segunda-feira, 31 de maio de 2010

A razão e a falta de razão do torcedor



* por Victor Esteves, direto do Buteco do Flamengo

Nem todo torcedor é igual. Neste último jogo, quando o coro de “burro” foi ouvido, por exemplo, não vejo como o Lourenço podia evitar substituir o Pet em campo. Ficou claro que o Pet não está ainda (tenho esperança que isso ainda seja possível) em forma para jogar 90 minutos seguidos. É claro que os poucos minutos de acerto do Pet valem por um campeonato inteiro de jogadores menos favorecidos de talento, como alguns que habitam a Gávea. Mas naquele momento, a substituição era necessária. Em outro momento, a torcida pedia “Raça”. Foi raça que faltou ao time ou foi categoria mesmo, e principalmente treinamento e precisão no chamado último passe ?

Que fique claro que este texto não pretende dizer que está tudo ótimo e que o nosso treinador é o mais indicado para o longo e duro campeonato brasileiro que temos pela frente. O objetivo não é tecer elogios para a diretoria só porque renovou com o Pet ou porque algumas notícias de renovações ou de tentativas de contratações começaram a aparecer na imprensa. É claro que tudo isso podia já estar melhor encaminhado. Mas o fato é que a torcida não se comporta sob o efeito da razão quando a paixão está em jogo. Terminar o jogo em um 4-3-3, com três atacantes, é a “cara” do Flamengo que a maior parte da torcida quer em campo. Tá certo que a qualidade deste 3 atacantes podia ser melhor, mas olhem bem o nosso banco para a partida.

E mesmo na escalação que entrou em campo, o que cada um dos leitores faria de diferente, com os jogadores disponíveis ? Apesar de todos os jogadores terem cometidos erros, algumas coisas boas apareceram neste jogo. Como sempre, nem todos vão concordar, mas é preciso expor as opiniões contrárias.

O Camacho, por exemplo. Ele não jogou da mesma forma durante todo o jogo. Teve momentos em que ele simplesmente sumiu de campo. Em outras bolas, errou o passe e perdeu a bola. Mas teve momentos de grande lucidez, abriu o jogo pelas laterais, teve participação no desarme defensivo, partiu para cima quando podia, e mesmo quando perdia a jogada, corria atrás até recuperar a posse de bola. Treinado, em boa condição física, tem grandes chances de ser muito útil à equipe do Flamengo.

Outro jovem que entrou na fogueira : Diego Maurício. Parece um atacante do tipo trombador, mas protege bem a bola, procura o companheiro mais bem colocado para passar a bola, tem um porte físico que destoa da média de aspirantes que chega na equipe principal, enfim, é outro que, bem treinado e em fisicamente em forma, pode até ser o companheiro ideal de ataque caso não venham todas as contratações que tanto esperamos que sejam anunciadas, já que o Império do Amor se desmilinguiu mesmo. Me dá mais esperança do que esperar um passe perfeito do Ramon, por exemplo, ou que o Gil desencante e jogue um futebol próximo do que o levou a manter as esperanças de ser um jogador deste esporte.

Outra coisa boa foi a volta do Maldonado. Com ele o time tem outra organização. É claro que fica difícil de falar em organização com um time que nunca treinou junto, e que entra em campo sem dispor do seu elenco completo. Aliás, o mesmo problema do Grêmio. Mas o time saiu dos 3 zagueiros e a impressão que dá é que até melhorou seu posicionamento defensivo. Entendo que isso se deve ao Maldonado, que deu carrinho, tirou bola no bico da área e foi um gigante neste jogo de anões. Digo jogo de anões porque um jogo com quase 90 passes errados não pode ser chamado de “bom espetáculo”. Mas isso reflete, mais uma vez, a falta de treinamento. A impressão que dá é que o time treina quando joga. É em campo, valendo, que o Rogério faz as suas experiências. Algumas podem dar certo, outras não. Mas ele não foi burro nem faltou raça ao time.

Por fim, vale frisar apenas que o fato de tentar enxergar coisas boas nestas partidas sofridas que estamos assistindo não significa aprovar o que está acontecendo no Flamengo. Ou melhor, o que NÃO está acontecendo. Tenho esperança de que todo o movimento que se espalhou por blogs e fóruns, twitter e email, acabe sendo importante para alterar o panorama de Inação e não faça a Nação ser iludida por uma renovação aqui ou uma notícia esperançosa ali.

domingo, 30 de maio de 2010

In God we trust

Ser racional num momento como esse é complicado. Se hoje sou Flamengo, é graças a ELE. Se sou fã do cara, é graças aos 3 autógrafos que ganhei d´ELE, e como muitos por aqui, também agradeci por tudo.

Num domingo absolutamente sem perspectivas de nada, estava vendo Mr. Maker com minha filha. Ela deu mole, e eu troquei pra ver como andavam os jogos. O Lucas Pereira anunciava, exatamente ali, o fato que toda a Nação esperou por tanto tempo. ELE está de volta.

Fiz algumas colocações no twitter, e continuo com elas. De uma forma menos agressiva, talvez. O calor da reaparição d´ELE nos levou a algumas encruzilhadas. Por primeiro, eu disse: "eis minha leitura: Zico foi Flamengo, como sempre Já pat foi oportunista, arrumou alguém pra tirar o dela da reta".

Conserto, com algumas ressalvas. Patrícia conseguiu o que praticamente todos os presidentes tentaram. Pra ele acreditar nela, deve ter visto algo que nós, torcedores, não vimos. As cobranças eram pertinentes, pois o Flamengo sempre requer imediatismo. Se é certo ou errado, é um detalhe. Poderia dizer que ela levou 5 meses pra achar o cara.

E aí, amigos, cabe uma parada meio sinistra, que vocês terão que pensar antes de me xingar. A escolha dela foi certa, a partir do momento em que ela fez o que os quase 40 milhões de torcedores queríamos. Mas se foi a escolha certa ou errada, o tempo irá dizer.

Não, não estou secando. Estou tentando ser coerente, pés no chão. Torço muito, mas muito mesmo, com all of my heart, pra que ELE repita tudo que fez como jogador. E sei que ele vai conseguir. Meu subconsciente, meu inconsciente, minha intuição dizem que ELE vai conseguir.

Credibilidade: Ele é ídolo de boa parte dos jogadores. Não pelo craque que é. Mas pelo HOMEM que sempre foi. Isso pode e deve abrir portas.

Respeito: Quando ele entrar no vestiário, nego vai ter que bater cabeça pra ele. Pedir benção, etc. Por isso que eu disse no twitter. A geração mais nova tem que estudar Zico. Entender Zico. Saber qual o motivo que levou trintões e quarentões pra cima a chorar, vibrar, gritar como se fosse um gol. Zico é Zico. Flamengo e Zico se fundem na história. Enfim, crianças, estudem.

O grande lance é que foi uma tacada mestra. Que eu quero que dê certo. Patrícia errou, mas arriscou todas as fichas. E espero, de coração aberto, que ela vença nessa tacada. Pois a vitória dela será de todos nós.

Para as crianças, deixo as imagens de um jogo que eu fui. Salvo engano, foi a última vez que vi Zico jogar e encantar ao vivo. Quase infartei no terceiro gol, pois o juiz queria anular acusando que foi de mão.



Aos que me perguntarem "po, Alex, mas você acusava a Patrícia até meia hora atrás", eu digo que sim, eu brigava, acusava. Mas me reservo o direito de mudar de opinião, de dar a chance dela retomar o curso.

Zico, a Nação te abençoa (difícil abençoarmos Deus, mas ELE há de entender).

Bem vindo. Como em tantas vezes, você me fez sorrir numa tarde de domingo.

E antes de terminar com a minha habitual frase, coloco à apreciação esse meio: Maldonado, Willians, Pet e Zico. Vambora?

E nada mais digo.

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Não importa como e nem o porquê!

O retorno de Zico é algo assim tão emblemático que faltariam palavras ao melhor dos cronistas para descrever o que significa. Se pensar em Flamengo é se pensar em Zico em um grau muito maior do que qualquer identificação de qualquer jogador com outra camisa.

Porque é como se a cada grito, a cada gol perdido, a cada título que escapasse... a Torcida clamasse pelo retorno do nosso herói. Sim, herói. Porque Zico sempre esteve muito acima do que qualquer ídolo poderia. Sempre foi mais do que atleta, um gênio. E sempre foi muito mais do que um ídolo, foi um exemplo.

E daí está a maior emoção de sua volta. Pouco importa por qual salário, meta ou objetivos ele exigiu. O retorno de Zico é maior do que o próprio fato. Porque traz para mais de trinta milhões de fiéis não apenas o seu maior ídolo, herói e exemplo. A volta de Arthur Antunes Coimbra traz ao Flamengo o Flamengo que a gente sempre quis ver. Traz o Flamengo que nunca renegou seu papel de ídolo e, principalmente, exemplo.

Vale lembrar de uma história pessoal. Uns quinze anos atrás estava no aeroporto bem cedo. Um primo meu apontou para um lado e lá estava ele. Zico. Meu primo me deu papel e caneta e sem desculpas o cutuquei e pedi um autógrafo. O rosto cansado nem hesitou, pediu a caneta e escreveu o recado com o cuidado de perguntar meu nome. "É sem h?", perguntou o Galinho.

E com todo aquele cansaço estampado, me devolveu o papel. Sem saber como encerrar aquele encontro disse quase sem querer: "obrigado por tudo, Zico". E como se todas as horas em que estava de pé sumissem, o galinho sorriu pra mim. Não era um sorriso amarelo ou educado. Era um sorriso moleque, sincero e feliz. Um sorriso de craque.

E aquele riso não sentiu cansaço. Porque não existe hora de ser Flamengo ou de ser Zico. E vice-versa.

Vergonha



Créditos da foto: Gustavo Moreno - D.A. Press

Hoje não teremos top ten.

Teremos, sim, a imagem que ilustra um dos motivos do basquete nacional estar há anos sem sequer chegar perto de uma Olimpíada.

Diga-se de passagem: o time do Brasília é bom. É forte. Ponto. No que diz respeito ao jogo, foi mano-a-mano. Jogo de gente grande. Ganhou quem errou menos. Ponto.

Então, leio que um tal diretor do time deles nos chamou de "mortos de fome". Normal, afinal de contas, famosos "quem" tem mais é que fazer isso mesmo. Lamentável que, em 2010, ainda exista o preconceito. Ainda exista esse tipo de comentário que SÓ incentiva a violência. Que SÓ PROMOVE A BARBÁRIE. Seria simples se ele usasse o discurso - batido porém eficiente - de jogador: "Ganhamos de um grande time, nada acabou, blá, blá, blá."

Não, ele preferiu mostrar a face da canalhice, da falta de caráter, da falta de bom senso. Uma final entre os 2 times é recheada de tensão, de nervosismo, e ele conseguiu tornar o jogo quase no que aconteceu no Couto Pereira, ano passado. Torcida invador, agredir jogador, isso é o fim do mundo.

Se a federação for séria, toma atitude com punição. É obrigação do clube mandante cuidar da segurança. Se não está em regulamento de campeonato, está simplesmente no manual do bom senso.

Lamentável.

Esse tal diretor do time, que deve ser um estagiário com 50 anos na cara, deveria assistir ao fim do jogo 5, entre Lakers e Suns. 3 segundos, Kobe tenta o arremesso, erra e Artest faz 2 pontos e mata o jogo.


Sem grade, sem polícia, sem nada. O jogador, ídolo mundial, a menos de 1 metro do torcedor.

E ninguém invadiu pra abraçar os caras. N-I-N-G-U-É-M.

Depois não querem que nos chamem de macacos, de mal educados, de tudo.

Lamentável.

Perder faz parte do jogo. Apanhar não faz parte da vida.

Que a confederação tenha peito pra punir, doa a quem doer.

E nada mais digo.

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sábado, 29 de maio de 2010

Flamengo x Gremio

6 meses atrás, era outro o nosso espírito para um jogo contra os gaúchos esquisitões.
Era outro o Flamengo, era outra a organização em campo, era outro o momento do campeonato.

Mas tem algo que nunca muda: o Flamengo continua o Flamengo, mesmo que em campo tenhamos o Dimba ao invés do Zico.

Vamos prá cima deles, e que São Judas nos ajude.

O ABRAÇO DO URSO

Em alguns momentos na vida a pior alternativa é ficarmos inertes, sem tomarmos atitude. Nem sempre aquele que te abraça é teu amigo e o que te critica, teu inimigo.
A Presidente Patricia Amorim teve que montar um enorme arco de alianças para chegar ao poder. Isso é fato e não há como retroagir no tempo nem tampouco desconsiderar. O que não podemos esquecer é que o cargo de mandatário do maior clube do Brasil é político e os interesses que orbitam ao seu redor são incontáveis, cabendo a ele as decisões finais relativas a um sem número de ações: quem contratar, quem colocar na vitrine do futebol, qual técnico escolher, quando vender os direitos do passe de um jogador revelação, qual estádio irá sediar as partidas do time, etc. Todas essas operações significam dinheiro, cifras volumosas e óbviamente que - onde tem dinheiro envolvido - tem gente querendo levar vantagem.

Esse arco de alianças montado pela Presidente para conseguir eleger-se, ressuscitou alguns personagens que estavam esquecidos na história do Clube e que possivelmente não teriam mais vôo próprio sozinhos. Se uniram ao frescor, à proatividade e à juventude da candidatura de uma ex-atleta com bom trânsito em toda a Gávea para, abraçando-se a ela, chegarem ao poder novamente. Até aí, nada demais, ninguém é tão ingênuo ao ponto de não saber quais alianças celebrar e como comprometer-se com elas.

Existe uma estratégia em política que acontece da seguinte forma: se você não tem chances eleitorais reais para assumir o posto maior numa eleição direta (pode ser presidente de um clube, de uma associação de moradores ou até de um país) escolhe um ícone de boa imagem e bom desempenho eleitoral , alia-se a ele para alcançar o comando e ao lá chegar, não somente passa a dividir todas as benesses e bônus da vitória, como muitas vezes a dirigir as ações, influenciando em todos os setores. Vários Presidentes da República já se queixaram das concessões que são obrigados a fazer aos aliados, sendo prejudicados nos seus próprios mandatos pelas cobranças absurdas que são executadas incessantemente por aqueles que estão “ao seu lado”. Alguns desses elementos vão mais além e conseguem tramar a queda daqueles que ajudaram a eleger, deixando a imagem destes desgastar-se perante a opinião pública, criando celeumas nos bastidores, dividindo o próprio grupo do qual fazem parte, numa ação maquiavélica de luta pelo poder. Assim, muitos impeachments acontecem , guindando ao posto de mandatário, pessoas que não teriam a menor possibilidade para conseguir eleger-se pelo voto direto. É a famosa eleição indireta.

Não quero aqui fazer nenhum tipo de afirmação de que este tipo de estratégia poderia estar em curso na Gávea. Até porque não conheço as pessoas que fazem parte da Diretoria escolhida pela Presidente para comandar os destinos do Clube e portanto, seria leviano fazer qualquer afirmação nesse sentido. Estou dissertando somente sobre hipóteses.

Porém, a luz amarela está acesa. Nas últimas semanas constatei que várias listas de discussão e blogs ligados ao Flamengo já solicitavam o impeachment da Presidência, as críticas sobre a falta de atitude pipocavam em todos os lados. Sei das boas intenções que tem a nossa dirigente maior e vejo-a num momento crucial da sua administração: ou chama para si toda a responsabilidade de governar ou ficará com o seu poder cada vez mais fracionado e incipiente a ponto de enfraquecê-la perante a opinião pública. Um desastre no futebol do Flamengo, interessa a muita gente, a figura do “salvador da pátria” está sempre presente no inconsciente coletivo.
Não devemos esquecer que uma boa administração de Patricia Amorim, não somente a credencia a continuar à frente dos destinos do Clube, como a torna virtual candidata a qualquer outro cargo público no Rio de Janeiro onde a massa rubronegra representa mais de 50% da população. Ou será que nunca ninguém pensou nisso?
Por outro lado, a sua derrocada administrativa no Flamengo, representa também o seu sepultamento político... Deixa de ser Presidente do Flamengo, deixa de ser vereadora e por aí vai...
Abre o olho Presidente, porque os interesses envolvidos nesse jogo (políticos, eleitorais, financeiros) são muito maiores do que aquilo que aparentam. Torço pelo êxito do Flamengo, que é o seu êxito, neste momento.
Cuidado com o abraço do urso!

sexta-feira, 28 de maio de 2010


PAPO DE SEXTA - Luciana Zogaib

Boa noite galera, noite de sexta é sempre difícil de postar. Muitos vão para a night, os assuntos na maioria das vezes são repetitivos, mas vamos lá.

Hoje finalmente nossa diretoria deu o pontapé inicial nas renovações importantes e parece ter arregaçado as mangas em busca de novos reforços para o time. Lembro que em 2 de abril escrevi um post falando da chatice do pet com relação a renovação do contrato. Fato é que o gringo bom de bola, bateu pezinho, fez biquinho e conseguiu o que queria. Foi bom? Por um lado sim, o cara é craque, tem estrela. Mas é foda ver que só depois de assinar é que ele vai voltar para o time, pegou meio mal isso aí.

Esse início de Brasileiro está bem difícil de se ver, muitos desfalques, times ainda se arrumando, a expectativa da Copa etc. Mas, temo que esse ambiente morno nos faça perder pontos que serão importantes lá na frente. É preciso que o time encare a competição com seriedade desde já e a torcida também. Sei que está caro, que os horários não tem colaborado, que o time também não, mas é hora de pelo menos nos despedirmos do Maraca. Lembrem-se que depois ficaremos na saudade por um bom tempo. Ou seja, se agora estamos sem time, depois ficaremos sem estádio e, mais do que nunca, a camisa 12 vai ser necessária.

Vários nomes tem pipocado no noticiário, Montillo, Kleber, Valdivia, Emerson, Riquelme, Felipe etc. Pra mim precisamos contratar pelo menos dois atacantes, dispensar DM e Gil, precisamos de um meia pelo menos e para não contratar um zagueiro pergunto, cadê Fabricio?

Quanto ao Bruno, mais uma vez abriu a boca para falar asneira. Disse que pretendia sair etc. Se quiser, vaza, senão fique, mas sem a faixa de capita. Pra mim, porta voz do grupo não pode ser um cara que só abre a boca para falar m.

E agora, mais uma decisão para o Mengão.
Jogão de basquete pra gente curtir. É ganhar uma lá e trazer a decisão para o RJ. A Arena vai ficar pequena!!!

SRN
Twitter: http://twitter.com/luzogaib
Futeblog: http://luzogaib.wordpress.com

COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat

O time para o jogo de amanhã

O que tem dominado as conversas sobre o Flamengo nos últimos tempos são assuntos que, no duro, terão impacto real no time apenas daqui a alguns meses. Vagner Love continua? Quais contratos serão renovados? Quem será vendido? Quem será contratado? Montillo? Washington? Emerson? Riquelme?

Tudo isso é importante, mas enquanto isso o Campeonato Brasileiro está em andamento. E os pontos destes jogos valem tanto quanto os de julho. Amanhã, o Flamengo enfrenta o Grêmio no Maracanã - um jogo em casa, no qual o Flamengo, em tese, precisa conseguir os três pontos. Mas Rogério segue com problemas para conseguir juntar onze jogadores pra colocar em campo.

Adriano e Mezenga são passado. Willians está fora por contusão, muito provavelmente Petkovic também. Fernando está suspenso (problema?). Como montar o time?

Taí o que eu faria:




O esquema é o 4-2-3-1 que está na moda e foi muito usado pelo Flamengo em 2009. Seria minha opção principalmente pela falta de atacantes no elenco. Os três que se aproximariam de Vagner Love no ataque poderiam dar opções de jogada tanto pelo meio, quanto pelas pontas - a ideia é que o time não dependa apenas de seus laterais para criar.

Michael era dúvida para o Fla-Flu e pode ter condições de jogo. Se não tiver, eu colocaria Rodrigo Alvim na lateral esquerda e adiantaria Juan - ideia que não é muito simpática para mim, mas que eu usaria pela falta de opções.

Maldonado tem que ir pro jogo. Ele tem contrato, não está contundido e não faz sentido que não seja utilizado, ainda mais na ausência de Willians. Mas tenho a impressão de que Rogério seguirá usando Rômulo no meio.


Apesar de não ser fã de Toró, imaginaria utilizá-lo no que sabe fazer melhor: a marcação individual, no caso em cima de Douglas, o grande armador de jogadas no Grêmio. Porém, acabou de ser confirmado que Douglas não viajará ao Rio, por dores lombares - ótima notícia para o Flamengo. Seu substituto, Hugo, é pior e não tem o mesmo toque de bola.

Uma outra opção seria com Ramon no meio, fazendo a dupla de armação com Camacho e Vinícius Pacheco adiantado de vez para o ataque. Ramon, porém, não joga uma partida completa há muito tempo, está sem ritmo de jogo e dizem que andou com problemas para se manter no peso. O meio-campo pode ficar aberto demais para um jogo contra um time como o Grêmio - que obviamente é hoje bem mais estruturado que o Flamengo.


• ANDRÉ MONNERAT trabalha com marketing e Internet e escreve também no SobreFlamengo (www.sobreflamengo.com.br e twitter.com/sobreflamengo)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Redundância inconveniente
Por Vinicius Paiva

É duro escrever sobre marketing esportivo - ou pelo menos sobre o off field. Especialmente complicado quando o seu time do coração vive a mais profunda e inadmissível involução em termos de departamento de marketing, tendo profissionais sobre os quais mal se ouve falar na mídia, numa completa falta de divulgação de estatísticas. Ou alguém faz a mais vaga ideia de quantos uniformes foram vendidos em 2010, quiçá quantos terceiros uniformes? Agendar uma entrevista, tentar estabelecer aquela saudável sinergia entre diretoria e torcida (papel muitas vezes exercido pelos blogs e sites extra oficiais)? Nem pensar. Aí só no resta criticar, reiteradamente. E se tornar redundante.

Numa desesperada tentativa de não ser repetitivo, nossos olhos então buscam analisar as iniciativas da presidência e do departamento de futebol - tão importantes, responsáveis pelas contratações, pela montagem do elenco, pela administração do dia-a-dia do clube, etc. Mas nem aí dá jeito. Porque nesta seara, vão sobrar críticas feitas diversas vezes anteriormente. Afinal, o Flamengo ficou um mês sem um comandante do departamento de futebol, o que fez paralisar diversas negociações que vinham em curso. Ex-jogadores assinaram com rivais (vide Zé Roberto). Ex-jogadores passaram a ter mais chances de ir para os adversários do que de voltarem para o Flamengo (vide Emerson). Bons jogadores responsáveis pela eliminação do Flamengo na Libertadores, inicialmente oferecidos a nós, se aproximam de nosso maior rival pela simples omissão da diretoria do Flamengo (vide Montillo). Treinadores inexperientes (de novo!) são efetivados no cargo quando existiam e existem melhores treinadores interessados em retornar ao futebol brasileiro.

Enquanto isso, o Pinheiros e o Minas Tênis Clube se apavoram com a possibilidade de perderem a hegemonia da natação brasileira... Incrível!

Quando percebo que tudo o que escrevi parece um pout pourri de colunas anteriores, direciono minhas críticas à torcida. Ah, amigo, mas aí sim eu adentro uma seara delicadíssima, um verdadeiro vespeiro. Toda vez que fiz isso anteriormente (e percebo que andei fazendo isso muito recentemente), recebi um calhamaço de críticas, porque é difícil pro torcedor não individualizar uma crítica coletiva. É como se eu estivesse apontando pro nariz de cada um e os culpando pelas bobagens cometidas num clube que tem em sua Administração a maior culpada por suas debilidades.

Mas não se pode tapar o sol com a peneira.

Eu não me lembro de ter visto o Flamengo, nos últimos cinco anos, jogando uma competição da estirpe de uma Libertadores da América e passando a vergonha de ser o clube brasileiro com menor público em sua estreia. Não me lembro de alguma vez ter rachado estádio com a ridícula torcida do Botafogo em plena final de campeonato carioca (ou de Taça Rio, seja como for). Não me lembro de, em igualdade de condições com o Fluminense (jogando com titulares e estando à frente na tabela) comparecermos em muito menor número em pleno Fla-Flu. Não me lembro da última vez que o Flamengo teve a VERGONHOSA média de 5 mil pagantes nas duas rodadas inicias de um Brasileirão em que o clube entra como atual campeão e defensor do título. Nos últimos três anos nossa média de público foi de 40 mil torcedores por jogo. Eu disse quarenta mil.

Será que tudo isto não tem mesmo relação direta com o panorama de uma temporada sem títulos, onde até esta altura perdemos mais partidas do que nossos três rivais cariocas?

Façamos uma reflexão e vejamos que além do "índice de comparecimento", o "índice de apoio" da torcida do Flamengo vem fazendo de nós uma das piores torcidas do Brasil. Uma torcida que NÃO CANTA (sem hipocrisia, quem frequenta os estádios já percebeu isso) e que se volta contra o time, vaiando seus jogadores com menos de 10 minutos de jogo. Quando a Universidad do Chile abriu 2 x 0 em pleno Maracanã, cantou-se a plenos pulmões que "acabou o amor, isso aqui vai virar o inferno". Quando o Santos abriu os mesmos 2 x 0 contra o Grêmio no Olímpico (na mesma noite), a torcida gaúcha não parou de apoiar nem por um minuto. O resultado disso é que perdemos o jogo, enquanto o Grêmio virou.

Bom. Mas isso tudo eu também já havia falado numa coluna chamada "O ano em que minha torcida saiu de férias"...

Então eu realmente não sei mais como fazer para sair do óbvio. Talvez o Flamengo me inspire (no pior sentido da palavra "inspiração") a escrever sempre as mesmas chatices. Estaria o problema em mim?

E-mails para a coluna: viniciusflanet@gmail.com

Twitter: www.twitter.com.br/viniciusflanet

O tempo de esperar já passou. A hora de agir também!

Em todos os meus 30 anos como flamenguista não me recordo de uma transferência de mandato tão tranquila e cordial como a que Patrícia Amorim teve. O clube era hexacampeão, o então presidente chamou a eleita para conversar um mês antes da data de sua posse e fez de tudo para antecipar sua gestão e a imprensa fez uma extensa cobertura positiva elogiando o fato de termos a primeira presidente mulher (na verdade, a primeira foi no Corinthians, mas seria apenas uma "laranja" de seu marido). Independente da falta de quadros no clube, ela chegou no nosso melhor momento em 17 anos. Aliás, me arrisco a afirmar que nem em 92 o clima era tão bom.

E apesar de todo esse cenário positivo, Patrícia conseguiu transformar um ano que tinha tudo para ser tranquilo e de consolidação da nossa longa retomada após 17 anos em um ano de crises. Entre dois fla-flus ela viu a crise surgindo e se omitiu (a hashtag dessa gestão) de resolvê-la. Pelo contrário, deixou o fogo aumentar e suas únicas ações foram tão benéficas quanto fechar o registro do hidrante em frente a um incêndio.

Há aqueles que pedem calma, paciência e argumentam que o Flamengo não vai virar um clube estruturado de um dia para o outro. Concordo. Porém, o clube avançou - e muito - desde o período em que destruímos um time campeão brasileiro(era Velloso), montávamos um time a cada semestre (era Kléber Leite) e acreditamos em soluções fáceis que quase nos destruíram (era Edmundo CPI) . Não é razoável que o clube retroceda no quesito formação de elenco para só então evoluir em todos os pontos. Me parece bem óbvio que o mais fácil é manter uma base campeã enquanto se corrige outras falhas. Você não começa do zero, mantém o que está certo e melhora o que está ruim.

O tempo de esperar passou, presidente. Você teve cinco meses de mandato e outras semanas de bônus da gestão passada. Tempo suficiente para pôr em prática seu plano para o futebol, se é que ele existe. Manter o vice de futebol anterior foi decisão sua e não serve como desculpa para lhe eximir do ineditismo em perder um clássico em que estávamos invictos há dois anos e um título que dominávamos há três.

O tempo de agir também já passou. Nossa dupla de ataque, o ponto forte de 2010, vai embora sem que você, presidente, tenha mostrado um mínimo de profissionalismo e contratado substitutos com um mínimo de competência ao invés de apostar em um menino que precisa ser preparado para crescer e não punido por sua omissão. Em cinco meses você viu o time do hexa se fragmentar e não fez absolutamente nada para manter o nível exceto afirmar que trabalhava em silêncio. O silêncio, presidente, não é o escudo dos competentes, mas o discurso de quem não tem o que falar.

Como se o acaso fosse seu admirador pessoal(ou, quem sabe, um líder de certas organizadas), ele deixou um buraco na temporada para que o técnico (um de verdade, não o dos juniores que foi mais fácil de colocar lá) prepare um time que receba os reforços após o início da competição em que não apenas disputamos, DEFENDEMOS um título brasileiro. Sua omissão, presidente, nos custou muito caro e nos atrasou demais. Demais! Ainda assim, o destino lhe deu uma segunda chance de compensar seus erros - compensar, não apagar. Sua incompetência neste período já é histórica - e tentar encerrar os seus 2 anos e meio no cargo de forma que faça jus às tradições do clube e ao seu papel emblemático como a primeira líder da Nação. Faça jus a isso, Patrícia. Ou você e seus aliados serão lembrados por isso pelo resto da vida.

E lembre-se: você não se reelegerá como vereadora apenas com os votos da turma da bocha.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

So what?

Como a paciência está esgotada para escrever o top ten, ou até mesmo discorrer em alguns assuntos, vou brincar de advogado do cara lá de baixo, e vocês respondam, discutam, ou façam o que bem entender.

Pergunta 1: Por que esse time corre tão errado? O técnico - ou aquilo que está lá - orienta errado, ou eles são burros mesmo?

Pergunta 2: Como Rogério conseguiu ser técnico de seleção brasileira? Será que o nosso presidente tricolor olhou nessa parte do currículo, e aí sim fechou a contratação?

Pergunta 3: Quem será o próximo jogador que vamos não contratar?

Pergunta 4: Posso vaiar? Ou aquele grupo de torcedores contratados vai me bater?

Pergunta 5: A piscina tá limpa. O Cielo virá ao clube na mesma frequência do Adriano. E o futebol, presidenta? Ah, me desculpe, esqueci que quem manda é seu marido.

Pergunta 6: Presidenta, na sua plataforma estava previsto destruir o time que foi campeão brasileiro ano passado? Ou a senhora - digo, seu marido - está se lixando pro futebol?

Pergunta 7: Isso aqui é Flamengo. Dá pra dar outro nome pra esse conselhinho? A senhora pensa que está brincando numa casinha de bonecas?

Pergunta 8: A senhora sabe o que significa brincar com a paciência da torcida? Entende o que o futebol significa para o Flamengo? Essa eu respondo. Não e Não.

Pergunta 9: Por que a senhora FECHOU o Gease?

Pergunta 10: A senhora repitirá a postura que teve pra fechar o Gease com as Embaixadas Rubro-Negras?

Pergunta 11: Por que a senhora não vaza logo, e leva seu marido tricolor? Faz esse bem pro clube.

E nada mais digo.

Flamengo x Florminense


Comente aqui o jogo.

Com a palavra, Delair

Recebi do amigo Mário Cruz a carta enviada pelo ex-presidente Delair à nossa presidência, com a alternativa de publicar ou não.

Segue o texto, para apreciação de todos:

Rio de Janeiro, 24 de maio de 2010.

Prezada Presidente
Patrícia Amorim

Ao completar 5 meses de seu mandato como Presidente do CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO, sinto-me na obrigação como ex-dirigente trazer ao questionamento alguns pontos que entendo merecerem uma atenção especial da sua gestão. Solicitando que as minhas colocações sejam entendidas como uma colaboração e não com caráter político, até porque estamos bem distante de período eleitoral.
Primeiramente deixo claro que sempre me coloquei à disposição para orientar a nova administração em todas as dúvidas que houvessem sobre iniciativas na minha interinidade ou na gestão do Presidente Marcio Braga, que pudessem de alguma forma colaborar com o seu mandato.
Quanto as minhas preocupações, elas são as seguintes:
a) Futebol: reconhecidamente o departamento de futebol carece de uma reestruturação de conceito e de gestão, o que não pode ser feito de maneira amadora e sem um profundo planejamento. Porém, conseguimos durante o ano de 2009, estabelecer um comando e um firme apoio à comissão técnica que resultou na conquista do Pentra-Tri Carioca, do Campeonato Brasileiro(Hexa) que não conquistávamos há 17 anos e por conseqüência uma vaga na Libertadores das Américas, isto dentro de uma crise financeira sem precedentes na história do clube. Hoje, o que podemos constatar, é que já perdemos o Campeonato Carioca/2010 e estamos fora da Taça Libertadores, porém o que mais me preocupa é a falta de uma definição de comando no futebol, a principal razão da paixão dos Rubro-negros. A estrutura vitoriosa em 2009, foi quase que completamente desmontada e a nossa Nação reclama para que medidas sejam implementadas visando a retomada das conquistas.
b) Controle Orçamentário: creio ser unanimidade a reclamação da falta desta ferramenta na administração do clube e por esta razão elaboramos um projeto de um Controle Orçamentário por Empenho, com subsídios baseados nos controles dos coirmãos São Paulo e Pinheiros, o que demandou mais de 100horas de reuniões até chegarmos a um modelo que atendesse ao FLAMENGO e assim, pela primeira vez o Clube poderia ter seu orçamento confeccionado e controlado de forma profissional. Definido o modelo de controle, ele foi aprovado por unanimidade em umas das últimas reuniões do Conselho de Administração para ser implantado já neste exercício de 2010, o que segundo informações não está acontecendo.
c) Auditoria nos Licenciamentos: relembro que nos exercícios anteriores até 2008, os valores recebidos na verba de licenciamentos concedidos pela marca Flamengo, eram menores que R$ 300mil, e com a implantação de uma diretoria de controle usando métodos de auditagem previstos nos contratos, conseguimos elevar substancialmente estes valores, com projeção de alcançarmos em 2010 a soma aproximada de R$2,5milhões. Também por informações e pelo diretor responsável na gestão anterior, sou sabedor que todo o trabalho foi paralisado, o que significa retrocesso com sérias perdas.



d) Embaixadas Rubro-Negras: este projeto conta atualmente com 34 Embaixadas localizadas em diversos estados brasileiros e também no exterior, objetivando uma grande interatividade do Flamengo com a Nação Rubro-Negra e, temos outras 130 no aguardo de nomeações. Este projeto é único em nosso país e continuado, poderá subsidiar elementos para qualquer futura campanha junto à Nação. Informações me dão conta de que este trabalho está paralisado por falta de continuidade.
e) CT – Centro de Treinamento: motivado pelas dificuldades que o nosso Clube tem para a execução de um projeto para o Centro de Treinamento, iniciei entendimentos com o Governo Chinês visando uma parceria. A primeira reunião aconteceu em 10.04.09, quando da visita à Gávea do Ministro de Esportes da China que chefiava uma comitiva por intermediação do Ministro dos Esportes Orlando Silva. Os entendimentos prosseguiram com outras reuniões em Brasília no M. Esportes e no M. das Relações Exteriores com a Ministra Vera Cyntia. Deixamos uma oportunidade concreta para que o Flamengo conseguisse a realização deste sonho, dando-lhe inclusive publicamente, ciência no momento de sua posse. Por informações tenho conhecimento que todo este processo não teve prosseguimento.

Presidente, os relatos acima me deixam preocupado, pois no período em que estive interinamente na presidência do Clube, trabalhei intensamente para que pudesse preparar o FLAMENGO de maneira que o futuro mandatário tivesse mais tranqüilidade e facilidade para desenvolver uma administração de sucesso. Entendo também que a sua gestão, ainda tem o tempo a seu favor para dentro de uma união de todas as correntes, não deixar que haja um retrocesso em todos esses avanços.


Delair Dumbrosck

c/c. Presidências de Poderes
Grandes Beneméritos.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O Menino e a Mãe do Menino do Flamengo

José Eustáquio Cardoso

Seria apenas mais um desses jogos chochos com que o Flamengo sempre teima em nos brindar a cada início de campeonato, quando perde pontos a serem chorados mais adiante, ao empatar com Barueris (ou que outro nome tenham), Santo Andrés, Avaís e quejandas mediocridades. Seria apenas mais uma entediante, se não enervante, partida para nos matar de raiva e frustração até os minutos finais, com jogadas bisonhas e erros de cruzamento e cada jogador, salvo uma ou outra honrosa exceção, falhando em passes e não conseguindo tão simplesmente vazar uma defesa menos que razoável e acertar as redes adversárias com um chute ou uma cabeçada, a obstinadamente dirigirem a bola para a linha de fundo. Seria apenas mais um embate feito duro pelo nivelamento por baixo a que nosso time se deixa submeter, com dois chorados golzinhos de alívio apenas lá pelos quarenta e tantos do segundo tempo. Ufa!

Mas não: o destino se insinuou por entre todas aquelas pernas e carrancas para desbrotar num sorriso branco de menino negro e feliz e certamente pobre e nas lágrimas de emoção de uma mãe jovem e sofrida.

Desde o início se sabia que no banco se sentava um tal (pelo menos para mim, que nunca lhe ouvira o nome) Diego Maurício. Quem era Diego Maurício? O repórter esclarecia: – Um garoto dos juniores a quem nosso querido Rogério resolvera promover e dar a primeira chance. – Era bom? – Não se sabia ao certo, o repórter apenas informava que se vinha destacando como atacante em sua categoria.

E eis que já pela segunda metade do tempo final se anuncia que Bruno Mezenga sairia. Eu me perguntei somente, ainda que com o devido respeito a quem quer que vista o manto sagrado: – Uai, e ele entrou? – Pois é, Bruno sairia e quem entraria em seu lugar? Ninguém menos que Diego Maurício, um garoto musculoso de porte e semblante a me lembrarem Cláudio Adão.

Diego entrou, e de repente o câmera viu a própria atenção atraída para um certo movimento na chamada geral vip, se meus olhos não me enganaram. Que movimento inusitado era aquele? A câmera mostrou: uma mulher jovem e negra, igualmente trajando a camisa rubro-negra que sempre me estremece, exibia seu sorriso branco e esticava uma faixa em que se via, bem ao centro, o escudo de nossa paixão. E embaixo? Algo havia, não consegui ver senão que se trataria de uma inscrição. Um nome, certamente. Que nome? Ora, o câmera teve o faro e a intuição: era a mãe de nosso herói, a querer ostentar ao mundo o nome de seu rebento e a própria felicidade de vê-lo jogar no Flamengo, de vê-lo desfilar em pleno gramado do Maraca envergando as cores honradas, eternizadas e gritadas ao mundo por Zico, por Dida, por Domingos da Guia, por Zizinho, por Júnior, por Leandro, por Pet... e quantos mais?... A mãe sorria e dançava, aos olhares cúmplices de quantos a rodeavam e se emocionavam com sua simples alegria.

O jogo ainda se arrastava num irritante empate e já estaria pelos quarenta e três do segundo tempo. E eis que Juan acerta aquela bola de primeira, num feliz arremesso encobrindo o goleiro rumo à rede. Pronto, tudo indicava que já ganharíamos.

Mas o destino ainda passeava inobservado pela grama e pelas pernas fortes do garoto. E ei-lo lançado pela entrada da área, e ei-lo a invadi-la protegendo a bola de um zagueiro desesperado, e ei-lo finalmente derrubado pelo último recurso de um adversário já derrotado. É pênalti! E quem o cavou, no melhor sentido e direção? Ora, que pergunta! Diego Maurício, cujos olhos, desse momento em diante só fizeram marejar: era dele também a felicidade de sua mãe e de toda a galera. Diego Maurício, o predestinado.

Eu queria que ele cobrasse o pênalti, torci por isso. Mas convim em que seria arriscado para o menino, um simples menino já com a imensa responsabilidade de honrar aquela camisa. Vágner Love bateu, e foi o que se viu: 3 a 1 para nós, primeira vitória no Brasileiro. Não foi Diego Maurício quem fez o gol, não foi seu pé que empurrou a bola para a rede, mas que ninguém duvide: foi a sua alegria, a sua realização de menino, a sua emoção, a sua já lacrimosa felicidade que residiu por instantes no pé direito de Love.

O jogo acabou, e eis novamente Diego Maurício, engasgado e falando com o repórter, mas não conseguindo dissimular sua ânsia de encontrar um rosto no meio da torcida. Finalmente, os olhares se cruzaram, e eu próprio me arrepiei de emoção. E aquela negra linda brotou de entre tantos rostos, e seu próprio rosto brotou de entre tantas lágrimas:

– É o meu filho, é o meu garoto! – exclamava. – Eu não tinha nem dinheiro pra passagem pra levá-lo aos treinos – chorava mais ainda.

Um nó se avolumou em minha garganta. Aquela mulher sofrida chorava, naquele momento, a esperança e a alegria irrealizada de tantos pais e mães que não lhe puderam ter a mesma felicidade. A felicidade pela qual eu próprio daria tudo que tivesse. A felicidade de ver o próprio garoto jogando no Mengão, porra! Quantas reticências deveriam ser apostas a esta exclamação? Juro que eu senti o Diego Maurício como se fosse meu próprio filho. E como pai, que me restava fazer? Não aguentei, chorei também. E algo me diz, finalmente, que aquela energia benfazeja de olhares felizes e cruzados não pode ter sido em vão.

– Diego querido, que mal começas a caminhada, eu não sei que peripécias ainda te reservam as tantas voltas que o mundo dá e as tantas linhas tortas por onde verte a escrita divina. Mas, seja o que for, aconteça o que acontecer, do caminho e das batidas do meu coração rubro-negro não sairás nunca, meu garoto! Eu nunca esquecerei teu sorriso de menino e as santas lágrimas de tua mãe, igualmente tão menina. Que Deus abençoe a ambos.

Niterói, 23/5/2010

Alfarrábios do Melo

Olá, saudações rubro-negras a todos. Como bom torcedor flamengo, já penso no heptacampeonato brasileiro. No entanto, em função da reformulação que se aproxima (o Adriano já está indo embora) e principalmente pelo calendário bizarro que vai parar o Brasileiro para a Copa do Mundo, é impossível mobilizar-se completamente para esses joguinhos aperitivos, que vão mesmo servir, ao que parece, para mostrar o valor de alguns garotos da base, como o Diego Maurício, que mostrou serviço na estréia.

De qualquer forma, não é disso que tratarei nessa e nas próximas semanas. Uma vez que a Copa do Mundo está chegando, e irá monopolizar a cobertura e as atenções de todos nos dias vindouros, preparei uma série com as participações de heróis flamengos nas edições dos Mundiais, desde 1930. Espero que gostem. Boa leitura.

O Flamengo nas Copas – Parte 1

1930 – A Tardia Descoberta de Moderato

1930. A preparação brasileira para a primeira Copa do Mundo da história já se inicia da pior forma possível. Ocorre que a CBD (a Confederação da época, precursora da atual CBF) não aceitou a “sugestão” da APEA (a Federação Paulista de Futebol da época), que queria indicar um de seus membros para a comissão técnica. Em retaliação, a APEA negou-se a fornecer qualquer jogador paulista para a Seleção, que assim foi formada por 23 jogadores cariocas e apenas um paulista (Araken, que estava em litígio com o Santos). O Flamengo contribuiu com dois nomes, o médio Benevenuto e o atacante Moderato.

Benevenuto foi um dos heróis da espetacular conquista do Carioca de 1927 (o ano em que as camisas jogaram sozinhas, link aqui). Um dos grandes nomes flamengos da década de 1920 (estava no clube desde 1923), voltava ao rubro-negro após rápida passagem pelo Atlético-MG. Mas, diante da fase exuberante do vascaíno Fausto (a Maravilha Negra) não teria chances de atuar na Copa (anos mais tarde, o próprio Fausto exibiria seu futebol refinado no Flamengo).

Já a história do atacante Moderato é diferente. Atuando no Flamengo também desde 1923, este gaúcho extremamente aguerrido logo caiu nas graças da torcida, participando ativamente das conquistas de 1925 e principalmente 1927, quando, num ato de extremo heroísmo, atuou na partida decisiva ainda convalescendo de uma cirurgia de apendicite (detalhes no link acima). Mas Moderato já havia perdido boa parte de seu vigor, e decidira encerrar a carreira após a Copa.

Enfraquecida, a Seleção não atua bem contra a Iugoslávia, e acaba derrotada (1-2). Sem uma preparação física adequada, os jogadores sucumbem ao pesado frio do inverno uruguaio. Se bem que, segundo algumas testemunhas daquela partida, não só de frio os brasileiros teriam tremido...

De qualquer forma, a derrota para os iugoslavos faz com que a Seleção, já eliminada para a partida final contra a Bolívia, seja bastante modificada. Somente a linha média é integralmente mantida. A defesa, muito criticada, e principalmente o ataque são totalmente reformulados para a partida final. Ao todo, são seis alterações na equipe, em que somente Fausto e o atacante tricolor Preguinho agradaram.

Moderato é um dos beneficiados com as mudanças. Entra no lugar do opaco atacante Teófilo, do São Cristóvão. E se torna a grande figura da partida contra a Bolívia. Sua entrada dá mais agressividade e movimentação ao time, em que pese a fragilidade do adversário. Marca dois gols na goleada por 4-0 (Preguinho, que realmente vivia grande fase, completou o placar), que faz com que a Seleção se despeça da Copa de forma honrosa. Muita gente chegou a afirmar que, se Moderato estivesse em campo contra os iugoslavos, as chances de vitória brasileira teriam aumentado bastante.

Mas nem tudo foram lamentos. A torcida paulista havia se mobilizado vivamente para acompanhar a Copa e torcer... contra a Seleção, a ponto de soltar fogos e comemorar a eliminação do “scratch carioca”.

Enfim, ao final do Mundial, Moderato, como havia anunciado, encerrou a carreira e Benevenuto ainda atuou no Flamengo até o final do ano, sendo a seguir negociado.

1934 – O Caos

1934. O Flamengo vive o mais prolongado e pior inferno astral de sua história. Indefinido entre manter-se no anacrônico amadorismo ou aderir ao profissionalismo, esfacelado em diversas correntes políticas, que viviam brigando entre si (a ponto de dois presidentes renunciarem no mesmo ano), o clube vai empilhando participações ridículas nos campeonatos que disputa, chegando a amargar um jejum que duraria DOZE anos. Além disso, sem dinheiro, não tem mais como manter a sede na Rua Paysandu, que é devolvida à Família Guinle (ao menos ganha o direito de uso de um terreno no longínquo bairro da Gávea, em 1931). Como se não bastasse, perde seu maior ídolo, o goleador Nonô, que morre vítima de tuberculose. Definitivamente, é a chamada “década maldita”.

Num cenário desses, não é de se admirar que, dos 17 jogadores convocados pelo treinador Luiz Vinhaes (campeão carioca por São Cristóvão e Bangu), nenhum jogador pertença ao Flamengo. E isso diante de mais uma cisão (dessa vez uma briga entre profissionais e amadores), onde a Seleção novamente não é representada por todos os seus melhores jogadores.

De qualquer forma, a preparação da Seleção para a Copa de 1934 conseguiu ser ainda mais caótica do que no Mundial anterior, com jogadores viajando de navio, praticamente sem treinar, e desembarcando muito acima do peso (houve caso de jogador com nove quilos acima do ideal). Num cenário desses, a Seleção foi presa fácil para a forte Espanha (à época um dos melhores times do mundo), sofrendo três gols ainda no primeiro tempo (derrota por 1-3). Destaque apenas para Leônidas, que a CBD contratou a peso de ouro, tirando-o do Vasco. Como curiosidade, a campeã acabaria sendo a Itália, após as “carinhosas” palavras de Mussolini ao seu treinador (“é importante que a Itália vença esta Copa, até pela sua segurança pessoal”). Depois reclamam da pressão no futebol de hoje em dia...

Assim se resume a pálida participação flamenga nas duas primeiras Copas. Mas, dali a quatro anos, o quadro iria se modificar radicalmente. Em 1938, o Flamengo, já sob a gestão de um dos maiores presidentes de sua história, estaria sob forte reestruturação, que a recolocaria no papel de protagonista do futebol nacional.

E, de quebra, ainda veria um dos maiores times de sua história.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Ele veio, viu e venceu



Já faz mais de um ano em que escrevi um texto lamentando os problemas que Adriano sofria. Na ocasião, o Imperador deixava de jogar para se recuperar dos problemas pessoais. Era triste ver um dos cinco melhores do mundo abrir mão da carreira dessa forma. Fechava o texto desejando boa sorte ao nosso camisa 10 e dizendo que quando ele se recuperasse que voltasse para a sua casa. Segue um lembrete:

Então que pare e reprense sua vida, Adriano. E se quiser voltar pra sua verdadeira casa e pra sua verdadeira torcida que seja com a cabeça no lugar e pronto para o lugar e para a paz que você merece e, principalmente, para o papel de craque que você é.

E olho agora a inevitável saída do imperador e percebo que os meus votos continuam os mesmos. Não guardo rancor dele, mesmo pedindo sua saída desde aquele lamentável episódio da bolha quando Adriano revelou que sua cabeça ainda não estava no lugar. Não gostaria que permanecesse, mas não me sinto alegre com sua saída. A verdade é que assim como Adriano precisa se manter no topo após se reerguer, o Flamengo precisa aprender a viver sem ele.

Para muitas pessoas, a saída do nosso principal atacante é indiferente. Discordo. Torço e torcerei muito por Adriano. A raiva que gerou nas últimas semanas tem a ver com o nosso amor pelo rubro-negro, porque ele representa um pedaço dessa instituição. Um pedaço que poderia ser o melhor do mundo, mas algumas vezes se perdeu no caminho. Adriano é quase uma metáfora do que é o Flamengo hoje. E tão incrível quanto o seu potencial, é a frustração pelo seu desperdício.

Por isso, torça... Torça muito para que o Imperador volte para a Itália para o posto que foi seu. Porque mais do que torcer por Adriano, saiba que o sucesso dele também é um pedaço de sucesso para o Flamengo. As vitórias do Imperador sempre serão também um pouco nossas, assim como suas derrotas. E esteja ele onde estiver, não lembre de bolhas, peso e outros episódios lamentáveis. Lembre do cara que voltou da Itália, abriu mão de milhões para ouvir a torcida cantar que só quer se orgulhar de ter a consciencia que o pobre tem o seu lugar. Adriano teve seus erros, mas voltou também pela gente e para nos ajudar a conquistar um título que muito flamenguista nem sabia mais como era. Então Adriano voltou para ajudar a gente lembrar do que é o Flamengo ou, pelo menos, do que podemos ser.

Por isso tudo, não agradeça sua saída. Não agradeça ao Roma. Agradeça a Adriano. Porque dizer obrigado para o Imperador é agradecer também ao Flamengo, que segue imenso sem ele, mas segue também com ele.

Obrigado, Scooby-Doo. E boa sorte na Itália. Mostre para os italianos do que o Flamengo é feito. Vai pra cima deles!



http://twitter.com/tcordeiro

http://www.interney.net/blogs/15minutos/

domingo, 23 de maio de 2010

Foto em foco


Créditos: Celso Pupo, do nosso parceiro Blog Fim de Jogo


Como avisei antes, hoje não teremos o Top Ten, pois não tive como ver o jogo.

Meus agradecimentos aos amigos Celso Puppo e Cris Dissat, que nos forneceram as fotos para nossa nova coluna.

E nada mais digo.

Flamengo x prudente

Comente aqui o jogo.

p.s.: Hoje não teremos o Top Ten. Como disse no twitter, estarei num show de blues, e não terei a chance de ver o Fuderosão em campo.

E nada mais digo

sábado, 22 de maio de 2010

Consórcio Rubronegro

por Victor Esteves, direto do Buteco do Flamengo

O tema planejado deste comentário era a palhaçada de achar que na Libertadores pode tudo na arbitragem. Uma coisa é “deixar o jogo correr”, outra coisa é permitir que o striptease de camisa dentro da área não seja pênalti nunca. Mas os assuntos evoluíram e eu acabei juntando várias ideias que foram sendo publicadas por aí.

Uma delas dizia que o Flamengo devia ser povoado de jogadores que torcessem pro Flamengo. No atual estágio de profissionalismo do futebol internacional, isso só poderia acontecer no Brasil se houvesse uma mobilização muito grande. Tanto do ponto de vista financeiro como do ponto de vista de gestão. O tal executivo remunerado que tanto se fala e de quem ainda não se conhece o nome, precisava ser o gestor de uma máquina esportiva e de marketing. O Flamengo é tangível, tem um time, podia ter outros, tem consumidores entre todas as camadas sociais do país, gente que mora fora do país e acompanha a campanha. Imagine que todas as receitas do clube fossem escancaradamente publicadas, e os gastos conhecidos. Esse modelo de gestão pode ser sim uma S.A., mas em que os acionistas fossem os torcedores, que teriam um papel virtual com o valor original aplicado. Com a capitalização, os gestores organizariam um consórcio de jogadores, que ganhariam estas ações por serem do elenco. Toda sua remuneração devida pelo clube viria da remuneração destas ações. Dividendos anuais para acionistas proprietários e mensais para sócios jogadores.

A marca do Flamengo tem um valor incomensurável. Não pode ser vendida nem retalhada. Assim, a marca sempre será do clube, e a empresa criada para administrar o futebol do Flamengo independente do Clube de Regatas do Flamengo terá a concessão da marca enquanto for conveniente para o clube. Esse patrimônio é eterno. As regras de saída podem ser escritas no estatuto da SA a ser desenvolvida como pessoa jurídica.

Outra ideia que surgiu nos blogs foi de que a formação de jogadores de base estivesse umbelicalmente ligada à esta estrutura administrativa. Os empresários são benvindos para fazer negócios, mas os direitos sobre o jogador são originalmente do clube formador, através da sua SA. Até quando, a legislação do país vai dizer. Mas com um modelo eficiente de treinamento e desenvolvimento dos atletas, não só o time principal será reforçado de tempos em tempos, como alguns jogadores serão exportados regularmente, gerando receita e dando experiência a estes atletas, que podem continuar dando receita ao clube em transferências futuras.

A convivência entre Comissão Técnica e jogadores, em um esquema profissional e organizado como esse tem que ser baseada na transparência total. Jogadores tem horários de trabalho e devem cumpri-los. A equipe deve passar pelo menos 8 horas diárias juntas. Exercícios físicos coletivos, trabalhos individualizados com atletas que precisem, almoço juntos, exibição de todas as partidas jogadas e dos próximos adversários, em grupo…

Pode parecer uma utopia, mas as empresas brasileiras estão entre as mais bem sucedidas do mundo. Se um cidadão com 10 reais puder comprar uma ação do SA MENGÃO e participar deste esforço transparente de construção do plano estratégico que objetiva levar o Flamengo à hegemonia do futebol mundial, teremos um objetivo transnacional, e um time que eu espero que jogue o fino do futebol.

Sra Presidenta. Pode ser que eu e muita gente tenhamos sido muito duros com quem assumiu o Flamengo com tanta intenção bonita. Estávamos em competição, e não ganhamos nada. Deve ser difícil pegar um time campeão brasileiro e planejar o seu futuro com tanta coisa acontecendo fora do campo e dentro do clube. Mas a hora é essa. É só juntar as pessoas certas e colocar para trabalhar. Alguém disse em um comentário : É hora de transição e mudança. Faça a coisa certa, em homenagem a esta imensa legião de jovens que decidiram torcer pelo Flamengo.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat

Hora de olhar pra frente

O Flamengo esteve em três das últimas quatro Libertadores - um avanço em relação aos deprimentes anos anteriores. Ganhar e perder é do jogo, e em todas estas oportunidades o time esteve bem próximo de conseguir ao menos avançar mais uma fase. Em 2007, foi assaltado pelo juiz em pleno Maracanã; em 2008, também teve um pênalti escandaloso não marcado e viu o América fazer três gols basicamente nas únicas três vezes em que conseguiu se aproximar da área rubro-negra em todo o jogo; ontem, jogou melhor que o adversário mesmo em condições extremamente adversas e poderia ter conseguido os dois gols de diferença de que precisava.


Mas, infelizmente, nas três oportunidades, os motivos "de jogo" para as eliminações rubro-negras acabaram ficando em segundo plano. Em todas elas, a impressão que ficou é que fatores extracampo acabaram sendo mais determinantes para o insucesso. Em 2007, os jogadores viajaram ao Uruguai ignorando o Defensor, falando abertamente que a preocupação era com a final estadual contra o Botafogo, e ainda houve uma inacreditável briga entre Juninho e Ney Franco no vestiário; em 2008, o time chegou atrasado ao Maracanã, onde a partida foi precedida por uma animada festinha de despedida para Joel Santana no gramado, diante dos adversários; e este ano, depois de tudo o que aconteceu na temporada - será que vale fazer uma lista? -, o atraso do ônibus de dois anos antes voltou a acontecer e o time entrou em campo no Maracanã sem aquecimento. E fica a impressão de que o Flamengo avançou, mas ainda tem muita coisa por lá sendo empurrada com a barriga que, na hora H, acaba pesando.

Patrícia Amorim se elegeu com a bandeira da moralização, do trabalho sério, da profissionalização da gestão. Porém, sua imagem para boa parte dos torcedores hoje é de uma presidente que cuida da piscina, mas não do futebol. Mas vejam: até onde se sabe, mesmo nos esportes olímpicos a promessa de implantar uma gestão tocada por profissionais remunerados e com metas a cumprir ainda não saiu do papel. Será que o processo está mesmo andando?

É claro que não é trabalho que se faça do dia para a noite. No caso do futebol, ainda foi atrasado pelo conquista do Brasileiro 2009, que criou um clima para que se mantivesse muito do que vinha do ano anterior - por mais que agora a gente possa discutir se isso era correto ou não, foi o que aconteceu. Porém, tudo isso já passou.

Vamos entrar no sexto mês deste mandato. O Estadual acabou, a Libertadores acabou, o técnico do Hexa já não está lá, o Vice-Presidente de Futebol também não, os contratos de boa parte daquele time estão se encerrando - todas as amarras ao trabalho anterior estão sendo finalmente desfeitas e é hora de olhar pra frente. Quem se candidata a presidente do Flamengo deve saber no que está se metendo e as desculpas para a nova gestão não mostrar de vez a que veio estão se encerrando. Daqui pra frente, todas as decisões a serem tomadas representarão a cara que Patrícia Amorim quer dar ao seu Flamengo.

A presidente declarou hoje que ainda esta semana (hoje? amanhã? domingo?) será anunciado o novo Departamento de Futebol do Flamengo - e eu fico muito curioso para saber o que vem por aí. Que Patrícia Amorim tenha coragem, aja como a estadista que seu cargo demanda, se cerque das pessoas certas e realmente se guie agora por suas promessas de campanha na hora de definir de vez o rumo que dará ao futebol rubro-negro.

Quem sabe, nas próximas oportunidades, a gente possa analisar qualquer vitória ou derrota do Flamengo falando apenas da escalação, do esquema tático, dos chutes, dos passes, das faltas e defesas. Porque ganhar e perder é do jogo. Desde que não seja por conta de ônibus atrasado, briga no vestiário...

• ANDRÉ MONNERAT trabalha com Marketing e Internet e escreve também no SobreFlamengo (sobreflamengo.blogspot.com e twitter.com/sobreflamengo)

A política do atraso

*Por Alexandre Lalas

O Flamengo jogou bem, teve iniciativa, lutou, brigou, ganhou, mas não levou. Podemos reclamar da falha da defesa no gol chileno, da arbitragem frouxa, da falta de sorte, ou do que mais quisermos. Mas o que fica são os 20 minutos iniciais da primeira partida, no Maracanã, quando o time levou dois gols e poderia até ter tomado outros dois, no barato.

Na primeira partida, o Flamengo entrou desconcentrado, despreparado, frio. Entre as diversas explicações, o atraso na chegada ao estádio. A delegação chegou às 18h55, pouco mais de meia hora antes da hora marcada para o jogo começar. Não houve tempo sequer para um aquecimento decente.

Os dirigentes do Flamengo culparam a PM, o trânsito, a chuva e sabe-se Deus mais o quê. O fato é que a delegação chegou atrasada por uma mudança de última hora no planejamento. O hotel em que o time fica concentrado fica na Barra da Tijuca, para quem não conhece, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Normalmente, o ônibus vai pela Linha Amarela, fugindo do trânsito pesado em direção à Zona Sul. Na quinta passada, o itinerário foi alterado de última hora. Por ordem da presidente Patrícia Amorim, a delegação foi até a Gávea. O motivo: buscar a presidente do clube, a ex-nadadora Patrícia Amorim.

Resultado: engarrafamento colossal (c0mo de costume naquele horário e naquele trajeto) e atraso na chegada ao estádio.

Até que ponto pode-se culpar no tal atraso, é mera especulação.

Mas o fato é que a ordem da presidente Patrícia Amorim é carregada de simbolismo. Mostra o despreparo, a falta de compromisso, a mentalidade desta diretoria atual. Atraso na chegada ao estádio, atraso na renovação de contratos, atraso na definição de quem conduzirá o futebol.

O Flamengo está atrasado. E a diretoria parece estar pouco se lixando para isso.

FORA, BRUNO


Se lixa pra torcida.

Mas não se lixa pra soberba.

Jogando na linha dos zagueiros, tomou o gol mais lindo de sua carreira de pegador de pênaltis.

Acabou com a nossa classificação.

Acabou.

Obrigado, Bruno, mas a porta da rua é serventia da casa.

Aprende a respeitar a torcida, aprende a respeitar o Manto que usa.

Vaza. Cansei de você. Cansei.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Os ingredientes para a motivação


*Imagem gentilmente emprestada do Urublog

Primeiro, gordos. Depois, defesa horrível. E agora, o império do colesterol.

Interessante esse método de provocar o adversário. Só faltou mesmo o foguetório na porta do hotel.

O fato é que não podemos depender desse fator motivacional.

O cara que veste o Manto, por si só, já deveria ter motivação extra.

Pois não é um time qualquer.

Não é uma camisa comum.

O Flamengo deve SEMPRE ser maior do que tudo e todos.

Maior do que o achismo individual de alguns, que se acham craques, mas não tem humildade pra reconhecer erros.

Maior do que os adversários, no matter who eles sejam.

Maior do que seus próprios defeitos e problemas.

Maior do que as adversidades de um placar que já começa negativo.

O Flamengo tem que ser mais Flamengo do que nunca.

Assim, alcançaremos nosso objetivo.

Na bola, no braço, no grito.

E aí, Flamengo, o que vai ser?

E nada mais digo.

Nada além de tudo



Não existe dúvida de que hoje à noite a nossa tarefa está muito além da dificuldade. Precisamos vencer por dois gols de diferença contra um adversário com quem jogamos três vezes e nas três vezes fracassamos. O time joga mal, a escalação não é a ideal para a torcida e o técnico e a diretoria... Bom, não é a hora de pensar na lógica.

Porque a lógica fatal e definitiva é que perderemos hoje à noite.

Perderemos sim. Fracassaremos. Acordaremos na sexta-feira pela manhã de ressaca sem o gosto do álcool e irritados sem ter o que fazer. Os jornais chilenos desprezarão nossa história e só Deus sabe o que será do amanhã. Essa é a única lógica irrefutável que os resultados e os profetas da mediocridade tecerão.

Porém, nós sabemos que a lógica é um atleta enganador, que só faz gols em estaduais e só entra para jogar bem quando o jogo já está ganho. Mais do que isso, sabemos que o Flamengo não é lógico.

Sabemos que o Flamengo está aí para tornar o impossível, possível. O rubro-negro tem como marca a superação do improvável. É nossa marca cumprir a sina de demonstrar que nada está escrito se não vivemos. Porque é só nos momentos que existe o Flamengo.

O Flamengo não existe nas dependências da Gávea, não existe em uniformes de futebol. O Flamengo está onde não se vê. Está onde se sente.

Porque o Flamengo já existia antes que eu e você respirássemos pela primeira vez e existirá quando nós suspirarmos no nosso fim. Existirá quando o nada for a única coisa visível. Porque, apesar de todas as suas glórias, o Flamengo é abstratamente nada além de tudo. Ao menos, tudo que importa.

É a pureza do propósito que garante a firmeza da jornada. E não há nada mais puro do que o ser Flamengo.

Porque o Flamengo existe todos os dias para nos lembrar que somos nós que decidimos o nosso rumo. Há o Flamengo para que se saiba que ninguém é mestre de ninguém e que nada está tão alto que não alcancemos. Há o Flamengo para que reafirmemos nossa certeza de que somos senhores dos nossos destinos e capitães das nossas almas.

E se nosso destino é vencer, nossa alma é, definitivamente, rubro-negra. Esta, senhores, é a única certeza imutável em nossas vidas. E só nós entendemos o que significa. Porque só nós acreditamos.

E somente nós importamos nesses momentos.

http://twitter.com/tcordeiro

http://www.interney.net/blogs/15minutos/

Convocação para Flamengo x brasília



Chegamos de novo às finais. E agora, mais do que nunca, o torcedor tem que ser o nosso six man na quadra.

Detalhes do primeiro jogo aqui.

E nada mais digo.

Rumo ao Tri.

Alex do triplex no twitter: http://www.twitter.com/alextriplex

De Olho em 2014: http://deolhoem2014.terra.com.br/blog/curitiba

E nada mais digo: http://enadamaisdigo.blogspot.com

quarta-feira, 19 de maio de 2010


CARTA ABERTA À PRESIDENTE PATRÍCIA AMORIM

Cara Presidente

Não quero ter a leviandade e a irresponsabilidade de acusa-la de qualquer coisa que seja, gratuitamente e sem base em fatos. Na verdade, gostaria de estar usando este espaço para louva-la pelas conquistas e feitos em seus primeiros 5 meses de mandato a serem completados em poucos dias.
Acontece que não consigo encontrar esses feitos e essas conquistas em nenhum espaço, em qualquer site, em qualquer matéria e nem mesmo no site oficial do Flamengo. Minto: a contratação do nadador César Cielo é pública e merece nossos elogios entusiasmados. Fiquei surpreso, no entanto, ao clicar na aba “Palavra do Presidente” no site oficial, e me deparar com uma página em branco.
Sei que a senhora é uma pessoa muitíssimo ocupada, afinal desdobra-se entre a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, sua casa, com seu marido e filhos e a Presidência do Flamengo.
Há metas mínimas, no entanto, que a imensa massa flamenguista espalhada pelo Brasil e pelo mundo afora haverão de cobrar de sua mandatária máxima, que assumiu um compromisso sério e inescapável, quando resolveu absorver a tarefa imensa de conduzir o Clube de Regatas do Flamengo nos três anos de seu mandato.
Portanto, se a senhora me permite, gostaria de obter respostas claras e objetivas para três questões iniciais, entre as inúmeras a que seu cargo lhe há de expor:
1) Quando a senhora pretende preencher o cargo de vice–presidente de futebol para que as decisões estratégicas visando a segurança e o sucesso do desempenho do Flamengo nos torneios de que participa sejam finalmente tomadas?
2) Até que esse vice-presidente assuma, como e o que a senhora fará para manter o nível do time hexa-campeão brasileiro, visto que muitos de nossos principais jogadores estão a dias de terminarem seus contratos com o Flamengo?
3) Que providências a senhora pretende tomar para que o torcedor rubro-negro volte aos estádios, funcione novamente como o 12o. jogador do time, o que ainda não aconteceu desde sua posse e, principalmente, tenha reconhecida a sua imprescindível e primária importância para o sucesso esportivo, financeiro e histórico do Flamengo?
Senhora Presidente, não leva a mal o questionamento direto e, principalmente, concentrado no futebol. A senhora, certamente, não ignora que, para pelo menos 34.950.000 flamenguistas só o que existe é o time de futebol do Flamengo, suas conquistas e taças, seus jogadores e ídolos, os gols inesquecíveis e as vitórias de lavar a alma, principalmente para os mais humildes, que são provavelmente a maioria.
Se me permite a ousadia da sugestão, que tal preencher o espaço da página “Palavra do Presidente”, no site oficial, com estas respostas?
Sucesso em seu mandato e ao nosso Flamengo, sempre.

SRN

Nelson Bata de Oliveira
Sócio Off-Rio 999.583

terça-feira, 18 de maio de 2010

Alfarrábios do Melo

Olá, saudações rubro-negras a todos.

Após a pífia exibição da semana passada, quando mais uma vez em pouco tempo o time mostrou sua capacidade de calar um Maracanã lotado, e uma vez que as especulações sobre uma reformulação no elenco têm sido robustecidas, especialmente diante do fraco desempenho da equipe nestes tempos pós-hexa, ocorreu-me tentar avaliar: qual será a marca desse grupo de jogadores? Como eles serão lembrados daqui a uns dez, quinze anos? É esse exercício que tento fazer aqui.

Em 2005, a cúpula flamenga, cansada de ver a equipe chafurdando no pântano lodoso das sucessivas fugas contra o rebaixamento, resolve alterar o perfil dos jogadores contratados. Ao invés de investir os quase inexistentes recursos em nomes “bons” (???) e baratos (tipo Adrianinho, Marcos Dener, Márcio Guerreiro e quetais), começam a desembarcar na Gávea jogadores com algum histórico em equipes de ponta, ou pelo menos acostumados com o brilho dos holofotes. Em baixa, é verdade (não há dinheiro), mas rodados. Nesse contexto, chegam nomes como Leonardo Moura (ex-Botafogo, Vasco, Fluminense, São Paulo e Palmeiras), Renato (ex-Corinthians), Obina (grande destaque no Brasileiro de 2004), entre outros. No ano seguinte (pão de queijo à parte) a estratégia é repetida, e desembarcam na Gávea Juan (ex-Fluminense e São Paulo), Ronaldo Angelim (eleito o melhor zagueiro do Brasileiro de 2005), o jovem Toró (ex-Fluminense) e o goleiro Bruno (ex-Corinthians e Atlético-MG). Nos anos seguintes, essa seria a base de jogadores que formaria a espinha dorsal da equipe do Flamengo, com algumas idas e vindas (Ibson, Souza, Fábio Luciano, Adriano etc) que não mudariam sua essência.

Os resultados são indiscutíveis e falam por si. O Flamengo deixa de freqüentar a obscura região habitada por mortos-vivos como Brasiliense, Ipatinga, América de Natal e Botafogo, e volta a exercer sua habitual vocação de protagonista no futebol brasileiro. Dois títulos nacionais (entre eles o tão perseguido hexa), um tri estadual (e a conquista da tão almejada hegemonia), além de sucessivas classificações para a Libertadores. Tudo isso poderia fazer com que nomes como Leonardo Moura, Juan, Bruno, Toró e Ronaldo Angelim fossem tratados como heróis, redentores, saudados com uma reverência quase mitológica pela grande nação rubro-negra, certo?

Errado. Todos os supracitados, sem exceção, já foram, estão sendo ou ainda serão fortemente criticados, vaiados, massacrados, até hostilizados. E nem vou entrar aqui na questão da “falta de memória” ou “falta de reconhecimento” do brasileiro, pois não é isso o que quero discutir. Porque esses mesmíssimos heróis, redentores etc, também são os responsáveis por alguns dos maiores vexames da história flamenga. E com dois agravantes: uma repetição bizarra de eventos, e uma sádica capacidade de vivê-los sempre no Maracanã, preferencialmente lotado.

Assim, nos últimos quatro, cinco anos cada torcedor flamengo sempre tem estado exposto a uma alucinante e mortal gangorra, uma roleta-russa que empilha a glória e o escárnio de forma quase simultânea. À arrancada para a Libertadores de 2007 se contrapõe o Cabañas, ao lado do tri estadual se perfila o Resende, vitórias históricas (Fla-Flu com nove, virada no Sport em três minutos, pau no SPFC invicto e arrogante do Muricy etc) e derrotas inesquecíveis (Atlético-MG no jogo do Sambueza, 3-3 Goiás...). Tudo isso com praticamente o mesmo grupo de jogadores. O grupo do hexa.

Esses jogadores não têm perfil de vencedores, haverão de dizer. Talvez, mas como explicar que todo ano eles sempre trazem uma ou duas taças novas para enfeitar a Sala de Troféus da Gávea? Essa turma aí talvez só seja superada (de longe, é verdade) pela Geração Zico em termos de conquistas. Têm medo do Maracanã lotado e tremem, dirão outros. Pode ser, mas este mesmo Maracanã foi fundamental na arrancada de 2007, sempre cheio, sempre ensurdecedor, e sempre vitorioso. Ou no hexa, ou no tri, ou em outras batalhas. São frios e não “estão nem aí”, outros sustentam. Tudo bem, mas como explicar então o choro convulsivo de Leonardo Moura após cada taça conquistada (só procurar no youtube), ou o pranto incontrolável do Bruno após o jogo do Cabañas? Será mesmo que falta brio, falta alma a esses caras?

Enfim, muitas são as teorias. Eu acredito que esse é um perfil inerente à própria tradição flamenga (brilhar na adversidade plena e quedar vítima da lassidão quando sua superioridade é exposta), que de alguma forma esses jogadores absorveram com uma intensidade talvez inédita na história do clube. O fato é que, para um Bruno, um Juan, um Leonardo, o bálsamo das glórias e o açoite humilhante do escárnio sempre caminharão de mãos dadas, arrebatando e maltratando os corações de todos os que soçobram na vã tentativa de tornar racional o estado da arte da emoção que é ser Flamengo.

Concluindo, e quanto à pergunta do início? Afinal de contas, como esses jogadores serão lembrados? Bruno será o herói dos pênaltis, a muralha fundamental do hexa, ou um frangueiro boquirroto? Leonardo Moura será o velocista capaz de destruir defesas ou um omisso pipoqueiro? Juan, guerreiro ou um encrenqueiro folgado? Angelim, o herói do hexa ou um zagueiro meia-boca que teve sorte?

Deixemos a história, sábia como ela, decidir no tempo adequado. Enquanto isso, a mesma história coloca diante desses mesmos heróis-vilões mais uma oportunidade única para que mostrem seu valor, seu brio. O adversário está invicto. Joga em casa. Alçapão. Lotado. Pode até perder. Está com a moral nas alturas. Virtualmente classificado, com a vaga na mão.

É nesse tipo de cenário que o Flamengo costuma ser mais Flamengo.