
Calúnia do Novo Aurélio, aliás, Rúbio Negrão
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
E aí, tu é gato-mestre ou apenas cheio de marra?
*Este é um post patrocinado.
terça-feira, 28 de setembro de 2010

PAPO DE TERÇA - Luciana Zogaib
Mas, a memória anda cobrando e não gosto muito das recordações daquele 5 de junho. Ia me despedindo do Maraca devido a chegada da Copa, tudo parecia bem, abrimos o marcador, tivemos inúmeras chances perdidas para finalizar os caras, mas eis que nos minutos finais tomamos uma virada de amargar. Mal sabíamos que aquela seria a despedida melancólica do goleiro e capitão do Hexa. Com uma falha, acabamos perdendo 3 pontos importantes e ele viu seu destino ser selado no Maraca. Quanto sofrimento para este coração rubro-negro.
De lá pra cá, retornei ao Maraca, me despedi novamente, fui ao Engenhão, curti o PPV mas nada da alegria voltar. Breves ensaios de reação, breves lampejos, breves esperanças.
Minha paixão pelo Mengão é mesmo inabalável e a cada 3, 4 dias ela se renova. Lá vou eu novamente, em busca do renascimento, em busca do poder da mística rubro-negra.
Hoje a noite precisamos desta força diante da Tv, impossível não cornetarmos, impossível não xingarmos mas tudo pelo bem da Nação. Muita energia positiva e muita fé em dias melhores.
Provavelmente hoje Maldonado sai do anonimato para o posto de titular e espero que o Silas enxergue que fora do banco NUNCA mais deverá ficar. Ou melhor, espero que veja que o campo é o lugar dele. Espero não ver um time armando jogadas com Willians. Quero um time ousado, um time que vai em busca da vitória. Mas, um time que vai consciente, um time que se entrega, que marca, que corre, que se organiza. Caso contrário, a coisa vai ficar mesmo preta. Espero que nossos laterais joguem alguma coisa, porque Juan está triste e Leo Moura, apesar de breves lampejos, está deixando muito a desejar. Espero que Diogo pare de firulas, pare de se jogar e seja mais objetivo fazendo os gols que foi contratado para fazer. Deivid apenas espero que entre em campo pois na maioria das vezes tenho a sensação de que ele deixou as pernas no vestiário.
Enfim, espero que o Flamengo seja mais Flamengo e que São Judas Tadeu nos dê uma mãozinha.
Vamos Flamengo... Vamos nos erguer...
SRN
ios do Melo Olá, saudações rubro-negras a todos. Como a quase totalidade da nação flamenga, ando irritado, mal-humorado e preocupado com a indigência técnica e tática da equipe atual, cuja promiscuidade com as áreas mais lodosas da tabela de classificação é algo que enrubesce e se mostra incompatível com as nossas tradições. O avanço dos dias e das rodadas já demonstrou que o horizonte flamengo neste esquecível 2010 parece bastante estreito. A tão propalada e desprezada busca por um fim de ano digno é o que resta às ambições rubro-negras. Logo nós, que sempre almejamos por títulos, conquistas, glórias, estamos apenas em busca de paz. Parece pouco. É pouco. Não consola. Não empolga. Entretanto, nem isso parece assegurado. Mesmo para alcançar esse famélico objetivo várias correções de rumo se mostram necessárias. A história recente do futebol brasileiro e internacional tem ajudado a cravar uma espécie de premissa, um tipo de axioma, que reza que o primeiro mandamento para que se formem equipes vencedoras é dispor de um sistema defensivo sólido e confiável. Um bom exemplo é a campeã mundial Espanha, que a despeito de um futebol brilhante tecnicamente e de um estilo aclamado pela crítica, saiu da Copa com apenas dois gols sofridos, não tendo sido vazada nos mata-matas. Em 2007, o Flamengo encontrava-se em plena zona de rebaixamento. Ney Franco já se mostrava completamente perdido, sem comando e sem conseguir ajustar um time que perdera vários jogadores. Ao assumir, Joel Santana penou dois ou três jogos que, a despeito das doloridas derrotas, serviram para que se traçasse um diagnóstico limpo, preciso. Zagueiros foram afastados, chegou Fábio Luciano, um novo esquema defensivo foi montado e o time enfim se acertou, chegando à Libertadores. O próprio hexa de 2009 só começou a se desenhar depois que o Andrade conseguiu viabilizar um sistema de contenção no meio-campo, possibilitando ao Pet desfilar suas peripécias no relvado. O time, antes pouco confiável, passou jogos e jogos sem sofrer gols, tornando-se uma referência defensiva.
Enfim, cabe ao Silas (ou a seu sucessor, não vejo um horizonte muito amplo ao nosso atual treinador) perceber que, antes de tudo, é preciso arrumar a cozinha, montar um sistema de proteção que harmonize a equipe. Não adianta “estourar a boiada” pra cima do adversário, é bonito mas não funciona. As equipes se organizam, hoje, a partir da defesa. Da defesa. (Em tempo: o Rogério não tomava gols. Mas também não tinha um sistema defensivo. Aliás, não tinha sistema nenhum. Aquilo era um amontoado de jogadores dando bicuda. O time do Rogério me lembrava a Irlanda da Copa de 1990, talvez o futebol mais tosco que meus olhos já contemplaram). Finalizando, o Silas tornou-se conhecido, incensado, celebrado e propalado por ser um treinador pretensamente adepto de novas idéias, novos conceitos. Se isso procede, chegou a hora, Silas. Afaste jogadores improdutivos, promova garotos, não escale o time pelo nome, assuma o comando dessa bagaia. O momento pede decisões fortes, ásperas. Pede um líder. Lidere, Silas. Lidere! Se bem que, com o Jean nessa zaga, nem o Mourinho arruma... Uma boa semana a todos.CLIMA DE MARACA "no Engenhão" - Tem dia que é melhor nem sair de casa.
Com linguagem informal, João Tavares - o Dão - comenta a movimentação dos torcedores antes/durante/depois dos jogos no Engenhão.
Nessa época de eleição o que não falta é corpo a corpo de candidatos com o povão, e jogo do Mengão é o melhor lugar pra isso né? As vezes a pé como no caso do artilheiro das decisões Nunes ou à cavalo como anda o Chambarelli, o homem que vai construir a Disneylandia Rubro Negra, com centenas de atrações voltadas à maior torcida do mundo. Um projeto ousado mas que segundo ele vai gerar muito emprego. Cada figura que eu vou te contar.
Acho muito interessante esse lance do comércio ao redor do Estadio. Enquanto no Maraca não podia vender nada a menos de 500 metros, no Engenhão a prefeitura “incentiva” os moradores a vender desde cerveja e churrasco, até a produtos falsificados do clube em questão. Ou seja, um tremendo cala boca pros moradores aceitarem sem reclamar a movimentação e ruas fechadas em dias de jogos. Cala boca que vem dado certo, as casas vão se especializando cada vez mais, algumas dando até banheiro com papel higienico pra quem consome. Quase um bar sem ter que pagar imposto.
Dão no Twitter: http://twitter.com/dao_tavares
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Não é Hora de Malhar, é Hora de Beijar o Judas.
Por Arthur Muhlemberg, do Urublog

A VACA NO BREJO

As atuações são tão previsíveis que dá até mesmo imaginar como vai ser a derrota para o Goiás: um gol no inicio, com alguém penetrando livre pelo meio da zaga, ou um cruzamento para área encontrando o centroavante sozinho para cabecear pro gol. Aí o time vai melhorar, o juiz vai ignorar um pênalti, talvez empatemos, aí eles fazem mais um golzinho em outra falha; ou então vamos dominar a partida, mas sem conseguir empatar. É assustador ver como um time campeão e uma base experiente que vinha colecionando títulos e boas coloações no Brasileiro, mais uma vez venha nos colocar em posição vexatória. O gráfico abaixo mostra o aproveitamento a cada rodada. Todos os anos o Flamengo sempre tem uma queda de rendimento no meio do ano, seguido de uma melhora sensível no segundo semestre, tendência essa que ainda não estamos seguindo.

O relacionamento entre Silas e o elenco está satisfatório? Há jogadores fazendo corpo mole? Tem gente fora de forma sendo escalada? Minha vontade é parar de escrever, largar o blog, me trancar em casa, alheio à realidade, assistindo DVDs antigos de uma época remota quando o Flamengo fazia craques, os zagueiros marcavam, os laterais cruzavam, os meias passavam, e os atacante faziam gols. A luzinha no peito do Ultraman está piscando, e na vida real não temos garantia de final feliz.
Punição Merecida Para Um Time Medroso
* Por Julio Cesar, do Tua Glória é Lutar
"Nós não estamos pensando nem no empate, queremos a vitória mesmo"
Opa, como assim? Jogando em casa, precisando vencer a todo custo e você vem com essa Silas? Desculpe, mas eu e quem ouviu não entendeu muito. Depois de soltar essa pérola, a rádio anuncia a escalação com Toró, Willliams, Kleberson e Renato compondo o meio de campo. Aí sim, entendi perfeitamente a intenção do Silas. Ele não gosta de jogar pra frente. Talvez goste mesmo de fortes emoções, de chamar o adversário para o nosso campo, ou até quem sabe pôr à prova a mística do Manto Sagrado.
Tudo bem que não temos grandes nomes para fazer esse meio algo menos inerte, apenas Petkovic, que esqueceu de jogar bola durante esse ano. Mas se só tem ele, que seja ele. Pior que isso não dá pra ficar.
Se fosse há alguns anos atrás, na contingência de reforçar o elenco, sacaríamos da base algum garoto que pudesse melhorar o assustador panorama que se desenhou no time. Mas estamos em 2010, e a exemplo do que vem acontecendo durante a presente década, a base do Flamengo atualmente não é uma fonte segura de jogadores, apenas de quebra galhos, embora haja sim, nomes que ainda possam brilhar, como Lomba e Galhardo. O próprio Saba, que entrou no lugar de Juan hoje, parece ser um bom jogador.
Molecada sub-17 em ação contra o cliente vipSó mudando o rumo do post, hoje na Gávea nossa equipe juvenil (sub-17) empatou o primeiro jogo das semifinais do estadual contra o vasquinho em 0x0. O segundo jogo será em São Januário, semana que vem, em data a confirmar. Sorte pra garotada, e o mais importante, que num futuro próximo eles se tornem jogadores de verdade para o Flamengo.
AVANTE FLAMENGO!
legenda da foto: Molecada sub-17 em ação contra o cliente vip
SRN abraço
“Querer acreditar”
Olá pessoal, Saudações Rubro Negras!
Mais uma rodada, mais uma derrota. Essa de forma escancarada, daquelas que imputam um caráter de pequenez ao atual time do Flamengo. O time que perdeu para o Palmeiras, da forma como perdeu, não merece outro adjetivo.
Ontem conversei com meu amigo Sérgio por algum tempo. Falamos de tudo um pouco, atual elenco, ambiente, departamento de futebol, posição na tabela. Temos algumas posturas diferentes, visões diferentes, níveis de “radicalidade” diferentes. Mas os fatos muitas vezes são tão evidentes que superam qualquer nível de crença. Foi então, dessa conversa, que saiu o título do texto dessa segunda.
Não dá mais para acreditar no atual time do Flamengo. E digo isso simplesmente porque não tenho onde me agarrar para confiar, o time não inspira confiança para tal nas partidas. O que tenho feito é “querer acreditar”. Duas coisas completamente distintas.
Queria acreditar na reformulação, na mudança de postura após a queda de Rogério Lourenço. Queria acreditar na evolução tática de uma equipe que se mostrava totalmente perdida nas partidas, sem uma jogada qualquer ensaiada.
Como queria acreditar também na evolução física e técnica daqueles que vieram com o status de reforços. Aceitei antes que alguns estavam vindo de temporada árabe ou européia, e que seria necessário ainda algum tempo para se adaptarem.
Queria acreditar em um departamento de futebol mais organizado, com postura diferenciada ao que nos acostumamos nos últimos anos. Queria mais, queria acreditar que idoneidade e competência caminhassem juntas.
Queria acreditar...
Caiu Rogério, veio Silas. E o time continua uma bagunça, um bando em campo. Sem a devida força ofensiva, sem um meio campo criativo, com uma defesa vergonhosa. O (mal) posicionamento tático já nos fez sofrer 14 gols em 8 jogos. Falta de treinamento? De qualidade? Falta de quê?
O time ainda se arrasta em campo, e lá se vão dois terços de campeonato. Em pouco mais de dois meses termina o Brasileirão e corre-se sério risco de termos jogadores ainda fora de forma. Para piorar, tem sido uma equipe com constante necessidade em buscar o resultado, por sempre sair atrás no placar.
As contratações, infelizmente, se mostram totalmente abaixo das expectativas, Todas elas. Repito: Todas. Desde as infelizes contratações de Cristian Borja e Val Baiano até as badaladas (e bastante caras) contratações de Deivid e Diogo.
A falta de planejamento do departamento de futebol do clube nos imputou o peso de pagar caro por contratações no apagar das luzes da tal janela de transferências. Não fosse só o fato de pagar caro, agora o fato de não estarem rendendo proporcionalmente ao investido. Desespero e falta de planejamento, pagos por um alto preço.
Enquanto isso, os não tão mais caros Montillo, Zé Roberto, Vagner Love, Emerson, Valdívia...
O campeonato está em sua fase final. Aos poucos vão se definindo os subgrupos, as equipes que lutam por algo no campeonato. E nosso Flamengo assustadora e vergonhosamente luta contra o rebaixamento.
Analisando a tabela e os últimos resultados, fica claro quais equipes abusam da incompetência: Grêmio Prudente e Atlético Mineiro já se encontram há algum tempo na zona de rebaixamento e não conseguem mostrar poder de recuperação em curto prazo. As demais com relevante mal rendimento especialmente no segundo turno são Flamengo, Vasco, Avaí e Ceará. É fato, é analisar a tabela.
Na próxima terça há um confronto direto nessa fuga do rebaixamento. Ainda que faltem algumas rodadas para o final do campeonato, é o jogo que poderá encaminhar de vez nossas pretensões.
Quero acreditar em um resultado favorável, que dê uma nova esperança, que alivie um eventual sofrimento nesse final de Brasileiro.
Mas como disse desde o começo, “querer acreditar” é simplesmente um esforço próprio diante da falta de confiança instalada. Não existe futebol, organização ou pelo menos raça que me façam acreditar de verdade. Esse time do Flamengo não inspira qualquer expectativa.
E se assim continuar, vão conseguir manchar a história do clube.
Um grande abraço, até segunda e Saudações Rubro Negras, sempre!
sábado, 25 de setembro de 2010
Flamengômetro de 25 de setembro de 2010: 41% (2 vitórias, 5 empates e 4 derrotas)
2- O ataque prossegue sua melhora, já passamos os "esquadrões" do Prudente e Ceará, e igualamos o tão badalado ataque do Vasco, quem diria. São Jorge Curi, olhai por nós!
3- A defesa parece ser formada por jogadores fixos de totó. Deus da Raça, olhai por nós!
4- Jogo perigoso contra o Palmeiras, Felipão sabe armar times fechados para explorar o contra-ataque. TCZNA.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Ontem o Flamengo acertou o que deve ter sido a última contratação do ano para o seu elenco: o lateral esquerdo Uendel. Parece que jogou no Criciúma, teve uma passagem pelo Fluminense em que entrou apenas três vezes em campo, foi reserva de Eltinho no Avaí e agora era o segundo reserva do Grêmio. Mas foi escolhido para reforçar o Flamengo por um só motivo: foi indicado por Silas.
Silas trabalhou com Uendel em seus dois últimos clubes e deve ter suas razões para indicá-lo. Pode até ser que seja um bom jogador - vai saber? Mas me incomoda bastante que seja contratado um jogador que ninguém conhece, que duvido que alguém na Gávea realmente tenha visto jogar, apenas porque o técnico o conhece. Ao menos está vindo por empréstimo, de graça; não vai, assim, virar um novo Léo Medeiros, trazido por Ney Franco há séculos e até hoje sob contrato com o Flamengo. Mesmo assim, o Flamengo já deveria ter meios melhores e mais embasados de escolher seus futuros jogadores, mesmo os mais baratos.
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Em 15 de abril de 2005, publiquei um texto no FlamengoNet com o título Idéias para o Flamengo: como encontrar bons reforços?. Eis o trecho que explica de forma mais direta a ideia:
A minha proposta: a criação de um verdadeiro Departamento Técnico no clube. Contrate um coordenador - talvez algum grande ex-jogador do Flamengo -, alguns auxiliares e uma porção de estagiários. Coloca eles para gravar cada jogo, assistir e fazer estatísticas e relatórios (inclusive dos próprios jogos do Flamengo).
Agora, por exemplo, sabemos que precisamos de um lateral direito. Se iria ao departamento técnico, consultaríamos os laterais que mais deram cruzamentos pra gol e menos deram chances aos adversários por seu setor em cada campeonato; desses, pegaria-se os vídeos dos últimos jogos, analisaria-se qual a melhor opção e iria atrás do cara certo para contratar. Com base científica, nada de indicação de amigo ou vídeo de melhores momentos dado pelo empresário.
Esse Departamento ainda seria útil no dia-a-dia da comissão técnica. A cada jogo, seria fornecido um relatório sobre o próximo adversário, junto com os vídeos dos últimos jogos, para ninguém ser pego desprevenido. E, além disso, ao invés da diretoria ir em cima do técnico e perguntar "porque está perdendo tanto?", perguntaria-se "o que você vai fazer quanto ao setor defensivo direito do time, por onde levamos 72% dos gols, sendo que esse percentual é maior quando o Ricardo Lopes joga?"
Um dos que comentaram o texto foi Mário Cruz, que foi colaborador do FlamengoNet e na época, se não me engano, já era Vice-Presidente de Planejamento do clube. O comentário:
Perfeita sua sugestão Andre... Fará parte de um pacote que estamos tentando implatar... Esperamos em breve poder dar mais notícias...
Mas, até onde sabemos, o tal pacote não deve ter mesmo saído do papel. Ao menos, quanto a esta ideia.
Não sou nenhum gênio ou visionário. Mas leiam esta matéria, publicada este ano no GloboEsporte.com: Grêmio 007: análise detalhada dos adversários é trunfo do tricolor. O texto descreve uma estrutura muito semelhante à que eu sugeria em 2005, com os mesmos fins - análise sistemática dos adversários, do próprio time e de possíveis reforços para o elenco - que foi implantada no Grêmio com sucesso e escolhida como a melhor do Brasil em um estudo feito em parceria pelo Sportv e a Universidade Federal de Viçosa. No texto, há a menção de Mano Menezes ter iniciado trabalho semelhante no Corinthians; de Porto Alegre, um amigo já me contou que o Inter também faz o mesmo.
Enquanto isso, da mesma maneira que fez em 2006 trazendo jogadores desconhecidos do Ipatinga por pura indicação do então técnico Ney Franco, o Flamengo está agora contratando mais um jogador obscuro e sem credenciais por pura indicação do treinador de momento. Tomara que este se saia melhor que Léo Medeiros, Jaílton, Walter Minhoca...
Zico e Patrícia Amorim têm o discurso afinado quanto à melhoria da estrutura do Flamengo e a intenção de deixar um legado para o clube. Deixo então a eles a mesma sugestão que dei há 5 anos para dirigentes anteriores - agora, já com exemplos práticos de outros clubes onde isso foi feito. O Flamengo tem que evoluir.
- ANDRÉ MONNERAT escreve também no SobreFlamengo (http://www.sobreflamengo.com.br/ e twitter.com/sobreflamengo)
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Manto autografado? Concorra no Ouro de Tolo

SRN
Por Vinicius Paiva
O interior do Rio de Janeiro ganhou recentemente uma nova opção de arena esportiva – o remodelado Estádio Cláudio Moacyr, em Macaé. Em tempos de times cariocas “sem-teto” por conta das obras de reforma do Maracanã, nem sempre o Engenhão parecerá capaz de dar conta da demanda de três times (além do Botafogo), como seu castigado gramado veio a demonstrar recentemente. Tendo isto em mente, cabe uma comparação entre o recém-reformado estádio do norte fluminense e seu atual “rival” pelos corações cariocas, o já bem conhecido Raulino de Oliveira (ou Estádio da Cidadania), em Volta Redonda, região sul do estado.


No entanto, fazendo jus à fixação brasileira por “reformas sobre reformas”, o Cláudio Moacyr já tem previsão para uma nova obra – desta vez de ampliação, que elevaria sua capacidade para 20 mil lugares e levaria a disputa entre os dois estádios do interior ao pé de igualdade, pelo menos no que se refere a capacidade.
No que se refere à estrutura física dos estádios, parece haver certa equiparação. Visualmente, e confesso que se trata de uma análise das fotos, o estádio macaense parece bem mais simples – mas o fato de eu conhecer muito bem o estádio de Volta Redonda pode enviesar minha análise. Apesar de não parecer mais tão cintilante quanto alguns anos atrás, o Raulino de Oliveira continua sendo moderníssimo, bonito mesmo de se ver. Tem telão em boa definição (que em 2004 foi revolucionário, mas hoje começa a soar ultrapassado e pequeno), cadeiras em 100% do estádio (sem encosto em 80% e com encosto no restante, as excelentes cadeiras especiais e tribuna de honra) e cobertura em metade do perímetro – apenas as cadeiras atrás dos gols são a céu aberto. O Cláudio Moacyr, de modo semelhante, também apresenta placar eletrônico, além de mais coberturas (2 das 3 arquibancadas). Parece não possuir cadeiras, o que seria um enorme retrocesso para um estádio construído em pleno ano de 2010. Careço de confirmação, naturalmente.

Já Volta Redonda é maior (260 mil habitantes, e quase 500 mil na “região metropolitana”, contra os 204 mil de Macaé), mais próxima ao Rio de Janeiro (127 km contra 182 km) e tem mais tradição na organização de eventos esportivos – com time na Superliga de vôlei, sede de campeonatos nacionais de showbol e mandante dos jogos do Flamengo no Brasileirão de 2004 e do Fluminense em 2005.

Como muito se falou e nada se concretizou em termos de dar ao Flamengo uma casa definitiva durante o Brasileirão 2010, no caso de inviabilidade do Engenhão, e em não optando pro fazer viagens longas a locais de ampla maioria rubro negra, como Juiz de Fora, Brasília ou o Norte-Nordeste, qual das duas cidades/estádios você escolheria?
Empatamos um jogo no Olímpico em que poderíamos perfeitamente vencer se Victor, aquele goleiro que para o Dunga é pior que o Doni, não fizesse uma defesa indefensável. O resultado foi justo para um time cheio de jogadores fora de forma. De bônus, a presença de algumas jogadas ensaiadas.
Não dá para negar que o Flamengo de Silas evolui. O ataque marcou sete gols em três jogos, fato impensável na era Rogério. O problema é a velocidade dessa evolução. O técnico insiste em condicionar atletas que já deveriam ter chegado em forma ou pelo menos conseguir ter um mínimo de condicionamento no nono mês do ano.
É um erro semelhante ao do último técnico. Comandar o Flamengo em pleno campeonato Brasileiro como se estivéssemos em pré-temporada. A trágica decisão da Conmebol só tornou qualquer circunstância acima da libertadores mais inalcançável. Porém, é o atual campeão brasileiro e é indesculpável que o time insista com quem não vem dando certo.
Ainda a passos lentos, Silas tem afastado alguns desses jogadores. Parece ter barrado Jean de vez, Michael perdeu espaço e já vetou a entrada de Renato e Pet juntos. Mas ainda é pouco. Renato nunca foi quarto homem de meio de campo e está muito distante de um rendimento que sequer o coloque no banco. Ao mesmo tempo, o Flamengo é um time lento na saída de bola e que só tem Diogo como o responsável pelas jogadas individuais e arrancadas.
Silas tem um mês de cargo e é besteira pedir sua saída para qualquer junior da vida. Zico não vai demití-lo. Então ou apoiamos ou apoiamos. De troco, pedimos apenas que Silas seja mais flexível em suas escalações. Já encheu ver gente se arrastando com a torcida tentando empurrar.







