domingo, 28 de fevereiro de 2010
Triplex Top Ten
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

PAPO DE SEXTA - Luciana Zogaib
27/02 - Macaé x Flamengo
03/03 - Flamengo x Madureira
10/03 - Caracas x Flamengo
14/03 - Flamengo x Vasco
17/03 - Univ. de Chile x Flamengo
21/03 - Flamengo x Botafogo
24/03 - Flamengo x Tigres-RJ
28/03 - Flamengo x América
04/04 - Friburguense x Flamengo
07/04 - Flamengo x Univ. de Chile
10 e 11/04 - Semifinais da Taça Rio
14/04 - U. Católica x Flamengo
18/04 - Final da Taça Rio
21/04 - Flamengo x Caracas
25/04 - Final Carioca
02/05 - Final Carioca
A seguir vem mais uma sequência de 4 jogos na TR onde apenas pouparia no quarto jogo, esse contra o Friburguense. Portanto, temos que ganhar o clássico contra o Botafogo.
A classificação para a semi-final na TR, no meu modo de ver, é obrigatória, seja jogando com reservas ou titulares. Mas, a semi e a final serão entre jogos da Liberta, dois em casa e outro fora e aí teremos que avaliar as circunstâncias do momento.
Por essa análise fica claro que a tarefa de ganhar o tetra, mesmo levando em conta que os adversários não são lá grades coisas, não será fácil .
Mas no fundo o que a galera gostaria mesmo era de arrematar TUDO esse ano e para isso teremos que ter um excelente planejamento e dedicação dos jogadores. Adriano precisa voltar a treinar o quanto antes!!!
A prova que a galera quer tudo está no novo canto da torcida, baseado no samba do Salgueiro.
"Uma história de amor
Sem ponto final
Eu quero o tetra do Rio Flamengo
Libertadores, Mundial"
SRN
Twitter: http://twitter.com/luzogaib
Futeblog : http://luzogaib.wordpress.com/
COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André MonneratAh é - tem a Taça Rio
Amanhã acontece a estreia do Flamengo na Taça Rio, contra o Macaé, em Volta Redonda. Não é uma estreia em Libertadores, claro; não sei bem como eu lidaria com o Estadual se comandasse o Flamengo hoje. Não dá pra deixar de lado, mas também não dá pra perder de vista o que realmente importa.
Por exemplo: independente de como se apresentassem hoje na Gávea, Léo Moura e Bruno não jogariam amanhã, se dependesse de minha vontade (P.S.: acabo de saber que Álvaro e Petkovic já estão fora...). E é provável que, nem que fosse durante o jogo, eu colocasse em campo gente que está inscrita na Libertadores, que pode precisar jogar em momentos importantes e que está sem qualquer ritmo de jogo - casos de Michael e Rodrigo Alvim, por exemplo. Podemos ainda lembrar que Willians está de fora do jogo contra o Caracas; seria o caso de, em algum momento, já testar em campo a solução que será utilizada para sua ausência.
Não que dê pra acreditar muito nisso. O time foi penúltimo colocado em seu grupo da Taça Guanabara e tem a terceira pior campanha do campeonato; nos jogos contra os grandes, perdeu de 3x2 para o Botafogo na estreia e de 4x0 para o Vasco. Mas ao menos parece saber que tem muito a melhorar; trouxe cinco reforços neste intervalo entre os turnos (obviamente, todos desconhecidos; o de melhores credenciais é o lateral Fernandinho, que jogou a série B do Brasileiro do ano passado pela Portuguesa) e foi fazer um período de treinamentos intensivos em Vassouras para se preparar para a Taça Rio. Seu artilheiro é André Gomes - aquele mesmo que jogou no Flamengo entre 2002 e 2003, hoje com 34 anos - com 4 gols.
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Nome que já fiz tudo. Raça, emoção, explosão, magia, amor, dor, suor, sangue, alegria...
Foi em minhas pesquisas pelo orkut que achei um rubro-negro tão apaixonado quanto eu. Fabrício Cypreste o embaixador da FlaVitória. Foi nesse encontro que pude conhecer grandes flamenguistas. E este é um dos maiores que conheci. Faz tudo pelo mengão. Onde quer que o Fla esteja. Apaixonado e grande rubro-negro, Fabrício foi nomeado presidente da torcida organizada urubu guerreiro. Quando fundava a torcida, ele procurou pela internet, pessoas que pudessem se juntar a ele nessa empreitada. Foi aí que ele encontrou fiéis flamenguistas e fez amigos. Sempre tomando iniciativa, procurava interagir e buscar algo novo para a torcida.
Vale ressaltar que a FlaVitória tem torcedores de Cariacica, Serra, Vila Velha e outras cidades do Espírito Santo. O amor do capixaba pelo Flamengo não tem limites e com isso, a Fla Vitória só aumenta. O trabalho árduo da FlaVitória é propagar nosso amor pelo Flamengo não só vestindo o manto, aumentando o número de sócios e levar o amor capixaba ao Maraca. É também fazer o bem a quem precisa. O mesmo sangue apaixonado que circula em nossas veias, faz de nós, rubro-negros solidários. Pretendemos fazer campanhas beneficentes e estar sempre à frente renovando nosso amor ao próximo e ao Flamengo. Eu fiquei próxima ao Fabrício na II Campanha Nacional de sangue rubro-negro. Foi uma semana intensa de divulgação na imprensa, convocando todos para doar o sangue rubro-negro. E a campanha foi um sucesso, graças à força de vontade do Fabrício e do apoio dos flamenguistas capixabas. A FlaVitória também já arrecadou roupas e alimentos para as vítimas de enchentes no nosso Estado. Isso e outras ações refletem o que é a nossa embaixada. Um trabalho apaixonado e
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Ainda não se sabe se era Dunga ou Perla quem estava na arquibancada para justificar a atuação de Léo Moura. Ontem,o cara armou, marcou, correu e se desdobrou. Vale lembrar que Willians ajuda a ocupar exatamente aquela lado do campo.
Sobre Willians dá pra falar que a expulsão foi coisa de libertadores, que o juiz foi rigoroso demais, mas vamos à realidade: libertadores é isso aí. A gente já perdeu um jogo para Hector Baldassi e sabe que se der mole, perde mesmo. Não adianta achar que o dirigente vai pressionar a confederação sul-americana e resolver porque não vai adiantar. Passou da hora da galera se tocar que se fizer o básico, perde. Tem que ficar mais ligado do que nunca.
Ainda bem que o erro rolou agora e dá pra ir levando. Se fosse no mata-mata como seria?
De ruim mesmo, ficam as entrelinhas. Um bate-boca de Álvaro com o técnico - Fábio Luciano nunca precisou disso pra se impor - e o estranho isolamento de Pet no banco. Isso para não falar dessa tosquice de deixar bater o pênalti quem faz aniversário, tá jogando bem ou de partida.
É hora do Flamengo aproveitar a boa fase do ano passado internamente também. Chega de rusgas. Temos uma libertadores pela frente e estamos só começando. Só começando.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
URGENTE: PRESSÃO DA MAGNÉTICA EM TODO O BRASIL FAZ A SPORT TV RECUAR
Por Paulo Lima (Nova York), no blog Mengão Sem Fronteiras (site oficial do Flamengo)
Há algumas semanas, trouxe ao conhecimento do público rubro-negro, especialmente o que mora nos EUA, a feliz informação de que ao menos 4 jogos do Flamengo na primeira fase da Libertadores seriam transmitidos pela Fox Sports en Español, detentora dos direitos de transmissão da competição para esse país. Veja no blog do Mengão Sem Fronteiras.
Ledo engano.
Ingênuo, meu erro ocorreu por achar que a grade da emissora era global. A grade que vi era a do México, nação tão futebolística quanto a nossa. Não quero ter a pretensão ou a paciência de tentar entender os critérios, já que nós, brasileiros, aqui, somos minoria frente a mexicanos. No mais, o canal é comandado por argentinos, o que já explica a relegação dos times do Brasil a segundo plano sem a necessidade de pormenores.
Em suma, Fla x U. Católica, assim como os próximos 2 jogos da 1a fase, só serão vistos por aqui às 11h da manhã do dia seguinte. Foi o horário que nos deram. E pronto.
O drama, ao visto, não é nada recente, e nem exclusivo do Mais Querido. Amigos tricolores do RJ e SP, colorados e cruzeirenses têm bronca de só terem se livrado da internet nas boas campanhas entre 2005 e 2009 a partir das quartas-de-final. E olhe lá.
E pois é. Agora vamos virar reféns das instabilidades virtuais, vamos suplicar pela bondade e pela solidariedade flamenga por uma senha que nos permitirá uma qualidade de imagem mais razoável, sem muitos contratempos. Tal como se fazia há duas décadas, na era pré-PPV, quando a luta era por um sinal da parabólica que permitia pegar a Globo de outro estado que passava o jogo do Flamengo no Rio.
Em tempos de DVR, TV digital, transmissão pela internet, no celular, como é possível que a MAIORIA dos flamenguistas, que não reside no estado no Rio, fique sem poder ver o time na principal competição da temporada? O fenômeno, ao visto, não é só por aqui. Tem acontecido com rubro-negros fora do Rio, em situação relatada até pelo nossa Agência Fla .
A curto prazo, só vejo duas alternativas para uma solução.
1) Uma negociação das Organizações Globo, detentora do direito de transmissão para o Brasil, que estenda a emissão à internet. Imagina condicionar isso à adesão em massa da Nação Rubro-Negra ao Globo.com? Eles já têm feito isso para a Liga dos Campeões. Não custaria muito mais aplicar a mesma medida à Libertadores. E, de preferência, estender isso para fora do país. É um negócio da China.
2) Uma iniciativa, do Flamengo, em procurar a Conmebol para negociar a transmissão dos jogos via internet (FlaTV?). Ciente dessa dificuldade de acesso de 80% dos rubro-negros mundo afora, e com um plano de adesão bem costurado (se cobrassem até que fosse uns R$ 100, R$ 200/mês, valeria MUITO a pena para o torcedor desesperado - façam a conta quanto seria arrecadado se, por baixo, uns 10 mil rubro-negros aderissem), não só compensaria o valor a ser desembolsado, como também ajudaria os cofres do clube. Isso não tiraria o público da TV, já que essa está restringindo seu mercado. Pelo contrário: afastaria a galera dos Justins da vida, grande vilão das redes que pagam, e caro, para transmitir as partidas.
Seria muito difícil nós, rubro-negros exilados do Rio, nos mobilizarmos e tentarmos interceder a quem poderia resolver a questão? A lista que subscreveria a esse apelo certamente já é um mercado consumidor de alto potencial. Só não vê quem não quer.
Mande seu e-mail para mengaosemfronteiras@gmail.com e vamos tentar fazer alguma coisa por nosso direito de ter a alegria de ser - e ver - rubro-negro.
Escalação para a estréia
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Olá, saudações rubro-negras a todos. Essa semana o HEXACAMPEÃO brasileiro inicia sua jornada em busca do título da Libertadores. Assim, essa semana trago a história de uma conquista flamenga em âmbito continental. Libertadores-81? Não. Mercosul-99? Também não. Ué, qual então? Bem, vamos à leitura. O Torneio Hexagonal do Peru 1959, janeiro. O Flamengo acaba de disputar o triangular final do Carioca de 1958 (o tal supersuper), e não consegue o título. Mas não há tempo para lamentações, pois a equipe parte para Lima, no Peru, onde irá disputar um torneio envolvendo a nata do futebol sul-americano. É o Hexagonal do Peru, uma boa prévia do que seria um torneio envolvendo algumas das principais forças da América do Sul, com a participação de equipes do Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Peru (não havia disputa da Taça Libertadores). O Peñarol era o favorito, pois vinha em grande fase, tendo iniciado a marcha para o pentacampeonato uruguaio. Base da seleção uruguaia, seus destaques eram os atacantes Spencer e Luís Cubilla, o meia Miguez (veterano de 1950), o xerife Nestor Gonçalves (sucessor de Obdulio Varella) e o goleiro Maidana. Um timaço.
A maior ameaça para os “carboneros” parecia ser o River Plate, que também vivia sua era dourada. Recentemente, conquistara o tricampeonato argentino, fechando uma impressionante marca de cinco títulos nacionais em seis anos. Uma máquina onde brilhavam as figuras do goleiro Carrizo e do atacante Labruna, que até hoje figuram entre os maiores ídolos da história do clube. Como coadjuvantes, o bom time do Colo-Colo e os anfitriões, o Alianza (clube mais popular do Peru) e o Universitario (o campeão peruano da época). Enquanto isso, o Flamengo, apesar da recepção calorosa, não era dos mais cotados. Desde a desmontagem do “Rolo Compressor”, o clube, que já vivia dificuldades financeiras, jamais conseguiu reposições à altura. Para o lugar de Joel, Rubens, Evaristo, Índio, Paulinho, Zagalo, o treinador Fleitas Solich tinha que se virar com os esforçados Milton Copolilo, Othon, Luís Carlos, Manuelzinho. Os experientes Pavão, Jadir, Jordan e Dequinha compunham a espinha dorsal da equipe, além de seu devastador ataque, formado pelo leve e ágil Dida e pelo robusto e goleador Henrique, uma das mais fantásticas duplas da história flamenga, um dueto que assinalara 59 gols na temporada anterior.
A estreia é justo contra o Peñarol. Cansado e desfalcado de Dida e Pavão, o rubro-negro não resiste ao volume de jogo dos uruguaios e é derrotado (0-2). A imprensa derrama litros de tinta em louvor ao “aguerrido e majestoso” futebol do Peñarol. O Flamengo, pelo futebol opaco e pouco produtivo, é afastado da lista dos candidatos ao título. Mas logo o tom das reportagens iria mudar... Os uruguaios confirmam a boa impressão, ao golear o Colo-Colo por 5-0. Mas na “decisão antecipada” contra o River Plate, os argentinos se impõem e vencem (2-1), colocando fogo na disputa, que incandesce de vez quando o Universitario aproveita o estádio lotado e, de forma surpreendente, vence o River Plate (2-1).O Flamengo, com Dida e Pavão de volta, silencia os peruanos e vence o Universitario por 2-0, gols de Henrique e Moacir. A seguir, derrota o Colo-Colo por 4-2 (gols de Luís Carlos, Moacir e Babá 2), mostrando um futebol mais solto. O rubro-negro volta à briga pelo título, mas é preciso passar pelo forte River Plate. E é contra os argentinos que o Flamengo faz sua grande partida. Leve e técnico, o rubro-negro enlouquece a pesada defesa argentina, que sofre com a correria da mo
lecada flamenga. E os gols vão saindo, especialmente com Henrique, em grande jornada. No final, o Flamengo assombra, com uma contundente chinelada de 4-1 sobre o poderoso River Plate, gols de Luís Carlos, Henrique (2) e Babá e, sob intensas palmas do público, elimina o time argentino. Última rodada, Flamengo (6), Peñarol (6), Universitario (5) e Alianza (4) ainda disputam o título. O rubro-negro enfrentará o Alianza e um estádio lotado e inflamado. Na preliminar, Universitario e Peñarol empatam (2-2), e assim uma vitória simples dará o título ao Flamengo. Mas nenhuma vitória flamenga é simples. Vítima da violência dos argentinos, Dida está fora da decisão. Em seu lugar, Fleitas Solich mais uma vez surpreende e coloca o jovem Manuelzinho, que vem de seis meses de inatividade. Obscuro, o garoto era mais uma das exóticas apostas do Feiticeiro. E mais uma vez a estrela de Don Fleitas cintilaria.
Começa a partida, e como esperado o Alianza parte pra cima, vai pro abafa. O Flamengo tem sérias dificuldades, em função da pressão infernal dos peruanos. O forte calor, o clima pesado, o barulho ensurdecedor, tudo transforma o estádio num caldeirão. Que atinge o limite do suportável quando o Alianza abre 2-0, ainda na primeira etapa. Os peruanos dominam amplamente, perdem uma chance atrás da outra. O Flamengo, perdido, ergue as mãos aos céus quando o primeiro tempo termina. Escapa de uma goleada histórica. Começa a segunda etapa. O Flamengo, mais calmo, começa a colocar a bola no chão, avança suas linhas, já parece bem melhor em campo. Mas a ducha de água fria vem aos 9’, quando o Alianza abre 3-0 no placar, fazendo novamente a multidão explodir em festa, risos e cantos. Mal sabiam os peruanos com quem estavam lidando. O terceiro gol crispa, inflama, fere de morte os brios flamengos. O rubro-negro parte enlouquecido à frente, animal agonizante. Os olhos flamejam, a respiração arfa, a boca está ávida de sangue. E aos 10’, numa blitz alucinante, faz seu primeiro gol, com Manuelzinho. Parece apenas um gol de honra. É o início do vendaval. A torcida peruana ainda canta, mas já se percebe o medo exalando de suas entranhas. O Alianza está encurralado, assustado com a impressionante capacidade de reação do Flamengo, que transforma a partida num arrepiante jogo de ataque contra defesa, bombardeia a meta peruana com todas as suas forças, busca retirar da humilhação o triunfo dos vencedores. O Alianza vence por 3-1, mas é o Flamengo quem se agiganta, acua, imprensa, encurrala, mostra sua ancestral alma guerreira. E o inexorável, o inevitável, o que está escrito vai acontecer. O obscuro Manuelzinho torna-se um semideus da bola, e aos 15’ marca o segundo gol. O estádio está em silêncio. Todos parecem saber o desfecho. E é rápido. Fulminante. Flamante. Flamengo. Aos 16’, o mesmo Manuelzinho, o anônimo Manuelzinho, vive seu dia de gigante e empata a partida. 3-3, um feito assombroso para qualquer mortal. Não para o Flamengo e sua fome de título. Os jogadores do Alianza parecem anestesiados, imergem numa letargia catatônica que os faz contemplar o adversário vivendo a alegria de ser rubro-negro ali, em sua própria casa, diante de sua gelada torcida. Os peruanos dão a saída, perdem a bola. O Flamengo segue num tropel suicida, galopa mais um alucinante ataque, a bola perereca na área e encontra Henrique, sempre Henrique, o goleador Henrique, que fuzila e decreta a inacreditável virada. Aos DEZESSETE minutos, Flamengo 4-3 Alianza. Exausto após aqueles OITO minutos transcendentais, o Flamengo gasta a bola no restante do tempo. Assombrado, o Alianza não mais ataca. Seus jogadores assustam-se com a força quase mística de seu oponente. Nunca viram algo semelhante. Nunca se haviam colocado entre o Flamengo e um troféu. O Flamengo é o Campeão do Torneio Hexagonal do Peru. Acaba de se impor contra algumas das principais equipes da América do Sul, num ano em que a Libertadores ainda não existe. Vence a desconfiança e a chacota, mostra que o brilho Flamengo não se restringe a uma cidade, a um estado, a uma nação.segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

CADERNINHO DO SIMÕES LOPES:
Artilheiros do Flamengo na Libertadores (1981-2008)
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Libertadores, 1984: uma estreia inesquecível
Era a nossa primeira Libertadores sem Zico. Lá estavam, no time titular, os mundialistas Leandro, Figueiredo, Mozer, Júnior, Andrade, Adílio e Tita. Lico, voltando de contusão, a mesma contusão que encerraria a sua carreira, e Nunes, barrado por Edmar, estavam no banco. O grande Ubaldo Fillol substituía o imensurável Raul Plassmann. Ainda era um timaço, mas o assunto naquela semana era a falta que Zico faria na competição continental.
O primeiro adversário foi o Santos, no dia 11 de fevereiro, no Maracanã. Se o Flamengo tinha Fillol, agora o Peixe exibia Rodolfo Rodriguez no lugar de Marolla. A reportagem do Jornal Nacional que antecedeu o jogo chamava o uruguaio de muralha, e perguntava: terão os rubro-negros munição para derrubar Rodolfo?
Mozer começou a responder a questão no primeiro tempo, pegando o rebote de uma falta cobrada por Tita. Foi o placar do primeiro tempo, Fla 1x0. No começo da etapa final, o mesmo Mozer, o gigantesco José Carlos Nepomuceno Mozer, interceptou uma saída do Santos na intermediária, pela esquerda. Deu um toque a frente, aproximou-se da lateral da área carregando a bola junto ao pé direito, riscou um marcador para dentro e, quando outro chegou na cobertura, armou o chute. O beque santista tentou o bloqueio com um pé-de-ferro, mas Mozer enfiou a porrada na bola, fazendo o tal beque santista, pobre beque santista, saltar nos dois pés. A bomba saiu reta, para o alto, e estourou nas redes de um atordoado Rodolfo Rodriguez, que ficou sentado na pequena área enquanto Mozer corria para o escanteio, para mandar beijos para a massa rubro-negra. Foi o gol mais bonito que eu vi de um zagueiro pelo Flamengo.
O Santos descontou, mas Lico entrou no jogo para marcar seu último gol com o Manto. Deu um drible de letra na meia-lua e matou três santistas, para depois chutar colocado e rasteiro, na costura. Pouco depois, o mesmo Lico driblou e centrou para Tita passar a régua e fechar a conta. Flamengo 4 a 1.
A capa da Revista Placar trouxe Mozer jogando beijos para a torcida, com a inscrição “Digno de um campeão mundial”. Mesmo sem Zico, aquele Flamengo não perdia a majestade.
http://www.youtube.com/watch?
Mauricio Neves no Twitter: http://twitter.com/badsnows
domingo, 21 de fevereiro de 2010
A hora é de incentivar. Magnética de todo o mundo, uni-vos !
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Serviço de Utilidade Pública
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

PAPO DE SEXTA - Luciana Zogaib
Primeiro, a declaração do Brás sobre a não obrigatoriedade do Flamengo de ganhar a Libertadores.
Realmente acho que não temos obrigação deste título até porque seria desprezo com os adversários e nossas últimas participações não nos colocam em superioridade, muito pelo contrário. Mas, como rubro-negra que sou, e torcedora nem sempre racional, acho que o Mengão sempre deve entrar em qualquer competição visando títulos, isso é a nossa tradição!!!
Não acho que o carnaval tenha sido o responsável por nossa eliminação na taça guanabara, acho que jogamos melhor, jogamos com disposição, mas de qualquer forma, acho que atitudes como essa, de ficar até as 4 da manhã na rua em véspera de jogo, não condiz com o comportamento de profissionais que querem alcançar grandes objetivos. Portanto é foco total na Liberta, no tetra, no brasileirão, é estar 100% fisicamente, é jogar com raça. Ganhar é consequência.
A outra questão é sobre nossa precária estrutura. Essa é a hora dos nossos dirigentes se portarem também como profissionais e aproveitarem o momento para realizar de fato as melhorias que precisamos.
O tão falado museu que a olympikus vai construir, é de fato uma coisa importante para o registro de uma história tão fantástica como a nossa, mas pra mim, nesse momento, seria mais importante a finalização de nosso CT. Mas uma finalização não como uma maquiagem e sim um CT de prima, um modelo, isso seria à altura do Mengão. Sei que isso, em termos de marketing, não seria interessante para a olympikus e portanto cabe aos nossos dirigentes procurar reais interessados e capitalizar para colocar o clube em dia com suas obrigações fiscais, podendo aproveitar assim as oportunidades que a lei nos daria.
E para fechar fica a foto do novo Manto, lindo como sempre será!!!
Por Vinicius Nagem
Amigos do Blog da FlamengoNet,
Se você está gostando de acompanhar as histórias das Embaixadas da Nação, leia também nosso blog no site oficial do Flamengo denominado VOZ DAS EMBAIXADAS, com noticias atualizadas sobre elas. Acesse http://www.flamengo.com.br/site/blog/blog.php?id=6
Entre na comunidade no Orkut destinada aos apreciadores do blog VOZ DAS EMBAIXADAS http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=96624271
Contamos com a presença dos amigos em ambos os espaços virtuais.
A décima sexta Embaixada que contará sua história aqui no Blog é a FLA-MINAS, localizada em Três Pontas, na região centro-sul de Minas Gerais, cidade dotada de invejável infra-estrutura urbanística, com índices próximos a 100% em saneamento básico, energia elétrica e pavimentação. Tem um passado rico e dessa riqueza construiu o seu maior trunfo: a qualidade de vida.
Parabéns aos guerreiros da FLA-MINAS que são um grupo reconhecido no seu município como defensores das causas sociais e humanitárias.
FLA-MINAS – A GENTE GOSTA DE FLAMENGO E TAMBÉM DE CARNAVAL, UAI!
*Edilson Vitor da Silva – Presidente da Fla-Minas
Tudo começou quando organizei uma viagem em 2003 para assistir a um jogo em Belo horizonte entre Flamengo e Cruzeiro. Durante a viagem, conversando com meu amigo e compadre Ney Antônio de Mendonça, tivemos a idéia de fazer uma torcida do Flamengo em Três Pontas. Aquele projeto nos deixou entusiasmados e ficamos de conversar melhor sobre o assunto após o jogo. Meses se passaram e no dia 01° de Outubro de 2003 marquei uma reunião em minha residência, onde estavam presentes além de mim, Ney Antônio de Mendonça e nossas respectivas esposas Juliana Ribeiro de Miranda Silva e Maria Aparecida Andrade de Mendonça. Nesse momento foi fundada a FLA-MINAS.
Fomos campeões em 2006 e 2007, porém, a partir de 2008 o Prefeito (juntamente com a Liga dos Blocos) acertou que não haveria competição, o desfile aconteceria sem julgamentos.
Em 15/11/2008 fomos nomeados Embaixadores da Nação do Clube de Regatas do Flamengo em reconhecimento aos diversos atos que promovemos associados ao Flamengo.
No dia 07/12/09 fomos recebidos na Câmara Municipal de Três Pontas pelos Vereadores em sessão no Plenário, onde recebemos Moções de Aplausos por relevantes serviços sociais como arrecadação de donativos aos mais necessitados e também em Campanhas de Doação de Sangue junto ao Ministério da Saúde promovido pelo Flamengo que incentiva sua torcida a participar.
Nosso objetivo principal é sempre estar engrandecendo o Mais Querido do Brasil o CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO.
COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André MonneratQual o verdadeiro valor de um treinador?
Muitos dos leitores devem se lembrar do SuperTécnico. O programa, apresentado pelo grande mestre Mílton Neves, era uma mesa redonda que reunia treinadores em atividade nos grandes times do país para falar da rodada. Fez razoável sucesso e, até pelo nome, não deixava de ser um símbolo de uma era do nosso futebol que durou até bem pouco tempo, mas parece estar chegando ao fim: a dos SuperTécnicos.
Em um tempo em que clubes do exterior começaram a levar embora não só os nossos principais jogadores, mas também os bonzinhos que poderiam substituí-los, os apenas razoáveis, os garotos que poderiam a ser razoáveis um dia e até mesmo o pernas-de-pau que fez dois gols em cima do Boavista na rodada passada, o trabalho dos técnicos começou a ser visto como o principal para um time conquistar títulos. No meio de tanta mediocridade, o diferencial estaria em conseguir fazer os medíocres trabalharem no seu máximo - e assim os treinadores foram elevados a astros do espetáculo. Mas, já tem um tempinho, os sinais estão mostrando que esta onda passou. Ontem, tivemos mais um: a demissão de Muricy no Palmeiras.
E o Flamengo 2009 foi justamente um símbolo disso aí. Enquanto o Palmeiras trocou seu auxiliar prata-da-casa Jorginho pelo caríssimo Muricy, o Flamengo fez o contrário: para economizar, decidiu apostar em Andrade. Deu certo, o time foi campeão (enquanto o Palmeiras ficou de fora até da Libertadores), e muitos por aí usaram os dois casos para chegar à conclusão: não é preciso contratar um grande técnico de grife pra se dar bem, dá pra chegar longe na base da humildade andradiana (algo que até me incomodava um pouco, porque parecia tirar um tanto dos grandes méritos de Andrade na campanha). O próprio desempenho do muito menos renomado Ricardo Gomes no lugar de Muricy no mesmo São Paulo ajudou a dar esta impressão: afinal de contas, o técnico não faz tanta diferença assim. E agora o Palmeiras vai trocar Muricy (que ainda acredito que seja bastante bom em seu jeito de trabalhar, embora com uma filosofia de jogo chatapracacete) por Antônio Carlos, que só tem no currículo como técnico alguns meses à frente do São Caetano, com o mérito de ter afastado o time do rebaixamento na série B para deixá-lo mais ou menos próximo da zona de acesso. Pois é.
Aos resultados recentes de Muricy, Andrade e Ricardo Gomes somam-se casos anteriores - como os recentes anos de resultados abaixo do nível de seu ego que Luxemburgo vem tendo, o vice-brasileiro conquistado pelo sempre contestado Celso Roth e até mesmo o trabalho de Dunga na Seleção, que bem ou mal vem tendo resultados no mínimo no nível de seus antecessores mais experientes na função. E pode até ser coincidência, mas esta virada de pensamento vem em um momento em que o Brasil está recebendo de volta da Europa uma porção de nomes de peso - Adriano, Fred, Love, Robinho, Ronaldo, Roberto Carlos e outros menos cotados. O que deve contribuir para que as pessoas voltem a achar que quem resolve mesmo é quem está dentro de campo.
O que é um pensamento sempre mais saudável e divertido, mesmo. Um dirigente que, hoje, ao iniciar uma temporada com grande ambição, preferisse gastar uma fortuna para trazer um Felipão em vez de um, digamos, Ronaldinho Gaúcho não seria visto com a mesma simpatia de um tempinho atrás. Mas ainda lembro de diversos anos, não tão distantes assim, em que o Flamengo apostou na contratação de jogadores caros e colocou para dirigi-los técnicos que, bem, não tinham nível para fazer o trabalho - e os resultados não eram lá muito agradáveis de se ver. Tudo é uma questão de equilíbrio; assim como não faz sentido gastar 500 mil reais por mês no salário de um treinador, também não é um trabalho que dê pra colocar na mão de qualquer um. Talvez a maior lição não seja nem a de diminuir o valor dado ao trabalho dos técnicos - e sim a de evitar cair com tanta facilidade em discursos de autopromoção de quem estiver momentanemente por cima.
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No caso do Flamengo atual, o time já tem seus jogadores de nome e o trabalho do treinador daqui pra frente será bastante importante mesmo.
Todos já repararam que o time está com alguns problemas que não estão se resolvendo com facilidade, que vêm da mudança de alguns nomes e também da maneira do time jogar. Tenho certeza de que contratar alguns jogadores de alto nível para uma ou outra posição, se o dinheiro na Gávea estivesse sobrando, não faria mal. Mas, no momento, não há perspectiva de qualquer grande contratação, não parece que o nível do elenco do Flamengo esteja muito abaixo do de nenhum outro time do país e as peças disponíveis são essas mesmo. Mas Andrade ainda tem que quebrar um pouco mais a cabeça para descobrir as melhores a serem usadas e a maneira mais eficiente de encaixá-las.
- ANDRÉ MONNERAT trabalha com marketing em Internet e escreve também no SobreFlamengo (sobreflamengo.blogspot.com e twitter.com/sobreflamengo).
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
por Paulo Lima*
Acho uma tremenda besteira contabilizar invencibilidade. Trata-se de algo inútil e que só causa prejuízo psicológico aos jogadores. No mais, as atuações do time em 2010 não justificavam a fama de invicto. A derrota esteve para acontecer em várias ocasiões. Mas não viera.
De todo modo, a sensação de acordar no dia seguinte com a frustração da revés me soa estranha. Pouco importa se é para os chorafoguenses, numa mera semifinal de turno de Estadual (feito celebrado por eles como um Mundial de Clubes, ao fim do jogo). Mas a simples conquista de zero ponto é, para o Flamengo, uma avis rara.
O mais importante de tudo é que a derrota nos faz reemergir à realidade, e aos objetivos que são realmente relevantes para o time.
Por maior clichê que pareça, a verdade é que a eliminação veio em boa hora. Se o time estivesse jogando o fino, o lamento seria grande. Mas de nada adiantaria vencer o Botafogo com a camisa, ir para a decisão com o Vasco no domingo ainda iludido com uma formação que ainda não se acertou e, mesmo com a vitória que seria certa contra os vices, seguiríamos com o auto-engano (com o desgaste certo da final da Taça GB e com apenas 3 dias para recuperação) até a estreia do Flamengo na temporada: o début na Libertadores, quarta, 24, Universidad Católica-CHI, no Rio.
Com essa derrota, Andrade terá mais uma chance de repensar o esquema, refletir sobre os peças de que dispõe e encontrar um caminho seguro para uma estreia com vitória na América. É ou não é o que nos interessa? Há uma semana para isso. Ponto.
Um parêntese para o jogo contra o Chorafogo: o nosso técnico me pareceu apático e temeroso ao não sacar Kleberson já no intervalo (o que acontece com esse jogador alguém tem uma explicação?) No mais, Vagner Love (vai ser cobrado pela presidenta) me pareceu aquém do que sabe, embora tenha tido - e perdido - duas grandes chances de gol. Eu JAMAIS sacaria o Pacheco, grande figura do time, mesmo um pouco mais cansado no segundo tempo. Preferia até que fosse VL a ter dado lugar ao Pet.
E para quarta que vem? Vão falar de ressaca, de "juntar os cacos"... Mas vai durar um dois dias. Depois, tudo se voltará à inominável decisão da Taça Guanabara, a finalíssima, o jogo da vingança do Botafogo...Que ótimo. O que menos precisamos agora é foco jornalístico. Com trabalho quieto e simples, o Tromba tem a faca e o queijo na mão para promover uma nova revolução no time, e silenciosa, tal qual fez quando assumiu, ao reeditar o 4-4-2 que parecia perdido no tempo. Tem bons elementos e elenco para isso. Não é hora para muitas surpresas, embora eu já pensasse em lançar os reforços, pelo menos no banco.
As for me, simplesmente tiraria o Toró e iria de 3 zagueiros na Libertadores. Acho que Juan e Léo Moura merecem voltar a ser aproveitados como peças mais ofensivas (ainda que não simultaneamente). Por conta da vulnerabilidade defensiva, me parece que temem ser mais ousados no que melhor sabem fazer. Mas Andrade sabe melhor do que eu sobre as peças que tem. Mas que tem de mexer na estrutura, é fato. Como, é o X da questão.
Retomando o começo: o peso da derrota no Carioquinha serve para redimensionar o que realmente este objetivo tem para o clube. Caso se reinvente, passe tranquilo pela Católica e siga seu caminho, vou pensar que estaremos na rota da serenidade que nos consagra a Libertadores como prioridade,. A Taça Rio e o possível tetra serão considerados, claro, mas mais como um destino natural, sem sustos ou atropelos, do que propriamente um desejo a ser cobiçado.
É isso que esperamos.
*Paulo Lima é rubro-negro, jornalista e servidor público, atualmente lotado na Missão do Brasil junto às Nações Unidas, em Nova York. Paulo Lima escreve também no Mundo Flamengo (www.mundoflamengo.com) e no site oficial do Flamengo, no blog Mengão Sem Fronteiras (http://www.flamengo.com.br/site/blog/blog.php?id=7)
Sejamos coerentes
Se boa parte da torcida comprou a idéia de que a prioridade deveria ser a Taça Libertadores, não há motivo para o mundo acabar agora. Ano passado perdemos para um time muito pior e terminamos o ano de um jeito muito melhor.
O ditado enaltece quem ri por último e não quem vence primeiro.
Também não joguem a culpa no carnaval, na falta de concentração, na empáfia ou afins. Já está chato toda derrota inesperada do Flamengo ter essas mesmas desculpas. Perdemos porque o outro lado foi mais competente nas finalizações e porque precisamos melhorar. A defesa vem falhando todos os jogos. Cedo ou tarde, o ataque não ia resolver. Que bom que foi agora e dá tempo de ajeitar.
Há três anos somos reis do Rio e há três anos só vencemos um turno. A derrota de ontem não mudou nenhuma data nas próximas semanas e não tem porque mudar o planejamento e as exigências. Mudança ou cobrança só se for na escalação.
Os cães ladram, mas o Flamengo ainda tem um longo caminho a trilhar. O resto é pessimismo precipitado.

