele mesmo viveu alguns momentos difíceis, mas seguiu em frente, até encontrar o seu ápice, seu auge, no biênio 1987/1988. Foi fundamental na conquista do tetra brasileiro em 1987. Já não havia Adílio, mas um vigoroso Aílton compensava sua limitação técnica com muito pulmão. Mais livre, Andrade saía mais para criar. E foi um dos grandes jogadores daquele Brasileiro, arredondando de forma primorosa o meio-campo armado por Carlinhos. Naquele Brasileiro, recebeu vários prêmios de “melhor em campo”, “melhor volante do campeonato” etc, mas sua láurea maior sem dúvida foi o passe milimétrico, a laser, dado a Bebeto no gol que deu o título ao Flamengo.
Nessa época, muita gente boa já considerava Andrade o melhor jogador do país em atividade. Mesmo a imprensa paulista, normalmente avessa a jogadores que se destacam fora de suas divisas, rendera-se ao talento de Andrade, derramando-lhe elogios a cada domingo. Talvez em função disso (os deuses do futebol são marotos...), o Tromba tenha guardado seu momento mais brilhante justamente para o Pacaembu, já no final da Primeira Fase. O Flamengo enfrentava o Corinthians, e vinha arrancando um empate em 1-1 que se ajustava perfeitamente aos seus planos de classificação. Mas no final do jogo, Andrade recebe de Zico, abre com Aílton e recebe de volta, já na área, pelo alto. O esforçado Wilson Mano vai desesperado e atabalhoado para o desarme. Andrade, sem sair do lugar, mata a bola no peito e aplica um humilhante chapéu em Mano, curtinho, com extrema leveza. Depois, sussurra à bola, manda-lhe repousar no canto direito, mas a pelota, essa rebelde, sai de forma sedosa pela linha de fundo. O Pacaembu, assombrado, divide-se em silêncio, alívio e palmas. Em 1988, no embalo do título brasileiro, o Flamengo ganhou a Taça Guanabara, invicto (ok, perdeu um Fla-Flu na última rodada, mas já era campeão por antecipação). E, de forma unânime, Andrade foi o grande jogador dessa conquista. Sua qualidade chamou a atenção de Carlos Alberto Silva, que o chamou para a Seleção Brasileira, e da Roma, que o tirou do Flamengo. E quis o destino que Andrade vivesse o grande momento individual de sua carreira em uma partida pela Seleção. Foi em Viena, num amistoso contra a Áustria, no belíssimo Estádio Ernst Happel, um dos mais bonitos da Europa, com um gramado recendendo a bilhar. O time austríaco era forte, um dos melhores da Europa (chegaria à Copa, dois anos depois). O jogo foi duro, seguiu num 0-0 até o segundo tempo, quando Edmar abriu o placar para o Brasil. O time do Brasil tinha Taffarel, Jorginho, Geovani, Romário, entre outros. A partida, truncada, chegava ao seu final, cheia de cartões, jogador expulso, enfim, com pouca coisa de amistosa. Aí apareceu Andrade, que até então vinha tendo uma atuação discreta e eficiente. Bola com Ademir, daí a Andrade, que olha para os lados e se vê sem opções de jogo, todos marcados. Então, o craque decide seguir com a bola, passa por um adversário, por dois, e a marcação segue forte, nada de espaço para o passe. Andrade continua com a bola e avança. Vai procurando espaço, e se livrando de quem aparece pela frente. Já está dentro da área. O público se levanta, pressente que vem coisa grande. Chega mais um zagueiro, Andrade dribla-lhe com humilhante classe. Só resta o goleiro, que parece resignado com seu destino e marcha, avança em direção ao príncipe, simplesmente para ter a honra de receber o derradeiro drible. Aristocrático, o nobre guerreiro negro apenas faz a bola cruzar a linha do gol e repousar placidamente nas redes austríacas, sem alarde, sem algazarras, como convém a um lorde. E o exigente público austríaco, acostumado a Mozart, Schubert e Strauss, irrompe em ensurdecedoras palmas, vai abaixo diante da criação de uma obra-prima ali, diante de seus olhos. Tímido, o príncipe retoma seu lugar no campo, talvez assombrado com a beleza de seu próprio jogo. E assim encerro. Sinto-me feliz e aliviado por finalmente ter tido a oportunidade de escrever algumas linhas sobre esse monstro. Numa época em que é tão comum encontrar “craques” em cada esquina, sinto-me feliz de poder exprimir a felicidade de ter tido a oportunidade de me deleitar com o futebol maravilhoso de Andrade. Um homem que, do alto de sua simplicidade, foi, e é grande. Muito grande. Como jogador, como homem. Um príncipe Flamengo.segunda-feira, 27 de julho de 2009
Seja na Terra, Seja no Mar (XXXVIII)

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Eu entendo e concordo com quem diga que o Flamengo precisa de um treinador do tamanho de suas tradições para poder fazer frente a equipes que hoje estão mais estruturadas e preparadas para uma competição como o Brasileiro. Mas aí quando leio nomes como Mancini, Guedes e quejandos nos noticiários por aí, dá um desânimo.
Repito a pergunta de Andre Monnerat no seu ótimo Sobre Flamengo : Que currículo tem Vagner Mancini pra eu poder afirmar que ele realmente é melhor que o ex-volante do Flamengo?
Realmente, por que não ficarmos com o Tromba? Eu só vejo vantagens.
1) É mais barato. Ponto.
2) Conhece os jogadores e suas manias, pois convive com eles desde 2005, no mínimo, data que os mais “velhos” do elenco chegaram.
3) Sabe como funciona o esquema interno do clube, salários atrasados, políticas...
4) Conhece a estrutura e não vai ficar reclamando de mijo de rato ou buraco no gramado da Gávea, essas coisas de responsabilidade da diretoria que adora fingir que não existem .
5) Tem moral técnica para chegar num jogador e falar “é assim, que se faz, amigo”.
6) Tem o apoio das primadonas e dificilmente será sacaneado por esse grupo.
7) Tem o respeito da torcida.
8) A Velha Guarda de craques toda o apóia e sempre estará do seu lado sem nenhuma nota dissonante.
9) Não tem inimigos na imprensa, portanto não terá ninguém fazendo dossiês a seu respeito ou tentando derrubá-lo para emplacar amigos.
10) Não vai abandonar o clube por qualquer proposta das arábias.
11) Possui experiência com a influência da política no time e tem chances de conseguir manter o time afastado do conturbado momento.
12) Já disse que é barato?
Algumas pessoas sugerem uma comissão conjunta dele e Fábio Luciano. Isso era idéia do ex-vice, e não desaprovo totalmente. Mas o Fabio Luciano é do tipo de berra pelo time com os dirigentes e acredito mesmo que, nessa hora, o que a equipe mais precisa é de paz.
Os salários, pelo que sei, estão em dia graças aos três meses do OLK Tube na barriga. O time conseguiu um resultado importante não só pelo lado histórico, mas para a caminhada no campeonato. A letra que o Bruno mandou no final da partida deixou claro que havia “entreguismo” sim contra o Cuca e que os jogadores agora se sentem à vontade com o Andrade.
Na boa. Já que são eles que mandam e o Andrade é amigo, além de mais barato e rubro-negro de verdade, por que não continuar assim? Título eu não espero mesmo. Mas se o caso for sobreviver até 2010 até que uma nova diretoria assuma e comece a implantar sua filosofia, pra que inventar com treinador sem currículo com nenhum conhecimento de Flamengo?
Bom, é o que eu acho.
Novos tempos
Ontem não foi só o fim do tabu, mais do que isso foi o fim de uma perturbação. Todo jogo em Santos, era a mesma história: Nunca o Flamengo ganhara na famosa Vila Belmiro. Mas a verdade era essa mesma, mesmo com “Flamengos” melhores ou “Santos” piores, sair de lá sem os três pontos já não era novidade. Mas ontem o tabu caiu e o jogo que tinha tudo para ser apenas mais um, se tornou histórico.
Mas o panorama antes desse confronto, por todos os acontecimentos da última semana, não parecia dos melhores. Não bastasse a seqüência de mal resultados, tivemos a queda do até então técnico Cuca, dossiê polêmico expondo problemas internos, renúncia da cúpula do futebol e nomeação de um novo VP de futebol tão ou mais contestado. O Flamengo dessa última semana escancarou problemas dos mais graves. E claro que havia o temor de que tudo isso fosse a campo nessa partida. Não foi.
O Flamengo de ontem não foi muito diferente do que tem sido nos últimos jogos. Ainda que tenha jogado melhor, que tenha mostrado mais vontade durante a partida, mostrou os mesmos problemas estruturais de uma equipe que não possui um meio campo que faça o time jogar, que distribua o jogo, que auxilie em uma saída de bola. Continua sendo um time refém de chutões para frente ou do recuo de seus atacantes e isso não parece ter solução a não ser com novas contratações.
E ainda assim, no milésimo jogo do Flamengo em campeonatos Brasileiros – a primeira equipe a alcançar tal marca – conseguimos uma vitória triplamente importante: Pela marca alcançada, pela quebra desse incômodo tabu e pelos importantíssimos três pontos. Certamente valeu demais a virada de ontem em Santos.
Quem sabe, mesmo com tantos problemas, não seja essa uma vitória que inaugure novos tempos na Gávea?
“Novos tempos”, pelo menos dentro de campo, dependeria de uma boa seqüência de resultados. E isso sugere vencer o líder do campeonato na próxima quinta feira, no Maracanã. Esse já seria um excelente motivo para entrar motivado dentro de campo.
Motivação
Morei muitos anos em Belo Horizonte, sei do que vou falar. Há uma diferença grande na forma que Flamengo e Atlético encaram um encontro entre eles.
Para o Flamengo, à exceção de partidas decisivas e, claro, levando em consideração que todo jogador sempre entra em campo com o objetivo de vencer, é um jogo importante, mas sem um atrativo maior. Tem toda a historia, são dois grandes clubes, duas grandes torcidas mas acaba sendo mais um que vale três pontos.
Para os atleticanos não é bem assim. Há uma ferida eterna aberta naquele clube por tudo o que lhe imputamos, principalmente na década de oitenta. Um jogo contra o Flamengo não é apenas uma partida, é um clássico - para muitos chega a ser “O” clássico. Quantas vezes não ouvi a seguinte definição: “Não gosto do Cruzeiro, que é nosso rival. Mas do Flamengo eu tenho é ódio”.
Pode parecer papo de torcedor, mas aventure-se a ler a imprensa mineira nessa semana, busque o conteúdo das entrevistas com os jogadores, ouça a rádio Itatiaia falando sobre a partida. E não se assuste ao descobrir que o clima formado, entre torcedores, imprensa e jogadores, será o de um verdadeiro clássico.
Porque comento isso, qual a importância disso?
Lógico que todo jogador entra em campo buscando a vitória, mas há como negar que no clássico a motivação é maior?
É esse o motivo. O Flamengo precisa de um algo mais. Não é transformar o Atlético em um odiado rival do dia para a noite, mas precisa enfrentar o líder do campeonato dentro de nossa casa, com um algo mais do que um simples compromisso pela 15ª rodada. Os dois querem a vitória, se precisamos de afirmação no campeonato eles precisam se manter na liderança. Então vontade de vencer apenas pode ser pouco para os três pontos.
De alguma maneira o próximo jogo deve ser visto também por nós com o mesmo clima dos grandes clássicos. É a nossa chance de se afirmar na competição, a busca por um concorrente direto, a oportunidade de se aproximar dos líderes. E para isso o Flamengo vai ter que se impor, jogar com muita raça e mostrar a velha força de uma época em que os mineiros começaram a sentir tamanho ódio e temor por esse Manto Rubro Negro.
Grande abraço, até segunda e Saudações Rubro Negras, sempre!
domingo, 26 de julho de 2009
Sobre o "Dossiê Cuca"
O Dossiê Cuca foi algo que me chamou a atenção nesse sentido. O repórter Eduardo Peixoto publicou uma extensa matéria citando causas e mais causos sem nenhuma fonte que se identique. Todos os fatos foram descritos por pessoas que permanecem anônimas e o mais interessado só pôde dar seu lado quase 24 horas depois da matéria publicada. Ouvir os dois lados é o beabá de qualquer jornalismo, esportivo inclusive.
Pergunto: quais foram as fontes do repórter?Por que elas não se identificam? Por que não dão a cara à tapa e explicam todos esses problemas? Quem foi que passou a informação de que Cuquinha ouvia as conversas por trás da porta? Será que muitos profissionais transitam na Gávea e são capazes de ver essa cena? Ou será que foi alguém do alto escalão? Por que o ex-técnico não foi ouvido e deu sua versão para cada um dos fatos citados na matéria?
Perguntas que ninguém faz, mas já geram outros argumentos : "Temos que separar jornalistas esportivos de fofoqueiros".
Finalizando, meses atrás já tinha ouvido esse papo de que o Cuca falava mal abertamente de jogadores pra repórter. Cheguei a confirmar isso por e-mail a um leitor do blog. O conteúdo da entrevista que o técnico deu para Renato Maurício Prado sobre o Adriano já era de conhecimento todo mundo que cobria a Gávea. Cuca pisou na bola feio em querer desabafar com repórteres. Isso explica seu desgaste, mas não justifica a tentativa de criarem um bode expiatório. Tem bem mais gente culpada pela nossa situação. E eles querem que você pense que são a solução.
A imprensa esportiva podia nos ajudar a saber quem são eles. E não tornarem isso mais difícil.
Campeonato Brasileiro
Santos x FLAMENGO
Uma torcida apaixonada, maltratada, vilipendiada - cagada e pisoteada -, que só é ouvida pela imprensa, por várias vezes humilhada por muitos dos citados acima, que colocam seus interesses acima da instituição.
O Flamengo é o retrato do Brasil.
Nota: Depois de tanta escatologia e caminhadas, eu já redobro a atenção no juiz nesse jogo - assim como nas colunas do Renato Maurício Prado - agora que o Kleber Leite está "fora" da gestão do clube.
sexta-feira, 24 de julho de 2009

Faleceu nesta sexta-feira o nosso querido Zé Carlos, vítima de câncer.
Em nome de todos os membros do Blog FlamengoNet, mando condolências à família do ex-goleiro.
Nesse momento difícil, o que vale são as lembranças positivas e a Fé - para quem acredita.
Campeonato Carioca: 1986, 1991, 1996
Taça Guanabara: 1988, 1989, 1996
Taça Rio: 1985, 1986, 1991, 1996
Campeonato Brasileiro: 1987
Copa do Brasil: 1990
Pela Seleção Brasileira:
Copa América: 1989

CADERNINHO DO SIMÕES LOPES
Flamengo x Santos - Brasileiros (1971-2008)
Jogos: 46 - RJ (25), SP (20), DF(1)
Vitórias: 17 (37%) - RJ (13), SP (3), DF (1)
Empates: 13 (28%) - RJ (6), SP (7)
Derrotas: 16 (35%) - RJ (6), SP (10)
Gols pró: 49
Gols contra: 52
Resultado mais comum: Flamengo 1x0 - 7 vezes
Maior sequência sem perder: 8 jogos -1983 a 1991
Maior seqüência sem ganhar: 5 jogos - 2002 a 2004
Jogador que fez mais gols: Zico - 6 gols
Primeiro jogo:
Flamengo 1x0 Santos (12/09/1971)
Último jogo:
Santos 2x2 Flamengo (17/08/2008)
Maior goleada:
Flamengo 3x0 Santos (29/5/1983)
Time: Raul, Leandro, Figueiredo, Marinho e Júnior; Vítor, Adílio e Zico; Élder, Baltazar(Robertinho) e Júlio César(Ademar).
Gols: Zico, Leandro e Adílio.
Flamengo 3x0 Santos (23/9/2000)
Time: Júlio César, Maurinho, Fernandão, Gamarra e Leonardo Inácio (Bruno Carvalho); Leandro Ávila, Rocha e Petkovic ; Edílson, Adriano (Roma) e Denílson (Lê).
Gols: Adriano, Petkovic e Fernandão.
Jogos memoráveis:
Flamengo 1x0 Santos - 1971
Flamengo 1x0 Santos - 1980
Flamengo 2x0 Santos - 1980
Flamengo 2x1 Santos - 1982
Flamengo 2x0 Santos - 1983
Flamengo 3x0 Santos - 1983 (foto)
Flamengo 3x1 Santos - 1992
Flamengo 3x0 Santos - 2000
Flamengo 2x1 Santos - 2005
Flamengo 3x1 Santos - 2008
MIL VEZES FLAMENGO
O próximo jogo será o de número 1000 do Flamengo em Brasileiros, o primeiro time a atingir esta marca.
O Fim de Uma Era?
Por Arthur Muhlenberg
Queria muito estar nessa coletiva pra poder perguntar se o Kleber se demite sozinho ou se a equipe que ele montou (supervisores, gerentes, etc.) abandona o barco junto com ele. Não quero nem pensar em quem o substituirá, ouvi falar no experiente Marcos Braz, que até outro dia tava dando uma força pro time de basquete. Medo.
Mas tenho outra pergunta que eu quero fazer pra torcida mesmo. Agora que o Cuca foi demitido, que o Marcio Braga está licenciado e o Kleber Leite saiu saindo a quem é que vocês pensam em culpar por algum eventual mau resultado? Respondam com educação.
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Mengão Sempre
COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André MonneratParreira e Fábio Luciano? Ou Fábio Luciano e Parreira?
Não adianta: o assunto do momento é quem será o novo técnico do Flamengo. Por um tempo, tudo apontava para Vagner Mancini. Ontem à noite, no Sportv, ouvi a afirmação de que o nome estava descartado, pois a diretoria queria alguém "experiente" - e gelei, pensando em algo como Geninho. Mas hoje, o papo forte é em torno de Carlos Alberto Parreira, com Fábio Luciano também vindo para assumir um posto como o de "coordenador".
Não vou ser o primeiro nem segundo a escrever aqui que o grande problema do Flamengo não é o técnico, seja quem for. A falta de estrutura física, a confusão política, o ambiente de trabalho deteriorado e a pura e simples ausência de dinheiro minam o trabalho de qualquer um por lá. Difícil imaginar Parreira dando certo como treinador neste cenário. Nessa sua última passagem pelo Fluminense, a impressão que ficou para todos os que acompanham as Laranjeiras é de que ele já não tinha o menor tesão de enfrentar a zona que impera por lá. E o cara é tricolor! Na verdade, somando isso à recusa dele ao convite do Flamengo no início do ano, já fico mesmo com dificuldade de imaginar ele topando ir à Gávea pra ficar na beira do gramado, só à espera de ouvir o inevitável "adeus Parreira" sendo entoado pelas arquibancadas.
Sinceramente, eu confiaria mais nele numa função de treinador (afinal, bem ou mal ele sabe o que é um treino de um time de futebol - o que ele entende de administração? ) do que em mais um cargo indefinido a ser criado no departamento de futebol, como outros tantos que já inventaram por lá e só fizeram criar a confusão de ninguém saber quem manda em quê. Sou até capaz de dizer que acredito que ele, com seu bom relacionamento com os jogadores e com um Parreira por cima pra criar o clima de "agora estamos trabalhando sério", faria o grupo render melhor no curto prazo do que um outro técnico qualquer, seja quem for, que chegue pra trabalhar no mesmo esquema que já deu errado na Gávea nos últimos, ahn, 15 anos, sei lá. E eu acreditaria que algo está sendo feito pra realmente resolver os problemas mais sérios do Flamengo.
Como já falei, pode ser até eu.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Ainda existem boas notícias?
Por Vinicius Paiva
Por incrível que pareça, e apesar da fragilidade institucional que dilacera o clube em tempos de ebulição-política-pré-eleitoreira, a semana teve, sim, boas notícias no extracampo. Pra começar, a aprovação do contrato com a Bozzano renderá aos nossos combalidos cofres a razoável quantia de R$ 2,5 milhões por seis meses de contrato. A lamentar, apenas o fato de o Flamengo ter caído na vala comum dos contratos de conveniência, que se dão por menos de uma temporada. No peito do nosso uniforme, o Olympikus Tube será exposto por apenas três meses, sendo possivelmente substituído pela bandeira de postos de gasolina Ale, a ser estampada por mais três meses; Não estávamos acostumados com isso, após décadas de parceria estável, mas o que se pode fazer? Se esta for a nova configuração dos negócios envolvendo patrocínio no pais, cabe a nós apenas maximizarmos nossas receitas, de modo a buscarmos melhores resultados dentro de campo. O Corinthians, cuja camisa virou um pavoroso outdoor ambulante, mas que vem obtendo excelentes retornos esportivos por conta disto, serve de modelo.
Outro acontecimento digno de nota é a picuinha política – culminando em insultos e arremessos de cadeiras – que vem fazendo situação e oposição se engalfinharem a favor e contra a parceria com a Bozzano. Eu realmente gostaria de entender o porquê de considerarem as exigências da Bozzano tão ruins (estampar sua marca nos backdrops, explorar a imagem do Flamengo e possuir preferência na renovação do contrato). Ora, será que realmente estamos em condição de demonstrar tamanha soberba com relação a um contrato de patrocínio de mangas que, proporcionalmente, é o maior do Brasil (pois equivale a R$ 5 milhões anuais)? Posso realmente estar falando bobagem, e aqueles que vivem o dia-a-dia e os bastidores do Clube de Regatas do Flamengo tem a total de liberdade de me explicarem melhor as circunstâncias desta negociação.
Bom, continuando com as boas notícias, a tão propalada venda dos jogadores Cristian e André Santos pelo Corinthians para o Fenerbahce vem mostrar a vantagem que se pode auferir ao colocarmos “jogadores nossos” em outros clubes de grande visibilidade nacional e internacional. Cristian, que ao negociar sua saída do Flamengo ano passado continuou atrelado a nós na proporção de 33%, agora nos renderá a quantia aproximada de R$ 6,3 milhões. É um dos melhores negócios já feitos pelo Flamengo, e isto não é um exagero. Ao contrário dos clubes do Rio, falidos e sem poder de barganha, os clubes de São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul costumam vender seus jogadores por valores bastante superiores. Se por ventura Cristian tivesse jogado bem na Gávea, fatalmente receberia propostas inferiores, entre metade e um terço dos vultosos 7 milhões de euros que os turcos pagaram.
Mas não parou por aí. O mecanismo de solidariedade da Fifa (que infelizmente contempla apenas negócios internacionais, o que fez com que não recebêssemos nada na venda de Felipe Melo, da Fiorentina para a Juventus, por R$ 70 milhões), desta levará o Flamengo a receber um trocado pela transferência de André Santos do Corinthians para o Fener. A legislação, que destina 5% do valor das transferências aos clubes onde os jogadores atuaram entre os 12 e os 23 anos (http://esportes.terra.com.br/futebol/brasileiro/2009/interna/0,,OI3866302-EI13759,00-Entenda+como+funciona+o+mecanismo+de+solidariedade+da+Fifa.html), resultará em quase R$ 70 mil para o Flamengo (0,5% do valor total). Não é nada, não é nada, mas paga pelos menos os atrasados da portaria do clube...
Pra terminar, as novas raspadinhas dos clubes cariocas, lançadas em parceria com a empresa Hebara, são um estrondoso sucesso. Segundo o site do jornalista Sidney Rezende e a coluna “De Prima” do Lancenet, já teriam sido comercializadas 720 mil raspadinhas desde o dia 10 de julho. O Flamengo, como sempre, lidera as vendas, com 35,1% do total, seguido pelo Vasco (23,4%), Fluminense (20,8%) e Botafogo (20,7%). Mantendo este ritmo, o Flamengo arrecadaria R$ 600 mil em um ano, isto sim, nada desprezível. Portanto, cabe a torcida, como sempre, dar aquela força e fazer com o Flamengo abra mais vantagem sobre os rivais. É a prova de que iniciativas deste gênero podem ser bem sucedidas, noves fora o fracasso da Timemania até o momento.
Bom, é isso.
Mas que a conquista de apenas 2 pontos em 9 disputados em pleno Maracanã é algo de matar, isso é....
E-mails para a coluna: viniciusflanet@gmail.com
Ressaca de Ontem
Leo Moura, jogadorzim duma figa (pra não ofender o quanto gostaria), o Juim não joga e você acumula as ruindades. O pênalti do Marlon foi metade seu. No fim do primeiro tempo, você soube chutar pra escanetio uma bola igual, só que aquela era toda sua...
Kleberson, pede pra ficar na seleção full-time. Faça-nos este favor, se a melhor coisa que você faz no Flamengo é dar chutão pra frente ou pro alto.
O impressionante é que o Barurei por N vezes chegava ao nosso gol, com dois toques (coisa de time que treina, profissional, e não faz só rachão).
Os nossos jogadores recebiam a bola, ciscavam pra cá, pra lá... 200 toques, e tome bola da intermediária adversária até o Bruno. Depois, chutão pra frente (coisa de time que não treina, cheio de peladeiros...).
Nunca um time que não treina vai ganhar de um time que treina, por maior que seja a diferença da "tradição".
NUNCA GANHARÁ! JAMAIS!
Pelo menos a molecada, junto com o Emerson, deu uma lição nos merdalhões. Vamos torcer para que não seja lampejo de estreia, como outros já foram.
Nota: Só falo mal de técnico se eu achar que a diretoria não tenha grande parcela de culpa pela performance do time.





