domingo, 28 de fevereiro de 2010

Discutindo a maneira de jogar… porque os times se superam contra nós ?

* Victor Esteves, da mesinha do Buteco do Flamengo.

Amigos da nação rubronegra, depois deste sábado onde enfrentamos o time que só teve uma vitória no campeonato inteiro, me peguei pensando o que acontece quando os times jogam contra o Flamengo. Alguém pode negar que o Macaé, em certos momentos da partida, principalmente no primeiro tempo, jogou melhor ?

Depois tomou um vareio, e o Flamengo dominou o jogo. Mas antes, cada bola que saía da nossa defesa era um “bate e volta”. Uma das teorias que já fiz para explicar esta constante “ressurreição de mortos” que o Flamengo inspira foi a de que os jogadores do time adversário estão sempre jogando a partida da vida deles. Se jogar bem contra o Flamengo podem aparecer para os grandes clubes e dar uma guinada em suas carreiras. Essa teoria se esfarelou com o tempo. Depois pensei que é o nosso jeito de “jogar futebol”, abdicando das faltas e tentando ser vertical, jogar para a frente o tempo todo, visando o ataque. Mas aí tivemos um time super marcador, passaram por ali Willians, Toró, Aírton, Ibson e mesmo assim os adversários se destacavam quando jogavam contra nós. Continuo aceitando sugestões de explicações. Mas a impressão é que se jogarmos contra um time de várzea, vamos ter dificuldades até o nosso jogo ”encaixar”, ou o nosso técnico mexer no time.

Mas pelo menos, pudemos concluir que temos sim um elenco, ainda que me pareça carente de bons atacantes reservas. Grata surpresa, para quem nunca o tinha visto jogar, esse Ramon. Em poucos toques, além do meio gol, o Ramon provou ser bom de bola, e, se melhorar o preparo físico, vai barrar alguém no meio campo do Mengão. Além do luxo de termos Pet e Kleberson na reserva, ainda temos o inexplicável Fernando. Esse cara entrou no time e nos dois primeiros jogos, jogou muito. Depois sumiu. Como quem sabe não esquece, fica outra pergunta de um milhão de dólares : O que aconteceu com esse cidadão ? Tá jogando fora de posição, ou vai ter sempre uma carreira irregular por onde passar ? Ontem, podia ter sido o primeiro a ser substituído que não ia fazer falta nenhuma. Junto com o Mezenga, foram duas nulidades em campo. O mesmo Mezenga que fez dois gols em uma mesma partida e nos deu esperança de que teríamos um bom banco para o ataque. Já não dá para dizer o mesmo.

E o Juan ? Será que ele tem ainda algum problema físico ? Estamos ficando cansados de esperar que as viradas de bola de uma lado para outro, tão constantes no nosso time, possam dar início a um ataque fulminante do Juan. Inexplicavelmente, essa jogada não tem acontecido. E do pouco que deu para ver do Alvim, já deu para perceber que o Juan tem uma sombra agora (pelo menos até o amadurecimento do Jorbinson). Ainda bem que ele se conteve e não fez biquinho nem cara feia quando foi substituído. Quase…

Por fim, temos que falar do Love, se o assunto é a “maneira de jogar”do nosso time. Ele parece que também é um jogador de “pacote”. Para contar com jogadas inesperadas e surpreendentes, parece que vamos ter que nos acostumar com as jogadas bizarras e, de outra forma, também surpreendentes, como os pênaltis mal batidos ou as tentativas de fazer tabela com os pés do adversário. Pessoalmente, gosto muito do Love, do seu sangue rubronegro, de suas entrevistas com a dose certa de humildade, de sua picardia (pena que a cobrança de falta rápida não foi contra o Botafogo, ia ser um chororô de uma semana), de sua entrega em campo, da maneira como se coloca e se desloca. Enfim, um grande reforço para este semestre. Mas desaconselhável para quem tem coração fraco.

E, antes tarde do que nunca : O Andrade continua escalando mal e substituindo bem. Mérito para ele, pelo jeito de orientar a equipe e de conhecer o que seus jogadores podem fazer em campo, mudando o panorama da partida. Mas pode ser por aí que resida a explicação da minha indagação original.

Triplex Top Ten

1 - Amistosos: E começamos uma carga de amistosos novamente. Vamos tomar gols bobos, como ontem, mas pelo menos a produção foi alta, e a goleada veio fácil, sem sustos. Vi muita gente gralhando, "eles jogaram mais, blá, blá, blá", mas, me perdoem a sinceridade: posse de bola significa alguma coisa pra pelada na rua. Você é o dono da bola, você tem vaga. Na hora de separar homens de crianças, metemos 4 e ponto final. Next!!!!

2 - Vagner Love: Meteu 2, sendo que bateu no peito e falou "vou bater essa parada". Pênalti bem batido é gol. O mal batido, é cobrança. Ele foi macho e meteu o gol. E é artilheiro, mesmo sem tomar cafeína.

3 - Léo Moura: Voltou a jogar o que sabemos que pode. Desse jeito, é uma arma letal. E se acertarmos a proteção à zaga, ele vai poder subir sem aporrinhação. O melhor de tudo é ver que ele tá focado pra Libertadores e Carioca. Excelente reforço pra 2010.

4 - Juan: Já o Juan, está parecendo funcionário público. Pendura o paletó, vai ali, volta, coça a cabeça. Uma pena. E, honestamente, não se trata de detonar o cara. Mas não podemos jogar com ninguém que não esteja afim, ou - pra não ser chato - meia bomba. Mete o Alvim, dá chance pro cara. Se barraram o Pet - considerado medalhão, porque não o Juan?

5 - Defesa: O jogo de ontem serviu pra vermos que - mesmo sabendo que Angelim e Álvaro não estão bem - sem proteção pode ter Lúcio e Juan que o bicho vai pegar. Fabrício e David passaram por uns probleminhas ontem, mas, como eu disse no item 1, na hora do pega-pra-capá mostramos quem era o Flamengo e quem era o Macaé. Há de se acertar o sistema defensivo. #fato

6 - Andrade: Gosto da teimosia dele em ganhar de 5x4, 6x3. Nosso time não pode e não deve perder a vocação ofensiva. Quer ficar na retranca? Contrata o Parreira, oras. Deixem o cara trabalhar, pois - creio eu - temos um dos melhores ataques do país - em números (por favor, não venham me dizer que fulano deu de 9x1 no Tremembé pela Copa do Brasil. Estamos falando de futebol de verdade).

7 - Pet: Um tópico à parte. Pet é craque. Teria vaga fácil. Mas é nítido o desgaste dele com todos. Triste que tenha que ser assim. Na boa, não quero ser o cupido, mas pelo bem de um grupo que luta pela Libertadores, ou chama o cara e enquadra ele no grupo, ou manda embora. Pra deixar ele assim, é uma tremenda sacanagem com ele, com o grupo, com treinador e com a Madre Superiora. De qualquer forma, reitero minha posição: na bola, ele é titular.

8 - Selecionáveis: Vem cá. Leio muita gente pregando o filho do Kleber e o Adriano na seleção. A pergunta é: vocês tem saudades dos tempos de jamir, negreiros, delacir e outros craques? Chego a ler nego querendo mandar o Adriano embora. Por favor, me poupem dessa ladainha.

9 - Chile: Meus votos de recuperação ao povo do Chile. Adversários em Libertadores e Copa do Mundo, mas são seres humanos. #Força.

10 - Fierro: 10.

E nada mais digo.

Alex do triplex no twitter: http://www.twitter.com/alextriplex

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Flamengo x Macaé


Comente aqui a estréia do Flamengo na Taça Rio.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010


PAPO DE SEXTA - Luciana Zogaib

Amanhã começa a Taça Rio com um joguinho nada animador contra o Macaé em Volta Redonda as 19:30hrs. O assunto tem sido a dedicação ao Carioca frente a Libertadores. É claro que sou muito mais a Liberta do que o tetra carioca, isso acho que é unanimidade na Nação. Mas, fato é, que temos um bom elenco e diante das babas que vamos enfrentar na TR podemos também beliscar esse título. Coloco abaixo a sequência de jogos do Mengão na Taça Rio e Libertadores:

27/02 - Macaé x Flamengo
03/03 - Flamengo x Madureira
06/03 - Resende x Flamengo
10/03 - Caracas x Flamengo
14/03 - Flamengo x Vasco
17/03 - Univ. de Chile x Flamengo
21/03 - Flamengo x Botafogo
24/03 - Flamengo x Tigres-RJ
28/03 - Flamengo x América
04/04 - Friburguense x Flamengo
07/04 - Flamengo x Univ. de Chile
10 e 11/04 - Semifinais da Taça Rio
14/04 - U. Católica x Flamengo
18/04 - Final da Taça Rio
21/04 - Flamengo x Caracas
25/04 - Final Carioca
02/05 - Final Carioca

Diante disso vejo que nas duas primeiras rodadas da TR podemos entrar com nossa força máxima sem colocar em risco o planejamento da Liberta. Já no terceiro jogo, contra o Resende, pouparia os titulares já que teremos uma viagem para enfrentarmos o Caracas na Venezuela. Aí teremos nosso primeiro Clássico, contra o Vasco mas este imprensado com o jogo no Chile, portanto também não entraria com força máxima.
A seguir vem mais uma sequência de 4 jogos na TR onde apenas pouparia no quarto jogo, esse contra o Friburguense. Portanto, temos que ganhar o clássico contra o Botafogo.
A classificação para a semi-final na TR, no meu modo de ver, é obrigatória, seja jogando com reservas ou titulares. Mas, a semi e a final serão entre jogos da Liberta, dois em casa e outro fora e aí teremos que avaliar as circunstâncias do momento.
Por essa análise fica claro que a tarefa de ganhar o tetra, mesmo levando em conta que os adversários não são lá grades coisas, não será fácil .
Mas no fundo o que a galera gostaria mesmo era de arrematar TUDO esse ano e para isso teremos que ter um excelente planejamento e dedicação dos jogadores. Adriano precisa voltar a treinar o quanto antes!!!
A prova que a galera quer tudo está no novo canto da torcida, baseado no samba do Salgueiro.

"Uma história de amor
Sem ponto final
Eu quero o tetra do Rio Flamengo
Libertadores, Mundial"

SRN

Twitter: http://twitter.com/luzogaib
Futeblog : http://luzogaib.wordpress.com/

COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat

Ah é - tem a Taça Rio

Amanhã acontece a estreia do Flamengo na Taça Rio, contra o Macaé, em Volta Redonda. Não é uma estreia em Libertadores, claro; não sei bem como eu lidaria com o Estadual se comandasse o Flamengo hoje. Não dá pra deixar de lado, mas também não dá pra perder de vista o que realmente importa.

Por exemplo: independente de como se apresentassem hoje na Gávea, Léo Moura e Bruno não jogariam amanhã, se dependesse de minha vontade (P.S.: acabo de saber que Álvaro e Petkovic já estão fora...). E é provável que, nem que fosse durante o jogo, eu colocasse em campo gente que está inscrita na Libertadores, que pode precisar jogar em momentos importantes e que está sem qualquer ritmo de jogo - casos de Michael e Rodrigo Alvim, por exemplo. Podemos ainda lembrar que Willians está de fora do jogo contra o Caracas; seria o caso de, em algum momento, já testar em campo a solução que será utilizada para sua ausência.


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Não que o jogo de amanhã não tenha sua importância e não se deva cobrar um bom desempenho do time, mesmo jogando sem alguns titulares. O Flamengo precisa se acostumar a jogar bem, algo que pouco fez nesta temporada. Assim, só posso torcer para que o Macaé - vice-campeão brasileiro da Série D, perdendo a final para o mesmo São Raimundo que ganhou outro dia do Botafogo pela Copa do Brasil - seja um bom sparring e crie dificuldades.

Não que dê pra acreditar muito nisso. O time foi penúltimo colocado em seu grupo da Taça Guanabara e tem a terceira pior campanha do campeonato; nos jogos contra os grandes, perdeu de 3x2 para o Botafogo na estreia e de 4x0 para o Vasco. Mas ao menos parece saber que tem muito a melhorar; trouxe cinco reforços neste intervalo entre os turnos (obviamente, todos desconhecidos; o de melhores credenciais é o lateral Fernandinho, que jogou a série B do Brasileiro do ano passado pela Portuguesa) e foi fazer um período de treinamentos intensivos em Vassouras para se preparar para a Taça Rio. Seu artilheiro é André Gomes - aquele mesmo que jogou no Flamengo entre 2002 e 2003, hoje com 34 anos - com 4 gols.


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Curiosidade inútil: vocês sabiam que o Macaé foi fundado em 1990, com o nome de Botafogo Futebol Clube?


- ANDRÉ MONNERAT trabalha com marketing em Internet e escreve também no SobreFlamengo (sobreflamengo.blogspot.com e twitter.com/sobreflamengo).

EMBAIXADAS DA NAÇÃO – O FLAMENGO ONDE VOCE ESTIVER
Por Vinicius Nagem

Amigos do Blog da FlamengoNet,

Se você está gostando de acompanhar as histórias das Embaixadas da Nação, leia também nosso blog no site oficial do Flamengo denominado VOZ DAS EMBAIXADAS, com noticias atualizadas sobre elas. Acesse http://www.flamengo.com.br/site/blog/blog.php?id=6
Entre na comunidade no Orkut destinada aos apreciadores do blog VOZ DAS EMBAIXADAS http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=96624271
Contamos com a presença dos amigos em ambos os espaços virtuais.
A décima sétima Embaixada que contará sua história aqui no Blog é a FLAVITÓRIA, localizada na capital do Espírito Santo. Pela proximidade com a cidade maravilhosa, esta Embaixada é uma das que tem maior possibilidade de crescimento no seu contingente, haja vista que no Espírito Santo existe uma gigantesca torcida do Flamengo.
Quem conta essa história é a jornalista Lívia Albernaz, que acompanhou toda a formação e o crescimento da FLAVITÓRIA.

FLAMENGO: SINÔNIMO DE VITÓRIA
* Lívia Albernaz – Assessoria de Comunicação da FLAVITÓRIA

O Espírito Santo é uma terrinha boa, um Estado pequeno da região Sudeste com um grande número de Flamenguistas. Aqui, como em qualquer parte do Brasil, as pessoas encontram flamenguistas verdadeiramente apaixonados que amam, vestem e honram o manto em todas as ocasiões.

Nos arredores do Maracanã, é fácil encontrar um capixaba enrolado na bandeira, seguindo o já conhecido caminho rumo aos portões do palco sagrado rubro-negro. E quando o flamenguista capixaba não pode ir ao Maracanã, reune-se com outros rubro-negros e faz a sua torcida. Transmite de longe o amor que sente como estivesse nas arquibancadas do Maraca.


Por essa paixão sem proporções que somos tão invejados. Nós amamos e demonstramos isso. Aqui a torcida grita, vibra, ama e chora. E isso é Flamengo. Uma explosão de sentimento, uma emoção infinita, um perigo para os cardíacos e o nosso maior orgulho. O Flamengo não é um clube qualquer. É algo mágico, que hipnotiza, encanta, levanta multidões, mistura raças e une corações por um só amor: Flamengo.

Nome que já fiz tudo. Raça, emoção, explosão, magia, amor, dor, suor, sangue, alegria...

Foi em minhas pesquisas pelo orkut que achei um rubro-negro tão apaixonado quanto eu. Fabrício Cypreste o embaixador da FlaVitória. Foi nesse encontro que pude conhecer grandes flamenguistas. E este é um dos maiores que conheci. Faz tudo pelo mengão. Onde quer que o Fla esteja. Apaixonado e grande rubro-negro, Fabrício foi nomeado presidente da torcida organizada urubu guerreiro. Quando fundava a torcida, ele procurou pela internet, pessoas que pudessem se juntar a ele nessa empreitada. Foi aí que ele encontrou fiéis flamenguistas e fez amigos. Sempre tomando iniciativa, procurava interagir e buscar algo novo para a torcida.


Foi quando um grande amigo, André Vinicius, contou sobre o projeto Embaixadas da Nação. E na mesma garra típica de qualquer rubro-negro, o presidente da nossa embaixada, juntou a antiga torcida urubu guerreiro e a Flacapixaba para entrar no processo de avaliação da embaixada. Do dia para a noite, querendo logo ver o resultado e a movimentação da torcida capixaba, foram confeccionadas camisas, outros produtos e a criação do site. No dia 15 de novembro de 2009 a FlaVitória foi consagrada com o Diploma de Embaixada da Nação. Dia único para Fabrício, que viu sua dedicação sendo reconhecida.

Vale ressaltar que a FlaVitória tem torcedores de Cariacica, Serra, Vila Velha e outras cidades do Espírito Santo. O amor do capixaba pelo Flamengo não tem limites e com isso, a Fla Vitória só aumenta. O trabalho árduo da FlaVitória é propagar nosso amor pelo Flamengo não só vestindo o manto, aumentando o número de sócios e levar o amor capixaba ao Maraca. É também fazer o bem a quem precisa. O mesmo sangue apaixonado que circula em nossas veias, faz de nós, rubro-negros solidários. Pretendemos fazer campanhas beneficentes e estar sempre à frente renovando nosso amor ao próximo e ao Flamengo. Eu fiquei próxima ao Fabrício na II Campanha Nacional de sangue rubro-negro. Foi uma semana intensa de divulgação na imprensa, convocando todos para doar o sangue rubro-negro. E a campanha foi um sucesso, graças à força de vontade do Fabrício e do apoio dos flamenguistas capixabas. A FlaVitória também já arrecadou roupas e alimentos para as vítimas de enchentes no nosso Estado. Isso e outras ações refletem o que é a nossa embaixada. Um trabalho apaixonado e
intenso. Porque somos Flamengo. Somos uma nação fiel e guerreira. Seguiremos em frente com amor e perseverança. O nosso amor é infinito. Não tem fronteiras...


Porque somos Flamengo ... no coração e na alma.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Meus votos de muito sucesso

Hoje foi o último dia do nosso amigo Juan Saavedra no comando do site do Flamengo. Com uma pontada de tristeza digo-vos isso, mas o simples saber de mais um degrau subido transforma esse sentimento em alegria.

Ao longo do período em que atuou no site, Juan mostrou a competência que sempre lhe foi peculiar. O jeito tranquilo de lidar com as encrencas, ouvidos de mercador pra aguentar milhares de pessoas se metendo, a visão macro do site como portal, e não como um sitezinhode clube, tudo isso fez com que o trabalho dele gerasse resultados que, no meu entender, só não enxerga quem não quer.

Atuar no Marketing, mesmo sendo - teoricamente -somente do site, não significa abrir um editor de html e pronto. A parada é muito mais sinistra e arregaçadora master do que se imagina. Pra vocês terem idéia, numa terça-feira da vida liguei pro Juan pra aporrinhá-lo com alguma coisa, e ele estava indo do clube para o centro da cidade, de ônibus, pra uma entrevista de algum alguém numa rádio.

Enfim, pra não tornar esse texto uma babação de ovo, quero parabenizar o meu grande amigo Juan Saavedra, e, em nome do FlamengoNet, agradecer pelo seu excepcional trabalho no site do Flamengo. E, claro, desejar muito sucesso nessa nova empreitada.

E nada mais digo.

Alex do triplex no twitter: http://www.twitter.com/alextriplex

A noite em que o Flamengo curvou a mídia

* Por Vinicius Paiva

Conforme explorado aqui no Blog da Flamengo Net antes da partida de ontem entre Flamengo e Universidad Católica - estreia do Mengão na Libertadores - as Organizações Globo haviam cometido o extremo devaneio de deixar grande parte da torcida do Flamengo Brasil afora sem a transmissão da partida. Isto porque a grade original da Rede Globo contemplava transmissão apenas para algumas praças (aquelas dominadas pela Globo SP ou as que possuem futebol próprio, como MG ou SC, não veriam o rubro negro pela Globo). Quanto ao Sportv, ele transmitiria a partida do Corinthians para todo o Brasil, e o Flamengo apenas para o Rio. Tudo por conta das famigeradas Olimpiadas de Inverno, que dominam a programação do canal Sportv 2, uma vez que nas Libertadores de 2007 e 2008, todos os jogos do Flamengo eram transmitidos por um dos dois canais fechados da Globosat, inclusive para a cidade de São Paulo, onde resido.

O resultado da incompetência do departamento comercial da Globo foi uma violenta pressão da Magnética de norte a Sul do Brasil, com o próprio site oficial do Flamengo cumprindo papel fundamental no processo (http://www.flamengo.com.br/site/noticias/noticia.php?id=8305), resultando na mudança do esquema de transmissão da partida. Na prática, o que aconteceu foi que nas regiões desabastecidas da transmissão da estreia do Fla, as operadoras Sky e Net disponibilizaram canais exclusivos onde seus assinantes puderam assistir ao jogo, tudo em cima da hora. Este processo foi fruto do poderio inimaginável de uma torcida, tecla que há anos vem sendo batida por todos nós, mas que boa parte da mídia (e daqueles que a controlam) insiste em não acreditar.

No fim das contas, nem todos ficaram felizes. O canal disponibilizado pela Net em São Paulo, por exemplo (122) apenas serviu àqueles assinantes da TV digital, e com pacote de pay per view. A net analógica, segundo me consta, nem chega a ter o canal 122. Além do mais, assinantes de outras TVs a cabo (como a da Telefonica) continuaram chupando o dedo. A isto, soma-se o fato de a TV Globo ter realizado uma reportagem ao vivo no Bar da Fla Sampa na noite de ontem, e tivemos o cenário de uma superlotação jamais visto no bar oficial dos flamenguistas na capital bandeirante.

A propósito, para se precaver, a Fla Sampa adquiriu um equipamento de antena parabólica, que retransmite os jogos da TV Globo RJ para todo o território nacional. Se tudo der certo, a compra terá tido serventia apenas para o jogo de ontem, pois não se pode tolerar dois erros vindos de um mesmo canal, ainda mais quando o mesmo se viu obrigado a alterar sua grade de programação de maneira jamais vista anteriormente.

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Dominou o noticiário de negócios o fato de o Corinthians ter fechado mais um patrocínio - desta vez a "barra" da camisa para o Banco Panamericano, mesmo empresa a ocupar o referido espaço na temporada de 2009. E como não poderia deixar de ser, o Corinthians vem sendo exaltado por supostamente possuir o maior contrato do Brasil, e um dos maiores do mundo. O Diário Lance chega mesmo a projetar que, em caso de conquistas (por conta dos bônus pagos pelos patrocinadores), o time paulista poderia atingir a sexta colocação no ranking mundial de patrocínios, perdendo apenas para Real Madrid, Bayern de Munique, Manchester United, Liverpool e Schalke 04.

É mas não é. A verdade é que, como escrevi há cerca de um mês, esse "maior patrocínio do Brasil" vinculado ao Corinthians possui peculiaridades. A primeira é o tão falado "efeito Ronaldo", que até ano passado abocanhava 80% do valor de todos os patrocínios do clube, menos o patrocínio principal. Neste ano o esquema mudou, e a diretoria preferiu pagar ao atacante um valor fixo de R$ 12 milhões, além do salário de R$ 400 mil. Mudou a forma, mas não o conteúdo, pois se a fonte para o pagamento da remuneração de Ronaldo são os patrocinadores, os R$ 45 milhões angariados pelo Corinthians tornam-se, de imediato, R$ 33 milhões.

Outra controvérsia reside no fato de que o Corinthians comercializou bem mais espaços do que o Flamengo, numa estratégia de banalização que eu sinceramente não desejo ver no meu clube. A Hypermarcas, patrocinadora principal do alvinegro, paga R$ 38 milhões (além de R$ 3 milhões a título de marketing) pelo espaço da cota master (peito e costas), mangas, ombros e axilas. Já o pacote Batavo + BMG rende ao Flamengo R$ 30,5 milhões (além dos mesmos R$ 3 milhões para ações de marketing), mas usufrui apenas da cota master e das mangas. Nada de axilas ou ombros. Sendo assim, essa diferença de R$ 8 milhões é mais do que justificável, e coloca os patrocínios das duas maiores torcidas do Brasil no mesmo patamar. Com a diferença de que o Corinthians vive o ano mais importante de sua história (o do centenário) enquanto o Flamengo vive apenas um ano como outro qualquer.

Por fim, cabe lembrar que o patrocínio total do Corinthians atingiu R$ 45 milhões (R$ 35 da Hypermarcas mais R$ 7 milhões do Banco Panamericano na barra da camisa)
e que o Mengão deve atingir R$ 35,5 milhões (R$ 22 milhões da Batavo, R$ 8,5 milhões do Banco BMG e uma empresa ainda a ser anunciada, a pagar R$ 5 milhões pelos calções, em espaço equivalente ao da "barra" da camisa). É muito dinheiro, que pode proporcionar um grande ano ao atual campeão brasileiro, e que torna injustificável a choradeira de tantos torcedores por conta do logotipo da Batavo ou da cor laranja do logo do BMG.

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É ESTARRECEDORA a reação do departamento de marketing do Flamengo mediante seus primeiros grandes questionamentos públicos, conforme veiculado em notícia de dez dias atrás em alguns portais pela internet (http://www.lancenet.com.br/noticias/10-02-14/701329.stm). A verdade é que este natimorto projeto só teve algum destaque no âmbito da diretoria anterior, criadora do mesmo. E nem naquela época chegou a funcionar decentemente - eu mesmo passei enormes dificuldades e tive que pegar a mesma fila quilométrica que os não-sócios, quando da última partida do Brasileirão 2009.

A propósito, e as tais perucas de Vágner Love, prometidas como a grande coqueluche do Carnaval carioca?

Lamentável.

E-mails para a coluna: viniciusflanet@gmail.com

Prós e contras

Vencemos. E isso é o mais importante. Além disso tudo, foi bom ver que o goleiro reserva teve personalidade - ainda que não tenha sido muito exigido - e que o nosso novo zagueiro pela esquerda se saiu bem, especialmente encarando as primeiras provocações verbais da competição.

Ainda não se sabe se era Dunga ou Perla quem estava na arquibancada para justificar a atuação de Léo Moura. Ontem,o cara armou, marcou, correu e se desdobrou. Vale lembrar que Willians ajuda a ocupar exatamente aquela lado do campo.

Sobre Willians dá pra falar que a expulsão foi coisa de libertadores, que o juiz foi rigoroso demais, mas vamos à realidade: libertadores é isso aí. A gente já perdeu um jogo para Hector Baldassi e sabe que se der mole, perde mesmo. Não adianta achar que o dirigente vai pressionar a confederação sul-americana e resolver porque não vai adiantar. Passou da hora da galera se tocar que se fizer o básico, perde. Tem que ficar mais ligado do que nunca.

Ainda bem que o erro rolou agora e dá pra ir levando. Se fosse no mata-mata como seria?

De ruim mesmo, ficam as entrelinhas. Um bate-boca de Álvaro com o técnico - Fábio Luciano nunca precisou disso pra se impor - e o estranho isolamento de Pet no banco. Isso para não falar dessa tosquice de deixar bater o pênalti quem faz aniversário, tá jogando bem ou de partida.

É hora do Flamengo aproveitar a boa fase do ano passado internamente também. Chega de rusgas. Temos uma libertadores pela frente e estamos só começando. Só começando.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Flamengo x Universidade de alguma coisa


Acompanhe aqui a estréia do Fuderosão Pica Master da Galáxia.

Torçam sem moderação.

URGENTE: PRESSÃO DA MAGNÉTICA EM TODO O BRASIL FAZ A SPORT TV RECUAR

A grade da SPORTV foi reformulada e incluiram agora a Região Sul e MG além do RJ que já estava lá.
Parabéns a todos os flamenguistas que exerceram o seu direito e pressionaram para que isso acontecesse.
Unidos somos mais fortes do que ousamos imaginar... SALVE NAÇÃO!

Um erro e uma triste constatação

Por Paulo Lima (Nova York), no blog Mengão Sem Fronteiras (site oficial do Flamengo)
.
Há algumas semanas, trouxe ao conhecimento do público rubro-negro, especialmente o que mora nos EUA, a feliz informação de que ao menos 4 jogos do Flamengo na primeira fase da Libertadores seriam transmitidos pela Fox Sports en Español, detentora dos direitos de transmissão da competição para esse país. Veja no blog do Mengão Sem Fronteiras.
Ledo engano.
Ingênuo, meu erro ocorreu por achar que a grade da emissora era global. A grade que vi era a do México, nação tão futebolística quanto a nossa. Não quero ter a pretensão ou a paciência de tentar entender os critérios, já que nós, brasileiros, aqui, somos minoria frente a mexicanos. No mais, o canal é comandado por argentinos, o que já explica a relegação dos times do Brasil a segundo plano sem a necessidade de pormenores.
Em suma, Fla x U. Católica, assim como os próximos 2 jogos da 1a fase, só serão vistos por aqui às 11h da manhã do dia seguinte. Foi o horário que nos deram. E pronto.
O drama, ao visto, não é nada recente, e nem exclusivo do Mais Querido. Amigos tricolores do RJ e SP, colorados e cruzeirenses têm bronca de só terem se livrado da internet nas boas campanhas entre 2005 e 2009 a partir das quartas-de-final. E olhe lá.
E pois é. Agora vamos virar reféns das instabilidades virtuais, vamos suplicar pela bondade e pela solidariedade flamenga por uma senha que nos permitirá uma qualidade de imagem mais razoável, sem muitos contratempos. Tal como se fazia há duas décadas, na era pré-PPV, quando a luta era por um sinal da parabólica que permitia pegar a Globo de outro estado que passava o jogo do Flamengo no Rio.
Em tempos de DVR, TV digital, transmissão pela internet, no celular, como é possível que a MAIORIA dos flamenguistas, que não reside no estado no Rio, fique sem poder ver o time na principal competição da temporada? O fenômeno, ao visto, não é só por aqui. Tem acontecido com rubro-negros fora do Rio, em situação relatada até pelo nossa Agência Fla .

A curto prazo, só vejo duas alternativas para uma solução.

1) Uma negociação das Organizações Globo, detentora do direito de transmissão para o Brasil, que estenda a emissão à internet. Imagina condicionar isso à adesão em massa da Nação Rubro-Negra ao Globo.com? Eles já têm feito isso para a Liga dos Campeões. Não custaria muito mais aplicar a mesma medida à Libertadores. E, de preferência, estender isso para fora do país. É um negócio da China.

2) Uma iniciativa, do Flamengo, em procurar a Conmebol para negociar a transmissão dos jogos via internet (FlaTV?). Ciente dessa dificuldade de acesso de 80% dos rubro-negros mundo afora, e com um plano de adesão bem costurado (se cobrassem até que fosse uns R$ 100, R$ 200/mês, valeria MUITO a pena para o torcedor desesperado - façam a conta quanto seria arrecadado se, por baixo, uns 10 mil rubro-negros aderissem), não só compensaria o valor a ser desembolsado, como também ajudaria os cofres do clube. Isso não tiraria o público da TV, já que essa está restringindo seu mercado. Pelo contrário: afastaria a galera dos Justins da vida, grande vilão das redes que pagam, e caro, para transmitir as partidas.

Seria muito difícil nós, rubro-negros exilados do Rio, nos mobilizarmos e tentarmos interceder a quem poderia resolver a questão? A lista que subscreveria a esse apelo certamente já é um mercado consumidor de alto potencial. Só não vê quem não quer.

Mande seu e-mail para mengaosemfronteiras@gmail.com e vamos tentar fazer alguma coisa por nosso direito de ter a alegria de ser - e ver - rubro-negro.

É SEGREDO!

Bem ao estilo do enredo campeão do carnaval desse ano, apresentado pela Unidos da Tijuca, a Magnética irá apresentar inovações na entrada do time hoje no Maracanã, pela Libertadores.

Um passarinho me contou que nas arquibancadas será formado um MOSAICO LUMINOSO... O tema? Ah... Isso é segredo!

Vamos aguardar!

Escalação para a estréia

Depois de assistir ao jogo do time sem drenagem, concluí a escalação ideal para o jogo desta quarta.

Espero que todos entendam minha metáfora:

1 - Paciência
2 - Compreensão da torcida
3 - Comprometimento
4 - Garra
5 - MUITA paciência com a arbitragem
6 - Estratégia
7 - Atenção redobrada
8 - Consciência de que 1x0 é goleada
9 - VL
10 - Adriano
11 - Talento

O primeiro passo deve ser dado.

Torcedor, o seu lugar é no Maraca. Fazendo o trabalho que somente nós sabemos fazer.

E nada mais digo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Do conceito básico de Marketing

Um dos conceitos citados aqui diz: "Marketing é a entrega de satisfação para o cliente em forma de benefício (KOTLER e ARMSTRONG, 1999)."

Ou existe aquele que aprendemos na faculdade, meio rudimentar, mas não menos interessante: "Conjunto de ferramentas utilizadas para satisfazer (hoje em dia já estamos no encantar) as necessidades do cliente".

Tudo isso pra dizer que amanhã, quarta´feira, noite da nossa estréia na Libertadores, o canal Sportv transmitirá o jogo somente para o Rio, e no canal Sportv 2 as Olímpiadas de Inverno - provável que assistamos um sensacional duelo de curling ou um jogo de hóquei no gelo, ambos com altíssimo ibope nas famílias futebolísticas no país.

Já a Globo anuncia o Mengão pra rede, mas Curitiba transmitirá o outro jogo.

A parada é simples, e não entendo a matemática. Somos 35 milhões. Porque diabos seremos privados? Qual o interesse dos canais em assassinar o conceito de marketing e deixar boa parte de nossa torcida sem o jogo?

Espero que eles pensem na ASNEIRA que vão fazer.

Privar a torcida MAGNÉTICA FODÁSTICA MAIOR DO MUNDO por um jogo de curling????

Com a palavra, o canal SPORTV. Se é que existe um argumento plausível para tal.

E nada mais digo.

Alfarrábios do Melo

Olá, saudações rubro-negras a todos. Essa semana o HEXACAMPEÃO brasileiro inicia sua jornada em busca do título da Libertadores. Assim, essa semana trago a história de uma conquista flamenga em âmbito continental. Libertadores-81? Não. Mercosul-99? Também não. Ué, qual então? Bem, vamos à leitura.

O Torneio Hexagonal do Peru

1959, janeiro. O Flamengo acaba de disputar o triangular final do Carioca de 1958 (o tal supersuper), e não consegue o título. Mas não há tempo para lamentações, pois a equipe parte para Lima, no Peru, onde irá disputar um torneio envolvendo a nata do futebol sul-americano. É o Hexagonal do Peru, uma boa prévia do que seria um torneio envolvendo algumas das principais forças da América do Sul, com a participação de equipes do Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Peru (não havia disputa da Taça Libertadores).

O Peñarol era o favorito, pois vinha em grande fase, tendo iniciado a marcha para o pentacampeonato uruguaio. Base da seleção uruguaia, seus destaques eram os atacantes Spencer e Luís Cubilla, o meia Miguez (veterano de 1950), o xerife Nestor Gonçalves (sucessor de Obdulio Varella) e o goleiro Maidana. Um timaço.

A maior ameaça para os “carboneros” parecia ser o River Plate, que também vivia sua era dourada. Recentemente, conquistara o tricampeonato argentino, fechando uma impressionante marca de cinco títulos nacionais em seis anos. Uma máquina onde brilhavam as figuras do goleiro Carrizo e do atacante Labruna, que até hoje figuram entre os maiores ídolos da história do clube. Como coadjuvantes, o bom time do Colo-Colo e os anfitriões, o Alianza (clube mais popular do Peru) e o Universitario (o campeão peruano da época).

Enquanto isso, o Flamengo, apesar da recepção calorosa, não era dos mais cotados. Desde a desmontagem do “Rolo Compressor”, o clube, que já vivia dificuldades financeiras, jamais conseguiu reposições à altura. Para o lugar de Joel, Rubens, Evaristo, Índio, Paulinho, Zagalo, o treinador Fleitas Solich tinha que se virar com os esforçados Milton Copolilo, Othon, Luís Carlos, Manuelzinho. Os experientes Pavão, Jadir, Jordan e Dequinha compunham a espinha dorsal da equipe, além de seu devastador ataque, formado pelo leve e ágil Dida e pelo robusto e goleador Henrique, uma das mais fantásticas duplas da história flamenga, um dueto que assinalara 59 gols na temporada anterior.

A estreia é justo contra o Peñarol. Cansado e desfalcado de Dida e Pavão, o rubro-negro não resiste ao volume de jogo dos uruguaios e é derrotado (0-2). A imprensa derrama litros de tinta em louvor ao “aguerrido e majestoso” futebol do Peñarol. O Flamengo, pelo futebol opaco e pouco produtivo, é afastado da lista dos candidatos ao título. Mas logo o tom das reportagens iria mudar...

Os uruguaios confirmam a boa impressão, ao golear o Colo-Colo por 5-0. Mas na “decisão antecipada” contra o River Plate, os argentinos se impõem e vencem (2-1), colocando fogo na disputa, que incandesce de vez quando o Universitario aproveita o estádio lotado e, de forma surpreendente, vence o River Plate (2-1).
O Flamengo, com Dida e Pavão de volta, silencia os peruanos e vence o Universitario por 2-0, gols de Henrique e Moacir. A seguir, derrota o Colo-Colo por 4-2 (gols de Luís Carlos, Moacir e Babá 2), mostrando um futebol mais solto. O rubro-negro volta à briga pelo título, mas é preciso passar pelo forte River Plate.

E é contra os argentinos que o Flamengo faz sua grande partida. Leve e técnico, o rubro-negro enlouquece a pesada defesa argentina, que sofre com a correria da molecada flamenga. E os gols vão saindo, especialmente com Henrique, em grande jornada. No final, o Flamengo assombra, com uma contundente chinelada de 4-1 sobre o poderoso River Plate, gols de Luís Carlos, Henrique (2) e Babá e, sob intensas palmas do público, elimina o time argentino.

Última rodada, Flamengo (6), Peñarol (6), Universitario (5) e Alianza (4) ainda disputam o título. O rubro-negro enfrentará o Alianza e um estádio lotado e inflamado. Na preliminar, Universitario e Peñarol empatam (2-2), e assim uma vitória simples dará o título ao Flamengo. Mas nenhuma vitória flamenga é simples.

Vítima da violência dos argentinos, Dida está fora da decisão. Em seu lugar, Fleitas Solich mais uma vez surpreende e coloca o jovem Manuelzinho, que vem de seis meses de inatividade. Obscuro, o garoto era mais uma das exóticas apostas do Feiticeiro. E mais uma vez a estrela de Don Fleitas cintilaria.

Começa a partida, e como esperado o Alianza parte pra cima, vai pro abafa. O Flamengo tem sérias dificuldades, em função da pressão infernal dos peruanos. O forte calor, o clima pesado, o barulho ensurdecedor, tudo transforma o estádio num caldeirão. Que atinge o limite do suportável quando o Alianza abre 2-0, ainda na primeira etapa. Os peruanos dominam amplamente, perdem uma chance atrás da outra. O Flamengo, perdido, ergue as mãos aos céus quando o primeiro tempo termina. Escapa de uma goleada histórica.

Começa a segunda etapa. O Flamengo, mais calmo, começa a colocar a bola no chão, avança suas linhas, já parece bem melhor em campo. Mas a ducha de água fria vem aos 9’, quando o Alianza abre 3-0 no placar, fazendo novamente a multidão explodir em festa, risos e cantos. Mal sabiam os peruanos com quem estavam lidando.

O terceiro gol crispa, inflama, fere de morte os brios flamengos. O rubro-negro parte enlouquecido à frente, animal agonizante. Os olhos flamejam, a respiração arfa, a boca está ávida de sangue. E aos 10’, numa blitz alucinante, faz seu primeiro gol, com Manuelzinho. Parece apenas um gol de honra. É o início do vendaval.

A torcida peruana ainda canta, mas já se percebe o medo exalando de suas entranhas. O Alianza está encurralado, assustado com a impressionante capacidade de reação do Flamengo, que transforma a partida num arrepiante jogo de ataque contra defesa, bombardeia a meta peruana com todas as suas forças, busca retirar da humilhação o triunfo dos vencedores. O Alianza vence por 3-1, mas é o Flamengo quem se agiganta, acua, imprensa, encurrala, mostra sua ancestral alma guerreira. E o inexorável, o inevitável, o que está escrito vai acontecer. O obscuro Manuelzinho torna-se um semideus da bola, e aos 15’ marca o segundo gol. O estádio está em silêncio. Todos parecem saber o desfecho. E é rápido. Fulminante. Flamante. Flamengo. Aos 16’, o mesmo Manuelzinho, o anônimo Manuelzinho, vive seu dia de gigante e empata a partida. 3-3, um feito assombroso para qualquer mortal. Não para o Flamengo e sua fome de título. Os jogadores do Alianza parecem anestesiados, imergem numa letargia catatônica que os faz contemplar o adversário vivendo a alegria de ser rubro-negro ali, em sua própria casa, diante de sua gelada torcida. Os peruanos dão a saída, perdem a bola. O Flamengo segue num tropel suicida, galopa mais um alucinante ataque, a bola perereca na área e encontra Henrique, sempre Henrique, o goleador Henrique, que fuzila e decreta a inacreditável virada. Aos DEZESSETE minutos, Flamengo 4-3 Alianza.

Exausto após aqueles OITO minutos transcendentais, o Flamengo gasta a bola no restante do tempo. Assombrado, o Alianza não mais ataca. Seus jogadores assustam-se com a força quase mística de seu oponente. Nunca viram algo semelhante. Nunca se haviam colocado entre o Flamengo e um troféu.

O Flamengo é o Campeão do Torneio Hexagonal do Peru. Acaba de se impor contra algumas das principais equipes da América do Sul, num ano em que a Libertadores ainda não existe. Vence a desconfiança e a chacota, mostra que o brilho Flamengo não se restringe a uma cidade, a um estado, a uma nação.

A força do Flamengo não conhece fronteiras.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010



CADERNINHO DO SIMÕES LOPES:
Artilheiros do Flamengo na Libertadores (1981-2008)





Zico 16
Tita 10
Gaúcho 10
Nunes 7
Bebeto 6
Edmar 6
Adílio, Marcelinho Carioca, Marcinho e Renato Abreu 5
Souza, Élder, Marquinhos e Nélio 4
Obina, Baroninho, Júnior, Baltazar, Mozer e Nílson
3
Chiquinho, Lico, Robertinho, Andrade, Gotardo, Felipe Mello e LEO MOURA
2
Anselmo, Marinho, Fernando, Paulo Nunes, Renato Gaúcho, Djalminha, Alcindo, Zinho, Toninho Paulista, Rogério, João Paulo, Édson, Leandro, Júlio César Barbosa, Vítor, Ronaldo Marques, Juninho Paulista, Roma, Renato Augusto e Roni, TORÓ, BRUNO GOLEIRO, Diego Tardelli e JUAN Maldonado.
1


Libertadores, 1984: uma estreia inesquecível

Era a nossa primeira Libertadores sem Zico. Lá estavam, no time titular, os mundialistas Leandro, Figueiredo, Mozer, Júnior, Andrade, Adílio e Tita. Lico, voltando de contusão, a mesma contusão que encerraria a sua carreira, e Nunes, barrado por Edmar, estavam no banco. O grande Ubaldo Fillol substituía o imensurável Raul Plassmann. Ainda era um timaço, mas o assunto naquela semana era a falta que Zico faria na competição continental.

O primeiro adversário foi o Santos, no dia 11 de fevereiro, no Maracanã. Se o Flamengo tinha Fillol, agora o Peixe exibia Rodolfo Rodriguez no lugar de Marolla. A reportagem do Jornal Nacional que antecedeu o jogo chamava o uruguaio de muralha, e perguntava: terão os rubro-negros munição para derrubar Rodolfo?

Mozer começou a responder a questão no primeiro tempo, pegando o rebote de uma falta cobrada por Tita. Foi o placar do primeiro tempo, Fla 1x0. No começo da etapa final, o mesmo Mozer, o gigantesco José Carlos Nepomuceno Mozer, interceptou uma saída do Santos na intermediária, pela esquerda. Deu um toque a frente, aproximou-se da lateral da área carregando a bola junto ao pé direito, riscou um marcador para dentro e, quando outro chegou na cobertura, armou o chute. O beque santista tentou o bloqueio com um pé-de-ferro, mas Mozer enfiou a porrada na bola, fazendo o tal beque santista, pobre beque santista, saltar nos dois pés. A bomba saiu reta, para o alto, e estourou nas redes de um atordoado Rodolfo Rodriguez, que ficou sentado na pequena área enquanto Mozer corria para o escanteio, para mandar beijos para a massa rubro-negra. Foi o gol mais bonito que eu vi de um zagueiro pelo Flamengo.

O Santos descontou, mas Lico entrou no jogo para marcar seu último gol com o Manto. Deu um drible de letra na meia-lua e matou três santistas, para depois chutar colocado e rasteiro, na costura. Pouco depois, o mesmo Lico driblou e centrou para Tita passar a régua e fechar a conta. Flamengo 4 a 1.

A capa da Revista Placar trouxe Mozer jogando beijos para a torcida, com a inscrição “Digno de um campeão mundial”. Mesmo sem Zico, aquele Flamengo não perdia a majestade.


http://www.youtube.com/watch?v=SsdzzFvZvVE

Mauricio Neves no Twitter: http://twitter.com/badsnows

Feliz 2010

Depois da carga de amistosos pra testar nosso time, at last but not at least começa o ano. Quarta-feira voltamos ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído, guardado o ponto da grandiosidade do Flamengo. Libertadores, o caminho mais curto - e simplesmente necessário - pro Mundial.

Muitos me perguntam se estamos prontos. (Nota do autor: obrigado pela moral de achar que eu entendo alguma coisa de futebol). E eu respondo por partes.

Primeiramente, acredito que a Libertadores exige tática, estratégia, etc. Mas, acima de tudo, exige balls. Exige que tenhamos um time de macho na concepção da palavra. Em 81 nosso time era leve, todo mundo "magrinho", mas não fugíamos da porrada. Em Libertadores, se faz necessário o que o Júnior fazia. Dividia a bola, e ao levantar, canto da boca, mandava meia dúzia de desaforos. Ou o que fez em Tóquio. Perfilados com os ingleses, xingou-os veementemente. Ali, os caras pensaram "devem ser ninjas, tudo magrinho e gritando com a gente?". É o que alguns chamariam "put the wood on the table". Isso não é violência. É a intimidação que existe e TEM QUE EXISTIR em jogos contra os sulameriquens. Fim do ponto 1.

Taticamente, a parada é simples no papel. Em 2009 tínhamos uma proteção muito forte pra zaga. Maldonado e Airton "This is Sparta" eram 2 cães de guarda. Porém, a marcação começava lá na frente. Zé Roberto se tornou um carrapato que vinha fungando até nossa área, se preciso fosse. Um sinal do comprometimento que tem que voltar aos nossos autos. É fato que Love e Adriano pouco voltam. Love até marca a saída, mas ainda "está" pouco. Nossa pressão tem que começar no goleiro deles. Obrigar o cara a dar bicudas pra frente, e tirar a suposta qualidade no passe que qualquer time da nossa chave tenha.

"Mas Alex, a nossa zaga tá um lixo".

Sim, os caras estão mal. Mas eu pergunto. Quem aqui sabe o que é uma bola de futebol? Quem já jogou peladas? Todo mundo sabe que, mesmo num futebol entre amigos, se um ou 2 não correm, é a zaga que vai pagar os pecados. Matemática. 11x11. 2 não correm, sobram 2 a mais no time adversário. Estou tentanto livrar a cara da zaga? Não, claro que não, mas há de se achar a responsa do nosso meio. Willians é nosso carrapato hoje. Mas é um só. É necessário que exista o comprometimento tático. Que não se corra errado. Nada de Toró dando carrinho na ponta esquerda ou LM jogando de centroavante. Um mínimo de organização pode nos levar longe nessa competição que teve, na semana passada, uma goleada de 4x1 de um time peruano pra cima do atual campeão. O quero dizer com isso? O nível continua baixo. Tá nivelado no chão.

Nesse ponto, acredito que nossa qualidade no ataque nos leve longe nessa competição. Os 2 estão afim de jogo, afim de meter gol pra botar no currículo uma Libertadores. Eles e o resto, claro. Focados, centrados, podemos chegar sim.

E pra terminar, um alerta ao nosso psicólogo de plantão. Tem que conversar com a criançada pra cessar de vez essa coisa de amarelos e vermelhos inúteis. Se no carioca o nível da arbitragem é ruim, na Liberta o nível é de cegueira. Os caras só enxergam o que querem ver. E nesse ponto, urge a necessidade de entrarmos em campo com sangue nos olhos e gardenal na veia.

Especificamente sobre quarta, só peço que lotem o Maraca. Vi muita gente reclamando do preço do ingresso, mas, caspita, na final contra o Grêmio vi nego pagando 400 contos numa arquibancada. E não me venham dizer que são ocasiões distintas. Pra chegar no Mundial, precisamos da torcida, precisamos do Maraca sempre cheio. É caro, é ruim chegar 1 da manhã em casa? Sim, mas lembrem-se do sonho do Mundial. Corneta e bandeira na mão, e Maraca na veia.

E nada mais digo.

Alex do triplex no twitter: http://www.twitter.com/alextriplex

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A hora é de incentivar. Magnética de todo o mundo, uni-vos !

* Por Victor Esteves, direto do Buteco do Flamengo

Uma das grandes vantagens dos blogs que discutem futebol é a possibilidade dos torcedores que moram em cidades distantes se aproximarem dos seus times, sem ser pelo noticiário pasteurizado dos jornais, rádios e TV. Nestes “territórios” o apaixonado encontra seus iguais, se sente em casa, adquire este sentimento de “pertencimento” à uma entidade maior à sua nação. No caso rubronegro entendo que esta sensação ganha uma dimensão ainda maior, pelo simples fato de sermos a grande nação planetária que somos. As embaixadas do Flamengo, que estão se espalhando pelo mundo, são movimentos típicos deste sentimento, e demonstram a nossa grandeza e a força desta paixão absurda, que só quem é Flamenguista sabe o que é. Quando cantamos que “somos uma nação, não importa onde esteja ”, pode parecer aos simpatizantes do arco-íris uma frase de efeito. Para nós não. Nós sabemos o que é escutar o grito da torcida, mesmo que seja pela TV, e nos sentimos em comunhão nesse momento. Só nós entendemos a tristeza profunda de ver um time nascido para a glória sair derrotado de campo.

Ato contínuo, depois de uma derrota, enquanto alguns “somem”, sem forças para discutir os detalhes e as razões do insucesso, outros correm para o seu blog preferido, ou visitam vários, sempre dispostos a meter o pau naquele que acha o responsável pelo fracasso. Tem sido assim e talvez seja assim para sempre.

Pode ser que na quinta feira tenhamos um exemplo disso, se o Flamengo começar sua campanha na L.A. com alguma coisa diferente de uma retumbante vitória. Mas, enquanto esse dia não chega, vamos tentar fazer diferente. Vamos lembrar das grandes defesas do Bruno. Da categoria do Léo Moura dominando uma bola na sua lateral, acossado por vários jogadores adversários e conseguindo sair com classe e eficiência. Vamos lembrar da jogadas em que o Juan partiu pra cima e conseguiu superar o marcador, muitas vezes sofrendo falta ou penalti, mas conseguindo o cruzamento perfeito para a área. Vamos esperar a repetição do domínio de bola do Pet, lançando bolas milimetricamente perfeitas para o espaço que adversário nenhum adivinhou. Vamos lembrar da raça do Willians retomando a bola quando o ataque se armava contra nós. Vamos pensar que o Adriano e o Love vão repetir as tabelas perfeitas que já provaram ser capazes de fazer. Vamos acreditar que o Andrade vai conseguir substituir com sabedoria e, que essa mexida será fundamental para ampliar ou segurar a vitória.

Vamos incentivar nossos jogadores. A hora é essa. Por um pequeno período, vamos esquecer os fatores extra-campo. Aos que puderem ir ao jogo, um apelo : Não vaiem nenhum jogador até que o jogo termine. Não façam o jogo do adversário. Deve ser ótimo um time ver a torcida adversária vaiando o próprio time. Aos que forem visitar os blogs, antes do jogo, que não sejam meros replicadores das notícias ruins, para que não percamos uma semana falando do caso do dirigente que queria expulsar o craque, quando o assunto principal deveria ser o show de bola que o Mengão deu no Segundo tempo do Fla x Flu.

E depois do jogo, espero que tenhamos só bons motivos para escrever e participar. Se não tivermos, então se preparem, moçada, porque vamos criticar muito !!!


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Serviço de Utilidade Pública

Não somente informo. Simplesmente ORDENO que os visitantes do FlamengoNet se associem à esta comunidade no orkut.

Para que vocês tenham idéia da repercussão, um jornal de Pernambuco ligou para um dos membros da comunidade pedindo uma entrevista.

Sério, sem sacanagem. Os caras já não tem o que fazer da vida e ficam inventando processos.

Eles acharam que a MAGNÉTICA FUDEROSONA ESCULACHADORA DE INFIEIS, até mesmo nesse quesito de coçação de saco, ia fica pra trás?

Lamento informar, mas nossas mentes são mais prodigiosas para invenção de paradas maneiras.




Portanto, assim sendo, data venia, convoco a todos para se filiarem.

E nada mais digo.

Alex do triplex no twitter: http://www.twitter.com/alextriplex

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010


PAPO DE SEXTA - Luciana Zogaib

O papo de sexta vem gastar uns assuntos já um tanto quanto batidos mas de extrema importância e que levantaram alguns comments no post anterior.

Primeiro, a declaração do Brás sobre a não obrigatoriedade do Flamengo de ganhar a Libertadores.
Realmente acho que não temos obrigação deste título até porque seria desprezo com os adversários e nossas últimas participações não nos colocam em superioridade, muito pelo contrário. Mas, como rubro-negra que sou, e torcedora nem sempre racional, acho que o Mengão sempre deve entrar em qualquer competição visando títulos, isso é a nossa tradição!!!
Agora, nosso time e nossa direção tem obrigação sim, de se comportar como a nossa tradição determina, jogar com raça, amor e paixão, concentrar ao máximo para conseguir atingir nossos objetivos e nesse quesito vai valer a dispoição de nossos maiores craques e candidatos a ídolos eternos, que, pelo menos por uns meses, se dediquem a esta que é a melhor oportunidade que estamos tendo nos últimos anos. Não quero que Adriano, Pet, Love etc virem "santos", passem a ser o exemplo de profissionalismo, mas que pelo menos nesse momento tão importante, esqueçam um pouco suas próprias vaidades e vontades para fazer valer aquilo que já pregaram várias vezes, que são rubro-negros de nascença e de coração. Portanto, essa é a hora de mostrar com gols e também atitudes.
Não acho que o carnaval tenha sido o responsável por nossa eliminação na taça guanabara, acho que jogamos melhor, jogamos com disposição, mas de qualquer forma, acho que atitudes como essa, de ficar até as 4 da manhã na rua em véspera de jogo, não condiz com o comportamento de profissionais que querem alcançar grandes objetivos. Portanto é foco total na Liberta, no tetra, no brasileirão, é estar 100% fisicamente, é jogar com raça. Ganhar é consequência.

A outra questão é sobre nossa precária estrutura. Essa é a hora dos nossos dirigentes se portarem também como profissionais e aproveitarem o momento para realizar de fato as melhorias que precisamos.
O tão falado museu que a olympikus vai construir, é de fato uma coisa importante para o registro de uma história tão fantástica como a nossa, mas pra mim, nesse momento, seria mais importante a finalização de nosso CT. Mas uma finalização não como uma maquiagem e sim um CT de prima, um modelo, isso seria à altura do Mengão. Sei que isso, em termos de marketing, não seria interessante para a olympikus e portanto cabe aos nossos dirigentes procurar reais interessados e capitalizar para colocar o clube em dia com suas obrigações fiscais, podendo aproveitar assim as oportunidades que a lei nos daria.

E para fechar fica a foto do novo Manto, lindo como sempre será!!!


EMBAIXADAS DA NAÇÃO – O FLAMENGO ONDE VOCE ESTIVER
Por Vinicius Nagem

Amigos do Blog da FlamengoNet,

Se você está gostando de acompanhar as histórias das Embaixadas da Nação, leia também nosso blog no site oficial do Flamengo denominado VOZ DAS EMBAIXADAS, com noticias atualizadas sobre elas. Acesse http://www.flamengo.com.br/site/blog/blog.php?id=6
Entre na comunidade no Orkut destinada aos apreciadores do blog VOZ DAS EMBAIXADAS http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=96624271
Contamos com a presença dos amigos em ambos os espaços virtuais.
A décima sexta Embaixada que contará sua história aqui no Blog é a FLA-MINAS, localizada em Três Pontas, na região centro-sul de Minas Gerais, cidade dotada de invejável infra-estrutura urbanística, com índices próximos a 100% em saneamento básico, energia elétrica e pavimentação. Tem um passado rico e dessa riqueza construiu o seu maior trunfo: a qualidade de vida.
Parabéns aos guerreiros da FLA-MINAS que são um grupo reconhecido no seu município como defensores das causas sociais e humanitárias.



FLA-MINAS – A GENTE GOSTA DE FLAMENGO E TAMBÉM DE CARNAVAL, UAI!
*Edilson Vitor da Silva – Presidente da Fla-Minas

Tudo começou quando organizei uma viagem em 2003 para assistir a um jogo em Belo horizonte entre Flamengo e Cruzeiro. Durante a viagem, conversando com meu amigo e compadre Ney Antônio de Mendonça, tivemos a idéia de fazer uma torcida do Flamengo em Três Pontas. Aquele projeto nos deixou entusiasmados e ficamos de conversar melhor sobre o assunto após o jogo. Meses se passaram e no dia 01° de Outubro de 2003 marquei uma reunião em minha residência, onde estavam presentes além de mim, Ney Antônio de Mendonça e nossas respectivas esposas Juliana Ribeiro de Miranda Silva e Maria Aparecida Andrade de Mendonça. Nesse momento foi fundada a FLA-MINAS.

O que era apenas uma mais uma torcida do Mengão tornou-se um Bloco Carnavalesco, haja vista que o Carnaval já estava aproximando-se e pensamos que a melhor forma de agregar torcedores seria participando da festa. Para chegarmos a esse nome, fizemos um verdadeiro brainstorm , cogitamos nomes como FLA-LOUCOS, FLA-PONTAS, FLAPONTANA, URUBUZÃO, FLA-URUBU, não chegando, inicialmente, a nenhum consenso. Fiquei acordado boa parte da madrugada estudando qual seria o melhor nome para o nosso grupo e surgiu FLA-MINAS, pois o meu intuito era unir o nome FLAMENGO ao de MINAS GERAIS. No dia seguinte nos reunimos e batemos o martelo na marca FLA-MINAS, as cores seriam vermelho e preto em homenagem ao FLAMENGO RJ e começamos a trabalhar. Os recursos eram poucos, mandamos confeccionar as camisetas e com o pouco lucro das camisetas conseguimos confeccionar faixas e bandeiras. Fizemos uma bonita festa no Carnaval Trespontano em 2004 onde alcançamos na 4° colocação.


Os integrantes do bloco gostaram tanto , que logo depois do carnaval começaram a pedir que o bloco continuasse e no ano seguinte, novamente alcançamos o 4° lugar.
Fomos campeões em 2006 e 2007, porém, a partir de 2008 o Prefeito (juntamente com a Liga dos Blocos) acertou que não haveria competição, o desfile aconteceria sem julgamentos.

As oportunidades foram surgindo ao longo destes 6 anos e desenvolvemos inúmeros trabalhos sociais junto à comunidade. Fundamos um time de Futsal no ano de 2006 - o “FLA-MINAS FUTSAL” – que fez sua estréia na XVll Copa do Trabalhador de Três Pontas, campeonato muito tradicional em nossa região.

Em 2006 surgiu também o nosso NINHO DO URUBU, construído com muito esforço e dedicação por voluntários. Essa sede funciona em minha residência, onde assistimos aos jogos e também nos reunimos para discutir assuntos relacionados ao FLAMENGO e à FLA-MINAS, sendo também o local onde confeccionamos nossas alegorias e fantasias para o Carnaval.

Participamos, a nível regional, do 4° Torneio de Inverno de Piumhi MG, em 2007 onde conquistamos o 3° lugar e no mesmo ano fomos Campeões do 9º Encontro Brasileiro de Futsal na cidade de Monte Santo de Minas- MG, no ano seguinte, campeões nos 1° Jogos da Inconfidência, em Monsenhor Paulo -MG. Estamos sempre participando de jogos beneficentes em prol da Comunidade Trespontana.

Para 2010 temos um projeto de participar de campeonatos municipais amador de Futebol de Campo além das atividades que desenvolvemos.
Em 15/11/2008 fomos nomeados Embaixadores da Nação do Clube de Regatas do Flamengo em reconhecimento aos diversos atos que promovemos associados ao Flamengo.
No dia 07/12/09 fomos recebidos na Câmara Municipal de Três Pontas pelos Vereadores em sessão no Plenário, onde recebemos Moções de Aplausos por relevantes serviços sociais como arrecadação de donativos aos mais necessitados e também em Campanhas de Doação de Sangue junto ao Ministério da Saúde promovido pelo Flamengo que incentiva sua torcida a participar.

A FLA-MINAS procura estar sempre presente em eventos culturais, sociais e esportivos dentro e fora do Estado de Minas Gerais.

Gostaria de agradecer a inúmeras pessoas que ajudam a FLA-MINAS a continuar nesta crescente. São elas: minha esposa Juliana, Keyla Abreu, Elcio, Vicente Paulo, Hanz, Lelo, Jane, Rosângela, Karine Abreu, Amir Mendes, Francisco Silvério, Sérgio Ribeiro, Dener, Fausto Pereira, Ney Antônio, Maurício Muniz idealizador do nosso site e nossos patrocinadores que ao longo desses 6 anos sempre nos incentivaram.

Nosso objetivo principal é sempre estar engrandecendo o Mais Querido do Brasil o CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO.

COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat

Qual o verdadeiro valor de um treinador?

Muitos dos leitores devem se lembrar do SuperTécnico. O programa, apresentado pelo grande mestre Mílton Neves, era uma mesa redonda que reunia treinadores em atividade nos grandes times do país para falar da rodada. Fez razoável sucesso e, até pelo nome, não deixava de ser um símbolo de uma era do nosso futebol que durou até bem pouco tempo, mas parece estar chegando ao fim: a dos SuperTécnicos.

Em um tempo em que clubes do exterior começaram a levar embora não só os nossos principais jogadores, mas também os bonzinhos que poderiam substituí-los, os apenas razoáveis, os garotos que poderiam a ser razoáveis um dia e até mesmo o pernas-de-pau que fez dois gols em cima do Boavista na rodada passada, o trabalho dos técnicos começou a ser visto como o principal para um time conquistar títulos. No meio de tanta mediocridade, o diferencial estaria em conseguir fazer os medíocres trabalharem no seu máximo - e assim os treinadores foram elevados a astros do espetáculo. Mas, já tem um tempinho, os sinais estão mostrando que esta onda passou. Ontem, tivemos mais um: a demissão de Muricy no Palmeiras.

E o Flamengo 2009 foi justamente um símbolo disso aí. Enquanto o Palmeiras trocou seu auxiliar prata-da-casa Jorginho pelo caríssimo Muricy, o Flamengo fez o contrário: para economizar, decidiu apostar em Andrade. Deu certo, o time foi campeão (enquanto o Palmeiras ficou de fora até da Libertadores), e muitos por aí usaram os dois casos para chegar à conclusão: não é preciso contratar um grande técnico de grife pra se dar bem, dá pra chegar longe na base da humildade andradiana (algo que até me incomodava um pouco, porque parecia tirar um tanto dos grandes méritos de Andrade na campanha). O próprio desempenho do muito menos renomado Ricardo Gomes no lugar de Muricy no mesmo São Paulo ajudou a dar esta impressão: afinal de contas, o técnico não faz tanta diferença assim. E agora o Palmeiras vai trocar Muricy (que ainda acredito que seja bastante bom em seu jeito de trabalhar, embora com uma filosofia de jogo chatapracacete) por Antônio Carlos, que só tem no currículo como técnico alguns meses à frente do São Caetano, com o mérito de ter afastado o time do rebaixamento na série B para deixá-lo mais ou menos próximo da zona de acesso. Pois é.

Aos resultados recentes de Muricy, Andrade e Ricardo Gomes somam-se casos anteriores - como os recentes anos de resultados abaixo do nível de seu ego que Luxemburgo vem tendo, o vice-brasileiro conquistado pelo sempre contestado Celso Roth e até mesmo o trabalho de Dunga na Seleção, que bem ou mal vem tendo resultados no mínimo no nível de seus antecessores mais experientes na função. E pode até ser coincidência, mas esta virada de pensamento vem em um momento em que o Brasil está recebendo de volta da Europa uma porção de nomes de peso - Adriano, Fred, Love, Robinho, Ronaldo, Roberto Carlos e outros menos cotados. O que deve contribuir para que as pessoas voltem a achar que quem resolve mesmo é quem está dentro de campo.

O que é um pensamento sempre mais saudável e divertido, mesmo. Um dirigente que, hoje, ao iniciar uma temporada com grande ambição, preferisse gastar uma fortuna para trazer um Felipão em vez de um, digamos, Ronaldinho Gaúcho não seria visto com a mesma simpatia de um tempinho atrás. Mas ainda lembro de diversos anos, não tão distantes assim, em que o Flamengo apostou na contratação de jogadores caros e colocou para dirigi-los técnicos que, bem, não tinham nível para fazer o trabalho - e os resultados não eram lá muito agradáveis de se ver. Tudo é uma questão de equilíbrio; assim como não faz sentido gastar 500 mil reais por mês no salário de um treinador, também não é um trabalho que dê pra colocar na mão de qualquer um. Talvez a maior lição não seja nem a de diminuir o valor dado ao trabalho dos técnicos - e sim a de evitar cair com tanta facilidade em discursos de autopromoção de quem estiver momentanemente por cima.



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No caso do Flamengo atual, o time já tem seus jogadores de nome e o trabalho do treinador daqui pra frente será bastante importante mesmo.

Todos já repararam que o time está com alguns problemas que não estão se resolvendo com facilidade, que vêm da mudança de alguns nomes e também da maneira do time jogar. Tenho certeza de que contratar alguns jogadores de alto nível para uma ou outra posição, se o dinheiro na Gávea estivesse sobrando, não faria mal. Mas, no momento, não há perspectiva de qualquer grande contratação, não parece que o nível do elenco do Flamengo esteja muito abaixo do de nenhum outro time do país e as peças disponíveis são essas mesmo. Mas Andrade ainda tem que quebrar um pouco mais a cabeça para descobrir as melhores a serem usadas e a maneira mais eficiente de encaixá-las.

- ANDRÉ MONNERAT trabalha com marketing em Internet e escreve também no SobreFlamengo (sobreflamengo.blogspot.com e twitter.com/sobreflamengo).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

NOSSO MUNDO É FLAMENGO: O dia da derrota previsível e necessária

por Paulo Lima*


"Nossa, o Flamengo perdeu".

Acho uma tremenda besteira contabilizar invencibilidade. Trata-se de algo inútil e que só causa prejuízo psicológico aos jogadores. No mais, as atuações do time em 2010 não justificavam a fama de invicto. A derrota esteve para acontecer em várias ocasiões. Mas não viera.

De todo modo, a sensação de acordar no dia seguinte com a frustração da revés me soa estranha. Pouco importa se é para os chorafoguenses, numa mera semifinal de turno de Estadual (feito celebrado por eles como um Mundial de Clubes, ao fim do jogo). Mas a simples conquista de zero ponto é, para o Flamengo, uma avis rara.

O mais importante de tudo é que a derrota nos faz reemergir à realidade, e aos objetivos que são realmente relevantes para o time.

Por maior clichê que pareça, a verdade é que a eliminação veio em boa hora. Se o time estivesse jogando o fino, o lamento seria grande. Mas de nada adiantaria vencer o Botafogo com a camisa, ir para a decisão com o Vasco no domingo ainda iludido com uma formação que ainda não se acertou e, mesmo com a vitória que seria certa contra os vices, seguiríamos com o auto-engano (com o desgaste certo da final da Taça GB e com apenas 3 dias para recuperação) até a estreia do Flamengo na temporada: o début na Libertadores, quarta, 24, Universidad Católica-CHI, no Rio.

Com essa derrota, Andrade terá mais uma chance de repensar o esquema, refletir sobre os peças de que dispõe e encontrar um caminho seguro para uma estreia com vitória na América. É ou não é o que nos interessa? Há uma semana para isso. Ponto.

Um parêntese para o jogo contra o Chorafogo: o nosso técnico me pareceu apático e temeroso ao não sacar Kleberson já no intervalo (o que acontece com esse jogador alguém tem uma explicação?) No mais, Vagner Love (vai ser cobrado pela presidenta) me pareceu aquém do que sabe, embora tenha tido - e perdido - duas grandes chances de gol. Eu JAMAIS sacaria o Pacheco, grande figura do time, mesmo um pouco mais cansado no segundo tempo. Preferia até que fosse VL a ter dado lugar ao Pet.

E para quarta que vem? Vão falar de ressaca, de "juntar os cacos"... Mas vai durar um dois dias. Depois, tudo se voltará à inominável decisão da Taça Guanabara, a finalíssima, o jogo da vingança do Botafogo...Que ótimo. O que menos precisamos agora é foco jornalístico. Com trabalho quieto e simples, o Tromba tem a faca e o queijo na mão para promover uma nova revolução no time, e silenciosa, tal qual fez quando assumiu, ao reeditar o 4-4-2 que parecia perdido no tempo. Tem bons elementos e elenco para isso. Não é hora para muitas surpresas, embora eu já pensasse em lançar os reforços, pelo menos no banco.

As for me, simplesmente tiraria o Toró e iria de 3 zagueiros na Libertadores. Acho que Juan e Léo Moura merecem voltar a ser aproveitados como peças mais ofensivas (ainda que não simultaneamente). Por conta da vulnerabilidade defensiva, me parece que temem ser mais ousados no que melhor sabem fazer. Mas Andrade sabe melhor do que eu sobre as peças que tem. Mas que tem de mexer na estrutura, é fato. Como, é o X da questão.

Retomando o começo: o peso da derrota no Carioquinha serve para redimensionar o que realmente este objetivo tem para o clube. Caso se reinvente, passe tranquilo pela Católica e siga seu caminho, vou pensar que estaremos na rota da serenidade que nos consagra a Libertadores como prioridade,. A Taça Rio e o possível tetra serão considerados, claro, mas mais como um destino natural, sem sustos ou atropelos, do que propriamente um desejo a ser cobiçado.

É isso que esperamos.



*Paulo Lima é rubro-negro, jornalista e servidor público, atualmente lotado na Missão do Brasil junto às Nações Unidas, em Nova York. Paulo Lima escreve também no Mundo Flamengo (www.mundoflamengo.com) e no site oficial do Flamengo, no blog Mengão Sem Fronteiras (http://www.flamengo.com.br/site/blog/blog.php?id=7)

Sejamos coerentes

Se boa parte da torcida comprou a idéia de que a prioridade deveria ser a Taça Libertadores, não há motivo para o mundo acabar agora. Ano passado perdemos para um time muito pior e terminamos o ano de um jeito muito melhor.

O ditado enaltece quem ri por último e não quem vence primeiro.

Também não joguem a culpa no carnaval, na falta de concentração, na empáfia ou afins. Já está chato toda derrota inesperada do Flamengo ter essas mesmas desculpas. Perdemos porque o outro lado foi mais competente nas finalizações e porque precisamos melhorar. A defesa vem falhando todos os jogos. Cedo ou tarde, o ataque não ia resolver. Que bom que foi agora e dá tempo de ajeitar.

Há três anos somos reis do Rio e há três anos só vencemos um turno. A derrota de ontem não mudou nenhuma data nas próximas semanas e não tem porque mudar o planejamento e as exigências. Mudança ou cobrança só se for na escalação.

Os cães ladram, mas o Flamengo ainda tem um longo caminho a trilhar. O resto é pessimismo precipitado.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Flamengo x botafogo


Comente aqui o jogo.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A técnica e a competitividade

*Por Victor Esteves, do blog parceiro Buteco do Flamengo

Ninguém duvida que o timaço do Brasil da Copa de 70 teria muito mais dificuldade de ganhar uma Copa do Mundo hoje. A célebre “pensada” que o Gérson deu antes mais um primoroso lançamento, hoje em dia, seria impossível. Em menos de 5 segundos teríamos um ou dois marcadores impiedosos e sem medo de fazer falta acossando o “canhotinha”e provavelmente a jogada não teria o mesmo desfecho. Essa ênfase no preparo físico foi tomando conta dos clubes, seleções e o que se viu foi uma seleção maravilhosa como a da Holanda em 74 cedendo o título a uma “bem preparada”seleção alemã. Que fique a ressalva que a nossa seleção de 70 deve ter sido uma das melhores que produzimos em termos de condicionamento físico até então. Mas o fato é que o futebol passou a ser medido por “resultados”, e a falta, a interrupção da jogada, deixou de ser vista como um recurso dos desprovidos de recursos para ser encarada como legítima, dentro do futebol “profissional” e “científico”. A evolução de todas as atividades humanas passa por transformações e o futebol teve que sofrer esta supervalorização da condição atlética em detrimento aos dons naturais de nossos jogadores.

No Brasil, em razão, talvez, de uma geração absurdamente talentosa (Zico, Júnior e Leandro entre eles, mas com muitos outros não rubronegros), este efeito demorou um pouco mais a se estabelecer como padrão. O time brasileiro de 82, no que pese a grossura do seu atacante e a fragilidade do goleiro escolhido, talvez tenha sido um ultimo alento desse futebol que convencionamos chamar de futebol arte”. O torcedor, sempre disposto a exaltar seu time, passou a valorizar os “carregadores de piano”, e os zagueiros viris (passa a bola mas não passa o atacante). Muitos times foram formados com base nessas premissas de força e aplicação tática. Alguns técnicos foram chamados de geniais, mesmo quando seu maior mérito era o de parar as jogadas seguidamente, ficar jogando bola de um lado para outro, até que o adversário cometesse um erro e o time chegasse à vitória. Quem viu a Copa de 94 se lembra do sufoco que era cada jogo. Completamente diferente da Copa de 70, quando mesmo o adversário saindo na frente, nossa certeza de vitória não se abalava.

Trazendo esta reflexão para o momento atual e principalmente para o Flamengo de hoje, chego a conclusão de que o Flamengo pode dar, neste espaço de tempo que conseguirmos manter o time atual, uma bela ajuda ao futebol arte. Me parece que o Andrade, ao abrir mão do burocrático 3-5-2, objetiva dar espaço ao talento dos jogadores, ainda que saiba ser impossível montar uma equipe só talentosa. Por mais eficiente que seja o Everton Silva, o Léo Moura tem talento. O Juan é habilidoso. O Kleberson joga um futebol de toques. O Pet…bem, o Pet é o Pet, o melhor ocupante da posição antes representada pela camisa 10 desde que o Zico parou. O Vágner Love faz tabelas maravilhosas. O Adriano, que a maioria dos torcedores rubronegros quase não viu jogar antes no Flamengo, alia uma força física a uma qualidade técnica que poucos imaginavam. Ou seja, se ainda não conseguimos jogar 90 minutos na pura técnica, temos tido alguns momentos de pura magia, com jogadas desconcertantes e gols lindos, revivendo os bons momentos em que o talento era mais importante do que o preparo físico.

É claro que isso aqui não é uma defesa para os jogadores se esbaldarem no Carnaval, e depois “a qualidade técnica” resolver. Jogador é profissional e tem deveres a cumprir, como qualquer trabalhador. Fôlego e músculos fortes são fundamentais para executar as jogadas de habilidade. Mas quando vejo uma boa parte da torcida indignada pela quantidade de gols que tomamos, fico pensando se teria sido melhor ter ganho de 1 a zero as nossas partidas ou se não foi muito melhor estar ganhando de 3 a 2, de 5 a 3. Reparem que, dos gols tomados, quatro foram de pênalti. Com o Maldonado retornando deveremos ter uma estabilidade maior ao sistema defensivo (mas sem perder na qualidade técnica). Mas vamos valorizar a disposição do time em fazer mais gols do que levamos. Vamos apoiar esse ressurgimento do futebol ofensivo, da busca incessante de gols. Da minha parte, se ganharmos do Botafogo por 5 a 4 nesta quarta feira, está muito bom. Para falar a verdade, 1 a zero já está bom….

Victor Esteves – 1a. mesa à esquerda do balcão do Buteco do Flamengo