Americano x FLAMENGO
terça-feira, 31 de março de 2009

NÃO CUSTA NADA RELEMBRAR...
Fuçando antigas pastas, encontrei um antigo poster do Campeonato Carioca de 1978.
Em pé: Niélsen, João Carlos, Getúlio, Moisés, Pedro Ornellas, Nelson, Cantarele, Raul e Rondinelli;
No meio: Zico, Toninho, Ramírez e Júnior;
Sentados: Marcinho, Manguito, Alberto Leguelé, Cléber, Adílio, Cláudio Adão, Tita e Carpeggiani.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Alfarrábios do Melo
Flamengo e os "encaixes". Novo caso?
Olá, saudações rubro-negras a todos.
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Os jogos dessa semana mostraram a inesperada ascensão de um jovem de quem se falou muito em 2008, o garoto Erick Flores. A entrada dele no time mostrou um moleque incisivo, driblador, com personalidade, totalmente diferente do menino vacilante, que atuava aos tropeções, oprimido pelo peso de uma responsabilidade imposta de forma inábil por Caio Júnior. Como resultado, o time inteiro melhorou, alguns jogadores passaram a render mais e as vitórias agora são convincentes. Teria o time encontrado a peça que faltava para o encaixe? Ainda acho cedo, foram apenas dois jogos, mas a coisa tem que começar de alguma forma. Falando em começo, vamos ver alguns exemplos, ao longo do tempo, de times que começaram de forma claudicante e, apenas com a entrada de uma ou outra peça, tornaram-se vitoriosos.
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1981. Desde que havia assumido a direção técnica, substituindo o polêmico Dino Sani, o treinador Paulo César Carpegiani ainda não conseguira fazer o time render de forma satisfatória e consistente. A equipe era muito forte, tanto que estava nas finais da Libertadores, mas sempre que se via exigida contra um adversário mais qualificado os seus pontos fracos eram expostos, como nos empates contra Atlético-MG (dois jogos em 2-2, ainda sob o comando de Sani), Vasco (1-1), Fluminense (1-1) e na derrota para o Botafogo (1-2). O grande problema de Carpegiani estava na montagem de um eficiente sistema de cobertura para os avanços dos laterais Júnior e Leandro, muito fortes no apoio, mas sem características defensivas. O fim do ano se aproximava, o time estaria às voltas com duas decisões importantes, e a irregularidade das suas atuações (dependia muito dos lampejos de Zico) preocupava. Até que, após uma decisiva conversa com os líderes do elenco (Zico, Júnior, Raul), Carpegiani decidiu mexer no time. Baroninho, que atravessava boa fase e era um dos artilheiros da equipe, foi barrado, entrando o talentoso meia Lico em seu lugar. Lico seria responsável por ajudar na cobertura às subidas de Júnior, ajudaria o time a valorizar a posse de bola (gostava de cadenciar o jogo) e faria o time atuar de forma mais compacta, aproximando-se da concepção original de jogo do ex-treinador Cláudio Coutinho. O primeiro teste dessa nova formação? Botafogo, 3º turno.
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O que aconteceu depois foi história. As peças do time se encaixaram como numa máquina, o Flamengo enfiou os históricos 6-0 na cachorrada, depois meteu mais 6 no Americano, 3 no Fluminense e daí por diante. Ganhou o RJ, a América, o Brasil, o Mundo e o que apareceu pela frente.
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1983, Campeonato Brasileiro. O Flamengo vivia momento turbulento, após a demissão de Carpegiani, já bastante desgastado com alguns jogadores, imprensa e torcida. Depois de uma experiência mal-sucedida com Carlinhos, o clube decide apostar em Carlos Alberto Torres, que iniciava sua carreira de treinador (lembrando que já havia acreditado em Coutinho e Carpegiani, com sucesso). Andrade e Lico, machucados, estão fora do campeonato. Torres, ao analisar as atuações da equipe, que havia sido eliminada precocemente da Libertadores após perder para Bolívar e Grêmio, e se classificara a duras penas para a Terceira Fase do Brasileiro em um grupo contra Palmeiras, Americano e Tiradentes-PI, resolve promover a entrada dos garotos Élder e Júlio César, que atuavam como meias marcadores (com certa liberdade no apoio). Os dois jovens, juntamente com Vítor (no time por conta da contusão do titular Andrade), formariam um cinturão, que novamente tornaria possível a Júnior e Leandro apoiarem o ataque com consistência. Assim, Robertinho (ex-Fluminense), que fora contratado para o lugar de Tita (emprestado ao Grêmio), era preterido, bem como o ponta-esquerda Edson. Adílio passaria a realizar função parecida com o que fazia Lico, ajudando mais na marcação e ocupando o lado esquerdo do campo. Logo na estréia, parada indigesta, contra o Corinthians de Sócrates, no Maracanã.
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Além do carisma de Torres, que motivou os jogadores de cara, as alterações por ele promovidas mostraram-se plenas de êxito. O time enfiou 5-1 no “Timão” (em jogo onde o medíocre árbitro Roque Gallas anulou TRÊS gols legítimos do Flamengo) e arrancou para a conquista do tri brasileiro.
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1986. O Flamengo começa o ano com Zico, Sócrates, Leandro, Bebeto & Cia, trucida o Fluminense por 4-1 (jogo da Zicovardia, parte 2), mas perde seus principais craques para a Seleção, que irá disputar a Copa do Mundo no México. Além disso, Mozer e Leandro estão às voltas com contusões, de forma que o treinador Sebastião Lazaroni tem que apelar para vários garotos. E é no meio-campo onde estão os maiores problemas. Lazaroni precisa de um meia de ligação, pois resolve avançar Adílio, que já não tem a mesma dinâmica defensiva. Recorre a Valtinho, Gilmar, Júlio César, todos sem sucesso. O time perde a Taça Guanabara para o Vasco e está em maus lençóis na Taça Rio, após derrota para o Botafogo (1-2). É preciso mudar, e rápido. Até que, num despretensioso jogo contra a Portuguesa da Ilha do Governador, ele resolve testar na posição o jovem Ailton, que vinha sendo utilizado como lateral-direito reserva de Jorginho. Com um pulmão privilegiado, Ailton dá nova cara ao time, faz dois gols na vitória de 5-0 e ganha a posição no ato. A equipe, mais equilibrada, arranca para o título da Taça Rio e do Estadual. E Ailton passaria a ser um dos “intocáveis” da equipe titular por vários anos.
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1987. O Flamengo patina no Campeonato Brasileiro. O time faz péssima campanha na Primeira Fase, troca de treinador logo na segunda rodada (Carlinhos no lugar de Antônio Lopes), mas mesmo assim a equipe não engrena. O maior problema é o comando de ataque, onde Kita e Nunes simplesmente não conseguem render. Estáticos, não dão dinâmica ao time, que perde em mobilidade e joga um futebol pesado. Carlinhos insiste com Kita, depois com Nunes, depois novamente com Kita. Até que perde a paciência e resolve efetivar Bebeto na função, aproveitando o retorno de Zico. A solução não era inédita (Bebeto já havia jogado nessa posição com Lazaroni), o próprio Carlinhos já a utilizara na vitória contra o Vasco (2-1), mas não saíra totalmente convencido de sua validade. Mas, diante da inoperância dos atacantes “de ofício”, o Violino dessa vez resolveu fazer nova tentativa. O resultado? O time voou em campo contra o Palmeiras (2-0) e, jogando um futebol muito mais leve, partiu para a conquista do Tetra Brasileiro. Bebeto, que já atuara como meia avançado, meia de ligação e ponta, finalmente encontrava sua posição, fazendo vários gols, o que o alçou finalmente à condição de atacante de primeiro nível.
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Enfim, há mais exemplos (a entrada de Marques no lugar de Djair em 1996, a barração de Júnior Baiano no Estadual de 2004, a colocação de Jônatas como primeiro volante no Brasileiro de 2005, a “tropa de choque” de Joel Santana em 2007, entre vários outros), mas não quero tornar a leitura cansativa. O fato é que muitos desses “estalos” acabaram sendo decisivos na conquista de títulos, fuga de rebaixamento ou conquista de vaga para a Libertadores. E muitas vezes é assim que grandes equipes começam a ser formadas, com a entrada daquela peça que estava faltando.
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Houve momentos, no ano passado, em que a entrada do Airton na equipe ameaçou ser esse diferencial, mas o time acabou sucumbindo à falta de estrutura interna e esfarelando-se à medida que a reta final do Brasileiro se aproximava. Agora, temos o Erick Flores. Será a entrada dele o toque que faltava para fazer esse time do Cuca funcionar? Torno a repetir antes que me chamem de apressado ou iludido, que ainda é cedo para saber, o Flamengo enfrentou apenas dois adversários relativamente inexpressivos, mas também é inegável que o fez de forma diferente, mais convincente, mostrando ampla superioridade. Até o Josiel, que estava quase escorraçado (prestes a perder a vaga para um desconhecido), começou a fazer gols como um Nunes, um Gaúcho. É inegável que algo mudou. E para melhor. Será o suficiente para o time voltar a empolgar?
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Só os jogos futuros dirão.
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Uma boa semana a todos,
Seja na Terra, Seja no Mar (XXV)
Já de início, os aplausos. Sim, porque sempre acostumado com as grandes glórias, o torcedor Rubro Negro torna-se extremamente crítico, exigente. E há tempos, depois de seguidos tropeços e más atuações, estamos mais acostumados com exigências e cobranças do que comemorações. Portando em momentos de má fase haverá críticas, cobrança. Mas na hora de reconhecer as boas atuações, aplausos. Nada mais justo. E sempre buscando um Flamengo melhor.
Por mais redundante que pareça o Flamengo voltou a ser Flamengo. Fez em suas duas últimas partidas, contra Madureira e Resende, o perfeito papel de time grande, atacando, pressionando, criando chances, acuando o adversário. Na quarta ainda se perdeu em alguns momentos da partida, deu espaço ao tricolor suburbano, mas sábado mesmo antes da expulsão do jogador adversário, já mostrava que não daria tantos espaços assim. E não tratou a partida como uma eventual “vingança”: Tratou como tem que ser em condições normais um Flamengo vs. Resende. Só isso.
Está perfeito? Não. Mas esse Flamengo dos últimos jogos realmente traz ao torcedor a esperança de que as mudanças começam a surtir efeito.
Podemos observar uma das principais alterações no ataque. Não é o caso de discutir se Josiel é ou não bom jogador, ou se os gols que tem feito até sua avó amarrada faria, mas a verdade é que eles estão saindo e, acreditem, já o transformaram no artilheiro do campeonato. Méritos de quem tem tido suas oportunidades e as tem convertido. Mas já é um grande alento saber que o atacante do time faz gols.
Outra importante mudança é a entrada do garoto Erick Flores. Calma, não temos um craque de bola ainda, mas sem dúvida é um ótimo jogador que deu muito mais qualidade e velocidade ao time. E ainda mais importante que isso, é o representante atual de algo inerente à história do futebol Rubro Negro. É a prova de que o Flamengo ainda mantém vivo o seu papel de clube formador de talentos. Com ele não recuperamos somente a qualidade de um time dentro de campo, mas a auto-estima de quem sempre formou bons jogadores dentro de casa.
A próxima semana tem jogo decisivo na terça. Jogo difícil, complicado em Campos, mas que pode trazer de forma antecipada a classificação às semifinais da Taça Rio. A partir daí será uma seqüência de clássicos, contando que o Mengão supere seus desafios, até a decisão do estadual. Isso sem esquecer as partidas pela Copa do Brasil.
O mais urgente nesse momento era o time encontrar seu caminho depois dos resultados frustrantes, especialmente depois do clássico. A tempestade parece ter passado. Hora agora de mostrar que de fato se ergueu, correr atrás e buscar algo à altura do elenco que o Flamengo possui.
Do lado de cá, fora das quatro linhas, continuamos torcendo.
Até segunda e saudações rubro negras, sempre!
domingo, 29 de março de 2009

O MENGÃO DOS VELHOS TEMPOS
Escrevo esse post com lágrimas nos olhos.
O jogo de ontem - para os 50 torcedores rubro-negros que estiveram torcendo juntos na CASA DO URUBU, reduto da FLAPARANA em Curitiba -fez reacender a chama daquele Flamengo de outrora, que jogava com garra, com coração, quase que por música.
O mais importante não foi somente a vitória, impingindo ao atrevido Resende um sacode de quatro gols e demonstrando que ninguém pode ficar impune quando tenta - ao menos uma vez na vida -humilhar a Nação! O Resende teve o seu troco e agora volta ao seu patamar natural de time pequeno que deve respeitar o urubu e amedrontar-se quando se depara com o manto sagrado.
O mais importante foi a alegria do time jogando em campo, os jogadores vibrando a cada gol marcado, a busca incessante pela marcação de mais um tento (o quarto gol foi feito quase aos 45 do segundo tempo), a raça em campo e principalmente: O AMOR À CAMISA!
Este é o nosso Flamengo, time guiado por 35 milhões de vozes que não desistem nunca e que devotam o seu amor e a sua paixão a essa Nação que não é somente um clube de futebol: o Flamengo é uma causa, uma razão de existir!
Parabéns ao time que soube ontem - pela primeira vez depois de tantos jogos apáticos - encarnar o que é a mística dessa camisa. Parabéns Josiel, que com os seus gols simples, tomou a ponta da artilharia do campeonato. Parabéns Erick Flores, que nos faz acreditar novamente que craque o Flamengo faz em casa.
Nesta terça é contra o Americano, às 19:30 hs., peço para que São Judas Tadeu nos ilumine e que continuemos assim, porque isso é Flamengo!
SRN, Nação! Que cantar ao mundo inteiro, a alegria de ser rubro-negro!
sexta-feira, 27 de março de 2009
Simples: entrem focados, com sangue nos olhos, e imaginem que a bola é um prato de comida e que vale vaga pra Tóquio.
Essa conversa de vingança não pode existir. Tratar como mais um jogo é fundamental pro elenco ver que fantasma não existe.
E nada mais digo.
Ah, digo sim: Cuca, manda o parasita do jonatas pra Xerém. Foi ele entrar na quarta que o time sumiu. Não podemos contar um o descomprometimento desse jogador, que se acha um craque, mas que NUNCA SERÁ.
Agora sim, nada mais digo.
COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André MonneratUma idéia, talvez besta, que me ocorreu
Há quantos anos se ouve falar na construção de um CT para o Flamengo?
No ano passado, anunciaram a solução definitiva: o dinheiro viria da Lei de Incentivo ao Esporte. Infelizmente, pra grana poder chegar por este caminho, seria necessária a infame Certidão Negativa de Débito - aquela cuja falta também faz com que a Petrobras seja impedida de depositar um centavo que seja nos cofres rubro-negros. Há poucos dias, um dirigente deu esta causa como perdida; por enquanto, não vai ser desta maneira que o Flamengo conseguirá erguer o sonhado centro de treinamento.
Pois bem. O custo de construção do Ninho do Urubu seria, pelo que já divulgaram, de cerca de 20 milhões de reais. O Inter vendeu Alexandre Pato, formado em sua base, por 20 milhões de dólares. Ou seja: se o CT fosse capaz de formar um Pato, ou um Breno, ou dois ou três que chegassem perto disso aí, o investimento já estaria pago - sem contar, é óbvio, com os benefícios esportivos trazidos pelas melhores condições de treinamento dos profissionais e pelos garotos que chegariam ao time dos adultos com uma formação melhor. É claro que não adianta dizer isso sabendo que o clube simplesmente não tem esse dinheiro agora para investir; é como falar pro cara da carrocinha de cachorro-quente que ele deveria alugar um ponto na praça de alimentação do Rio Sul, porque lá ele venderia bem mais. O cara sabe disso, só não tem condições de fazer. Certo?
Eis aí a idéia besta: preparem o projeto do CT - mas um projeto bem feito mesmo, bonitão. E batam à porta de Barcelona, Internazionale, Manchester, ou mesmo da Traffic, vendendo a idéia. Quem bancar a obra - mas vai pagar direto aos empreiteiros, nada de grana passando pelas contas do Flamengo, pra não correr riscos -, pode escolher dois jogadores quaisquer formados no CT nos próximos 10 anos pra levar embora, sem pagar multa nenhuma - desde o cara tenha passado um ano no time profissional. Além disso, o financiador leva também, digamos, 5% de todas as vendas de jogadores formados no Ninho do Urubu por 5 anos. Claro - estes períodos e percentagens são chutados. Que se negocie da melhor maneira possível.
Não valeria a pena para o investidor? E para o clube?
É só uma idéia.
quinta-feira, 26 de março de 2009
OS INVASORES
Esta é uma teoria de ficção. Qualquer semelhança com fatos, pessoas ou entidades reais é mera coincidência. Mas poderia não ser. Quando você é um dos quinhentos e poucos sócios off-Rio, conforme informe em alguns COMMENTS aqui do BLOG, e apesar de saber do aumento de 15 para 40 paus da mensalidade, recebe o boleto no novo valor sem sequer uma carta de explicação, um pedido de compreensão ou até um apelo por ajuda, você tende a acreditar em qualquer teoria conspiratória. O fato é que o Flamengo vai se tornando um CASE a ser estudado em universidades de administração, management e marketing, não como exemplo a ser seguido, mas como a confirmação espantosa de um famoso enunciado conhecido como “Lei de Murphy”, que resumidamente diz que “se algo pode dar errado, dará”.
Ranking de exposição em mídia
Por Vinicius Paiva
A grande questão é: trata-se de uma distorção a favor dos times paulistas. Mas uma distorção que todo mundo já esperava, e que chega até a ser surpreendente, uma vez que o “processo de corintianização da mídia” foi incapaz de colocar o alvinegro na ponta. A pesquisa foi realizada apenas nas quatro principais regiões metropolitanas: Rio, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte, e sendo assim, não reflete a exposição dos clubes em termos nacionais, mas apenas em suas praças-origem. Fica realmente difícil competir com o trio-de-ferro paulistano, por conta da concentração da mídia (e dos anunciantes) em São Paulo e da preferência dada por estes veículos aos times de lá. Em termos de mídia impressa, creio até que haja uma equivalência entre RJ e SP (pois o Globo e o Extra são dois dos maiores jornais do país, por mais que possivelmente tenham valores de anúncio inferiores aos poderosos “Folha” e “Estado de S. Paulo”). No entanto, quando se trata de TV aberta e fechada, a balança pesa bem mais para o lado de São Paulo. O único estadual transmitido pelo Sportv é o Campeonato Paulista – e este canal é um especialista na transmissão de jogos do Santos. A Band, até o ano passado, transmitia o Paulistão para todo o território nacional. Quanto aos outros canais abertos, com exceção da Globo (há controvérsias) TODOS despedem horas e mais horas semanais em resenhas e programas esportivos que só falam dos três times da capital paulistana.
Se a mídia levasse em conta o tamanho das torcidas em território nacional. a distribuição de tempo de cada time na TV seria: Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco. Como a pesquisa só se deu em 4 regiões metropolitanas, e São Paulo é bem maior, seus times levaram vantagem. Mas pela proporção da torcida do Flamengo no Rio ser maior do que a do Corinthians em São Paulo, esta vantagem deveria ser minimizada. Fiz um levantamento (baseado no tamanho das torcidas APENAS em suas cidades-origem) para concluir qual seria a exposição justa. Seria o seguinte:
1) Corinthians 5,7 milhões de torcedores na grande SP
2) Flamengo: 5 milhões de torcedores na Grande RJ
3) São Paulo: 4 milhões
4) Palmeiras: 2,5 milhões
5) Grêmio 1,9 milhão
6) Cruzeiro: 1,870 milhão
7) Internacional: 1,7 milhão
8) Atlético – MG: 1,680 milhão
9) Fluminense: 1,270 milhão
10) Botafogo: 1,040 milhão
11) Santos: 960 mil
Como não é assim que a banda toca, e outros fatores são levados em conta (tais como potencial de consumo das cidades, renda per capita, etc), a exposição dos clubes é bem diferente do que suporia o tamanho de suas torcidas. E quem mais se beneficia disto é o Santos, menor torcida entre os clubes envolvidos – e único não-sediado numa capital.
Para terminar, e a título de curiosidade, na categoria “TV aberta” (leia-se Globo e Band), o ranking de exposição foi: Palmeiras, São Paulo e Fluminense – por ter decidido a Libertadores. Já quanto à exposição apenas na Rede Globo, o ranking foi: São Paulo, Palmeiras e Flamengo.
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Interessante a análise da empresa Golden Goal a respeito do público no Brasileirão 2008. Pode ser acessada em: http://goldengoal.com.br/br/downloads/analise_brasileirao_2008.pdf . Mostra que das cinco maiores médias de público da história do Brasileirão, quatro foram em anos cujo campeão foi o Flamengo. Além disso, os anos de 81 (não fomos campeões brasileiros, mas estávamos em estado de graça, ganhando Libertadores e Mundial) e 2007 (quando o Flamengo catapultou a competição com a reação histórica que o levou à Libertadores e ao terceiro lugar) também figuram no top-10. O estudo conclui que, em 2008, o Flamengo sozinho elevou a média de público da competição em 12%. E que de um total de 6,4 milhões de torcedores presentes nas 380 partidas disputadas, nada menos do que 1,2 milhão (19%) pagaram para ver um jogo do Flamengo, dentro ou fora do Maracanã. Não é pra qualquer um.
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Estatísticas como a do tópico anterior servem para afagar um pouco o ego do rubro-negro, em frangalhos mediante a penúria que se encontra o clube. Grande parte disto se deve à CORRUPÇÃO de dirigentes que se perpetuam no poder há anos, e fazem do Flamengo seu quintal. Não sou eu quem está dizendo. Quem leu a reportagem do jornal O Globo, no domingo passado, viu. Nossa dívida se aproxima, na verdade, da casa dos 400 MILHÕES DE REAIS. Na folha de pagamento do clube, mais de 120 mil reais mensais destinam-se ao pagamento de apadrinhados e pessoas que em nada contribuem com o clube. Trata-se de um “mensalinho rubro-negro”. E para piorar, a revista Veja denunciou um depósito feito pelo Flamengo na conta de uma empresa-fantasma, supostamente referente à contratação de Kleberson. (http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/155533_comentario.shtml )
Olha, salvo raras exceções, não dá mais pra essa diretoria. Não há mais clima. Peçam o boné.
E mercenário não é o jogador que se esforça em campo sem receber salários, viu torcida? A grana dos salários escorre pelos ralos do submundo do Clube de Regatas do Flamengo.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Madureira x FLAMENGO
Taça Rio
Madureira: Renan, Claudemir, Ricardo, Eduardo Luiz e Amarildo; Wágner, Paulo Victor, Abedi e Bruno; Alex Alves e Jones. Técnico: Róbson Gabriel.
Flamengo: Bruno; Everton Silva, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton, Toró (Jônatas), Ibson e Kleberson (Erick); Zé Roberto e Josiel. Técnico: Cuca.
terça-feira, 24 de março de 2009
Analisando-se a história recente do Flamengo, várias reformulações desse tipo já ocorreram, com resultados diversos. Houve momentos em que o trabalho acabou em título brasileiro, outros em que quase levou o clube para o buraco. Pode-se identificar cinco momentos marcantes, onde se levou a cabo essa tentativa de reformulação geral. Vejamos então, em linhas gerais, como isso ocorreu:
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1984. A “geração Zico” já dava claros sinais de que chegava ao fim. O próprio Galinho e Júnior haviam sido negociados para a Itália, Raul havia se aposentado e alguns jogadores, como Tita e Nunes, enfrentavam processo acelerado de desgaste com a torcida. Além disso, Andrade e Lico viviam às voltas com contusões e Leandro atravessava um processo de fadiga. Restavam Adílio e Mozer, que atuavam regularmente. Diante desse quadro, iniciou-se um trabalho de renovação do elenco que duraria até 1986, onde vários jogadores oriundos das divisões de base passaram ao time principal, dos quais se destacaram o goleiro Zé Carlos, o zagueiro Aldair, o lateral Adalberto, o volante Ailton, o meia-atacante Zinho e os atacantes Bebeto e Alcindo. Houve outros nomes aproveitados sem tanto destaque, como o zagueiro Guto, os volantes Bigu e Valtinho, o meia Gilmar e o atacante Vinícius, entre outros. Completando essa base, vieram jogadores promissores a custo baixo, caso dos laterais Jorginho e Heitor. Esse grupo acabaria formando a essência do time campeão brasileiro de 1987 (ainda teria tempo de revelar o excepcional lateral Leonardo), e teria todas as condições de alçar vôos mais altos (era considerado candidatíssimo ao Brasileiro de 1989) se não tivesse perdido vários jogadores importantes em negociações precipitadas, e muitas vezes desastrosas (o caso de Bebeto é emblemático).
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1991. Apenas Júnior (de volta do exterior) era remanescente do time dos anos 80. Mesmo a equipe que fora remontada na segunda metade da década já perdera seus principais jogadores, restando basicamente apenas Ailton (já perseguido pela torcida) e Zinho. Houve uma tentativa de reposição com jogadores renomados e caros (Edu Marangon, André Cruz, Darío Pereyra, Bobô, Borghi, Josimar, Nelsinho etc), que redundou em completo fiasco. Mas uma safra de brilhantes jogadores, que haviam conquistado no ano anterior a Copa São Paulo (enfiando 7-1 no Corinthians em um Pacaembu lotado) estava pronta para subir. O lateral Piá, o zagueiro Júnior Baiano, os meias Djalminha e Nélio e os atacantes Paulo Nunes e Marcelinho juntavam-se a nomes como o zagueiro Rogério e o volante Marquinhos, revelados anos antes. Mas a ânsia por resultados tornou o início bastante difícil. O time começou o ano sofrendo algumas goleadas, e só se arrumou com a entrada dos experientes Gilmar e Wilson Gottardo, que juntamente com Júnior passaram a servir de referência para os garotos. Juntando-se a essa mescla jogadores talentosos e/ou úteis, como Uidemar, Gaúcho e Charles Guerreiro, o grupo logo deu resposta, levantando o Estadual daquele ano e o Brasileiro do ano seguinte. Era uma equipe equilibrada, que carecia apenas de alguns jogadores mais experientes para alçar vôos mais expressivos. Mas, demonstrando uma falta de visão inacreditável e inconcebível, a diretoria do clube foi se livrando de todos os seus jogadores mais promissores, um a um, a preço de banana. E o destino nem era a Europa, mas o futebol paulista. Como resultado, nova reformulação teve de ser tocadas às pressas, dali a apenas três anos.
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1994 (segundo semestre). Praticamente todos os jogadores campeões de 1992 foram negociados. Apenas Rogério, Nélio, Paulo Nunes e Charles Guerreiro permaneciam no elenco, além do goleiro Gilmar, que acabara de conquistar o Mundial nos EUA e estava encerrando a carreira. No primeiro semestre, um “time de aluguel”, formado por medalhões como Valdeir, Carlos Alberto Dias, Boiadeiro e Charles Baiano, havia feito um estadual apenas razoável, não sendo capaz de impedir o campeonato do Vasco. No segundo semestre o clube, sem dinheiro, recorreu às divisões de base, mas o fez de forma apressada. Passaram a ter chances mais freqüentes os zagueiros Gelson Baresi e Índio, os volantes Fabinho e Fábio Baiano, o meia Hugo (não confundir com o que hoje joga no São Paulo), o meia-atacante Rodrigo Mendes e os atacantes Magno e Sávio. Essa equipe até iniciou o Brasileiro de forma surpreendente (chegou a meter 5-2 no Corinthians, no Maracanã), mas sucumbiu diante da inexperiência e terminou o campeonato de forma melancólica, perdendo a maior parte dos jogos. Dos jogadores revelados, somente Sávio atingiu o status de ídolo, em função de um talento diferenciado, que aliás ficou patente na vitória de 2-0 sobre o poderoso Palmeiras (de Rivaldo, Roberto Carlos, César Sampaio etc) no Maracanã, a melhor atuação da equipe naquele ano, comemorada com uma intensidade entristecedora (o time passava a comemorar vitórias, não títulos). No ano seguinte, com a volta à política de contratações caras e rumorosas (Romário, Branco, Wanderley Luxemburgo etc) o trabalho de renovação foi abandonado.
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2002. O Flamengo, de volta à Libertadores, montou uma equipe que, no papel, parecia forte, com Leonardo (de volta, agora como meia), Juninho Paulista (na época em grande fase), Petkovic, Leandro Ávila, o goleiro Júlio César, Athirson e Juan. Mas a falência da ISL tornou caóticas as finanças do clube. Para piorar, Leonardo e Leandro Ávila se contundiram gravemente e Petkovic foi afastado por indisciplina. Após a medonha campanha na competição continental, o clube viu-se obrigado a se desfazer de Juan e Leandro Machado. Juninho Paulista integrou-se à Seleção de Felipão, e depois voltou ao Atletico Madrid, dono de seu passe. O ambiente era de confusão absoluta. O time ocupou as últimas posições do Torneio Rio-SP e quase foi rebaixado no Estadual daquele ano. Quebrado, recorreu à efetivação de jovens como o lateral Alessandro, o zagueiro André Bahia, o volante Rocha, os meias Felipe Melo e Andrezinho e o atacante Roma. Completando o elenco, jogadores baratos, como os atacantes Liedson e Zé Carlos, o volante André Gomes e o meia Hugo (esse sim, o que hoje joga no São Paulo). Os mais experientes, o goleiro Júlio César, o zagueiro Fernando, o volante Fábio Baiano e o meia-lateral Athirson. Esse time até ensaiou fazer um Brasileiro digno, mas problemas de contusão e a intensa pressão sobre os jogadores fizeram com que a ameaça de rebaixamento permanecesse viva até a penúltima rodada. Mas, pelo ano desastroso, permanecer na Série A ficou de excelente tamanho.
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Por fim, 2005. O time, que já não era grande coisa (havia escapado de rebaixamento no ano anterior) perde Júlio César, Athirson, Jean e André Bahia, além de dispensar Felipe. Ou seja, saiu todo o time-base. Logo no início do ano, o talentoso Ibson também foi negociado. Sem dinheiro, o jeito foi trazer jogadores medianos e obscuros, como Marcos Denner, André Santos, Adrianinho, Ricardo Lopes, Caio etc. O grande reforço do início da temporada acabou sendo o promissor atacante Obina, destaque no Vitória. Da base, foram aproveitados o goleiro Diego, o lateral André, o volante Júnior, o meia Fellype Gabriel e os atacantes Bruno Barbosa e Emerson (que depois preferiu ser chamado de Geninho), entre outros. Alguns veteranos, como Zinho, Júnior Baiano e Fernando, além de nomes como Da Silva e Jônatas, completaram o grupo, que fez campanha vergonhosa no Estadual e só não foi rebaixado precocemente porque conseguiu se reforçar com jogadores mais qualificados a tempo, como Renato, Leonardo Moura, Diego Souza e Ramirez.
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Acho que chegou o momento do nosso atual treinador fazer o "feijão com arroz" e apostar na fórmula que deu certo com o Joel. Depois, se der tudo certo, será a vez do Cuca trabalhar no que mais gosta de fazer: criar variações táticas.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Seja na Terra, Seja no Mar (XXIV)
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Perder para um rival e da forma como foi ontem tem um efeito terrível, tira a fome, o sono e a paciência.
Direto para os que defendem a queda do Cuca eu questiono: Com esse elenco aí, alguém vai conseguir dar jeito? Pode ser Cuca, Felipão, Biachi, com o time desse jeito e com as interferências extra campo sempre pesando contra o bom andamento de um trabalho sério, não há, na minha visão, técnico capaz de fazer mais do que tem sido feito.
Além do que chega de ficar pagando multa rescisória para ex treinador. Se formos citar no momento quantos que há muito já se mandaram do clube e recebem multas até hoje, vamos entender fácil como o clube conseguiu chegar ao fundo do poço administrativo com o passar dos anos.
Não sei se é o calor da partida, mas o time está apático, é um bando de jogadores tentando fazer algo dentro de campo. Podemos escolher outras tantas razões para fracassos como atraso de salários ou a falta de pulso do treinador – não sou contra sua saída imediata mas isso não esconde a falta de padrão tático e comando no time - e acredito sim que tudo isso interfira diretamente nos resultados mas acho que o maior problema tem sido a falta de vontade, de raça mesmo. É lógico que ninguém entra em campo para perder, mas não há como negar que falta mais “sangue nos olhos” desses jogadores. Ao contrário de muitos, eu não concordo que o time tenha corrido e mostrado vontade na partida de ontem, salvo duas exceções, Everton Silva e Angelin.
Era o clássico. E com 30 minutos do segundo tempo o time já tocava a bola de lado, mãozinhas nas cinturas, e quando perdia a bola entrava na roda, e o coro de “olé” vindo das arquibancadas, como que já aceitando a derrota. Irritante. Não ganhamos mais as divididas de bola, tinha jogador parando para reclamar que não recebeu o passe ao invés de correr e ajudar na marcação, atitudes que beiram a má vontade mesmo.
Agora sejamos sensatos, o futebol do Flamengo não é muito diferente disso aí que vimos ontem não. Sem essa de jogar a toalha e dizer que acabou, que adeus Tri estadual mas até agora não jogou bola para ser campeão, definitivamente. O ataque continuará a ser isso até que chegue um verdadeiro atacante, o meio campo continuará a ser isso enquanto não entregarem a 10 a um verdadeiro camisa 10 e por aí vai. O Flamengo hoje além de um time desorganizado é um time tecnicamente discutível, para ser razoável.
Um quarto da temporada já se foi e até agora não houve uma única apresentação em que o torcedor pudesse dizer com orgulho “O Mengão jogou bola nessa partida”. E me perdoem qualquer lapso, mas só disputamos uma partida contra equipe da série A esse ano, o resto foi de segundona para baixo. E se continuar assim no Brasileiro...
E já estou preocupado: Se está ruim assim, agora, imagine depois da janela de meio de ano, com o término de contrato de jogadores considerados "importantes" no elenco? Em um exercício de pura especulação, acredito que pelo menos sete jogadores já estejam com seus dias contados na Gávea, seja por deficiência técnica, seja por falta de dinheiro. Reposição? Improvável...
É, que eu esteja errado, mas o ano do futebol Rubro Negro promete ser um belo teste para cardíacos.
Até segunda e saudações rubro negras, sempre!
domingo, 22 de março de 2009
2 - Bruno: Esse jogador teve todas as chances para se tornar um ídolo no clube. Tem talento pra isso. Mas hoje, aos 30 e lá vai pedrada do segundo tempo, 2x0 pra eles, e ele resolveu imitar o Robinho e dar uma pedalada - ou algo parecido - pra cima do atacante do vasco...foi a gota d´água pra mim. Ou esse cara respeita o Manto, e entende que ele tem que matar vários leões por dia, ou então vaza. Na boa, Bruno e outros jogadores TEM QUE ENTENDER que já vivemos sem eles. Que eles NÃO SÃO INSUBSTITUÍVEIS. Jogador de qualidade no país tem um monte. E querendo jogar no Flamengo então??? Mais ainda.
3 - Uran: O nome do Bruno me remete para o nome deste senhor. Somos reféns desta pessoa. Ele é dono de grande parte do time. Eu penso da seguinte forma: uma cartinha com o seguinte texto:
"Senhor empresário,
agradecemos seus préstimos. Vaze daqui com seus jogadores, pois o Flamengo é maior do que vocês todos juntos."
Estou parecendo mal agradecido? Whatever. Mas não aguento mais nosso destino sendo definido por um empresário, e não pelo treinador, pela comissão técnica.
4 - O clube: Toda vez que penso no caos que impera no clube me lembro da famosa frase "Não existem países subdesenvolvidos, e sim subadminstrados". O Flamengo é isso. E em ano de eleição, pelo que vejo, nem subadiministrados estamos sendo. Pois a preocupação maior destes senhores é com a eleição. "Ótimo. Vamos fazer de tudo pra ganhar a presidência. E o futebol, o basquete, a ginástica??? Ah, eles sobrevivem, depois pensamos neles." Chego a pensar que esse conceito aí impera na Gávea. Triste, muito triste.
5 - Cuca: Erra um bocado, assim como os nossos últimos 200 treinadores. Mas cá pra nós: que treinador conseguiria sobreviver aos mandos e desmandos, às panelas de jogadores, à contratação e venda de várias bombas?? Nem um mágico. Nem o maior dos mágicos. Ao mesmo tempo, pergunto: quem geralmente é o primeiro a ser pregado na cruz?
Cartas para a redação.
Chego a pensar que uma revolução parecida como a que ocorreu no time que nos derrotou hoje seria uma solução. Uma limpeza total, a entrada de um presidente associado a empresários, investidores, etc. Simples. Um "pede pra sair" generalizado. E ponto. Começamos do zero, com pratas-da-casa, jogadores comprometidos, que ACREDITEM, pode mudar o nosso rumo pra cima, e não pra baixo.
E nada mais digo.
Perdemos o jogo mais importante do dia!
É ler aqui e chorar.
Como já esperávamos é mais um ano que não temos um vislumbre de um Centro de Treinamento. Não importa o resultado de hoje à tarde. Nós já começamos o dia com uma derrota. E essa terá efeitos piores.
Lamentável.
De quem é o dinheiro?
Extraído na íntegra da coluna Radar On-line da Veja.com:
NA REVISTA: Futebol
Uma jogada misterios
Foi descoberto um depósito nebuloso que interessa à torcida do Flamengo e, mais do que isso, à Receita Federal: quem é o titular da conta bancária de número 680442040811 da agência do Barclays Bank, em Genebra? O Flamengo depositou ali 647 000 reais, em dezembro de 2007, a título de comissão pela negociação do meia Kléberson. O problema é que o único documento de comprovação não identifica os beneficiários. Fala apenas em uma empresa, a Deporte Marketing Ltd, que não existe oficialmente no endereço citado, em Londres. A Deporte também não é credenciada junto à Fifa para intermediar jogadores. E, ainda que fosse, Kléberson já era dono do próprio passe quando foi comprado. Não havia, portanto, necessidade do pagamento de comissão.
Saudações Rubronegras
sábado, 21 de março de 2009

DEPOIS DAS VERGONHAS DO BRASILEIRO E LIBERTADORES, GANHAR AMANHÃ TAMBÉM É OBRIGAÇÃO!
Jogo de vida ou morte!
Com o Friburguese assumindo a dianteira do grupo e o Botafogo pegando um filé no Engenhão, só nos resta fazer a obrigação de dar um corretivo no eterno freguês e mostrar para eles que "quem manda nessa p_ _ _ _ é a torcida e o time do Urubu!"
A primeira obrigação é lotar o Maraca com a Magnética dando show e calando qualquer tentativa de incentivo ao clube de segunda categoria.
A outra obrigação é o time (com os salários pagos) honrar o manto.
Ganhar para manter viva e acesa da chama do penta-tri, é obrigação!

Alfarrábios do Melo
Olá, saudações rubro-negras a todos,
Inicialmente, peço desculpas a todos pelo atraso na postagem dessa semana, motivado por compromissos profissionais. De qualquer forma, como domingo tem Fla x bacalhau, resolvi falar de um jogo polêmico, cuja real história é contada hoje em dia de forma superficial. Trata-se do "jogo do ladrilheiro" de 1981.
A reconquista da hegemonia no RJ era quase uma obsessão entre os jogadores, muito mordidos com a perda do campeonato de 1980, ano em que a equipe não foi derrotada em nenhum clássico e acabou desperdiçando a chance de conquistar um inédito tetra por conta de tropeços contra times pequenos (o mais célebre, a fatídica derrota para o Serrano de Petrópolis, que virtualmente - e não definitivamente, como se propagou depois – alijou o time da competição). Os próprios jogadores depois reconheceram que aquele Estadual foi um dos poucos momentos em que a equipe foi contaminada pela soberba.
Passada a Libertadores, o Flamengo agora tinha o Vasco pela frente, na decisão do Estadual. Como havia vencido dois dos três turnos, e ainda ostentava a melhor campanha, o time entrou com uma vantagem absurda para os confrontos decisivos: podia empatar o primeiro jogo, era campeão. Se perdesse, haveria nova partida, e de novo com a vantagem do empate. Em caso de outra vitória vascaína, seria marcado um terceiro jogo, aí com igualdade de condições. Ninguém imaginava outro resultado. A cúpula rubro-negra também pensava em resolver logo a parada, pro time poder se concentrar no jogo de Tóquio. Mas o imponderável tornou as coisas muito mais difíceis do que o imaginado.
Primeiro, a morte de Cláudio Coutinho (que praticamente montou a equipe), às vésperas do primeiro jogo. O time, em choque, não resistiu e foi derrotado (0-2). Depois, na quarta-feira, um dilúvio que matou e desabrigou centenas de pessoas. Mas o espetáculo não poderia parar, e num campo enlameado, sem nenhuma condição de jogo, a partida foi decidida nos minutos finais, quando uma bola cruzada parou numa poça, em frente a Roberto Dinamite, que fez o gol da vitória vascaína (1-0). Parecia inacreditável, mas o Vasco empatava a série.
E assim, um fabuloso público de 161.989 pagantes se espremeu para assistir ao terceiro jogo, no qual o Flamengo havia perdido toda a vantagem adquirida ao longo do campeonato. Em caso de empate, a partida iria para a prorrogação e, caso necessário, pênaltis. Mas os jogadores rubro-negros foram para o jogo com um estado de espírito completamente diferente. Em lugar do abatimento de uma semana antes, a raiva e a vontade de dar o troco no rival. Em vez de chuva torrencial, uma bonita tarde de sol. O jogo prometia.
Tita, contundido, desfalcava a equipe. Para suprir a sua ausência, o treinador Carpegiani deslocou o versátil Lico para a direita e abriu Adílio para a esquerda. Leandro foi para o meio, entrando Nei Dias na lateral, montando formação parecida com a que derrotou o Cobreloa, em Montevideo.
Quem foi ao Maracanã naquele 06 de dezembro ou acompanhou pela TV pôde assistir, nos primeiros 25, 30 minutos, a uma das mais perfeitas exibições daquela equipe fantástica. O Flamengo simplesmente moeu, taticamente, tecnicamente e na raça, a boa e motivada equipe do Vasco, que mal passava do meio-campo. Tocando a bola em velocidade, movimentando-se em bloco e ganhando todas as divididas, o rubro-negro entrava na área vascaína com uma facilidade assustadora. E, talvez pela ansiedade e pela vontade excessiva, ia perdendo um gol atrás do outro. Zico desperdiçava gols que não costumava perder. Fora isso, a exibição do time era irretocável. A massa rubro-negra cantava e gritava a plenos pulmões. Naquele dia, as coisas realmente seriam bem diferentes.
O Vasco ainda resistiu 20 minutos. Numa cobrança de escanteio, Adílio recebe e chuta errado. A sobra vai para Lico, que se livra do marcador e joga na área. Nunes dá um peixinho estranho, a bola bate no rosto de Zico e fica com Adílio, que fuzila, despejando nas redes vascaínas todo o peso da força de um time mordido pelas derrotas inesperadas nos jogos anteriores. 1-0. A torcida rubro-negra, que não parava de berrar, foi à loucura. Mas o Flamengo não reduziu o ritmo, e antes que o adversário se recuperasse do golpe, Zico avança pela intermediária e lança Júnior, livre. O goleiro Mazarópi percebe e sai do gol, mas Júnior consegue a dividida. A rebarba vai para Nunes, que vê a meta vazia, e mesmo num ângulo complicado consegue acertar o gol, num chute de enorme precisão. O Artilheiro das Decisões colocava 2-0 no placar, aos 24’. Êxtase no Maracanã.
Aí, com dois gols de vantagem, o Flamengo começa a cozinhar a partida, pois o time estava às vésperas de uma viagem longa, e vinha de uma seqüência de cinco jogos decisivos. Mesmo assim, o Vasco não consegue ameaçar, e o primeiro tempo termina mesmo em 2-0 para o rubro-negro, o que ficou de excelente tamanho para o bacalhau, dada a enorme superioridade flamenga.
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“Chora, não vou ligar/ chegou a hora/ vais me pagar/ pode chorar, pode chorar.”
Mas ainda era cedo (ou parecia). O treinador vascaíno Antônio Lopes tenta uma cartada, trocando o inoperante atacante Amauri pelo desengonçado Ticão. E, faltando sete minutos para o final, Ticão aproveita uma falha de posicionamento da zaga rubro-negra, recebe passe de Roberto Dinamite e emenda, diminuindo para 2-1 e acendendo a adormecida torcida vascaína (que passa a cantar o “João de Deus”, espécie de hino arco-íris da época, depois adotado pela torcida do Fluminense). Tudo parecia apontar para um final dramático. Mas foi aí que aconteceu o fato que eternizaria de vez essa decisão.
Logo depois do gol vascaíno (aos 39’), um espevitado torcedor do Flamengo invade o gramado, para festejar seus heróis e o título (naquela época, invasões desse tipo eram comuns em grandes jogos, a partida entre Flamengo e Botafogo da Taça GB já havia presenciado algo do tipo). O sujeito (depois identificado como Roberto Pereira, ladrilheiro) entrou no campo e começou a correr a esmo. O árbitro Alvimar Gaspar dos Reis demorou a perceber a invasão, e com isso acionou o policiamento com atraso (a intervenção dos policiais só era possível após pedido do árbitro). Mesmo assim, a presença do invasor no campo só iria retardar um ou dois minutos do jogo. Quando tudo parecia mais ou menos contornado, o lateral vascaíno Gilberto dá um chute no torcedor, provocando a ira dos jogadores do Flamengo, que voaram para cima do agressor, causando a confusão que verdadeiramente atrasou o reinício do jogo. Todos os jogadores se envolveram no sururu, que por pouco não acabou em pancadaria generalizada. As duas torcidas, num momento único, uniram-se e 160 mil pessoas passaram a entoar:
“Porrada, porrada”
Felizmente, o tumulto foi contornado e o jogo pôde ser reiniciado. O árbitro estendeu o jogo por quatro minutos (e não dois, como muitos alegam), e nesse tempo o Vasco não produziu absolutamente nada, refém do toque de bola do Flamengo, que soube administrar o nervosismo adversário. Fim de jogo, vitória rubro-negra por 2-1. O Flamengo era, novamente, campeão estadual, título que conquistava pela quarta vez em cinco anos.
“Pode chorar, pode chorar.”
Após a partida, ao invés de curtir o seu PENTA-VICE campeonato estadual, façanha inédita jamais igualada por nenhuma outra equipe, o Vasco apelou para uma patética choradeira, alegando que a entrada do ladrilheiro teria sido armada, pois o Vasco pressionava bla, bla, blá. Mas eram contraditos pelos fatos. Nunca houve pressão nenhuma, o time achou um gol e logo depois houve a invasão, o goleiro Raul pouco foi exigido naquele dia. E sobre o incidente, como já foi dito era algo lamentável, mas comum na época. Além disso, melar o jogo ali era algo que interessava a quem estava perdendo, não ao Flamengo. E por fim, o torcedor agitou, mas quem criou o tumulto foi o próprio time do Vasco, ao agredir o rapaz, que só queria ver seus heróis de perto...Enfim, a choradeira era livre e a taça estava na Gávea. O Flamengo era o Melhor do Rio (e da América, do Mundo...)
sexta-feira, 20 de março de 2009
PAPO DE SEXTA - Luciana Zogaib
Vocês podem imaginar que diante desse acontecimento sensacional acabei ficando completamente por fora das notícias da semana. Mas espero podermos comemorar mais uma vitória diante do eterno vice e que Joana traga sorte para o Mengão e seja pé quente como a mãe dela.
Um grande beijo a todos e obrigado pelas mensagens de apoio e carinho e recebidas.
Hoje a foto é nossa!!!
O texto abaixo foi publicado originalmente no SobreFlamengo, em 11/12/2008 - mas trago ele de volta, nesta coluna, pela afinidade de conteúdo com o último post do Vinícius Paiva. Faço apenas algumas observações/atualizações em cima do texto original.
Mas há uma realidade que o clube precisa enfrentar: o maior mercado do país é o de São Paulo. É lá que se concentram as verbas publicitárias - 31% de todo o investimento feito no país é lá, mais que o dobro do Rio de Janeiro. É por isso que só vemos sair na imprensa os números do Ibope para a TV em São Paulo - são os números que interessam. É por lá que as maiores empresas privadas estão sediadas e focam suas atividades. O Flamengo, por não estar lá, já sai em desvantagem em relação a Corinthians ou São Paulo, por exemplo, na hora de atrair investidores e levantar recursos.
No entanto, o Flamengo tem uma vantagem que nenhum de seus concorrentes tem em igual proporção: é um clube verdadeiramente nacional. Sua marca atinge todos os pontos do país e, com isso, seu mercado acaba sendo na verdade maior do que o dos clubes paulistas. Mas isso só se torna uma vantagem se o Flamengo souber usá-la.
Como o clube pode se planejar para aproveitar este seu caráter nacional?
Atrair sócios!
Para quem não é do Rio de Janeiro, o Flamengo só oferece hoje o Sócio Off-Rio - mas ele só atrai aqueles que desejam muito ajudar o clube sem esperar nada de volta, pois não oferece basicamente nada de interessante em troca da mensalidade de 15 reais (atualizando: como cês tão sabendo, o valor foi aumentado para 40 pratas). Os benefícios anunciados são a possibilidade de frequentar a sede por poucos dias ao longo do ano, participar de promoções (que não existem, na verdade) e poder votar nas eleições do clube.
Mas votar como, se o único ponto de votação é a Gávea? Além do mais, inacreditavelmente, a pessoa precisa se associar enviando documentos por carta - nada pela Internet. O site informa que a forma de pagamento pela carteira de sócio é depósito bancário, sendo necessário enviar um comprovante para a secretaria do clube - nada de boleto bancário, cartão de crédito, transferência eletrônica. É simplesmente inacreditável. Um grande amigo meu, rubro-negro de Porto Alegre, contou que tentou se associar e simplesmente não conseguiu.
E um grande exemplo vem justo da cidade dele. O Internacional tem, hoje, perto de 80 mil sócios - 25 mil poderão votar hoje para presidente do clube, em urnas eletrônicas do TRE espalhadas por pontos diversos do Rio Grande do Sul. O projeto é interessante por dar vantagens na compra de ingressos, mas também tem uma rede de mais de 500 estabelecimentos que dão descontos aos colorados. Estes sócio, além de fortalecerem a democracia no clube, ainda enchem seus cofres com uma grana superior ao que o Flamengo recebe de patrocínio da Petrobras. E isso porque o Inter é de Porto Alegre, uma cidade muito menor que o Rio, com menos mercado, menos mídia, menos tudo. Por que o Flamengo não tem nada parecido com isso?
Seria bom se o sócio que mora em qualquer cidade pudesse ter descontos em serviços conveniados perto de onde mora. Ou em compras de produtos do clube pela Internet. Vantagens em ingressos quando o Flamengo jogasse perto de onde mora. Enfim, há mil possibilidades - o importante é não contar simplesmente com o amor ao clube e a vontade de ajudar; o cliente tem que ser tratado como cliente, oferecendo-se a ele um serviço que valha o seu dinheiro. O mote de qualquer campanha deve ser "gaste seu dinheiro com isso porque vale a pena pra você", e não "porque vale a pena para o Flamengo". Enquanto os projetos forem todos na base do "Eu Amo O Fla", ou pulseirinhas de borracha pra ajudar no CT, nenhum vai realmente decolar e ser relevante nas contas do clube.
Já foi anunciado o Cidadão Rubro-Negro (atualizando: a previsão era que fosse lançado agora em março, o que parece que não vai acontecer; mais detalhes sobre o projeto e o que faltava para ser lançado, em dezembro, estão aqui e aqui), que contaria com uma espécie de plano de milhagem - o cidadão apresenta seu cartão ao consumir em estabelecimentos conveniados, acumula pontos e depois pode trocá-los por diversos serviços, ligados ou não ao Flamengo. Parece interessante (comentário de agora: especialmente como plano pra atingir quem está fora do Rio - pros cariocas, descontos e facilidades pra conseguir ingressos pra jogos são indispensáveis pro projeto decolar), mas tem que sair do papel. Coisa que é rara quando se fala de projetos lá na Gávea.
Aproximar o time do torcedor de fora do Rio
Por que não fazer pré-temporada em cidades fora do estado, arrecadando com isso cotas por lá, rendas de amistosos com a equipe local, ações promocionais com seus parceiros para divulgarem em outros mercados suas marcas? Ou mesmo mandar um ou dois jogos por ano do Brasileiro em praças com grande concentração de rubro-negros, atrelando isso a campanhas para obtenção de sócios e venda de produtos por lá? Assim como o Real Madri faz pré-temporada na China, o Barcelona em Miami, a NBA joga na Ásia, todos aproveitando e fortalecendo o caráter mundial de suas marcas, o Flamengo precisa se aproveitar de seu caráter nacional.
É possível inclusive aproveitar a passagem do time pelas diversas cidades em que atua como visitante. Promoções com os sócios e torcedores locais - para ingressos, ou para conhecer os jogadores durante sua estadia por lá -, visitas de alguns jogadores a escolinhas conveniadas ou lojas com produtos rubro-negros, enfim, ações que aproximem os torcedores do clube, os envolvam, facilitem o trabalho dos pais em fazer de seus filhos torcedores do Flamengo, mesmo morando longe. E que façam estas pessoas, mesmo distantes do Rio, consumir Flamengo.
A Internet está aí
O site do Flamengo até melhorou nos últimos tempos, e o clube tomou diversas iniciativas online nos últimos tempos. Mas parece ser tudo feito de maneira meio caótica, sem que se perceba uma difeção certa no planejamento, um propósito definido. Se o Flamengo conseguir se comunicar eficientemente, de forma oficial, com seus torcedores espalhados pelo país, vai ter muito mais facilidade para atrair parceiros que saberão ter canais para comunicar seus produtos com a nação.
Os jogadores do Flamengo não fazem chats oficiais com os torcedores. O site não faz promoções de ingressos - 30 por jogo já resolveriam! -, para atrair visitas e fidelizar visitantes. Poderia leiloar online uma camisa de jogador por rodada. Não há um serviço oficial de SMS do clube, avisando de gols ou notícias. São muitas as possibilidades de ações baratas, quase gratuitas, que fariam diferença.
Faça uma busca no Mercado Livre por "Flamengo" e veja quanta coisa do clube é vendida por lá, sem que o Flamengo ganhe nada com isso. Poderia-se fazer uma parceria com o próprio Mercado Livre, ou com um PagSeguro da vida, para que os torcedores que comercializam suas relíquias rubro-negras o fizessem em um espaço oficial (e deixassem nos cofres do clube uma comissãozinha pelo uso do espaço, estrutura de divulgação e facilidade de fazer e receber pagamentos).
O importante é criar um planejamento, objetivos, coordenar as ações para que cada uma não pareça algo isolado, e sim parte de uma comunicação integrada entre o clube e seus fãs. Isso, além do potencial de atrair verbas publicitárias para os canais criados e de arrecadar com os próprios serviços, criaria um mailing poderoso, de milhares de pessoas espalhadas pelo país, com todos os dados de segmentação, que teria um enorme valor a ser oferecido para empresas parceiras se fosse bem utilizado (atualizando: ao que parece, grande parte do projeto do Cidadão Rubro-Negro é justamente pra criar este cadastro monstruoso - resta saber se vai sair, e se vai ser bem utilizado). Não sei nem quantas vezes já me cadastrei no site do Flamengo - e sempre acabam me pedindo em algum momento pra fazerem isso de novo, e de novo, e de novo, a cada vez que lançam um serviço ou promoção novos. Será que eles têm estes dados organizados por lá?
Falta ao Flamengo parar, sentar, criar um plano de metas, definir os planos para atingi-las e trabalhar. Não só no marketing, de que falei por aqui, mas mesmo em campo - pensar em CT, em sala de musculação, em centro de reabilitação, em sala de vídeo, em alojamento, em restaurante, coisas que fiquem e façam diferença não só agora, não só na conquista de mais um tri-carioca no primeiro semestre, mas ao longo dos anos. Por enquanto, até hoje, parece que as idéias surgem, vêm e vão ao acaso. E, enquanto for assim, o clube vai ficar longe de chegar onde pode.
Os dirigentes do clube, no momento, se reunem para planejar 2009. Seria bom saber que o "planejar 2009" vai além de discutir o nome do técnico ou do substituto do Juan na lateral esquerda. Enfim: que vai além de 2009.
Quem é Emerson, o novo reforço do Flamengo?
Está certo que a edição dos melhores momentos de um jogador de futebol não quer dizer muita coisa.
No entanto, vamos torcer para que ele arrebente vestindo o Manto Sagrado.
quinta-feira, 19 de março de 2009
CADERNINHO DO SIMÕES LOPES XXX
Calma, não é nada disso que estão pensando... XXX é apenas “trinta” em algarismos romanos. Acontece que em 2008 completo trinta anos na minha carreira de torcedor, que começou no augustíssimo campeonato carioca de 1978. Nestes anos já presenciei tanta coisa, que resolvi fazer um resumo do Flamengo (ou dos Flamengos, para ser mais exato) que eu acompanhei ao longo destas três décadas de emoções sempre fortes.
VOLANTES
Vivíamos em 1978 uma realidade muito diferente da atual. Havia poucos volantes em cada time, e no caso do Flamengo, o “cabeça-de-área” era simplesmente um cracaço, Paulo César Carpeggiani, um jogador que fez história no Internacional de Porto Alegre com a camisa 10, mas à medida que a idade foi chegando, foi recuando, pero sin perder la classe. O reserva era o regular Vítor, um bom jogador prata-da-casa que embora tenha sido esporadicamente titular, jamais se firmou. Em 1979 chegou Andrade, que voltava de um empréstimo ao futebol venezuelano, e inicialmente disputou posição com Adílio. Rapidamente, devido a seu senso de marcação, passou a ser uma opção preferida pelo técnico Coutinho, que com sua escalação, liberava Carpeggiani para as tarefas de armação. Carpeggiani aposentou-se e virou técnico, deixando o caminho livre para Andrade se firmar na cabeça-de-área, e Adílio reinar soberano com a camisa 8. Andrade foi titular absoluto até 1988, quando foi vendido para a Roma (após uma partida memorável pela Seleção Brasileira contra a Áustria, quando fez um gol de placa), e nesse meio tempo teve muitos reservas, que esporadicamente atuavam, como o já citado Vítor e Bigu, que teve seus lampejos em 83 e 84. Com a saída do grande Andrade, a vaga foi ocupada por Delacyr, um jogador regular contratado ao América do Rio, que injustamente arcou com ônus do desmonte do time, ficando estigmatizado como um dos símbolos de uma fase ruim. A solução foi Aílton, um jogador de ótimo preparo físico que já jogaria em quase todas as posições, ora cobrindo a lateral, ora de meia-armador, e até de falso-ponta. Com a venda de Jorginho, os problemas crônicos da lateral-direita fizeram com que Aílton passasse a “quebrar o galho” por ali, e a condição de proteger o meio-campo ficou às vezes com um líbero (conseqüência dos modismos da Copa de 90), posição executada pelo zagueiro Fernando, ou até pelo recém-retornado Júnior, até que a contratação do goiano Uidemar veio acertar o time. Com ele, nós fomos campeões cariocas e brasileiros, o seu reserva imediato, o também polivalente Fabinho, acabou por ganhar anos depois a condição de titular. Os ares defensivos “parreiristas” da Copa de 1994 começaram a povoar os times com grandes quantidades de volantes a partir daí, e assistimos a um desfile de jogadores dedicados apenas à marcação, variando de guerreiros obstinados e pernas-de-pau incorrigíveis. A inflação de contratações e mudanças da Era Kleber Leite trouxe uma infinidade de jogadores para esta posição, mas a grande maioria teve passagens obscuras, apagadas, e em alguns casos até medíocres: Fabiano, Fábio Augusto, Márcio Costa, Pingo, Mancuso e Marcos Assunção (este último teve até bons momentos). O presidente mudou, mas o desfile de médios-volantes continuou Bruno Quadros, Maurinho, Jamir, Jorginho, Leandro Ávila (que alternou grandes fases com períodos de contusões e operações), William, Sandro, Vágner, Rocha, Carlinhos, Vampeta, Sobrinho, Alessandro Salvino, Fábio Tenório, Evandro, Ânderson Gils, Wendell, Fabinho (atualmente no Flu), Paulo Miranda, Júnior, Róbson e Juliano, dentre outros. Íbson foi uma exceção, um dos poucos a se destacar em meio a tanta pasmaceira. A lista ainda poderia continuar com Douglas Silva, Nielsen, Da Silva, Rômulo, Augusto Recife, Diego Sousa (sub-aproveitado), Felipe Dias, Léo, Goeber, Marcinho Guerreiro, Leandro Salino, Claiton, Cristian, Colace, Jônatas, Léo Medeiros, ... ufa... acho que ainda tem mais gente. Veio Renato Abreu, que pelo menos foi um sensacional cobrador de faltas; teve a turma do “Ipatingão”, Léo Medeiros, Paulinho e Jaílton; teve Toró, o enigmático garoto que era uma “supercraque” no Fluminense, e virou um simples carregador de piano no Flamengo, peça indespensável na “Tropa de Choque” de Joel Santana. Em 2008, ganhamos a companhia de Kléberson e Aírton, mas foi o contestado Jaílton que acabou ganhando a condição de titular.
Peraí, pessoal... trinta anos... de Carpeggiani a Jaílton...
É dose...
Quando o objetivo de um clube é desfrutar do poder de compra de sua torcida, existem coisas mais importantes a fazer do que simplesmente levá-lo a frequentar o estádio. Afinal, tecnicamente, só pode frequentar um estádio de futebol aquele torcedor que more na cidade onde o time manda seus jogos, ou em seus arredores (digo tecnicamente pois estou ignorando possíveis viagens e caravanas vindas de longe, mas que acabam representando um percentual pequeno do público presente em uma partida). No caso especifico do Flamengo, que tem 80% de sua torcida fora do estado do Rio de Janeiro, uma atitude inteligente é fidelizar o torcedor que mora longe, disponibilizando produtos de qualidade e fácil acesso, e serviços que façam com que ele se sinta mais perto do clube – e do próprio estádio aonde não pode comparecer. Ignorar a paixão de um torcedor simplesmente por achar que “torcida à distância” não é “torcida de verdade” é tapar os olhos ao fato de vivermos num país de dimensões continentais, possuidor da quinta maior população do mundo.
No que tange à crítica de que “o torcedor do interior não é genuíno, pois torce para dois times”, isto é algo que estamos cansados de ouvir. Esta velha máxima virou a grande desculpa dada pela torcida do Corinthians, ressentida pelo fato de não possuir a maior torcida do Brasil. Vira e mexe, somos obrigados a assistir na TV torcedores (e até mesmo pseudo-jornalistas) corintianos afirmando que a torcida do Flamengo não é a maior, pois “ela é grande no Norte e no Nordeste, onde o cara torce pelo Ceará e pelo Flamengo, ou pelo CSA e pelo Flamengo”. Trata-se de uma visão míope sob duas óticas. Primeiro, como eu disse anteriormente, parece que a torcida do Corinthians se esquece de que hoje eles também são uma torcida nacional, portanto existem centenas de milhares de “torcedores do Fortaleza e do Corinthians, do Avaí e do Corinthians”. Eu mesmo conheço alguns. Segundo porque o fato de dividir seu amor (em proporções diferentes, é bom ressaltar) entre um time do coração e um time da terra-natal é uma característica intrínseca ao torcedor de futebol, e não existe mal nenhum nisto. Não me canso de dar o exemplo de que, certa vez, conheci um italiano morador da cidade de Veneza, torcedor do Venezia, mas ainda mais fanático pela Juventus de Turim! Este colunista que vos fala é outro que, sendo natural da cidade de Volta Redonda/RJ, nutre um enorme carinho pelo Tricolor de Aço – mesmo sendo um time do mesmo estado e que participa da mesma competição que o Flamengo. Ora, foi lá que eu nasci e cresci, o que posso fazer? A questão é que quando um pesquisador aborda um torcedor, ele deixa bem claro que a resposta a ser dada é “qual o seu PRIMEIRO time”. Sendo assim, a maioria dos torcedores que torcem pelo Flamengo e pelo Moto Clube, têm o rubro-negro como time do coração, e é isso que interessa. Os paulistas não conseguem enxergar isto por conta de um bitolamento que só os permite enxergar o que acontece na realidade da região metropolitana de São Paulo – com seus vultosos 18 milhões de habitantes. Lá, o time do coração e o time da terra-natal convergem. Sendo assim, o torcedor da capital só tem um time, igualzinho na cidade do Rio de Janeiro, em Belo Horizonte ou em Porto Alegre.
Tendo abordado estes dois aspectos, podemos retomar a questão que envolve a torcida do Flamengo no interior do Brasil. Como existem rumores de que nosso projeto sócio-torcedor está para sair do papel (conforme se verifica no edital de licitação de material esportivo, tema de minha coluna da semana passada), é de suma importância que este projeto respeite a característica nacional da Maior Torcida do Mundo, dispensando tratamento especial para a chamada “torcida off-Rio”. Talvez pensando nisso é que o nosso projeto provavelmente não seja baseado na facilidade de adquirir ingressos – como é o caso dos clubes gaúchos. No Sul, queiram ou não, 90% dos torcedores se encontram em seu estado de origem, facilitando o deslocamento caso haja interesse de assistir aos jogos no estádio. Como este não é o caso do Flamengo, é mais inteligente que nosso projeto sócio-torcedor seja baseado na disponibilização de brindes e produtos oficiais.
Minha preocupação com a “torcida flamenguista do interior” não é sem motivo. Passeando por um sem-número de pesquisas, a análise deixa bem claro que quanto mais afastado da capitais – seja qual estado for – maior o número de rubro-negros. Talvez isto configure um verdadeiro “axioma rubro-negro”, tão forte quanto aquele que diz que nossa torcida se concentra nas classes mais baixas da população – o que não quer dizer que não sejamos também a maior torcida entre os mais ricos e os mais estudados.
A começar pela última e mais abrangente pesquisa realizada, a Datafolha/2008 (http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=538), percebemos que o que eu disse é verdade até mesmo para o próprio estado do Rio de Janeiro. Na capital fluminense, o Flamengo é o time preferido por 43% da população. No estado como um todo, este percentual sobe para 46% - três vezes maior do que a torcida do Vasco! Só de puxar para cima o número de torcedores em representativos 3 pontos percentuais – possuindo apenas 2/3 da população do estado – o interior do Rio mostra que é amplamente dominado por torcedores do Flamengo.
Fora do nosso estado de origem, o mesmo acontece. Confiram um cálculo feito por mim para a configuração de torcidas do estado de Minas Gerais, me baseando nas informações da pesquisa Datafolha e do jornal “O Tempo” (http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=66651):
Grande BH: (5 milhões de habitantes)
38% Cruzeiro = 1,9 milhão
34% Atlético = 1,7 milhão
1% Flamengo = 50 mil
Estado de Minas
Cruzeiro = 5,6 milhões (29%)
Atlético = 3,5 milhões (18%)
Flamengo = 1,75 milhão (9%)
Resto do estado (ou seja, estado MG - região metropolitana)
Cruzeiro = 3,7 milhões
Atlético = 1,8 milhões
Flamengo = 1,7 milhões
Ou seja, mesmo com dois times fortes, tradicionais e competitivos em seu estado, o Flamengo bate de frente (e empata com o Atlético Mineiro) até na condição de forasteiro.
Em outros “interiores”, a maioria torna-se esmagadora. Em Santa Catarina, o Flamengo sai de 12% em Florianópolis (contra 16% do Figueirense) para 16% no estado todo, 3 pontos percentuais acima do více-líder Grêmio (e o Figueirense some do mapa, atingindo míseros 2% em seu estado-natal). No Ceará, o Flamengo atinge 13% dos torcedores da capital Fortaleza, ficando pouco abaixo dos times locais (Ceará e Fortaleza). Novamente, no estado como um todo, assumimos a liderança com 17% dos cearenses, contra 8% dos dois times citados. Mas é na Bahia que nossa presença no interior torna-se verdadeiramente impactante. Enquanto 40% dos moradores de Salvador torcem pelo Bahia (e 22%, pelo Vitória), no estado como um todo o Flamengo atinge incríveis 21%, deixando para trás o Tricolor baiano (16% no total). Falar nos outros estados do Nordeste, Norte, Centro-Oeste ou Espírito Santo é chover no molhado. Sendo assim, preferi terminar minha análise com dois estados de características peculiares: Paraná e Pernambuco.
Cultural e geograficamente, uma parte significativa do estado das araucárias pode ser vista como uma extensão do estado de São Paulo. Não a tôa, o Paraná é um dos únicos estados brasileiros que não tem maioria rubro-negra. Lá, a maior torcida é a do Corinthians, e a nossa ocupa apenas a sexta posição, com 6,2% do total (http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/esportes/conteudo.phtml?tl=1&id=840219&tit=Capital-usa-diplomacia-no-interior). No entanto, o mesmo movimento verificado em estados tipicamente rubro-negros também se enxerga por lá. À medida com que nos afastamos da região metropolitana de Curitiba (onde temos apenas 2,5% da torcida), nossa participação vai subindo a ponto de, no interior do Paraná, ocuparmos o posto de quarta maior torcida com 8% do total, perdendo apenas (e por pouco) para o trio-de-ferro paulistano. Mesmo num estado com pouca ligação com o Rio de Janeiro, o Flamengo possui uma torcida que é maior do que a torcida do Santos no estado de São Paulo. E em quatro cidades litorâneas do Paraná, a maior torcida é a do Flamengo, como podemos verificar na reportagem do jornal Gazeta do Povo, responsável pela maior pesquisa de torcidas já realizada na história (mais de 100 mil entrevistados): http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/esportes/conteudo.phtml?tl=1&id=840224&tit=Paranagua-se-rende-ao-mais-querido-do-pais .
Já o estado de Pernambuco também se destaca por uma cultura de apego às tradições e por refutar tudo aquilo que vem de fora. Talvez por isto seja o único estado do Nordeste que tem um time local (o Sport) como maior torcida. Apesar disso, o Flamengo também cresce quando migramos para o interior do estado, saindo dos 2% em Recife para 7% no estado como um todo. Neste caso, salta aos olhos o fato de uma outra pesquisa ter sido realizada no ano passado pela federação Pernambucana de Futebol. Nela, o Flamengo apareceria com apenas 3,9% da torcida total do estado. Não dou credibilidade alguma a esta pesquisa, uma vez que neste caso, ocorre um conflito de interesses: é mais do que evidente que seria vantajoso para a federação local valorizar seus três principais times (Sport, Santa Cruz e Náutico). É o que aconteceu nesta pesquisa, onde o trio de Recife ocupa a ponta das preferências do estado, em clara oposição ao que diz o Datafolha, o Ibope e todas as outras pesquisas sérias já realizadas. Mesmo assim, achei interessante o fato de mesmo uma pesquisa “viciada” ter mostrado o Flamengo como a maior torcida de parte do interior de Pernambuco - no caso as regiões do São Francisco e do Sertão pernambucanos (http://www.fpf-pe.com.br/pesquisa2008.asp).
Após esta longa e tediosa explanação, espero ter deixado claro o importante papel desempenhado pela torcida do Flamengo no interior do Brasil, posto que vivemos um interessante fenômeno de “rubro-negrização interiorana”. Parte desta explicação pode ser dada pelo fato de haverem 25 milhões de antenas parabólicas em operação no Brasil (comuns no interior e em cidades de geografia acidentada - http://www.gazetamercantil.com.br/GZM_News.aspx?parms=2320588,13,1,1) levando para todo o território nacional os jogos do Flamengo transmitidos pela Globo. Mas a paixão pelo Flamengo não pode ser apenas explicada por um dado ou estatística fria. Ela é fruto de um fascinante fenômeno de massas. E é urgente que este fenômeno seja bem explorado pela diretoria do clube neste calamitoso período de crise financeira por que passamos.
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