quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pelo Mundo Flamengo: Os craques morreram

Paulo Lima / Nova York
@mundoflamengo


A fase decisiva da Copa do Mundo só começa agora, mas uma conclusão já pode ser tirada: é o “Mundial do não-craque”. Sim, pois, ao contrário do que ocorre na África, a história da competição mostra, em cada edição, o brilho de ao menos uma grande estrela, com ou sem título. Indo em direção ao passado, temos Zidane (06), Ronaldo (02), Zidane (98), Romário (94), Matthaus (90), Maradona (86), meio time de Telê (82) ...

Kaká, Messi. C. Ronaldo, Ozit, Robben... Perto do que já despontou ao longo dos torneios, são apenas, até o momento, fugazes faíscas. Meros aspirantes.

Confirmada, a tendência da Copa solidifica uma postura em escala global – a qualidade do evento pode ser questionada, mas não a sua influência para o esporte em todo o planeta. É assim na tática (nas mudanças do 4-2-4 para o 4-3-3, depois 4-4-2, depois 3-5-2, etc. e etc.) e no estilo (adoção de pontas, depois alas, por exemplo).

A disseminação desta cultura atingiu times de todos os continentes. O futebol é muito parecido: da Coréia à Gana, do Paraguai à Espanha, do Brasil aos EUA. Há poucas variações entre eles. Mudassem as camisas, seria difícil identificar a “escola” a que pertencem. As escolas do futebol se unificaram.

Podemos questionar se as alterações representam, de fato, uma evolução do jogo. Mas elas apresentam a nova realidade. A Copa do Não-Craque nem é necessariamente a do conjunto – para se tê-lo, é preciso haver talentosa atuação coletiva. É o Mundial da aplicação tática, do defensivismo extremo, via anulação das melhores jogadas adversárias como prioridade (leia-se: não tomar gols como objetivo principal); do vigor físico como primeiro diferencial; das jogadas ensaiadas e bolas paradas; da simplicidade como arma.

***

E o que o C.R.F. tem com esta história?

Simples: se o Flamengo de Zico entender que o futebol dos próximos anos será o que estamos vendo há quase três semanas na TV, podemos largar na frente e, num curto/médio prazo, atingir alto nível de competitividade.

E o que isto quer dizer? Não busquemos craques. Os craques estão morrendo. Os sobreviventes normalmente vêm com pacotes completos (Adriano, Riquelme, R. Gaúcho), ou são extremamente caros e fora da realidade (há muitos, só escolher o seu), ou vivem de passado glorioso e precisam mostrar diferencial (Felipe, Roberto Carlos...).

Renato, Corrêa, Jean, Val Baiano não bastam, claro. Porém, se o time, com mais alguns reforços bem escolhidos, ao lado de peças já disponíveis (LM, Juan, Angelim, Kleberson, Maldonado) e da base, mergulhar de cabeça nesta nova mentalidade, pode, sim, levar o Flamengo às vitórias.

Resta saber se o nosso técnico é o homem capaz de enxergar tais mudanças do esporte e adaptá-las ao novo Flamengo. Com um elenco limitado, a tarefa torna-se bem mais fácil, pois com “craques” no elenco, o treinador é obrigado a escalá-los e abrir mão de convicções e de planejamentos mais racionais – vide o caso Vagner Love, cuja entrada no Fla-2010 (ainda que efetiva, em números) é atribuída por alguns à derrocada do esquema vencedor do Hexa. Rogério foi (bom) zagueiro e tem base. Vamos torcer pelo sucesso dele. A torcida não aprecia craques. Aprecia comprometimento. Se o grupo se fechar e corresponder às expectativas, ainda que longe de produzir espetáculo, vai cair nas graças do povo.

Solidez na defesa, marcação em bloco, saídas alternadas pelas laterais e bolas paradas. É feio, mas é o futebol de hoje. Temos plenas condições de trocar o que já fomos pelo que somos. E, ainda sim, sermos felizes.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Dá pra se defender antes de nascer?


Começo do ano passado.

Adriano vai voltar. Uns vibram, outros se perguntam se pode dar certo. "O cara tava pirado, quase sumiu, blá, blá, blá".

Entrou. Jogou. Fez gols, e ajudou - em muito - a ganharmos o Hexa.

Pet reapareceu.

"O gringo tá morto, não fez nada no vasco nem no fruzinho". Quem não pensou ou não disse isso?

Vários o fizeram.

Ele entrou, deu mole contra o vitória, quase virou o jogo contra o goiás...bom, o resto todo mundo sabe.

David, Álvaro e Maldonado. "Caraca, esse Álvaro é morto. David vacilava um bocado no Palmeiras." Se me disserem que isso não foi dito ou pensado, um dos 2 - ou eu ou você - passamos alguns minutos em outra dimensão psicotrópica.

Os caras vieram, e tiveram SIM muita importância no Hexa. O que veio depois, foi detalhe.

Esse lenga-lenga todo pra pedir UM POUQUINHO SÓ de paciência com os novos contratados. A qualidade técnica é discutível? Sim. Até por sabermos que craques craques, daqueles que mudam a cara do jogo num lance, estão em outro patamar de investimento. Apoiem os caras que vestirão o Manto. Os que chegam e os que ficam.



Então, façam como manda o figurino. Apoiem os caras, torçam por eles, e parem com essa palhaçadinha de só reclamar. Todo mundo fala como se fosse uma padaria. "Vai ali, contrata o Robben e dá a 10 pra ele. Aproveita que tá na Europa, passa ali na Itália e já busca o Juan".

Sério, eu faço parte dessa torcida. Mas tem hora que todos são muito chatos. Querem que o clube se endivide de vez, que traga meia dúzia de caras descomprometidos que, ao fim do ano, terão proposta de um clube qualquer da Europa e nos deixarão na mão.

Paciência. Tenham paciência.

E por favor, sem esse mimimizinho, pois tá parecendo coisa de torcedor daquele time que chora.

E nada mais digo.

Alex do triplex no twitter: http://www.twitter.com/alextriplex


Sérvia x Gana, na visão da bola

*Por Rubro-Negão Trolhoso - Novo colunista do blog

Fui desenvolvida com o auxílio das mais modernas tecnologias. Acabei ficando com um design interessante: colorida, estilosa... Tudo estava indo às mil maravilhas até a hora do nome. Escolheram “Jabulani”. Isso aí: Ja-bu-la-ni. Até “Jaburandi” teria sido melhor! Ou “Jaburanga”! Que me fizessem uma obesa mórbida, quadrada ou oval, mas que me dessem um nome decente! Insistiram no “Jabulani”, que é “celebração” no dialeto bantu isizulu. Celebração só se for pra eles! Será que “celebração” em zulu não podia ser “Jane Anne”, “Eliane”, ou pelo menos “Creuzinha”? Por esse critério, a bola da Copa de 2014 vai se chamar “Samba, Pelé, mulatas e carnaval”!

Mas a humilhação não parou por aí. Eu estava louquinha pra estrear na Copa no jogo dos “holandeuses” contra os “dinamarquentes”, só que me escalaram pra... Sérvia e Gana!

É isso aí. Depois das crueldades a que fui impiedosamente submetida, o nome escroto que recebi, os jogadores reclamando de mim (que faço muitas curvas, que vou muito pro alto ou muito pra baixo, que às vezes sou leve demais, às vezes pesada demais), é isso aí mesmo, cambada: vou sacanear em todos os jogos que me colocarem!

Aliás, esses jogadores mal-agradecidos já estavam falando de mim antes mesmo da Copa começar: Robinho, Luis Fabiano e até o Felipe Melo, o “Elzo do Dunga”! Mas tô me lixando! O que me importa é que o fofo do Kaká me elogiou, tá? Até o Marcelinho Carioca me adorou. Pena que ele seja tão baixinho pra mim...

Tudo bem, tá certo... Admito que sou mais leve do que essas bolas gorduchinhas e démodés por aí, mas o que eu posso fazer se tenho “bolimia”? Pelo menos meus fartos gomos são originais de fábrica. Sou lisinha e inteiraça. Sem falar que eu nunca murcho, nem que me coloquem pra jogar com o Ribéry, Merica, Biro-Biro ou outros monstros do futebol!

O jogo? Sérvia e Gana? Ah, já tinha me esquecido. Pô, o que dizer de um jogo em que o homem mais atraente em campo foi o juiz? Péssimo! Quer dizer, péssimo para uma partida de futebol. Pra um jogo de bocha teria sido até bem movimentado. Se eu ainda fosse uma bola gay pra gostar de peladas...

Por falar em gay, e as chuteiras dos caras? Todas boiolas: amarelas, vermelhas, azuis, prateadas... Por onde andam as velhas chuteiras pretas, tão másculas? Tanto arco-íris em campo me dá calafrio!

Olha, só não adormeci porque aquele bando de pernas-de-pau ficava me chutando, cabeceando, apalpando aqui e acolá... Me mandaram duas vezes na trave: foram duas belas porradas na testa que me deram uma dor de cabeça que nunca senti antes, nem nas minhas noitadas mais loucas com uma luva esquerda de goleiro muito da mão-boba.

Resumo da ópera-bufa: se a Sérvia juntar todos os seus “ics”, não chega a um Petkovic. E Gana é totalmente autoexplicativa: só muita gana mesmo, e olhe lá! Assassinaram o futebol muito antes da fase do Waka waka, quer dizer, mata-mata. Um jogo que começou oxo e terminou chocho.

Agora, justiça seja feita: Sérvia 0 x 1 Gana mereceu entrar pra história. Mais exatamente na categoria “grandes catástrofes da humanidade”. Basta dizer que não precisei causar nem a metade do que foi um verdadeiro festival de chutes tortos, passes errados e curvas malucas.

Ah, mas me aguardem...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sobre o jornalismo canalha e suas vertentes

Antes de dissecar o título, duas afirmações:

1 - Tenho amigos jornalistas, todos extremamente competentes, e, diga-se de passagem, comprometidos com a verdade. Que fazem uso do verbo achar somente quando as esposas perguntam: "Achou essa meia imunda embaixo da mesa?" Portanto, se você é jornalista e curte uma verdade verdadeira, esquece desse texto. A carapuça mal vai passar perto de você

2 - Não se trata de defender ou atacar o Bruno. Se trata de entender que as provas provarão alguma história. #ounao

Bom, vamos lá. O sumiço da menina é algo grave, claro. E chama a atenção pelas declarações de ambos, tanto dele quanto dela. Um perguntou quem nunca saiu no tapa com namorada. A outra disse que, caso alguma coisa lhe acontecesse, o goleiro seria o culpado.

Aí ela some.

E começa a infernal vigília de quem desrespeita o juramento de jornalista e, acima de tudo, o público que lê, assiste e ouve.

Caímos então no verbo achar. Um cara (nota do autor: não vou dar nome aos bois. Não por medo. Mas por acreditar que esse texto se tornaria imundo com a simples digitação das letras que compõe estes nomes) começa a colocar palavra na boca de um entrevistado, como se quisesse fazer o cara dizer "caraca, tu tá maluco? Tem um corpo lá sim; quero dizer, ACHO que tem, eles acharam uma lona preta, uma picareta e uma pá". Ou, a nova onda, "eles teriam encontrado uma picareta suja.

Na boa, que tipo de jornalismo é esse? Que tipo de notícia é essa que, deliberadamente, permitimos entrar na nossa casa? E os portais então? Com a internet e os sistemas de atualização de notícias, é fácil alterar os textos. Você vai lá e publica "encontraram um corpo". Cinco minutos depois, cientes de quem fizeram merda, abrem o editor e metem um NÃO. Pronto, notícia correta. Excelente. Jornalismo de primeira.

Em face de tudo que tenho visto e lido, recomendo aos que visitam este blog que reflitam um dos conceitos que um grande amigo pregou: "Esses caras que ficam por aí escrevendo merda nunca foram pra uma trincheira de guerra entre polícia e traficantes. Nunca entrevistaram uma mãe que acabou de perder um filho inocente. Nunca viram um morto de verdade. É por isso que eles desrespeitam tanto a notícia, e, mais grave ainda, os leitores/espectadores/ouvintes".

Não se trata de puxar a sardinha, mas uso esse exemplo pra cuidar do blog que participo no Terra. Todo dia tem notícia nova nos meios de comunicação, e sempre, naturalmente, tem um nome novo dizendo algo novo. Aprendi com a teoria acima e com o Juan Saavedra. "Alex, conselho de amigo: não se baseia no que você lê. Conversa com o cara que disse. Conversa com o envolvido diretamente. E sempre, mas sempre mesmo, leva um gravadorzinho ou uma digital. Se, algum dia, o entrevistado te olhar e negar o que disse, você tem a informação correta".

Concluo: pensem antes de prender alguém. Volto a dizer: não estou defendendo o Bruno. Muito pelo contrário. Acredito que, doa a quem doer, a justiça há de ser feita. Mas se basear no jornalismo canalha de alguns e nos achimos...não sei. Eu prefiro esperar. Quem gosta de especulação é o pessoal da bolsa de valores.

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Me peçam qualquer coisa. Menos pra ser fã de um cheirador de péssimo caráter que agora resolveu tirar onda de bonzinho. maradona - com minúscula mesmo - nunca foi exemplo pra ninguém. Pelo menos não da minha família. Quem me prova que ele não jogou dopado a carreira (sic) inteira? Me desculpem, mas se quer torcer pela argentina, sai um vôo amanhã cedo pra Buenos Aires.

A opinião acima é de minha total responsabilidade, e não se trata, em momento algum, do posicionamento do blog FlamengoNet.

E nada mais digo.

Ah, digo sim. Amanhã publicaremos o texto vencedor com o nome do nosso novo colunista.

Agora sim, nada mais digo.

Alex do triplex no twitter: http://www.twitter.com/alextriplex


sábado, 26 de junho de 2010

Sair da toca pra defender o Zico é obrigação

Uso o tweetdeck. Pra quem não sabe, é uma interfacezinha que facilita um bocado pra ler o que os outros escrevem. Não precisa ficar no f5, a parada atualiza sozinha.

Pois bem. Eis que resolvi entrar no .com do twitter pra ver quem me segue, quem eu sigo, pra fazer uma limpa, blá, blá, blá. E vi - entre um last tweet e outro - que tinha um bocado de gente já descendo a lenha no Zico, graças às contratações do Renato, do Correa e do suposto interesse pelo Val Baiano. Todos, aparentemente, de uma ou - mais provável - 2 gerações posteriores à minha, que sabem quem é Ele, mas que não o viram jogar, que não o conheceram ao pé-da-letra. Mas isso não importa muito agora.

Antes de contar uma historinha, quero deixar aqui meu registro: nenhum deles é craque. Ponto.

Vamos à histórinha.

Em 1982, houve um certo Flamengo x Guarani.


Esse jogo, salvo engano, decidia uma vaga na final do Brasileirão daquele ano. Lá pelas tantas, jogo pegado mesmo com a atuação exuberante do Zico, Leandro sentiu uma contusão. Os maqueiros entraram, e do outro lado do campo, Leandro fez aquele sinal com os dedos, como se pedisse substituição.

Nota do autor: Li essa reportagem na Placar. Eu não estava lá.

Voltemos. Ao ver o sinal do lateral, Zico correu até a beira do campo e falou alguma coisa pra ele. Sabe-se lá como, ele levantou e jogou até o fim. Se alguém tiver essa reportagem pode ilustrar melhor, mas eu me lembro de um repórter ter ouvido Zico dizer algo como "não é hora de sentir contusão".

Pois bem. Como eu opinei lá em cima, não acho nenhuma das 3 contratações homéricas, daquelas de perder o fôlego e dizer "agora vai".

Mas, ao mesmo tempo, me baseio pelo senso de comprometimento que Zico sempre inseriu na mente de todos que jogavam ao seu lado. Tanto Renato quanto Correa falaram mais de Zico do que Flamengo. O elenco sabe da importância do cara, e a tendência é que fechem um pouco a cada dia. E Zico, conhecedor de todos os atalhos, já mandou a letra: quer ficar, é coração na ponta da chuteira. Não quer, pode ir. Pois ele sabe que o jogador vai embora na hora que quiser, ou quando o dinheiro for muito alto. Ele já esteve lá. E na primeira oportunidade que teve, voltou. Ele QUERIA voltar. E, como sempre, foi comprometido até quando pode, até quando o joelho aguentou.

É essa a minha esperança. Que os jogadores entendam, por Zico, o que é o Flamengo. Zico veio, e em pouco mais de 2 semanas, já blindou o clube. Agora, o site oficial é que dá as notícias. Claro, sempre vai ter um setorista de plantão pronto pra regar a semente da mentira - ou até da maldade. Esses manés não entendem - provavelmente foram jornalistas que se formaram sem nunca pegar um tiroteio (@gustones) - a dimensão da importância do Zico para nós, torcedores. Talvez nunca entendam. Talvez seja divertido continuar com jornalismo nível zero.

Ah, eu contei essa historinha pros mais jovens pararem de reclamar. Para que eles entendam que o comprometimento pode trazer títulos sim. Mesmo sem um Riquelme, um Kleber gladiador, ou até mesmo o Adriano. Por mais que queiramos craques, é necessário que se queira jogar, de verdade, no Flamengo.

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Sobre o caso do Bruno, melhor esperar as investigações. Não vou avacalhar ninguém. Eu o quero fora por acreditar que o ciclo dele no clube acabou. Ponto.

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Minha solidariedade ao amigo Fábio Gil, do Urubuzada. Fé aí, brother. Vai tudo dar certo.

E nada mais digo.

Alex do triplex no twitter: http://www.twitter.com/alextriplex



SÁBADO À TARDE

Em tempos de Copa do Mundo e de negociações discretas conduzidas por Zico, um intervalo para registrar uma satisfação pessoal.
Dia 02 de junho fui a Campo Grande-MS, pouco mais de 400 Km de distância de minha cidade. Convidado para o casamento de minha sobrinha e afilhada de batismo, Fernanda, com o Hugo. Minha irmã, Maria Amália, nos recebeu muito bem, feliz da vida, embora cansada.
Tudo muito bem, tudo muito bom, gosto muito deles todos, especialmente da Fernanda, mas realmente, eu não sou muito chegado em festa. E depois da igreja teve recepção para os convidados, no Yotedy ( Bia, minha filha, garante que o nome é esse mesmo ). Local muito luxuoso, decoração finíssima, uísque, espumante e cerveja à vontade, mesa de frios farta, uma “tenda” de comida japonesa como segunda opção de entrada, um jantar delicioso, sobremesas inacreditáveis. E som na caixa, a pista de dança lotada todo o tempo, com todo tipo de música, mas principalmente o invariável bate-estaca das baladas da garotada de hoje. Passei a maior parte do tempo esperando a hora de ir embora, por defeito de fabricação meu mesmo, não da festa, enquanto meus filhos, os noivos e a galera toda se divertia, bebia, dançava e se acabava.
Quando eu já estava para entregar os pontos, com os ouvidos doendo pelo som atordoante, eis que o DJ muda a prosa e põe pra tocar o “Eu sempre te amarei, onde estiver estarei, ó meu Mengo.....”. Gravado diretamente das arquibas do Maracanã. Arrepiou!
Lembrei que Hugo é flamengo. E tem uma galera grande de amigos flamengos que moram lá em Campo Grande.
A pista de dança encheu com a garotada cantando e pulando ao som da magnética. Alguns olharam pra mim, um rapaz chegou e se apresentou, “prazer, sou o Júnior, fui ao Maracanã pela primeira vez com a família assistir o FlaXFlu ( aquele dos 5X3 ), foi a viagem da minha vida”.
Devo ter voltado mais feliz que os recém casados. Saudações rubro-negras Campo Grande, Hugo e Fernanda!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um amigo norte-americano II (ou: o que é que eu vou dizer lá em casa?!!?)
por Max Amaral
Só uma atualização: acabei de chegar em casa, e aquele meu amigo Scott, de quem eu falei no post anterior, deixou uma longa mensagem na secretária eletrônica.
Basicamente, ele diz o seguinte:
1. Assisti ao jogo do Brasil, e devo lhe dizer que foi perturbadoramente desinteressante. Eu sei que os dois times não tinham que fazer nada para passar para a próxima fase mas, come on!...
2. No final do jogo, quando o juiz deu 5 minutos de acréscimo, eu me peguei pensando o que foi que eu fiz de errado para merecer isso.
3. 48 pessoas que tinham ingressos para o jogo (de um total de quase 63 mil) não compareceram ao estádio. O que elas sabiam que o resto do mundo não sabia?
e concluiu dizendo que "... esse foi um daqueles jogos que fazem as pessoas se perguntarem o que é que há de interessante em um jogo de futebol".
Mas ele ainda tem fé, e está todo animado para ver o jogo dos EUA amanhã.
Só espero que o resto da Copa não seja tão chato quanto esse jogo de hoje. Não foi só o Scott - e grande parte da população americana - que ficou pensando em mudar de canal e assistir ao Golfe Channel. Eu fiquei tentado, também.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Um amigo norte-americano

*Por Max Amaral, que está trabalhando feito um louco e pediu pra gente publicar.

Tenho um grande amigo aqui nos EUA: Scott, um biólogo que trabalha para a Universidade do Colorado, um sujeito inteligente, cabeça aberta, tão gente fina que eu fico até com vergonha de dizer que os brasileiros é que têm fama de serem calorosos e hospitaleiros – nunca conheci um brasileiro que fosse mais generoso e alto astral que o Scott.

Mas enfim.


Ele tem outra característica interessante: é apaixonado por esportes. Se você quiser saber qualquer coisa sobre beisebol, basquete, futebol americano, hoquei, é só ligar para ele. Entende do riscado, acompanha tudo, sabe os nomes dos jogadores mais obscuros da liga amadora de beisebol da Pennsylvania, por exemplo.


Mas nada de futebol. Simplesmente não faz parte do vocabulário dele.


Aliás, deixa eu só contar uma historinha aqui, antes de voltar a falar do Scott: tem uma rádio aqui que só veicula esportes e notícias sobre esporte 24 horas por dia, 7 dias por semana. E eles têm uma propaganda que fala exatamente isso, e um grupo de locutores vai listando os esportes que cobrem, exaltando-se a si mesmos, até que alguém fala “soccer”. Nesse momento, param de falar e começam a gargalhar, como se falar de futebol em uma rádio dedicada a esportes fosse uma grande piada. Bão, para eles é, então deixa pra lá…


Mas voltando ao Scott: desde que me mudei para cá, a única referência que ele tinha sobre futebol eram os meus relatos apaixonados sobre o Flamengo, a minha tristeza pelo coito interrompido de 2008, a minha alegria pelo título de 2009, a minha frustração e estupefação pela bagunça de 2010. Relatos que ele escutava entre desinteressadamente educado e verdadeiramente surpreso.


Mas tudo mudou nessa quarta feira: Ele me ligou, no meio da tarde, para dizer que ele e o filho ficaram grudados na TV assistindo ao jogo da seleção dos EUA, e que sairam gritando pela casa depois do gol aos 46 minutos do segundo tempo. Suas palavras foram, literalmente:


- Eu não sabia que futebol podia te envolver e emocionar dessa maneira.


Sim, Scott, pode. Agora você entende um pouco o que o resto do mundo sente.


E agora, você entende um pouco mais minha paixão pelo Mengão.

Flamengo contrata um ótimo jogador

Calma, pessoal! Não estou falando de futebol. Falo do nosso basquete, que acertou a contratação de um ótimo reforço: trata-se do ala norte-americano Kyle Lamonte (26 anos e 1,91m), que defendia o Peñarol, da Argentina.

O novo reforço chega à Gávea com ótimas credenciais. Foi campeão da disputada Liga Argentina e da Liga das Américas, sendo o MVP desta última (39 pontos e 7 rebotes na final, contra o Halcones Xalapa).

Para muitos, Lamonte é simplesmente o melhor jogador norte-americano de basquete que atualmente joga na América Latina.


Além de Lamonte, a diretoria promete acertar o retorno do pivô Baby, que na última NBB defendeu o Paulistano.

É o basquete rubro-negro honrando sua tradição. Que venha o Sulamericano, a Liga das Américas e o NBB...

terça-feira, 22 de junho de 2010


Novo site de Raul Plassmann

O goleiro campeão do mundo pelo Mengão está com um novo site no ar. Lá, Raul Plassmann conta seus "causos" , exibe fotos históricas e mantem sempre textos atualizados - no momento tem comentado os jogos da Copa do Mundo.

É um endereço eletrônico que merece a visitação de todos os rubronegros, que poderão cadastrar-se para receber notícias através do NEWSLETTER do site.
Quem tiver interesse em conhecer o site é só acessar www.goleiroraul.com.br

segunda-feira, 21 de junho de 2010

De onde menos se espera…


*Por Victor Esteves, direto do Buteco do Flamengo



Em plena Copa do Mundo, jogo do Brasil e vamos falar de Flamengo ? Conheço uma multidão de rubronegros que não abrem mão disso. Este texto é para eles.

Nesse período sem jogos do Flamengo, mesmo os rubronegros que vestem verde e amerelo netestes dias não tiram os olhos das notícias que aparecem sobre o time “pós Copa” do Mengão. Há um conflito evidente entre duas filosofias, e este conflito, por vezes acontece dentro do mesmo torcedor. A primeira corrente diz que, por mais que queiramos dar tempo ao tempo e deixar o homem trabalhar, não há como não pensar que estamos a ponto de perder completamente o nosso ataque titular. A menos que os russos se interessem pela proposta máxima que o clube preparou, o que parece difícil até agora, o Love deve seguir o caminho da saída pelo qual já passou o Adriano. Assim, esse pessoal acredita que precisamos nos reforçar, e já. Alguns já acenam até com a possibilidade do clube brigar nas últimas posições, o que é, no mínimo, apressado. Uma segunda opinião diz que a hora é de deixar o Zico trabalhar e não contar com nenhuma contratação de peso, nem com a disputa de títulos neste ano de 2010. O que precisaríamos é ter paciência. Já temos uma pessoa trabalhando, e essa pessoa, além de entender de futebol e de Flamengo, é honesta e respeitada por toda a nação. Mas como é que essas correntes vão se bater, nos blogs e na imprensa ?

Um primeiro conceito que precisamos estabelecer é que o Zico dirigente é passível de crítica sim. Ele mesmo já disse isso. Se somos tantos admiradores como imaginamos, é hora desses admiradores se unirem para não deixar que as críticas injustas se estabeleçam e que acusem o Galo de coisas pelas quais ele não tem reponsabilidade.

Mas estes mesmos admiradores precisam saber fazer e aceitar as críticas corretas, apropriadas, e que possam até mesmo chegar ao Zico e a seu grupo de trabalho. Manter este equilíbrio, nos próximos meses, vai significar ser contribuidor ou deletério na análise sobre os fatos do Flamengo. Vamos dar exemplos sobre esses pontos que podem ser analisados de duas formas distintas.

A manutenção do técnico Rogério Lourenço, por exemplo, irrita uma boa parte da torcida. Vínhamos de um time campeão, fomos assolados por um tsunami de notícias ruins, de manchetes policiais e de declarações espatafúrdias que tornavam públicos os nossos problemas privados. O time perdeu o tetra carioca e a disputa da Libertadores. A raiva foi no teto. Alguns poucos jogos e escalações que contrariavam a “lógica de torcida”, que é sempre de ter o time jogando para a frente e atacando. A rigor, não deveria ser pelos resultados que o Rogério deveria sair do comando.

O que parece justificar a substituição foi a crença que se formou de que é preciso mais experiência nesta função do que o Lourenço tem. Se o Zico diz, de verdade, que o Lourenço é o técnico do Flamengo, não há como não respeitar. Ou ele precisa de mais tempo para chegar à sua própria conclusão; ou ele não tem muita opção no mercado (e pra trazer os perdedores de sempre prefiro ficar como está mesmo); ou ele acredita que possa fazer o Rogério Lourenço um novo Cláudio Coutinho. Mas quando os jogos começarem, com o elenco saudável e, espero, com alguns reforços pontuais, será a hora de reavaliar se o Lourenço é mesmo preparado para ser o técnico do time que tem a maior torcida do mundo. Por enquanto, a conta ainda é negativa.

Por fim, um outro assunto que merece ser melhor discutido é essa volta das “pratas da casa”, que parecem voltar sem brilho, e que já foi dado até como um “movimento do Zico”, quando na verdade parece ser uma mera devolução de jogadores que ainda possuem vínculo com o clube. Não acredito que a salvação da nossa zaga esteja em Thiago Salles, o que o nosso ataque do futuro possa ser Fabiano Oliveira e Paulo Sérgio, principalmente se a esses se somarem os outros nomes que temos hoje. O medo é que esse gastemos estas semanas que temos para treinar e nos preparar, “testando” de novo estes jogadores. De onde a gente menos espera que vá sair alguma coisa….dali mesmo é que não sai nada mesmo……

domingo, 20 de junho de 2010

Pelo Mundo Flamengo - Sai o blog, fica o conceito

Há quase um ano e meio, acordei com um novo ideal. Em plena Nova York, capital do mundo, convocar a Nação-Rubro-Negra fora do Brasil e, juntos, construirmos uma verdadeira comunidade flamenga no exterior.

Uma missão a qual me sentia plenamente capaz de cumprir: pela internet, criar meios de unir os rubro-negros pelo planeta. Pretensão grande, mas não impossível. Se somos muitos no Brasil, e a comunidade brasileira no exterior cresce a cada dia, nosso potencial é grande. Por que não?

Então criei um blog, o Mundo Flamengo, uma ferramenta que, por meio de colunas e depoimentos de rubro-negros espalhados pela Terra (com colaboradores da Austrália, China, Portugal, EUA, por exemplo), serviria, inicialmente, de chamariz ao público-alvo. Mesmo sem divulgação, tivemos acessos razoavelmente bons. Satisfatórios.

Dezessete meses depois, o blog encerra as atividades. Há muitos fatores que levam a este destino (falta de tempo principalmente de minha parte, dificuldades de divulgação, entre outros). De toda forma, ainda que efêmero, consolidou entre os que passaram por lá o sentimento que nos une: um amor incondicional pelo Mais Querido, que se mistura com a saudade do país, da família, da infância ... coisas que os imigrantes permanentes e provisórios sentem quando não tem mais o prazer de pensar que o Maraca é logo ali.

Além disso, creio ter trazido a tona demandas comuns, como o inconformismo da impossibilidade (infelizmente ainda existente) de não podermos ser sócios nem participar minimamente da vida do clube; as agruras para acompanhar o time no exterior (especialmente a Libertadores!); a extrema felicidade de ver um Manto Sagrado na rua ...

Enfim, o Mundo Flamengo cumpriu seu papel. E foi pé-quente: nasceu em fevereiro de 2009, quando o time ia muito mal das pernas – acabávamos de ser eliminados pelo Resende na semifinal da Taça Guanabara. O time tinha uma zaga com Fábio Luciano bem cansado e Airton, na fase “matador”; os laterais – lembrem-se – contestadíssimos; Marcelinho Paraíba, de tão insolente que acabou forçando sua saída; e um ataque bem cardíaco: Zé Roberto, negação àquela altura, e Obina – este, melhor nem comentar. O banco era de chorar, a começar pelo técnico.

Agora, ao fim das atividades, em junho de 2010, fomos tri estaduais, conquistamos a hegemonia do Rio e nos sagramos hexacampeões brasileiros. Muita coisa em pouco tempo, muito pouco tempo.

O momento atual é tão desafiador quanto na época do nascimento do MF. Mais difícil por um lado, já que uma base parece se desmontar. Menos por outro, já que temos Zico no comando – e, ao menos, com um Estadual e principalmente um Brasileiro nas costas, que hão de ser lembrados por décadas.

O Mundo Flamengo morre, ou interrompe-se, como blog – quem sabe não retorna futuramente, sob outra perspectiva? (ele será mantido por lá, até segunda ordem) Mas, por ora, ele fica e espero que permaneça para sempre, como CONCEITO. Suas metas serão sistematicamente lembradas em minha coluna semanal, que passo a assinar no célebre FlamengoNet – onde também me darei o direito de pitacar sobre o que nos aflige, mesmo que apenas via TV, internet e outros meios distantes. O Mundo Flamengo já estava no Twitter e, agora, reforçarei este canal com os “mundoflamenguistas”.

Obrigado por tudo e a todos que contribuíram, se dedicaram, comentarem e passaram pelo espaço. Espero revê-los sempre em qualquer esquina deste mundo em vermelho e preto. E, claro, agora, semanalmente, sempre aqui no FlamengoNet.

SRN,

Paulo Caruso Lima / Nova York
@mundoflamengo

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O ano ainda não acabou

Por mais que eu sempre defenda que o Flamengo pense a longo prazo ao invés de trocar o almoço pela janta, é fato que a torcida não vai assinar um pacto de paciência. Torcedor quer ganhar e quando perde, a pressão aumenta. E isso é ruim para qualquer gestão esportiva.

Por isso, por mais paradoxal que seja, é essencial que neste início de trabalho da nova diretoria - sim, porque, na prática a nova gestão só começou a trabalhar pelo futebol a partir da contratação de Zico - não se perca de foco a defesa do título brasileiro. Ganhar ou perder faz parte. O time de 81 também perdeu muitos títulos, mas disputou todos. E essa é a questão: precisamos de um time competitivo.

O anúncio de Jean, zagueiro que nunca se firmou em clube algum, desanimou um pouco. Mas nas próximas horas o clube deve anuncar Renato Abreu, meia que pode ser bem útil se vier com a gana que o tornou titular ao invés da marra de alguns jogos. Aumenta um pouco a força física do elenco (e a falta disso já foi determinante para muitas derrotas), melhora a nossa qualidade em cobranças de falta e ganhamos um pouco de versatilidade com alguém que também joga mais recuado. É pouco, mas é um começo razoável especialmente se Zico conseguir renovar os contratos. E tenho certeza de que o Galinho vai trazer mais nomes.

O mais importante neste período é não sacrificar 2011 para salvar 2010. Dois ou três nomes de nível, tornam o time bem mais forte, se a base for mantida. Com ou sem Rogério (que está longe de contar com a minha simpatia), é possível buscar o G4 ao longo da competição e daí o título. É um novo começo para o Flamengo, mas o fim do ano ainda não chegou.

E se tinha dúvidas muito sinceras sobre o que a presidente pensava disso, estou certo que Zico sabe. E vai pensar no nosso presente, sem esquecer do nosso futuro.

Tiago Cordeiro é jornalista, twita sobre esportes neste perfil e escreve também no Cronista Esportivo.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Brasil x Coreia

Antes de qualquer crítica ou elogio, preciso defender o nosso lateral.

Entendam aqueles que não sabem o que é a bola: Ele chutou com a parte de fora do pé. Os tais 3 dedos. A famosa trivela. Ele chutou, não cruzou. Se quisesse cruzar, ele teria batido com a parte de dentro do pé. Entenderam? Sim? Então beleza, vambora.

Como vi o jogo na casa de amigos, fiquei cego, surdo e mudo de twitter e dos palpiteiros de plantão.

Ao chegar em casa, as always, críticas e mais críticas.

Para chegar a um ponto de partida, pergunto: qual foi a última estreia da Seleção Brasileira com show de bola? Com uma atuação pra colocar medo no mundo?

Que eu me lembre, 82. E olha que penamos pra meter 2 gols no Dasaev. De lá pra cá, não me lembro de um jogo sequer convincente. Se quiserem fazer o exercício, be my guest.

Gostei muito da atuação do Maicon, do Robinho, e, por mais que tenha errado, do Michel Bastos. Explico: foi convocado meia dúzia de vezes, pegou a 6 aos 43 do segundo tempo, e não tremeu. Errou, mas talvez tenha sido o jogador que mais finalizou. Portanto, ele foi o ruim bom. Mostrar personalidade na seleção é, por muitas vezes, melhor do que ser um craque apagado.

Kaká e Luis Fabiano foram mal. O primeiro pela condição física e pela falta de ritmo de jogo. Acredito que vai crescer durante a competição, e torço pra que ele seja o Ronaldo de 2002. Que chegue nas quartas voando. Nosso centroavante não viu a bola chegar redonda uma vez sequer. Isso prejudica. Explica, mas não justifica. Tem bola, e ainda creio que vai meter uns gols.

O criticado Elano fez uma boa partida. Talvez, ao fim da copa, vendo os vt´s num canal qualquer, o torcedor entenda melhor a chata função tática dele. Me lembra um pouco o Zinho. Você acha que ele tá sumido, que não cria nada de bom, mas é um dos motores do time. Está longe de ser craque, mas não podemos deixar de elogiar a sua função pro time. E fez um gol de quem sabe se colocar. E mais: foi MUITO, mas MUITO bacana mesmo a postura dele ao ser substituído. Tinha acabado de fazer um gol, e saiu sorrindo, feliz, e não com aquela marra nojenta de quem acha que joga muito.

"Po, Alex, então a Seleção jogou bem?"

Não. Mas ganhou. E na Copa, o que vale são os 3 pontos. Principalmente os iniciais. Tiram o peso das costas, dão confiança pro grupo, e isso é o que vale.

Quanto aos elogios estrondosos pra Alemanha e Argentina, digo que só vi a Alemanha jogar bem bem. Mesmo contra um adversário fraco, se impôs. E a Argentina...bom, do meio pra frente é um timaço. Mas a cozinha tem umas panelas enferrujadas. Quero ver um cara-a-cara com time grande. Aí sim eles me provarão alguma coisa.

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Pra não dizer que não falei de Flamengo, tivemos hoje mais uma papagaiada do nosso goleiro. Primeiro, conforme relatos da imprensa, comportamento imbecil. Depois, conforme relatos da mesma imprensa, disse que não, que ele cumprimentou o Zico, blá, blá, blá.

Aí, vem o Zico e manda a letra com o sentido de "pra ficar, tem que querer jogar no Flamengo". Na boa, por mais que pareça pilha minha, ele não ia mandar essa letra sem motivo.

Eu to de saco cheio do Bruno. Nos ajudou, foi ídolo, mas passou. É muita marra, muita onda pra um cara só. E antes que me venham com aquele mimimi de "ele vai jogar no adversário, vai pegar pênalti nosso", eu vos digo: Não existe jogador insubstituível. Simples assim.

E nada mais digo.

Alex do triplex no twitter: http://www.twitter.com/alextriplex


A Copa traz você para o FlamengoNet

Novo tema:

A quatro anos de 2014, o Brasil dá sinais de que está preparado para sediar a Copa do Mundo num nível similar à realizada pelos sul-africanos? Escreva um artigo sobre o tema, enumerando o que o Brasil deve aprender (de positivo ou negativo) ao observar o South Africa-2010 e apresentando os principais desafios para a organização do evento.

Enviem seus textos para o e-mail blogdaflamengonet@gmail.com, dentro das especificações pré-definidas no tema anterior.

O envio de texto deve ser feito até o dia de amanhã, às 11:30.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Que complexo de viralata que nada !




* por Victor Esteves, direto do Buteco do Flamengo (com foto copiada da coluna Urublog, de Arthur Muhlenberg em 3 de abril de 2009)

A Copa do Mundo serviu para consagrar um conceito interessantíssimo sobre o futebol brasileiro, que é o “complexo de viralatas”. Na verdade, o conceito é mais amplo, e abrange outros aspectos da vida nacional e do relacionamento do Brasil com os outros países, mas vamos aproveitar esse gancho de Copa do Mundo para falar do Flamengo. A tese é que o brasileiro se apequenava frente aos advesários, que não se sentia capaz de enfrentar de igual para igual os demais times do mundo e na hora “H”, falhava. No futebol, Nelson Rodrigues, dizia que o brasileiro só se livrou do complexo, fixado na derrota de 50 para os uruguaios, em pleno Maracanã, quando venceu a Copa de 58 na Suécia. Em 1962, não só o complexo de viralata havia sido afastado como até um certo ufanismo, “com o brasileiro não há quem possa”, se instalou. Mas de vez em quando, é normal que a autoestima de qualquer pessoa ou instituição seja posta a prova.

Esta semana passada, por exemplo, enquanto a torcida do Flamengo tentava adivinhar o que o Zico fará a partir do dia 14, o que não faltou foi especulação sobre quem viria, com alguns nomes sendo contratados “com certeza” na parte da manhã e abraçando outro clube na parte da tarde. Isso gerou, em muitos rubronegros, um começo de complexo de viralata que não é possível se admitir quando se trata da entidade Flamengo. Primeiro, foram as contratações do Vasco, de Zero Berto e Felipe Chinelo. Sério, mesmo, alguém pensou que eles seriam a solução para o time do Mengão ? Cheguei a ler e ouvir gente dizendo que não gostou do Vasco ter contratado, que os vascaínos iam tirar onda… Ei, ô da poltrona ! Não vão tirar onda não. Eles sabem o que fizeram… Até o técnico já deu um jeito de pular fora. Esquece.

Por outro lado, um técnico de ponta seria mesmo uma boa contratação. Mas pagar 700 mil reais por mês para o gaúcho que tem medo do Rio ? De onde viria o dinheiro para contratar outros jogadores ? Que grande jogada de Marketing seria essa que nos compensaria deste gasto insano ? Deixa ele fazer a família Scolari lá na casa do Belluzzo. O presidente do Palmeiras trouxe uma grande esperança de renovação, não só para os palmeirenses mas para o futebol brasileiro como um todo, e até agora ele não tem muita coisa para mostrar ainda. Tá precisando do Felipão mais do que a gente. Como também está precisando de Kleber e de outros jogadores menos cotados. É claro que o Kleber cairia bem no nosso time. Raçudo, boa técnica, faz gol. Mas também é expulso sempre, cria problema para o time. Emerson, boa lembrança. Mas com o valor pedido, deixa pra lá. E por aí vai. Para cada nome lembrado e que depois escolheu outro time, não vamos lamentar nem nos sentirmos traídos. Afinal, estreando em uma nova posição, acaba de entrar em campo o nosso Galo. Se ele não pode resolver em campo os nossos problemas, pelo menos sabemos que temos um cidadão honrado, respeitado e bem intencionado no comando do futebol do Flamengo. E além disso, o mais amado ídolo vivo da história do Flamengo. Vamos dar tempo ao tempo.

Com poucos reforços conseguiremos formar um time que não nos fará passar vergonha na classificacão. Com alguns a mais, poderemos disputar os primeiros lugares. Não interessa se esse bando de jogadores medianos desprezaram a oportunidade de jogar no mais querido. Nós temos o Galo ! E isso é Flamengo, pô! Na hora certa, com a serenidade que sempre o caracterizou nos momentos importantes das partidas, ele decidirá. Para nós, torcedores, é hora de sentar na arquibancada e ter paciência. O jogo vai ser duro e longo. Mas ele está começando agora…

Avante Mengão !

domingo, 13 de junho de 2010

Um novo tempo


Não foi sonho.

É. Eu lembro.

Foi fim de ano... Novembro, dezembro ou algo assim... Jogo chato. Parecia que ia rolar um novo vexame.

De repente, no último lance decisivo do sérvio, um gol achado. Vitória!



Hexa!

Campeão. Porra!

17 anos depois, o Flamengo era Flamengo.

Eleição? Isso era muito pequeno. Novamente, o Flamengo era Flamengo.

Mas o que aconteceu
?

Um título - quase irrelevante - perdido - jogadores indo embora, entre desinteresse mútuo e falta de vontade de manter um time campeão brasileiro - Por quê
?

O que houve
?

Em que gramado deixamos o Flamengo
?

E quando tudo parecia perdido, ele voltou.

Nosso rei, ídolo e maior jogador: Zico está de volta. Vai pegar um time com poucos jogadores e quase nenhuma renovação concretizada. Não precisava ser assim, Galinho, eu sei. Mas sei também que você não é inocente. Sabe como as coisas funcionam. E sabia o que ia encontrar.

É um tempo de muito trabalho. Vamos ter que começar tudo de novo. Nem comissão técnica temos. E olha que os profissionais que chegarem, vão levar um tempo para se ambientar, conhecer os jogadores e tudo mais. Essa parada da Copa ajuda, mas não é um semestre inteiro.

Não dá pra saber o que podemos almejar com o seu trabalho esse ano, Zico. Mas você sabe que do lado de cá, a confiança é irrestrita. Boa sorte e um bom trabalho.

No início da arrancada do Hexa, a torcida colocou uma faixa no Maracanã: "Andrade, estamos com você".

A partir de amanhã, Zico, cada torcedor vai escrever a mesma mensagem, com outras palavras.

"Zico, estamos com você. Haja o que houver!"

******

Quanto aos membros da diretoria: daqui pra frente, dêem espaço para sir Arthur trabalhar. E tomem cuidado: ninguém quer entrar na história do esporte como o dirigente que derrubou um ídolo. O Flamengo tem alguns exemplos para confirmar.


http://twitter.com/tcordeiro

Confira o meu novo blog sobre esportes: Cronista Esportivo

sábado, 12 de junho de 2010


PAPO DE SEXTA - Luciana Zogaib
Galera o papo de sexta chega com um pouco de atraso devido a problemas técnicos.
A sexta, diferente do de costume, foi dia de bola rolando. E bola rolando para a Copa do Mundo 2010, África do Sul. Dia histórico para a África do Sul e para o futebol mundial.
Os primeiros jogos apesar de bastante movimentados deixaram a dever ainda, mas essa Copa promete. Neste momento escrevo secando os hermanos e aguardando ansiosamente pela nossa estréia.
Enquanto a bola não rola para o Brasil, as especulações de contratações continuam.
Mas, o que mais me marcou esta semana, foi a quantidade de resenhas vindas da África do Sul e uma em especial promovida pelo jornalista do Sportv Andre Rizek. Além da discussão sobre ética no futebol, gol de mão e super valorização do técnico Maradona, no dia seguinte ele se superou com a carta bomba a Zico em seu blog.
Tudo isso já foi largamente debatido nos blogs, no twitter e etc mas não posso deixar de registrar minha indignação não só pelo fato de ter se referido ao nosso Deus de maneira tão debochada como por ter também demonstrado preconceito com as mulheres, dizendo que não entendemos nada de futebol.
Minha resposta a ele está lá no meu blog (Futeblog) para aqueles que se interessarem.
E vocês, estão animados com a Copa? Qual o palpite para o campeão?
E o Brasil? Vamos até onde?
SRN

Twitter: http://twitter.com/luzogaib
Futeblog: http://luzogaib.wordpress.com

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Concurso "A Copa traz você pro FlamengoNet"

Regulamento simples:

Os candidatos devem assistir aos jogos:

Argentina x Nigéria - 12 de junho - 11:00
Inglaterra x EUA - 12 de junho - 15:30
Sérvia x Gana - 13 de junho - 11:00

, e num período de até 6 horas após o fim dos jogos, nos enviar sua coluna, com aspectos TÁTICOS e TÉCNICOS do jogo. Colunas enviadas após o limite do horário não serão aceitas. Quem quiser enviar texto sobre os 3 jogos, pode.

Nada de dar notas ou de gastar caracteres com a escalação. Textos com até 2500 caracteres, sem palavrões ou ofensas. Lembrem-se: é um concurso para ser colunista do blog. O júri será formado pela equipe de administradores e colunistas da velha guarda do blog.

Escolheremos o melhor texto para cada jogo, e os publicaremos. No próximo fim de semana, repetiremos a dose, com jogos a serem escolhidos entre sábado e domingo, para que todos possam assistir.

Ao fim da Copa, um júri escolherá um dos textos, e o vencedor se tornará colunista oficial do FlamengoNet, com horário fixo na grade.

Os textos sobre os jogos da Copa devem ser enviados para o e-mail da Administração (blogdaflamengonet@gmail.com), com o assunto "A Copa traz você para o FlamengoNet", e nome completo e cidade do redator.

Reiteramos: os e-mails que recebermos sem os dados necessários serão desqualificados.

Participem.

Como reformular um time e disputar títulos

No Flamengo, a palavra da ordem é "semana que vem". É justo que o clube engate de vez o planejamento pra lá de tardio de 2010 quando finalmente o diretor-executivo começar seu trabalho oficialmente, mas não faz sentido que o clube espere quase imóvel tanto tempo para resolver seu time.

Lá se vai mais de um mês que o vice de futebol saiu e a grande ação de seus substitutos foi tentar e não conseguir contratar vários jogadores. Com ou sem a contratação de Zico, o clube peca em vários momentos, fazendo parecer que abre mão da defesa do título brasileiro (algo inédito entre os campeões de pontos corridos). Destaco dois:

1- Renovações: tudo devagar quase parando. A diretoria diz uma coisa, os jogadores outra e, normalmente, não são os dirigentes que estão mais próximos da verdade. Se a inevitável venda de Airton - resultado de erros da gestão Kléber Leite no futebol - nos deixou uma lacuna na vaga de volante, a saída de Maldonado não vai melhorar as coisas. Volante técnico, preciso e de um jeito raro de se encontrar, o chileno sai após meses em que ficou "dando mole" para outros clubes. Desse jeito, Juan e outros também saem de graça.

2- Dispensas e contratações: normalmente, clubes que querem se manter na ponta contratam substitutos antes de perderem jogadores. No Flamengo, comemoramos as saídas de Dênis Marques, Mezenga, Léo Medeiros, Álvaro e outros jogadores. Porém, seja por uma questão numérica ou de qualidade, ainda não há substitutos. O resultado é que hoje o único centroavante confirmado para o campeonato brasileiro é Diego Maurício.

Não adiantou sonhar com Vagner Love por seis meses, enquanto Borges esteve disponível apenas pelos salários. Ao mesmo tempo, enquanto o clube tenta Riquelme ou Ronaldinho Gaúcho, dois meias de times do interior paulista (Bruno César e Thiago Humberto) foram contratados ou dão mole. O ótimo é inimigo do bom e não vai adiantar trazer cinco jogadores top de linha no fim da Copa do Mundo e usando o Brasileiro como pré-temporada. O resultado não vai ser bom.

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Nomes como Felipão, Deivid e por aí vai demonstram ambição da diretoria. É louvável. Mas ainda é pouco. De concreto mesmo a gestão Patrícia Amorim demonstrou menos do que o pouco tempo de gestão permitia.

Fica a torcida para que encarem o segundo semestre com a faca nos dentes e não apenas como uma pré-temporada para 2011. Depois de tanta letargia, a diretoria ganhou duas semanas de férias do elenco para trazer reforços que comecem a "nova pré-temporada" junto com o elenco. É fundamental que as contratações cheguem nesse período e não no fim da Copa. O futuro ainda não chegou, mas o presente não pode esperar.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Eu e minha boca grande...
Volto a escrever neste tão conceituado espaço rubro-negro por convite, mais uma vez, do meu bróder Alex do Triplex. E como sempre acontece quando retorno ao convívio do blog como colunista, há uma polêmica envolvendo o Flamengo e a imprensa.
A da vez, como não é mistério pra ninguém, foi detonada ontem pelo jornalista Renato Maurício Prado, que, em seu blog, noticiou que ninguém menos que a mandatária do clube, Patrícia Amorim, teria telefonado para ele, RMP, anunciando que o clube está (estaria? estará? confesso que não sei qual tempo verbal usar) próximo da assinatura de contrato com Luiz Felipe Scolari.
A notícia seria ótima - pra mim então, que sou fã do cara desde muito tempo, e que sempre defendi a vinda dele pra acabar com o que eu chamo de "cultura da bagunça" que impera no futebol do clube desde muito tempo. Porém, como tudo no Flamengo ganha sempre uma dimensão maior, a (in)confidência da presidente causou um mal estar. Sem espaço nos principais clubes de ponta na Europa, Felipão deve mesmo retornar ao Brasil, e, como se sabe, é pretendido por Palmeiras e Inter - e da mesma forma, a imprensa paulista e gaúcha dá "como certa" a contratação do técnico por esses clubes.
Se Felipão vier mesmo - como garantiu ontem e "regarantiu" hoje cedo RMP - será uma bola dentro da diretoria, um verdadeiro golaço, em que pese a tagarelice presidencial. Scolari é um técnico consagrado, competente, vencedor, que teria no Flamengo um grande desafio para a sua carreira - que não engrenou depois da frustrante passagem pelo Chelsea e pela experiência inusitada no Bunyodkor, do Uzbequistão.
Se não vier, por qualquer motivo (não gostar do Rio, da proposta feita pelo Flamengo ou até por ter uma proposta financeira maior), o treinador poderá alegar que o "vazamento da informação", termo utilizado pelo seu assessor de imprensa, contribuiu para esta decisão. Aliás, este termo é uma justificativa que já nos deixou sem muitas "contratações certas" nos últimos 10 ou 15 anos.

* * *

Por falar em contratações, vazamento de informação e imprensa, o pior desse período pré-Copa, enquanto a bola não rola, é a quantidade de boato, chute e "cavadas" que aparecem nos sites esportivos, blogs e no twitter de jornalistas, 'aspiras' a jornalistas e pessoas ligadas, direta ou indiretamente ao clube.
Impressiona, também, a quantidade de dinheiro que seria movimentada pra contratar o monte de jogadores especulados, citados (e até forçados) nesse período. Nos últimos 15 dias já li sobre Réver, Gabriel Paletta,  Mário Fernandes, Renato Abreu, Corrêa, Ibson, Walter Montillo, Jorge Valdivia, Mithyuê, Maylson, Juan Riquelme, Ronaldinho, Felipe, Deivid, Washington, Kléber, Rafael Sóbis, Emerson, Bergson, Magno Alves…
Devo ter esquecido alguém porque a lista é grande e a cada dia surgem dois, três nomes. Claro que não viriam todos de uma vez, mas se fossem contratados quatro ou cinco destes, a folha daria um salto monumental.
Claro que o time precisa de reforços, e dos bons. Dois bons zagueiros, dois bons meio-campistas e dois bons atacantes. Nunca é demais lembrar que o Campeonato Brasileiro não é ganho somente com 11 titulares e que a equipe que conseguir sobreviver mais ao acúmulo de jogos (principalmente em agosto/setembro, onde há uma sequência maior de jogos aos domingos e quartas) chega no final com chances de brigar pelo título.
Considero que a manutenção do Vagner Love é um reforço. Confesso que ano passado, quando o clube se mobilizou pra caramba pra contratá-lo, eu torci o nariz. Seu futebol não me convencia muito. Mas jogando no Fla, este ano, além de ser o principal goleador, é um cara que luta pra caramba, que corre, se dedica muito. Em que pese às vezes escolher a pior opção possível pra uma sequência de jogada (e, invariavelmente, tromba com o zagueiro). Mas se não for possível que ele fique, que venham dois bons atacantes, fazedores de gol.
Agora, a contratação de mestre seria se conseguíssemos mesmo trocar a dívida que o Grêmio tem por conta do Rodrigo Mendes (dívida que já tem quase uma década) por esse Mário Fernandes, que é um zagueiro dos mais promissores. Uma grana que já era perdida viraria um grande investimento.

* * *

Quanto à classificação do time no Brasileiro nessa fase pré-Copa, o 9º lugar, com o time que vem jogando, é o menor dos problemas. Problema maior é a distância pros líderes, que já é de oito pontos; e a situação atual de escolhas equivocadas do Rogério na montagem da equipe. Não vou nem comentar o jogo contra o Goiás, primeiro, por que o apagão nos 20 minutos finais já foi devidamente espinafrado aqui ao longo da semana, desde sábado. Mas são esses joguinhos assim que no final fazem toda a diferença.
E antes que alguém lembre do sprint final no ano passado, basta ver que é pouco comum qualquer time, em um campeonato de pontos corridos, perder apenas um de uma série de 14 partidas. Com o atual elenco que temos, seria um milagre algo do tipo. Com reforços bons e certeiros, eu acredito.

* * *
TRÊS TOQUES
1) Com as saídas de Alvaro, Bruno Mezenga, Gil, Dênis Marques e Léo Medeiros, quanto vamos economizar em salários? Uns R$ 400 mil? Pelo menos, as notícias boas também aparecem.
2) A não ser que haja uma mudança total no cenário, Kleberson foi à África do Sul somente pra comer carne de girafa e fazer safari. Não vai jogar e nem vamos poder fazer uma grana com a venda dele.
3) Modalidade relegada à décimo plano nos últimos tempos no clube, o futsal pode ganhar uma força extra com a chegada de Zico ao comando do futebol. As categorias de base do futsal são subordinadas ao departamento de futebol amador, e servem de porta de entrada para futuros talentos no campo. O badalado trio do Santos formado por Neymar, Paulo Henrique Ganso e André,é todo oriundo das quadras (André, que por sinal, foi meu atleta em 2007, seu último ano no futsal).

terça-feira, 8 de junho de 2010

Alfarrábios do Melo

Olá, saudações flamengas a todos. Encerrada a torturante campanha rubro-negra pré-Copa, resta torcer por um time à altura dos anseios pelo hepta. Enquanto isso, deixo aqui mais um capítulo da série “O Flamengo nas Copas”. Boa leitura.

O Flamengo nas Copas – Parte 03

1950 – “Estes São os Campeões do Mundo”

Raciocine comigo, caro flamengo: qual a perspectiva de uma Seleção cujo elenco contém OITO jogadores do Vasco, no time jogam SEIS vascaínos, o treinador é do Vasco e a concentração antes da decisão é feita em São Januário?

1950. Após seis meses de preparação, a Seleção parece pronta para a estréia contra os mexicanos, no Maracanã. O clima é de euforia absoluta, toda a população brasileira está mobilizada para a campanha do “scratch”. Simplesmente o maior estádio do mundo é construído para a ocasião, o mitológico Maracanã, conhecido ainda como “Estádio Municipal”. O prefeito Mendes de Morais faz eloqüente discurso aos jogadores: “Fiz minha parte, dei-lhes o estádio. Agora cumpram sua obrigação e conquistem a Copa.”

O treinador vascaíno Flávio Costa não inventa e monta uma equipe cuja base é o Vasco, o “Expresso da Vitória”, o melhor time de sua história. Ao todo, SETE jogadores (Barbosa, Augusto, Ely, Danilo, Maneca, Ademir e Chico) do time titular pertencem à Colina (mais tarde, Ely perderá a posição para Bauer, do São Paulo).

O Flamengo não vive bom momento. Da equipe do já distante tricampeonato somente ainda estão o goleiro Garcia e os médios Biguá e Bria, além do ponta-de-lança Zizinho, o maior jogador brasileiro em atividade. Porém, essa base, tida como envelhecida, vem de campanhas pífias. O início da temporada também não anima muito, com a medíocre participação no Rio-São Paulo. Mas nada é tão ruim que não possa piorar. O Presidente Dario de Mello Pinto (que já havia vendido o craque Jair) negocia Zizinho com o Bangu, uma transferência rumorosa e mal-explicada que revolta a torcida flamenga, mergulhando o clube em mais uma grave crise. Para a Copa dois jogadores são convocados, o vigoroso (ou tosco) zagueiro Juvenal e o elogiado médio Bigode, dotado de boa técnica e forte marcação, apesar de lento. Ambos fazem o lado esquerdo do sistema defensivo do Flamengo, e Flávio Costa, confiando em seu entrosamento, escala os dois no time titular.

Na primeira fase, o Brasil consegue a classificação, não sem alguns percalços. Ainda sem Zizinho, machucado, o time bate o frágil México por 4-0 e vai ao Pacaembu enfrentar a Suíça. Buscando agradar ao público paulista, Flávio Costa mexe em todo o time, faz seis alterações (encaixando vários corintianos e são-paulinos), o resultado é desastroso, um 2-2 a duras penas. Com isso, precisa derrotar a Iugoslávia no Maracanã para seguir adiante. Mas, com Zizinho de volta (mesmo no sacrifício, o joelho inchado), a Seleção se impõe e vence o forte adversário por 2-0.

A Fase Final é em formato de quadrangular, uma inovação que jamais seria repetida em Copas. Primeiro, o Brasil enfrenta a temida Suécia, campeã olímpica de 1948, que eliminara a Itália. Animado com o Maracanã lotado, o Brasil não toma conhecimento dos suecos e enfia-lhes 7-1. Mas o melhor ainda viria. A vítima seguinte é a forte Espanha, La Furia, que passara por cima dos arrogantes ingleses. Mas, naquela que seria a maior atuação individual da carreira de Zizinho ("vê-lo em campo equivale a contemplar Da Vinci pintando um quadro", disse um repórter italiano), o Brasil leva 155 mil ao delírio e, ao coro de “Touradas em Madrid”, tritura os espanhóis com arrasadores 6-1. Não parece, mas esse seria o início do fim.

Resta a final, contra o aguerrido Uruguai. Poucos imaginam algo diferente de outra goleada, até porque os uruguaios só resistem na luta após empatar a duras penas com os espanhóis (2-2) e fazerem 3-2 na Suécia (perdiam por 2-1 a dez minutos do fim). Nem o equilibrado retrospecto recente contra o Brasil em jogos da Copa Rio Branco (três partidas em maio, Brasil 3-2, Brasil 1-0, Uruguai 4-3) assusta. Imprensa, torcida, todos só imaginam e pensam em uma vitória acachapante. Um oba-oba insuportável, com direito a manchete de jornal cantando vitória, promessa de prêmios, romaria de políticos à concentração, pensa-se em tudo, menos no principal. O jogo.

E aconteceu o Maracanazzo. O Brasil começa melhor, confiante, massacra a meta de Máspoli, mas o goleiro uruguaio está em grande dia. Na segunda etapa, o ponta-direita Friaça (que substitui Maneca) recebe passe de Zizinho e fez 1-0. Mas os uruguaios mantém-se recuados, com marcação forte. O Brasil segue atacando e cai na armadilha. O armador Julio Perez (melhor jogador uruguaio) lança, Ghiggia bate Bigode na corrida e rola pra chegada de Schiaffino, que emenda e empata, silenciando o estádio e desnorteando os brasileiros. O Uruguai sente o bom momento, arrisca abrir-se um pouco, e aos 34’ Ghiggia novamente ganha de Bigode na corrida e atinge a linha de fundo. Juvenal hesita, não sai na cobertura, espera o cruzamento e permanece na área. Ghiggia resolve bater direto, mesmo sem ângulo. O tiro sai mascado, no contrapé de Barbosa, que saíra pra cortar o cruzamento e sofre um frango que marcará pra sempre sua carreira e sua vida. O time se desespera, perde o controle dos nervos e não reage mais. Bauer e Zizinho ainda lutam, os demais somem. Final, Uruguai 2-1, a maior tragédia da história do futebol brasileiro. O Vasco, ops, o Brasil é vice-campeão mundial.

Após a catástrofe, quase todos os jogadores seriam estigmatizados, especialmente Barbosa e Bigode, que ainda sofreria com a lenda de que teria levado um tapa do xerife Obdulio Varella (inúmeros relatos negam veementemente esse fato). De qualquer forma, Juvenal e Bigode permaneceriam no Flamengo até 1951.

1954 – O Rolo Compressor, mal aproveitado

1954. Já sob a gestão de Gilberto Cardoso, o Flamengo volta a comandar o futebol carioca. Com um timaço onde vicejam nomes como Dequinha, Rubens, Pavão, Índio, Benitez & Cia, todos sob o firme comando do paraguaio Fleitas Solich, o rubro-negro conquista com extrema facilidade o campeonato de 1953 e, chamado de "Rolo Compressor", já é o grande favorito para o título de 1954. Mas antes terá que ceder três jogadores à Seleção para a Copa: o médio Dequinha, o ponta-de-lança Rubens e o centroavante Índio.

Renovação era a palavra de ordem na Seleção. Nada poderia repetir a campanha de 1950, a começar pela camisa, agora amarela. A influência paulista aumentara consideravelmente, após o fracasso da vascaína equipe de Flávio Costa. Mesmo nomes como Zizinho, que arrebentava, eram esquecidos por remeterem à campanha perdedora. Assim, o treinador Zezé Moreira utilizou somente três jogadores da Copa anterior, o goleiro Castilho, o lateral Nilton Santos (que eram reservas) e o médio Bauer. Mas o grande nome era o ponta-direita Julinho, da Portuguesa.

O Brasil inicia a Copa novamente enfrentando o México, e vence sem dificuldades, 5-0. A seguir, um acirrado duelo contra a forte Iugoslávia, que termina em 1-1. Mas, nas Quartas-de-Final, o time não resiste aos nervos e ao melhor futebol da fortíssima Hungria, campeã olímpica e invicta desde 1950, e é eliminada após cair por 2-4. Mais tarde, relatos dariam conta de que o time entrou em campo nervoso e respeitando excessivamente os húngaros. Ironicamente, se o excesso de confiança derrotara a equipe em 50, na Copa seguinte o derrotismo seria o principal inimigo.

Quanto aos flamengos, Índio, atacante voluntarioso e goleador, foi preterido pelo corintiano Baltazar, que vivia grande fase. Mas ainda atuou contra os húngaros, sem empolgar. Dequinha, médio clássico precursor de nomes como Carlinhos e Andrade, não teve oportunidades diante de Bauer, um dos mais experientes e líder da equipe. Já Rubens poderia ter sido o titular, não fosse um caso de indisciplina ocorrido a poucas semanas do Mundial (o apoiador chegou bêbado na concentração), o que minou definitivamente suas chances com o rigoroso Zezé Moreira. Um desperdício, já que Rubens vinha gastando a bola, craque absoluto do timaço Flamengo.

Seja como for, os três retornariam ao Flamengo após o Mundial, sendo fundamentais na conquista do bicampeonato. Aliás, um campeonato ganho com goleadas, show de escola de samba e marchinha em homenagem ao time.

A cara do Flamengo. Do Brasil.

domingo, 6 de junho de 2010

Só insistimos porque dá tempo…



por Victor Esteves, direto do Buteco do Flamengo

Com a coleção de revezes aumentada pela derrota no basquete, que foi fazer companhia à Libertadores, ao Carioca, às Taças BH e SP de Jr., à disputa arbitrada artificialmente da Taça das Bolinhas e à equipe de polo aquático, seria a hora de começar a pensar em Copa do Mundo e dar um tempo de Flamengo. Coração rubronegro nestes meses apanhou mais do que bateu.

Mas como a taquicardia masoquista supera a razão, alguns já pensam na volta do time após a Copa. Longe de mim tentar adivinhar o time nesta guerra de contra informação que virou o noticiário esportivo, e por consequencia os blogs e o Twitter, mas algumas poucas certezas já temos. É claro que qualquer nome de verdade só devia ser anunciado depois de 14 de junho. O homem que vai mandar no futebol do Flamengo só poderá assumir efetivamente nesta data, e na entrevista de chegada declarou que nomes só serão anunciados quando estiverem fechados. Portanto, é claro que alguma contratação só pode ser confirmada se o Zico aprovar. Nem passa pela minha cabeça que o clube faça uma contratação milionária sem a aprovação dele. Não seria um favor, seria um problema e uma sabotagem. Já perdemos tempo demais e não faria sentido atropelar agora. Só se fosse para criar problemas mesmo. Devíamos simplesmente fazer como nos filmes de julgamento, em que o juiz diz ao júri “por favor desconsiderem o que foi dito ou apresentado agora”. Vamos esquecer que já contratamos o Emerson, o Correa, o Sóbis, o Felipe, o Riquelme, o Gaúcho, o Rever, o Montillos, o Renato, o Deivid… Se não passou pelo Zico, esquece.

Outra coisa certa é que o Rogério deve continuar na Gávea, mas não como técnico do time principal. Não temos um bom nome disponível e que seja unanimidade para os torcedores. Mas a diferença entre um técnico experiente e um aprendiz, por mais bem intencionado que seja, já deu para notar. Outros clubes derrotados no passado recente se recuperaram neste início de Brasileirão e seus times estão vencendo. É fato que tivemos muitas baixas no elenco, em um verdadeiro recorde de motivos : seleção brasileira, chilena, fim de contrato, machucado em campo, machucado em treino, falta de forma física, falta de forma técnica… Mas mesmo com o elenco desfalcado, nossas derrotas tem demonstrado uma confusão tática completa. O time não é tão ruim assim. Melhor armado e minimamente organizado em campo, poderia ter mais sorte nas finalizações, ou pelo menos, finalizar mais vezes. Me perdoe pelo palpite, Zico, mas longe de querer tumultuar, precisamos de uma pessoa mais experiente no comando técnico. Os jogos estão aí e falam por si mesmo. Difícil de escutar que o Rogério será o nosso técnico no campeonato inteiro se ele já provou que por mais trabalhador que seja, não consegue tirar da equipe todo o seu potencial.

E a vontade de colaborar (de todas as formas, com certeza) dos torcedores é tão grande, que pode parecer até covardia ficar falando de troca de treinador nesse momento. Mas é que ainda dá tempo, e por isso vale a pena brigar. Tirando todos os medalhões já ventilados (ou soprados) até agora, ainda existem jogadores disponíveis para serem contratados. Mas não se pode contratar ninguém sem uma definição de técnico. Até hoje pagamos a conta desse erro no passado. A torcida terá paciência, mas não adianta nada ter esse monte de volante e continuar sem direção. Técnica.

sábado, 5 de junho de 2010

Fora Fernando

por Alexandre Lalas

O Flamengo fez um péssimo primeiro tempo contra o Goiás hoje no Maracanã. Chutou apenas uma bola, em uma falta isolada por Bruno. Errou quase 40 passes. Mal escalado, mal postado dentro de campo. No segundo tempo, Rogério trocou Maldonado por Camacho. E, mais do que a simples mudança de jogadores, mudou a atitude. O Flamengo partiu para cima e, em menos de um minuto, havia criado duas chances claras de gol. O time seguiu envolvendo, marcando em cima. O gol parecia questão de tempo. E foi. Logo Toró fez um a zero.

Após o gol, o time seguiu pressionando, jogando bem. Vinicius teve chances. Mezenga também. Mesmo com Rogério mexendo mal (era para ter saído Mezenga, inútil como sempre, e não Vinicius), o time seguiu criando. Diego Maurício perdeu duas chances inacreditáveis. Poderia ter decidido o jogo e goleado o Goiás. Não fez isso. Mas ainda ganhava a partida. Aí Toró se machucou ao cometer uma falta na lateral do campo. Sentiu o joelho, que há tempos anda meio bichado. Entrou Fernando. E a coisa desandou.

O elenco atual do Flamengo tem jogadores fracos. Michael é confuso. Ramón é lento. Vinicius Pacheco é afoito. Bruno Mezenga é um poste. Denis Marques é burro. Gil não existe. Mas nenhum jogador é tão ruim quanto esse Fernando. Esse Fernando, irmão do Carlos Alberto, é um volante que não marca. Um jogador (?) de futebol que não acerta um passe. Um brucutu que não sabe fazer nada além de faltas. Mais do que Gil, mais do Denis Marques, mais do que Bruno Mezenga, mais do que qualquer atleta profissional do Clube de Regatas do Flamengo, o primeiro a ser dispensado neste intervalo para a Copa do Mundo tem que ser esse Fernando.

Esse sujeito é a antítese do que o Flamengo precisa. O Flamengo de Zico, hexacampeão brasileiro. Esse Fernando tem cara de rebaixamento, de segunda divisão. Não serve para jogar no Flamengo. Se Rogério Lourenço entendesse um pouquinho de futebol já saberia disso. Mas ele não entende. Ou se esconde na surrada desculpa da falta de opções no elenco (bobagem, Lenon é da mesma posição e dez vezes melhor que Fernando). Portanto, após mais um vexame rubro-negro no Maracanã, só resta iniciar uma nova campanha: fora Fernando, por um Flamengo melhor!

Flamengo x goiás


Comente aqui o último jogo antes da Copa.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A lição de Zico


Entre tantas riquezas em cada declaração, não dá para negar que cada coletiva com o galinho é bem mais do que uma entrevista sobre esporte. Arthur Antunes Coimbra sempre dá uma aula sobre futebol e, mais, de como um ídolo deve se comportar.

E entre tantas lições, chama a atenção um fato simples, que quase passou em branco mas que vale a referência. Um repórter pediu que o nosso camisa dez beijasse nossa camisa. Zico recusou e lembrou que não precisava daquilo para mostrar que amava o Flamengo.

Reflita.

Quis o destino que na mesma semana Emerson negociasse seu retorno ao clube. O Sheik veio em baixa, sem clube e encontrou na Gávea uma casa. Teve um aumento que jogadores com mais serviços prestados não tiveram e se valorizou. Com a torcida gritando seu nome, saiu e saiu porque quis. E fora do clube, deu diversas entrevistas às lágrimas falando da saudade que sentia.

E ficava a pergunta: por que quis sair então?

Mas todos cometem erros. E com menos de seis meses de contrato com o seu atual time, Emerson começou a dizer que "lutava para voltar". Na briga política do clube, o sósia do Zidane (by Trolhoso) começou a negociar com outros clubes e esteve muito perto de retornar ao Morumbi. Mas não era da magnética que ele sentia falta? Não foi pelo Flamengo que Emerson deu dezenas de entrevistas a milhas de distância do Maracanã em que, às lágrimas, dizia que voltaria para cá?

E ainda em meio a tantas perguntas, diversos veículos informam que o Fluminense tenta atravessar a negociação que começou há semanas. Emerson pede mais do que ganhou em sua última passagem e boa parte dos torcedores não vêem problema já que há quem jogue menos no elenco e ganhe muito. Nesse ritmo, o Flamengo volta a dever salários e a pagar R$ 80 mil por quem nunca renderá dividendos do clube. Se Emerson achar que deve ir para as Laranjeiras, que vá. Há outros atacantes e, certamente, o Flamengo saberá sobreviver sem o sheik. Aliás, fomos campeões do Brasileiro sem ele.

Falta a Emerson aprender a lição de Zico. Dar entrevistas chorando, beijar a camisa e tecer elogios ao clube é simpático, mas não prova nada. Mais do que provar, o amor se exerce. Se Emerson quer voltar por amor, então que lute por uma multa rescisória mais baixa ou espere cumprir seu contrato lá e assine um pré-contrato com o Flamengo. Se quiser voltar por dinheiro e pelo Rio de Janeiro é um direito seu, mas que deixe isso claro. O #CRF pode ter problemas, pode não se dar ao respeito muitas vezes, mas é muito importante para seus torcedores. Nós preferimos que seu nome não seja banalizado.

É hora de aprender a lição de Zico: beijar a camisa é pouco. E talvez seja mais respeitoso nem beijá-la em muitos momentos.

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Alguns falam que a resposta por Emerson sai hoje. Tomara. E seja qual for, torcerei por Emerson se vier, independente de achar um absurdo o que paguem por um jogador de mais de 30 anos, que se contunde fácil e não renderá nenhum dinheiro em uma venda.

Gosto de seu estilo, não posso negar que sua passagem foi bonita em muitos aspectos, mas ainda repito: o Flamengo não pode se gerenciar de forma tão emotiva. Deixe isso para nós, torcedores.

Flamengo Net

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