segunda-feira, 31 de agosto de 2009

COLUNA DE SEGUNDA-FEIRA
Hermínio Correa

Provando que pode ser melhor

Olá pessoal, Saudações Rubro Negras!

Ainda não foi o Flamengo que pode ser, ou pelo menos aquele dos sonhos de muitos torcedores. Tão pouco o adversário mostrou qualquer força. Independente disso, fato é que o time teve atitude, principalmente nos minutos iniciais e mostrou que não perderia pontos em seus domínios, como ocorreu em partidas anteriores. Soube enfrentar um fraco Santo André com certa competência, o bastante para tornar a partida fácil. Assim foi a vitória do Flamengo.

Infelizmente a inconsistência dessa equipe sugere ainda uma boa dose de desconfiança. Nada nos garante que no complicado compromisso da próxima rodada – contra o Atlético na Arena da Baixada – a equipe demonstre melhor postura. São vários aspectos a serem confirmados na partida de Curitiba: A necessidade de jogar bem fora de casa, a de ganhar de um adversário que hoje luta pelo rebaixamento e a de quebrar mais um tabu – O Flamengo nunca venceu nesse estádio.

Para este importante desafio, a esperança passa a ser a confirmação principalmente de duas boas atuações ocorridas no sábado: Petkovic mostrou ser essencial para o esquema tático dessa equipe no momento, não apenas pela falta de um articulador para o meio campo, mas principalmente pelo futebol mostrado em campo. Sem dúvida tem sido o cérebro dessa equipe. E uma nova expectativa agora recai sobre o contestado Zé Roberto: Antes vaiado e justamente criticado pela falta de vontade nas partidas, sábado ele compensou com um pouco mais de técnica e principalmente, dando velocidade nas saídas para o ataque. Não é nenhum absurdo dizer que ele teve participação direta no resultado, afinal sofreu o pênalti que resultou no segundo gol além de sido premiado ao marcar o terceiro. Merece verdadeiros elogios de pela boa atuação, mas Zé Roberto pode e precisa dar a essa equipe aquilo que se espera dele desde a sua contratação, o que certamente não se resume a atuação de sábado.

A situação na tabela após essa terceira rodada no returno deixa em aberto o temor do risco de rebaixamento e uma ponta de esperança por uma vaga na Libertadores. O Flamengo está em situação intermediária e necessitando de uma boa seqüência na competição para lutar por algo mais digno. O problema é que não se pode criar ilusões por uma simples, ainda que boa, vitória: A equipe ainda carece de uma organização em campo, precisa alcançar um equilíbrio dentro das partidas – temos oscilado demais dentro dos jogos e contra o Santo André não foi diferente – e quem sabe uma conscientização de que esse time precisa de um nível de superação maior por parte principalmente daqueles jogadores mais experientes nesse elenco. Uma medida de curto prazo seria adotar metas específicas de pontuação: Alcançar em menor tempo possível os pontos necessários para fugir do rebaixamento e posteriormente lutar por melhores posições. E nessa hora aqueles mais experientes no elenco precisam mostrar vontade, mostrar compromisso com os objetivos da equipe.

Depois de algum tempo enfim o time terá uma semana inteira de trabalhos pela frente. Há tempo para recuperar a forma física de alguns jogadores, tempo para treinar um pouco mais aspectos táticos (principalmente se optar pela manutenção do 4-4-2) e tempo para respirar um pouco de toda pressão à qual o time esteve exposto nas últimas rodadas. Tudo isso para que a partir de domingo, apesar de todas as dificuldades sempre encontradas nos confrontos contra o Atlético em Curitiba, o time possa reencontrar o caminho das vitórias.

Lembrando que nosso adversário é outra equipe que vem oscilando bastante dentro da competição, mas que mantém sempre uma forma mais agressiva jogando em seus domínios e tem conquistados seus pontos principalmente depois da volta de Antônio Lopes como técnico. Se não devemos nos iludir com o Flamengo que ganhou de três, também não devemos acreditar no Atlético que perdeu de três para o Náutico em Recife. E apesar deles terem ainda um compromisso no meio de semana pela Copa Sulamericana, contra o Botafogo, domingo será um jogo bastante pegado.

Mais uma oportunidade para o Flamengo provar que é melhor do que o que temos visto nos últimos jogos.

Grande abraço, até segunda e Saudações Rubro Negras, sempre!

domingo, 30 de agosto de 2009

UMA PROPOSTA MALUCA

Lembram quando o Leonardo falou em “vender” o Flamengo? Eu comentei na época que achava que ele tinha falado mais no sentido figurado, mas....

Nessa mesma linha, vai aqui mais uma sugestão:

Um grupo de investidores forte e interessado no esporte disponibiliza um capital de, digamos, uns R$ 500 milhões de reais.

Procuram o Flamengo e propõe o seguinte: o futebol é arrendado para uma empresa que faz um contrato de exploração por, no mínimo, dez anos.

Só entram no negócio os jogadores de futebol + a comissão técnica, o CT de Vargem Grande, as instalações de futebol da Gávea e mais nada.

Toda a dívida relativa ao futebol passa para essa empresa, inclusive a obrigação contratual de manter os pagamentos da Timemania em dia.

O clube recebe um valor inicial ( Cessão de Direito de Uso ) a ser calculado cuidadosamente, para ser investido na parte social, nos demais esportes e na pequena parte das dívidas que não tem relação com o futebol.

Além disso, a empresa paga um valor anual pela cessão dos direitos de exploração do futebol.

Todas as receitas e despesas referentes ao futebol durante esse período passam para essa empresa, inclusive os contratos de patrocínio, as cotas de TV, as rendas, as vendas de direitos federativos, etc.

As dívidas pré existentes do futebol, exceto as da Timemania, que já estão descritas acima, são renegociadas em condições mais vantajosas com pagamento à vista.

Os investidores terminam o CT, fecham contrato com o CFZ, remontam o time, negociam a utilização do Engenhão durante os anos de reforma do Maracanã e, de preferência, se for possível, entram na licitação do novo Maracanã.

Depois passam a gerir o clube como uma verdadeira empresa, principalmente usando as modernas ferramentas de gestão para aproveitamento do potencial de receitas que pode ser proporcionado por um planejamento de marketing de alto nível junto à torcida no Brasil inteiro e até no exterior.

Pode-se até pensar em uma percentagem dos lucros com o futebol, a serem repassados ao clube, para modernização, a tão sonhada revitalização da Gávea.

Com certeza essa gente ganharia dinheiro com o Flamengo nesses termos. Apenas para recuperar a aplicação inicial, esse empreendimento teria que gerar uma taxa de retorno sobre o investimento, o tal de ROI, de 10% ao ano, durante os dez anos. Eu acho que eles conseguiriam mais do que isso. E o clube social se livraria do atual passivo e das limitações que o impedem de se tornar um clube social de ponta, como são o Pinheiros, o Tijuca, etc.

Em dez anos o clube estaria saneado, poderoso e, ou muito me engano, ou voltaria ao topo da cadeia alimentar do futebol brasileiro, com condições de alçar voos mais ousados a nível mundiais. Mas aí já envolveria algo parecido no futebol brasileiro como um todo.

A vantagem é que o futebol não seria realmente “vendido”, seria terceirizado por um período. Ao fim do mesmo, com cláusulas contratuais que não permitam que nenhuma das partes seja lesada, renegocia-se o pacote todo. Acho que seria renovado por outros períodos mais, com benefícios para todos os que amam o Flamengo acima de paixões e interesses pessoais.

Alguém se habilita?

Triplex Top Ten

1 - Obrigação: Ganhar do Santo André é obrigação. Sempre. E ontem, finalmente, cumprimos com nosso dever. Não foi uma atuação dos sonhos, mas ganhamos sem maiores sustos. Porém, me preocupa a condição física do time. Alguns jogadores chegaram ao fim do jogo se arrastando em campo. Por sinal, me preocupa este detalhe. Me pergunto se a preparação física está ruim, ou se o time é que corre errado mesmo.

2 - Pet: Me lembro das palavras do Mário Cruz, algumas semanas atrás. "Alex, o Pet falou pra um cara aqui que o Flamengo vai procurá-lo pra renovar". Jogando desse jeito, é pra procurar mesmo. Centrado, focado, cérebro do time, e cá pra nós, um cara com 36 anos dar combate na nossa área no fim do jogo foi a prova de que ele está muito bem fisicamente, e o que é melhor, afim de jogo. No meu entender, foi o melhor em campo no jogo contra o time de Marcelinho e Rodrigo Fabri.

3 - Álvaro: Zagueiro bom é zagueiro mau. Essa coisa de tirar tudo na "categoria" me preocupa. Claro que não quero um carniceiro na zaga, mas precisamos sempre de alguém que dê o cartão de visitas. E vale lembrar que FL era xerifão, que quando foi preciso ele abriu a caixa de ferramentas. Vai tomar cartão até dizer chega, mas chamo a atenção para um detalhe: repararam que o Angelim hoje jogou "sumido", como nos bons tempos? Santo André, reitero, está longe de ser uma referência. Domingo que vem, aqui na Arena, será um excelente teste de fogo.

4 - Lenon e Fierro: Uma palavra: Socorro. Preciso explicar? "Ah, Alex, o Fierro foi bem hoje". Nada contra a opinião de muitos, mas não consegui ver isso.

5 - 4-4-2: O medo de perder tira a vontade de ganhar. A frase é perfeita. E a vontade de ganhar leva o time pra frente. Os 15 minutos iniciais foram sufocantes. E tem que ser SEMPRE, independente do adversário. E um aviso: os times que ganharam aqui na Arena sempre fizeram isso. Foram pra cima do atlético, não demonstraram medo. Se esperarmos, já era. Experiência de quem já desistiu de ver o Flamengo na Arena. Entonces, encerro com o pedido "Andrade, 4-4-2, se faz o favoire".

6 - Maldonado: Entrou pra desenferrujar. Não é um jogador excepcional, mas acredito muito na experiência dele. Com ritmo de jogo, é titular no meu time.

7 - Galhardo: Não dá pra passar em branco. O passe que o garoto deu pro Pet foi de quem entende. Só espero que ele não seja mais um carbonizado das categorias de base. Vamos dar tempo ao tempo. E ver também se Leonardo Moura vai querer ou não jogar futebol até o fim do ano.

8 - Denis Marques: Me lembro dos tempos de atlético. Não é um Reinaldo, mas também não é uma baranga. Vai perder gol adoidado, mas é um cara que podemos contar pra jogar com o Adriano. Mesmo se arrastando no segundo tempo, não o vi fugindo da raia.

9 - Doalcei: E pensar que algumas mulas da tv são consideradas - e se consideram - gênios. Rest In Peace, Doalcei.

10 - Um pedido: Rubro-Negro que se preza tem que pensar grande. Só esse ano li aqui "medo" quando jogamos a segunda contra o Resende, e essa semana vi coisas como "precisamos nos vingar". Respeito. Ponto. Mas vingança contra Santo André? Resende? Precisamos pensar grande. Precisamos pensar em quem está no topo da tabela. Não podemos focar times pequenos só por uma derrota no passado. Até porque a incompetência nestas derrotas, geralmente, foi nossa. Pensar grande pra chegarmos ao lugar que nos é de direito.

E nada mais digo.

Nosso Mundo é Flamengo - O fim do Mundo

Max Amaral*

Já reparou a quantidade de filmes-catástrofe que tem inundado os cinemas nos últimos anos?

Sem forçar muito a memória, dá para lembrar de Independence Day (1996), 12 Macacos (1995), a série do Exterminador do Futuro (que começou em 1984), O dia em que a Terra parou (2008), Eu sou a Lenda (2007), A Guerra dos Mundos (2005), O Dia depois de Amanhã (2005), Armageddon e Impacto Profundo (1998) e por aí vai.

Pois bem: ontem, assisti a mais um da série: “Presságio” (2009), com o Nicholas Cage. Mas estou curioso, mesmo, é em relação ao filme que será lançado no fim do ano, “2012”, com o John Cusack (21 de dezembro de 2012, para quem não sabe, é a data que um antigo calendário Maia prevê para o fim dos tempos).

Bom, eu tenho uma teoria de que tantos filmes - e livros, e histórias em quadrinhos, programas de TV, novas igrejas, etc - falando sobre o fim do mundo pode ser, na verdade, uma espécie de premonição coletiva da raça humana. Estamos nos aproximando do (real) armagedom e lá no fundo, inconscientemente, estaríamos sentindo isso.

A população humana no Planeta já ultrapassou todos os limites do conveniente (vamos ser 7,5 bilhões em 2012, dá para acreditar?), temos o aquecimento global, o sério problema energético, doenças se espalhando mais rápido do que podemos combater (olha a gripe suína aí), o Lula, fanatismo religioso crescente, enfim, todos os sinais de que as coisas não andam bem.

E temos o Flamengo.

Ali também, os sinais são ruins. O time ainda não engrenou no campeonato, seus dirigentes passam a impressão de que são crianças da pré-escola quando têm que negociar com qualquer um – vide os casos do Emerson, Love/Palmeiras e Bruno Paulo, não dá para dizer qual candidato é pior que o outro para as eleições do fim do ano, as prima-donas do elenco continuam dando as cartas, contusões e suspensões sem fim não nos deixam nem saber qual é a verdadeira cara do time. E estivemos desconfortavelmente nos aproximando da zona de rebaixamento (apesar da boa vitória de hoje, sei lá qual futuro nos aguarda).

Só que, ao contrário de todos os filmes catástrofe que listei aí em cima, as razões para o pandemônio são conhecidas há muito tempo. Não estou falando de alguma surpresa desconcertante que pega todos os protagonistas com as calças na mão.

Não temos comando. Não temos uma administração séria, profissional. Não temos uma estrutura econômica forte, o que torna o Clube refém de seus próprios jogadores e empresários. A bagunça em campo começa com a bagunça nos gabinetes dos dirigentes da Gávea. Um bom desempenho do time em campo hoje - ou até mesmo uma sequência de bons desempenhos - vai acabar mais cedo ou mais tarde simplesmente por causa da falta de uma real estrutura de apoio.

Sim, o fim está próximo.

A não ser que o mocinho (no caso, a Torcida), consiga uma reviravolta mirabolante no último momento.

Segunda feira se esgota o prazo para que novos sócios se inscrevam no Flamengo e tenham, assim, direito a votar nas eleições de 2012. Essa pode ser a nossa chance de fazer com que as previsões Maias se confirmem e esse mundo de barbaridades termine daqui a 3 anos, fazendo com que uma nova era para o Mais Querido se inicie.

Se não der certo, acho que vai ser mesmo o fim dos tempos...


Max Amaral é arquiteto, flamengo, doido por ficção científica e acha que todo mundo deveria ir assistir District 9. E escreve também no Mundo Flamengo (www.mundoflamengo.com).

sábado, 29 de agosto de 2009

As vozes saíam do rádio: Jorge Curi, Waldir Amaral, Doalcei Camargo. O próprio Flamengo era uma fábula que saía do velho Philco Transglobe, nove faixas, do meu pai. Dribles, arrancadas e gols, e que gols, me contavam as vozes e eu imaginava jogadores flamejantes de vermelho e preto. Até os reclames eram épicos: Antarctica, a única amarelinha que merece a camisa dez. Tomou Doril, a dor sumiu. Pelé toma Vitasay, tome você também.

Não precisávamos de imagem. Éramos ricos de espírito e de narradores. Se Jorge Curi dizia que era um golaço-aço-aço, a gente concordava e repetia mesmo sem ver: - Pô, que golaço do Zico.

As vozes foram sumindo. Primeiro Curi, depois Waldir. Mas aqui estava Doalcei Bueno de Camargo, o mais vibrante locutor esportivo do país. Aqui estava. Perdemos Doalcei na véspera de um domingo, para ter certeza que os domingos nunca mais serão mesmos. Perdemos os melhores domingos, para ter certeza que nunca mais seremos os mesmos.

Doalcei, que dizia que o gol fora marcado de maneira sensacional. Doalcei, que dizia que a bola saíra pela linha das arquibancadas. Doalcei, que declamava o futebol no ritmo de um coração queimando de amor. Doalcei, que disse Meu Deus do Céu quando Gérson marcou em Albertosi, meu-deus-do-céu e chorou no meio do grito de gol.

Tudo faz muito tempo. Passa muito futebol na tevê, mas não é mais o futebol de fábula. Ninguém mais faz um gol como este de Nunes, e mesmo que alguém marcasse, ninguém narraria como Doalcei narrou: http://www.youtube.com/watch?v=CSGBvOuJuio

Clique de novo no link do e ouça no volume máximo. E de novo. E não pare nunca mais, porque tudo faz muito tempo nesta noite quieta de sábado.

As vozes não saem mais do rádio.

Um Maracanã lotado de silêncio, por favor.

Mesa de Bar - FLAMENGO x Santo André
Maracanã - 18:30h

Em matéria de milagre, eu sou mais São Judas Tadeu.

O problema é que há anos, o cara anda tão sobrecarregado...

Nem dá pra falar mais nada.

Links para o jogo: www.rojadirecta.com

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O FLAMENGÔMETRO 2005-2009
Neste gráfico coloquei o desempenho dos últimos técnicos do Flamengo, especialmente o quarteto Ney-Joel-Caio-Cuca. O aproveitamento foi calculado considerando cada vitória valendo um ponto, e cada empate meio ponto. O aproveitamento considera o total de pontos nos onze jogos anteriores (um time que vença 11 jogos seguidos terá 100%, e quem perca todos, terá zero). Por aí dá pra ver que o time crises cíclicas, que eu não sei explicar, e se é que tem explicação. Ney Franco pegou o time, subiu o desempenho de uma forma um tanto irregular, com uma queda, subiu de novo, e despencou até ser substituído pelo Joel, que faz time subir feito um foguete; Caio Jr. mantém o desempenho, para depois despencar da mesma maneira que Ney Franco. Depois se recupera, consegue uma boa arrancada, mas cai um pouco (quando perdemos a vaga para a Libertadores no Brasileiro). Cuca assume, mantém um aproveitamento relativamente alto, só que no meio do Carioca, um campeonato mais fácil, e acaba despencando, mais uma vez vertiginosamente. Por que um time que joga junto há tanto tempo, com uma base relativamente entrosada, tem estas quedas súbitas?
CLICANDO NO GRÁFICO, ABRE UMA VERSÃO MAIOR.




O FLAMENGO E O BORDEL


Toda vez em que vejo um jogador beijar o escudo do Mengão na apresentação, fazer juras de amor eterno, colocar a mão no coração e depois debandar na primeira janela de transferência, penso cá com meus botões: quem ama o clube somos nós, TORCEDORES, não podemos (e nem devemos) exaltar a figura de A ou B, como integrante da nossa casta, tecendo parâmetros com o amor demonstrado ao manto sagrado, por ídolos do passado.

Temos de tratar os jogadores na atualidade, realmente dentro do escopo daquilo que significam: não existe vínculo sentimental com a torcida ou com o clube. Paixão Zero, de ambos os lados!

Muitos deveriam estar pagando para vestir o manto sagrado, porque – na real - estamos inflacionando os seus passes. Esse Sheik que acaba de ir embora, valorizou-se durante o curto tempo em que esteve na Gávea... Chegou valendo nada e saiu com preço de jogador de primeira linha. Quem conhecia Obina, antes de chegar ao Flamengo? O próprio Adriano, estava esquecido, bastou vestir o manto para retornar à seleção.

Já que o futebol na atualidade é dominado por empresários inescrupulosos e atletas (????) movidos a dólar, o mais sensato seria que alugássemos o manto para esses mercenários, formando um verdadeira Legião Estrangeira, onde o que vale é o interesse puramente comercial. Vamos deixar de ser hipócritas e acabar com essas palhaçadinhas de amor à camisa, beijo no escudo e outras presepadas. Nem deveriam mais fazer apresentação de jogador no auditório da Gávea, porque não tem sentido.

O que eu proponho, é que se façam contratos realmente de risco, onde o jogador deve indiretamente, pagar para jogar no Flamengo. Sim, pagar para jogar no Flamengo !!!!!

Qual o outro clube no Brasil que coloca o sujeito em exposição nacional de forma mais rápida e avalassadora? Fazendo uma analogia com redes de TV, quantos novos atores se sujeitam a coisas do “arco da velha” para poderem colocar a cara na telinha global? Ou alguém acha que o salário de um jovem ator na Globo é algo de outro mundo??? Na verdade, o Flamengo é a Casa da Mãe Joana, onde não existe valorização e consciência do peso que nós temos no cenário mundial.

Os salários no Flamengo deveriam ser pautados por um teto de - no máximo - 50 mil reais e o restante seria avaliado através de fatores como exposição na mídia, valorização do passe, participação nos lucros, etc... Um jogo de risco, onde seriam mensurados os aspectos intangíveis e cada um ganharia mais pelo que produzisse em campo.

Ah, mas alguns irão contestar dizendo: assim ninguém aceita vir jogar no Flamengo!!!! Eu garanto que, se fossem estabelecidas assim as regras do jogo, muita gente toparia, inclusive alguns que se arvoram como jogadores de primeiro escalão. Já que ninguém tá passando mais de uma temporada no Clube, isso seria uma forma de alavancar jogadores esquecidos.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sem ninguém

Quem aposta que no final das contas o Flamengo acabará sem Emerson, Obina e Vágner Love?

É o que eu sempre falo: o Flamengo gosta de tentar resolver as coisas aos 45 do segundo tempo.

Isso pra mim é sinônimo de falta de planejamento.

Pense grande! Claro, como não?

Erro comum de nós, torcedores, é pensar em cada jogo isoladamente como se o futebol hoje fosse uma pelada em que amigos se reúnem no fim da tarde. Não é. E, frequentemente, é possível explicar derrotas do Flamengo em um contexto mais amplo:

- O Flamengo saiu sem perder. O grande mal foi não ter feito gol no primeiro jogo em que o principal jogador do time pediu pra não jogar contra os reservas adversários que seguraram um empate sem gols. E foi prontamente atendido. Claro, como não?

- O principal jogador do time não esteve em campo após se machucar no treinamento. Acredito na contusão que ocorre após dois atrasos sucessivos em treinos, incluindo o do dia em que ele se machucou. O jogador não foi punido pelas faltas porque aqui é sua casa. Claro, como não?

- O técnico alega que ps desfalques prejudicam o time embora haja uma base que sempre jogue junta e quase não foi afetada por contusões e suspensões (Bruno, Angelim, Éverton, Lennon, Fierro e Adriano) e essa base nunca sabe o que fazer e está sempre confusa em campo. Desfalques? Claro, como não?

- Com cinco jogos, David acumula quatro amarelos e um vermelho. Demonstrando uma lentidão constrangedora em campo eu pergunto: ele está em forma? Claro, como não?

- Andrade fala que jogamos bem - e não vencemos o LANTERNA do Brasileiro - e que encontramos nosso caminho. QUAL CAMINHO, Andrade? Como é o seu esquema? Vc é ofensivo ou retranqueiro? Ainda vejo a mesma escalação dos tempos de Cuca com mudanças táticas que me parecem ter mais a ver com a postura dos jogadores do que com seus pedidos. Claro, como não?

- E aí? O choro do Andrade valeu efetivá-lo? Claro, como não?

- Andrade reclama de desfalques e contusões. Colocou Emerson no sacrifício e substituiu no primeiro tempo. Se o Sheik não jogar e for citado como desculpa em uma eventual derrota, espero que Andrade seja demitido no vestiário. Depois dos estagiários agora ganhamos um cal0uro de técnico. Claro, como não?

Números do Andrade como técnico do Fla

2004 – 12 jogos, 5 vitórias, 5 empates, duas derrotas e 55,56% de aproveitamento.
2005 – 16 jogos, 3 vitórias, 8 empates , 5 derrotas e 35,42% de aproveitamento.
2009 – 10 jogos, 3 vitórias, 3 empates e 4 derrotas.

TOTAL: 38 jogos, 11 vitórias, 16 empates e 11 derrotas.


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Faxina do Boteco - FLAMENGO x Fluminense
Pós jogo

A Simbologia de Uma Vitória

Eu acho que diante do ridículo das últimas rodadas no Brasileiro, muita gente não estava dando muita importância para este jogo. Como o Adriano, por exemplo.

No primeiro jogo, em que fazer gol era fundamental, os perebas de plantão lembraram nossos mais recentes temores e desandaram a perder gols. Inúmeros. Era para sacramentar ali.

É a velha e batida história: se jogamos contra um time reserva e/ou com um ou dois jogadores a menos, não conseguimos vencer nem a poder de cacete. Mas se somos nós os dilacerados, acumulam-se mais e mais vexames.

Começamos este decisivo jogo ainda desfalcados, mas o Andrade (ou forças ocultas) achou por bem colocar, num gramado assolado por dois dias de chuvas ininterruptas, dois caras recém saídos do estaleiro. Some-se a isto, a vontade nula do time em fazer gol. Achavam o quê? Que o FlorC ia ficar no zero? Numa atuação bisonha do David, as florezinhas acharam A oportunidade para o Roni manter a escrita. Até ano que vem, ou até o outro, vão agradecer ao David, ao lento reflexo do Angelim e, principalmente, ao árbitro, o pênalti mais descarado que vi neste ano. O mesmo árbitro, que no mesmo lugar, não viu o escanteio gritante do zagueiro tricolete no finzinho do jogo.

O time todo foi ruim. Aprenderam com o Leo Moura a sublime arte da omissão. Tirando talvez o Fierro, no primeiro tempo, e o Dênis Marques pela vontade, praticamente ninguém se salva. O David, amanhã, vai ganhar um churrasco do Kieza. Com direito a sobremesa! O Lennon... humm... não gosto de crucificar a molecada, mas vai errar passes assim em Xerém... Foi de irritar hermitão... E o Everton? Everton, meu filho... Se você cruzasse uma bolinha como você deu o drible do elástico... Dava para sonhar com a Libertadores...

Está na hora do Andrade achar uma nova "mágica" para mexer com esses caras. O encanto já acabou. E temo pela seqüência do Brasileiro.

Ser eliminado para lutar pelos 18 pontos faltantes parece louvável, sabendo como (não) funciona nosso time. As meninas do Renight têm uma luta muito mais difícil, mas não abriram mão de nos despachar.

Daqui a algumas semanas, nos encontram de novo, ambos ainda lutando por suas vidas no Brasileiro. Ninguém vai lembrar que os dois bandos desprezavam a Sulamericana e se preocupavam com o Brasileiro.

Daqui a duas semanas, daqui a 6 meses, daqui a um ano, ninguém vai lembrar que o Flor estava virtualmente rebaixado, e que o Flamengo perdeu vários gols no primeiro jogo, e foi eliminado com um gol de pênalti dos mais descaradamente roubados da história dos Fla x Flus. Vão lembrar, SIM, que no primeiro embate "internacional", o Flamengo foi eliminado pelo FlorC.

Ganhar nunca foi tão fácil e fundamental ao mesmo tempo.

EU QUERO O MEU FLAMENGO DE VOLTA!

(ATUALIZANDO AS REGRAS)

Regra 12 - Faltas e incorreções

Um jogador que cometa intencionalmente uma das nove faltas seguintes será punido com tiro livre direto, cobrado do local onde ocorreu:

chutar ou tentar chutar um adversário;
derrubar ou tentar derrubá-lo, usando a perna ou agachando-se atrás ou à sua frente;
saltar sobre um adversário;
atacar violenta ou perigosamente um adversário;
atacar por trás um adversário que não lhe fez obstrução;
atingir ou tentar atingir um adversário;
segurá-lo com a mão ou o braço;
empurrá-lo;
carregar, golpear ou arremessar a bola com a mão ou o braço. Se qualquer dessas faltas for cometida por um defensor dentro de sua grande área, será punido com um pênalti.

§ único
Caso o defensor pertença ao Clube de Regatas do Flamengo, da cidade do Rio de Janeiro, Brasil, a falta não precisará estar dentro de sua área, bastando estar vagamente próximo.

"Meza de Bar Espessiau" - FLAMENGO x Fluminense

Maracanã - 21:50h

Quando eu era adolescente havia uma revista voltada para o público jovem das décadas de 70 e 80.

Chamava-se MAD.

Alfred E. Neumann era um personagem, ruivo, sardento e sem um dos dentes da frente, que estava quase sempre na capa.

Com várias paródias e humor escrachado, dominou as vendas antes do Casseta Popular e o Planeta Diário, com humor barato, muitas vezes grosseiro e de gosto duvidoso (tudo o que a molecada gostava... )

Foi numa dessas edições que um funcionário público burocrata, depois de atender com lerdeza ao público, sem nenhuma cerimônia, diante de uma fila enorme, colocava uma placa onde lia-se: "Aumoço" e ignorava a turba ignara. Pronto. Em segundos, estava ele semi-dilacerado, na fila do extinto INAMPS, encarando uma fila, até que na sua vez de atendimento, a enfermeira colocava uma placa "Almosso", antes de ignorá-lo solenemente.

Isto tudo pra dizer sobre o título desta Mesa de Bar... Não se acosutme, leitor! O bar mal está abrindo pro Brasileiro, que dirá para essa mulambenta Sulamericana... Ainda que o Flamengo passe, o boteco só abriu hoje por pura falta duquifa!

Links: www.rojadirecta.com

A César o que é de César

Reclamamos, reclamamos...e reclamamos mais um pouco.

Mas serei justo: Maldonado foi uma boa contratação. Gosto do perfil do cara, e ele pode ser um dos líderes que o time precisa. Boa pedida, VP.

O Álvaro chega sob suspeitas. Mas é a same old story: vamos dar ao cara o benefício da dúvida. Que ele tente - e consiga - nos convencer que foi uma boa contratação. Um xerifão ali, numa zaga de garotos, pode ser benéfico.

As I said, sejamos justos. Pedimos reforços, e o VP trouxe. Fez a sua aposta. Espero que ele acerte, para o bem do Flamengo.

E se acertar, ponto pra ele.

Até que me prove o contrário, bato palmas.


p.s.: Fiquei sabendo hoje que a Olk vendeu perto de 504 mil itens do Flamengo, desde o início da parceria. No meu entender, um excelente número.

Podiquesti Urublog




Sempre bom, e acima de tudo, pertinente e esclarecedor.

Valeu, Arthur.

Seja na Terra, Seja no Mar (XLII)


André Dahmer e Arnaldo Branco são os autores da série de tirinhas "Seja na Terra", publicada durante o primeiro semestre no jornal rubro-negro Vencer. Os cartunistas gentilmente cederam ao Blog da FlamengoNET o direito de reprodução do trabalho aqui no Blog. Para saber mais sobre a dupla, visite os sites: www.gardenal.org/mauhumor e André Dahmer - www.malvados.com.br/

terça-feira, 25 de agosto de 2009


Alfarrábios do Melo

Olá, saudações rubro-negras a todos. Peço desculpas a quem vem acompanhando a série que estou escrevendo sobre os títulos brasileiros, particularmente o de 1982, mas essa semana quero me debruçar sobre outro assunto, que diz respeito à lastimável situação em que se encontra a equipe no Brasileiro atual.

Com exceção de uma quase irrelevante (em termos estatísticos) minoria (na qual se destaca a dupla Delair e Marcos Braz), parece ser um consenso de que as chances para a conquista do título brasileiro são bastante remotas. Mesmo a briga por uma vaga na Libertadores (o tal G-4) parece um devaneio distante. Não em termos matemáticos, afinal a diferença para o quarto colocado é de 7 pontos, e a história dos pontos corridos mostra que essa distância está longe de ser uma barreira intransponível. Mas o futebol que a equipe (não) vem apresentando desautoriza qualquer tentativa de se imaginar, no presente momento, algum tipo de escalada na tabela. Ainda mais que, se observarmos a metade vazia do copo, veremos que a distância para o 17º colocado (o primeiro dos rebaixados, portanto), é de apenas seis pontos, hiato igualmente pouco representativo.

Então, amigos, eu pergunto: e agora? Como fazer com que esse arremedo de equipe, que vem empilhando goleadas sofridas com uma freqüência constrangedora, que se mostrou incapaz de sobrepujar os RESERVAS do pior time do campeonato, volte a exibir um futebol minimamente convincente, capaz de, ao menos, encerrar a temporada de forma digna?

Já vi vários times serem rebaixados, grandes, médios e pequenos. Muitos dos casos de rebaixamento de equipes grandes poderiam ter sido evitados se esse risco tivesse sido vislumbrado e aceito com antecedência. Quando se tomaram medidas que efetivamente poderiam ter dado resultado, já era tarde. Casos clássicos são o Grêmio de 1991 e o Palmeiras de 2002. O nosso Flamengo quase foi vítima dessa “fuga da realidade” em 2001, quando acordou a apenas quatro rodadas do final da competição. Então, o primeiro ponto é admitir que o risco existe, e é real.

Diante do perigo, deve-se atacar os pontos que normalmente destroem as campanhas de equipes tradicionais, normalmente abatidas por falta de dinheiro. Salários atrasados, bagunça na gestão do futebol, desunião no elenco e indisciplina são esses fatores. O elenco atual do Flamengo parece unido. Aliás, unido até demais. Então, vejamos os outros problemas.

Os salários atrasados
Não adianta. Hoje em dia, o nível crescente de profissionalização e de transformação do futebol em negócio exige que certos vícios sejam sanados definitivamente. Sem salários em dia, um time de futebol não funciona. O Flamengo viveu isso na pele ano passado. Se os vencimentos dos atletas estivessem em dia, o time teria chegado, no mínimo, à Libertadores. Aliás, é só perceber que a equipe começou a despencar na reta final no mesmo momento que apareceram os primeiros sinais de atrasos na remuneração dos atletas. Coincidência?

Então, antes de perseguir reforços, estipular prêmios ou pensar em algum tipo de gasto adicional, a diretoria atual precisa dedicar-se a encontrar uma forma de garantir que os jogadores recebam em dia até o final do ano. Esse já é o primeiro passo para organizar a bagunça.

A gestão do futebol
Parece ser uma unanimidade que o que vem levando o Flamengo a freqüentar partes obscuras da tabela é a ausência de titulares. Realmente, por melhor que seja um elenco, é difícil resistir a tantos desfalques. A lateral-direita, inclusive, perdeu o titular e o seu reserva. Mas a pergunta é: por que tantos jogadores fora de combate? Abstraiamos o caso do Kleberson, do Toró e do Fabrício. Poderemos constatar que o principal problema que vem tirando os jogadores do campo é muscular. Não é o caso de se jogar pedra no trabalho de alguém, de se apontar falhas no programa de condicionamento físico dos atletas, até pela falta de conhecimento específico no tema. Mas uma coisa é certa: algo está errado, pois não é normal se perder tantos jogadores por problemas musculares em tão pouco tempo. Azar? Deixa essa explicação para os místicos.

Esqueçamos, por enquanto, construção de CT, profissionalização de departamento e outras reformulações. O time precisa encerrar o ano de forma digna. As correções de rumo devem ser feitas a curto prazo. A equipe, em campo, padece de dois problemas crônicos: o primeiro deles é a falta de motivação dos jogadores, que desde a eliminação da Copa do Brasil atuam de forma burocrática. Em um ou outro jogo o time mostra maior combatividade, mas o que se costuma ver em campo é um grupo entediado e doido para se livrar logo daquilo. Qualquer adversário se impõe pela luta, pela força de vontade. O outro problema é tático. O time não consegue, desde a saída do Ibson, acertar um sistema defensivo minimamente confiável. Contam-se nos dedos as partidas em que o Flamengo saiu de campo sem sofrer gols. Pior, são raros os jogos em que o clube sai na frente (ou empata um jogo) e não cede reação.

A solução dos dois problemas pode, ou não, passar pelo perfil do treinador que atualmente comanda a equipe. Parece antipático e até cruel cornetar o Andrade nesse momento, o Tromba vem realmente tentando trabalhar com seriedade. Mas a omelete que ele vem produzindo, em que pese a falta de ovos, está sem liga e intragável. Esse grupo precisa ser comandado por alguém que efetivamente os faça correr, dedicar-se aos jogos, fazer o Flamengo voltar a ser uma equipe aguerrida em campo. Foi assim com o Carlos Alberto Torres em 2001, o Evaristo em 1998 e 2002, e é forçoso reconhecer que o Joel assim também teve êxito em 2005 e 2007. Há vários exemplos em outros clubes, sendo o mais recente o René Simões no Fluminense ano passado. Lembrando que se propõe alternativas a curto prazo.

A indisciplina
A história mostra que equipes que promovem reformulações muito radicais em momentos de turbulência costumam ir para o buraco. O caso mais emblemático é o do Grêmio em 2004, uma equipe desmontada várias vezes ao longo da competição, ou do Bahia (tudo bem, é clube de menor expressão, mas vale o exemplo), que chegou a dispensar sete titulares por indisciplina e foi premiado com o descenso, em 2003.

Os jogadores do Flamengo são esses, salvo um ou dois reforços (há dinheiro?). E é com esses jogadores que o time irá encerrar o ano. Por mais que não queiramos ver alguns deles nem pintados, são eles que terão de assumir a responsabilidade de conduzir o time, algo impensável para garotos imberbes, mesmo que eventualmente talentosos. Após o final do ano, que se trabalhe vislumbrando uma necessária e já tardia reformulação na base do elenco, mas até lá o time precisará de todos os seus titulares. Foi assim em 2004, quando os contestados Felipe e Athirson ajudaram a equipe com gols decisivos na reta final, ou em 2005, com o grupo comandado por Jônatas, Júnior e Diego.

E como conquistá-los de volta? Identificando os líderes, traçando de forma séria compromissos profissionais, cumprindo e fazendo-os cumprir obrigações. Pague-se em dia, dê-se o mínimo de respaldo a uma comissão técnica que tenha liderança, capacidade técnica e se faça respeitar, e os resultados virão (evidentemente que nesse pacote está a cobrança por uma atitude mais profissional). Sim, porque há jogadores talentosos nessa equipe. Não temos um time limitado como em 2002 e 2005. Nossa equipe, em termos individuais, enquadra-se tranqüilamente entre as cinco ou seis principais do país.

A torcida
E a nós, o que resta? Tudo bem, o “amor acabou”, mas talvez fosse o caso de uma espécie de pacto, de acordo entre os principais líderes das organizadas e os jogadores, não sei. Apoio, incentivo, nada de vaias precipitadas que só carbonizam jogadores. Não adianta guerrear com o elenco, só ajuda os adversários, no final o time sofre o resultado e eles vão embora. Em 2005, por mais que determinados jogadores estivessem muito desgastados, a torcida comprou a briga e eles foram junto. E o time fez ali a melhor campanha global nas últimas sete, oito rodadas.

Todos esses pontos colocados acima são apenas para discussão. Não se pretende aqui dar palavra final de nada. Mas tenho a convicção de que, com trabalho, humildade para perceber o mau momento e os riscos, tranqüilidade para perceber os pontos críticos e atacá-los, e ter em mente que medidas a curto prazo são totalmente diversas de planejamento de elenco, dá sim para obter ainda resultados surpreendentes com esse time. Gente ainda menos qualificada está conseguindo.

Ou alguém acha que o Avaí é um esquadrão?

segunda-feira, 24 de agosto de 2009




COMANDO E CONTROLE - CHOQUE DE ORDEM JÁ!

Wikipédia - Comando e Controle (do inglês: Command and control), ou C2, pode ser definido como o processo de direção por pessoa ou autoridade legalmente ou legitimamente investida na utilização dos recursos colocados à disposição

Vou começar esse post-desabafo com uma pergunta rudimentar: como é que um time pode conseguir algum resultado, se não faz o mínimo necessário: treinar ??????

Somos o retrato de uma nau sem rumo, à deriva. Os jogadores não treinam, não têm preparo físico, falta vontade e equilíbrio psicológico. Qualquer organização (e um clube também deveria sê-lo), tem principios básicos de comando e controle que devem ser seguidos.

O Williams que é o jogador mais raçudo do elenco, não tem equilibrio em campo, todo jogo leva cartão amarelo ou vermelho.

Antes de qualquer tentativa para mudar o Andrade, deveriam contratar um preparador físico experiente, colocar todo mundo na Granja Comary em regime de concentração intensiva, contratar um psicólogo para dar serenidade à garotada. Durante o dia, treinos e mais treinos de fundamentos, à noite, filmes e mais filmes motivacionais, palestras, dinâmicas de grupo.

Quem quiser estar nesse esquema que fique, quem não quiser, pede para sair. É muito trabalho, treino e regime militar!

Olhem os outros times do Brasileirão e vejam se eles têm elenco melhor que o nosso? Tem time aí que tá na ponta do Brasileirão e que eu não conheço 90% dos jogadores. Obina é destaque no Palmeiras, Eltinho no Avaí, Tardelli no Atletico MG e por aí vai...

Onde estarão até quarta-feira (dia do nosso próximo jogo contra o Fluzim), alguns dos medalhões desse nosso exército de Brancaleone? Com certeza, ao invés de estarem treinando (execeção aos que já estão machucados), devem estar tentando se recuperar de alguma farra noturna, de alguma bebedeira, funk, mulherada e outros bichos de pena.

Alguns desses malandros ganham mais de 100 mil reais para ficar na gandaia????
Tem que isolar os chinelinhos, colocá-los em regime de concentração intensiva ... Se escolheram ser jogador de futebol, têm ao menos que treinar. Qualquer profissão no mundo tem seu rol de obrigações e deveres, para jogar rachão e pelada na praia não precisa ser profissional.

Essa convocação de jogadores do Flamengo para a seleção é outro caso nebuloso, ambos, Kleberson e Adriano, não têm a menor condição de envergar a amarelinha no presente, hoje o futebol é comandando por uma máfia cujos interesses estão entre quatro paredes e nos bancos de além-mar.

Jogador de futebol TAMBÉM É ATLETA, não é uma categoria à parte como Cantor de Pagode, Dupla Caipira ou DJ de Funk...

Precisamos de um choque de ordem, de alguém que tenha autoridade para comandar essa Nação chamada FLAMENGO. Falta comando e controle, principios basilares do processo gerencial.

A base de tudo

*Por Lucas Dantas

O Flamengo entrou em campo contra o Avaí com um time composto de garotos da base e alguns “estrangeiros”. É lógico que não há equipe no mundo que se sustente dessa forma, estando sem treino, sem experiência e muito menos sem entrosamento. O que a gente vê no final é garoto dando entrevista feliz porque vai dar a camisa pro irmão, de uma derrota por 0x3.

Ninguém descobre a cura da doença no primeiro experimento. Mas falar é fácil, né? O que fazer então?

Há tempos que eu questiono nesse mesmo blog como são feitos os testes da molecada. Não questiono no tom de “é tudo uma merda”, mas na ignorância mesmo. Eu não sei. Já fiz teste no Flamengo, joguei até os 15,16 anos, sei lá, mas na época meus pais decidiram que era melhor estudar e eu não tinha idéia do que se tornaria o futebol hoje. Como não passava necessidade nem era a esperança da família por um mundo melhor, caí fora.

O meu teste foi simples. Me destaquei numa escolinha naquela quadra de salão inclinada ao lado da bocha e fui levado pro pré-mirim. Fiz dois treinos onde hoje são as quadras de tênis, à noite e quase sem luz, e um jogo contra o Monte Líbano. Fiquei e segui. Moleza, não? Sem peneiras no Riocentro, sem empresários, sem duzentos pais torcendo do lado de fora, sem mãe fazendo teste do sofá (ou até mesmo o garoto!) e sem quatrocentos guris com chuteiras vagabundas sonhando com o impossível.

Não me considero craque, mas será que eu teria futuro no Flamengo? Ou seria vendido na primeira oportunidade? Depende muito. Se me destacasse (e dada a minha idade – hoje 31), talvez eu fizesse dois estaduais e um brasileiro. Daí iria pro mundo, pois a Lei Pele ainda não teria nascido e meu passe seria do clube. Isso com dois ou três anos de profissional.

Entendam: se eu tivesse me destacado, teria saído. Fato. Ponto e acabou. Se não tivesse, também teria, mas com mais tempo de casa e não exatamente para onde eu gostaria de ir.

É aí que eu quero chegar.

Li um comentário de um participante ativo do blog a respeito das pratas-da-casa e o histórico no Flamengo. De fato, como ele mencionou, somente uma deu certo como desejamos – a da década de 80. Que foi “criada” uma década antes.

Zico “nasceu” pro Flamengo em 1971, mas só se firmou como titular em 1974. Ganhou, com pouca participação, o estadual de 72 e com mais presença o de 74. Quatro anos se passaram até que levantasse a taça de 78. Desde a sua estréia até o primeiro brasileiro, foram nove anos. E o time jamais havia sido campeão nacional antes.

Três anos sem estadual.

Nove anos até o Brasileiro.

Vocês esperariam esse tempo por alguém hoje?

O Flamengo espera?

Não falando de Zico, mas o Flamengo esperaria por Júnior, Leandro, Andrade, Adílio...? Não querem citar os fora-de-série? Ok. Então pergunto se esperaram por Marcelinho, Djalminha, Paulo Nunes... Não. Foram todos vendidos à preço de banana e quando atingiram a maturidade, brilharam em outros campos. A frase “craque o Flamengo faz em casa” ganhou o complemento sarcástico e cruel “e vende”.
O Flamengo já obteve sucesso com times caseiros. A equipe campeã da Mercosul de 99 possuía seis “crianças” da Gávea: Juan, Athirson, Lê, Rodrigo Mendes, Leonardo Inácio e Reinaldo. Todas começaram a aparecer em 96, 97 por ali. Reinaldo ficou conhecido em 99 mesmo, com a responsabilidade de substituir ninguém menos do que Romário.

Esse mesmo time venceu o poderosíssimo Vasco duas vezes no Estadual. E não lutou contra o rebaixamento jamais. Em 2001, recheados de craques, a coisa degringolou (literalmente) e os garotos pagaram o pato.

Dois ou três anos depois dessa conquista (sob o comando do maior técnico que o Flamengo já teve, Carlinhos) todos foram embora. Todos. Não sobrou um. Craques? Juan, sim. O resto de mediano pra bom, com potencial se devidamente trabalhado.
Mas o Flamengo não teve paciência. Como não teve com Sávio. Como não teve com Djalminha. E teve com Zico, para a nossa sorte, que só foi embora em 83, doze anos depois da estréia.

De 90 para cá, com ênfase em 1995, o clube meteu-se numa cultura de contratações a torto e a direito, sem critérios técnicos, onde o marketing é mais importante do que o a precisão no chute. Treinadores e jogadores vêm e vão como gente na rodoviária. O Flamengo, diria Marc Augé, tornou-se um não-lugar. Ninguém fica, todos passam e não se cria identidade.

O moleque que procurou a Gávea, passou perrengue pra treinar e ama o time de torcer na arquibancada é exatamente aquele com quem os dirigentes têm menos paciência. Preferem passar a mão na cabeça de primadonas desleixadas.

Lógico que os tempos mudaram, os empresários agem como falcões procurando uma presa para engordar seu ninho e a garotada está louca para conhecer as maravilhosas capitais da Letônia, Bósnia, Vietnam e Romênia. Mas o Flamengo, esse aí não muda. Ao invés de engrossar como Renato Augusto e dar tempo ao tempo, preferiu fazer a “maior venda da sua história” e ficou apenas com pequenas fatias da pizza. O dinheiro já era.

De fato, como disse o comentarista do blog, uma única vez na história deu certo montar um time da base. Na única vez que o Flamengo não foi Flamengo e teve paciência. Hoje, o Zico não ficaria dois anos no clube e seria vendido por um décimo do valor. Para pagar o salário do Bruno, do Juan, do Léo Moura...

Algumas perguntas sem resposta para o escriba

Até que o Hermínio poste, pergunto:

1 - Abro os portais todo dia. Se o próximo jogo é contra o Flamengo, sempre aparece um jogador com uma motivação extra. Minha pergunta é: Porque diabos NÓS nunca temos motivação, quiçá uma motivação extra? É ruim jogar no Flamengo? Não era seu sonho de infância? Então, se não está motivado, pede pra sair.

2 - Três jogadores com problemas musculares. Ops, 4, pois a coxa do Everton Silva foi pro beleléu ontem. É problema da preparação física, da falta dela, ou esse time corre errado?

3 - E se o time corre errado, porque não temos padrão tático algum? Os rachões estão atrapalhando?

4 - E os dirigentes? Somem quando perdemos 3 seguidas? Ou ainda hoje teremos uma entrevista bombástica na qual o síndico dirá que seremos campeões?

5 - Você desistiu do Flamengo? Eu, não. Estou com grau de irritação nível 11, numa escala de 1 a 10. Mas desistir, jamais. Morro junto, se preciso for. Mas isso não significa passar a mão na cabeça de ninguém.

6 - Uma última pergunta, com muito veneno: nas bases, temos olheiros ou empresários impondo contratações? Hum....posso pensar?

obs: já que estou caminhando a passos largos para minha aposentadoria como torcedor, e havia prometido não escrever mais meu "caderninho", decidir rever algumas antigas postagens minhas, falando de fantasmas que infelizmente continuam insistindo em nos assombrar. O texto abaixo foi escrito em 7 de Março de 2008, e vejam como continua atual:


SOBRE “DERROTINHAS ASSIMILÁVEIS”

Nos últimos trinta e nove jogos que disputou fora de casa, o Flamengo só venceu dez deles, praticamente todos no Brasileiro contra adversários fracos ou em crise, e alguns outros inexpressivos no Estadual e Libertadores. Dos nossos vinte e nove jogos sem vencer, tivemos o desprazer de assistir:

0x3 Santa Cruz

0x3 Santos

1x3 Palmeiras

0x3 Ponte Preta

0x3 Grêmio

0x3 Defensor

0x4 Figueirense

0x3 Santos

0x3 Internacional

1x3 Cruzeiro

Infelizmente eu não consigo assimilar goleadas. Eu não estou querendo criticar outros blogueiros nem ofender ninguém, que fique bem claro. Cada um tem o direito de expressar sua opinião, e absorver a derrota a seu próprio jeito. Mas, por deficiência minha, eu simplesmente jamais conseguirei assimilar derrotas acachapantes e partidas bisonhas. Eu não consigo assimilar como um time que cada vez tem mais volantes e menos toque de bola, pode ser tão facilmente goleável. Quando a mentalidade defensiva não mandava no futebol, nós não apanhávamos tanto, mesmo jogando com apenas um volante.

O medo de perder tira a vontade de ganhar.

Todos aqueles de boa memória irão se lembrar que em todas essas derrotas, o Flamengo sempre atuou com a mesma filosofia: um time recheado de volantes jogando apenas para garantir um empate, esperando que um golpe de sorte nos trouxesse a vitória. E todas as vezes, fomos incapazes de ameaçar o adversário, que muitas vezes, mesmo sem se esforçar ou jogar bem, chegou à goleada com facilidade.

Um time grande deve ser temido, coisa que o Flamengo não é, quando joga fora do Maracanã. Aqui, a pressão da torcida (que mantém em seu ânimo a lembrança de que somos grandes demais) contrabalança a “retranquice” dos técnicos e faz com que o time cresça. Quando não temos TORCIDA para fazer isso, o time volta a se comportar como um timinho, retranqueiro, medíocre, contente em segurar um simples empatezinho.

Temos um elenco melhor que o do ano passado, mas nos faltam peças para uma formação ofensiva que ameace adversários mais fortes. Não temos um meia armador com habilidade e visão de jogo (poderia ser o Diego Tardelli, mas este é sempre sacado no meio da partida); não temos um goleador implacável; não temos um companheiro de ataque veloz e driblador (poderia ser o Max, mas não há lugar para ele num time que tem acomodar espaço para quatro cabeças-de-área ao mesmo tempo); não temos sequer um cobrador de faltas. Somos deficientes no cruzamento, no chute, no passe.

Eu não assimilei mais esta derrota, e acho que estamos na beira do precipício na Libertadores. Ou ganhamos o Cienciano lá, ou teremos que depender de uma combinação pouco provável para passarmos adiante.

O que dirigentes e técnico ainda não entenderam é que Estadual, Brasileiro e Libertadores são campeonatos de características bem distintas. Em um Brasileiro prolongado com mais de trinta jogos, basta que vençamos quase todos os jogos em casa para ficarmos bem colocados, principalmente quando o resultado é apenas a luta por uma das cinco vagas de Libertadores (para almejar o título, temos que vencer fora com freqüência). No Estadual, precisamos apenas vencer um monte de moscas mortas e torcer para que o peso da torcida e o medo do rivais nos favoreçam em clássicos decisivos.

Na Libertadores, o time tem que ser forte e agressivo o bastante para buscar os resultados importantes fora de casa. De nada adianta vencermos todo mundo a duras penas no Maracanã, se a cada vez que sairmos do país tomarmos uma tunda. Até porque numa fase de mata-mata, não temos ataque para reverter uma derrota de 2 ou mais gols (vide o ano passado).

Sei que muitos não vão concordar comigo, vão me chamar de “pessimista” ou algo pior, mas fica aqui um protesto de alguém que não consegue habituar a derrotas.

"Podia ter sido pior", diz Joel

domingo, 23 de agosto de 2009

Azar?

Não sou especialista no assunto, mas não consigo engolir esse lance de azar, de que o time está desfalcado e etc.

Fica visível a falta de preparo físico dos nossos jogadores. Os garotos que teoricamente estão entrando na "fogueira" não têm condições de jogar nos profissionais.

Na Copa SP de futebol juniors, realizada no início do ano, observamos que parte desses garotos que hoje estão na equipe de cima não conseguiam acompanhar o ritmo físico nem dos atletas da mesma faixa etária.

E sobre as seguidas lesões? Muito anormal, para a opinião do leigo que vos escreve.

Ah, e se eu tivesse que fazer uma contratação agora, no atual momento, essa seria a do preparador físico Ronaldo Torres.

Triplex Sad Ten

1 - Humilhação: Perder para o Avaí e/ou Goiás é humilhante? Não, pois hoje eles são os times grandes, são os times que jogam futebol, que conseguem trocar 10 passes sem errar, que chutam a gol de longe, de perto, e acertam. Humilhação é ver no elenco esses caras que se acham os caras, que são auto-suficientes pra decidir que o rachão é o melhor pro grupo, que são arrogantes a ponto de pagar pra TO´s não vaiarem eles (com o ego de pavão, eles ficariam tristinhos se fossem vaiados). Que não são HOMENS a ponto de dizer que estão mal tecnicmente, que se inflam quando ouvem gritos de que são os melhores do Brasil. E a torcida, humilhada, que gasta seus mirréis pra ir ao estádio, que se dane. Esse é o Flamengo.

2 - Incompetência: marco bras, delair, kleber leite, psp, marcio braga, todos em minúsculas mesmo. Incompetentes. Se realmente amassem o Flamengo, pediriam demissão pra não precisar receber o fgts e demais benefícios. Mas não, ainda me aparece um PALHAÇO dizendo que o Flamengo será campeão. A continuar desse jeito, será sim, da série B em 2010.

3 - Vaia: Eu posso vaiar? Ou essas pessoas que recebem pra não vaiar vão me bater, vão me jurar? Eu estou com VERGONHA de torcer pelo Flamengo. "Ah, mas Alex, é o time reserva do reserva". Isso não reserva o direito deles entrarem em campo dormindo. Enquanto não me respeitarem, enquanto não respeitarem a torcida, vão tomar vaia, vão ouvir crítica. E não adianta comprar comitiva infantil pra tirar foto, pois isso não me sensibiliza.

4 - Andrade: Pede pra sair. Você não merece passar por isso. Não merece ser treinador de pulhas. De gente sem sangue. Você viu o Zico jogar machucado, sua referência é outra. Vaza disso aí, pois esse Flamengo não te merece.

5 - Mas faltam 40 minutos ainda, Alex: Não me importa. Podem virar pra 5x2. Estou envergonhado de ser Flamengo. Com nojo de jogadores que NÃO RESPEITAM O MANTO.

6 - Elenco: Eu não quero craques. Quero vontade, garra. Respeito à história do clube. E respeito com a torcida.

7 - Estatuto: Só pra lembrar. Enquanto não derrubarem esse estatuto, viveremos e conviveremos com essa cambada de safados aí. E vocês acham que eles permitirão isso? Acreditam mesmo que os conselheiros e atuais dirigentes permitirão que novos ares tomem conta da Gávea? Keep it dreamin´.

8 - Mas Alex, se mandarmos embora bruno, leo moura e juan, quem entra?: O poste, o cone e o hidrante. Mas eu não aguento mais essa corja liderando o elenco. Não aguento mais a cara do bruno como se estivesse goleando. Quero jogadores que tenham balls. Gente com brio, com sangue nas veias. E que treinem de verdade.

9 - Rachão: Minha cruzada agora é pelo fim do rachão. Ah, mas os jogadores vão ficar mais tristes. A impressão que dá é que eles querem entrar para a história como os jogadores que rebaixaram o Flamengo. Pois alguns vexames já foram dados. Agora só falta esse.

10 - EU QUERO O MEU FLAMENGO DE VOLTA. E sem essa corja.

Nada mais digo.

Mesa de Bar - Avaí x FLAMENGO
Ressacada - 18:30h

O Tamanho da Hiprocrisia

Já consigo imaginar um repórter entrevistando algum atleta do time catarinense mais tarde, antes do jogo:

- "E aí, Fulano? É partir pra cima do Flamengo e buscar o resultado? O Avaí é o favorito?"

Ao que o boleiro, do time 10 rodadas invicto, responde:

- "Não! De forma alguma! O Flamengo é uma grande equipe, com excelentes jogadores, um técnico inteligente e muito perigoso! Nós vamos jogar como o professor nos pediu, usando a vantagem de estar em casa. Mas não podermos descuidar, afinal do outro lado está O Flamengo..."

Balela! Bull-shit!

Eu queria poder colocar um microfone oculto no vestiário adversário, pois para mim, o verdadeiro discurso que deve ser exaustivamente repetido numa preleção adversária deve ser algo como: "vamos jogar sério, porque o Flamengo não sabe o que é isso há anos..."; ou "basta botar a bola no chão porque não há padrão de jogo na Gávea..."; ou ainda: "Não há condições de ganhar de pouco de um time que não treina. Tanto é que há anos que acumulam mais vexames do que glórias... Há anos não se joga futebol profissional na Gávea."

Eu, honestamente, duvido que algum jogador realmente acredite nas suas próprias palavras nestes momentos. Tirando o Vampeta - a quem eu considero um jogador de caráter comparável ao de Renato Gaúcho, de Romário ou de Dunga -, eu já não condeno tanto os jogadores que saem tacando pedras na zona em que se tornou a Gávea. Seja o Alexotan, que respondeu "Flamengo" sem pestanejar quando a Playboy perguntou-lhe qual o time mais "punheteiro" em que havia atuado; ou seja o Douglas "side-show-bob" Silva, que quando saiu do Flamengo cansou de fazer propaganda contra para os colegas que eram sondados pelo rubro-negro. Muitos desses jogadores deixaram a torcida revoltada e o clube na mão. Foram relacionados a panelas, chamados de chinelinhos e preguiçosos, e outras coisas que mais cedo ou mais tarde, fez-se com que suas saídas do clube fossem comemoradas. Mas na verdade, suas atuações só foram assim porque se deixou chegar a tal ponto. Isto não os tira a responsabilidade, mas como muito já se falou, as causas de tanto descrédito, tantos vexames, tantos desrespeitos ao Flamengo passam pela excessiva permissividade tolerada pela diretoria. Há anos o Flamengo deixou de ser uma associação desportiva sem fins lucrativos, para se tornar um verdadeiro balcão de negócios, refém de empresários e contratos leoninos à instituição. Quando exatamante, é difícil precisar. Mas é fato que já no ano do seu centenário, havia na Gávea uma estrutura que seria a responsável por um longo período de jejuns, vexames e tabús desfavoráveis, a acompanhar a rotina rubro-negra. Lá se vão 17 anos sem um título Brasileiro...

Daqui a pouco assistiremos mais depoimentos de jogadores ao fim de um jogo. Em caso de mais uma derrota rubro-negra, vão os jogadores do Avaí dizer: "- É um grande resultado, contra uma excelente equipe, de tradição, com grandes jogadores...", enquanto seus pensamentos dizem algo assim: "Coitado daquele que HOJE não ganha do Flamengo..."

Mentiras, mentiras e mais mentiras...

Quanto mede uma hipocrisia? Tamanho eu não sei. Mas no caso do Flamengo, já dura pelo menos uns 15 anos...
"O que tiver de ser, será! Pobre coitado de ti!"
Pedinte grego, no Parthenon, para o personagem Laio - Novela Mandala - Meados dos anos 80.
Links para o jogo: www.rojadirecta.com
Links liberados próximo à hora do jogo (horário de Brasília), no quadro à esquerda.

Nosso Mundo é Flamengo - Limpeza

Por Thiago Gonçalves, de Braga (Portugal)*


Por indisponibilidade de escrever a coluna no sábado, tive que escrever o texto na sexta-feira e todos sabem como é difícil escrever qualquer coisa depois da derrota e de tudo o que se passou na véspera. Por isso peço desculpa por não ter um texto tentando mudar de assunto, mas a cabeça não consegue pensar em outro assunto.
A nossa mentalidade Rubro-Negra sempre foi de otimismo, esperança, afinal de contas chorar de véspera é coisa de botafoguense. Mas nem isso conseguimos mais. Não tenho problemas em dizer que para mim, hoje, a maior preocupação é não ser rebaixado. Apesar de achar que dificilmente isso acontecerá, não deixa de ser o meu maior medo. Em outros tempos estaríamos a ver isso como uma fase passageira e que com uma boa sequência de vitórias já estaríamos perto do G4, mas estamos cansados. Cansados de ter esperança e não sermos correspondidos, cansados desse ambiente que reina na Gávea, cansado desses jogadores que se acham maior que o MAIOR clube do país.
O futebol mudou. Antigamente cada bom time tinha um craque e esse craque fazia a diferença, mas hoje do jeito que está tudo tão nivelado por baixo, esse craque deixou de ser imprescindível. Hoje as prioridades devem ser outras, como comprometimento, esforço, trabalho de equipe e treino, muito treino. Muitos podem dizer que em 2004 e 2005 tivemos times baratos e quase caímos, e é verdade, mas acho simplista dizer que foi por ter time barato que quase caímos. Quase caímos porque não havia dedicação, não havia esforço, não havia estrutura, não havia nada do que precisa haver num clube de futebol sério. Ou alguém acha que o Santo André de 2004 tinha melhor time do que nós para ser capaz de calar um Maracanã lotado e levar a Copa do Brasil?
E hoje o que eu vejo? Vejo um grupo de jogadores em que poucos realmente se importam com o clube. Vejo um grupo de jogadores que sabem que não têm mercado na Europa e mesmo assim recebem salários absurdos para a realidade brasileira. Vejo jogadores que sabem que podem fazer o quiser que não saem do time. Assim, não vamos a lado nenhum e o time não é barato.
Precisamos duma limpeza. O Atlético-PR amargava as últimas colocações quando afastou 5(CINCO) jogadores do elenco. Resultado: quatro vitórias seguidas e comprometimento dos demais que ficaram. O elenco ficou mais fraco provavelmente, afinal de contas são menos cinco jogadores nas contas do técnico, mas o grupo ficou mais forte. Eu sempre ouvi dizer que uma laranja podre estraga o saco todo e se uma parte da solução é mandar embora algumas dessas laranjas, por que não fazer?
Mais dois jogos sem vencer e a torcida não suporta mais o Andrade. Eu, no lugar dele, teria uma atitude drástica e que poderia chamar a torcida pra junto dele e do grupo. Há 15 dias atrás eu tive que aturar um jogadorzinho chamando a torcida de FDP; essa semana tive que aturar um palhaço rindo da nossa torcida e gastando tempo quando estava a perder por ser vaiado. Quer a torcida do teu lado, Tromba? Separa 4 ou 5 e manda passear. Convoca uma colectiva com a direção e anuncia que os jogadores A, B, C, D, E foram embora por desrespeitar a instituição Flamengo e coloca ordem na casa. Duvido que os que ficarem não vão ter mais empenho ou sabem que o mesmo pode acontecer com eles. Aproveita a colectiva e avisa que não temos dinheiro e que por isso, o time vai ter constantemente várias peças jovens, mas que honram o Manto. Valoriza esses míudos e assume a responsabilidade.
Eu sei que não precisamos só de uma limpeza a nível de jogadores, mas sim de uma limpeza geral. Para esse ano parece que a corja que se candidata às eleições é a mesma de sempre, mas se nós fizermos a nossa parte e aumentarmos o quadro de sócios para 2012 poderemos ter mais chance dum grupo sério se chegar a frente para tirar os de sempre do poder. 31 de Agosto está chegando pessoal.

*Thiago Gonçalves, 25 anos, residente em Braga (Portugal), é formado em Engª da Computação Gráfica e Multimédia, e escreve também no Mundo Flamengo (www.mundoflamengo.com)

sábado, 22 de agosto de 2009

E se hoje fosse meu aniversário...

eu não pediria muitas coisas. Aliás, pediria poucos, porém incisivos presentes.

Primeiramente, pediria pra acordar e não me obrigar leituras como "crianças apóiam Bruno". Acho isso uma tremenda maldade..com as crianças. E explico o motivo: cada vez que parte da torcida - e nesse ponto falo daqueles torcedores que batem em quem vaia jogadores que fazem o que o Bruno fez - passa a mão na cabeça destes descompromissados e arrogantes "craques", me obrigo a retornar à "áurea" época de Romário, que arrebentava contra os Olarias e botafogos da vida, mas que na hora da verdade botava a mão na coxa e pedia pra sair. Se compararmos, alguns de nossos jogadores só tem bom desempenho mesmo contra times de menor porte, e aí cito novamente os Olarias e botafogos da vida.

Segundamente (parafraseio o nobre prefeito Odorico), pediria pro Flamengo como um todo tomar vergonha na cara e se comportar como Flamengo. Com o tamanho de nossa torcida, com o tamanho de nossa história. Não fazendo cerinha ou vindo a público, depois de 2 porradas, dizer que ainda seremos campeões. Um campeão não se faz com palavra, mas com atitude.

E por fim, que esse meu humor ácido e chato se transformasse de acordo com nosso sucesso. Pois pelo que vejo, há interesse em crescer somente dos blogs, torcedores, fãs. Diretores e jogadores parecem satisfeitos com isso. Parecem felizes em tomar vaia e serem criticados. E o que é pior: são crentes que os errados somos nós. Eles, as always, estão certos.

A propósito, hoje É meu aniversário. Mas vou deixar pra pedir pro Papai Noel. Quem sabe uma cartinha bem escrita e um comportamento adequado não são atendidos pelo bom velhinho.

Bom fim de semana a todos.

E nada mais digo.

Triplex no Twitter: http://www.twitter.com/alextriplex

CADERNINHO DO SIMÕES LOPES
Flamengo x Avaí - Brasileiros 1974-2009
(cansado do apequenamento progressivo estou fechando o caderninho até que voltemos a ter dirigentes profissionais e jogadores profissionais. Que o Manto Sagrado jogue por nós e que o Deus da Raça nos proteja.)

Jogos: 2 - RJ (1), SC (1)
Vitórias: 1 (50%) - RJ (0), SC (1)
Empates: 1 (50%) - RJ (1), SC (0)
Derrotas: 0 (0%) - RJ (-), SC (-)
Gols pró: 1
Gols contra: 1

Resultado mais comum: Flamengo 1x0, 0x0 - 1 vez
Maior sequência sem perder: 2 jogos -1974 a 2009

Maior seqüência sem ganhar: 1 jogo – 2009
Jogador que fez mais gols: Zico - 1 gol

Primeiro jogo:
Avaí 0x1 Flamengo 1x1 Grêmio (27/04/1974)

Último jogo:
Flamengo 0x0 Avaí (16/05/2009)

Maior vitória:
Avaí 0x 1 Flamengo (27/04/1974)
Time: Cantarele, Rondinelli, Jaime, Luís Carlos Gualter e Rodrigues Neto; Liminha e Geraldo; Paulinho, Doval, Zico e Arílson.
Gol: Zico.

Jogos memoráveis:

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Do Urublog (valeu, Arthur)

Nós Somos a Mina de Ouro.

Talvez seja pelo achatamento do mundo, talvez seja o fenômeno Internet, mas nunca a torcida do Flamengo esteve tão ligada numa eleição no clube como nessa que vai rolar em dezembro. E o que é mais assustador para os tradicionais detentores do poder no clube: as tecnologias que conectam as pessoas fizeram com que, em tempo real, a opinião de um rubro-negro vivendo em Altamira- PA e que nunca foi ao Maracanã tenha tanto ou mais peso e consistência quanto a de qualquer flamenguista que não perde um treino na Gávea. Se o Flamengo não se adaptar a essa nova realidade vai ficar pra trás e será inapelavelmente ultrapassado por clubes de menor expressão no top of mind do futebol brasileiro.

Já disse um milhão de vezes que não quero ficar falando da eleição do Flamengo aqui no Urublog, por ser um assunto essencialmente chato e que, estatutariamente falando, só diz respeito aos 6 mil eleitores. É evidente que na vida real não é bem assim. O crescente interesse por esse tema, mesmo entre os mais alienados dos nossos torcedores, é mais uma prova de que o Flamengo não pode mais se encerrar atrás dos muros da Gávea. O Flamengo tem que ultrapassar aqueles muros e se expandir em todas as direções para estreitar cada vez mais o contato com a torcida. Somos uma Nação e precisamos ser governados como tal.

Temos no pleito, até agora, 7 candidatos declarados: Patrícia Amorim, Pedro Ferrer, Eider Dantas, Lysias Itapicuru, Plinio Serpa Pinto, Delair Dumbrosk e Clovis Sahione, e um até agora apenas especulado, Humberto Motta. Alguns eu conheço, outros não, mas isso não tem a menor importância na hora de decidir o voto. Primeiro porque no Flamengo são muito poucos os atores políticos, é impossível que você não tenha sempre alguns amigos ou conhecidos em chapas concorrentes. Segundo porque, pelo menos pra mim, já passou o tempo de votar em pessoas, eu quero votar em projetos administrativos de medio e longo prazo. Porque as pessoas passam e o Flamengo permanece, no fim é só isso que importa.

Quem vai ganhar essa corrida eu não sei. Ainda nem escolhi meu candidato, mas tenho um palpite que o vitorioso será aquele que responder da maneira mais correta a questão ideológica fundamental para a Nação Rubro-Negra. Quem é o dono do Flamengo, os sócios ou a torcida?

O candidato que for capaz de responder a essa questão com um projeto de profissionalização da gestão do clube já tem meio caminho andado. E se o projeto for racional, exeqüível e atraente para o mercado as suas chances aumentam. Todo mundo sabe que o eterno problema financeiro do Flamengo é igual ao do capiau que passava fome roçando uma hortinha miserável em cima de uma rica mina de ouro. O Flamengo não pode se contentar com essa agricultura de subsistência, precisa se voltar para a torcida. Nós somos a mina de ouro.

Só com uma violenta ruptura do modelo administrativo de amadorismo profissional que nos trouxe até o buraco é que temos alguma chance de voltar a crescer. Se permanecermos com esse arranjo de executivos amadores não remunerados tendo que negociar com tubarões de Wall Street com sucess fees milionários o Flamengo vai sempre se dar mal. Estou convencido que para a plena exploração do potencial de consumo do grande mantenedor, que é a torcida, e a devida proteção ao patrimônio do Flamengo (as marcas, as sedes, as tradições e os ritos), das quais os sócios são os legítimos guardiões, a profissionalização é imperativa.

A eleição é só em dezembro e até lá muita água vai rolar. Vai ter coligação, desistência e sabe-se lá mais o que. Estaremos atentos aqui do nosso ponto de observação, por enquanto, na neutralidade dos sem candidato. Conforme eu ficar sabendo de novidades vou contando pra vocês. Enquanto isso, pra ficar ligado nas fofocas da eleição, me siga no twitter, que é um veículo de expressão mais pessoal em que eu posso escrever palavrão sem stress.

Perfil Novo no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=5143623302988134452&rl=t

Liga Urublog: http://cartolafc.globo.com/cartola/liga/detalhesLiga.ssp?leagueId=185041

Urublog no Twitter: http://twitter.com/Urublog

COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat

Princípios do choque de ordem

Já faz um tempo que “faço campanha” pelo choque de ordem – uma operação sem a qual, em minha opinião, o Flamengo continuará enxugando gelo, sem nunca conseguir chegar onde gostaríamos. Hoje, o clube se permite conviver com problemas que afastam bons profissionais, encarecem acordose ainda servem de desculpa para que quem está lá nunca renda o que deveria. Do jeito que a coisa anda, é preciso gastar muito mais do que se devia para ter um desempenho que continua abaixo do que gostaríamos – e com isso a situação financeira piora e a bola de neve vai crescendo. O choque de ordem é isso: acabar com estes limitadores com que o Flamengo convive. Para isso, pode ser preciso dar alguns passos atrás, para que depois se consiga realmente andar para frente.

Pois bem. O primeiro princípio deste choque de ordem parece óbvio, mas é mesmo o compromisso número 1 que qualquer empregador sério precisa assumir com seus contratados: salários em dia.

Estou mais do que convencido de que os constantes atrasos de salários contribuem e muito no desempenho dentro de campo. Independente de qualquer corpo-mole nos jogos, o fato é que esse é o tipo de coisa que tira o foco durante a preparação. As notícias dos atrasos ainda ajudam a dificultar contratações e prejudicam a imagem do clube com possíveis parceiros - fora que isso se transforma em novas dívidas, que terão que ser pagas algum dia. Não honrar compromissos é prejuízo certo.

Fora isso, ainda há uma outra singela razão para que esse compromisso tenha que ser sagrado: honestidade. Se vocês não têm pena dos jogadores, podem ter certeza de que, sempre que lemos que seus salários estão um ou dois meses atrasados, os dos demais funcionários do clube, com rendimentos bem mais modestos, estão pendentes há mais tempo ainda. Imaginem-se tendo que desenrolar com o cara da Light pra ele não cortar sua luz, porque seu chefe não depositou o salário no dia certo e você não pôde pagar a conta, e vocês vão entender do que eu estou falando. Manter deliberadamente essa situação não é coisa de homem.

Nos últimos anos, convivemos com responsáveis pelo futebol do Flamengo reclamando das “bombas que estouravam” na Gávea e lhes impediam de trabalhar como gostariam – ao mesmo tempo em que deixavam outros tantos explosivos armados para seus sucessores. Assim, tudo o que eu peço neste momento aos atuais dirigentes é que cortem este círculo vicioso: não contribuam com a expansão do campo minado rubro-negro.

É claro que, para que o Flamengo tenha um time forte e pague suas contas em dia, é desejável que se aumente as receitas. E todos vamos concordar que o trabalho feito para isso tem sido mesmo muito, mas muito abaixo do potencial que o Flamengo tem, e isso tem que ser corrigido pra ontem. Mas o fato é que, de 2006 para 2008, as receitas operacionais do futebol do Flamengo (tirando venda de jogadores) cresceram em 45% - e as despesas aumentaram em 70%. São dados de balanço, divulgados pela própria diretoria.

Neste momento em que eleições se aproximam e o time está convivendo com inúmeros desfalques ao mesmo tempo em que vai caindo na tabela de classificação, há um impulso pela ida às compras. E uma intenção declarada está na contratação do volante Correa, o que já comentei no SobreFlamengo. Faço a pergunta: é realmente necessário? Vai mesmo fazer muita diferença? Seu custo será compatível com o benefício que se pode esperar do negócio? E, se é pra gastar, a sua posição deve ser uma prioridade?

Agora, vejam o seguinte. Boa parte dos torcedores diria hoje que a prioridade na hora de buscar reforços para o time deve ser um meia-armador. Acontece que, desde a venda de Renato Augusto – camisa 10 formado na base, vendido por bem menos que sua multa rescisória para pagar dívidas e salários atrasados -, o Flamengo já contratou para a posição Fierro, Sambueza, Éverton, Marcelinho Paraíba, Zé Roberto e Petkovic, se não estou esquecendo ninguém. E continuamos exigindo a contratação de um jogador para esta mesmíssima posição.

Um deles foi contratado ano passado, quando o time convivia com desfalaques e caía na tabela, como agora. Como vinha da Europa, sua liberação custou caro, seu salário era alto, mas o negócio foi feito no impulso, tentando salvar a campanha que ia ladeira abaixo. Mesmo com o novo reforço (e mais uma penca de outros, cada um com seu custo), a bagunça interna inegavelmente atrapalhou o rendimento e a vaga na Libertadores não veio; seus salários não cabiam no orçamento e, claro, atrasaram. Ele ficou insatisfeito, passou a render menos, a torcida andou descontando nele e o tal jogador acabou indo embora de graça, em troca apenas do perdão da dívida contraída com o próprio cara em poucos meses. Suas entrevistas sobre o clube não são nada agradáveis e a imagem do Flamengo saiu um tanto mais arranhada do episódio. E, hoje, há quem se lamente pela partida do tal sujeito, enxergando nele o tipo de jogador que poderia resolver o problema atual do time.

Pergunta: valeu a pena? Vamos repetir o mesmo filme?

Será possível que não se aprendeu nada?


• ANDRÉ MONNERAT trabalha com marketing e Internet e escreve também no SobreFlamengo

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