sexta-feira, 30 de abril de 2010


PAPO DE SEXTA - Luciana Zogaib

Muito já se falou do jogo de quarta mas também não posso passar em branco, afinal foi muito bom rever meu Mengão com cara de Mengão.
Teve de tudo, temporal, jogo feio, garoto expulso, o gordinho de lá apagadinho, o gordinho de cá dando sinais de ressucitação mas o principal foi mesmo a raça rubro-negra e a mística do manto sagrado.
Ganhamos na base da raça mas pela primeira vez esse ano vi uma proposta tática de verdade e não um bando de malucos correndo desesperadamente atrás de um gol.
Ronaldo não disse a que veio no Maraca e foi realmente vexaminosa sua atuação. A imprensa jogou na conta dele mas fato é que o Corinthians como um todo não jogou absolutamente nada. Desde os primeiros minutos de jogo já estavam preocupados em fazer cera e acabaram, mesmo que com um homem a mais, com um gol a menos no placar.
Adriano não fez uma bela partida mas já movimentou bem mais e acabou sendo decisivo no penalti bem batido. Poderia ter se consagrado se tivesse acreditado mais na jogada que recebeu livre e acabou cabeceando em cima do goleiro.
David e Romulo merecem destaque especial, jogaram muito, principalmente o primeiro.
Agora é manter o foco, montar uma bela tática para não apenas segurar resultado e ir pra cima deles. No sapatinho, nada ganho ainda, mais 90 minutos de muita tensão. Temos que aproveitar a nossa principal vantagem que foi a de não tomarmos gol aqui, portanto, é fazer um golzinho e complicar a vida deles. O melhor lema acho que será aquele de que a melhor defesa é o ataque. Caso contrário, temo pelo meu pobre coração.
Semana aparentemente tranquila, espero que seja muito proveitosa nos treinamentos e que a concentração seja total. Assim, ninguém segura o Mengão.
E vamos lá, espero conseguir estar lá no estádio. Tudo dando certo depois conto minha aventura pra vocês.

DCF
SRN

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COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat

O time para o jogo de quarta-feira

Há motivos para otimismo, mas a vaga do Flamengo na a próxima fase da Libertadores não está garantida. O 1x0 foi bom, mas não o bastante pra deixar ninguém tranquilo. Mas ela pode ganhar peso se Rogério e todo o time entenderem onde está a maior vantagem do placar conseguido no Maracanã.

Não é a vantagem de um gol o grande negócio - e sim o fato de que, se o Flamengo fizer um, o Corinthians terá que fazer três. O que me leva ao seguinte raciocínio: se o Flamengo entrar em campo pensando em fazer seu gol e conseguir, deixará o Corinthians pressionado e a vaga bastante encaminhada; por outro lado, se ficar atrás desde o início pensando apenas em não levar nenhum gol, com um só erro ficará numa situação complicada e poderá aumentar a vantagem que o Corinthians tem de jogar diante de sua torcida - pois deixar o adversário pressionar em campo pode estimular a torcida a pressionar fora dele.


Rogério pode, claro, estar planejando fazer o tal golzinho que deixaria a vaga mais do que encaminhada num contra-ataque. E por isso deve escalar mesmo Vinícius Pacheco - que é mesmo bom pra puxar este tipo de jogada, quando funciona mais como atacante do que como meia - no lugar de Michael e manter mais ou menos a mesma proposta do Maracanã. Que, afinal de contas, produziu um bom resultado.

Mas vamos lembrar dos dois jogos anteriores em que a formação utilizada foi basicamente a mesma da última quarta. Contra Vasco e Universidad Católica - times em tese mais fracos que o Corinthians -, os adversários marcaram no campo do Flamengo e aproveitaram que o time basicamente não tinha jogadores que saibam passar a bola (não falo nem apenas de capacidade técnica, mas de estilo mesmo) para conseguir recuperá-la seguidas vezes ainda no ataque. Tiveram toda a posse de bola e colocaram o então time de Andrade sob pressão quase que o tempo todo. Mesmo o Botafogo, que sempre joga bem mais atrás, enfrentou o Flamengo neste mesmo esquema e chegou a conseguir pressionar. Imaginem agora a situação se repetindo no Pacaembu lotado.

Pois eu acredito que o Corinthians não correrá riscos demais logo de cara, pois não é do feitio de Mano Menezes, mas vai tentar pressionar o Flamengo na saída de bola. Ou Rogério encontra um jeito do time ter uma válvula de escape ou terá que torcer demais para que se repitam a quase perfeita atuação de seus defensores e a total ineficiência do ataque corintiano que vimos no jogo de ida. Me parece risco demais.

Eu preferiria adiantar a marcação e tentar fazer com que o time tenha mais a posse de bola, para esfriar o ritmo e evitar que a torcida corintiana entre no jogo. Mas mesmo que Rogério queira armar o time recuado e imagine um contra-ataque resolvendo a parada, o Flamengo vai precisar de quem saiba passar a bola, para que ela saia da defesa em boas condições para alguém puxar o tal contra-golpe decisivo. Por isso, eu não consideraria uma escalação que dispensasse a presença de Kléberson e Petkovic - ao menos um dos dois.

Pelo visto, não é o que acontecerá. Torçamos para que a semana de trabalho seja boa e que tudo dê certo.






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Agora que comentei um pouco do time titular que Rogério usou no treino de hoje, vou só mencionar o reserva: Marcelo Lomba; Fierro, Wellinton, Rodrigo Alvim e Everton Silva; Toró, Michael, Ramon e Petkovic; Denis Marques e Bruno Mezenga.

Rogério, meu caro: não vejo como um time com esta escalação atuar de maneira minimamente parecida com a do Corinthians que o Flamengo enfrentará na quarta.


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Atualizando, pois só li isso depois: Com volta de Alessandro, Timão treina marcação pressão para a "final".

Está claro que a marcação na saída de bola de que eu falava vai acontecer. E reparem que, ao contrário do que Rogério fez hoje, Mano Menezes anda simulando em seus treinos o adversário que enfrentará.


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Atualizando de novo: bem, eu fui apressado em escrever e parece que Rogério, afinal, pode ter pensado em simular o Corinthians e sua marcação pressão no treino de hoje. É pra aprender a não escrever de orelhada, algo que eu costumo tentar não fazer.

E ainda foi bom saber que o time, como não joga domingo, treina normalmente. É um bom passo para a semana de treinos render.

• ANDRÉ MONNERAT trabalha com Marketing e Internet e escreve também no SobreFlamengo (sobreflamengo.blogspot.com e twitter.com/sobreflamengo)


A escolha de Lourenço

Não sei como o nosso treinador escalará o time para a partida da próxima quarta, no Pacaembu. Com a ausência de Michael, suspenso, Rogério tem um pequeno leque de opções para o preenchimento da vaga. A escolha, dependerá do plano de jogo que ele pretende adotar. Eis as opções:

Vinicius Pacheco - Jogador rápido e propício para jogar em contra-ataque rápido. Teríamos três válvulas de escape para isso: o próprio VP, e os alas Juan e Léo Moura - que ganham mais liberdade para apoiar com a entrada do Rômulo.

Ponto positivo: maior velocidade e maior poder de contra-ataque, levando também em consideração que o miolo de zaga do Corinthians é lento.

Ponto negativo: não tem capacidade para cadenciar o jogo e esperar o tempo passar.

Petkovic - Jogador mais inteligente do elenco, capaz de ler bem o jogo e de matar a partida numa 'bola parada'. Seus lançamentos também poderão fazer a diferença. Com Juan e Léo Moura atuando nas alas, mais o Willians dando um suporte nos contra-ataques, creio que no quesito velocidade a equipe já estará bem servida.

Ponto positivo: experiência, cadência de jogo, 'bola parada', lançamentos e passe.

Ponto negativo: não tem fôlego para jogar intensamente os 90 minutos.

Kleberson - um misto de Vinicius Pacheco e Petkovic. Não tem toda a velocidade e o estilo 'agudo' do Vinicius Pacheco e não tem a cadência e lucidez do Pet. No entanto, ele consegue alinhar as características desses dois jogadores mencionados numa menor escala. O diferencial é o poder de marcação. Se Kleberson não é um Maldonado da vida, ao menos é muito mais competente para desarmar em relação às duas opções anteriores.

Ponto positivo: experiência, poder de marcação, lançamento e passes (esses dois últimos atributos em menor escala em relação ao Pet). 

Ponto negativo: pode não ser o jogador ideal para uma partida que promete ser tão 'pegada' e 'pilhada', se é que vocês me entendem.

Eu iria de Petkovic. É o tipo de jogo em que o gringo arrabenta, especialmente fora de casa e na terra da garoa.

Apesar da minha preferência, confio na capacidade do Rogério Lourenço. Ele mais do que ninguém saberá escalar bem a  equipe.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Entre a Taça e a História, a História

*Por José Eustáquio Cardoso

Um certo e poderoso senhor, tão poderoso quanto mesquinho, e de mesquinhez medida pelo próprio autoritarismo, como se fosse um obscuro e elíptico personagem emerso das páginas de “1984”, de George Orwell, acaba de editar um decreto, segundo o qual o passado não é passado, o que houve não houve, e o que não aconteceu aconteceu. Imagina-se tão poderoso, que em seus delírios julga poder apagar a História ou substituí-la por outra, amoldada a seus interesses de ocasião.

E esse decreto seu não passa de um papel em que com carregadas tintas de ódio e despeito escreve, como que para não deixar dúvida de sua natureza, uma pífia vingança. Vingança, aliás, que, até para apressadamente contrariar o provérbio – que são provérbios para esse arrogante senhor? – e assegurar-se de que comeria o prato quente, tratou de exercer logo no dia seguinte àquele em que, com o voto, entre tantos outros, do protagonista do passado que julga ter extinto, viu contrastado seu poder, ousadia inimaginável para tão orgulhoso senhor.

Mas o que em verdade não consegue encobrir ou disfarçar com seu decreto é, primeiro, a incompetência da entidade que dirige, incapaz, em certo e longínquo ano, e embora de futebol se denomine, de organizar um simples campeonato de futebol; e segundo, a trapalhada que esta urdiu, ao imiscuir-se no regulamento da competição então organizada por treze clubes, já inconformada, como inconformado estaria para sempre seu futuro, atual e a seu próprio juízo perpétuo dirigente, com a inadmissível sombra que os últimos lhe projetavam e viriam a concretizar. Pois eis que, já estando em meio o campeonato, a contar com as maiores e melhores expressões de nosso futebol, como se quisesse extemporaneamente sanar a própria incompetência, inventou uma outra competição, de contendores dignos da segunda divisão que na realidade representavam, a que deu o eufemístico nome de módulo amarelo, em contraposição ao grupo de elite, que comporia, segundo ela, entidade, o que chamou de módulo verde. E inventou mais que, ao fim de uma e de outra competição, jogariam entre si os respectivos campeões e vice-campeões, sagrando-se campeão nacional – o campeão nacional que a incompetência não pôde em tempo figurar – o vencedor respectivo. Pois bem, os integrantes do grupo denominado com a risível expressão de módulo verde, ciosos de sua própria organização e inimaginada competência e conscientes mais da evidente superioridade, em relação aos componentes do outro grupo, concertaram entre si que não participariam de nenhum aviltante e espúrio cruzamento, pouco se importando com as consequências de sua pensada e bem refletida atitude, e certos, ademais, de que o legítimo campeão, o campeão sagrado pelo povo, o campeão da elite do futebol brasileiro seria, isto sim, o vencedor de sua própria competição.

Ora, rebeldia de tamanha monta, audácia de tão grande repercussão certamente que calaria fundo nos brios e no orgulho do arrogante senhor, que, assim, vinte e três longos anos depois de ter ruminado o que certamente denominou de insolência e apenas um dia depois de não ter engolido outra, decretou solenemente: – O campeão brasileiro de 1987 é o campeão brasileiro da segunda divisão! E a taça de bolinhas, em consequência, fica definitivamente com quem em segundo lugar no tempo conquistou por cinco vezes o campeonato brasileiro!

E assim, de uma penada ou de um arroto, julga ter apagado todas as manchetes de jornais e revistas e calado todos os gritos de gol dos locutores de rádio e televisão. Imagina ter arrancado e jogado ao lixo páginas e páginas de livros de História escrita com técnica, força, garra, valentia e competência futebolística. Em mais um e apoteótico delírio, sonha ter rabiscado inscrições de camisas e estandartes e abafado todos os gritos e a perpétua aclamação de trinta e cinco milhões de gloriosas gargantas!

– Ora, imprezado senhor, fique Vossa Senhoria com seus delírios e prepotências. Taça, de bolinhas ou de quadradinhos, conquanto possa constituir, reconheça-se, materialização de uma conquista, não passa, em verdade, de um símbolo. Pois esse símbolo não nos faz falta, nós os temos de sobejo, e nosso verdadeiro símbolo pulsa em nosso coração e lateja como rubro-negro sangue em nossas veias. Fiquem Vossa Senhoria e aqueles que direta e indiretamente se beneficiaram de sua insensatez com esse objeto. Sirvam-se dele os invejosos e incompetentes e portadores de má-fé intelectual para tentarem, na mão grande, arrebatar nossas lídimas vitórias e conquistas, que tanto mal lhes devem fazer. Nós, de nosso lado e do lado dos justos, entre um objeto e a História, ficaremos com a História.

Porque a História não é escrita por trôpegas e apressadas letras de perdedores, é forjada no carinho do tempo pela coragem dos triunfantes. Porque a História não se escreve com símbolos e muito menos com objetos. A História se escreve com tintas de suor e sangue, e estes, ainda que ressequidos pelo tempo nos gramados do País, hão de gritar pelo tempo e para sempre quem foi e é o verdadeiro campeão. E esse grito, arrogante senhor, há de reboar pelos estádios e incomodá-lo para sempre e para sempre povoar seus pesadelos de consciência, se não atormentada (que tanto não se pode esperar), pelo menos molestada: – FLAMENGO HEXACAMPEÃO!


Niterói, 19/4/2010

VOCÊ NÃO VAI PASSAR!!EU VOU!!!




O país inteiro, a Folha de São Paulo, os comediantes de stand up da Bandeirantes e até o segurança do meu trabalho cravaram: vitória do Corinthians. Fácil. Fácil. Como o poderoso Sauron, do livro O Senhor dos Anéis, o Corinthians levantou-se sobre toda Terra-Média Futebolística disposto a ser rei.

Mas no meio do caminho havia o Mengo, havia o Mengo no meio do caminho.

A cada ataque que o estranho (e enorme) Gollum adversário vinha todos os orcs e trolls estufavam o peito para berrar my precious, my precious... Porém, à sua frente não havia Aragorn, mas os humildes hobbits do Condado Rubro Negro (humildes, sem nome de grife e aparições em comerciais na TV aberta): Angelim e David Bolseiro olharam bem para o traíra e gritavam a cada roubada de bola: VOCÊ NÃO DEVE PASSAR.

E não passou.

Após a palhaçada dispensável do nosso Michael Boromir - que não vou comentar pra não estragar o post - tudo parecia perdido com as chuvas e os cavaleiros do Corinthiansauron em sua incansável busca pelo gol que complicaria as coisas. Mas os nossos bravos hobbits gritavam: YOU SHALL NOT PASS!

E ninguém passou.

Para muitos o empate parecia o melhor resultado, mas o Flamengo resolveu ser o avatar da justiça futebolística. Não deixaria que o termo "empate" fosse novamente usado após o absurdo da semana. E assim, outro hobbit que anda desapercebido pegou a bola e falou: EU VOU PASSAR! Covardemente, o orc adversário não quis. PÊNALTI e gol.

Quer ver a gente passar agora?

Essa jornada só está começando. Falta muito ainda. Ganhamos o primeiro jogo, mas estamos só começando. Na semana que vem, não teremos a sorte de termos uma chuva que nivelou tecnicamente um time mais entrosado e em um momento melhor com a gente. Na raça, vencemos. Na próxima quarta, Rogério, nosso mago branco, terá mais UMA SEMANA pra treinar ao invés de dois dias. É a nossa chance de melhorar e começar a ganhar um padrão de jogo.

Vamos esquecer tudo que rolou de errado em 2010. O ano começa agora para a sociedade rubro-negra. É a vez do Corinthians gritar pra gente. Mas nós passaremos.

Eles duvidam? Melhor assim.

Invasão

*Imagem de Ivan Pantaleão do blog Aqui é Flamengo, Moleque!

Prezados amigos rubro-negros

Conforme o Alex Souteiro adiantou, venho por meio desta arquitetar um movimento de invasão ao Pacaembu. Mas antes, permitam-me explicar algumas questões, de maneira bem menos sucinta do que ele afirmou que eu faria :-)

O Maracanã é um estádio extremamente democrático. Isso é bom? De um modo geral sim. Mas não neste caso.

Por algum motivo desconhecido, nossa diretoria desrespeitou o usual acordo de cavalheiros que faz com que 10% dos ingressos seja destinado aos visitantes. Segundo consta, o Flamengo destinou entre 2500 e 2700 ingressos à torcida do Corinthians no jogo de ontem, o que equivale a um percentual de aproximadamente 3% da capacidade do estádio.

Pouco adiantou. A torcida do Corinthians é uma torcida que se orgulha de, sistematicamente, organizar caravanas de invasão ao Maracanã. Fruto da invasão de 1976, contra o Fluminense. Eles invadiram contra o Vasco em 2000 (tiveram cerca de 25% do estádio), invadiram contra o Fluminense em 2002 (quase metade do anel inferior). E invadiram ontem.

A torcida do Corinthians teve aproximadamente 25% do anel inferior ("geral vip"). Devia haver qualquer coisa entre 6 e 8 mil corintianos. É coisa para caralho. E era contra o Flamengo, a maior torcida do mundo. Ultrajante.

E por que isto aconteceu? Porque, como eu disse no começo do texto, o Maracanã e democrático demais.

A presidenta reservou 2 mil ingressos pra eles. Mas dos 66 mil ingressos vendidos, qualquer criança inocente sabe que uns 10 mil estavam na mão de cambistas, que revendem nos arredores do Maracanã. Ou seja, basta viajar em massa ao Rio de janeiro, ter os contatos certos e pronto. Você esta dentro.

Mas a recíproca não será verdadeira. O presidente Andres Sanches já prometeu retaliação ao Flamengo, fazendo com que sejam reservados apenas 700 ingressos à nossa torcida, no setor de visitantes. Eu disse SETECENTOS INGRESSOS.

Sinceramente, 700 cabeças é coisa de Sampaio Correia. Em plena época de "falácia do empate técnico", vamos mesmo permitir que o Brasil todo veja um bolinho de torcedores do Flamengo, quando a torcida deles no Maracanã estava enorme?

Pois bem. Minha sugestão é que arquitetemos uma invasão. Mas não uma invasão inócua, uma invasão retórica. Sugiro que façamos um movimento orquestrado como peças de xadrez.

Primeiro, descubramos quais os ingressos do setor imediatamente vizinho ao setor de visitantes (para que a massa fique uniforme). Depois, reunamos os integrantes dispostos a entrar nas filas SE FINGINDO DE CORINTIANOS, SE NECESSÁRIO. Neste sentido, a Fla Sampa assumiria papel fundamental no processo de logística e de quartel-general. Não sei quantos ingressos cada torcedor terá direito de comprar, mas se cada pessoa puder comprar 5 ingressos, 200 flamenguistas comprarão 1000 ingressos. Mais os 700 a que nossa torcida terá direito, e já melhoraríamos bastante nossa presença no estádio.

Acima disso, o céu é o limite. E O CEU É O LIMITE PARA A NAÇÃO RUBRO NEGRA.

Já o último passo seria comunicar a polícia que nossa torcida realizou tal feito, de modo a solicitar um cordão de isolamento, uma vez que teríamos invadido setores corintianos.

Quem se predispusesse a ir para a fila poderia inclusive comprar ingressos para flamenguistas de outros estádos, de modo que se pudesse organizar caravanas sem a preocupação de não haver ingressos. Eu, Vinicius, me predisponho agora mesmo a dormir na fila, se necessário for. Moro em São Paulo e dou tudo por eliminar o Corinthians em pleno ano do centenário. Dou tudo pelo bicampeonato.

Entraremos para a história.

Pensem bem. Até quando vamos assistir passivamente aos corintianos invandindo o Maracanã sem retaliação? ISSO AQUI É FLAMENGO, PORRA!! Segundo pesquisas temos quase 3% da torcida da cidade de São Paulo. O Santos, por exemplo, tem 6%. São cerca de meio milhão de flamenguistas na região metropolitana de São Paulo. Não conseguiremos 200 (ou 300, ou 500, quanto mais, melhor) rubro negros para organizarmos este movimento? TEMOS OU NÃO TEMOS A MAIOR TORCIDA DO MUNDO?

É isto. Na base da desfaçatez mesmo. Falemos "é nóis mano" e gritemos "Timão" na fila. Tudo em prol do xeque-mate. Tudo na estratégia, para não sermos desmascarados. Posso imaginar (é sonho, eu sei) 3 mil flamenguiistas no estádio, e os caras embasbacados com o barulho e a presença inesperada na Nação, pois achavam que haveria lá apenas 1/5 disto.

Agradeço pela paciência ao e-mail insuportavelmente longo, e desde já fico no aguardo da reação ao mesmo. Caso concordem, basta replicarmos para todos os sites rubro negros (como fazemos em tantas campanhas), e contactarmos a FlaSampa (posso fazê-lo), entidade-chave para o sucesso na empreitada.

SAUDAÇÕES RUBRO NEGRAS!!!

Vamos eliminar esses caras!!!!!!!!!!!!!


Sorry you didn´t see me, gambá



Pois é, teimosamente, continuamos na área.


E nada mais digo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Flamengo nas oitavas da Libertadores


Comente aqui o jogo.

FAITH!!!!

Vai descer pro playground?




Se existe um dia pra desejar Feliz Ano Novo, este dia é 28 de abril de 2010.

Finalmente vamos começar a jogar contra os times que realmente significam alguma coisa. Uma questão que é arduamente discutida em listas, blogs, etc. Uma questão que dá o direito de optar por jogar e golear times pequenos por 5x3, ou EFETIVAMENTE encarar uma Libertadores de frente, de peito aberto.

Eu vou na opção 2. Quero os grandes desafios, quero mostrar a grandiosidade do Flamengo em dias como hoje. A torcida fez a primeira parte do job. Vai lotar as arquibancadas. A torcida fará a segunda parte. Tornará o Maraca ensurdecedor.

Falta somente você, jogador, mostrar que veio pro playground sabendo como é a brincadeira.

Se o Flamengo for Flamengo hoje e quarta que vem, já era. Basta SER FLAMENGO.

E eu acredito que seremos. A Nação vai empurrar esse time ladeira acima, e vamos começar o ano com o pé direito.

Tenham FÉ.

Gritem.

Cantem.

É nosso dever cívico entrar em campo e sermos o décimo-segundo jogador.

FAITH!!!

CCM
DCF
SRN

E nada mais digo.

Alex do triplex no twitter: http://www.twitter.com/alextriplex

terça-feira, 27 de abril de 2010

A falácia do “empate técnico”
Por Vinicius Paiva

De tempos em tempos, o instituto Datafolha – estranhamente o único no Brasil que vem realizando pesquisas de torcida – gera polêmica com a divulgação dos dados que supostamente revelariam qual a cara da paixão clubística do brasileiro. No entanto, a forma com que os números foram apresentados em plena véspera de um Flamengo x Corinthians pela Libertadores me faz ter a certeza de que a intenção não era das mais nobres. Reitero: a FORMA com que os números são apresentados pode supostamente dar validade a uma situação inverídica. Manipula-se a maneira com que os dados são apresentados, e não os dados em si.

Foi com estardalhaço que diversos veículos da mídia, inclusive o GloboEsporte.com, replicaram o “empate técnico” entre Flamengo e Corinthians, por conta dos percentuais apresentados pelo Datafolha – respectivamente 17% e 14% (http://colunas.globoesporte.com/olharcronicoesportivo/2010/04/27/nova-pesquisa-datafolha-aponta-crescimento-corintiano/). Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o Flamengo SUPOSTAMENTE poderia variar até 15% (para baixo), ao cabo que o Corinthians ainda-mais-supostamente (pois jamais apresentou dados desta magnitude) poderia subir até 16%.

Ora, mas variações da margem de erro só demonstrariam um empate técnico fidedigno caso Flamengo e Corinthians ficassem se revezando na liderança. Se hoje desse Fla 16% a 14%, amanhã desse Corinthians 16% a 15% e assim por diante, realmente não se poderia dizer com certeza qual a maior torcida do Brasil. A questão é que isto nunca aconteceu. Os dados a serem divulgados pelo Datafolha mostram – como sempre mostraram – o Flamengo na dianteira, 3 pontos percentuais acima de seu rival.

Tem mais. No dia 04 de janeiro, apenas 3 meses e meio atrás, a mesma pesquisa do Datafolha mostrou a torcida do Flamengo numa esmagadora dianteira – 19% a 13% (http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=936). Não seria muito mais inteligente considerar a margem de erro em torno desta base? Assim sendo, variamos 2 pontos percentuais para baixo – de 19% para 17%, enquanto o Corinthians variou um para cima – de 13% para 14%. Apresentados assim, os números não parecem bem mais parciais?

Mas quando um instituto pega os dados de sua pesquisa e aplica O LIMITE DA MARGEM DE ERRO PARA BAIXO para o Flamengo, e o LIMITE DA MARGEM DE ERRO PARA CIMA para o Corinthians, de modo a publicar que “a torcida do Corinthians empatou com a do Flamengo”, à véspera do embate mais importante entre os dois clubes em suas histórias.... Para mim não passa de conversa para boi dormir. Ou melhor, para paulista dormir. Dormir o sono dos invejosos, o sono daqueles que sonham ser Flamengo e, por jamais terem conseguido, se utilizam de subterfúgios na desesperada tentativa de consegui-lo.

Vão plantar batatas. Invertamos a “racional lógica” da margem de erro (ou seja, aumentemos o resultado do Flamengo em 2 pontos percentuais, e reduzamos a do Corinthians em igual medida) e teremos um acachapante 19% a 12% - situação bem semelhante àquela verificada em janeiro. Será que mediante este quadro o Datafolha (e os outros veículos de mídia) seriam capazes de lançar a manchete “Torcida do Flamengo dispara e abre distância para o segundo colocado”?

A grande verdade é que a maioria absoluta dos dados históricos sérios mostram a torcida do Flamengo variando entre 15% e 20%, enquanto a do Corinthians se restringe a variações da ordem de 10% a 14% (http://www.rsssfbrasil.com/miscellaneous/torcidas.htm). Se o tal “limite do empate técnico” fosse usado a nosso favor tanto quanto ele é usado a nosso desfavor, poder-se-ia até mesmo dizer que nossa torcida é o dobro da deles.

Os dados completos ainda não foram divulgados. As informações, até o momento, são apenas do blog “Olhar Crônico Esportivo” – que tem credibilidade, é bem que se diga. Mas nada me convence de que dependendo da maneira com que a maquiagem é feita, a baranga branquela pode até se fingir de uma morena curvilínea. De qualquer maneira, aguardarei a divulgação dos dados por estado, por região e por sexo, e escreverei outra coluna assim que os mesmos vieram a público. Vejamos de onde o Datafolha conseguiu dizimar esta espécie que, todo o Brasil sabe, parece brotar do chão.

E-mails para a coluna: viniciusflanet@gmail.com
Twitter: @viniciusflanet

Alfarrábios do Melo

Olá, saudações flamengas a todos. O confuso cenário vivido pelo clube na semana passada mostra que o Flamengo, definitivamente, é uma instituição singular. Como ser flamengo é estar preparado para trilhar os caminhos mais tortuosos em busca da glória, deixo aqui uma passagem interessante, pra quem acha que no período mais vitorioso de sua história tudo foi róseo. Mas atenção, desde já saliento que estou perfeitamente ciente de que a postura daquele grupo era radicalmente diferente do que se vê hoje. Mesmo assim, aí vai o texto. Nos negritos, vídeos. Boa leitura.

Libertadores, o complicado início

1981. Após cerca de um ano e meio invicto em clássicos regionais (não amistosos), o Flamengo é derrotado pelo Botafogo de Zagallo (1-3), sendo prematuramente eliminado do Campeonato Brasileiro. A (relativamente) inesperada derrota acende forte crise na Gávea.

Na verdade, as coisas não andavam bem desde o final do Estadual de 1980, em que o time, mesmo sem perder nenhum clássico, não conseguiu o tetracampeonato. A perda do título (que muitos dentro do clube atribuíram a uma certa soberba) já havia feito o Flamengo iniciar a temporada sob pressão. Para complicar as coisas, o treinador Cláudio Coutinho havia aceitado convite do futebol norte-americano, dando lugar a Modesto Bría. A equipe ainda perdia o lateral Toninho (negociado com o exterior) e o atacante Júlio César “Uri Geller” (contundido). Além disso, os reforços trazidos em 1980, Luís Pereira e Fumanchu, não agradavam.

Durante o Brasileiro, o time sentiu demais a perda de Coutinho, que sabia como poucos dosar autoridade (pela sua origem militar) e capacidade de dialogar. Com seus principais jogadores disputando as Eliminatórias, o Flamengo jamais se encontrou, e apesar de alguns momentos de brilho esporádico (8-0 no Fortaleza, 2-1 no Atlético-MG), a equipe mostrava um futebol pífio, chegando a ser goleada por adversários medianos (0-4 Colorado-PR, 0-3 Paysandu). Perdido e sem conseguir encontrar a formação ideal (chegou a escalar um 4-3-3 com três volantes num jogo em Manaus), Bría não resistiu e deu lugar a Dino Sani.

Com Dino Sani, o ambiente na Gávea, que não era bom, deteriorou-se de vez. Mesmo com a volta de Zico, Júnior e Tita, o time seguiu empilhando atuações medíocres e a eliminação diante do Botafogo mostrou que, pelo menos num primeiro momento, era chegada a hora de renovar o elenco. Tita, seguidamente perseguido pela torcida, era um dos negociáveis, bem como Adílio, que simplesmente não conseguia render na ponta-esquerda, a ponto de se recusar a atuar na posição, entrando em atrito com Dino Sani. Como resultado, Adílio passou a treinar em separado. Luís Pereira foi negociado com o Palmeiras, trocado pelo ponta Baroninho, e Fumanchu não teve seu empréstimo renovado. Além disso, até a permanência do astro maior Zico era incerta, pois seu contrato estava prestes a vencer e o Milan acenava com uma proposta bastante agressiva para contar com o Galinho.

Vem o Estadual e o Flamengo inicia com vitórias, apesar da turbulência. Algumas boas notícias começavam a aparecer, como a renovação do contrato de Zico, a manutenção de Tita, a chegada do ponta Chiquinho, o bom futebol de Baroninho e a afirmação do jovem lateral Leandro, que tomava conta da posição. O rubro-negro vence o Vasco (1-0), faz uma vitoriosa excursão à Itália e parece encontrar seu caminho. Mas tropeços contra Bangu (1-1), América (0-0) e principalmente uma derrota para um time misto do Fluminense (1-2) voltam a azedar o ambiente. Cada vez menos prestigiado, Dino Sani cede e reincorpora Adílio ao elenco. A Libertadores está às portas, e o Flamengo volta a viver forte momento de incerteza.

O time estréia na Libertadores contra seu novo rival, o Atlético-MG no Mineirão. O heróico empate (2-2) dá sobrevida a Dino Sani, e é com o veterano treinador que o Flamengo conquista a Taça Guanabara, após pálida exibição diante do Botafogo (0-0), beneficiado por uma interessante combinação de resultados, e goleia o frágil Cerro Porteño (5-2), pela Libertadores. Mas a conquista do turno não ilude mais a torcida, os jogadores, a imprensa e a diretoria. Algo precisava ser feito, e rápido.

A primeira vítima foi mesmo Dino Sani. Perfeccionista ao extremo e dotado de temperamento difícil, Dino jamais conseguiu estabelecer boa convivência com jogadores e imprensa. Adepto de uma concepção de jogo mais defensiva (gostava de escalar Andrade e Vítor juntos no meio), tinha dificuldades para fazer render uma equipe mais acostumada a um futebol mais solto. As rusgas com Adílio também o ajudaram a perder prestígio dentro da Gávea. O time vencia, mais em função da fragilidade dos adversários do que de seu futebol. O Flamengo parecia sem alegria de jogar. Sem apoio da torcida (que o chamava de “Dinossauro”), dos jogadores e da imprensa, Dino viu-se em situação insustentável. E caiu.

A solução encontrada pela diretoria agradou em cheio ao elenco. Às voltas com seguidas contusões, Carpegiani havia se aposentado precocemente, e vinha trabalhando como auxiliar de Dino, disposto a seguir carreira como treinador. Muito respeitado pelo grupo, Carpegiani recebeu a tarefa de tentar devolver ao Flamengo a magia dos tempos de Coutinho. E desde o início se propôs a resgatar a filosofia de trabalho do antigo comandante.

Mas o início seria difícil. Na estréia de Carpegiani, o Flamengo recebe o Olimpia no Maracanã. Base da seleção paraguaia (campeã da Copa América dois anos antes) e com vários remanescentes do título mundial de 1979, o Olimpia era um adversário bem mais forte que o Cerro. Mas o Flamengo estava empolgado, e animado com os 40 mil no estádio começa a partida a toda pressão. Cria inúmeras chances de gol, e finalmente abre o placar com Adílio (ironicamente), após bola espirrada na área. O time segue em cima, mas não consegue ampliar. O castigo vem na segunda etapa. Cansado, o rubro-negro cede terreno, e numa bola chutada de longe o lateral Solalinde empata o jogo para os paraguaios. O Olimpia se fecha, o Flamengo tenta de todas as formas, mas não consegue chegar à vitória. No fim, o empate em 1-1 embola o grupo, com Flamengo e Atlético-MG liderando (4 pontos), seguidos pelo Olimpia (3 pontos). Mas o Flamengo agora teria que decidir a vaga fora de casa, enquanto seus dois adversários atuariam dentro de seus domínios (somente uma equipe se classificava). A situação na Libertadores estava delicada.

Naqueles dias de julho, o Flamengo ainda se encontrava imerso em um período de grande incerteza. Medidas haviam sido tomadas, mas poucos acreditavam que pudessem vingar. Vozes clamando por uma forte renovação ao final da temporada começavam a ganhar força. Na verdade, nem o mais religioso torcedor era capaz de imaginar o que estava por vir.

Do que o Flamengo, e só o Flamengo, era capaz.

(créditos vídeos: Flamuseu, BanguNet, usuários youtube ilustrissimo, gaddam852, alekmurdoch e alrossi)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

COLUNA DE SEGUNDA-FEIRA
Hermínio Correa


Hoje o colunista não vai falar de tática, de crise, de técnico, de treino, de jogadores que estejam de sacanagem ou com sangue nos olhos pela vitória.

Quarta há uma batalha. É dia de Flamengo em campo, de Maracanã lotado, de vozes, milhares delas, empurrando o Manto Rubro Negro para mais uma conquista.

Se a grandeza e a essência do que envolve ser "Flamengo" forem a campo quarta, essa torcida descerá a rampa do Bellini após o jogo ao som de nosso hino e de nossas canções de júbilo, festejando.

Depende dos jogadores? Sim. Mas depende também de todo e qualquer Rubro Negro, seja no Rio de Janeiro com seu ingresso na mão, seja espalhado por qualquer canto desse planeta. Depende de mim e de você.

Não cabe mais palavras. Cabe ação, vontade, torcida, raça. Cabe ser Flamengo.

É quarta!

Grande abraço, até segunda e Saudações Rubro Negras, sempre!

Parada Obrigatória

domingo, 25 de abril de 2010

11 em campo, alguém no banco, 40 milhões rezando

por Victor Esteves, direto do Buteco do Flamengo.

Seria muito bom se pudéssemos discutir o meio campo titular para este primeiro jogo. Se entra ou não o Pet de saída, se o Maldonado precisa ou não da companhia do Toró, se o Kleberson pode barrar o Michael. Ou se estivéssemos discutindo as “armas” que o banco de reservas nos provê. Será que o Ramon entrou em forma ? E a garotada das laterais, Galhardo e Jorbinson, terão alguma chance algum dia nesta equipe ?

Mas isso não pode ser feito. Primeiro porque alguns desses, nem inscritos estão na competição sul americana. Segundo porque não importa quem for escolhido para técnico, não há a menor chance deste ungido fazer alguma coisa até quarta feira. Portanto, a torcida deve estar mesmo rezando para o time não fazer nenhum papelão no Rio nesta quarta, e sabendo que o jogo que vai definir as coisas será o de São Paulo, na semana seguinte.

Assim, vamos ter que apelar para o sobrenatural. A única chance de passarmos por este momento crítico e superarmos um time que vem treinando e priorizando a Libertadores é que os 11 jogadores que estiverem em campo sejam possuídos pelo espírito do rubronegrismo, e coloquem nas pontas das chuteiras o seu coração. Pode até parecer piegas e romântico, mas o Flamengo já deu provas de que isso é possível. Não vou perder tempo discutindo se esses jogadores são ou não capazes disso. Ao entrar em campo, com a torcida majoritária ou não (o segundo jogo é em São Paulo), esses jogadores (eu ia escrever atletas) precisam estar conscientes de que não é um simples jogo. É uma prestação de contas com quase 40 milhões de pessoas que honram o Flamengo acima de tudo. Não podem estar preocupados com a comemoração ou com suas vidas pessoais. Nem com o próprio contrato, ou se vão ter chances de permanecer na Gávea depois disso. A história do Flamengo está, nesse momento, em suas mãos, pés e cabeças. As crises, como no ideograma chinês, são compostas de ameaças e oportunidades. É hora de espantar a ameaça e agarrar a oportunidade. Não é possível que uma instituição do tamanho do Flamengo não seja representada condignamente, seja por quem for, que vista o Manto Sagrado.

O presidente do time rival já deu declarações de que o Flamengo tem “dois ou três torcedores a mais”. A torcida adversária estará presente em massa no segundo jogo, e ainda ameaça uma “invasão”no Maracanã. Contra toda a racionalidade, precisamos mostrar a força da magnética no primeiro jogo. E que estes jogadores (quem sabe, um dia, atletas) sintam que esta torcida se fará presente, fisicamente e espiritualmente, nos milhões de apaixonados que estarão gritando e torcendo através da televisão, em todos os cantos deste país e do planeta. Entrem em campo como homens e poderão sair imortais, na memória coletiva desta Nação.

Mais a frente, poderemos discutir as medidas presidenciais, o planejamento que precisa ser feito para alcançar a hegemonia no futebol, qual o projeto de vida para o Flamengo e quem são os nomes ideais para ficar em campo, no banco e nos cargos. Agora, a hora é entrega, de superação, de colocar a cabeça na dividida, de acertar mais do que se erra, de dar um pique atrás de uma bola perdida, de passar a bola para o companheiro mais bem colocado, de suar sangue. Não importa o passado recente neste momento. Quem está na chuva é pra se queimar, diria um folclórico presidente do nosso adversário. Se vocês são o Mengão hoje, jogadores, honrem o Manto e agradeçam a oportunidade de entrar para a história do futebol. Não falem nada, joguem. Não se esforcem, atirem-se. A torcida perdoa muita coisa, menos a covardia e a omissão. Como dizia um dos nosso melhores frequentadores do Buteco do Flamengo, hoje em dia integrante da FLA CÉU, o Flamengo só perde para ele mesmo !

ACREDITAR, TORCER, VENCER – PARTE 2

*Por Fabiano Alves - Monitor Botequim Zona Oeste

O Mengão chegou as oitavas de final de Copa Libertadores e o destino não poderia nos ter reservado sorte maior. Vamos enfrentar um adversário que morre de inveja de nós, por ter menos torcida, menos títulos, menos alma e muitas vergonhas em sua história, como ter disputado a 2ª divisão ou ter ficado mais de 20 anos sem ganhar absolutamente nada.

Quem é Flamengo de verdade sabe que nossas conquistas soaram improváveis e nos deram por vencido antes do tempo, mas o fato é que a força que vem das arquibancadas produz milagres e apequena os que se acham vitoriosos cedo demais.

Nos últimos jogos, não foi só o time e a diretoria que andaram trocando os pés pelas mãos. Muitos torcedores elevaram sua irritação com os percalços do time para além do razoável. Seria ótimo que nosso elenco fosse composto por réplicas perfeitas de Zizinhos, Didas e Zicos, mas a realidade é que precisamos ser campeões com os jogadores que dispomos. É com eles que contamos, é a eles que apoiaremos, é neles que confiamos!

Se você é do tipo que não suporta pressão, que perde a paciência no primeiro chute errado, que ressuscita velhas implicâncias com o jogador “a” ou “b”, que aos 5 minutos do primeiro tempo já está bravo e vaiando, faça um favor à Nação Rubro-Negra, assista um DVD na hora do jogo e descubra o resultado no dia seguinte.

Agora, se você é dos que acreditam que o seu incentivo pode fazer a diferença, que vai gritar até ficar rouco e que nunca vai desistir de apoiar o Mengão, seu lugar é na arquibancada do Maracanã ou mesmo em frente à TV ao lado dos amigos, mandando energias positivas para a nossa classificação.

Deixaram chegar? Vai começar a festa!!!

Saudações Rubro-Negras,
_________________

Fla Manguaça “Embriagados pelo Mengão desde 1995”

sábado, 24 de abril de 2010

CARTA ABERTA À MAGNÉTICA FUDEROSONA PICA MASTER



A semana foi conturbada. Tivemos notícias de todos os naipes, e muitos estão contrariados com os acontecimentos.

Mas existe um fato que está acima disso tudo: o jogo de quarta.

Portanto, é hora de deixarmos de lado opiniões, raivas, melindres, descontentamento.

Urge a necessidade de sermos RubroNegros acima de tudo. É dever cívico. Obrigação.

É hora de INVADIR O MARACANÃ. Se o dia 6 de dezembro de 2009 foi o dia mais importante do ano, o dia 28 de abril será o primeiro dia mais importante de 2010.

É hora de meter a mão no bolso e comprar o ingresso. É hora de gritar mais alto, de fazer o Maraca tremer.

É hora de mostrar que estamos acima do bem e do mal.

A MAIOR TORCIDA DO MUNDO FAZ A DIFERENÇA.

E aí, já formou??

CCM
DCF
ATRN

Estão nessa corrente os seguintes blogs e sites:

Blog da FlamengoNet - http://flamengonet.blogspot.com

Aqui é Flamengo, Moleque!: http://aquiehflamengo.blogspot.com




Eu sou Flamengo: http://eusouflamengo.com


















Uma vez, sempre Flamengo - http://umavezsemprefla.blogspot.com/



Se você também toca um blog ou site, divulgue também a mensagem!

Chegou o dia?

"Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável."

Por Nelson Rodrigues.

************* 

Eu, como lúcido torcedor, só me resta acreditar nessas coisas. A vantagem é que se tratando de Flamengo tudo pode acontecer. 

Holofotes para a direção correta

Já é fato: A limpeza ocorreu, saiu Andrade e a cúpula do futebol do Flamengo. E Joel, que era primeira opção, optou por continuar no Botafogo.

Sobre toda essa bagunça, expondo meu ponto de vista, aconteceu o que tinha que ocorrer. Torcedor costuma ter memória curta e talvez mal se lembre que Andrade foi efetivado por força do elenco - esse mesmo elenco que agora decidia treinar quando e como queria. Era o técnico ideal, àquele momento, para manter as regalias que queriam os jogadores. E por nossa sorte esse elenco decidiu querer "correr" por ele. Ganhou o Hexa.

Os jogadores trabalharam como quiseram. Andrade ganhou projeção. Tudo certo entre eles.

Andrade nunca teve e nunca teria pulso frente a esse elenco. E o Braz, como homem forte do futebol, foi conivente com tudo isso. Pior: Quando tinha um problema mais grave como as recorrentes crises com Adriano ou Petkovic, não tinha ele também pulso para resolver. E tudo se resolvia na sala da presidência.

Para mim, uma completa aula de falta de comando. Porém há um detalhe: Toda essa transição poderia (e deveria) ter ocorrido em dezembro, de forma clara, menos traumática. E não às portas da partida mais importante do ano até o momento.

Na minha cabeça Joel seria apenas "mais do mesmo", por isso minha satisfação ao ver que ele não assumirá o Flamengo. O mais difícil para começar arrumar a casa a Patrícia fez: Passou o rodo em geral. Que agora use apenas um pouco mais de tranquilidade e de seu espírito de profissionalismo e contrate as pessoas corretas.

Quando vejo que Leonardo é o nome cotado como homem forte do futebol, fico muito feliz. Se vai aceitar ou não é outro caso. Quando vi o nome de Joel cotado como novo treinador, senti que continuaria tudo como antes. Ainda bem não aceitou.

E tão claro como muito do que está escrito, é a influência que alguns jogadores como Adriano, Álvaro e Bruno tem sobre tudo que se relaciona a planejamento no departamento de futebol do clube. Seja Muricy, Luxemburgo, Abel. Há de ser alguém que recoloque as coisas nos seus devidos lugares e imponha o mínimo de profissionalismo a esse elenco.

O remédio é amargo, mas muito necessário. Torço que o Flamengo saia maior disso tudo.

Hoje já é sábado, e até então, desde nossa classificação, os assuntos são das quatro linhas para fora. Não temos técnico - não desrespeitando o interino Rogério - nem Vice de Futebol para relembrar ao elenco que quarta tem jogo: O jogo. E alguém precisa fazê-lo, urgentemente.

Nada nesse momento é mais importante do que a partida de quarta feira contra o Corinthians. Nada é mais importante do que cobrar desse elenco o mínimo de vergonha na cara. Até agora a incompetência desse time do Flamengo não conseguiu, sozinha, ser grande o bastante para ficarmos fora: Multiplicaram ela por três, ao citarmos as incapacidades de Cerro e Racing do Uruguai, mais a do Deportivo Quito do Equador, e assim ganhamos a chance de seguir.

Não tenho dúvidas de que a magnética, como sempre, fará o seu papel e lotará o Maracanã. E no que depender dessa torcida, entrará em campo e assumirá seu posto, sua camisa. Se necessário for será dessa torcida que virá a raça, o grito, a força de que precisará o Flamengo em busca de sua glória. É nessa hora de crise mesmo que temos que ser a razão, o apoio.

Agora é para gente grande, não dá mais para molecagem. Quarta feira, com crise ou sem ela, é dia de suar sangue pelo Flamengo. Não é pelo Andrade, pelo Braz, pela Patrícia ou qualquer outra pessoa.

Suar sangue pelo Flamengo.

Parafraseando então nosso "capitão" Bruno, que em entrevista ao GE.com disse: " - Não quero falar agora. Deixa esse momento ruim passar. Agora é ganhar, xará. Só assim as coisas melhoram."

Amém "xará", amém. Que a prática se alinhe ao discurso.

Saudações Rubro Negras, sempre!

QUANDO O ERRADO DÁ CERTO!
Por incrível que pareça esse tumulto que vem acontecendo no último mês , irá nos beneficiar, como sempre acontece com o Mengão, nos momentos decisivos.
Achei excelente esse cruzamento com o Corinthians logo nas oitavas, porque eliminar os gambás agora, nos dará motivação para chegarmos às finais com fôlego de campeão. O Corinthians - no ano do centenário - irá fazer o possível e o "impossível" para vencer essa disputa, dentro e fora de campo. A imprensa paulista já está cumprindo a sua parte no jogo - como era de se esperar -colocando mais lenha na fogueira da crise flamenga.
Abrir dois gols de diferença no Maracanã nos dará tranquilidade para administrar o resultado da segunda batalha que enfrentaremos no Pacaembú, jogando contra tudo e contra todos. Por incrivel que pareça também, a eliminação da Taça Rio e a derrota para o Botafogo (no atual cenário) foram extremamente positivos para o time, já que nosso foco é a Libertadores. Se estivéssemos disputando as finais do Carioca teríamos dois jogos para nos preocupar nos próximos dois domingos, que dividiriam a atenção em relação aos dois jogos decisivos das oitavas, ocorrendo no meio da semana.
O possível retorno de Papai Joel a ser anunciado neste sábado à tarde, tem um carater simbolico muito importante já que retoma a história interrompida em 2008 com a catastrófica derrota para o America do Mexico, após uma despedida com pagode, bebida e muito samba. Joel - que é um iluminado - terá a chance de se redimir , fazer um novo começo e iniciar a escalada vitoriosa rumo ao tão sonhado Bi da Libertadores e Mundial.
Não duvido da capacidade motivacional do Papai Joel, acredito que ele poderá "apertar o parafuso" sem comprometer a estrutura, ou seja, conseguir que os jogadores voltem a treinar visando alcançar o resultado, sem que deixem totalmente de lado os seus demais interesses. É como tentar consertar um avião defeituoso em pleno vôo.
Apesar disso, sou da opinião que jogador de futebol deve ter consciencia de que também são atletas e que precisam estar em forma física e técnica para poderem desempenhar as suas profissões. Quem viu a barriga tanquinho do Adriano em 20 de setembro de 2009 na comemoração do terceiro gol contra o Coxa no Maracanã (inclusive levou um cartão amarelo por ter levantado a camisa após fazer um dos mais belos gols da temporada) , teve uma péssima impressão da "pança" visivel na última partida contra o Caracas. A diferença esses dois Adrianos é gritante: aquele Imperador era um jogador motivado, nos braços da magnética, em forma física, importante para o time, destruidor de defesas , o atual é um jogador lento, afundado em problemas emocionais, fora de forma e com um pé fora da Copa do Mundo, envolvido em festas diárias e escandalos na mídia.
Papai Joel precisa achar a fórmula para motivar o Imperador e os demais membros do grupo que largaram do condicionamento físico e dos treinamentos. Vai ter que conseguir resultados, sem forçar na cobrança, mas nisso ele é mestre. Por outro lado, vai saber valorizar aqueles que são comprometidos com os resultados e que estão focados no título da Libertadores. Apertar o parafuso sem rachar a estrutura requer o talento necessário, que um técnico disciplinador como Roth ou Murici não saberiam fazer... No Flamengo, tudo é diferente!
Não temos que cornetar a Presidente Patricia Amorim. Administrar essa zona que é o Flamengo, após tantos anos de desmandos, omissões e ações desastrosas, requer muita intuição, porque sabedoria só, não basta. Neste momento, tirar o Andrade e o Brás (que foram decisivos para a conquista do Brasileiro de 2009) , era necessário para que se restabelecesse ordem na tropa. Existem momentos em que temos de descartar o acessório para preservar o principal.
No momento, o principal é a ordem, a motivação, o comprometimento e a Libertadores. Todo o resto é acessório!
" Embora ninguem possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim" Chico Xavier

sexta-feira, 23 de abril de 2010

7 Razões Pra Não Ser Joel

De novo, copiado do excepcional Urublog

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1. Joel é técnico de Carioquinha

Não é porque treinou os Bafana-Bafana que Joel deixou de ser um técnico de expressão regional. Qual a vantagem de trazer um especialista em um campeonato que acabou de acabar? Só se for pra esperar até o ano que vem. Ainda por cima vem direto lá Chororôlândia, sem passar por uma desintoxicação adequada pra tira morrinha de time pequeno. Perigo.

2. Joel Corre Quando a Chapa Esquenta

Em todas as vezes que passou pelo Mengão Joel nos deixou no pincel. Na primeira proposta que pintava ele não hesitava em pedir as contas e meter o pé. Dá pra confiar num cara desses com o Brasileiro prestes a começar?

3. Joel Não é Disciplinador

Joel faz a linha amigo da rapeize. Não bate de frente, nem puxa a orelha de ninguém,. É meu querido pra cá, meu querido pra lá numa rasgação de seda que só produz times excessivamente mimados. É esse o cara que vai enquadrar o Bonde Boladão da Chatuba? Fail.

4. Joel é Retranqueiro

Pra quem não agüenta ver Willians, Maldonado e Toró em campo a chegada de Joel é o equivalente ao fim do mundo. Joel foi o inventor do assustador meio de campo composto por Jorginho, Pingo, Claysson e Wexley. Tá na cara que com Joel nosso brilhante meio de campo será reforçado por Kleberson, Fierro e talvez por Léo Medeiros também.

5. Joel só conhece Libertadores pela Televisão

Seu retrospecto na competição é um lixo. É uma tremenda idiotice trazer para dirigir o time em uma 8ª de final sinistra um cara que comandou o Flamengo no maior vexame de sua história recente nessa mesma fase da competição. O cara simplesmente não sabe jogar esse tipo de competição. Joel nunca foi de mata-mata, vejam que na molíssima Copa do Brasil o Foguinho foi jantado pela potência Santa Cruz jogando no Vazião.

6. Joel é Mercenário

Em todo clube que chega Joel se faz de bem chegado, diz que ama todo mundo, que ali é a sua casa. Caô. Nem bem tinha vencido o Carioca desse ano e o cara já tava de papo com Flor, Vice e Fla, fora os coreanos e arabianos da vida. Joel só tem compromisso com a conta bancária dele.

7. Joel é Gorozeiro

Com que moral o Joel Cachaça vai colocar um freio nos porres de Adriano, Love e Willians? Famoso uisquologista, Joel vai é fazer vista grossa pros pinguços do elenco. Isso se não pedir mais um copo. No final dessa estória, já sabe, tremenda ressaca.

Nota Explicativa:
O conteúdo deste post e do anterior não exprimem necessariamente a opinião do autor. Foi coletado em blogs, fóruns, Twitter, Orkut, FaceBook e conversas fiadas em botequins e podcasts do mundo. Sopesando os prós e os contras minha opinião pessoal é que Joel Santana é a melhor opção no momento pra dirigir o Flamengo.

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Mengão Sempre

10 razões pra ser Joel

*Copiado descaradamente do Urublog do meu irmão Arthur

1. Porque é homem certo na hora certa

Joel é malandro, quando fechou com o Foguinho só se comprometeu até o fim do Carioca. Ele tinha certeza de que fosse qual fosse o resultado da competição ele em algum momento se tornaria uma opção para os outros 3 clubes do Rio. Como a assombração Celso Roth foi embora junto com Marcos Braz, as opções do Flamengo não eram tantas assim. Entre os candidatos Joel é disparado o melhor.

2. Pela Moral

Pros boleiros que dominam a Gávea Joel é do conceito. O Prancheta conhece e já trabalhou com grande parte do elenco. Foi sob o seu comando, por exemplo, que nossos laterais solistas tiveram a melhor fase de suas carreiras. É um especialista em ressuscitar molambos. Um cara que sabe impor respeito pela camaradagem.

3. Pela Dívida

Joel deixou um pendura na sua última passagem pelo Fuderosão. Ninguém esquece que quando partiu pra África do Sul em 2008 deixou a casa ardendo com uma absurda desclassificação nas oitavas da Liberta. Essa é a grande oportunidade que o destino colocou no seu caminho para apagar essa feia nódoa na sua página do livro do Mengão. Aqui se faz aqui se paga.

4. Pela Grana

Joel é muito mais em conta que Muricy, Abel, Autuori ou outras vacas premiadas desse esdrúxulo mercado de treinadores. Sem esquecer que essa é uma contratação de emergência, o que Joel certamente aproveitará pra dar uma salgada no seu salário que já não é merreca.

5. Pelo Notório Saber

Pai Joel é um dos poucos especialistas do mercado em segurar rabos-de-foguete. Suas passagens anteriores pelo Mengão são a comprovação de sua proficiência no assunto. Além disso, tem prática e é muito jeitoso no trato com popstars, já tendo colocado vários deles no bolso e os feito render. Para o cargo no Flamengo esse talento é um pré-requisito.

6. Pela Brodagem com a Mídia

Joel é um expert em fazer a mídia trabalhar a seu favor. No Rio de Janeiro Pai Joel domina a reportagem de 5 jornais, 8 rádios, 4 emissoras de TV e 3 portais na Internet. Bom de papo e nunca pipocando diante dos microfones Joel tem a simpatia da imprensa e não se furta a dividir o peso da extraordinária pressão exercida sobre o Mengão. Só quem viu de perto o tamanho dessa bronca sabe o quanto isso é importante pro time.

7. Pela Furação de Olho

O futebol profissional é que nem aquelas festinhas prafrentex, ninguém é de ninguém. Mas o fato do Joel estar livre e desimpedido (estar no Foguinho não conta, eles não tem bala na agulha pra bater de frente com ninguém) influenciou favoravelmente a sua escolha. Além do mais não deixa de ser uma deliciosa sacanagem atrasar o lado dos sem ônibus.

8. Porque Não Tem Nada a Perder

Não esqueçamos que essa é uma contratação de emergência. Se não houvesse os jogos de quarta-feira era bem possível que o Fla ficasse sem técnico até que o mercado se inflamasse com o fim dos regionais pra buscar alguém comprometido com um projeto de longo prazo. Joel vem pra roubada todo garantido. Se ganhar do Corinthians será um gênio que conhece a receita do sucesso. Se ficar de fora da Libertadores sempre poderá dizer que teve apenas 5 dias pra treinar.

9. Porque Joel é Flamengo

Mesmo sendo cria dos camisa feiona de São Janú, nas suas passagens anteriores pela Gávea, em 96, 2005 e 2007, Joel sentiu o amor da Magnética. E como qualquer pessoa normal, se viciou. Ele tá ligado que é só chegar na Gávea e correr pro abraço que a torcida vai por ele no colo. Trabalhar com essa tranqüilidade não tem preço. Pra completar, Joel mora no Leblon e quando quer vai a pé até a Gávea. Morar perto do serviço também conta a favor.

10. Porque Joel tem estrela e quer ser campeão da Libertadores

Imaginem a cabeça do cara, há 3 meses tava lá na África do Sul sem emprego, trairado pelo Pé de Uva e pensando no que ia arrumar pra fazer durante a Copa. E agora, em apenas 6 jogos poderá estar dirigindo o maior clube da Terra em uma histórica final da Libertadores. Como é que um cara desses pode não se achar sortudo?

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Mengão Sempre


PAPO DE SEXTA - Luciana Zogaib

Analisando totalmente das arquibancadas toda essa crise que se instalou na Gávea, fico pensando... pensando... é difícil emitir uma opinião que seja sensata, mas nesse momento estou longe de querer ser.
Quero ser somente a torcedora de arquibancada, que sofre para acompanhar o Mengão, que sua na fila, que sua e se espreme no Maraca e que acompanha a nossa imprensa que muitas vezes também não nos trata bem.
Assim sendo, a conclusão que chego de tudo é que o Flamengo virou de vez uma bagunça generalizada.

Andrade, o tromba, o homem que nos tirou da fila, o cara que merece todo respeito pelo que fez pelo Mengão em todo o tempo que lá esteve, foi traído. Mas não foi traído pela Patrícia ou pelo Braz, foi traído pelo grupo que se diz seu amigo. Afinal, confundiram liberdade com libertinagem. Logo essa lição, que aprendemos logo depois das fraldas, nossos craques de cifras astronômicas, faltaram essa aula, assim como faltam aos treinos dia após dia.
E o tromba, com todo seu jeito tímido, acabou refém de sua própria bondade. Até entendo que o título Brasileiro o tenha colocado numa posição ainda mais refém, afinal o grupo se acha acima do bem e do mal, e capaz de ganhar qualquer jogo como se fosse uma pelada na Chatuba.
E assim, aqueles que se acham os donos do time cresceram para cima dos outros, se acharam no direito de bater, gritar, treinar a hora que querem e se quiserem, sair a qualquer dia e qualquer noite, a fazerem do Mengão a verdadeira casa da mãe Joana, ainda que eu deteste esta expressão por ser mãe de uma Joaninha linda.

E o Braz?? Sinceramente nunca vi um cara que goste tanto de expor problemas internos como esse. Vai entender esse mané... não faço idéia das pretensões dele mas pra mim, não faz sentido o vice de futebol do clube, expor as feridas a imprensa e trazer tanta pressão ao time e ao treinador, como fez esse sujeito nos últimos meses. De boa intenção o inferno está cheio...

Mas, o que vi na quarta feira no Maraca, não foi nem a pior atuação do Fla, mas foi um bando em campo, o retrato do deixa que eu resolvo. Leo Moura que apesar de ter jogado bem nos últimos tempos, se lançou ao ataque de qualquer maneira e deixava uma avenida a toda hora, até tomar um gol nas suas costas. Vagner Love, outro que também sempre se empenha muito, jogando como um autêntico peladeiro. Adriano um poste, um bonecão do posto com defeito. Vinícius Pacheco, só o vi na hora da subistituição. Mas, diante de um time medíocre, até conseguimos boas jogadas e a vitória, que naquelas circustâncias, com chance de ter se tornado um empate, até que foi muito bom. Enquanto a galera gritava vai pra cima deles, eu já rezava para o jogo acabar logo com a vantagem magra de 1 gol, o que nos daria totais condições de classificação como o simulador do globo já havia me mostrado.

E estamos aí, respirando por aparelhos, sem técnico a 5 dias do jogo do ano, precisando mostrar qual gordo é melhor e precisando colocar ordem na casa.
Papai Joel voltará para se redimir do vexame do América do México??
Irão nossos craques se unir, e lembrar que lá no alto, tem milhões de apaixonados, loucos por esse título???
Irá nossa torcida comparecer em massa e apoiar o time que estiver em campo???

Só sei que eu estarei lá e talvez até mesmo em SP. Porque meu amor pelo Mengão está acima de tudo.
Apoiando e acreditando sempre, vamos pra cima deles Mengoooooo

E agora galera... vamos torcer para o basquete, time de gente grande que honra o manto, vai começar agora o playoff para o Mengão.

SRN

2010 começa agora!















É a hora da famosa "arrancada", tão conhecida para nós, rubro-negros.

Com Andrade, sem Andrade; com Marcos Brás, sem Marcos Brás.

Uma coisa é certa: o atual time campeão brasileiro terá o apoio de sua torcida. Quarta-feira é OBRIGAÇÃO de Maracanã lotado. Juntos (time e torcida) somos mais fortes!

Analisando o chaveamento dos confrontos da Libertadores, a "perna" esquerda parece ser a mais forte como um todo. No entanto, o confronto mais difícil entre todos que disputarão as oitavas de final é justamente o nosso.

Sem exagero, o Corinthians 'jogará o ano' contra a gente. Ao Flamengo, basta se impor e demonstrar maior garra e categoria individual de seus jogadores, tendo em vista que no plano tático a equipe paulista leva uma certa vantagem.

Quarta-feira é jogo para homens e não para moleques!

Revanchismo ou união?

Sei que muitos vão gralhar no meu ouvido, dizer que eu desisti ontem, coisa e tal.

Justo. Eu cheguei a entregar os pontos, apesar de nunca perder a Fé.

Estamos no meio de um turbilhão. Mando e desmando, gente que pensa que manda, jogador que caga e anda pro treino, e nós, torcedores, aqui.

Hoje li críticas ao texto do Lalas. Acho ótimo. Me chateou um pouco no começo, mas a unanimidade é burra. Parafrasear Nelson é necessário.

Hoje soube de um pedido de uma organizada pra ajudar o "homem forte" do futebol. Achei triste, desnecessário, pra não dizer lamentável.

E chegamos às 19:30. Cada um a sua forma, rezamos, torcemos, e conseguimos, em 3 jogos, ver o Flamengo não tomar gol.

Isso TEM QUE SER UM COMEÇO.

Espero que a torcida poupe os que tem vestido o Manto com honra. Não entrarei no mérito de criticar A, B ou C. Vou dar 2 semanas de trégua. E, conforme os acontecimentos, falarei. Eu estou sempre de olho. Sou chato, sou crica, mas isso porque quero o melhor pro Flamengo. Mesmo que isso signifique mandar embora um ou outro campeão em 2009.

Flamengo SEMPRE tem que ser maior do que tudo. Do que dirigente, do que jogador.

O Flamengo é do torcedor. É da Magnética. E isso, ninguém nos tira.

O Flamengo tem que sair das férias e mostrar ao que veio. Tá mais do que na hora.

Com respeito, com garra, com vontade.

E com o nosso grito.

SALVE JORGE!!!!

Alex do triplex no twitter: http://www.twitter.com/alextriplex

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Por água abaixo




Em menos de quatro meses de mandato, a ex-nadadora presidente do Flamengo conseguiu:

- perder de forma oficial a taça das bolinhas (o título da Copa União, nem ela nem ninguém tem competência para tirar do Flamengo)
- perder o tetra estadual para um freguês de carteirinha
- ser eliminada na primeira fase da Libertadores em um grupo sem nenhum time de expressão no continente

O cenário é desanimador:
Tenho receio do que pode acontecer:

Andrade deve ser demitido amanhã, junto com os três auxiliares que têm, todos funcionários do clube, mesmo que um milagre devolva o Fla à Libertadores. Ou seja, depois de multiplicar por 10 o sálário do treinador, e, por conseguinte, a multa recisória, a diretoria vai demiti-lo menos de quatro meses depois. E, junto com o técnico, serão demitidos outros três funcionários de carreira do clube.

Minha pergunta:
Patrícia e sua trupe pagarão do próprio bolso as despesas da demissão?
Pagará com a receita do clube?
Ou, simplesmente, não pagará e contribuirá para o aumento da dívida já monstruosa do clube?

Pelo que se comenta, Celso Roth, amigo pessoal de Marcos Brás é o favorito para dirigir o time. Um treinador com passagem péssima pelo clube, há menos de cinco anos atrás, e, cuja especialidade é começar bem o trabalho para ver a coisa afundar inapelavelmente meses depois. Também pelo que se comenta, Marcos Brás, o amigo do Roth, está na berlinda e com a cabeça a prêmio.

Muita gente da diretoria quer o cargo.

Apenas para lembrar, ao lado da ex-nadadora, na campanha que culminou com a eleição dela, estavam baluartes da competência como George Helal e Luiz Augusto Velloso, entre outros menos votados.
Nomes que, num passado recente, comandaram o futebol do clube e quase o levaram para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

Portanto, é grande a chance de Roth e equipe serem contratados por influência de Brás, e demitidos poucos meses depois, quando a cabeça de Brás finalmente for cortada. Seriam mais multas recisórias a pagar.

Também a julgar por comentários, matérias e depoimentos, o clima entre jogadores e diretoria é horrível.

O atual staff rubro-negro mostra-se péssimo na condução das crises. São de amadorismo e incompetência ímpares. Ou seja, muito provavelmente, assistiremos a uma debandada de jogadores durante a Copa do Mundo. Será o desmantelamento de um grupo que conquistou, goste-se ou não dos jogadores, um Campeonato Brasileiro no ano passado, entre outros títulos. E, a julgar pela inexperiência desta administração, não se deve esperar grande coisa para repor as peças que partirem.

Enfim, o momento não poderia ser pior. O Flamengo está entregue, a princípio pelos próximos três anos, a pessoas sem a menor capacidade de conduzi-lo. É bem provável que, no Campeonato Brasileiro que se aproxima, nossas esperanças resumam-se às arrancadas de Vinicius Pacheco e aos gols de Bruno Mezenga e Denis Marques.

Dá medo.

Andrade, o grupo de jogadores e a comissão técnica, todos eles têm uma grande parcela de culpa pelo fiasco rubro-negro neste período pré-copa. Mas, não dá para negar que a responsabilidade maior pesa em quem dirige o clube: a presidente Patrícia Amorim. Que não tem comando, não tem projeto, não tem competência, não tem habilidade política e nem ideia do que precisa fazer para manter o Flamengo aonde ela pegou: no topo do futebol brasileiro.

Patrícia Amorim, cujo grande feito até agora, nos quatro meses de gestão, foi contratar César Cielo, um dos grandes nomes das piscinas em todos os tempos!

Aliás, pensando bem, quem precisa de Libertadores quando tem um campeão olímpico e recordista mundial nos quadros?
Força Cielo!
Viva Patrícia!
Morra Odorico, ladrão de galinha!
Às piscinas, rubro-negros!