quinta-feira, 31 de maio de 2007

Tem Que Ser Muito Flamengo





É por essas e por outras que o Flamengo continua a ser o maior time do planeta. A torcida do Flamengo é uma força natureza, incomparável em sua força e paixão. O Flamengo é composto em 99% pela sua torcida e pelo Manto Sagrado. Só os cegos não enxergam que é essa brava e indestrutível torcida que tem levado o time nas costas. O clube que tem uma torcida como a nossa sabe que é eterno.

Tenho que repetir: O Flamengo é a sua torcida!!Todo o resto é acessório. Uma salva de palmas para a torcida e para o Éder Ayres. Esse é rubro-negro sangue puro, tipo A. Éder, parabéns pela entrega à sua paixão, você é um exemplo de flamenguismo. Tenha fé que você, como toda a torcida, será recompensado.

Mengão Sempre

P.S. Leia aqui mesmo a resposta do Kleber Leite.

Pega ladrão (versão abreviada)

O texto do Arthur está fora de série. Então, resolvi fazer a versão resumida.

Mais irritante do que essa pretensão desse time que "ganhou" um título numa disputa de pênaltis que não terminou, desse time que tem habitado a segundona de forma constante, desse time que grita "casaca" quando ganha o título, e desse time que conseguiu a façanha de tomar o "gol 1000 (leia-se 900)", é ver que nosso departamento de marketing, jurídico, de comunicação.....ah, É VER QUE NOSSA DIRETORIA NADA FAZ.
É inconcebível ouvir setores da imprensa de Recife, diretores desse time, entre outros, falando que tem uma estrela no uniforme.
Oras, eu estou pouco me lixando pra essa estrela. Numa hora dessas, tem que arrotar grosso e dizer: EU TENHO 5, E GANHEI AS 5 NO CAMPO, NÃO EM DISPUTA DE PÊNALTI INACABADA.
Lamentável ver que temos lesmas na diretoria. Eu não consigo concordar com esse silêncio. E quando alguém abre a boca, é a mesma ladainha improdutiva.
Meu único desejo é vencermos os 2 jogos contra eles, e colaborar de forma efetiva para mandá-los de volta pra segundona. É um pedido pros jogadores, pois se eu precisar de alguma coisa dessa diretoria, é bom eu viver por, pelo menos, 234 anos.

E nada mais digo.

Pega Ladrão

Só mesmo o eterno espírito de macaquice e o imorrível complexo de vira-lata que ainda são características marcantes da absoluta maioria dos dirigentes do nosso futebol para justificar a adoção de uma fórmula européia para a disputa do nosso campeonato nacional. Pontos corridos no sistema de turno e returno se aplicam muito bem nos países europeus onde as extensões territoriais poucas vezes excedem o tamanho de municípios de área semelhante à Guarulhos ou Ponte Nova, mas em um país quase do tamanho do Flamengo, caso do Brasil, os críticos futebolísticos sérios ainda estão aguardando estudos mais detalhados dos impactos causados por essa fórmula alienígena para poder dizer com certeza se isso funciona ou não por aqui. Enquanto essa fronteira da ciência não é transposta lá vai o Flamengo mais uma vez em direção às lonjuras setentrionais do país em busca de 3 pontos.

O torcedor do Flamengo que é cumpridor das leis não pode ter qualquer compaixão pelos usurpadores esportivos que se abrigam na irmandade bárbara da torcida do Sport. Me perdoem o mau francês, mas que torcidinha escrota. Desde o esbulho que sua desqualificada equipe protagonizou em 1988, em vergonhoso conluio com a nata da pilantragem cebeefeana, os torcedores do desacreditado clube tapuia exibem um assombroso e suicida desconhecimento da real posição do seu triste time na escala de valores do futebol mundial.

Desprovidos de qualquer traço de autocrítica e aparentemente sem se importar em fazer o papel de mané, os sofredores do lamentável leão da Ilha do Retiro se autocongratulam como se fossem de fato os campeões brasileiros de 1987. Para justificar esse violento surto de autismo e negação da realidade amparam-se em uma canetada espúria da CBF. Como se a CBF, tradicional valhacouto de escroques, detivesse o direito de arbitrar sobre as minúcias, particularidades e exceções do futebol brasileiro. É ponto pacífico que a credibilidade da CBF no mister de dirimir controvérsias esportivas é análoga à de uma cédula de 3 dólares, sendo, portanto incapacitada para determinar quem é o campeão dos próprios certames que organiza. Que dirá de um campeonato organizado por outra entidade, no caso a Copa União organizada pelo Clube dos 13. Só mesmo um time e uma torcida formada por débeis mentais para acreditar em uma lenda do Curupira sem cabeça como essa.

Mas peço aos leitores dessas linhas que me permitam momentaneamente abandonar a cortesia que sempre deve pautar a relação entre duas associações esportivas para dizer, sem medo algum de cometer uma injustiça, que o Sport Clube Recife não merece por parte de nós, os legítimos, originais e únicos detentores do direito de se declararem rubro-negros sem a necessidade de acrescentar toponímicos, a menor consideração. Não merecem consideração porque no tocante à torcida do Flamengo o Sport e seus torcedores não passam de ladrões. Ladrões de título. Ladrões de vaga na Libertadores. Ladrões da glória que o Flamengo conquistou em campo.


Como são ladrões devem ser tratados com o rigor que se recomenda a essa cepa de infratores desde o Código de Hamurabbi, rigor que vem apenas recrudescendo à medida que os tempos avançam em sua inexorável marcha. Como diria o legislador Sivuca, “Bandido bom é bandido morto”. E a essa lei da natureza o ponderado Luiz Carlos Alborghetti acrescentaria o corolário: “Morto e enterrado de pé, para economizar terreno nos cemitérios.”

Mas também o que esperar de um time que já teve Leão como técnico e cuja torcida grita Casaca, Casaca? É escrota ou não é, essa torcidinha? Vamos falar sério, em condições normais de temperatura e pressão pra ganhar do nosso genérico tapuia basta mandar à cancha 11 cones envergando o Manto Sagrado que a própria bola, por sua experiência, sabedoria e familiaridade com o Flamengo, se encarregaria de encontrar o caminho das redes e resolver a contenda a nosso favor. Infelizmente não é isso que vai acontecer no domingo, pois condições normais de temperatura e pressão não se encontram na Gávea há muitos e muitos anos. Por isso teremos que ganhar dos caras de qualquer jeito, preferencialmente na bola, mas se for na porrada não tem problema.

A torcida do Flamengo (a maior do planeta), a Transparência Internacional, a Human Rights Watch, a Simon Wiesenthal Foundation e os bons costumes exigem que o Flamengo se apresente diante desses descuidistas setentrionais como se fosse o próprio aniquilador dos ímpios e ofereça aos patéticos torcedores do Sport uma amarga e inesquecível tarde de domingo. Se ainda existe Justiça nesse mundo, o Flamengo vai dar uma lição definitiva em quem ainda não aprendeu que roubar é feio.


Mengão Sempre

ENTREVISTA - Cristina Dissat, editora do blog Fim de Jogo

No filme "Janela Indiscreta", de Alfred Hitchcock, o fotógrafo vivido por James Stewart acompanha de sua janela tudo o que acontece na vizinhança. Moradora do bairro do Maracanã, no Rio, a jornalista Cristina Dissat propôs-se a fazer algo semelhante. A cada partida, ela vai para a varanda e observa a movimentação do público nos arredores do estádio. Em tempo real, relata o que vê e publica no blog Fim de Jogo - www.fimdejogo.com.br/ .

Às vezes, como no filme do mestre do suspense, seu olhar registra cenas de terror: "No ano passado, na final da Copa do Brasil, a cena de milhares de torcedores tentando entrar no estádio, com policiais a cavalo andando para todos os lados, o helicóptero da polícia voando baixo, levantando poeira e com os holofotes acesos, era uma mistura de sensação de pânico e fascinação", relembra.

Criado em 2004, o Fim de Jogo está antenado com uma nova tendência do jornalismo em tempos de web 2.0. Em entrevista ao Blog da FlamengoNET, Cristina Dissat fala sobre a iniciativa.



Imagem: Registro da movimentação dos torcedores nos arredores do estádio, antes de uma das partidas da final do Campeonato Carioca. Foto de Celso Pupo (Fim de Jogo).

Blog da FlamengoNET - Quando e por que você resolveu criar o Fim de Jogo?

Cristina Dissat - Cansada de ver tantas brigas e confusões na saída dos jogos, resolvi parar de ser uma mera espectadora e fazer algo de útil. Foi assim que no dia 1 de fevereiro de 2004 surgiu o blog Fim de Jogo. Desde então, conto tudo o que vejo da janela do meu apartamento. Para fazer isso juntei algumas peças interessantes: sou jornalista, moradora do bairro há mais de 30 anos e ex-freqüentadora assídua do Maracanã. Até pouco tempo o blog estava sediado em www.fimdejogo.blog-se.com.br , mas com as limitações do sistema e o crescimento do blog, passei a ter um domínio próprio e utilizar o word press e o site passou para www.fimdejogo.com.br. A mudança já deu bons resultados na divulgação e visitação. Os posts estão sendo transferidos para o novo domínio.

Blog da FlamengoNET - Como funciona a cobertura? Apenas pela observação através da janela de sua casa ou também nas ruas? Você conta com apoio de mais outros colegas?

Cristina Dissat - O meu apartamento é no oitavo andar e fica em uma das ruas de maior passagem de torcedores. Além disso, o apartamento tem visão para outras ruas, o que facilita ainda mais o trabalho. Em jogos menores, acompanho pela janela, mas com o crescimento do blog, e em jogos decisivos ou com muito público, não resistimos e vamos para a rua, acompanhar a movimentação. Tenho recebido ajuda de colegas, sendo que alguns deles são verdadeiros apaixonados pela idéia, como a repórter Flávia Garcia e o webdesigner Eduardo Frick (que foi o grande responsável por várias mudanças no blog). Ainda tenho a participação fundamental da família (que também é apaixonada pelo blog). Meu marido, Celso Pupo é fotógrafo; André Dissat (filho mais velho) estuda comunicação e tem ajudado com a publicação e apuração, principalmente durante o dia, quando estou trabalhando ou viajando; e meu filho mais novo, Daniel Dissat, que é fanático por futebol e acaba indo a quase todos os jogos que acontecem no Maracanã.

Blog da FlamengoNET - Os fatos são publicados no que se chama de tempo real?

Cristina Dissat - São publicados no momento em que acontecem os conflitos, por exemplo. Já recebi aviso da repórter Flávia que estava no meio de uma briga entre as torcidas do Vasco e Botafogo. Publicamos antes da notícia chegar nas rádios. Como tenho wireless em casa, às vezes, levo o notebook para a varanda para escrever. O problema é conseguir manter algum controle para escrever enquanto vejo uma briga.

Blog da FlamengoNET - Desde que o Fim de Jogo foi criado, que evolução ele teve? É verdade que a iniciativa foi credenciada como imprensa para as coletivas da Suderj? Como tem sido a receptividade da chamada grande Imprensa?

Cristina Dissat - Como não tenho qualquer patrocínio nem ajuda, vou fazendo a divulgação sempre que posso. Fiz um adesivo e colei no carro com o endereço do blog; fiz uma camiseta que uso quando vou para rua fazer coberturas ou durante minhas caminhadas pela manhã. O blog vem crescendo na mesma proporção, mas com internautas fiéis. A grande mudança aconteceu com o registro do domínio próprio e a instalação do word press, com recursos de RSS, inclusão de links, possibilidade de criar páginas com informações, etc. No ano passado, na cobertura da final da Copa do Brasil, entre Flamengo e Vasco, comemorei quando ultrapassei 100 visitas únicas. Em maio batemos 6 mil pageviews por mês, com mais de 3.200 visitas únicas. Para quem não tem apoio nenhum, acho que os números são ótimos.

Quanto à imprensa, já tentei alguns contatos, mas sem muita insistência e pouco resultado. Tenho recebido um forte apoio dos colegas blogueiros como o Alexandre Costa (Coluna Extra) e Mario Cavalcanti (Jornalistas da Web). Na decisão do Campeonato Carioca, estava preocupada com as brigas antes da partida, e resolvi passar alguns e-mails para alguns jornalistas. O pessoal da Record chegou a ligar para o meu celular pedindo informações. Nunca fiz uma boa divulgação entre os jornalistas. O que consegui foi o reconhecimento da Secretaria de Esportes, Turismo e Lazer do Rio de Janeiro, que tem enviado, regularmente, todas as informações sobre os jogos e convocação para as coletivas. Sou a única blogueira que participa. Em uma das coletivas convocadas, só eu cheguei na hora. Depois de alguns minutos da entrevista, só chegou um repórter da Rádio Tupi. Hoje eles já conhecem e valorizam o meu trabalho.

Blog da FlamengoNET - Ao longo do seu trabalho, que diferenças você percebeu no comportamento das quatro principais torcidas cariocas?

Cristina Dissat - Até o último jogo entre Flamengo e Botafogo parecia que a situação estava melhor, mas o que vimos daqui foi absurdo. Centenas de torcedores correndo para todos os lados, brigas, uma situação horrível. Pelo tempo que acompanho isso (na verdade freqüento o Maracanã e moro no bairro há mais de 30 anos), sabemos quais são os principais conflitos. Não resta dúvida que os jogos mais complicados são entre Flamengo e Vasco, mas a situação tem piorado em relação ao Botafogo.

Blog da FlamengoNET - O que lhe chama mais atenção no comportamento da torcida do Flamengo nos arredores do estádio do Maracanã, antes e depois do jogo?

Cristina Dissat - Por mais que briguem (lastimável quando torcidas organizadas brigam entre si) a torcida do Flamengo é incrível, apaixonada, vibrante. É de dar arrepios. Não tem grito igual que saia de dentro do Maracanã. A vibração, a paixão e a dedicação dos rubro-negros são invejáveis. Realmente, nas últimas partidas, foi a torcida que ganhou o jogo. Não tenho dúvida que é apaixonante. É uma torcida única, pena que existam algumas facções que transformam o jogo em uma guerra.

Blog da FlamengoNET - O Maracanã é um estádio que ainda maltrata o consumidor. Sob esse aspecto, quais os principais problemas identificados por você nos arredores do estádio?

Cristina Dissat - Atualmente é difícil opinar, pois tenho acompanhado a obra monstruosa por causa do Pan. A reformulação na entrada da antiga geral, agora cadeiras azuis, melhorou muito. O policiamento tem atuado com mais inteligência e fica nos locais onde antes os confrontos entre torcidas aconteciam livremente. Quem sabe a polícia não anda acessando o Fim de Jogo (risos). Uma das coisas que precisa ser resolvida é a compra de ingressos.


Blog da FlamengoNET - Nesse tempo todo de cobertura, cite um ou mais episódios marcantes registrados pelo Fim de Jogo?

Cristina Dissat - Acho que foi a final da Copa do Brasil no ano passado. A cena de milhares de torcedores tentando entrar no estádio, com policiais a cavalo andando para todos os lados, o helicóptero da polícia voando baixo, levantando poeira e com os holofotes acesos, era uma mistura de sensação de pânico e fascinação.

Blog da FlamengoNET - No seu entendimento, qual o papel da ferramenta Blog como alternativa para o jornalismo atual?

Cristina Dissat - É o jornalismo cidadão ou colaborativo. Se você sabe usar a liberdade que tem (já que é seu próprio editor), com responsabilidade e ética, o blog passa a ter uma função social e de serviço muito importante. Sou editora de outros sites na área de saúde. Recebo colaboração de "conteudistas", mas se não existir um profissional de comunicação capaz de filtrar e gerenciar o conteúdo o processo pode se complicar.

Blog da FlamengoNET - De que modo os torcedores que freqüentam o Maracanã podem colaborar com o Fim de Jogo?

Cristina Dissat - Minha grande aflição é que viajo muito por causa do meu trabalho como jornalista. Atualmente conto com a ajuda do meu filho para publicar e acompanhar, mas se pudesse ter outras pessoas que enviassem informes seria fantástico. Um vez estava em São Paulo e transmiti o jogo de lá. Meu marido ligou o áudio do skype e enquanto eles contavam o que estavam vendo da janela, eu digitava e publicava. Com o aumento das visitas e um trabalho tão independente, fico aflita de não estar presente a todos os jogos. Preciso de uma alternativa, se tivesse colaboração de torcedores seria fantástico. As informações podem ser enviadas por email (contato@fimdejogo.com.br) ou se conseguir o contato mais próximo da pessoa, podemos trocar informações via celular.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Craque o Flamengo faz em casa: notinhas

• Wilson, bom goleiro do Figueirense (que hoje enfrenta o Fluminense), foi revelado na Gávea. Pouco aproveitado, passou pela Portuguesa da Ilha e atualmente é titular absoluto e um dos destaques da equipe de Florianópolis. Enquanto isso, nosso conhecido mãozinha-de-jacaré continua lá, firme e forte.

Wilson ainda sonha com a camisa 1 do Fla

• O jovem apoiador Vinícius Colombiano, que pertence às categorias de base, será integrado ao time profissional do Flamengo nesta quinta-feira. O jogador é apontado como mais uma boa revelação da Gávea e conta com o apoio do vice-presidente de futebol do clube, Kleber Leite. O dirigente classifica Vinícius como um atleta que sempre atua com a cabeça erguida e que poderá dar muitas alegrias à torcida rubro-negra.

• Ontem (quarta), o promissor apoiador William "Amendoim", de 19 anos, operou o joelho direito e a estimativa é de que fique cerca de seis meses longe dos gramados. A lesão é semelhante à de Obina. Sorte e boa recuperação ao garoto.

• Renato Augusto, no programa "Bem, Amigos!" da última segunda: "Minha posição é o meio-campo. Prefiro atuar vindo de trás. Rendo bem mais". Para bom entendedor, meia palavra basta.

• Paulo Sérgio ou Dindo? Por que não, só Paulo?

terça-feira, 29 de maio de 2007

Vote Zico

A dica é de Emiliano Benevides. Estão fazendo uma votação - mais uma - para eleger o melhor jogador de futebol da história. O site é o www.bestfootballer.com.

Voto certo no Galinho de Quintino, claro.

A história do tetra

Esta semana nos preparamos para enfrentar o Sport Recife, clube responsável por uma das grandes aporrinhações na vida de um rubro-negro: a discussão sobre o Campeonato Brasileiro de 1987. Desde aquele ano, podemos nos orgulhar de dizer que o Flamengo é o clube com o maior número de títulos brasileiros; e desde aquele ano, temos que agüentar ver um asterisco em cada lista de campeões, com a explicaçãozinha simplista de que “a CBF reconhece o Sport como campeão brasileiro; o Flamengo foi o campeão do Módulo Verde da Copa União”.

Assim, volta e meia algum espírito de porco vem contestar a verdade absoluta de que todo mundo tenta, mas só o Flamengo é penta. Poucos destes sabem o que se passou e a grande maioria só quer mesmo encher o saco; mas o mais triste é que muitos rubro-negros hoje em dia já não sabem exatamente qual foi a história daquela conquista. E o que mais há por esta selva chamada Internet são textos com versões incompletas ou mesmo mentirosas sobre o que aconteceu naquele ano.


Como surgiu a Copa União

O Campeonato Brasileiro era, na época, um torneio inchado e deficitário, marcado por uma desorganização profunda. A cada ano, os critérios de classificação para a primeira divisão mudavam e não havia rebaixamento ou acesso. Em 1986, com a competição – que contava com 44 equipes na primeira divisão – em andamento, a fórmula sofreu alterações graças a brigas no tapetão e o título só se decidiu no ano seguinte. O órgão superior do esporte brasileiro na época, o CND (Conselho Nacional de Desportos, vinculado ao Ministério da Educação), havia anunciado a intenção de organizar o Brasileiro de 1987 com 24 equipes, com previsão de redução no ano seguinte, como maneira de moralizar e viabilizar a coisa toda.

O plano já não era muito levado a sério, depois de toda a confusão de 86. E acabou que a CBF – na época dirigida por Otávio Pinto Guimarães e seu vice, Nabi Abi Chedid – anunciou que seria incapaz de organizar o campeonato por falta de dinheiro. Foi quando se formou o Clube dos 13, que tomou a frente da organização do Brasileiro com a intenção de fazê-lo rentável. Com o apoio de patrocinadores fortes, formatou uma competição com 16 clubes, incluindo como convidados Goiás, Coritiba e Santa Cruz. Em negociação com a CBF, acertou-se que ela seria responsável pela organização da segunda e terceira divisões. A primeira divisão foi chamada de Módulo Verde; os seguintes seriam o Amarelo, Azul e Branco (os dois últimos, regionais, equivaliam à terceira divisão).


Como surgiu a idéia esdrúxula do cruzamento da primeira com a segunda divisão

O plano gerou descontentamentos. Alguns com razão; afinal, nem Guarani nem América – 2º e 3º colocados de 86 – estavam incluídos na primeira divisão. Outros eram simples choro de quem estava acostumado a uma boquinha. De qualquer forma, a pressão de cartolas de clubes e federações excluídos da elite foi grande; estavam todos acostumados aos antigos campeonatos com dezenas de clubes. A CBF cedeu e, com uma liminar da Justiça tirando o poder do Conselho Arbitral formado pelos clubes sobre o regulamento, anunciou uma mudança com a competição já em andamento: para definir o campeão brasileiro, haveria um cruzamento entre os dois primeiros colocados dos módulos verde e amarelo.

O Clube dos 13 não aceitou a decisão da CBF, que afinal de contas nem mesmo estava organizando o campeonato. Todos os clubes do Módulo Verde, assim, concordaram que não disputariam o tal cruzamento imposto com times da segunda divisão. E o campeonato prosseguiu com grande sucesso de público: a média da competição foi de 20.877 pagantes por jogo, enquanto a do Flamengo foi de incríveis 47.610 pessoas por partida.


A campanha do título

Olhando hoje a escalação do Flamengo daquele ano, é difícil imaginar que aquele time não era o favorito ao título: Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Aílton e Zico; Renato, Bebeto e Zinho. Dos 11 titulares, 10 frequentaram a Seleção e apenas Andrade e Aílton não chegaram a disputar uma Copa do Mundo. Porém, a verdade é que o Flamengo foi um azarão; começou mal a competição, dirigido por Antônio Lopes, e só engrenou quando Carlinhos assumiu o time – e, claro, quando Zico voltou de contusão. Na primeira fase, classificavam-se para a semi-final o campeão de grupo de cada turno; em nosso grupo, o Atlético Mineiro venceu os dois turnos e só nos classificamos por termos sido segundos colocados no segundo turno.


Flamengo 3 x 1 Santa Cruz, com show de Zico - era a arrancada para o título. "É bom, é gostoso ver Zico marcando de novo no Maracanã!"

Mas na hora da decisão o time estava embalado, com Zico fazendo diferença e Renato se mantendo como o maior atacante daquele campeonato. A imprensa falava muito da provável “final do pão de queijo” entre Atlético e Cruzeiro, considerados favoritos. Mas após a classificação épica no Mineirão em cima do time de Telê Santana, o título veio sobre o Inter, com uma vitória de 1x0 no Maracanã, gol de Bebeto.


Os melhores momentos da segunda partida da semi-final contra o Atlético-MG


O gol do título

A discussão que veio depois

Não havia dúvidas: o Flamengo era tetra-campeão brasileiro de futebol. Foi assim que o título foi noticiado na época, de norte a sul do país; não havia discussão. Porém, a briga na Justiça continuou. A liminar que tirava o poder dos clubes sobre o regulamento até chegou a ser derrubada e o cruzamento abolido, decisão que foi revertida mais tarde. O Clube dos 13 tinha o apoio do CND, mas a CBF insistiu com a história e marcou os jogos – que não tiveram seu espaço no calendário de 87, já que não eram previstos, e só foram acontecer no ano seguinte. Guarani e Sport haviam bizarramente empatado na disputa de pênaltis que decidiria o Módulo Amarelo e dividiram o título da segunda divisão; fizeram a final da CBF – já que tanto Flamengo quanto Inter não aceitaram participar, seguindo a decisão tomada pelo Clube dos 13 - em jogos de ida e volta e o time pernambucano acabou campeão.

Tirando as torcidas de Guarani e Sport, ninguém levava muita fé naquilo ali. No duro, a encheção de saco sobre nossa conquista é muito maior hoje do que foi na época. Porém, a CBF acabou levando a melhor nos tribunais e conseguiu o despropósito de indicar dois times da segunda divisão para disputarem a Libertadores de 1988.

Resumindo: em campo e dentro do regulamento, o Flamengo foi o campeão brasileiro. Não jogou o tal cruzamento com a segunda divisão por decisão conjunta do Clube dos 13 - o verdadeiro organizador da parada -, que não aceitou uma mudança imposta no regulamento quando o campeonato já corria, feita por uma entidade que havia aberto mão de organizá-lo.

SeleFla

Acabo de ler que o Léo Moura se sente injustiçado por não estar na lista dos pré-convocados para a Copa América.

Pois bem, pra mim, tirando o Bruno ( e espero que ele não seja convocado pra não desfalcar o Flamengo), acho que, do atual time titular, o único com condições a longo prazo de vestir a camisa da seleção é o Renato Augusto.

Aliás, o Bruno e o Renato Augusto são os únicos que honram o Manto Sagrado.

Saudações Rubronegras

Médicos e Monstros

Todo mundo conhece pelo menos a trama central do clássico romance O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson. Um médico famoso, gente boa e preocupado com o futuro da humanidade, o Dr. Jeckyll, inventa uma fórmula que separa as partes boas das partes ruins das pessoas. Bom médico e mau químico, tudo dá errado quando ao experimentar a droga em si mesmo o bom doutor, sem querer, se transforma no nojento Mr. Hyde, que expunha tudo que havia de pior nos subterrâneos da sua personalidade. Daí pra frente, para conseguir controlar seu demônio interior e não ir em cana, o Dr. Jeckyll termina dependendo cada vez mais de sua beberagem amaldiçoada.

Por que será que no Flamengo essa Síndrome do Médico e do Monstro atinge diversos jogadores como se a maldita poção do Dr. Jeckyll estivesse sendo derramada diariamente na caixa d’água da Concentração? Por uma questão de justiça devo destacar que não incluo os nossos zagueiros nesse diagnóstico, pois vejo a defesa como o único setor do time que mantém uma regularidade; entre quem entrar, nossos zagueiros são todos, sem exceção, umas merdas.

Sem o auxilio luxuoso da literatura de terror do século XIX como explicar a tresloucada alternância entre ótimas e vergonhosas atuações de Léo Moura, Paulinho, Renato Saci, Juan, entre outros bagulhos virtualmente irrecuperáveis? Não vale apelar e colocar a culpa no Nei Franco porque ele também é outro que alterna dias horrorosos com outros brilhantes (admito que faz mais ou menos um século desde seu ultimo dia brilhante). Que esses caras tão precisando mostrar mais regularidade não se discute. Mas vejam que interessante, todos os quatro citados acima não tem reservas que sequer os ameacem em suas titularidades vitalícias. Todos eles jogam cheios de marra, sem medo de perder a posição, passeiam em campo e só suam a camisa quando estão a fim. E, vamos combinar, Flamengo é coisa muito séria pra deixar que os próprios jogadores decidam quando devem correr. São essas coisas que comprovam que sem elenco não dá mesmo.

Até os analfabetos do futebol como eu conseguem perceber que o Flamengo não tem um esquema de jogo montado. Nei Franco arma o Mengão na tática da padaria (ataca em bolo e defende em massa) contra qualquer adversário, só mudando alguns molambos de vez em quando pra dar uma variada. Todo mundo viu que no nosso ultimo encontro com a cachorrada bastaria um pouco mais de atenção na saída de bola e menos psicodelismo no posicionamento em campo de certos popstars que nem o segundo gol os cães teriam feito. Mas não adianta chorar sobre o leite derramado, perdemos dois pontos prum time que treme como gelatina diante de nós há mais de três anos. Nós tínhamos a obrigação de vencer. A grande verdade é que sejam os médicos ou sejam os monstros, não interessa, o Flamengo não pode passar a vergonha de ficar seis meses sem vencer um clássico.


Mengão Sempre

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Um anão burro

Um cara que convoca o Doni e deixa de fora o Bruno, só pode estar de profunda sacanagem. Ou ele é cego, ou é burro.
Prefiro crer que ele é cego.

Nada mais digo.

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Eu ouvi o jogo pela CBN, enquanto acompanhava os comments do blog. Em ambos, concluí que o Flamengo fez uma péssima partida e empatou porque o Botafogo é.......o Botafogo. Terminei o jogo mais ou menos aliviado, se jogamos tão mal e empatamos, ficamos no lucro, né?
Ai fui ver a ESPN. Unanimidade: o jogo do Maracanã foi milhões de vezes melhor que o do Morumbi, o Botafogo e o Flamengo fizeram "uma partida eletrizante", cheia de alternativas, muito disputada, os dois clubes estão começando muito bem o campeonato brasileiro, têm tudo para irem bem longe na tabela este ano. Entra o Juca Kfouri e repete o mesmo discurso. Jogão, valeu assistir, etc. Chamaram o Calazans, ele não mudou muito o discurso, apenas falou o que já se tornou chavão na boca desse cara, o Botafogo foi muito melhor, podia ter matado o jogo. Mas, completou, eles não sabem mais como ganhar do Flamengo.
Hoje, nos comentários do POST do Arthur, voltou a dúvida – o Flamengo jogou tão mal assim? Bruno foi mal, Leo Moura foi mal, Thiago foi mal, Irineu foi mal, Juan foi mal, Paulinho foi mal, Leo Lima foi horrível, Renato foi mal, Paulo Sérgio não foi bem, apesar do gol. Só falaram mais ou menos do Clayton, do RA e do Leonardo.
Fui olhar na tabela, o Flamengo é 10º E tem o 3º melhor ataque do campeonato. Fazia anos que isso não acontecia!!!!!! E o Obina ainda nem voltou. Já estão querendo dispensar meio time, a corrente "fora Ney Franco" cada vez aumenta mais. Rapaz... será que nosso nível de exigências, considerando o histórico recente e as limitações financeiras infindáveis, não está meio fora da realidade não?

domingo, 27 de maio de 2007

Lição de Biologia


Como foi fácil. Mesmo jogando mal e porcamente e abusando do direito de errar o Flamengo acabou de vez com a marra artificial e pré-fabricada do seu pequeno rival da camisa sem-graça. Contrariando tudo que vem sendo dito há semanas pela nata da imprensa esportiva nacional sobre a superioridade técnica e tática do Bosta, na hora do vamo ver seus pobres jogadorzinhos confirmam o que a torcida do Flamengo já está cansada de saber: A falta de vergonha na cara é característica comum a todos os cães de camisa listrada. Não se deve fazer pouco dos incapazes mas como um time aleijado moralmente pode pretender ganhar do Flamengo, por pior fase em que esteja o time dos cinco títulos brasileiros?

Sem arrogância, na humildade comum a todo bom rubro-negro convido todos a uma pequena reflexão sobre o comportamento da matilha alvinegra ao longo da semana que antecedeu a 16ª partida consecutiva em que não são capazes de vencer o Flamengo. A estatística é desastrosa para os cães, eles não nos vencem desde 12 de março de 2004. Mesmo assim vestiram o manto do favoritismo que, decididamente, não lhes cai bem.

No inicio da semana eles se comportavam como se fossem cães de grande porte, latindo gravemente e relembrando que o Flamengo estava atravessado em suas goelas, deixando no ar ameaças de terríveis flagelos a nos serem infligidos. Na quinta feira, após a vexaminosa desclassificação da CB com um frango histórico os alvinegros já estavam mais parecidos com cadelas raivosas, latindo estridentemente, espumando de raiva e covardemente ameaçando uma das únicas mulheres que arrefecem a maciça presença de juízes ladrões no nosso futebol. O que será que eles têm contra a mulherada? No domingo todos viram qual foi o comportamento dos cães. Bastou o jogo começar e já era um vira latinha ágil, que corre muito mas é incapaz de morder com força. Após o nosso gol cagado surgiu então o chiuaua ao qual o Flamengo já se acostumou a botar pra correr sem qualquer traço de consideração.

Não costumo ter pena dos nossos inimigos. Mas encarar a verdade crua dos fatos, resultados e retrospectos deve doer, e muito, na pequena torcida adversária. Até eles admitem que está provado e comprovado que eles PEIDAM ao enfrentar o Manto Sagrado. Do porteiro de General Severiano ao ponta esquerda reserva, todos os botafoguenses sentem o sangue gelar nas veias e as pernas bambearem ao se depararem com a camisa encantada. Nesse domingo, mais uma vez, o Manto jogou sozinho.

Mas atenção, torcedores, jogadores, técnico e dirigentes rubro-negros! Fora o valor moral e pedagógico desse empate, que se deve mais à rigidez das leis que regem a biologia e a genética do que a alguma qualidade específica dos nossos jogadores, o resultado é preocupante. Até quando o time do Flamengo vai dever tudo e mais alguma coisa ao Manto Invencível?

Mengão Sempre

Dois fatos louváveis...

Nosso preparo físico está muito bom. E Bruno...bom, precisamos falar alguma coisa dele? É o melhor goleiro em atividade no Brasil. E eu só posso e devo agradecer ao insano leão, que o mandou embora.

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...e meus pitacos sobre o jogo.

Não consigo achar graça de mantermos a escrita. Pouco me importo com isso. Em 9 pontos, fizemos 4. Isso sim é efetivamente preocupante. E jogando desse jeito, dormindo no primeiro tempo e acordando aos 20 e tantos do segundo, vamos penar muito.
Não dá pra aceitar Thiago e Irineu. E Léo Moura? O que aconteceu com o cara que, há menos de 2 meses atrás, era seleção? Prefiro acreditar que ele está em má fase, e que logo voltará aos bons tempos.
Juan tem sido muito efetivo na lateral esquerda. Arrumando a casa por ali, com uma cobertura eficiente, podemos colher bons frutos. E PS mostrou ter estrela e personalidade. Perdeu um gol feito, e depois empatou.

Boa semana a todos.

Flamengo x botafogo

Comente aqui o jogo.

FAITH!!!!


Cena Carioca

Andando com a camisa retrô do Mengão, devidamente acompanhado da Dona Patroa e o Pimpolho no carrinho, agora há pouco na praia do Leblon, me deparo com um par de olhos furiosos fixos no meu Manto Sagrado... pensei "Ih, algum pulguento com raiva...". Quando o par de olhos, levemente grisalho, um pouco corcunda, se aproximou, gelei! Era o Montenegro!! O Montenegro! O Chorão! E ao passar mais perto me olhou com raiva, e eu ja sorrindo o sorriso mais cínico que pude improvisar naquele milésimo de segundo. Quando ele passou, explodi numa escandalosa gargalhada, aumentada quando ouvi um berro anônimo "CHORA MONTEGRO!!" de um gaiato nas redondezas.

Ri uma meia-hora com isso e só pensava em escrever aqui, rerererere...
Avante Mengão!

sábado, 26 de maio de 2007

Sobre o Dinélson

Para variar um pouco (e eu me incluo dentro desta), já estamos matando ou idolatrando o cara antes dele chegar.
Pois bem, minha primeira opinião parte do seguinte: se vier pra ficar no CC do DM, que fique no paraná ou no msi. Se vier pra jogar o que ele jogou aqui no paraná, pode ser muito útil.
Bola, ele tem. Não é um meia que domina na canela e bate falta na bandeirinha do córner. Tem habilidade, visão de jogo, e tanto eu quanto o Juan Saavedra "vibramos" quando soubemos que ele não jogaria no primeiro confronto entre Flamengo e paraná, aqui em Curitiba, pela Libertadores.
Craque?? Não sei. É muito novo pra isso. Já que ele está chegando pra cair numa posição que somos (e muito) órfãos, let the boy play. Deixamos o roni, o pimentel, o mauro fonseca, entre outros bondes...então qual o motivo de pregarmos o cara na cruz antes mesmo dele assinar o contrato??
Ah, ele não vingou no patético mineiro nem no msi. E daí? De onde veio o Renato? De onde veio o Bruno? Ah, mas eles vieram em condições diferentes. Não. Bruno veio como sobra da má vontade do leão, Renato veio de sobra, de moeda de troca. Então, por favor, vamos pensar um pouco antes de deixar o cara jogar.
Se ele der certo, teremos mais municiamento ao ataque. E ainda bate falta, chuta bem a gol, etc. Não é um jogadorzinho qualquer. A torcida do paraná está "chorando" pela saída dele.
Enfim, não quero ser o defensor nem o promotor. Mas vamos deixar o cara assinar, treinar, jogar. Pode ser?

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Mais um motivo pra mandar o Bosta pra vala



Tudo bem torcer pra time pequeno, não é pecado. Mas ir pro Maracanã ficar rebolando e cantando na arquibancada prum time que não seja o seu é caso de ausência completa de testosterona. Está comprovado que entre os emasculados subgrupos da arco-íris a casta mais infame e sem personalidade é a da cachorrada. Depois não entendem porque estão sempre levando sacode e botando faixa no Mengão.

Só pra dar aquela pressão antes da 'protocolar coça de domingo assistam a esse interessante e educativo vídeo histórico com a narração de uma das revelações da nova crônica esportiva carioca, Arnaldo Taveira, um locutor realmente imparcial.


Mengão Sempre

Flamengo e Botafogo em Curitiba

A torcida FlaParaná vai se reunir a partir das 18 horas no Bar do João – Rua Visconde de Guarapuava 315- Alto da XV – Esquina com Presidente Rodrigo Otávio. Lá terá telão e cerveja a R$ 2,80.

Se você conhece outros bares, em suas cidades, que exibam jogos do Flamengo, divulgue aqui.

Nova contratação

Dinélson chega ao Flamengo nesta segunda e deve assinar com o Mengão por três anos, até 2010.


Bom, todos sabem que o garoto tem potencial. Ele apareceu muito cedo no Guarani, aos 16 anos. Aos 17, foi vendido para o Corinthians. Sua passagem pelo Parque São Jorge foi marcada pelo gol que deu o título da Copa SP de juniores ao time paulista, em 2005. Na equipe principal, não teve muito espaço.

Em 2006, Dinélson foi emprestado ao Atlético-MG para disputar a segunda divisão. O jogador não agradou e foi devolvido ao Corinthians, onde permaneceu no "time B" até o fim do ano.

Em 2007, o Paraná - debutando na Libertadores - apostou as suas fichas nele. Dinélson acabou se destacando na parte técnico e era titular abosluto de um time onde o nosso conhecido Vinícius Pacheco ("monstro" da base do Fla) era reserva.

O que mais me preocupa não é nem se ele vai finalmente render num clube grande (no caso do Flamengo, gigante). O que mais me chama atenção é a sua parte físico.

Por que eu falo isso? Porque nos últimos anos a diretoria tem se notablizado por contratar jogadores com sérios problemas crônicos de ordem física.

Agora, temos que confiar no (competente) departamento médico do clube e torcer para que Dinélson não calce o "chinelinho" e brilhe com a camisa rubro-negra.

Foto: Gazeta do Povo

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Assim falou Zarathrusta


Um astuto e próspero capitalista já disse que um dos melhores negócios que podem existir no mundo especulativo é comprar um botafoguense pelo que ele realmente vale e vende-lo pelo preço que ele acha que vale. Se fosse possível, tal operação produziria uma lucratividade obscena dada a distância interplanetária entre os dois valores. Mas essa é uma negociação que deve ficar restrita ao campo das hipóteses, já que não há no mundo quem queira comprar um botafoguense, por sua absoluta inutilidade.

Reza a tradicional etiqueta rubro-negra que não devemos perder muito tempo com nossos pequenos rivais municipais cuja razão maior da existência é tentar morder os calcanhares do colosso Flamengo sem jamais verdadeiramente ameaça-lo em sua tranqüila, incontestável e longeva supremacia futebolística. Infelizmente vivemos tempos terríveis, que miseravelmente confirmam as profecias de Friedrich Nietzsche sobre o eclipse de todos os valores e o surgimento na arena do (então) futuro de irmandades nacionalistas bárbaras com o único objetivo de roubar os não-irmãos.

O filósofo de A vontade de potência e A gaia ciência olhou dois séculos à sua frente e o que viu foi uma violenta mudança de costumes e um total desprezo às tradições e ao conhecimento acumulado durante as gerações predecessoras. Ainda que não tenha feito uma menção específica às torcidas organizadas ou ao bando anacéfalo de cronistas da globo.com e seus métodos vândalos de motivação, o quadro que Nietzsche pintou com pinceladas fortes em suas viagens proféticas revelou uma época onde já não há espaço para a verdade e nem para a boa educação, nem mesmo no âmbito desportivo.

Tinha razão o visionário alemão pois vivemos mesmo tempos inomináveis. Alguns de nossos melhores fregueses, os torcedores da camisa sem cor, em especial aqueles que se abrigam por trás de seus crachás na crônica esportiva carioca, onde são maioria absoluta e relativa (aberração demográfica inexplicável), insistem em usar de todos os subterfúgios do beletrismo para mascarar a realidade, distorcer fatos e construir uma imagem virtual do time do Botafogo que não guarda qualquer relação com o que os 11 vagabundos fantasiados em preto&branco tem mostrado nos gramados.

Através da ironia, da alusão, do uso de metáforas ou do mais deslavado achismo essas penas de aluguel insistem na falácia de que o Bosta é o melhor time do país como se os resultados mostrados no placar ao fim das partidas nada significassem. Ora, que bosta de país seria o Brasil se o seu melhor time nacional tivesse como principal característica a capacidade comprovada de peidar pateticamente na hora em que a chapa esquenta. Inconseqüentes ao dano que tal declaração traz à Verdade, os bostajornalistas repetem esse insulto aos fatos por qualquer me-dá-cá-aquela-palha. Isso já não é apenas mau jornalismo, é anti-nacionalismo!

Aos nossos opositores agrada dizer que a torcida do Flamengo é messiânica, sebastianista e desconectada da realidade fática, mas os rubro-negros aprendem desde criancinha que os títulos, lauréis e honrarias no futebol se conquistam apenas dentro das quatro linhas gramadas. Se por motivos óbvios o Flamengo ainda não pode reivindicar o posto de melhor time do país, é mais que evidente que deve aproveitar o encontro que o destino marcou para domingo para recolocar as coisas em uma perspectiva mais comprometida com a realidade.

Não é sequer preciso lembrar de que a cachorrada incapaz não nos vence há mais de 3 anos e que nos últimos 15 encontros conosco voltaram pra casa chorando com suas tristes bandeirinhas enrroladas e escondidas sabe-se lá onde. O Flamengo tem consciência que deve mostrar para aquela minúscula torcida e para a míope imprensa alvinegra que o campeão carioca de 2007, o Bi Campeão da Copa do Brasil, o Penta Campeão Brasileiro, o Campeão Sul Americano e Mundial é o melhor time do pedaço até prova em contrário.


Mengão Sempre

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Partidas, Peladas e Panelas


Mesmo num dia em que o Flamengo não joga é difícil não ocupar a cabeça com ele. Nessa tarde de quarta feira enquanto fazia hora pra esperar começar a decisão da Champions League fui tirar o pó da estante e reencontrei um livrinho sensacional chamado Cuentos del Fútbol Argentino, da Coleção Alfaguara Bolsillo, organizada pelo jornalista, cartunista, humorista e louco por futebol Roberto Fontanarossa. Em menos de 200 páginas, das de bolso, Fontanarrosa consegue reunir alguns monstros da literatura como Jorge Luís Borges e Adolfo Bioy Casares com alguns dos mais importantes cronistas esportivos da Argentina como Diego Lucero e o próprio Fontanarossa.

Nesse livrinho tem um conto de Alejandro Dolina chamado Apuntes del fútbol en Flores, nesse conto tem um trecho que tem tudo a ver com esse dia em que a barca sinistra das dispensas está zarpando lá da Gávea. Mais do que isso, esse trecho tem o poder de encantar a todos que já tiveram a sorte de jogar uma pelada e a quase todos que não a tiveram. E de uma maneira meio torta explica a existência das eternas panelinhas na Gávea e no mundo. Vou reproduzi-lo aqui numa tradução livre e aí você mesmo chega a uma conclusão.

Instruções para bater time em uma pelada

"Quando um grupo de amigos que não estão envolvidos em nenhum time se dispõe a jogar tem lugar uma emocionante cerimônia destinada a estabelecer quem integrará os dois times. Geralmente dois jogadores se enfrentam em um sorteio ou par ou ímpar e logo cada um deles escolhe alternadamente aos seus futuros companheiros. Se supõe que os mais hábeis são escolhidos primeiro, ficando os pernas-de-pau pro final. Poucos tem reparado no conteúdo dramático desses lances. O homem que está esperando ser escolhido vive uma situação que raras vezes se dá na vida. Saberá de modo brutal e exato em que medida o aceitam ou rejeitam. Sem eufemismos, conhecerá sua verdadeira posição no grupo. Com o passar dos anos, muitos peladeiros preverão sua decadência conforme sua eleição seja cada vez mais demorada.

Manuel Mandeb, que quase sempre oficiava as escolhas, observou que as decisões nem sempre recaíam sobre os mais hábeis. No começo acreditou possuir sabe-se lá que sutilezas de ordem técnica que lhe faziam preferir companheiros que reuniam certas qualidades.

Mas um dia compreendeu que o que desejava de verdade era jogar com seus amigos mais queridos. Por isso escolhia os que estavam mais perto do seu coração, ainda que não fossem tão capazes.

O critério de Mandeb parece apenas sentimental, mas é também estratégico. Um cara joga melhor com seus amigos. Eles serão generosos, o ajudarão, o compreenderão, o consolarão e o perdoarão. Um time de homens que se respeita e se quer bem é invencível. E se não é, mais vale compartilhar a derrota com os amigos que a vitória com estranhos ou indesejáveis."

O Flamengo só volta a jogar no domingo, até lá vou ficar pensando no que o Alejandro Dolina disse: Um time de homens que se respeita e se quer bem é invencível. É um grupo assim que eu quero ver honrando o Manto.


Mengão Sempre

Roni deixa o Fla rumo ao Cruzeiro

Maiores informações, aqui.


Roni já foi. Bruno Mezenga deve ser emprestado ao Juventude ou Fortaleza, Obina machucado e Leonardo com os seus problemas clínicos.

A boa notícia é que o garoto Paulo Sérgio ganhará mais espaço. Vale sempre lembrar que ele estará entre o céu e o inferno.

Bom. Parece que a diretoria do Cruzeiro quer conquistar o título que o seu maior rival ganhou no ano passado: a série B. Azar o deles.

Bom para o Flamengo e bom para o Ney Franco, afinal, as "laranjas podres" Juninho Paulista e Roni já saíram.

E aí, vocês acham que todas as "laranjas podres" já deixaram o clube ou falta mais alguém?

É um melhor que o outro. E agora, Roni?



terça-feira, 22 de maio de 2007

O dedo do técnico

Já critiquei o Ney Franco aqui algumas vezes - um exemplo é o post de antes do nosso último jogo. Ainda acho que ele erra ao mudar tanto a estrutura do time, principalmente mexendo tanto nas funções dos dois jogadores que são OS responsáveis pela criação. Também vejo nele o defeito de não saber mexer bem no time durante os jogos. E, claro, tenho lá minhas diferenças com ele quanto à escolha de jogadores para o time titular, como todo mundo - isso não tem jeito, sempre vai haver, seja qual for o técnico e o elenco.

Mas a gente também tem que reconhecer méritos onde eles existem. E pra mim é claro que nós temos hoje um técnico trabalhador, que consegue que efeitos do que faz durante a semana apareçam durante os jogos. Falando assim, parece a descrição simples de seu trabalho, mas convenhamos: nem sempre tivemos isso nos últimos anos (pra não dizer nunca).

Será que não há o dedo de Ney Franco quando...

- ... o time faz seguidos gols de cabeça, especialmente em jogadas de bola parada? Pensem bem no desempenho nisso nos últimos tempos, antes da chegada do mineiro. É o tipo de coisa que depende de ensaio durante a semana pra funcionar, independente dos jogadores que o time tenha.

- ...o mineiro fala tanto do trabalho que seria feito para que Renato Augusto conclua melhor, e efetivamente vemos a diferença no campo? Não falo só de seus dois recentes gols de fora da área, mas de como suas conclusões têm mesmo sido mais perigosas com o passar do tempo. Antes dos gols saírem eu já falava que acreditava no potencial do garoto pra chutar, mas é óbvio que o treino repetido, além de aprimorar o chute, lhe dá mais confiança pra arriscar na hora do jogo até começar a acertar.

- ...Renato faz dois gols em jogadas de escanteio iguais, ensaiadas, em dois jogos importantes da Libertadores? E não foram as únicas vezes em que usaram a jogada ou que elas levaram perigo.

- ...os jornais publicam declarações do técnico desejando que Juan jogue "como o Sorín", aparecendo pelo meio pra concluir, e ele realmente faz um gol assim no jogo seguinte?

Enfim: como já disse, acho que o time tem muito o que trabalhar, principalmente na parte defensiva. Mesmo com a bola, a inspiração e consciência do time parece que vem e vai - falta regularidade, pra dizer o mínimo. Mas tem jeito; basta que Ney Franco saiba focar seu trabalho para resolver estes problemas. Que ele sabe trabalhar, sabe.

Fora Nei Franco-II A Missão

Um dos fenômenos mais inexplicáveis dos tempos modernos é essa recente perseguição ao Nei Franco por parte de alguns rubro-negros. Digo recente porque a maior parte dos integrantes da galera da perseguição anterior se dispersou após a eliminação da Libertadores e a assunção pela grande maioria de que nosso elenco é fraco pra caramba. O que me parece mais injusto nesses novos perseguidores é que eles culpam o Nei Franco pela existência da mulambada como se ele fosse um tipo de hospedeiro de alguma praga caipira que atravessou nossas barreiras sanitárias e contaminou subitamente o Flamengo. Se esquecem de que esse vírus maldito já estava incruado lá na Gávea desde o desmonte do time de 2001. Se esquecem das porcarias de time que passaram 3 campeonatos brasileiros seguidos no cai-não-cai e com os piores ataques da competição.

Não vou defender o Nei Franco por duas razões: Primeira: não sou fã dele e se for pra defender é melhor alguém que acredite muito no seu trabalho e que goste do jeito que ele arma o time, o que não é meu caso. Segunda: Um técnico que em menos de um ano à frente do nosso elencão consegue colocar na nossa magnífica sala de troféus com vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas uma Taça Guanabara, uma Copa do Brasil e um Campeonato Carioca não precisa de defesa.

Nei Franco, como não sou seu camarada me sinto à vontade para fazer a coisa mais fácil do mundo: te dar um bom conselho grátis. Enquanto estiver dirigindo o Mengão tenha sempre junto a você essas palavras de Hipócrates, um médico grego que viveu ali pelos 400 A.C. É uma das citações latinas mais conhecidas pelos ignorantes de todo o mundo:

“Ars longa, vita brevis, occasio praeceps, experimentum periculosum, iudicium difficile.”

Mal traduzindo significa que a vida é curta e arte (da medicina) longa; a crise; efêmera; a experiência, perigosa; e a decisão difícil. Ele escreveu esse aforismo para um manual de medicina onde compilou diversas máximas e dicas concisas para auxiliar seus alunos no diagnóstico e no tratamento clínico, uma missão heróica e frustrante naqueles tempos. O resto da citação é menos conhecido mas deixa bem claro o que Hipócrates queria dizer. "O médico deve não só estar preparado para fazer ele próprio o que é certo, como também para fazer o paciente, os assistentes e as circunstâncias externas cooperarem.”

Nei, está mais do que claro que lá na Gávea você é que o médico. A doença é grave. Assuma a parada e se livre de tudo que atrapalhar na recuperação do paciente. Você tem sorte, mas não conte com ela o tempo todo. Se começarem a encher o seu saco e a prejudicar o time, sacrifique logo, não espere dar merda como no caso de Jumentinho Paulista. Nosso time não tem força pra carregar morto-vivo nas costas, se alguém não correr, manda pro banco. E quando algum cartola, empresário ou traficante de carne branca tentar lhe dar carteirada manda passear. Agradar a todos é mesmo impossível, perca a vergonha de impor sua vontade. Uma grande parte da torcida do Flamengo vai te apoiar enquanto voce continuar ganhando. Seja o médico, faça o que é certo e não tenha medo de errar.


Mengão Sempre

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Quem estava certo, afinal

Depois do meu post apocalíptico pré-jogo, é bom dizer que o Ney Franco mudou de última hora a escalação que eu tanto critiquei, o que influenciou bem nos argumentos que eu usava pra dizer que o meio-campo não vai marcar e que a zaga vai bater cabeça. Mas, não querendo ser o dono da verdade - como eu falei, o Ney Franco entende mais de futebol do que eu -, devo dizer que gostei muito do time ontem, quando com a bola. Mas que ainda falta muito pra confiar nele na hora de defender.

Vimos ontem uma GRANDE atuação do Renato, acima de todos. O lance do segundo gol, com o perdão da palavra, foi sacanagem. Logo abaixo, Renato Augusto e Juan. Mas todo o time foi bem ofensivamente, mostrando uma movimentação que não víamos nos últimos jogos. Com isso, os passes saíram mais fáceis, a bola correu de um lado pro outro e as chances apareceram. Também souberam valorizar a posse de bola quando necessário... Sinceramente, teve momentos ali em que deu pra sentir orgulho do time.

Já na defesa...

Mesmo com Paulinho no meio-campo, em vários momentos (especialmente após o gol deles) o Goiás chegou às portas da nossa área com uma facilidade preocupante, sem que o meio-campo conseguisse ao menos dificultar a vida deles. Nossa zaga já é complicada; sendo tão exposta assim, fica realmente difícil. Houve dois ou três lances em que podemos agradecer a Deus por não termos levado gol e complicado o jogo. E devemos levar em consideração que o Goiás praticamente não atacou pelas pontas, insistindo pelo meio o tempo todo. Então, no duro, a teoria dos três zagueiros pra liberar os laterais não foi realmente testada.

Sobre o Thiago: foi o primeiro jogo dele em muito tempo, há vários descontos a serem dados, mas pra me convencer ele precisa mostrar mais do que vi ontem. Fez algumas faltas completamente desnecessárias próximas a área, podia ter sido expulso de bobeira no primeiro tempo e ameaçou outras pixotadas (especialmente aquele escorregão com o braço pra cima no meio da área) que me deixaram de cabelo em pé. Mas também mostrou um senso de colocação bom pra jogar na sobra e cortou bem várias bolas na cobertura - nisso ele funcionou bem. Então, vamos ver. Mas faço uma observação: ele me parece o tipo de zagueiro que faz o nome mais porque consegue sair jogando razoavelmente bem - o que não deixa de ser uma qualidade - do que por suas reais qualidades na marcação, que afinal de contas é a sua principal função.

No balanço, o Flamengo ontem ganhou bem e me deu mais motivos pra me animar do que o contrário. Mas fica a pergunta que já apareceu aí nos comentários: e pro próximo jogo, qual vai ser o time? Dá pra apostar em alguma coisa?

domingo, 20 de maio de 2007

Minhas impressões

1 - Continuamos sem padrão tático. A nossa "sorte" é que o elenco joga junto há algum tempo. Se conhecem, sabem onde há alguém pronto pra receber a bola. Se fosse um elenco montado "ontem", fatalmente teríamos tomado outra porrada.
2 - Criticar Paulinho??? Bom, ele é cabeça de área daqueles típicos. Sabe destruir, e olhe lá. Só que é muito fácil detonar o cara porque o Pet "deitou e rolou". Claro. Quem o ajudou na marcação? Pet já jogou no Flamengo, e TODOS sabemos de sua qualidade. Se deixá-lo no mano a mano COM QUALQUER MARCADOR, ele vai deitar e rolar. Se o Paulinho está em má fase, tudo bem. Mas sou completamente contra de mandar o cara embora. No quesito marcação, ele ainda é o melhor do time.
3 - Temos que aprender a matar o jogo. Perdemos alguns gols bobos hoje, e se não fossem algumas defesas do Paredão, poderia complicar a coisa. É fundamental aprendermos a matar o jogo quando tivermos oportunidade. Pois quando o adversário a tem (vide domingo passado), eles não perdem a viagem.
4 - O que valeu mesmo foram os 3 pontos. Fundamentais para dar uma embalada, e podermos encarar o botafogo domingo que vem.

Essa é minha opinião, e por ela assino embaixo.
Boa semana a todos.

Goiás x FLAMENGO

Competição: Campeonato Brasileiro 2007
Estádio: Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF)
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Renato Miguel Vieira (DF)

Goiás: Harlei, Vitor, Cléber, André Leone e Leonardo; Kléber Gaúcho, Romerito, Paulo Baier, Petkovic e Luiz Henrique; Welliton. Técnico: Paulo Bonamigo

Flamengo: Bruno, Ronaldo Angelim, Moisés e Thiago; Léo Moura, Paulinho, Claiton, Renato e Juan; Renato Augusto e Souza. Técnico: Ney Franco


Comentários do jogo aqui.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Espero estar errado...

Ney Franco entende muito mais de futebol do que eu. Ele é pago pra trabalhar com isso, estuda o assunto, vive o esporte. Também sabe muito mais do que eu sobre os jogadores que o Flamengo tem. É ele quem convive com os caras diariamente, quem os vê treinar, quem os testa nas mais diferentes funções em seus trabalhos.

E eu percebo que a intenção da escalação que escolheu para o jogo contra o Goiás é liberar os nossos laterais, vistos como nossa maior arma ofensiva, e melhorar a saída de bola, colocando no meio de campo apenas jogadores que são vistos como passadores ao menos razoáveis. Para ele, a entrada de um terceiro zagueiro é o bastante para dispensar a presença de um cabeça-de-área de ofício e, ao mesmo tempo, soltar Léo Moura e Juan para atacar.

Mas...

:: Erro 1 - Mais uma mudança

O time não consegue entrosamento e padrão de jogo de jeito nenhum porque nosso técnico insiste em mudar o esquema e as funções de jogadores-chave com uma frequência irritante. São 2 ou 3 zagueiros? Quadrado ou losango? O Renato joga mais atrás ou mais na frente? O Renato Augusto é atacante, ponta-de-lança ou meia que deve pegar a bola mais atrás?

O time não consegue se movimentar coordenadamente, nem na frente, nem atrás. E mudando tanto assim, toda hora, vai ficar difícil que isso mude. Eu acreditava que ele finalmente tinha chegado a uma estrutura básica, mas infelizmente me enganei.

:: Erro 2 - O meio-campo não vai marcar

Ok, o Paulinho vinha caindo de produção. Mas alguém acredita que Léo Medeiros, Cláiton ou Renato serão mais eficientes na marcação do que ele?

E com os numerozinhos do esquema, as pessoas tendem a se enganar achando que teremos mais gente no meio-campo para congestionar o setor. Não vamos! Léo Moura e Juan não marcam no meio quando o time está sem a bola, são apenas laterais que avançarão mais. Se o Renato Augusto realmente jogar como atacante, no fim teremos é menos gente no meio de campo - e nenhum grande marcador.

:: Erro 3 - O meio-campo não vai criar

Renato Augusto é o nosso melhor meia. Será possível que Ney Franco não percebeu isso ainda? Ficar mexendo no posicionamento do nosso melhor jogador, improvisando-o insistentemente fora de sua posição, é das coisas mais irritantes que nosso técnico faz.

:: Erro 4 - A zaga vai bater cabeça

É natural que um time sinta uma mudança de esquema e tenha alguma dificuldade para se adaptar. Isso vai ficar ainda mais complicado colocando dois zagueiros que não vêm jogando e que, até hoje, não convenceram ninguém. O que se mantém terá que se adaptar a um novo posicionamento e a novos companheiros - e isso sem ter um cabeça de área à sua frente, e com os laterais se mandando para o ataque. Parece que vai dar certo?

:: Erro 5 - Insistir com o que dá errado

Na boa: alguém lembra de uma atuação realmente boa do Flamengo com 3 zagueiros desde que Ney Franco chegou?


Sinceramente, imaginava mesmo que ele fosse repetir a escalação do jogo contra o Palmeiras. Jogando com um time que não vem bem (perdeu o estadual para o possante Atlético-GO e levou um passeio do São Paulo na primeira rodada), o time ganharia entrosamento, Paulo Sérgio ganharia confiança e até Cláiton poderia tentar mostrar que está melhorando, ambos sem a cobrança vinda da arquibancada.

Mas é o que eu disse: Ney Franco entende mais de futebol do que eu. Devo estar errado.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Novo site

Está no ar a nova versão do site oficial do Flamengo.


O que acharam?

O "X" da que$tão

3-6-1 ou 4-4-2? Ney Franco ou outro técnico? Thiago ou Moisés? Paulinho ou Jaílton? Renato Augusto no ataque ou no meio-campo?

Essas são apenas algumas partículas que são facilmente resolvidas.

O problema maior, que assola o clube há uma década, é o salário atrasado.

Maior e principal problema a ser resolvido.

Antes de pensarem em contratações, Arena da Gávea, esquemas táticos e etc., a diretoria tem que ter como prioridade o pagamento em dia de seus funcionários.

Acho que o Kléber Leite deveria usar as suas "engenharias financeiras" visando solucionar este problema.

A cada ano, mudam-se jogadores, dirigentes, treinadores e o principal problema nunca é solucionado.

Aí vão dizer que o problema é a Petrobras. Sinceramente, f... a Petrobras. O Flamengo é muito maior que qualquer empresa desse país.

Minha paciência com esse tema já está no limite. Não é possível. Basta um pouco de boa vontade para deixar os salários dos jogadores em dia.

Se não pode pagar 60 mil mensais ao jogador "X", que pague então 15 mil ao jogador "y".


Sei que este post está mal escrito e não condiz com o perfil deste blog. Mas isso foi apenas um desabafo em nome de todos os torcedores rubro-negros.

Apelo n + 1...
Há um bom tempo que não suscito a ira de meus críticos, postando aqui. Nem tanto por eles, mas por estar cansado de sempre bater na mesma tecla.
Comecei a me omitir pra não parecer chato e ficar tacando pedra. Isto porque mesmo com título Estadual, classificação com a segunda melhor campanha na Libertadores e outros triunfos menores, não tenha sentido firmeza na mulambada. Mulambada, diga-se de passagem, que não deixa a dever a mais de 95% dos times nacionais, muito menos a mais de 99% dos times cariocas...
O que me fez mudar de idéia? Depois das atuações ridículas (e quase idênticas) no Uruguai e no Maracanã, na abertura do Brasileiro, e da esforçada, porém pouco eficiente, atuação pela volta, na Libertadores, vi hoje o primeiro gol do Brasiliense contra o fluzeco e não pude deixar de me revoltar.
Oras! Vá lá que a defesa da agayrrida agaymiação pó-de-arrozesca não é lá essas coisas, mas o ataque do Brasiliense demonstrou ter uma capacidade ofensiva que nosso time há anos não demonstra. É tamanha a dificuldade em fazer uma jogada chegar até a proximidade da meta adversária, que faz com que qualquer time, de qualquer lugar, em qualquer campo, tenha mais poder ofensivo do que o nosso time.
É claro que para um time fazer gols, é necessário ainda ter um meio-campo combativo e, acima de tudo, criativo e eficiente. E mais ainda: a defesa tem que atuar de forma a manter o caixa do time "negativo", ou seja: receber menos do que entregar. É necessário ter opções no ataque, jogadas ensaiadas, cobradoreS de falta, precisão nos cruzamentos, coragem para driblar, chutar em gol, que não tome gols dignos de video-cassetadas... etc!
Acontece que há anos, desde a primeira era KL no Flamengo, que o time se distanciou de uma equipe de futebol digna das tradições rubro-negras: Faltam brio, raça, vontade, vergonha na cara... Futebol! Entre outras coisas. Perdoem-me aqueles que, como eu, estiveram há uma semana no Maracanã, mas apresentar um pouco disso depois que a "bagaça foi pro brejo" não é digno de louvor. Isto é a essência, não a exceção!
Portanto, eu peço pela enésima, mais uma, vez, que alguém tome a responsabilidade, seja dirigente, jogador ou integrante da comissão técnica, de recolocar o Flamengo nos trilhos. Trilhos que foram percorridos por times imbatíveis como o de Zico & Cia nos idos dos anos 80, ou de operários, como o de Júnior & Cia em 92. Alguém, mas de preferência todos juntos. Não deve ser tão difícil, assim, fazer...
Um time que seja, ainda que limitado, aguerrido. Que nos dê realmente orgulho e, ainda por cima, sirva para ver os críticos terem que sorrir amarelo para narrar nossas vitórias, ao invés de servir ainda mais de motivo de chacota.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Mau -Olhado


A única vantagem de não estar disputando nem Libertadores e nem Copa do Brasil é poder secar com vontade e determinação. Secar com convicção e sem nenhuma culpa, sem medo de qualquer castigo divino que possa prejudicar o Mengão.
Hoje tá especialmente bom pra secar, de tarde sequei o Espanyol (por causa do Jônatas e por causa do Sarriá, antigo campo do Espanyol), depois sequei o Gaymio (nem precisava) e agora à noite é gang-bang da secação com Santas, Terceirene e Bosta jogando a sua sorte. Até agora tá todo mundo se fudendo.

Que perca o pior.


Mengão Sempre

terça-feira, 15 de maio de 2007

Contratações 2007 - balanço

Uma breve análise dos jogadores que foram contratados visando a temporada 2007.

Defesa

- Thiago Gosling: Chinelinho. Se atuou 45 minutos em cinco meses foi muito. Prejuízo pro Flamengo.

- Moisés: Jogador de técnica e temperamento abaixo da crítica. Não deve ter uma vida muito longa no Fla.

- Irineu: Titular absoluto da zaga armada pelo técnico Ney Franco. Esse é um dos jogadores que não joga nada mas tem cadeira cativa, com inúmeras oportunidades. Nos juniores, temos melhores opções.

- Luizinho: Veio pra ser banco do Léo Moura. No Cruzeiro ele não conseguiu se firmar, mas no Ipatinga chegou a fazer um certo sucesso. Como na nossa base não temos uma grande promessa nessa posição, Luizinho continuará no clube, apenas fazendo figuração (em tempo: não agüento mais o Léo Moura; acho que o seu prazo de validade no Fla está vencido).

Meio-campo

- Claiton: Contratado para preencher a lacuna do setor direito do meio-campo. Não deu certo. A mesma análise do Irineu vale pro Claiton.

- Jaílton: Jogador que teve poucas oportunidades no time titular. Nessas poucas chances, não foi muito bem na final do Carioca. Mas se trata de um valioso jogador de meio-campo, que sabe marcar, dar um bom passe e um bom lançamento.

- Gerson Magrão: Se atuou 25 minutos no time titular foi muito. Jogador que chegou para ser reserva do Juan na lateral-esquerda. No entanto, com o tempo, perceberam que a real posição dele é o meio-campo, na armação. Nem seria justo da minha parte avaliar um jogador que eu não conhecia e que em cinco meses quase não jogou. Se não for utilizá-lo / testá-lo, melhor liberar o cara.

- Léo Salino: Segundo o pessoal de MG, Salino era o jogador mais importante do Ipatinga. Seria mentira da minha parte dizer que ele teve inúmeras chances. Nas poucas oportunidades que teve ele foi apenas nota 5. Talvez, ele ainda não esteja totalmente adaptado a megalópole chamada Rio de Janeiro. Com tudo isso, esperaria mais um tempo para chegar numa conclusão definitiva sobre ele.

- Advaldo: Analisando de fora, acho que a sua contratação foi uma cavada de empresário. Foi o chamado "contrapeso". O garoto não teve chances. Não posso afirmar se ele é bom ou ruim, infelizmente.

- Juninho Paulista: Nem preciso fazer uma análise de sua passagem no Fla em 2007. Para muitos, o maior responsável pela eliminação do time na Copa Libertadores.

- Léo Lima: Jogador de temperamento difícil e de um futebol pouco objetivo. Apesar de todos esses defeitos, ele foi pouquíssimo aproveitado.

Ataque

- Leonardo: Chegou na Gávea após fazer um bom Campeonato Brasileiro em 2006 defendendo o Paraná. Em forma, é um ótimo atacante, pois sabe cair pelos lados do campo e sabe jogar enfiado na área. Infelizmente sofre de um problema crônico no tornozelo, mas se melhorar, poderá ainda ser bastante útil nesta temporada.

- Souza: Na minha opinião, a melhor contratação do ano. Vice-artilheiro do Brasileirão em 2005 e artilheiro isolado em 2006. Teve um início um pouco instável no Flamengo, mas aos poucos foi se firmando e marcando seus golzinhos. É só isso que esperamos dele. E Souza vem executando bem essa função. Há tempos nosso ataque não tinha um jogador de referência na área.

- Roni: A mesma análise do Irineu e do Claiton vale pro Roni. Sem mais.

Esses aí foram os que eu lembrei. Me avisem se eu esqueci algum jogador contratado para a temporada 2007.

Resumo da ópera: dos 14 contratados, apenas três agradaram (Jaílton, Leonardo e Souza).

Torcida do Mengão já se prepara para a Libertadores 2015




Mengão Sempre

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Kit desgraça

Estréia do Flamengo no (difícil) Campeonato Brasileiro. O jogo é em casa, no Maracanã, contra outro time grande, o Palmeiras. O público? 7 mil pagantes...

Isso é vergonhoso. A diretoria tem que entender que jogar no Maracanã para um público inferior a 15 mil pessoas é como atuar num campo neutro.

Cobrar R$ 25,00 é um absurdo!

Vejamos bem, R$ 25,00 é apenas o valor do bilhete. Vamos supor, por exemplo, que um pai de família resolva levar a mulher e o filho de 14 anos ao Maraca para assitir uma partida de futebol numa tarde de domingo.

Pai = R$ 25,00
Mulher = R$ 25,00
Filho = R$ 12,00 (meia entrada)
Biscoito p/ filho: R$ 2,00
Guaraná p/ filho: R$ 2,00
Cerveja do pai: R$ 3,00
Cerveja da mãe: R$ 3,00
Passagem de ônibus (ida e volta): 4,00 + 4,00 + 4,00 = R$ 12,00

Total: R$ 84,00 (oitenta e quatro reais)

Após desembolsar R$ 84,00 a família ganha de brinde: o empurra-empurra para comprar os ingressos, os banheiros sujos, o espetáculo com atores de nível secundário (vide Roni, Irineu, Claiton,..), a saída tumultuada do estádio (com os marginais fazendo arrastões) e etc.

Resumindo, um kit desgraça custando oitenta e quatro reais.

E você, torcedor, o que faria com R$ 84,00?

É a hora de começarem a utilizar a inteligência. Afinal, quem sai perdendo não é só o torcedor, é também o Flamengo, eu acho.

Quem, eu me preocupar?

Não entendo nada de futebol. Nunca entendi e arrisco dizer que jamais vou entender. Mas não me envergonho de fazer parte dessa maioria ignorante, pra ser sincero nem me importo muito. Meu interesse é, e sempre foi, entender de Flamengo. E nessa vida muita coisa o Flamengo já me ensinou. Uma das maiores lições veio mesmo desse tipo de Campeonato Brasileiro por pontos corridos, onde as campanhas do Mengão permitem que qualquer bocó descubra sozinho que o melhor método pra não se estressar durante 8 meses é viver um dia após o outro. O Flamengo hoje está na porta da zona mas na quarta-feira pode não estar mais.

É evidente que a atuação do Flamengo merece críticas, vaias e esporros porque apanhar do porco em casa tomando 4 gols de pelada é RIDÍCULO. Entretanto, estou achando a reação de parte da torcida exagerada. Se na primeira rodada já tem gente cortando os pulsos a tendência é terminarmos em rituais de suicídio coletivo à la Jim Jones. Haja suco de uva! Calma aí, pessoal. São 38 rodadas nesse campeonato, são mais jogos que 7 Copas do Mundo disputadas até a finalíssima, ainda falta muito pro filme acabar. E todo mundo sabe do que o Flamengo é capaz, não me obriguem a falar bem do time porque os caras hoje não merecem.

Está comprovado cientificamente que torcer pelo Flamengo é uma experiência multisensorial coletiva e assim como eu não tenho mais o menor saco pra escrever sobre táticas, elenco e Nei Franco acredito que ninguém mais agüenta ler sobre isso. As críticas de fevereiro vem sendo republicadas mensalmente e nada muda lá nos domínios do nosso Rinus Michel. O cara disse que íamos disputar a ponta da tabela e já estreou levando coça. Não é nem preciso dizer que a batata dele já está dourada.

E aí, digamos que mude o técnico. Ele vai poder fazer o quê? Vai trazer um caminhão de jogador do ex-clube, vai fazer uma faxina étnica no elenco? Meus amigos, aconteça o que acontecer, pela nossa estréia tudo indica que o Brasileiro 2007 será de arrancar os cabelos. Mas a primeira partida não quer dizer muita coisa. É melhor esperar um pouco mais antes de atear fogo às vestes ou tramar o assasinato de César no Senado.

Eu acho que pra torcida tá cedo pra se preocupar tanto assim, muita coisa ainda vai acontecer. Se formos bem pessimistas, mas muito pessimistas mesmo e nos convencermos que o Flamengo disputará a fuga do rebaixamento, a primeira rodada foi um sucesso. Escapamos outra vez.


Mengão Sempre

Tempo perdido

Em um dia das mães, alguns compromissos ganham prioridade e, por isso, vi pouco - bem pouco - da derrota de hoje. Apenas um trecho mais pro fim do segundo tempo, quando saiu o quarto gol do Palmeiras. Então, não posso falar com grande propriedade da partida.

Mas nesse pouco que vi, pude ver Léo Moura recebendo a bola na intermediária de ataque, bem pelo meio, bem longe de sua posição original. É algo que já tinha visto no jogo contra o Defensor: ele volta e meia se colocando como meio-campo, enquanto Claiton ocupava a lateral. Não é esquisito? Um lateral jogar na meia e um meia de lateral?

Até é, mas me lembrou outras tantas revoluções táticas que já vi neste time. Como o meia destro Renato Augusto jogando de ponta esquerda; ou o time com dois laterais esquerdos, Angelim e Juan, contra o Defensor. São coisas estranhas que acontecem, você não entende bem por quê, mas daqui a pouco somem.

Existe uma descrição que cabe bem em equipes em que coisas assim acontecem: time de pelada.

* * * *

Do início do ano até um determinado momento da temporada, nós tínhamos um time que parecia promissor e aplicado, com alguns problemas mas também com qualidades reconhecidas por todos - dentre essas, destacavam-se as jogadas pelas laterais com nossos "alas". Dos problemas, cito os espaços na defesa e um especialmente irritante pra mim, a falta de organização e eficiência na saída de bola, algo crônico.

Com o time jogando assim, tivemos alguns momentos de futebol interessante - contra o Paraná aqui e lá, contra o Boavista (perdemos um caminhão de gols, mas criamos muito), o primeiro tempo contra o Maracaibo, enfim. Aí, aconteceu de nos classificarmos com antecedência para as fases seguintes do Carioca e da Libertadores. Começamos a jogar com o time reserva e, mesmo quando tínhamos os titulares, a concentração não era a mesma. Foi um tempo perdido na temporada.

Há pouco, voltamos a ter algo sério com que nos preocuparmos: as finais do Estadual, as oitavas da Libertadores. Mas não se começa a jogar bem simplesmente porque se quer, o time tem que estar acostumado com isso. E o fato é que o que vemos são os antigos problemas permanecerem lá - a zaga tá aberta, a saída de bola não existe - e o que tínhamos de bom parece que se perdeu após este tempo. Nestes últimos jogos vimos mais foco, mais vontade, mas não dá pra dizer que tivemos um time jogando bem, com jogadas organizadas, boa movimentação, enfim. O Flamengo não sabe girar o jogo de um lado pro outro, os laterais não têm apoio quando recebem a bola, as jogadas se afunilam o tempo inteiro... De vez em quando aparece algum resquício do trabalho anterior, como o segundo gol do Renato contra o Defensor, numa jogada ensaiada que já vimos se repetir ao longo do ano algumas vezes. Mas são espasmos, o time não tem consistência, não consegue se manter em um sistema com eficiência por mais do que 15 ou 20 minutos seguidos.

O tempo perdido está pesando. Foi um período em que o time perdeu o ritmo de jogo à vera, de tanto relaxar em jogos em que se achava que pouco estava em disputa; e com muitas mudanças táticas e experiências múltiplas que não deixaram como herança várias opções treinadas a serem utilizadas, mas sim uma impressão forte de desorganização generalizada.

Bom, acho que Ney Franco deu mole nisso tudo. Mas não sou a favor de sua saída; seria jogar fora tudo o que se fez no ano, desde a montagem do elenco, e passar atestado de incompetência pra se planejar uma temporada. Além do mais, seria pra colocar quem? Joel?

Mas nosso treineiro precisa agora recolocar seu trabalho nos trilhos. Parece que ao menos chegou a uma formação básica para o time; pois que insista nessa estrutura, lhe dê conjunto e ritmo e trabalhe focado nos problemas da equipe. Está na hora de percebermos que há uma evolução de jogo pra jogo, que o que estava errado na partida anterior está um pouco melhor nessa, e assim por diante. O Brasileiro é uma competição longa, que exige consistência e regularidade; invencionices a cada rodada não funcionam, a receita é concentração constante e simples trabalho. Espero que Ney Franco confie no dele.

* * * *

Mais um gol do Renato Augusto de fora da área. Espero que meu palpite, que dei aqui várias vezes, esteja mesmo certo. Eu sempre achei que ele sabe chutar (eu vi ele chutando antes de subir pros profissionais, caramba), mas se perdia por ansiedade e nervosismo na hora de concluir. Pegando confiança, vai começar a acertar com mais frequência.

domingo, 13 de maio de 2007

E la nave va !

Fomos goleados por um time que sequer se classificou pra semifinais do glorioso campeonato paulista. Um time que não venceu nenhum clássico esse ano. E o que é pior, um time que partes dos jogadores não se identificam com o clube, no meu modo de ver.

O Roni me dá saudades do Negreiros, Dimba e Dill. Léo Lima, do Fábio Baiano e do Rodrigo Mendes. Irineu, do Fernando. Mas o que me intriga não é nem o Claiton, que mais parece professor de academia com aquela faixa e a necessidade de motivação, nem o Renato que só demonstra raça quando quer. o que me intriga é a função tática do Léo Moura, afinal ele não chega a linha de fundo pra cruzar, não marca, deixando o lado direito um deserto e agora tende a ir para o meio ocupar a função de volante, sem contar as firulas. O léo Moura me dá saudades do Maurinho.

Sou a favor de ir colocando a garotada pra jogar, basta o Adílio dar umas dicas pro Ney Franco, afinal, o Mezenga não é jogador de ficar marcando, pelo que sei ele é centroavante, e dos bons, mas entrou pra marcar o lado direito do Palmeiras. E por quê ? Porque o Léo Moura não.

Aliás, a única coisa que o Léo Moura tem feito ultimamente é me passar raiva.

PS: Não venho exigir raça, pois como disse o Paulo César Vasconcelos em seu blog, no Flamengo, raça não é virtude, é obrigação.

PS2: Alguns jogadores não merecem a torcida que o Flamengo tem.

Saudações Rubronegras

COMEÇOU O CALVÁRIO

Amigos, não se iludam.

Não adianta pedir a cabeça de ninguém.

Trocam o técnico, os jogadores, atrasam os salários, pagam os salários, entra ano, sai ano.

Podem até colocar o Zico na presidência, depois de um firme e sincero comprometimento político – só concebível na imaginação – que una todo o clube.

E a capacidade para dar vexame em cadeia nacional continuará a mesma.

Um conselho: não comprem o guia do Campeonato Brasileiro, elaborado pela Placar.

Nada contra a revista. O trabalho é ótimo, feito com o zelo e o profissionalismo de sempre.

O problema é ver o Flamengo despencando ano a ano, como em um abismo, no ranking dos melhores da competição.

Ver quase todas as campanhas, de 1993 pra cá, terminarem com saldo de gols negativos - e a superioridade de vitórias sobre vários grandes, no número de confrontos, virar pó.

Quem quiser que fique à vontade para as análises táticas.

Prefiro repensar meus planos de dirigir 200 quilômetros para assistir à partida contra o Goiás.

FLAMENGO X PALMEIRAS no Campeonato Brasileiro

Jogos: 37
Vitórias: 12
Empates: 13
Derrotas: 12

V = 32% E = 35% D = 32%
Gols Marcados: 44 Gols Sofridos: 44
Maior período sem perder: 9 jogos (1983 a 1990)
Maior período sem ganhar: 6 jogos (1995 a 2000)
Maior vitória: 6x2 (1980)
Pior derrota: 1x4 (1979)
Resultados mais comuns: 1x1 (8 vezes)
Jogadores do Flamengo com mais gols: Tita (5).

Primeiro jogo: 19/9/1971 Palmeiras 1x2 Flamengo

Time: Ubirajara Alcântara, Aloísio, Fred, Reyes e Paulo Henrique; Liminha e Renato (Luís Alberto); Rogério, Samarone, Zico e Rodrigues Neto.
Gols: Samarone e Rogério.

Último jogo: 8/10/2006 Palmeiras 3x1 Flamengo [900]

Time: Bruno, Leonardo Moura, Renato Silva, Rodrigo Arroz e Juan; Paulinho Mineiro (Léo Oliveira), Renato, Renato Augusto e Toró (Léo Medeiros); Obina e Sávio.

Gol: Obina.

Duas vitórias marcantes

22/10/1994 Flamengo 2x0 Palmeiras
Time: Gilmar, Charles, Gélson, Índio, Paulo Paiva (Marçal) e Jura; Fabinho, Marquinhos e Rodrigo Mendes; Nélio (Paulo Nunes) e Sávio.
Gols: Sávio (2).

O Palmeiras era o líder invicto do campeonato até este jogo. O Flamengo, mesmo estando mal, fez uma partida digna de seus grandes momentos, com uma atuação impecável de Sávio, que fez os dois gols.

13/4/1980 Flamengo 6x2 Palmeiras
Time: Raul, Toninho, Rondinelli, Marinho e Júnior; Carpeggiani, Andrade e Zico(Reinaldo); Tita, Nunes e Júlio César (Adílio)
Gols: Tita, Zico, Zico, Toninho, Tita e Nunes.

A vingança é doce. No ano anterior o Flamengo fora eliminado justamente pelo Palmeiras, tomando uma sonora goleada de 4x1 em pleno Maracanã, os paulistas dirigidos por Telê Santana. Quis o destino que os times voltasse a se confrontar menos de seis meses depois. O Flamengo ansiava pela vingança. Cláudio Coutinho pôs os reservas jogando como o Palmeiras, e os titulares acabaram goleados por 6x3 no treino. Coutinho aprendeu a lição, e o time das maiores partidas que eu vi. Um verdadeiro rolo atropelou os palmeirenses, chegando a abrir 5x0. Eles diminuíram para 5x2, mas ainda faltava o gol derradeiro de Nunes para fechar o placar.

Revista Placar, 1980: Tita abriu o show de bola com um gol de cabeça. Era a centelha que faltava para fazer o time explodir. Aí foi aquele massacre que se viu. Dorme tranqüila, galera: teu Mengo está vingado.

Boa sorte a todos

É o que desejo à nossa Nação, ao nosso time, comissão técnica, dirigentes, etc. Sorte sim, pois é preciso que tenhamos durante o campeonato. E competência, aplicação e, sobretudo, raça. Com raça, nossa torcida comprará a briga, e aí a coisa vai complicar pros outros.

Irei nas palavras do Tiago, mas completarei. Eu quero ver gols, mas acima de tudo quero ver 3 pontos. Temos que fazer o resultado. Temos que ganhar, ganhar, ganhar. Se for de meio a zero, ótimo. E tem que ser desde o começo. Ontem o Arthur Muhlenberg me alertava: "o fruzinho já tem uma das defesas mais vazadas do Brasileirão"....sim, na primeira rodada. E é assim que deve ser nossa concentração, nosso comprometimento.

Espero que seja um Brasileirão com bons frutos. Pra quem viu e viveu o início de 2006, jamais diríamos que ganharíamos 2 títulos em menos de 1 ano, e ainda alcançaríamos uma Libertadores. Creio que devemos deixar os caras trabalharem. Continuidade. Mudar agora de nada adianta. Pra pegar quem? Joel? Lula? Eu, particularmente, vou de NF. Como sempre friso, é a minha opinião, e por ela assino embaixo.

Aproveito para abraçar e beijar todas as mães rubronegras, desejando-lhes muitas felicidades e um excelente domingo.

Flamengo Net

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