quarta-feira, 29 de setembro de 2010


Calúnia do Novo Aurélio, aliás, Rúbio Negrão


Num certo 27 de agosto de 2010, Arthur Muhlemberg (de quem aprecio toda a obra, principalmente o seu concerto para piano e orquestra) escreveu uma coluna chamada “Como se fabrica um boato”.

Como um dos raríssimos pianistas que se recusam terminantemente a tocar sequer um chorinho, Muhlemberg, mais uma vez, tirou o Band-Aid da ferida de um puxão só.

Creio que todos os presentes tenham lido a dita cuja, até porque pressupõe-se que quem entra num blog, diferentemente de quem se candidata a deputado federal, é alfabetizado.

Daí, sempre fiel à lei do menor esforço, vou no mote da referida coluna falar um pouco sobre a evolução (ou involução) do boato.

Antigamente, para se criar um boato, não bastava apenas ter uma excelente imaginação e um péssimo caráter. Não. Antigamente era preciso ainda espalhar o tal boato. Jogá-lo no ventilador. Chutá-lo no balde. Espalhá-lo pelos quatro cantos. De nada adiantava criar um belíssimo boato se o seu destino fosse ficar trancado eternamente numa gaveta, sem utilidade social alguma.

Hoje, felizmente, a tecnologia da informação nos permite criar e difundir boatos no conforto dos nossos lares, ou mesmo no desconforto dos nossos empregos.

O fato é que nunca foi tão fácil inventar uma mentira, fazer com que milhares de pessoas a leiam em poucos minutos, e ainda acreditem nela!

Agora, uma coisa é uma dona de casa ou um adolescente ocioso e vicioso criarem um boato. Outra, bem mais grave, é um jornalista inventá-lo, e ainda por cima tendo o Zico como alvo. Nesse caso, o exercício sagrado do direito de encher o saco alheio passa a ser um crime de lesa-hombridade!

Infelizmente, não tenho recursos para erradicar essa maldição que passou a assolar o meio futebolístico, mas posso dar a minha humilde colaboração, ajudando a identificar suas diversas manifestações. Por exemplo, assim como podemos identificar o tipo de cheque sem fundos pelo nome (cheque borrachudo, voador, cowboy, etc.), também podemos identificar o tipo de boatos a que estamos sendo submetidos, tipificando suas múltiplas categorias, como escândalos, complôs, amenidades, humilhações, denúncias, fofocas de celebridades, etc. Isso, claro, se a ABL algum dia vier a abonar a minha nova nomenclatura, e ela passar a ser obrigatória em todas as redações do país.

Vamos, pois, à listagem, não sem antes deixar um pensamento para os colegas comentaristas da prestigiosa Flamengonet: “Se antigamente a imprensa usava tipos, hoje certos tipos é que usam a imprensa.”

Boato silicone: notícia palpável, porém completamente falsa.

Boato Novo Aurélio: notícia de fonte torpe e desconhecida, muitas vezes infundada, que se divulga entre o público; qualquer informação não oficial que circula dentro de um grupo; maledicência divulgada à boca pequena por um fela duma rapariga; balela; dito sem fundamento.

Buuu!ato: boato que de tão cavernoso chega a arrepiar.

Noato: 1. boato que relata alguém pego no ato. 2. boato que a gente vê que é mentira no ato.

Buáááto: fofoca sobre times e/ou jogadores excessivamente emotivos.

Boato falho: aquele que acaba entregando o seu autor.

Boato Hipoglós: aquele que precisa se bem espalhado a fim de aliviar uma situação delicada.

Boato diarreira: aquele que vai dar em mierda.

Globoato: 1. boato que favorece determinada organização da área de comunicação. 2. boato elaborado por profissionais dessa organização.

Boato Marcos Valério: algo que todos já estão carecas de saber (menos o Lula).
Bá!to: boato sobre equipes ou atletas gaúchos.

Buai!to: boato sobre equipes ou atletas mineiros.

Baitola: boato sobre equipes ou atletas paulistas.

Boato confeiteiro: nada mais do que sonhos e mentirinhas, sempre muito açucarados.

Boato promessa de campanha: balela que emociona a galera, mas que nunca vai se concretizar.

Boboato: boato simples e pouco criativo.

Boato Romário: mentira de pernas curtas.

Bolagato: balela sobre jornalistas gulosos e bocudos.

Boalto: boato sobre jogadores de basquete, vôlei ou goleiros.

Boyato: boato sobre jogadores metido a playboys.

Boate: boato sobre baladeiros contumazes.

Boato Albertini: aquele que no fim das contas não era nada do que parecia ser.

Beato: boato sobre treinadores ou jogadores crentes.

Boiolato: 1. boato sobre atletas gays. 2. boato criado por jornalista gay.

Boato Ronabo: aquele que não escolhe vítima.

Boa-à toa: boato sobre Maria chuteira.

Boatú: boato sobre o Fábio Jr.

Jôato: boato sobre o Jô Soares.

Peculato: boato sobre engenharias financeiras em geral.

Boato Bruno: história muito mal contada.

Boato hippie: mentira cabeluda e que não cheira bem.

Byeto (pronuncia-se “Báito”): 1. boato sobre demissão de atleta ou treinador. 2. boato sobre queda de clube para a segundona. 3. boato sobre adeus a jogador que faleceu, pendurou as chuteiras, ou ambos.

Boauto: 1. fofocas sobre automobilismo. 2. fofocas sobre confusões automobilísticas envolvendo atletas.

Zoato: boato com o único intuito de gozar a vítima.

Boatolice: boato que tenta denegrir o homem e/ou o profissional Zico.

E aí, tu é gato-mestre ou apenas cheio de marra?

*Este é um post patrocinado.

A parada é simples. Um site de apostas, com dinheiro de mentirinha, e prêmios de verdade. É o Betboo.net, que você pode e DEVE acessar por aqui: http://record.betboopartners.com/_uATkybjQHXp2z4LDRGo87GNd7ZgqdRLk/13 .

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Vale citar uma outra promo do site. Foram convidados blogs de outras torcidas, e o blog que levar mais inscrições pro Betboo.net vai ganhar uma camisa e uma jaqueta oficiais do time pra sortear. A pergunta é simples: vocês vão deixar escapar essa parada? Vão permitir que seja sorteado um kit da torcida dos vices?

Visitem, se cadastrem, e apostem. Um iPad por semana, e um Mini Cooper na garagem.

GatoMestre ou GatoMarra?

terça-feira, 28 de setembro de 2010


PAPO DE TERÇA - Luciana Zogaib



Boa noite galera, hoje excepcionalmente o papo de segunda vem na noite de terça. Afinal, abrir espaço para o Arthurzão é sempre uma honra. Noite a espera do jogo de logo mais que, apesar das péssimas perspectivas, ainda retiro forças para torcer, acreditar, cornetar e tudo mais. Espero que hoje possamos ter uma noite de sono mais feliz. A mudança da coluna para hoje até que me fez bem, pelo menos não perderei tempo falando do último jogo porcalhão que fizemos.
Mas, a memória anda cobrando e não gosto muito das recordações daquele 5 de junho. Ia me despedindo do Maraca devido a chegada da Copa, tudo parecia bem, abrimos o marcador, tivemos inúmeras chances perdidas para finalizar os caras, mas eis que nos minutos finais tomamos uma virada de amargar. Mal sabíamos que aquela seria a despedida melancólica do goleiro e capitão do Hexa. Com uma falha, acabamos perdendo 3 pontos importantes e ele viu seu destino ser selado no Maraca. Quanto sofrimento para este coração rubro-negro.
De lá pra cá, retornei ao Maraca, me despedi novamente, fui ao Engenhão, curti o PPV mas nada da alegria voltar. Breves ensaios de reação, breves lampejos, breves esperanças.
Minha paixão pelo Mengão é mesmo inabalável e a cada 3, 4 dias ela se renova. Lá vou eu novamente, em busca do renascimento, em busca do poder da mística rubro-negra.
Hoje a noite precisamos desta força diante da Tv, impossível não cornetarmos, impossível não xingarmos mas tudo pelo bem da Nação. Muita energia positiva e muita fé em dias melhores.
Provavelmente hoje Maldonado sai do anonimato para o posto de titular e espero que o Silas enxergue que fora do banco NUNCA mais deverá ficar. Ou melhor, espero que veja que o campo é o lugar dele. Espero não ver um time armando jogadas com Willians. Quero um time ousado, um time que vai em busca da vitória. Mas, um time que vai consciente, um time que se entrega, que marca, que corre, que se organiza. Caso contrário, a coisa vai ficar mesmo preta. Espero que nossos laterais joguem alguma coisa, porque Juan está triste e Leo Moura, apesar de breves lampejos, está deixando muito a desejar. Espero que Diogo pare de firulas, pare de se jogar e seja mais objetivo fazendo os gols que foi contratado para fazer. Deivid apenas espero que entre em campo pois na maioria das vezes tenho a sensação de que ele deixou as pernas no vestiário.
Enfim, espero que o Flamengo seja mais Flamengo e que São Judas Tadeu nos dê uma mãozinha.
Vamos Flamengo... Vamos nos erguer...

SRN



Alfarrábios do Melo

Olá, saudações rubro-negras a todos. Como a quase totalidade da nação flamenga, ando irritado, mal-humorado e preocupado com a indigência técnica e tática da equipe atual, cuja promiscuidade com as áreas mais lodosas da tabela de classificação é algo que enrubesce e se mostra incompatível com as nossas tradições.

O avanço dos dias e das rodadas já demonstrou que o horizonte flamengo neste esquecível 2010 parece bastante estreito. A tão propalada e desprezada busca por um fim de ano digno é o que resta às ambições rubro-negras. Logo nós, que sempre almejamos por títulos, conquistas, glórias, estamos apenas em busca de paz. Parece pouco. É pouco. Não consola. Não empolga. Entretanto, nem isso parece assegurado. Mesmo para alcançar esse famélico objetivo várias correções de rumo se mostram necessárias.

A história recente do futebol brasileiro e internacional tem ajudado a cravar uma espécie de premissa, um tipo de axioma, que reza que o primeiro mandamento para que se formem equipes vencedoras é dispor de um sistema defensivo sólido e confiável. Um bom exemplo é a campeã mundial Espanha, que a despeito de um futebol brilhante tecnicamente e de um estilo aclamado pela crítica, saiu da Copa com apenas dois gols sofridos, não tendo sido vazada nos mata-matas.

Em 2007, o Flamengo encontrava-se em plena zona de rebaixamento. Ney Franco já se mostrava completamente perdido, sem comando e sem conseguir ajustar um time que perdera vários jogadores. Ao assumir, Joel Santana penou dois ou três jogos que, a despeito das doloridas derrotas, serviram para que se traçasse um diagnóstico limpo, preciso. Zagueiros foram afastados, chegou Fábio Luciano, um novo esquema defensivo foi montado e o time enfim se acertou, chegando à Libertadores.

O próprio hexa de 2009 só começou a se desenhar depois que o Andrade conseguiu viabilizar um sistema de contenção no meio-campo, possibilitando ao Pet desfilar suas peripécias no relvado. O time, antes pouco confiável, passou jogos e jogos sem sofrer gols, tornando-se uma referência defensiva.

Enfim, cabe ao Silas (ou a seu sucessor, não vejo um horizonte muito amplo ao nosso atual treinador) perceber que, antes de tudo, é preciso arrumar a cozinha, montar um sistema de proteção que harmonize a equipe. Não adianta “estourar a boiada” pra cima do adversário, é bonito mas não funciona. As equipes se organizam, hoje, a partir da defesa. Da defesa.

(Em tempo: o Rogério não tomava gols. Mas também não tinha um sistema defensivo. Aliás, não tinha sistema nenhum. Aquilo era um amontoado de jogadores dando bicuda. O time do Rogério me lembrava a Irlanda da Copa de 1990, talvez o futebol mais tosco que meus olhos já contemplaram).

Finalizando, o Silas tornou-se conhecido, incensado, celebrado e propalado por ser um treinador pretensamente adepto de novas idéias, novos conceitos. Se isso procede, chegou a hora, Silas. Afaste jogadores improdutivos, promova garotos, não escale o time pelo nome, assuma o comando dessa bagaia. O momento pede decisões fortes, ásperas. Pede um líder. Lidere, Silas. Lidere!

Se bem que, com o Jean nessa zaga, nem o Mourinho arruma...

Uma boa semana a todos.



CLIMA DE MARACA "no Engenhão" - Tem dia que é melhor nem sair de casa.

Com linguagem informal, João Tavares - o Dão - comenta a movimentação dos torcedores antes/durante/depois dos jogos no Engenhão.


É galera, a coisa não ta muito boa não. Raramente eu escrevo quando o Mengão me decepciona, fico putaço, vontade zero, mas nós somos Mengão na vitória e na derrota né? Então vamos a mais uma saga do guerreiro no Engenhão.

Jogo em sabado chuvoso não são todos os guerreiros que aderem a missão, alguns abortam. E pelo andar da carruagem nem da pra culpar muito os caras, muita coisa rema contra. É time que não fazia gol mas também não tomava, agora toma a mais do que faz. É ingresso que ja tava caro e quando o time mais precisa da torcida ele aumenta. E temos também um tecnico que com 30 minutos de jogo consegue trocar o seis pelo meia duzia(literalmente).

Então ta, a negativa da rapaziada me deixou mais empolgado do que eu ja tava pro jogo e mais, me empolguei tanto que resolvi ir de trem. Mas não foi dessa vez que voltei aos “maravilhosos vagões da Super Via”, a patroa logo cortou meu barato e deu o cascalho do taxi. Não quis deixar o papai fazer a viagem com emoção.
Devo ressaltar que o taxi da minha residência até o Engenhão não é dos mais baratos, e o programa ja começa a ficar caro pro espetaculo proposto mas tudo bem vamos em frente, o Flamengo acima de tudo. Ao chegar no Engenhão encontrei logo meus amigos Cristina Dissat e Celso Pupo, guerreiros do Fim de Jogo, que fazem um grande trabalho nos dias de jogos dando um suporte muito bacana ao torcedor.
Falando em espetáculo ou eu mosquei ou não saiu nada sobre aumento de ingressos naquele dia. Simplesmente uma semana depois do Fla x Flu, sem motivo nenhum, a arquibancada Leste Superior me passa de 40 pra 50 pratas. Dei 26 reais ao bilheteiro(um funcionário do botafogo) o mesmo com uma cara de bunda tentou enrustir 1 real pra ele alegando falta de troco, ou seja, os putos aumentam o valor e ainda querem ficar com teu troco. Rubro Negros, não caiam nessa, de moeda em moeda o cara fica rico até o final do brasileirão.

Nessa época de eleição o que não falta é corpo a corpo de candidatos com o povão, e jogo do Mengão é o melhor lugar pra isso né? As vezes a pé como no caso do artilheiro das decisões Nunes ou à cavalo como anda o Chambarelli, o homem que vai construir a Disneylandia Rubro Negra, com centenas de atrações voltadas à maior torcida do mundo. Um projeto ousado mas que segundo ele vai gerar muito emprego. Cada figura que eu vou te contar.

Acho muito interessante esse lance do comércio ao redor do Estadio. Enquanto no Maraca não podia vender nada a menos de 500 metros, no Engenhão a prefeitura “incentiva” os moradores a vender desde cerveja e churrasco, até a produtos falsificados do clube em questão. Ou seja, um tremendo cala boca pros moradores aceitarem sem reclamar a movimentação e ruas fechadas em dias de jogos. Cala boca que vem dado certo, as casas vão se especializando cada vez mais, algumas dando até banheiro com papel higienico pra quem consome. Quase um bar sem ter que pagar imposto.

Como eu ja vi inumeras vezes a torcida do Flamengo deixou pra comprar ingresso em cima da hora e com jogo começado muita gente ainda estava fora. Teve Flamengo que não viu o primeiro tempo. Mas não perdeu nada, se com 30 minutos a porcalhada ja fazia a festa na Ala Sul. Mas não vou falar do jogo não, até porque pela primeira vez eu me “embriaguei” de cerveja sem alcool pra ver se esquecia daquilo que tava vendo. Ainda bem que encontrei um amigo e peguei uma carona pra sair dali. Mais um taxi naquela noite seria o fim. Ser guerreiro é bom mas às vezes a melhor coisa é você ouvir sua mulher e ficar debaixo do edredon vendo o jogo no PFC. Futebol tem disso.


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Não é Hora de Malhar, é Hora de Beijar o Judas.

Por Arthur Muhlemberg, do Urublog


I stuck that lovin' 44 beneath my head

É muito natural que na hora em que a mozzarella começa a derreter comece também aquela corrida louca atrás de um culpado de ocasião. Alguém que sirva para que apontemos o dedo acusador e responsabilizemos por tudo que está errado. É uma reação natural, tradicional e é fácil. Escolhe-se o Judas, o penduramos no poste e aí é só começar a malhar.

E pro cargo de Judas tem candidato que não acaba mais. No tribunal talibã da torcida a culpa que já foi exclusivamente da Patrícia, depois foi do Bruno e do Macarrão, que já foi dividida com o Zico e Rogério Lourenço, agora tá na conta do Silas. Injustiça grande, porque um barco do tamanho do Flamengo não afunda de uma hora pra outra por culpa de um Judas só. Pra abalar um colosso como Mengão tem que haver uma sequência maligna de erros, contratempos, falhas, más sortes e sabotagens que nunca são de responsabilidade de uma única pessoa.

Pode- se culpar o Silas por ser cabaço, despreparado e retranqueiro. Mas quem contratou Silas o fez porque a própria torcida não suportava mais o Rogério. Lembram? E eu me lembro de ter dito aqui mesmo que quem escolhe demitir o técnico no meio da competição sem ter outro nome na manga geralmente contrata o primeiro que passa na porta do clube. Não foi exatamente isso que aconteceu?

Me parece de uma idiotice extrema esse papo de fora Silas agora. Pra quê demitir o cara? Pra contratar quem? O certo a se fazer nesse momento é assumir as próprias limitações e pedir ajuda pra quem pode ajudar. Mas nada de demitir o Silas, ele é retranqueiro, mas é o nosso retranqueiro. Tem que receber é apoio. É claro que eu tô falando de apoio do torcedor do Flamengo. Do torcedor modinha que só é Flamengo quando o time tá bem não espero porra nenhuma há muito tempo.

Claro que só apoiar não adianta nada. Junto com o apoio Silas tem que receber instruções. Informações básicas sobre as características dos jogadores do elenco que ele aparentemente desconhece e instruções sobre o que é que se espera do time do Flamengo na hora em que a chapa esquenta. O que não pode mais acontecer é o Flamengo entrar em campo como no último sábado, sem uma proposta de jogo, sem uma meta, sem um objetivo.

A única saída é colocar o Silas no colo, torcida. E através de incentivo e aconselhamento racional fazer o cara entender como é que a banda toca. Ninguém tá proibido de cornetar, esse direito é adquirido e inalienável. Mas ao invés de gritar o ineficaz Fora, Silas! por que não gritar Muda o Meio, Silas! ou Bota um atacante. Silas! ? O custo pra garganta é o mesmo e pelo menos se está fazendo uma crítica construtiva que pode ajudar.

Hoje na Gávea rolou mais uma ridícula conversa entre o treinador da equipe e os chamados torcedores organizados. Não faço idéia do que foi conversado, mas considerando as partes coisa boa não podia ser. Pior, parece que o Zico autorizou a conversa. Bola fora do Galo, essas conversas são veneno puro e na última vez que fizeram isso perdemos pro mesmo Góias que enfrentaremos na terça. Não é possível que ninguém no Flamengo perceba que essas cretinices populistas são prejudiciais à disciplina e ao profissionalismo.

A regra é clara, não é, Arnaldo? Jogador joga, treinador treina, dirigente dirige e torcedor torce. Qualquer alteração ou intercâmbio nas funções descritas acima significam zona, desorganização e que a bagunça prevaleceu. Acho até que dá pra ganhar um campeonato todo bagunçado, comprovamos essa louca teoria no ano passado. Mas esse ano está parecendo que escapar do rebaixamento é uma tarefa que exige um mínimo de organização.

Por isso é bom que nós, a torcida desorganizada, que é quem carrega o Flamengo nas costas, se concentre e comece a fazer o que ela sabe. Torcer pelo Flamengo. É o que nos resta a fazer.

PS: O Urublog tá concorrendo ao Bi do Prêmio Top Blog, galera. Ali no canto direito tem o link pra você dar essa força e votar na gente. Pros preguiçosos eu coloco o link aqui também. Agradeço desde já a moral. Galera, já tamos em 5o lugar na classificação geral, valeu. Mas não tô acreditando que vamos ficar atrás do blog Papo Calcinha. Dá uma força aí, isso não é posição digna pra quem fecha com o certo.

Urublog no Twitter: http://twitter.com/Urublog

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Mengão Sempre




FLAMENGÔMETRO nº 15
A VACA NO BREJO
Não sendo este o espaço adequado, e sendo o limite de caracteres insuficiente para expressar todos os xingamentos e expressões de baxíssimo calão que me ocorrem, limitar-me-ei, com mesóclise, a dizer que mais uma vez o Flamengômetro acusa um valor baixo demais, e inadequado para nossas tradições "cósmicas". O time incorporou um espírito de perdedor, encarnado em zumbis cambaleantes que, a menos que venhamos a descobrir que uma força-tarefa de invasores alienígenas decidiu assumir disfarces humanos para dominar os terráqueos, e começou o processo substituindo os jogadores do maior clube do planeta, indica uma preparação física pífia. Nenhuma contratação funcionou, e mesmo os que seriam bons jogadores estão total e completamente fora de forma.

As atuações são tão previsíveis que dá até mesmo imaginar como vai ser a derrota para o Goiás: um gol no inicio, com alguém penetrando livre pelo meio da zaga, ou um cruzamento para área encontrando o centroavante sozinho para cabecear pro gol. Aí o time vai melhorar, o juiz vai ignorar um pênalti, talvez empatemos, aí eles fazem mais um golzinho em outra falha; ou então vamos dominar a partida, mas sem conseguir empatar. É assustador ver como um time campeão e uma base experiente que vinha colecionando títulos e boas coloações no Brasileiro, mais uma vez venha nos colocar em posição vexatória. O gráfico abaixo mostra o aproveitamento a cada rodada. Todos os anos o Flamengo sempre tem uma queda de rendimento no meio do ano, seguido de uma melhora sensível no segundo semestre, tendência essa que ainda não estamos seguindo.

O relacionamento entre Silas e o elenco está satisfatório? Há jogadores fazendo corpo mole? Tem gente fora de forma sendo escalada? Minha vontade é parar de escrever, largar o blog, me trancar em casa, alheio à realidade, assistindo DVDs antigos de uma época remota quando o Flamengo fazia craques, os zagueiros marcavam, os laterais cruzavam, os meias passavam, e os atacante faziam gols. A luzinha no peito do Ultraman está piscando, e na vida real não temos garantia de final feliz.

Punição Merecida Para Um Time Medroso

* Por Julio Cesar, do Tua Glória é Lutar

Estava eu ouvindo rádio antes da partida iniciar, e uma frase do Silas me chamou a atenção:

"Nós não estamos pensando nem no empate, queremos a vitória mesmo"

Opa, como assim? Jogando em casa, precisando vencer a todo custo e você vem com essa Silas? Desculpe, mas eu e quem ouviu não entendeu muito. Depois de soltar essa pérola, a rádio anuncia a escalação com Toró, Willliams, Kleberson e Renato compondo o meio de campo. Aí sim, entendi perfeitamente a intenção do Silas. Ele não gosta de jogar pra frente. Talvez goste mesmo de fortes emoções, de chamar o adversário para o nosso campo, ou até quem sabe pôr à prova a mística do Manto Sagrado.

Tudo bem que não temos grandes nomes para fazer esse meio algo menos inerte, apenas Petkovic, que esqueceu de jogar bola durante esse ano. Mas se só tem ele, que seja ele. Pior que isso não dá pra ficar.

Se fosse há alguns anos atrás, na contingência de reforçar o elenco, sacaríamos da base algum garoto que pudesse melhorar o assustador panorama que se desenhou no time. Mas estamos em 2010, e a exemplo do que vem acontecendo durante a presente década, a base do Flamengo atualmente não é uma fonte segura de jogadores, apenas de quebra galhos, embora haja sim, nomes que ainda possam brilhar, como Lomba e Galhardo. O próprio Saba, que entrou no lugar de Juan hoje, parece ser um bom jogador.

Molecada sub-17 em ação contra o cliente vip


Voltando ao Silas, ao ouvir a frase que até agora ecoa em meus tímpanos, pensei em 2009. Flamengo 2x4 Sport. Flamengo 0x5 Coritiba. Resultados estranhísssimos, dada a capacidade que a equipe demonstrou no restante do campeonato. Quero dizer que, se Silas começar a inventar, provavelmente terá destino semelhante a outros treinadores metidos a professor Pardal no Flamengo, como Ney Franco e Cuca. E ele não é ruim, só falta-lhe um detalhe, querer vencer. Afinal, um técnico que tira aos 31 do primeiro tempo um lateral pra colocar um estreante da base, e depois de estar perdendo por 0x2 tira um volante pra pôr outro definitivamente não está compromissado com a vitória.

Só mudando o rumo do post, hoje na Gávea nossa equipe juvenil (sub-17) empatou o primeiro jogo das semifinais do estadual contra o vasquinho em 0x0. O segundo jogo será em São Januário, semana que vem, em data a confirmar. Sorte pra garotada, e o mais importante, que num futuro próximo eles se tornem jogadores de verdade para o Flamengo.

AVANTE FLAMENGO!

legenda da foto: Molecada sub-17 em ação contra o cliente vip

SRN abraço

COLUNA DE SEGUNDA-FEIRA
Hermínio Correa

“Querer acreditar”

Olá pessoal, Saudações Rubro Negras!

Mais uma rodada, mais uma derrota. Essa de forma escancarada, daquelas que imputam um caráter de pequenez ao atual time do Flamengo. O time que perdeu para o Palmeiras, da forma como perdeu, não merece outro adjetivo.

Ontem conversei com meu amigo Sérgio por algum tempo. Falamos de tudo um pouco, atual elenco, ambiente, departamento de futebol, posição na tabela. Temos algumas posturas diferentes, visões diferentes, níveis de “radicalidade” diferentes. Mas os fatos muitas vezes são tão evidentes que superam qualquer nível de crença. Foi então, dessa conversa, que saiu o título do texto dessa segunda.

Não dá mais para acreditar no atual time do Flamengo. E digo isso simplesmente porque não tenho onde me agarrar para confiar, o time não inspira confiança para tal nas partidas. O que tenho feito é “querer acreditar”. Duas coisas completamente distintas.

Queria acreditar na reformulação, na mudança de postura após a queda de Rogério Lourenço. Queria acreditar na evolução tática de uma equipe que se mostrava totalmente perdida nas partidas, sem uma jogada qualquer ensaiada.

Como queria acreditar também na evolução física e técnica daqueles que vieram com o status de reforços. Aceitei antes que alguns estavam vindo de temporada árabe ou européia, e que seria necessário ainda algum tempo para se adaptarem.

Queria acreditar em um departamento de futebol mais organizado, com postura diferenciada ao que nos acostumamos nos últimos anos. Queria mais, queria acreditar que idoneidade e competência caminhassem juntas.

Queria acreditar...

Caiu Rogério, veio Silas. E o time continua uma bagunça, um bando em campo. Sem a devida força ofensiva, sem um meio campo criativo, com uma defesa vergonhosa. O (mal) posicionamento tático já nos fez sofrer 14 gols em 8 jogos. Falta de treinamento? De qualidade? Falta de quê?

O time ainda se arrasta em campo, e lá se vão dois terços de campeonato. Em pouco mais de dois meses termina o Brasileirão e corre-se sério risco de termos jogadores ainda fora de forma. Para piorar, tem sido uma equipe com constante necessidade em buscar o resultado, por sempre sair atrás no placar.

As contratações, infelizmente, se mostram totalmente abaixo das expectativas, Todas elas. Repito: Todas. Desde as infelizes contratações de Cristian Borja e Val Baiano até as badaladas (e bastante caras) contratações de Deivid e Diogo.

A falta de planejamento do departamento de futebol do clube nos imputou o peso de pagar caro por contratações no apagar das luzes da tal janela de transferências. Não fosse só o fato de pagar caro, agora o fato de não estarem rendendo proporcionalmente ao investido. Desespero e falta de planejamento, pagos por um alto preço.

Enquanto isso, os não tão mais caros Montillo, Zé Roberto, Vagner Love, Emerson, Valdívia...

O campeonato está em sua fase final. Aos poucos vão se definindo os subgrupos, as equipes que lutam por algo no campeonato. E nosso Flamengo assustadora e vergonhosamente luta contra o rebaixamento.

Analisando a tabela e os últimos resultados, fica claro quais equipes abusam da incompetência: Grêmio Prudente e Atlético Mineiro já se encontram há algum tempo na zona de rebaixamento e não conseguem mostrar poder de recuperação em curto prazo. As demais com relevante mal rendimento especialmente no segundo turno são Flamengo, Vasco, Avaí e Ceará. É fato, é analisar a tabela.

Na próxima terça há um confronto direto nessa fuga do rebaixamento. Ainda que faltem algumas rodadas para o final do campeonato, é o jogo que poderá encaminhar de vez nossas pretensões.

Quero acreditar em um resultado favorável, que dê uma nova esperança, que alivie um eventual sofrimento nesse final de Brasileiro.

Mas como disse desde o começo, “querer acreditar” é simplesmente um esforço próprio diante da falta de confiança instalada. Não existe futebol, organização ou pelo menos raça que me façam acreditar de verdade. Esse time do Flamengo não inspira qualquer expectativa.

E se assim continuar, vão conseguir manchar a história do clube.

Um grande abraço, até segunda e Saudações Rubro Negras, sempre!

sábado, 25 de setembro de 2010

Máximas do futebol que o futebol não perdoa

1 - Jogador com auto-crítica: Numa boa. Mas numa boa mesmo. Pelada na pracinha de Jacarepaguá. O zagueiro falha, o time toma gol. Ele olha pra baixo, triste, aí olha pro céu como se pedisse um alento. Próximo lance? O atacante vai com tudo pra cima dele. É fato. Jean já não deveria ser nem reserva. Aí abre a boca pra dizer que teve a pior atuação de sua vida. Ora, cazzo. Tava na cara que os atacantes dos porcos iam partir pra cima dele. Na cara. E, pra completar, o David também foi muito mal. Mas cá pra nós: Nem Aldair seguraria a pemba ao lado do Jean. Até Luke Skywalker se sentiria inseguro. Assim sendo, pergunta 1: Silas, why Jean?

2 - Time sem meias sofre pressão: Escrevi isso no meio do jogo. Um time tem 4 volantes e 2 atacantes. Ligação entre meio e ataque: zero. O treinador adversário, tal qual o item 1, manda o time atacar. Pressiona o adversário no seu campo, espera pelo erro que, fatalmente, acontecerá. Eis um mistério que é claríssimo de enxergar. Pergunta 2: Silas, why not jogar com 2 meias e meter o DM ao lado do Deivid lá na frente?

3 - Time é a cara do técnico: O cara pra treinar o Flamengo tem que ter 2 qualidades: conhecer o Flamengo e/ou ter culhão. Se possível, ter as 2. Só fomos campeões brasileiros com treinadores com, pelo menos, uma dessas qualidades. Silas não me parece ter A ou B. E o que é pior: a fama que ronda os corredores, dele não ser o dono do vestiário, parece ser verdadeira. Silas, conselho de torcedor: Mete esse time pra frente. Se é pra perder, perde jogando pra ganhar, não com esse futebolzinho covarde, cagão. Flamengo é pressão, é bafo no cangote. Flamengo não é esse seu Flamengo.

4 - Jogador bom é jogador em campo: Maldonado e Galhardo nem no banco. Como eu disse no twitter, o futebol não perdoa isso.

Cansei, chega.

E nada mais digo.

Flamengo x porcarada



Pablo Lobo, rubro-negro da melhor estirpe, tá sempre na área no Urublog, e hoje mandou sua letra pro jogo contra a porcarada.

Modéstia à parte, quando ele pisou na minha casa, fomos campeões (tá lembrado do drama dos penais, véio?)

SRN, e vamos pra cima dos caras.

Comente aqui o jogo.

E nada mais digo.









FLAMENGÔMETRO nº 13
COM PASSOS DE FORMIGA
Parafraseando Lulu Santos e a comparação perfeita do Tiago Cordeiro, assim segue nosso time, melhorando em doses homeopáticas. O time aparenta ter a idade física de 50 anos de idade, arrastando-se em campo, e a idade mental de seis anos, sem um pingo de malandragem, de esperteza, de atenção. Qualquer bola na área vira gol na certa (foi assim contra o Grêmio, Flu, São Paulo, Prudente, Guarani, Vitória). Apesar de tudo, o empate acabou sendo um resultado não tão ruim, considerando que o time caminhava para mais uma previsível derrota fora de casa. O Flamengômento melhorou, passando a 41%.


Flamengômetro de 25 de setembro de 2010: 41% (2 vitórias, 5 empa
tes e 4 derrotas)


1- Petkovic marcou seu 30º gol pelo Flamengo em Brasileiros, ultrapassando Tita e ficando a 4 gols de igualar a marca de Nunes, nosso quarto maior artilheiro.
2- O ataque prossegue sua melhora, já passamos os "esquadrões" do Prudente e Ceará, e igualamos o tão badalado ataque do Vasco, quem diria. São Jorge Curi, olhai por nós!
3- A defesa parece ser formada por jogadores fixos de totó. Deus da Raça, olhai por nós!
4- Jogo perigoso contra o Palmeiras, Felipão sabe armar times fechados para explorar o contra-ataque. TCZNA.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat

O Flamengo escolhe seus reforços da melhor maneira?


Ontem o Flamengo acertou o que deve ter sido a última contratação do ano para o seu elenco: o lateral esquerdo Uendel. Parece que jogou no Criciúma, teve uma passagem pelo Fluminense em que entrou apenas três vezes em campo, foi reserva de Eltinho no Avaí e agora era o segundo reserva do Grêmio. Mas foi escolhido para reforçar o Flamengo por um só motivo: foi indicado por Silas.

Silas trabalhou com Uendel em seus dois últimos clubes e deve ter suas razões para indicá-lo. Pode até ser que seja um bom jogador - vai saber? Mas me incomoda bastante que seja contratado um jogador que ninguém conhece, que duvido que alguém na Gávea realmente tenha visto jogar, apenas porque o técnico o conhece. Ao menos está vindo por empréstimo, de graça; não vai, assim, virar um novo Léo Medeiros, trazido por Ney Franco há séculos e até hoje sob contrato com o Flamengo. Mesmo assim, o Flamengo já deveria ter meios melhores e mais embasados de escolher seus futuros jogadores, mesmo os mais baratos.


* * * * * * * * * * *

Em 15 de abril de 2005, publiquei um texto no FlamengoNet com o título Idéias para o Flamengo: como encontrar bons reforços?. Eis o trecho que explica de forma mais direta a ideia:

A minha proposta: a criação de um verdadeiro Departamento Técnico no clube. Contrate um coordenador - talvez algum grande ex-jogador do Flamengo -, alguns auxiliares e uma porção de estagiários. Coloca eles para gravar cada jogo, assistir e fazer estatísticas e relatórios (inclusive dos próprios jogos do Flamengo).

Agora, por exemplo, sabemos que precisamos de um lateral direito. Se iria ao departamento técnico, consultaríamos os laterais que mais deram cruzamentos pra gol e menos deram chances aos adversários por seu setor em cada campeonato; desses, pegaria-se os vídeos dos últimos jogos, analisaria-se qual a melhor opção e iria atrás do cara certo para contratar. Com base científica, nada de indicação de amigo ou vídeo de melhores momentos dado pelo empresário.

Esse Departamento ainda seria útil no dia-a-dia da comissão técnica. A cada jogo, seria fornecido um relatório sobre o próximo adversário, junto com os vídeos dos últimos jogos, para ninguém ser pego desprevenido. E, além disso, ao invés da diretoria ir em cima do técnico e perguntar "porque está perdendo tanto?", perguntaria-se "o que você vai fazer quanto ao setor defensivo direito do time, por onde levamos 72% dos gols, sendo que esse percentual é maior quando o Ricardo Lopes joga?"


Um dos que comentaram o texto foi Mário Cruz, que foi colaborador do FlamengoNet e na época, se não me engano, já era Vice-Presidente de Planejamento do clube. O comentário:

Perfeita sua sugestão Andre... Fará parte de um pacote que estamos tentando implatar... Esperamos em breve poder dar mais notícias...

Mas, até onde sabemos, o tal pacote não deve ter mesmo saído do papel. Ao menos, quanto a esta ideia.



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Não sou nenhum gênio ou visionário. Mas leiam esta matéria, publicada este ano no GloboEsporte.com: Grêmio 007: análise detalhada dos adversários é trunfo do tricolor. O texto descreve uma estrutura muito semelhante à que eu sugeria em 2005, com os mesmos fins - análise sistemática dos adversários, do próprio time e de possíveis reforços para o elenco - que foi implantada no Grêmio com sucesso e escolhida como a melhor do Brasil em um estudo feito em parceria pelo Sportv e a Universidade Federal de Viçosa. No texto, há a menção de Mano Menezes ter iniciado trabalho semelhante no Corinthians; de Porto Alegre, um amigo já me contou que o Inter também faz o mesmo.

Enquanto isso, da mesma maneira que fez em 2006 trazendo jogadores desconhecidos do Ipatinga por pura indicação do então técnico Ney Franco, o Flamengo está agora contratando mais um jogador obscuro e sem credenciais por pura indicação do treinador de momento. Tomara que este se saia melhor que Léo Medeiros, Jaílton, Walter Minhoca...

Zico e Patrícia Amorim têm o discurso afinado quanto à melhoria da estrutura do Flamengo e a intenção de deixar um legado para o clube. Deixo então a eles a mesma sugestão que dei há 5 anos para dirigentes anteriores - agora, já com exemplos práticos de outros clubes onde isso foi feito. O Flamengo tem que evoluir.

- ANDRÉ MONNERAT escreve também no SobreFlamengo (http://www.sobreflamengo.com.br/ e twitter.com/sobreflamengo)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Manto autografado? Concorra no Ouro de Tolo



O Blog Ouro de Tolo, do amigo e parceiro Pedro Migão, está sorteando uma camisa de jogo autografada por boa parte do elenco (fotos acima e abaixo). Para participar basta fazer uma visita - link aqui - e seguir as instruções contidas no post.

Aproveite e leia os textos, apesar de não ser um espaço totalmente dedicado ao Mais Querido o Flamengo tem uma importância especial. Vale muito a pena uma leitura detalhada.



Portanto, não deixem de participar. A possibilidade de ganhar um Manto autografado não acontece todo dia.

SRN

E nada mais digo.

Macaé ou VR – as opções off-Engenhão
Por Vinicius Paiva

O interior do Rio de Janeiro ganhou recentemente uma nova opção de arena esportiva – o remodelado Estádio Cláudio Moacyr, em Macaé. Em tempos de times cariocas “sem-teto” por conta das obras de reforma do Maracanã, nem sempre o Engenhão parecerá capaz de dar conta da demanda de três times (além do Botafogo), como seu castigado gramado veio a demonstrar recentemente. Tendo isto em mente, cabe uma comparação entre o recém-reformado estádio do norte fluminense e seu atual “rival” pelos corações cariocas, o já bem conhecido Raulino de Oliveira (ou Estádio da Cidadania), em Volta Redonda, região sul do estado.



O Estádio Cláudio Moacyr foi reformado sobre a base do antigo estádio municipal, tendo ficado dois anos em obras e consumido R$ 21 milhões durante o período – valor proporcional ou mesmo mais baixo do que o custo da obra de reforma do Raulino de Oliveira, reinaugurado em 2004 ao custo de R$ 17 milhões. Ambos os valores são modestos face aos inacreditáveis R$ 350 milhões consumidos na construção do Engenhão em 2007, cuja capacidade (45 mil lugares) á apenas o dobro do estádio de Volta Redonda (21 mil lugares) e o triplo de Macaé (15 mil lugares).



No entanto, fazendo jus à fixação brasileira por “reformas sobre reformas”, o Cláudio Moacyr já tem previsão para uma nova obra – desta vez de ampliação, que elevaria sua capacidade para 20 mil lugares e levaria a disputa entre os dois estádios do interior ao pé de igualdade, pelo menos no que se refere a capacidade.

No que se refere à estrutura física dos estádios, parece haver certa equiparação. Visualmente, e confesso que se trata de uma análise das fotos, o estádio macaense parece bem mais simples – mas o fato de eu conhecer muito bem o estádio de Volta Redonda pode enviesar minha análise. Apesar de não parecer mais tão cintilante quanto alguns anos atrás, o Raulino de Oliveira continua sendo moderníssimo, bonito mesmo de se ver. Tem telão em boa definição (que em 2004 foi revolucionário, mas hoje começa a soar ultrapassado e pequeno), cadeiras em 100% do estádio (sem encosto em 80% e com encosto no restante, as excelentes cadeiras especiais e tribuna de honra) e cobertura em metade do perímetro – apenas as cadeiras atrás dos gols são a céu aberto. O Cláudio Moacyr, de modo semelhante, também apresenta placar eletrônico, além de mais coberturas (2 das 3 arquibancadas). Parece não possuir cadeiras, o que seria um enorme retrocesso para um estádio construído em pleno ano de 2010. Careço de confirmação, naturalmente.


No duelo entre as cidades, Macaé é mais rica (os PIBs se equivalem, mas a cidade é menor, e cresce múltiplas vezes mais), fazendo com que a prefeitura tenha mais recursos para bancar uma possível vinda de um dos times. A cidade ainda possui um aeroporto com vôos regulares a menos de 1 km do estádio – coisa que a Cidade do Aço deve vir a possui apenas em 2012. O time local, Macaé Esporte Clube, também vem tendo mais sucesso em competições recentes, o que geraria uma espiral esportiva mais positiva na cidade.



Já Volta Redonda é maior (260 mil habitantes, e quase 500 mil na “região metropolitana”, contra os 204 mil de Macaé), mais próxima ao Rio de Janeiro (127 km contra 182 km) e tem mais tradição na organização de eventos esportivos – com time na Superliga de vôlei, sede de campeonatos nacionais de showbol e mandante dos jogos do Flamengo no Brasileirão de 2004 e do Fluminense em 2005.


Como muito se falou e nada se concretizou em termos de dar ao Flamengo uma casa definitiva durante o Brasileirão 2010, no caso de inviabilidade do Engenhão, e em não optando pro fazer viagens longas a locais de ampla maioria rubro negra, como Juiz de Fora, Brasília ou o Norte-Nordeste, qual das duas cidades/estádios você escolheria?

E-mails para a coluna: viniciusflanet@gmail.com

Evolução, ainda que a passos de formiga!

Empatamos um jogo no Olímpico em que poderíamos perfeitamente vencer se Victor, aquele goleiro que para o Dunga é pior que o Doni, não fizesse uma defesa indefensável. O resultado foi justo para um time cheio de jogadores fora de forma. De bônus, a presença de algumas jogadas ensaiadas.

Não dá para negar que o Flamengo de Silas evolui. O ataque marcou sete gols em três jogos, fato impensável na era Rogério. O problema é a velocidade dessa evolução. O técnico insiste em condicionar atletas que já deveriam ter chegado em forma ou pelo menos conseguir ter um mínimo de condicionamento no nono mês do ano.

É um erro semelhante ao do último técnico. Comandar o Flamengo em pleno campeonato Brasileiro como se estivéssemos em pré-temporada. A trágica decisão da Conmebol só tornou qualquer circunstância acima da libertadores mais inalcançável. Porém, é o atual campeão brasileiro e é indesculpável que o time insista com quem não vem dando certo.

Ainda a passos lentos, Silas tem afastado alguns desses jogadores. Parece ter barrado Jean de vez, Michael perdeu espaço e já vetou a entrada de Renato e Pet juntos. Mas ainda é pouco. Renato nunca foi quarto homem de meio de campo e está muito distante de um rendimento que sequer o coloque no banco. Ao mesmo tempo, o Flamengo é um time lento na saída de bola e que só tem Diogo como o responsável pelas jogadas individuais e arrancadas.

Silas tem um mês de cargo e é besteira pedir sua saída para qualquer junior da vida. Zico não vai demití-lo. Então ou apoiamos ou apoiamos. De troco, pedimos apenas que Silas seja mais flexível em suas escalações. Já encheu ver gente se arrastando com a torcida tentando empurrar.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010


Calúnia do Rúbio Negrão


Apesar de eu não ser nada pequetito, soy cumpridor. Isso quer dizer que cumpro todas as leis à risca, principalmente a minha favorita: a lei do menor esforço.

Assim, eis-me aqui novamente pegando carona na Calúnia da semana passada, e prosseguindo com o meu “Microdicionário Holístico Futebolístico”.

E antes que me perguntem, não, ainda não fui convidado a me candidatar à ABL. Mas isso não quer dizer quase nada, uma vez que aquelas múmias imortais não têm a nossa percepção de tempo. Podem levar anos pra se levantar das cadeiras e me dar um telefonema.

Quanto ao MHF, espero sinceramente que siga iluminando e esclarecendo aqueles poucos que ainda acreditam que o futebol nada mais é do que um esporte.

Boleiro: 1. aquele que dá bolo em treinos. 2. aquele que se mete em bolo com a mulherada. 3. aquele que come muito bolo e fica gordo feito um porco.

Chororô: indignação expressada por dirigentes, jogadores e torcedores que lhes confere um aspecto menos másculo que o da Angela Ro Ro.

Carta branca: é o que o jogador recebe do treinador para baixar o sarrafo.

Cartão amarelo: é o que o jogador recebe do juiz ao baixar o sarrafo.

Cartão vermelho: é o que o jogador recebe do juiz após dois cartões amarelos.

Bilhete azul: é o que o jogador recebe do clube após alguns cartões vermelhos.

Lista negra: é onde o jogador entra após o bilhete azul.

Arco-íris: é o torcedor sem time certo e sabido.

Gol-Contras: jogadores de linha ou de gol contrários à marcação de gols; aqueles que detestam ou evitam tentos. Ex.: Hoje, Val Baiano perdeu mais um caminhão de gols.

Finta de corpo: ocorre quando um oponente ilude o outro utilizando o corpo. Ex.: Maria da Silva Chuteira deu uma finta de corpo em Fulano, e receberá uma pensão alimentícia em torno de tantos e tantos reais.

Pegada: aquilo que certos jogadores encarregados da marcação fazem no adversário quando o juiz não está olhando.

Jogador presepeiro: atleta que passa o ano todo esperando pelo Natal só para poder se acabar no peru.

Jogador bom de grupo: aquele encarregado da organização de atividades comemorativas grupais mistas após os jogos.

Jogador individualista: aquele proibido pela esposa de participar das atividades comemorativas grupais mistas realizadas pelo jogador bom de grupo.

Jogador carregador de piano: diz-se de jogador de técnica apenas razoável, que não conseguirá a tão desejada independência financeira no futebol, mas que pelo menos já sabe no que vai trabalhar quando pendurar as chuteiras.

Jogador carniceiro: atleta que adora um churrasco. Ex.: Renato Gaúcho era um baita carniceiro.

Jogador cara de boomda: aquele que comemora gols, inclusive decisivos, com uma expressão facial de quem perdeu tudo o que tinha na última enchente. Um grande expoente da filosofia boomdeira é o argentino Román Riquelme, que tem em seu compatriota Walter Montillo o principal difusor da mesma em solo brasileiro.

Jogador polivalente: diz-se do boioleiro (mistura de “boleiro” com “boiola”) que joga nas duas, e até nas três, se realmente for valente.

Jogador mercenário: aquele que comeu o amor ao clube atrás do armário.

Jogador focado: aquele que passou a usar óculos só para poder ler as letrinhas miúdas dos contratos.

Jogador cheio de pernas: 1. qualquer um que possua mais do que as duas pernas regulamentares. Ex.: Serginho e Aloísio Chulapas. 2. m.q. Perna de pau.

Jogador de marcação: aquele marcado pela torcida como o culpado de tudo de ruim que acontece com o time, mesmo quando não joga. Ex.: Se perdemos do Grêmio hoje, a culpa será do Jaílton.

Jogador craque: diz-se de qualquer ex-atleta que não teve a oportunidade de ser um craque quando ainda atuava, e que, ao pendurar as chuteiras, tornou-se comentarista esportivo. Ex.: Os craques Marcelinho Carioca, Neto, Batista, Dario Maravilha e Caio.

Jogador de seleção: qualquer um que seja convocado para a seleção brasileira de futebol. (Qualquer um mesmo!) Ex.: Felipe Melo e Hulk são jogadores de seleção.

Treinador de seleção: qualquer um com discernimento suficiente para jamais convocar jogadores do naipe de Felipe Melo e Hulk.

Treinador em processo de fritura: diz-se de técnico churrasqueiro inveterado.

Jogador de esquema: aquele adaptável a qualquer esquema necessário à consecução de determinado resultado em uma partida de futebol: mala branca, mala preta, caixinha, etc. Ex.: Val Baiano é jogador de esquema.

Jogador limitado: aquele atleta que tem limitações visíveis. Ex.: Carlos Alberto Pintinho era um jogador limitado, mas Andrade matava a pau.

Jogador rodado: atleta que já rodou de vários clubes.

Jogador matador: quando se refere a jogador de linha, significa fazedor de gols contumaz. Quando se refere ao goleiro, o significado só pode ser literal.

Jogador veterano: 1. em time carioca, ex-atleta em atividade, e causador de micos. 2. em time paulista, baita jogador, e genial jogada marketing para captar recursos para o clube.

Time carioca: instituição desorganizada e falida, sempre a caminho da bancarrota.

Time paulista: exemplo de organização e planejamento, mesmo quando não é.

Dar de três dedos: quando um atleta quer revidar os apupos da torcida, mas teme ser punido pelo STJD caso mostre apenas o dedo médio, ele dá de três dedos, como na saudação dos escoteiros.

Tiro livre direto: quando o atleta executa desafeto mediante arma de fogo, e não vai preso.

Tiro livre indireto: quando o atleta ordena que um preposto execute o desafeto mediante arma de fogo, e continua sem ir preso.

Bola vadia: como? Com todas essas Marias chuteiras, travecos e pensionistas alimentícias profissionais, a bola é que é vadia?

Mesa-redonda: infomercial geralmente exibido nas noites de domingo.

Dar efeito na bola: quando o jogador exagera na dose e acaba enfrentando um day after dos diabos.

Na veia: quando o atleta prefere injetar a cheirar.

Time copeiro: cambada de alcoólatras.

Sub-23: campeonato paralelo inspirado pelo governo paralelo do Lula no mandato Collor, que reúne jogadores com menos de 23. Como é permitido utilizar dois atletas com mais de 23, Andrade e Serginho Chulapa já estão sendo sondados pelo Flamengo.

Xodó: jogador amado pela torcida, mas odiado pela bola.

Homem de referência: Zico, sempre, claro, porra.