sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat
Notícias que gostaríamos de ler (?)
Flamengo tenta salvar o ano com Big Brother Mengão
Em coletiva no Auditório Rogério Steinberg, na Gávea, a diretoria do Flamengo finalmente divulgou o projeto ambicioso elaborado pelas diversas comissões formadas para tirar o clube da grave crise que atravessa: trata-se do lançamento do Big Brother Mengão, um misto de reality show com programa de reformulação do elenco que servirá para reduzir o grupo de jogadores e levantar receitas para fechar o orçamento de 2009.
A diretoria de marketing do clube, junto com os executivos do Grupo Bandeirantes, esperam ainda conseguir aumentar a arrecadação não só com a venda de publicidade nos intervalos, mas também de merchandising durantes as provas - o que ainda precisa ser negociado com a Nike e a Petrobras, pois os contratos têm certas restrições a esse tipo de ação. O apresentador do programa ainda será anunciado, mas são cogitados os nomes de Milton Neves, Neguinho da Beija-Flor e Viviane Araújo.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Erro nº 1 - Ser patrocinado por estatal. Este assunto já está esgotado (tendo sido fartamente discutido neste e em outros blogs na semana passada), mas não pode ser deixado de lado como fator de desestabilização das finanças do Flamengo. Ora, se apenas uma estatal exigiria do Flamengo Certidões Negativas de Débitos, e se o clube não as tem, porque não fugir deste problema insolúvel buscando-se patrocínios privados? Se o patrocínio da Petrobrás ainda fosse dos mais vantajosos... mas não é! Trata-se de uma parceira que paga pouco, especialmente após a última renovação (que para piorar se deu por três anos). Se os valores são baixos hoje, imaginem em 2011? Além do mais, não há sinergia entre as partes, nem ações de marketing, e nem liberdades para exploração de outras partes do uniforme por outras empresas. Enfim, um péssimo negócio. Para o Flamengo, é claro. Para a Petrobrás, é um negócio da China.
Erro nº 2 – Viver de adiantamento de cotas. Trata-se do basicão da administração doméstica, familiar. Não adianta gastar mais do que se arrecada em um mês utilizando-se do expediente do adiantamento de receitas futuras. Uma hora a corda arrebenta, pois esta é uma situação insustentável. E o pior é que, quanto mais a corda estiver no pescoço, mais o clube tenta adiantar receitas longínquas. É bem possível que o Flamengo já tenha adiantado toda a sua cota de TV para o ano de 2009, e não duvidem se houver – ou vier a haver – comprometimento das cotas de 2010. O desespero do curto prazo acaba com o planejamento de longo prazo do clube.
Erro nº 3 – Viver de empréstimos bancários. Esta é uma situação que costuma ser o passo seguinte da “engenharia financeira” quando todas as cotas já foram adiantadas, ou estão bloqueadas. Na própria semana passada, discutiu-se um empréstimo de R$ 10 milhões, possivelmente dando como garantias as cotas da Petrobrás que não foram liberadas. O problema é que instituição financeira não é sinônimo de instituição filantrópica, e estes empréstimos não são feitos nem a fundo perdido, nem a taxas de juros aceitáveis. Principalmente em momento de crise econômica mundial e elevações na taxa básica da economia. Neste exato momento, um servidor público federal (categoria que possui estabilidade no emprego), possuidor de carteira de crédito especial e que solicite um empréstimo consignado (com desconto direto em folha) paga aproximadamente 3,5% de juros ao mês. Isto numa das situações de menor risco possível para um banco! Imaginem quanto um Flamengo, inadimplente e endividado, não paga de juros?
Erro nº 4 – Fechar contratos longos com fornecedores e patrocinadores. Voltamos a uma situação exposta no item 1. Seria minimamente aceitável a redução do valor pago pela Petrobrás sob a justificativa de que a crise econômica inviabilizou a manutenção ou o aumento dos valores pagos anteriormente. Normal, o próprio São Paulo, tricampeão brasileiro, buscava alguma empresa que pagasse nada menos do que R$ 30 milhões/ano, mas o máximo que conseguiu foi renovar com a atual patrocinadora pelos mesmos valores de 2008. A diferença é que o São Paulo, que de bobo nada tem, fechou contrato de um ano. Se a crise for passageira, ou se o clube conseguir resultados mais expressivos que aumentem seu poder de barganha no mercado, ao final de 2009 haverá um novo ciclo de negociações no mercado. E isto poderá aumentar os valores pagos ao clube. Já o Flamengo fechou um contrato ruim e por 3 longos anos. Sabem o que vai acontecer? O mesmíssimo que está acontecendo hoje na relação Fla/Nike: litígio. Daqui a três anos, até clubes de menor exposição nacional, como mineiros e gaúchos, poderão atingir valores semelhantes aos do Flamengo, que se verá desesperado por melhores patrocínios. Daí para uma batalha judicial visando o rompimento unilateral do contrato é um pulo. Escrevam e me cobrem.
Erro nº 5 – Reverter recursos extraordinários em contratações, salários e luvas. Como eu disse aqui na semana passada, infelizmente a prioridade do Flamengo neste momento precisa ser pagar dívidas. Mesmo que em detrimento da formação de um bom elenco, afinal, um bom elenco pode não dar em nada (como não deu no ano passado). Mas o aumento da dívida (reforçado por estas “formações de bons elencos”) vai levar à FALÊNCIA DO FLAMENGO. É isto que nós queremos, afinal? Pela incidência de juros sobre juros, em pouco tempo estes R$ 300 milhões de dívidas se tornam R$ 1 bilhão. E ninguém pode dever valores nestes níveis impunemente. Eu realmente temo pelo dia em que autoridades públicas de fato decidam tomar uma atitude contra o Flamengo. Mas enfim, neste sentido não podemos nos dar ao luxo de, por exemplo, vender um Renato Augusto por R$ 15 milhões e torrar tudo em salários, contratações, direitos econômicos de jogadores, etc. Que me desculpem os puristas, mas clube com a corda no pescoço não tem o direito de pensar em “constituir patrimônio” sem antes cuidar do patrimônio existente ou mesmo pagar a conta de luz e o salário mínimo do funcionário da portaria.
Erro nº 6 – Permitir a deterioração do patrimônio. Fazendo um link com o tópico anterior, segundo reportagem veiculada no diário Lance do dia 21 de fevereiro, além dos direitos econômicos dos jogadores, o Flamengo teria 4 patrimônios: Gávea, Ninho do Urubu, Morro da Viúva e Mansão de São Conrado. Esta última, por já estar penhorada por conta de execuções fiscais, nem avaliada foi. O Ninho do Urubu também está penhorado, mas mesmo nesta condição, e com estrutura precária, foi avaliado em R$ 16 milhões. Como a Gávea não é considerada por alguns juristas como patrimônio do clube (por ser um terreno cedido pela prefeitura para prática esportiva), nossa “jóia patrimonial” seria o Morro da Viúva – complexo de apartamentos em estado caótico mas com excelente localização. Como tudo o que é nosso, o Morro também está penhorado. Em sua avaliação mais recente, ele valeria nada menos do que R$ 64 milhões. Fica a questão: entre deixar um patrimônio como este se desvalorizando jogado às traças, ou quitar dívidas com ele, qual seria a melhor solução? Existe uma possibilidade de arrendamento do Morro da Viúva por tempo determinado (ou seja, depois ele voltaria a ser nosso!) ao Consórcio Plaza, que cobra uma dívida de R$ 36 milhões, mas o senhor presidente do Conselho Fiscal do Flamengo, Leonardo Ribeiro, tem a seguinte opinião a respeito:
“ – Não vamos arcar com esta dívida, que é de responsabilidade total dos dirigentes da época. Se aprovarem (o arrendamento), vai ser prevaricação da atual gestão.”
Neste momento eu me dirijo ao senhor Leonardo Ribeiro: o senhor realmente prefere colocar as picuinhas políticas acima da solvência do Clube de Regatas do Flamengo?
Ps1: A dívida de R$ 36 milhões com o Consórcio Plaza foi contraída pelo senhor Kleber Leite - quem diria! – em 1997, quando ele ainda era presidente do clube e adiantou a quantia de R$ 6 milhões para a construção do malfadado shopping na Gávea. Este nunca saiu do papel. É curioso que o Flamengo dê segundas chances a alguns dirigentes, não acham? E é preocupante como dívidas de R$ 6 milhões multiplicam-se por 6 em uma década. São os juros, expostos no Erro nº 3.
Ps2: Só por curiosidade, o senhor Leonardo Ribeiro é/era o vulgo Capitão Leo, ex-presidente de uma facção organizada do Flamengo?
Erro nº 7 – Agir como clube europeu, comprando descompensadamente o direito econômico de jogadores. Como bem disse Renato Mauricio Prado em uma coluna do jornal O Globo na semana passada, não é curioso que o Flamengo saia “barcelonísticamente” comprando os direitos de todo mundo no mercado? Juan, Souza, Obina, Maxi, Bruno, Toró, Fierro, Aírton... De onde sai este dinheiro? Ou estas operações só serviram – pela milionésima vez – para aumentar a dívida do clube? Segundo consta, o Flamengo deveria quase R$ 6 milhões à Traffic pela aquisição de Fierro, um jogador que até o momento deu ZERO de retorno ao Flamengo. Não questiono a vinda de determinados jogadores, mas sim a forma com que eles são trazidos, e a cara-de-pau de alguns dirigentes de criarem mais dívidas em um clube sufocado pelo próprio vômito. Cabe ressaltar que há anos o São Paulo (sempre ele!) não gasta um tostão com contratação alguma. Ou contrata jogadores em fim de contrato (a custo zero), ou seduz jogadores lesionados (também a custo zero – sem contrato ou por empréstimo) tratando-os em seu centro de excelência em reabilitação física, o Reffis.
Erro nº 8 – Pagar altos salários como forma de se “compensar” os atrasos. Trata-se de uma informação que foi veiculada na coluna “De Prima” do jornal Lance há cerca de duas semanas. Segundo consta, seria um artifício para atrair aqueles que se assustam com a fama de mal pagador do clube. Seria uma espécie de “eu não recebo, mas quando vem, vem bolada”. O problema é que a bolada geralmente só vem alguns anos depois, multiplicada muitas vezes. Ao que eu me lembre, a coluna nem se referia aos salários dos jogadores profissionais, mas sim aos departamentos amadores e administrativos. Não tenho certeza se isto ocorre mesmo nestas áreas, mas dentro do departamento de futebol do clube, não há dúvidas. Alguns dos salários de jogadores do Flamengo são verdadeiros absurdos, e não à toa, nossa folha salarial atingiu níveis sufocantes.
Erro nº 9 – Negligenciar formas alternativas de se obter recursos. No desespero, qualquer tostão vira milhão, e de grão em grão... vocês já sabem. Pois bem, existem várias maneiras de se obter grãos por aí, mas geralmente elas não são ventiladas no Flamengo Um exemplo disso é o mecanismo instituído pela Fifa há alguns anos, de ressarcimento ao clube formador. Corrijam-me se eu estiver errado, mas segundo consta, os clubes por onde um jogador jogou desde os 18 até os 23 anos tem direito a 5% de toda negociação futura envolvendo o atleta. O Flamengo, na condição de um dos maiores celeiros do mundo, tem centenas de jogadores – a maioria desconhecidos – sendo negociados e renegociados por aí. Vira e mexe aparece um Victor Simões da vida, que ninguém lembrava que havia passado pela Gávea. Aliás, o próprio Victor Simões é um exemplo de atleta que já foi até mesmo negociado para o exterior. Será que ganhamos alguma coisa com isto? Outro exemplo é o volante Felipe Melo. Depois de se destacar na Gávea e em seleções de base, perambulou pelo Brasil até ser negociado (pelo Grêmio!) para a Espanha. Mallorca, Racing Santander e Almeria foram seus clubes até que o atleta foi vendido no ano passado para a Fiorentina pela bagatela de R$ 13 milhões de euros! Convocado por Dunga para o último amistoso entre as seleções principais de Brasil e Itália, o jogador foi titular e jogou muito bem. Isto expande ainda mais suas possibilidades de crescimento profissional, uma vez que a Fiorentina ainda não é um clube top da Europa. Resumo da ópera: o rapaz já movimentou MUITO dinheiro, e provavelmente ainda movimentará. Só não ouço falar o quanto o Flamengo se beneficiou no meio disso tudo.
Erro nº 10 – Ser uma casa da mãe Joana. Aí todo mundo sabe do que se trata. No Flamengo, dirigente X diz “pau”, enquanto o Y diz “pedra”. Informações sigilosas vazam para a imprensa, assim como assuntos de administração interna que não dizem respeito a ninguém fora do clube ou do elenco. Caio Junior, ano passado, reclamava semanalmente das fofocas, do vazamento de informações e da proporção que faziam com que tudo ganhasse no clube. Na época, de má vontade com o treinador, achávamos que pudesse ser Caio quem não aguentava a pressão. Mas entra ano, sai ano e continuamos a verificar a recorrência com que estas coisas se dão. E não podemos tirar a razão do ex-treinador. O grande Leonardo, ex-lateral do Flamengo, São Paulo e Milan, já disse que não concorre à presidência enquanto a estrutura administrativa do clube for como é, pois é ela quem permite este sem-número de “aspones” dando pitacos e desestabilizando a diretoria. O Flamengo é assim. Salvo exceções – e elas existem! – o que se vê é que o clube afugenta investidores e dirigentes sérios. Trata-se do mais perverso tipo de seleção adversa que se tem notícia.
Assistamos, pois, à decisão entre Botafogo x Resende do sofá de nossas casas, na esperança de que se repita o ano de 2006 – quando o fracasso no estadual levou a um foco maior na Copa do Brasil.
Um abraço.
Vinicius Paiva – viniciuspaiva1@yahoo.com.br
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Seja na Terra, Seja no Mar (XX)
Marcadores: tirinhas_seja_na_terra
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Há necessidade de reformular. Repensar a forma como é gerido o clube, de um modo geral. Desenvolver, de uma vez, a consciência de que estamos, ainda, a léguas de distância de outros clubes muito mais organizados e estruturados. Essa palavra, estrutura, que causa urticárias em alguns, é a chave.
Também acho que o elenco deve sofrer uma reformulação (os jogadores são os menos responsáveis, mas também o são). Simplesmente porque o clube não tem condições de manter todos esses jogadores. Mal pagos (ou não pagos), não rendem e são execrados. Há ainda os que já esgotaram o “prazo de validade”, acomodaram-se e precisam de novos ares. E há os fracos tecnicamente, mesmo.
Mas é preciso cuidado. Derrotas como a de sábado tendem a ensacar todo mundo em um mesmo balaio de mulambos. A visão entorpecida torna indistinguíveis joio de trigo, branco de preto, e a irresistível vontade de mandar todos ao inferno pode fazer com que se perca jogadores que ainda poderão ser úteis. Então, equilíbrio, principalmente de avaliação, é fundamental.
Recorrendo à história, que é o escopo dessa coluna e costuma ensinar mais do que parece, seguem algumas “avaliações” de torcedores e/ou diretores do clube sobre determinados jogadores. Essas opiniões normalmente surgiam após alguma derrota contundente ou mesmo após uma atuação ruim do time.
Raul: goleiro ultrapassado, velho, cansa de tomar gols fáceis, não pula nas bolas. Pior que o reserva também é fraco. O Flamengo deveria ir atrás de um goleiro.
Leandro: uma avenida. Lento, corre todo torto, não marca direito. E adora uma festinha, um barzinho.
Marinho: esse beque não reúne condições de vestir a camisa do Flamengo. Um dos piores zagueiros que aqui passaram. Caneleiro, “duro”, facilmente envolvido pelos adversários.
Mozer: parece ser bonzinho, mas tem que mostrar mais. Grandão, desengonçado, pelo chão é fraco. Pelo menos ainda é novo.
Júnior: onde já se viu um lateral não marcar? Falha demais, às vezes se desconcentra do jogo. Quando pega um ponta arisco, é um desespero.
Andrade: pipoqueiro, lerdo, fraco na marcação, sem raça. O Vítor marca muito melhor, devia ser o titular.
Adílio: não sabe chutar, não sabe cabecear. Futebol improdutivo, de driblinho e toquinho. Quando alguém encosta e chega junto na marcação, some do jogo.
Tita: desagregador, jogador nocivo ao grupo. Cisca muito pelo lado do campo, não é objetivo. O Flamengo deveria trazer um ponta aberto e negociar essa “maçã podre”.
Nunes: grosso, tosco, pra cada gol que faz perde dez. Nitidamente destoa do resto do time. Pra piorar, também é criador de caso.
Lico: jogador que não fede nem cheira, igual a muitos por aí. Pra que contratar alguém com 30 anos se o Flamengo está cheio de garotos bons de bola?
(Agora, a parte que eu acho mais interessante):
Zico: jogador de Maracanã, pipoqueiro, sempre “amarela” em jogos importantes. Isso quando não está machucado. É o que dá criar esses “jogadores de laboratório”. Na hora que mais se precisa dele, sempre arrebenta um músculo. Até sabe fazer gol, mas já querer compará-lo com o Dida é sacanagem. O Flamengo, com esse rapaz, não vai a lugar nenhum.
Todos esses “comentários” foram publicados, ou ouvidos, ANTES de 1981. Esses 11 jogadores formaram o melhor time da história do clube.
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(até porque nada no Flamengo é confidencial)
Recebi este e-mail ontem. Pela ética que existe - pelo menos aqui isso existe - esperei pela resposta do Luiz para publicar o texto. Não foi surpresa lê-lo no Urublog. Um real tratado sobre a atual - e triste - condição do clube. Mais uma vez, agradeço ao Moraes por me linkar com o autor.
Luiz Hélio Alves*
"O Clube de Regatas do Flamengo vive a era do culto ao caos. Nessa espécie de torre de Babel do esporte nacional, ninguém se entende e o que se vê é uma insana briga praticada por uma escrota política do quanto pior estiver melhor ficará. Para quem? Resposta rápida e fácil: para ninguém. Ao contrário do que pensam esses jênios (com J mesmo) que acreditam estar prestando relevantes serviços ao clube expondo-o a um escarcéu sem fim, tudo isso não passa de uma ação suicida à qual atingirá, de forma definitiva, a todos. Gregos e troianos, rubros e negros, situação e oposição, nada e nem ninguém no CRF escapará ileso do efeito devastador dessa ignóbil forma de disputa de poder que sempre existiu, mas que agora atinge o ápice da sua burrice e intolerância.
Se um dia o Governo, mediante o Ministério Público Federal, resolver fazer uma operação pente-fino no futebol brasileiro, problemas financeiros e outros itens mais escabrosos certamente serão encontrados em todos os clubes e entidades. Eu disse em todos, inclusive naqueles que atualmente posam como exemplos de gestão ilibada e profissional. Mas por que então só vemos esse furdunço todo no Flamengo? Por que só o Flamengo tem o seu clamoroso estado de insolvência escancarado, dia após dia, por toda a imprensa? Por que enquanto os demais clubes (e aqui se excetua apenas o "co-irmão" Vasco da Gama por razões evidentes) procuram tratar as próprias mazelas no anonimato das suas "enfermarias internas", o Flamengo tem as feridas expostas a tantas porradas dos agentes infectantes e que por isso mesmo vive a sangrar constantemente, não sarando nunca? Estão querendo o quê? Que gangrene de vez e se torne realmente incurável? Outro dia, numa entrevista para o programa "Nas Garras do Urubu", da Fla TV, o renomado especialista em marketing esportivo e agora coordenador do Projeto Fla Olímpico, João Henrique Areias, ressaltou achar um absurdo a forma como o Flamengo cuida da sua própria imagem e, pior ainda, de que maneira são tratados os parceiros, empresas que injetam dinheiro no clube.
Por todo o acima exposto, só resta perguntar: afinal, quem são os famosos e malfadados X9, dedos de seta, cabuetas da Gávea ou que por lá rondam? Sim, pois essa cabuetagem toda deve passar longe da assessoria de imprensa, visto que esta por várias vezes é pega de surpresa com as "bombas" estouradas quase diariamente nos veículos de comunicação. Com que propósito, por exemplo, se concede a um jornalista ter acesso exclusivo a documentos sigilosos e de responsabilidade restrita aos membros do Conselho Fiscal? Ou ainda, como pode uma reunião entre comissão técnica, diretoria e atletas, que deveria ter o seu teor resguardado, simplesmente ser dedurada na maior cara de pau como se fosse a coisa mais comum do mundo? O depoimento do capitão Fábio Luciano sintetiza bem o quanto é difícil para um profissional trabalhar no rubro-negro: "Tivemos uma conversa que vazou por uma pessoa que de repente queria criar um clima ruim, mas não teve insatisfação nenhuma na concentração. Nos alegramos porque os salários dos funcionários foram pagos para pessoas que precisam mais". Precisa dizer mais alguma coisa? O fato é que tem neguinho querendo ver o mar pegar fogo para os peixinhos saírem voando.
Camaradas, lugar de repórter é na beira do gramado ou na sala de imprensa durante as coletivas após as atividades do dia e para tratar de assuntos referentes ao futebol. A resposta tinha que ser curta e grossa a um pentelho insistente: amigo, seu jornal, sua rádio ou sua tevê nos doarão dinheiro? Não? Então passe bem! Não se trata de encobrir a verdade e nem de querer passar uma falsa realidade para o sócio, torcedor e público em geral. Problemas todos já sabem existir, só não precisa é expor as coisas de forma tão irresponsável quando muitos assuntos deveriam ser resolvidos (ou ao menos tentado) internamente por quem realmente pode interferir e agir diretamente. Se a questão é querer atingir quem está no poder, é preciso tomar cuidado para o feitiço não virar contra o feiticeiro no caso de haver mudança de grupo no próximo pleito. Na verdade, o que sai arranhada não é a imagem de dirigente A ou B, mas a do próprio Flamengo, maior prejudicado de toda essa esculhambação. E imagem positiva demora a ser recuperada. Vide o Vasco. Seria utopia todas as correntes adversárias esquecerem as picuinhas pessoais e tratarem de formar uma frente realmente ampla e com participação de todos que dizem amar o Flamengo? Não é estranho tanta guerra para gerenciar uma casa quebrada e toda bagunçada? Por que não se faz primeiro um mutirão para arrumá-la, colocá-la em ordem e aí sim, em novembro, voltarem a se estapear eleitoralmente? Sinceramente, é complicado achar que a solução só esteja fora da Gávea como muitos dizem. Tem muita gente boa e decente desejando presidir o Flamengo, mas... "não agora, só quando tudo estiver sanado, com todos os problemas resolvidos". Assim cara pálida, todo mundo quer! Está disposto a ajudar? O momento é esse. E a questão não deve ser tão maniqueísta assim, entre mudar ou não mudar, já que mudança sempre gera esperança e expectativa de melhoria, algo bastante salutar para o fortalecimento democrático da instituição. O problema é sob que aspectos - e a que preço - essa mudança está sendo orquestrada. Será que para se apresentar uma nova proposta de modelo de gestão é preciso trucidar o clube atingindo-o com todo esse fogo muy amigo?
Quanto à piada de mau gosto que foi o jogo do último sábado, o time é o menor dos nossos problemas. Até porque é muito simples resolver isso colocando jogador no banco, dispensando um ou outro que não está rendendo o esperado e até, em último caso, trocar de técnico. Numa hora qualquer as coisas começam a engrenar. O problema é exigir excelência dentro de campo quando fora dele tudo está a mais completa zorra. Analisemos essa cena. Um jogador do Flamengo está no seu quarto durante a concentração para uma partida decisiva de uma semifinal, então começa a ler num famoso e polêmico jornal esportivo uma matéria com depoimento de um conselheiro do clube: "...Houve um terremoto no fundo do mar e as ondas ainda não chegaram à praia onde a turma do futebol e outros setores tomam sol. Vem aí um Tsunami!". Estimulante, não?! Com certeza não faltaram vontade e nem comprometimento, mas será que a cabeça funcionou legal diante de uma situação dessas? O cara imagina que já está sem receber três meses de salários e ainda fica sabendo (pela imprensa, claro) que o bicho vai ficar ainda mais feio. Para explicar melhor esse assunto só mesmo o Dr. Paulo Ribeiro. Fica evidente, pois, que jogadores e técnico têm o mínimo de culpa nesse mais novo vexame. Transformar um time derrotado em vencedor da noite para o dia é até fácil, infelizmente não podemos dizer o mesmo em relação à turbulenta política praticada dentro do clube.
"Continuo ser Flamengo, ser Flamengo é que dá pé. No balanço da moçada, pro inferno quem quiser. Se ganha o Flamengo eu fico contente e compro foguetes para festejar. Se perde o Flamengo o que é que vou fazer? Não queimo a bandeira, não rasgo a carteira porque sei perder. Continuo ser Flamengo...".
(Autor: quem souber favor me informar - Intérprete: Hélio Nascimento). "
*Luiz Hélio é Flamengo, poeta e jornalista.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Sobre o time do Flamengo
Nada traduz mais meu pensamento que essa montagem do site Bola nas Costas:
Saudações Rubronegras
Galera, quem foi ao maracanã ontem e/ou viu pela televisão o jogo FlamengoxResende, teve a impressão que as camisas estavam trocadas. O Resende de vermelho e preto e o Flamengo de Branco. Se eles fossem um time melhor qualidade metia 5x0 fácil, fácil. Era o Resende que partia pro jogo. Era o Resende que tinha o controle da partida. Parecia um jogo de time grande contra time pequeno, invertido os valores. Foi de lascar.
Bem, isso é só pra dizer uma coisa: com esse time vamos pra segunda divisão do brasileiro. Nós temos um time caro com o custo benefício medíocre. Se dependesse de mim ficava uns 3 no máximo. Esse elenco do Flamengo é de aluguel. Neguinho só tá aí porque não tem onde jogar que lhe pague o salário que ganha aqui. A maioria tá naquela base de “eles fingem que me pagam e eu finjo que jogo”. Tudo bem, no Flamengo o mês tem 90 dias, ok. Só que nesses 90 dias eles recebem o dobro do que receberiam em outro clube.
Olhem o caso do Marcelinho Paraíba. Ta doido pra ir embora. Doido. O problema é que só tem mercado aqui no Brasil ganhando menos da metade do atual salário. O empresário dele ta desesperado procurando um clube lá nos canfudós do Judas da Ásia pra coloca-lo lá e até agora... Nada.
Esses jogadores do Flamengo, com raríssimas exceções, não têm caráter, não tem amor, não têm vergonha. Até na pelada da rua se perder para um time mais fraco neguinho fica revoltado, corre mais. No Flamengo isso é normal, vide os seguidos vexames.
Pedir amor pra jogador de futebol hoje em dia é risível. O cara beija a camisa de um clube na parte da manhã e na parte da tarde beija de outro. É só o empresário dele aumentar a proposta em dez merreis. Mas caráter, vergonha, é primordial pra quem tem. Não tá satisfeito? Pede pra sair. Ganha pouco e/ou salário ta atrasado? Procura outro clube. Agora, enquanto tá vestindo à camisa de quem lhes paga, de quem lhes contrata, o mínimo que pode fazer é correr e mostrar empenho. Do jeito que a coisa tá não é mais possível.
Galera, hoje o sonho de qualquer jogador de futebol é jogar no exterior. Quem vai e volta, “tá com o prazo de validade vencido”. Não tem mercado lá. No Flamengo temos 5 exemplos: Juan, Ibson, Marcelinho Paraíba, Zé Roberto e Josiel. Nenhum deles, eu disse NENHUM tem mercado lá fora.. Se tivessem não teriam voltado.
Outra coisa: jogamos no sistema de 3 zagueiros e uma tonelada de cabeças de área com o argumento de que nossos laterais são “alas”. Conversa pra boi dormir. Nós jogamos nesse sistema para cobrir o Fabio Luciano que é um ex-jogador em atividade. Esse rapaz é uma pessoa séria, honesta, líder do time, mas acabou pro futebol. Qualquer atacante que der um tapa na bola em velocidade ganha fácil e sai na cara do gol. E quanto aos nossos “alas” é pra rir... Os dois jogam com o nome. Os dois foram parar na Seleção Brasileira porque jogam no Flamengo. Se saírem... blau...
Alô Departamento de futebol. Refaz o time agora pra dar tempo de entrosar antes do Campeonato Brasileiro. O momento é esse e não venham com esse argumento de que temos contrato e temos que respeitar... Manda embora e coloca na fila pra receber os direitos. Afinal, o Flamengo é mestre nisso...
Manda embora a maioria dessas malas e começa pelo Obina, Max, Fierro, Josiel, Marcelinho Paraíba, Zé Roberto, Thiago Sales, etc. etc.etc.
Que ódio que to hoje galera. Que ódio. Vou dormir os 4 dias pra esquecer essa coisa. Chega de vexame cara. Em pleno maracanã, na nossa casa...Fala sério.
Valeu
Moraes
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Interrompendo minhas férias...
Voltando ao primeiro jogo
Domingo de sol, praia, muita mulher bonita, eu no Rio, Flamengo x Friburguense.
Liguei para Juan, André também no Rio com seu filho Enzo, mais um Flamenguista e futuro pegador, Arthur com suas filhas lindíssimas (ainda bem que não puxaram o pai), meu sobrinho com disposição: Vamos ao jogo? Claro que sim!
Esperava uns 12 mil, foram quase 40 mil. - Esse Flamengo é mesmo uma nação. - Comentei com meu sobrinho ao pagar 30,00 para o cambista num ingresso de geral vip.
Até então, estava curtindo minhas férias. Nem me liguei na pré-temporada, coloquei um substituto no Largado em Guarapari e esqueci da vida.
Ao entrarmos no Maraca e ver a escalação, comecei a tomar o rumo da coisa e perguntei para o Juan:
- Irmão, 4 cabeças de área para jogar contra o friburguense no Maraca? Nem se fosse em Friburgo poderíamos entrar assim!
E Juan, sempre otimista, disse-me que ganharíamos de 4, um gol para cada cabeça de área.
Ganhamos de 1 x 0, sabe-se lá como, com um gol do xará do meu irmão.
De lá pra cá, O que se viu foi sempre um time muito mal escalado, com 3 zagueiros, um amontoado de volantes, sempre ganhando "apertado".
Então, chego a seguinte conclusão: O time está mal escalado, mal arrumado, sem organização. E de quem é a culpa? Do Kleber Leite, claro.
Foi ele quem contratou o maior perdedor do futebol brasileiro: Cuca. Esse, o chorão, o que jamais foi campeão de nada. Esse que perde até no cara ou coroa. Esse que, com 10 minutos de jogo, tira um atacante para botar mais um volante.
O juiz roubou? Sim, e daí? Se entrássemos com um time de verdade, com 10 minutos de jogo estaríamos uns 2 x 0. Será que ninguém percebeu que jogamos contra o Resende?
Desculpe, Tiago, mas não existe azar. Existe competência, coisa que nosso treinador não tem. Mas já estou até vendo a providência de Kleber leite para o brasileiro: Trazer um treinador de Goiás e contratar Bruno Meneghel (irmão da Xuxa?). Com isso seremos campeões.
Ah ainda tem a Taça Rio. É... Pelo menos pegaremos o Vasco. Só falta Cuca perder pra eles também.
Bom carnaval para todos.
Chegando do Maraca
Dar desculpas é sempre um saco. O jogo de hoje tinha tudo pra parecer um jogo de dez anos atrás quando o futebol carioca atingiu o fundo do poço. E pareceu. O time não perdeu por WO, mas até algumas horas antes até dúvida sobre a hora do jogo nós tínhamos. E os salários? Atrasados, sempre. Tem gente que acredita que isso não faz diferente, mas na boa já se cansou de bater nessa tecla.
Vão falar muita coisa do time hoje. Eu sei que não jogávamos tão mal até termos um pênalti inventado e um jogador expulso. Depois da expulsão do capitão, acabou. Virar um jogo com dois a menos? É a era do futebol-força. Põe dois times nivelados fisicamente e tira dois jogadores de um lado e, na melhor das hipóteses, você vai ver o que aconteceu hoje.
Um ou outro jogador pode ser vaiado - as atuações de Léo Moura e Kléberson hoje foram algo de constrangedor - mas no geral o time foi Flamengo em boa parte do jogo. Com nove em campo deram o sangue, foram pra cima e só não empataram porque sobrou azar e um juiz covarde. Como está descrito no link aí no primeiro parágrafo:
Falaram tanto do gol anulado na primeira rodada, encherem tanto o saco por 2 erros a favor do Fla em jogos banais que o sujeito deve ter entrado com medo de ser “mais um” a ajudar o Flamengo. Deu no que deu.
E deu. O grupo é unido e forte - ainda que seja limitado - , os jogadores dão o sangue - ok, nem todos - e, muitos, têm personalidade. Juan e Willians hoje foram a prova disso. O ex-Santo André aliás foi contestado por muitos. Teve gente dizendo que não era jogador do Flamengo e hoje no gol do Josiel era o nome dele que gritavam. O nome do cara que saiu mancando após salvar gol e correu até o fim. Esse é o tipo de dedicação que falta?
Sem dúvida, mas não é dentro de campo que está faltando. Hoje, vi todo mundo correr até a exaustão.
Agora se segura. É crise. Já passou da hora de botar os salários em dia. Aliás, o grande presente dos dirigentes para a torcida poderia ser a segurança de que esse ano não atrasarão mais. Tem como?
Derrotas são sempre ruins? Sempre. Agora, uma derrota desses pode fazer a gente parar e pensar.
No fim do jogo só tinha uma torcida (des)organizada xingando e vaiando. A gente tem que pensar se o Flamengo tem que ser o Flamengo deste ou daquele ou não pode ser um Flamengo forte. Oposição, situação e whatever já passou da hora de todos se unirem em prol dos resultados em campo. Havia quase 30 mil flamenguistas hoje no estádio. Já passou da hora de alguém se importar com eles.
- Capacidade de prometer e não cumprir com os pagamentos: Nota 0.
- Capacidade de gerir o futebol do Flamengo: Nota 0.
- Capacidade de falar, falar, falar e não dizer nada: Nota 10.
- Capacidade de criar vexames graças a falta de salários: Nota 10.
Só espero, honestamente, que não demitam o Cuca, apesar de seus erros. Hoje, erraram todos. Entrar com 2 meses atrasados, e na véspera do jogo, ter a promessa de receber e não receber...aí não há santo que fique calmo. E o reflexo disso foi visto em campo.
Flamengo x Resende
Flamengo fora da TV
Gostaria de saber se alguém sabe o motivo.
O que me motivou a escrever este post foi ver que vários conhecidos meus que moram fora do Rio não terão oportunidade de verem o Flamengo em ação, logo mais às 16h contra o Resende.
Parece que a Band vai de Corinthians x Guaratinguetá, para todo o Brasil.
É de se lamentar, tendo em vista que é de praxe transmitirem ao vivo jogos do campeonato carioca no sábado de carnaval.
OTIMISTA ( HEI DE SER )
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

PAPO DE SEXTA - Luciana Zogaib
Mas amanhã é dia do passo a frente em busca do tri e espero que o Mengão nao mele as fraldas, porque ganhar do Resende é sim obrigação!
Lenga, lenga de salários atrasados, falta de grana, má administração, as histórias não mudam, será que Joana vai ver um filme diferente? Mas agora é a hora da superação, de deixar esses problemas de lado um pouco, porque com títulos as coisas ficam mais fáceis de serem resolvidas.
Para o jogo de amanhã, lamentável a ausência do Angelim, espero que Fabio Luciano não entre numa de ficar levantando bracinho e, quem sabe, Thiago Sales não incorpore o espírito de zagueiro artilheiro, já que nosso anjo negro está mesmo amarrado.
De boa notícia temos a volta de Juanito que entrou no discurso do importante é vencer mesmo que jogando feio. Mas cá entre nós, que tempos hein?? Vamos enfrentar uma equipe pequena, sem tradição alguma, tá certo que não podemos e não devemos menosprezar adversário nenhum, mas assim também já está demais...Eu quero ver Mengão com cara de Mengão sim, eu quero ver títulos, não só carioquinha, quero mais, e Joana vem aí certamente querendo muito mais ainda. Então nação, vamos cobrar, apoiar e esperar que esse time honre o manto e nos leve a tão esperada glória.
Ao Maraca galera, vamos botar o bloco na rua e na quarta-feira recolher as cinzas de um dos dois mortos de fome.
SRN
Bom Carnaval a todos!
Vale a pena relembrar a grande homenagem que o GRES Estácio de Sá fez para o Flamengo no ano de 1995.
O dia em que a Sapucaí se vestiu de vermelho e preto!
É mengo tengo
No meu quengo é só Flamengo
Uh! Tererê
Sou Flamengo até morrer
E que amanhã o Mengão entre em campo e garanta vaga na final da Taça GB.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
D-E-S-M-O-R-A-L-I-Z-A-Ç-Ã-O
É por essas e outras que o futebol do Rio morre um pouco a cada dia.
É por essas e outras que faz alguns anos que NINGUÉM ganha nada em termos de Brasileirão.
Tenho vergonha do futebol do Rio.
Vergonha.
E nada mais digo.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Seja na terra, seja no mar (XIX)
Por mais forte que seja a expressão utilizada no título desta coluna, creio eu que ela sirva para expressar bem os efeitos devastadores que os salários atrasados acarretam na imagem do Flamengo. E após um período de exceção – quando poucas vezes ouvimos falar deste problema ao longo das temporadas 2007 e 2008 – eis que a regra volta a se confirmar. Desde o primeiro dia do ano de 2009 temos que conviver com jogadores que se recusam a se reapresentar e a treinar, e com reuniões entre jogadores e dirigentes em pleno vestiário, onde o assunto principal é a cobrança dos salários devidos.
Basta uma pequena retrospectiva para relembrarmos aquilo que todos nós de fato gostaríamos de esquecer. Foi mais ou menos no ano de 2004 que o Flamengo começou a conviver com uma situação sufocante em termos financeiros: o bloqueio na justiça das cotas da Petrobras, por conta da inexistência das Certidões Negativas de Débito (CNDs) exigidas pela nossa patrocinadora estatal. Cabe aqui um esclarecimento: não é bem a Petrobras que exige as CNDs. Foi um juiz – não sei qual seu nome, qual sua vara ou qual sua especialidade – que querendo defender os interesses da população, exigiu que o Flamengo não estivesse em débito perante o governo para que o próprio governo pudesse repassar seus valores pagos a título de patrocínio. Tornou-se, a partir de então, o ônus de sermos patrocinados por uma estatal.
Em 2005, a situação se agravou. Sem CND durante toda a temporada, nossas cotas de patrocínios ficaram bloqueadas durante o ano inteiro. Não houve jogador que visse a cor do dinheiro naquela temporada, e não há como deixar de se traçar um paralelo destes problemas com os resultados em campo: 2005 foi, para mim, o grande ano a ser esquecido pelo Flamengo. Talvez o pior de nossos 114 anos de história.
Na temporada de 2006, um pequeno “acidente de percurso” mudou nosso destino pelos dois anos seguintes: a conquista da Copa do Brasil. Com participação garantida na Copa Libertadores da América do ano seguinte, o Flamengo passou a ser visto como vitrine para jogadores que, até então, fugiam do clube como o diabo da cruz. A ansiedade, enorme, fez com que fizéssemos mera figuração durante o Campeonato Brasileiro daquele ano. Não sem, é claro, atrasos salariais e coisas do gênero. Basta lembrarmos que Sávio, nosso ex-anjo loiro, voltou à Gávea e nos abandonou meses depois exatamente sob a alegação de que não conseguia conviver com os entreveros financeiros.
Vieram, pois, as temporadas de 2007/2008, e as duas participações consecutivas na Copa Libertadores – independente das frustrações que a torcida teve com os resultados em campo. Fazer parte do principal torneio de clubes do hemisfério sul faz bem às contas de qualquer clube, pois aumenta a exposição, as cotas de televisionamento, o valor e o interesse dos patrocinadores. Além disso, ao contrário do torneio caça-níqueis que é a Copa do Brasil, a Confederação Sul-americana de Futebol paga boas premiações aos participantes de seu principal torneio. Para completar o oásis rubro-negro, o governo federal lançou a Timemania, que parcelaria os débitos dos clubes perante a União, gerando Certidões Negativas de Débito automáticas a todos os clubes participantes da loteria. Nós, na condição de maiores devedores, sorrimos de orelha a orelha.
Eis que, como um trovão, ressoou a tragédia, e na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2008, o Flamengo deixou escapar a vaga para a terceira participação consecutiva na Libertadores. Tudo aquilo exposto no parágrafo anterior virou fumaça. Para piorar, a crise econômica mundial que deprimia o mundo desde o segundo semestre de 2008 rompeu a suposta “blindagem” brasileira e chegou aqui com toda a força. Precisando recorrer até mesmo a empréstimos perante o BNDES, nossa patrocinadora venceu a queda de braço e renegociou para baixo nosso patrocínio (de R$ 16,2 para R$ 14,2 anuais). No entanto, estes valores voltaram a ficar bloqueados na justiça, e os salários tornaram a atrasar. Só que ao contrário de 2006, o Flamengo não possui perspectiva alguma de que a situação financeira possa melhorar até o final do ano.
E da luz, fizeram-se trevas.
Ficam algumas perguntas:
1) Se a Timemania forneceu CNDs para os clubes envolvidos na loteria, porque as cotas da Petrobrás continuam bloqueadas?
2) Vale mesmo a pena renovar com uma patrocinadora estatal – enfrentando todas as problemáticas intrínsecas a este modelo – quando um patrocínio privado não geraria nenhuma destas dores de cabeça, facilitando o pagamento de salários e a recuperação da imagem do Flamengo no mercado?
3) Vale mesmo a pena renovar com uma patrocinadora que não interage com o clube, deixa de promover iniciativas/ações de marketing e que parece ignorar que este ano a parceria Fla-Petrobras simplesmente completa 25 anos – a mais longa do mundo?
4) Vale mesmo a pena renovar com uma patrocinadora que viveu às rusgas com clube nos últimos tempos, e que ofereceu as piores condições de renovação de contrato entre os grandes clubes brasileiros? (Cabe ressaltar que nenhum patrocínio caiu na magnitude do nosso, fazendo com que clubes menores como Palmeiras e Fluminense hoje possuam contratos mais vantajosos)
5) Sob que condições se deu a assinatura deste novo contrato com a Petrobras? As mangas da camisa de futebol estão livres ou continuam sendo de exclusividade da estatal? A Petrobras pode dividir espaço com outras empresas que por ventura se interessem em expor em mangas, calções, meiões ou afins? Existem premiações por títulos ou por desempenho?
6) Por que nada do que se negocia no departamento de marketing do clube vem mais à tona – sob o pretexto de que “cláusulas de confidencialidade” impediriam a divulgação de notícias? Em que pé anda a questão Fla x Nike, que há cerca de duas semanas teve uma audiência na justiça? Aqueles valores negociados com a Olympikus há cerca de um ano continuam de pé? Afinal, o fornecimento de material esportivo pela Olympikus a partir do meio de 2009 continua de pé??
Em nome do bom relacionamento que o blog e o colunista têm com a diretoria do Flamengo, seria de ótimo tom, além de uma enorme gentileza, que estas dúvidas fossem esclarecidas, clareando um pouco o emaranhado de questões que pairam sobre o clube nestes últimos e turbulentos tempos.
Vinicius Paiva – viniciuspaiva1@yahoo.com.br
PS: a revista Fut!, do diário Lance deste sábado enumerou as razões que levaram à soberania do São Paulo Futebol Clube no Brasil. O profissionalismo que se lida com os recursos humanos – jogadores, comissão técnica e funcionários - naquele clube é digno de uma multinacional, e certamente pode ser visto como uma das chaves do sucesso. Foi dito que os salários por lá só atrasaram uma vez, durante o plano Collor, e mesmo assim por coisa de três dias. Este deve ser o pensamento.
Cabe esclarecer que, neste sentido, me agrada saber que o Flamengo não contrairá mais nenhum tipo de dívida em 2009, e que o próprio elenco está fechado para contratações até o fim do ano. É essencial que se tenha de vez em mente que o que entrar de recursos (seja de patrocínios, venda de jogadores ou quaisquer outras excepcionalidades) PRECISA ser destinado EXCLUSIVAMENTE ao pagamento destas dívidas que levam o clube à catastrófica situação financeira atual. Um clube cujos débitos beiram a casa dos R$ 300 milhões se encontra à beira da bancarrota. Não podemos permitir que a situação saia do controle, pois quando as dívidas do Flamengo beirarem a casa do meio bilhão – quiçá um bilhão! - certamente será tarde demais para agir.

COLUNA DE QUARTA FEIRA João Marcelo Maia
Chutes e pitacos
Diziam que o Flamengo era favorito ao Estadual, por ter mantido sua base. Não é o que vi na primeira fase, a despeito do propalado "100% de aproveitamento". O esquema planejado por Cuca não encaixou, alguns jogadores simplesmente estão abaixo da crítica e o time só venceu a duras penas, salvo um ou outro jogo. Contra o Botafogo, outra apresentação sofrível. Dos quatro grandes, o Flamengo parece o time menos coeso, e mais sujeito a irregularidades. Justamente o que manteve "a base".
Não acho que o Estadual seja a meta do ano, mas me preocupa o resto da temporada. Afinal, o próprio elenco parece estar dando sinais de desgaste, especialmente por conta do atraso de salários. Já antecipamos todas as receitas, e não creio que serão feitas grandes contratações para o Brasileiro. E aí, vamos com a "base", desta vez desmotivada e já cansada de tudo e de todos?
Temo pelo nosso desempenho na reta final da Guanabara. Sem Angelim, Fábio Luciano fica muito exposto, o que agrava sua lentidão nas coberturas. Jônatas prometia ressurgir pela enésima vez, mas parece sucumbir aos seus próprios demônios. É talentoso, tem visão de jogo, mas tem pouca mobilidade e continua marcando mal. Juan vem de contusão séria, Léo Moura virou empresário de funkeiros e no ataque temos a palpitante polêmica: Josiel ou Obina? Valei-me, São Judas Tadeus.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Foi com um misto de surpresa e satisfação que recebi o convite da administração do blog para assinar um texto semanal. Assim, vou tentar dar a minha contribuição a esse espaço, que na minha opinião já se tornou indispensável para quem deseja discutir e absorver assuntos flamengos.
Como muitos blogueiros já comentam sobre aspectos táticos e da estrutura administrativa com muito mais competência do que eu o faria, resolvi procurar, dentro do que rege a missão da FlamengoNet, resgatar alguns momentos históricos importantes do futebol do clube, com um pouco mais de detalhes do que normalmente se obtém quando se pesquisa cada uma dessas conquistas.
Resolvi começar com um título bem especial que já faz 20 anos, aproveitando que estamos em disputa da Taça Guanabara. Convido-os a embarcar nessa viagem, e espero que gostem.
* * *
1989. O Flamengo acabava de ser eliminado do Campeonato Brasileiro de 1988 (que havia sido paralisado para as férias) pelo Grêmio, com um gol de Cuca (é, ele mesmo) em pleno Maracanã. Mas não havia tempo para lamúrias botafoguenses. O treinador, Telê Santana, tinha que preparar o time para a disputa da Taça Guanabara, já dali a duas semanas.
A base da equipe era ainda formada pelos remanescentes do tetra brasileiro de 1987. No gol, Zé Carlos reinava absoluto. As laterais eram ocupadas por Jorginho e Leonardo, ambos com forte índole ofensiva. O seguro zagueiro Aldair, que já começava a chamar a atenção do país (e do exterior) tinha a companhia do garoto Rogério, ótima revelação surgida na base. No meio havia uma vaga em aberto, pois o volante Delacir havia caído em desgraça após ter falhado no gol decisivo contra os gaúchos e seria negociado. Os postulantes a ocupá-la eram o jovem Marquinhos (grande organizador de jogo), e o discutido Paulo Martins (ex-Bahia, de futebol clássico mas cadenciado em excesso). Ailton completava a dupla de volantes, e Zinho (aberto pela esquerda) ajudava a fechar o meio. Zico atuava mais à frente, com o voluntarioso Alcindo pela direita (ajudando a cobrir as subidas de Jorginho) e Bebeto flutuava no ataque. Com as freqüentes ausências do Galinho, o meia-atacante Renato, vindo do América, era praticamente um “12º titular”.
Além do dilema na posição de primeiro volante, Telê ainda não poderia contar, nos primeiros jogos, com Rogério e Leonardo, ambos servindo à seleção sub-20, que disputava o Mundial da categoria. Assim, o treinador teria que recorrer a Zé Carlos II (zagueiro alto, que finalmente teria sua chance) e Paulo César (outro egresso do Bahia, lateral habilidoso, mas lento).
O início não foi muito animador. Empates contra Porto Alegre de Itaperuna e Botafogo (em jogo polêmico, onde o árbitro Luís Carlos Félix encerrou a partida com a bola em disputa na área do Flamengo, o que evidentemente gerou muita choradeira...) e uma vitória pouco convincente contra o América davam a impressão de que a equipe não engrenaria. A ausência de Leonardo era muito sentida, e Zico precisava de alguém com mais mobilidade para ajudá-lo na armação das jogadas de ataque. Telê percebeu isso, e num jogo contra o Bangu resolveu testar uma formação com Zico e Renato jogando juntos, recuando Ailton para a posição de primeiro volante (e sanando assim seu problema). A goleada por 4-2, com o time mais solto, mostrou que a intuição do treinador estava correta. E assim, com essa formação na cabeça, Telê foi ajustando a equipe, que foi passando sem problemas pelos jogos seguintes. O time, que já começava a ser elogiado, parecia pronto para a reta final. Leonardo estava de volta (Rogério também, mas Telê preferiu manter Zé Carlos II, mais entrosado com Aldair), Bebeto e Aldair viviam fase fulgurante, e Zico (sempre indispensável) enfim parecia poder engatar uma seqüência de jogos. O primeiro grande teste da nova formação seria o Fla-Flu.
O Fluminense estava empolgado. Vinha de vitória sobre o Vasco, o que reacendeu suas chances na competição. Se vencesse o clássico, entraria de vez na briga. Mas o Flamengo de Telê já estava embalado. Além dos toques refinados e envolventes, a equipe apresentava um diferencial, uma incrível capacidade de jogar em velocidade. Os contragolpes puxados por Alcindo, Renato, Bebeto e Zinho foram um permanente tormento para a desnorteada defesa tricolor. O Flamengo tinha ânsia de gols, imprimia uma correria alucinada, parecia uma cavalaria em batalha. E assim, quem viu o jogo não se surpreendeu com os assombrosos 4-0 que o time enfiou, com espantosa naturalidade, no adversário. Naquele dia, o Fluminense parecia um desses friburguenses da vida (o final dessa partida é de causar orgasmos). Atordoado com a amassada, o zagueiro tricolor Torres declarou, ao final do jogo, que não agüentava mais ver aquela “gangue de camisas vermelhas e pretas” e torcera praquilo acabar logo.
Antes do jogo final contra o Vasco, o já festejado Flamengo ainda tinha que enfrentar o perigoso Nova Cidade, de Nilópolis, que já havia tirado pontos do próprio bacalhau e do Fluminense. O jogo seria na Gávea, que passou a semana em festa. Mas estrelas do quilate de Zico e Telê já estavam calejadas com o oba-oba, e com impressionante seriedade o time empurrou OITO no atônito adversário. Só Bebeto, no auge da forma, fez quatro. Depois do jogo, Zico, em entrevista a um repórter de campo, soltou: “é, o time trabalhou etc, e tivemos a felicidade de conseguir a vitória de ... ahn... quanto é que foi o jogo mesmo?”
Na última rodada, o Flamengo liderava, um ponto à frente do Botafogo. Mas os chorões venceram o Bangu, e assim o time de Telê entrou em campo com a obrigação de derrotar o bacalhau. Com um empate, haveria jogo extra contra o Botafogo, e a derrota significava a perda do título para General Severiano (a vitória valia dois pontos).
Mas o jogo contra o Vasco não seria fácil. O adversário tinha excelente equipe, com nomes do quilate de Geovani, Bismarck, Mazinho (tetra em 94) e Acácio, entre outros. Todos eles comandados pelo veterano Roberto Dinamite. Para piorar, o bacalhau vinha de uma seqüência de cinco vitórias seguidas sobre os rubro-negros, a chamada “quina” (que o Flamengo devolveria poucos anos depois), motivo de muitas gozações. A torcida vascaína apregoava que iria ao Maracanã ver a “sena”, idéia logo encampada pelo falastrão Eurico Miranda. O volante Zé do Carmo gostava de dizer que enfrentar o Flamengo era “bicho certo”. Enquanto isso, Zico & Cia. trabalhavam em silêncio...
Mesmo com o retrospecto recente amplamente favorável ao Vasco, o Flamengo era considerado favorito absoluto pela imprensa, encantada com o futebol dos comandados de Telê. E o time não decepcionou. Tomou desde o início a iniciativa da partida, sufocou o tempo inteiro, perdeu inúmeras oportunidades (um dos defeitos daquela equipe), e se impôs com tranqüilidade, vencendo por 3-1, numa vitória até bastante fácil, pela importância do jogo. O que chama a atenção é o segundo gol, num contragolpe típico e didático (o passe de Zico é um espetáculo...).
O Flamengo era o campeão da Taça Guanabara de 89. Aliás, bicampeão. E invicto. E a torcida, em êxtase, não deixou passar a oportunidade para tripudiar em cima dos cabisbaixos vascaínos, que deixavam o estádio.
“Ô, ô, ô, a sena acumulou...”
Foi a última volta olímpica de Zico no Maracanã, comemorando título.
Links no youtube:
Botafogo 1-1 Flamengo: http://www.youtube.com/watch?v=UI6BMMXU4oU
Flamengo 3-1 Vasco: http://www.youtube.com/watch?v=uWg_oH9_0FI
CLIMA DE MARACA - Quem não faz, leva.
Com linguagem informal, João Tavares - o Dão - comenta a movimentação dos torcedores antes/durante/depois dos jogos no Maracanã.
Foi tudo muito na correria, saí já atrasado de carro com uma amiga, sem rango e sem ingresso em direção ao que eu imaginava que seria o inferno, aquele tumulto clas
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
3 - Choradeira: Impressionante. Empatamos aos 46 e meio, e menos de 2 minutos depois as crianças babonas já estavam chorando no ouvido do juiz. Deve ser triste ter essa síndrome. Quem sabe isso não vira um estudo científico entre os caras do CNPQ, possibilita um Nobel e acaba sendo referência em hospitais psiquiátricos.
10 - botafogo: NUNCA SERÃO.
Boa semana a todos.
Não há dúvidas de que a atuação da equipe ontem foi muito abaixo do esperado. Se a torcida precisava de uma atuação convincente para acreditar mais nessa equipe terá ainda mais uns dias de angustia pela frente.
No primeiro tempo as deficiências surgiram com maior clareza. Na frente, as poucas jogadas de ataque foram criadas principalmente pelo apoio de Egídio pela esquerda e as chegadas de Jônatas pelo centro. Além disso, não surgiu mais nada. Ataque inoperante.
No meio faltou combate. Havia uma facilidade muito grande do Botafogo nas saídas para o ataque. Prova disso é a forma em que os jogadores foram assistindo à troca de passes que originou o gol adversário. E depois, em pelo menos mais três ataques, a lentidão da defesa Rubro Negra ficou visível. Estava uma “peneira”, era só colocar na corrida que levavam vantagem. Se eu já estava lamentando e muito a saída do Angelin desse time, depois de ontem fiquei desesperado. Todas as jogadas de maior perigo do Botafogo contaram com a lentidão e a falta de posicionamento de nossos zagueiros. Não fossem intervenções providenciais dos jogadores de proteção (Toró e Willians) além da falta de competência do Botafogo, poderíamos falar aqui de uma derrota.
No segundo tempo os mesmos defeitos, apenas um meio campo um pouco mais ativo, um pouco pelo adiantamento dos nossos jogadores, muito pelo recuo do Botafogo que foi nos oferecendo cada vez mais campo para atuar.
Já lá na frente...
Bom, gosto do Obina. É um cara extremamente humilde, sempre atende a galera com atenção, e teve – teve - o seu momento de estrela no Flamengo. Desde então é mais folclore do que jogador. E que me perdoe o “bom baiano”, mas tudo o que escrevo agora é em função de suas atuações e números. Atacante serve para marcar gols. Mesmo aqueles que, como gostam alguns técnicos, são os atacantes de “referência” acabam aparecendo nas partidas por abrirem espaços nas defesas, criarem situações de gols para quem chega de trás. Mas hoje Obina não faz nem um nem outro. O garoto ta merecendo, no mínimo, um banco. Nem comento mais um pênalti perdido. Vaidade de atacante que não marca gol merece ser tratada dessa forma às vezes.
Se alguém nos coments vier me dizer que pelos treinos é isso o que temos de melhor então melhor eu desesperar de vez.
Mesmo com tamanha desorganização tática da equipe, quando enfim entrou um atacante que pelo menos se movimentou, saiu da área para abrir esses espaços, saiu para buscar a bola, a história melhorou um pouco e surgiram algumas jogadas de ataque.
É só observar a jogada do gol: Josiel saiu da área para disputar a “lançamento – chutão” na cabeça com dois zagueiros, a bola sobrou na lateral e ele se posicionou com qualquer atacante, esperou a sobra na pequena área e guardou.
O Flamengo do clássico mostrou muita fraqueza e desorganização, muito abaixo do que se espera para uma equipe de fato competitiva. Tudo bem, manteve a invencibilidade e conseguiu a liderança do grupo. Agora precisa de um pouquinho de futebol dentro de campo para chegar ao que de fato interessa, o título.
Até segunda e saudações rubro negras, sempre!
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Mais uma vez o time não mostrou padrão tático.
Mais uma vez o Obina não marcou gol e mais uma vez ele perdeu um pênalti.
Mais uma vez o time se salvou no fim da partida.
Mais uma vez o Léo Moura foi INÚTIL, não acrescentando absolutamente nada para a equipe.
Para espanto de ninguém o Mengão chega a ultima rodada da fase de classificação da TG humilhando e em absoluto e inameaçável primeiro lugar. Agora me digam, com sinceridade, de que adiantou tanto esmero do Fuderosão em derrotar a quase todos que brotaram na nossa frente se no final acabamos tendo que enfrentar a porcaria do Foguinho, freguês inofensivo e contumaz? Nessas horas eu tenho que concordar com aqueles corneteiros ali da esquerda que afirmam que o Carioca ta perdendo a graça.
Com efeito, um campeonato em que a estrela é sempre o Mengão é garantia de sucesso de público e de crítica, mas se nem os coadjuvantes mudam de atitude o campeonato começa a ficar com cara de revista velha. Vamos combinar: o finado Botafogo não engrandece em nada à nossa fatal conquista.
Se pelo menos esse clube médio-pequeno e sem ônibus maneiro oferecesse alguma resistência e não desse a todos a serena certeza de que mesmo esperneando, chorando e falando fino vão acabar entregando a rapadura no final ainda haveria uma chance de revestir esse jogo de alguma emoção. Mas do jeito que aqueles caras já começaram com a choradeira e as desculpas prévias não é difícil prever o que veremos no Maracanã.
Veremos um Flamengo de dimensões ciclópicas enfrentando um minúsculo e assustadiço adversário que não ganha naaaaaada e, como sempre, preferirá se fechar covardemente para evitar alguma tragédia goleativa para ficar torcendo por uma chance fortuita ou por uma habitual ajuda da arbitragem. Arbitragem essa que vem sendo atabalhoadamente intimidada pelos seus 18 ou 19 ruidosos torcedores sobreviventes. Até uma autorização espúria da Suderj, permitindo ao seu goleiro que entrasse em campo acompanhado do seu cão-guia foi tentada. Que horror.
Que timinho muquirana esse de General Severiano (no Ministério da Defesa já se estuda seriamente o rebaixamento do mesmo para o posto de coronel por covardia em combate). Ao longo da semana todos puderam perceber que os reprováveis chorororenses estão buscando auferir através uma abjeta e deslavada pressão extra-campo as vantagens de que são incapazes de obter no âmbito esportivo.
Reparem que pro descomunal Flamengo a pequenez, física e de objetivos, do pobre time-sem-vergonha não é uma ajuda, muito pelo contrário. Resta como sempre para o Fuderosão a obrigação de triturar o nanométrico adversário do estádio alugado a preço camarada, correndo risco análogo ao do cara fortão que precisa dar umas bolachas num bebum incoveniente. Ou seja, todo o ônus desse jogo sem muito propósito é nosso, enquanto os ridículos da camisa sem-graça vão pro Maraca na alegria de jogar pela primeira vez do ano para uma platéia digna desse nome e ainda conseguir alguma merreca por isso.
Por essas e por outras, para as quais não há espaço aqui para maiores explanações, é que o Mengão Doutrinador não pode fugir ao seu papel de papai-ferrabrás do futebol Carioca e deve aplicar no indisciplinado e sem fair-play Foguinho (recorde de cartões amarelos e vermelhos no Carioca) uma violenta reprimenda de caráter moral.
E será exatamente isso que o Flamengo vai fazer hoje no Maraca. Nós veremos um esculachamento em regra daqueles que atentam contra os bons costumes do futebol. Para que esses mortos de fome nunca mais tentem ganhar um jogo da gente antes dele começar e mantenham as tradições do nosso já tão combalido futebol regional. Isto é, o auto-proclamado Time de Boneca só está autorizado a começar o seu tradicional chororô após o encerramento da partida e nunca antes de seu início. Preparem seus lenços, cães infiéis! E não comam muita pimenta no almoço, vamos precisar de vocês às 4 da tarde.
Mengão Sempre









