segunda-feira, 30 de novembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
Pra quem insiste no desânimo.
Mengão é sufoco puro
*Por Gustavo de Almeida, direto do blog Jihad Rubro-Negra

Por Max Amaral*
Eu nunca fui um torcedor fanático.
Adolescente, acompanhava o timaço de Zico, Adílio e cia com alegria e orgulho mas, depois disso, confesso que fiquei vendo o time meio que “de longe”.
Não é que meu amor tenha diminuído. É que o resto da vida estava cobrando demais e, mesmo tendo sempre um Manto Sagrado no guarda roupas, não era mais um torcedor que sabia escalação de cor, ou que procurava entender o que andava acontecendo com o time ou com o clube.
Surpreendentemente, isso mudou quando eu me mudei do Brasil. Sei lá se para compensar a falta dos amigos e de gente falando português o tempo todo, passei a acompanhar o time de uma maneira mais ostensiva, escarafunchando a internet atrás de notícias e, depois que descobri os blogs da FlamengoNet e do MundoFlamengo, virou quase um vício.
Então, estamos falando de pouco tempo: o Brasileirão de 2008 – com toda a frustração de ver o time “comandado” (sim, com aspas mesmo) por Caio Jr. entregar um título que estava em nossas mãos e a temporada 2009, com a alegria do Penta-Tri, a decepção do primeiro turno do Brasileirão e a entusiasmante arrancada do segundo turno.
E o que essa arrancada fez foi me deixar nervoso, pilhado demais, fora de mim. O jogo contra o Goiás, semana passada, foi o ápice: cheguei a sonhar com o time perdendo por 2 x 0, Angelim saindo de campo com a perna quebrada, toda a decepção do mundo. Eu fiquei insuportável durante a semana inteira, não conseguia me concentrar em nada e, na hora do jogo, estava nervosíssimo. Minha mulher, inteligente, desapareceu até pelo menos umas duas horas depois do frustrante empate. Eu estava puto.
O quadro só mudou quando eu falei com meu filhote, que mora em Belo Horizonte. Foi aniversário dele semana passada e eu mandei um Manto novo e o livro do Ziraldo (O Mais Querido do Brasil em Quadrinhos, Ed. Globo, dica do Paulo Lima).
E me emocionei com meu garoto, do alto dos seus 7 anos de idade, me contando todo excitado como o Zico batia faltas, ou como sei lá quem fez um gol de cabeça e foi importante. E ele declarou que, quando crescer, vai ser jogador de futebol e vai jogar no Flamengo, e até me pediu para largar a minha profissão para eu jogar com ele.
E eu, com uma lágrima besta correndo, só pude dizer que iria ser lindo vê-lo entrar no Maracanã com a camisa rubro-negra, a torcida gritando o nome dele. E me dei conta, de repente, de algo absurdamente óbvio mas que a gente se esquece de vez em quando: de como o Flamengo é grande! Como é maior que qualquer desses campeonatos, o qualquer desses jogadores.
Então, ainda estou na torcida. Ainda vou secar o SPFW, ainda vou torcer para vencermos o Curíntia e, depois, o Grêmio. Vou ficar maluco com o Hexa. Mas não vou morrer se não acontecer nesse ano, nem nos próximos. Não vou perder o sono por causa da falta de foco do Adriano, da complacência da diretoria, da falta de estrutura que teima em nos fazer sofrer mais do que merecíamos e precisávamos. Vou relaxar e apenas deixar meu amor pelo Mengão falar mais alto, jogo a jogo, ano a ano. Se não der, não deu, vou continuar tão rubro-negro quanto sempre, talvez até mais.
(E, se meu filhote não virar um jogador profissional, também não tem importância. Eu já prometi a mim mesmo que, qualquer dia desses, vou entrar no Maracanã de mãos dadas com ele, e vamos vibrar muito vendo juntos um jogo do Mengão. Acho que isso é o mais importante.)
Max Amaral mora nos Estados Unidos, e tenta explicar aos americanos que gostam de beisebol e futebol americano que divertido mesmo é o soccer. E também escreve no Mundo Flamengo (www.mundoflamengo.com).
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
É com você, Mezenga!
Vocês que fazem parte dessa massa,
Que passa nos projetos, do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais, do que receber.
E ter que demonstrar, sua coragem
A margem do que possa aparecer.
E ver que toda essa, engrenagem
Já sente a ferrugem, lhe comer.
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
Triste a notícia da ausência do Imperador no próximo jogo.
Mas o momento não nos permite lamentar.
Na final da Mercosul de 1999 não tivemos o Romário e o prata da casa Lê entrou e correspondeu.
Vai que é sua, Mezenga!
*Em tempo: cala a boca, Rubinho Barrichello. Dispensamos a sua 'torcida'.
Por Vinicius Nagem
Amigos do Blog da FlamengoNet,
Já estamos na quarta Embaixada sendo apresentada aos freqüentadores deste espaço virtual e esta que vocês terão o prazer de conhecer hoje é indiscutívelmente uma das mais atuantes e representativas Embaixadas da Nação. A história da sua fundação repete alguns dos momentos emocionantes das narrativas anteriores - que aqui já tivemos o prazer de desfrutar - demonstrando o fervor que contagia a todos que torcem pelo Mengão em qualquer lugar do planeta. Com a palavra, Nick Marvin, Vice-Presidente da FLA-JEQUIÉ.
O QUE É QUE A BAHIA TEM? TEM FLAMENGO SIM SENHOR!
* Nick Marvin – Vice-Presidente da Fla-Jequié
Jequié é uma cidade do interior da Bahia, que possui uma população em torno de 150.000 pessoas. Cercada de montanhas, a cidade sofre com o calor durante quase todo o ano é conhecida por possuir um clima comparável ao verão carioca. Mas não é apenas o clima que faz jus comparativo à Cidade Maravilhosa. Nossa cidade é sem dúvida um dos maiores redutos rubro-negros do interior da Bahia, e não estou me referindo ao rubro-negro genérico do nosso estado, o Vitorinha, pois a influência deste e também do tricolor baiano (Bahia) não se firmaram por aqui, aqui é mais provável se encontrar um torcedor vestindo a camisa do “Terek Grozny” da Rússia, do que desses clubes baianos.
Me refiro ao verdadeiro rubro-negro que arrebata paixões por aqui, que arrasta as massas em comemorações de campeonatos, que embeleza a cidade de vermelho e preto no dia seguinte a uma vitória contra um “Cardoso Moreira”. De fato impressiona os números, comprovados na final desse ano do Carioca, quando nós da Fla-Jequié colocamos um trio elétrico na comemoração e bateu todos os recordes de Micaretas anteriores na cidade, segundo dados da Polícia Militar e imprensa local.
Se por um lado a cidade tem essa característica forte de possuir essa grande massa flamenguista, por outro, evidenciava a frustração de vários grupos que tentaram criar uma Torcida Organizada do Flamengo na cidade, mas de alguma forma não prosperava, na maioria das vezes, por questões de organização. Em mim esse era um sonho juvenil, fazer parte de uma Torcida Organizada do Flamengo em minha cidade, mas algo diferente de tudo que havia visto até o momento, que não fosse nem como as TO’s do RJ, que possuem “brigadas”, “pelotões”, “batalhões” (similares às Forças Armadas, rs... ) em várias cidades da Bahia, nem tampouco nos moldes que alguns haviam criado em nossa cidade. O pensamento era reunir flamenguistas apaixonados e suas famílias, pra juntos torcermos, realizarmos ações em prol do clube na cidade, criarmos entre o grupo momentos de lazer, descontração, festas comemorativas, viagens para acompanhar o Flamengo e se possível quem sabe um dia sermos reconhecidos pelo clube.
E foi assim, que em um dia no ano de 2007 em conversas no msn com o amigo Fernando, resolvemos colocar em prática esse antigo sonho, ele que já havia tentado no passado criar a torcida Fla-Sol, mas sem sucesso. No dia seguinte estavámos reunidos com mais 11 pessoas, determinados a quebrar aquele tabu, de que torcida organizada do Flamengo não subsistia em Jequié. Naquele dia estava formada a diretoria da Fla-Jequié, que foi batizada inicialmente de “Avalanche Rubro-Negra de Jequié”, e pactuamos naquela reunião que nos organizaríamos de tal forma a viver a certeza de que enquanto houvesse Flamengo, a Avalanche existiria, perpetuada pelas nossas gerações.
Aquele grupo se rendeu ao desafio, e passaram a abdicar dos seus horários de folga, de momentos com a família, para estarem juntos reunidos, traçando metas, definindo estratégias para a realização desse intento, e buscando parceiros, já que o nosso objetivo era fazer algo proporcional ao apelo flamenguista que a cidade possuia. Por outro lado era comum entre todos o primar pela qualidade, já que era nosso objetivo desde o início, um ambiente família, dissociado da idéia de confusão, brigas e rivalidades extremas. Organizamos uma lista de flamenguistas que se encaixavam nesse perfil, e individualmente contatamos um a um, apresentando o nosso projeto e os convidando a se tornarem sócios da torcida. Não me lembro de nenhum diretor ter apresentado nas reuniões a recusa de alguém que havia sido procurado, e no período de um mês tínhamos em torno de 200 pessoas cadastradas, todas devidamente identificadas através de carteirinhas que fizemos e camisas da torcida. E a seleção, que foi feita, definitivamente, foi ponto decisivo para o sucesso.
A partir disso passamos a invadir os bares da cidade, o que virou uma verdadeira peregrinação, pois havia problemas com o espaço, os bares não comportavam, além disso o incômodo em dividir o local muitas vezes com torcedores de outros clubes. Depois de um jogo desses entre Flamengo X Vasco em um certo bar onde estavámos, decidimos naquela noite que no dia seguinte iríamos procurar um local para alugarmos, onde ofereceríamos conforto aos nossos sócios e um ambiente totalmente rubro-negro. Dois dias depois estavámos realizando mutirão e pintando de vermelho e preto uma famosa academia de Karatê da cidade, localizada no point dos bares da cidade. Quem passava por ali e via aquela cena parecia não acreditar, relutantes pelo insucesso de grupos anteriores, e perplexos quanto à extinção daquela tão importante academia.
Fixava-se naquele local a “AVALANCHE RUBRO-NEGRA DE JEQUIÉ”, com uma linda festa de inauguração que reuniu vários nomes importantes da nossa cidade, imprensa e os apaixonados rubro-negros que viam ali seus sonhos sendo realizados. Passamos a oferecer aos nosso sócios não apenas um ambiente para assistirem aos jogos, mas um ambiente de lazer e descontração, com serviço de bar, tênis de mesa, sinuca, torneios de dominó e baralho, e um espaço aonde eram realizados seus aniversários e de seus filhos, o que acabou propiciando a criação de fortes laços de amizades entre todos os sócios. Tudo estava acontecendo como imaginavámos, mas ainda faltava algo, era parte do nosso sonho...O Clube saber que nós existíamos, e que o Flamengo era a nossa vida, e faríamos tudo por ele. Passei a mandar fotos da nossa sede, encontros, dias de jogos e etc. para o Flamengo. Um dia recebi um e-mail de uma mulher, dando os parabéns e falando sobre um projeto do clube, que contemplaria esses movimentos espontâneos de torcedores pelo Brasil, que seria conhecido como EMBAIXADAS DA NAÇÃO, e ela me explicou o projeto e me enviou um documento com os requesitos necessários para se tornar uma Embaixada. Aquela mulher me apresentou a realização do meu sonho e daqueles bravos rubro-negros, que formavam a diretoria da nossa torcida. A partir daquele dia o nome daquela mulher estaria para sempre relacionado a concretização desse sonho: LETÍCIA MELO. Tudo que Letícia nos apresentou como requisitos nós já atendíamos, faltava apenas o nome, a partir dequele dia a Avalanche Rubro-Negra de Jequié, passou-se a chamar Fla-Jequié.
Me lembro como hoje de estar em lágrimas ao ver a primeira matéria da extinta Avalanche no site do Flamengo, colocado pela maravilhosa Marilene Dabus, que me tratou desde o primeiro contato com um imenso carinho e atenção, voltaria a chorar novamente, quando recebi o e-mail de que seríamos diplomados como Embaixada em um evento na Gávea, e simplesmente no dia do aniversário do Clube. Eu havia sonhado, mas não pra tanto, aquilo parecia irreal para um grupo de torcedores do Flamengo do interior da Bahia. Hoje a Fla-Jequié é uma realidade não apenas como torcida do Flamengo, mas como uma Embaixada, adquiriu respeito e admiração na cidade, pela organização, participação em campanhas sociais, trabalhos voluntários e etc, e da parte da torcida do Flamengo em nossa cidade, propiciamos aos muito torcedores a chance de irem aos jogos do Flamengo, de conhecerem o Maracanã, sonho de criança de senhores já de idade, abrimos um canal de contato com o Clube e tornamos o Flamengo real para cada um deles em Jequié. Com a visibilidade do trabalho realizado fomos convidados pela diretoria do Jequié Tênis Clube para deixarmos o aluguel e sem custo algum utlizarmos o clube como sede da nossa torcida, oferecendo aos nossos associados um lugar de excelente lazer, com piscinas, campos de futebol, quadras poliesportivas, salão de jogos e etc, sem que os nossos sócios paguem nada a mais por isso. Aproveitamos e no próprio clube lançamos a escolinha de futebol Fla-Jequié, que atende a várias crianças carentes da nossa cidade, e que é muito bem dirigida por dois diretores da nossa Embaixada que são formados em Educação Física.
A nossa diretoria hoje é composta por: Fernando Costa (Presidente), Nick Marvin (Vice-Presidente), Márcio César (Dir. Finanças), José Gargano (1º Secretário), Paulo Lago (2º Secretário), José Morbeck (Dir. Marketing), Franklin Jandiroba (Dir. De Eventos). Nesse um ano de diplomada, estamos todos muito felizes pelo que alcançamos e por tudo aquilo que concerteza ainda alcançaremos, mas certos de uma coisa: não há limites para os nossos sonhos, quando lutamos por eles!
COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André MonneratO time para o jogo de domingo
Domingo passado era final de campeonato. Não deu, paciência. Este domingo, é final de campeonato de novo. E eis o primeiro passo para vencer a final: encará-la desta maneira. O adversário a ser batido é o Corinthians, só o Corinthians. E é preciso entrar em campo acreditando que é um bom time, com jogadores perigosos, que jogarão pra ganhar - para vencê-los, é preciso concentração e dedicação máxima.
O esquema do Corinthians é até parecido com o do Flamengo. Ronaldo joga como centro-avante fixo à frente, sendo ajudado por dois atacantes abertos - que devem ser Jorge Henrique e Defederico - que recuam para ajudar no meio, tanto na ligação quanto na marcação. Quem faz mais o papel de meia de criação é o garoto Boquita, mas os dois volantes - Edu e Elias, longe de serem apenas cães-de-guarda - têm boa chegada de trás. Não será supresa se, caso o time precise de mais poder efetivo durante a partida, Dentinho entrar no lugar de um dos meias, indo para o ataque e recuando um pouco Defederico para a armação. De qualquer forma, é um time capaz de criar jogadas tanto pelo meio, quanto pelas pontas.
E há Ronaldo. Não vou nem entrar na questão de uma possível motivação extra dele contra o Flamengo - independente disso, o cara é o centro-avante do adversário, um jogador com recursos que os outros não tem, e é preciso ter muita atenção. Porém, é bom também não ter medo - algo que tenho visto ser comum com Ronaldo desde que ele voltou ao Brasil. Quando o cara pega na bola, me parece haver sempre um excesso de temor pelo que ele vai fazer, e determinadas jogadas que ele tenta acabam só dando certo por conta disso. Ele é bom, sabe jogar e mesmo acima do peso manteve a explosão na arrancada; mas está sim sem mobilidade e, quando os zagueiros o encararem de frente, é questão apenas de terem tranquilidade para fazerem seu trabalho. Respeito, cuidado, mas nada de criar um monstro mais feio que a realidade.
* * * * * * * * * * * * *
Fora a preocupação com o adversário, é bom o Flamengo jogar o seu melhor. Torçamos para que a preparação tenha sido boa o bastante para isso - apesar de Adriano, por exemplo, que já não treina terça, ter ficado de fora do treino de ontem por conta da tal queimadura no pé, pra lá de inoportuna.
Mas evitarei ser ranzinza mais uma vez com este tipo de coisa e ser otimista - acredito que o jogo passado tenha servido de lição e que vá entrar todo mundo com a faca entre os dentes. E, se for assim, time por time, objetivos por objetivos, o Flamengo tem toda a condição de sair com a vitória.
O time titular, todos conhecem e Andrade não vai mudar (se não for obrigado, claro). É com isso que vamos, e tem que ser o bastante. Mas eu gostaria que o técnico considerasse com mais carinho o aproveitamento de Fierro, que melhorou consideravelmente o time nas últimas duas vezes em que entrou e que, pra mim, é muito mais recomendado pra fazer a função de atacante/meia direito do que Willians, especialmente para um time que precisa da vitória. Já falei disso algumas vezes: não é uma questão nem técnica entre os dois, mas sim de conhecer melhor a função. O chileno sabe se colocar à frente da linha da bola, sabe a hora de partir pra receber na frente, Léo Moura entende a sua movimentação e, com isso, o time funciona melhor por ali. Willians é volante - um belo volante, e até com uma chegada interessante na frente. Mas isso se for partindo de trás, como sabe se colocar. Desde que Éverton saiu e Juan voltou, o time perdeu um tanto da boa movimentação que tinha pela esquerda e, com Willians, não compensa isso pelo outro lado.
Enfim: agora é todo mundo entrar pra fazer o seu melhor. E seja o que Deus quiser.
- ANDRÉ MONNERAT trabalha com marketing em Internet e escreve também no SobreFlamengo (sobreflamengo.blogspot.com e twitter.com/sobreflamengo)
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Devemos esquecer São Paulo, Goiás, Grêmio, Maracanã, Corinthians, Ronaldo e etc.
A torcida rubro-negra e os nossos jogadores devem se concentrar agora apenas na partida Corinthians x Flamengo, no próximo domingo, em Campinas.
Ainda acho que fazer o nosso papel bem feito - isto é, ganhar do Corinthians - promete ser mais complicado do que um tropeço do São Paulo, lá no Serra Dourada.
Meu feeling diz que só depende da gente.
Mesmo jogando feio ou bonito, é entrar em campo e faturar os três pontos.
Repito, o foco é a nossa próxima partida.
Porque o resto é consequência...
Faltam duas rodadas para o fim do campeonato. A tarefa hercúlea pode desanimar até porque ela poderia ter se tornado infinitamente mais fácil na última rodada. Eu sei que essa lógica é cruel e soberana até porque faz todo o sentido mesmo.
Mas faltam duas rodadas.
Entre o descrédito e a fé, não temos opção. Se o Onde Estiver, Estarei é intríseco a cada momento em que o nome Flamengo é gritado então só nos resta esperar o domingo. Esperar que o Flamengo seja o Flamengo mais uma vez.
Faltam duas rodadas. Depois protestamos contra a falta de CT, com a perda de pontos desnecessária para times que já foram rebaixados e por aí vai. Faltam duas rodadas. Vamos gritar Flamengo alto. E descobrir o que o destino reserva para a gente?
Eu sei.
Com linguagem informal, João Tavares - o Dão - comenta a movimentação dos torcedores antes/durante/depois dos jogos no Maracanã.
Bom dia nobre rubro negro. Confesso que eu não pilhei muito para escrever esse Clima de Maraca. Fiquei muito desanimado com o time domingo, mas em razão de alguns terem pedido e de ter tido um papo motivador com o Rondi me animei pra tentar passar pra vocês o dia que tinha tudo pra ter sido o dia da nossa liderança no brasileirão 2009.
Pra com
Os relógios das redondezas marcavam mais de 40 graus, mas mesmo assim todos che
Ao entrar n
De repente festa na favela, o Mengão tinha virado o jogo no engenhão. Ou seria o botafogo? Isso pouco importa, a festa é geral. O telão do Maraca anuncia o resultado, e ao acabar o jogo nós rubro negros entramos em estado de êxtase, como se não tivesse que ganhar de nenhum time depois, como se ninguém mais tivesse mais nada a fazer naquele dia, afinal o Mengo já era campeão. Só esqueceram de combinar antes com um certo time de verde, comandado por um certo treinador, que um dia no passado, muito no passado, já vestiu o Manto mas parece que guarda um rancor eterno pelo Mais Querido do Brasil.
E antes do time entrar tudo era festa (qualquer semelhança com um sete de maio é pura coincidência) e três pára-quedistas, um deles trazendo uma enorme bandeira rubro negra descem em pleno gramado do Maracanã.
Eu confesso que tava meio ansioso por conta desse mosaico. Não que eu curta mosaico, acho que fica muito bonito e tal mas acho babaquice principalmente porque fica numa disputa com o fluminense. Um faz assim, outro faz assado, pura vaidade. Oras deixem esse campeonato de mosaico na sala de troféus das laranjeiras, na minha eu quero a taça do hexa. Mas então, eu tava bolado da parada não dar certo, mas tirando a ilustríssima TJF aonde a letra O e R do MAIOR não se entendia nada, de resto foi perfeito, ficou lindo mesmo. Parabéns à Urubuzada pela idéia, pela Olympikus por bancar e toda a torcida, inclusive organizadas, por deixarem a vaidade de lado e vestirem uma única camisa.
O jogo começou tenso, e mais tenso ainda ficou quando um cidadão da torcida jovem subiu na grade que divide a amarela da verde. Como o cidadão estava atrapalhando a visão de quem tava na amarela todos pediram “gentilmente” para ele sair, mas como ele é da jovem e não obedece ninguém, ne
Assistimos o final do primeiro tempo lá na outra amarela, na 22. Do jogo não quero mais falar, por incrível que pareça só gostei do Léo Moura, mesmo deixando um rombo na defesa ele buscou a vitória, agrediu o jogo todo. A torcida não fez feio, teve hora que não dava pra cantar mesmo, a tensão e ansiedade falavam mais alto. A volta pra casa realmente podia ter sido melhor.
Só mesmo um tal de Antonio José Rondinelli Tobias para me encher de animo no dia seguinte. O cara falou que o Goiás vai ganhar dos bambis domingo. E eu sempre acreditei nos meus ídolos. Agora Flamengo, esqueça o jogo deles, foco total no curintia e no gordinho. E fé galera, muita fé.
Dão também ta no Twitter: http://twitter.com/dao_tavares
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Uma nova era? Chegou a Fla Concept.
Como já deve ser de conhecimento de muitos, o Flamengo lançou ontem em sua sede a nova loja em parceria com a Olympikus, a Fla Concept. O Blog FlamengoNet não podia ficar de fora desse lançamento e estava lá registrando tudo, do começo ao fim do evento.
Tentando resumir um pouco sobre a loja, a entrada é feita pela Lagoa, em frente a sede do Remo e é aberta ao publico geral, o que vai poupar muitos constrangimentos ja sofridos por grandes Rubro Negros que não eram sócios e ja foram barrados na portaria quando queriam apenas comprar uma lembrança Flamenga. E por dentro impressiona principalmente pelo seu tamanho, dizem que são 1300 metros
Bem, tomei meu chopp, bati papo com os craques do passado mas também fiz minha parte de reporter né! Tem entrevista com o Bruno e com o Zé Roberto, que fala um pouco baixinho mas da pra escutar alguma coisa.
A jornada é árdua, mas o espírito é forte
Outras torcidas precisam gritar alto: eu acredito.
O flamenguista não precisa dizer que acredita. Isso é uma condição inerente do lado rubro-negro da força. Estamos além disso.
O rubro-negro não acredita simplesmente. Sua certeza vai além de convicção e da fé, mas de um conhecimento do que o Flamengo significa. Ele sabe.
Eu sei que podemos. E você?
* * *
Uma boa semana a todos.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Hermínio Correa
Faltou postura de Campeão
Não que a postura de campeão esteja apenas ligada à forma de atuação da equipe ou à postura tática, mas fato é que o Flamengo vinha até então conseguindo resultados positivos com um esquema perigoso e preocupante de jogo. É consenso que o Flamengo recuava demais em muitas partidas, principalmente as últimas, ainda que tenha obtido sucesso nos resultados.
Ontem a equipe não optou por recuar como vinha fazendo. Não há como dizer que o estádio tenha sido fator, afinal Maracanã cheio e em festa não é novidade em se tratando de Flamengo. Quando houve uma postura mais defensiva era mais por méritos do adversário do que por opção de jogo. E o Flamengo que aprendeu a gostar saindo em jogadas de velocidade, contando ainda com o brilhantismo e a categoria de homens decisivos como Petkovic ou Adriano, ontem parecia engessado e impotente frente ao bloqueio imposto pelo time goiano. Para piorar, a pressão pela necessidade de vencer para enfim alcançar a liderança parece ter alterado os nervos dos jogadores.
O Flamengo, salvo raras exceções, foi um time nervoso. Errou bastante. Adriano não se movimentou, Petkovic foi responsável por 10 dos 34 passes errados da equipe. As jogadas não fluíam pelas laterais. Resumidamente, jogamos mal.
Em um primeiro momento, o resultado de ontem é bastante frustrante. Dá a sensação de que o titulo tenha escapado de nossas mãos da maneira mais cruel possível: Dentro de casa, diante de um Maracanã lotado, bastando apenas fazer a parte que lhe cabe que é vencer em seus domínios.
Mas eu ainda acredito!
Para o sonho continuar vivo, terão que ter muito mais do que a vontade e disposição que de fato mostraram ontem. Diga-se: Jogou mal sim, mas não faltou vontade de vencer. Só que está provado que vontade apenas não ganha jogo. Vai ter que buscar um algo a mais, vai ter que voltar a jogar como campeão.
Mala branca
Esse tema é chato, seria muito melhor falar apenas de futebol, mas...
Não posso entrar muito em detalhes primeiro por não ter como provar segundo porque não preciso comprometer as pessoas que conseguiram a informação, mas é fato: houve mala branca.
Mas tenho um pensamento muito racional para a situação: A mala é uma questão desportiva ou ética? Fico com a segunda. “Mala” não chuta, não erra passes, não substitui mal. A tal “mala” sequer existiria se o Flamengo fizesse sua parte e vencesse.
Dentro de campo, com ou sem mala, o Flamengo deveria subir para o gramado tão ou mais motivado do que o Goiás. Maracanã lotado, torcida presente, iminência de alcançar a liderança do campeonato. E a real chance de título.
A mala branca não transformou o Goiás em nada mais do que... o Goiás. Tão somente o transformou em um time mais “motivado”. Mas ainda assim, continuou sendo Goiás. O Flamengo não o venceu. Ponto.
Talvez o assunto morra, talvez muito se diga no decorrer da semana. Fato é que esse mesmo Goiás enfrenta o São Paulo na próxima rodada. Boa oportunidade para os esmeraldinos mostrarem que a “mala” motivou o time a não perder. Até porque ao Internacional, time onde Iarley e Fernandão são ídolos e onde possuem bom relacionamento interno, precisa e muito desse resultado.
Nós Rubro Negros temos que ter em mente o seguinte: Deixem uma mala atrapalhando a outra.
Ao Flamengo cabe ir a Campinas, ter postura de Campeão Brasileiro na bola, jogando com garra disposição, vontade e categoria, e conseguir os três pontos. Não que seja simples, mas é apenas isso. É ir lá jogar futebol de verdade e vencer.
Fica um pedido: Acredite Nação Rubro Negra! O título ainda é possível.
Grande abraço, até segunda e Saudações Rubro Negras, sempre!
P.s: Para quem está acostumado com a "Coluna de Segunda Feira" não tem nada de errado na foto não, é isso aí mesmo. Precisamos honrar esse Manto Sagrado e a hora é agora: Dirigentes, Torcida e jogadores. Flamengo acima de tudo.
domingo, 22 de novembro de 2009
Há um turno atrás, Heber Roberto Lopes e Leo Lima garantiram ao Hélio dos Anjos o efêmero sonho que desejava. O Flamengo caía de pé em pleno Serra Dourada, com a certeza que se houvesse um árbitro naquela partida, o resultado seria outro.
Será que vão ter a cara de pau de garfar o Botafogo de novo este ano?
sábado, 21 de novembro de 2009
Paulo Lima*
Nos idos de 85-86, me recordo, não com muitos detalhes, da minha primeira partida no Maracanã. Era um Flamengo x Goiás, e o adversário nos derrotou, de virada: 2 a 1. As informações que tinha me foram suficientes para identificar, em pesquisa no FlaEstatística.com, de qual jogo se tratava. Foi o Brasileirão de 86. Coincidentemente, há EXATOS 23 anos: Dia 22/11/86. Com o mesmo adversário. Bebeto foi o autor de nosso tento.
Não é meu objetivo ser profeta do apocalipse nem advogar suposta culpa pelo fracasso. Pelo contrário: é para exorcixarmos o fantasma, se é que ele existe. Li ter sido a última (e única) vitória dos goianos sobre nós no Maior do Mundo em Brasileiros (ok, o 3 a 3 do ano passado foi como se fosse...).
Fato é que jamais deixei de pensar em ser Flamengo por conta daquela derrota. Era minha estreia oficial como rubro-negro. Estádio com pouca gente, derrota, nada realmente a empolgar.
Muitas vezes é difícil precisar porque decidimos torcer por determinado time. Pode ser por influência de família (meu pai é rubro-negro, mas sem xiitismo - se fosse por pressão, seria tricolor por meus dois avôs), por empatia com as cores, por um ídolo.
De toda forma, deve-se dizer que a primeira impressão do torcedor ao vivo faz, muitas vezes, toda a diferença. E ela não fez para mim.
Quero dizer é que não podemos baixar a cabeça, desistir do Flamengo, do futebol e da vida se a decepção deste domingo for a mesma que tive há 23 anos. Estamos próximos do hexa como nunca tivemos desde 92. Mas, ao conjecturarmos uma possível perda do título, vamos lembrar o equilíbrio do campeonato, o início irregular na competição, os problemas estruturais que se secundarizaram mas não deixaram de existir, os poderosos rivais... O time encaixou? Sim. O técnico deu liga? Igualmente. Mas os caras não são sobrenaturais, não viraram super-heróis da noite para o dia. Estão sujeitos a erro, vaia e má atuação.
Serenidade é a palavra de ordem. Quaisquer que sejam os desdobramentos do fim de semana. Nada estará perdido seja qual for o resultado. Há vida (e campeonato) além do Goiás. Há vida além do Brasileiro-09.
Vamos em busca da superação sobre o Goiás para nos garantir na Libertadores. Isto ainda não aconteceu. O destino se encarregará de nos conduzir, ou não, ao caneco.
Assim como me fez ser rubro-negro.
* Paulo Lima, perto dos 30, mora em Eastchester (NY) e aprendeu que existe vida após a morte no dia 7 de maio de 2008. Por isto, diz-se vacinado para qualquer outra decepção tão cedo.
Para quem é ligado numa superstição, aí vai uma bomba!
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Texto originalmente publicado no site da FIFA*
São Judas Tadeu é o santo padroeiro das causas desesperadas e, também, do clube que é a paixão de quase 40 milhões de brasileiros. E este clube se achava irremediavelmente mergulhado em uma dessas situações de desespero em agosto passado.
As chances do Flamengo de ganhar o Brasileirão, na verdade, pareciam extintas. Elas haviam sido praticamente enterradas após a derrota por 3x0 para o Avaí, time recém promovido à Série A, e um humilhante coro de “olés” vindo da torcida Catarinense parecia confirmar mais um constrangedor fracasso.
O gigante do Rio de Janeiro havia sofrido três derrotas em seguida. Ele se arrastava na 14a colocação, 13 pontos abaixo do líder do campeonato. Ele parecia ter perdido o tesão; ele parecia ter perdido a confiança. Uma reação parecia inconcebível; uma retirada desonrosa do campo de batalha era cada dia mais e mais provável.
Foi então que São Judas decidiu atender às preces dos Flamenguistas. E ele o fez através de um punhado de discípulos: a garra motivacional e a sagacidade tática de Andrade foi a força motriz do renascimento; o goleiro Bruno se tornou uma barreira quase impenetrável; Maldonado solidificou um turbulento meio de campo; Petkovic enganou quem pensava que ele era uma relíquia (o Sérvio fez 37 anos em setembro), jogando um futebol radiante; e o atacante Adriano, que foi um solitário (embora inconstante) brilhareco durante a primeira metade da campanha do Mengão, atingiu mais uma vez o ápice de uma carreira que muitos acreditavam encerrada.
A reação desde o pesadelo contra o Avaí foi impressionante. O Flamengo, apesar de ter tido uma desafiadora sequência de jogos, venceu dez, empatou três e perdeu apenas um em seus últimos 14 testes; esses resultados impulsionaram o time à segunda colocação no Brasileirão – apenas dois pontos atrás do líder São Paulo, faltando três rodadas para o seu final – e colocou seus torcedores em um estado de êxtase.
“Quem riu de nós agora está vendo que estamos perto do sucesso,” declarou Bruno. “Nós nunca deixamos de acreditar. Este é o resultado da união do time.”
Essa unidade ficou evidente quando o apito final decretou a vitória por 2x0 contra o Náutico em Recife no domingo, trazendo os jogadores em um círculo, braços em volta uns dos outros por quase um minuto. Este foi um pedido do no 1. “Eu disse que, naquele momento, o Rio de Janeiro estava pintado de vermelho e negro, e que os torcedores que estavam ali representavam uma Nação que precisava e merecia esse título,” Bruno explicou.
Apenas três rodadas restam para o Flamengo tentar suplantar o São Paulo (que está perseguindo um inédito 4o título brasileiro consecutivo), mas os presságios parecem vestidos em vermelho e preto enquanto o time busca seu primeiro título nacional desde 1992. De fato, dois dos jogos que ainda faltam ao Mengão vão ser disputados no Maracanã, onde ele venceu os últimos 6 jogos que jogou ali. E onde tem o apoio incondicional de massas de Flamenguistas que lotam o venerável estádio até o teto e promovem uma única, tempestuosa corrente de inspiração. O Tricolor Paulista, por outro lado, joga dois dos seus três compromissos fora de casa – e seis de suas sete derrotas até aqui aconteceram longe de seus domínios.
“Eu estou muito orgulhoso dos meus jogadores,” diz Andrade, que foi um icônico meio campo no Flamengo que conquistou tudo nos anos ’80. “Eles têm feito tudo certo até agora. Já faz muito tempo desde que o Flamengo não tem uma chance como esta, e nós temos que continuar avançando. A tensão aumenta a cada jogo. O São Paulo é um forte candidato e o título está nas mãos deles mas, se nós fizermos a nossa parte, quem sabe?”
Adriano, o artilheiro da competição com 19 gols, atribui o sucesso do Flamengo a seu técnico. “Nós estamos nessa posição por causa do Andrade,” ele diz. “Antes do jogo (contra o Náutico), eu brinquei com ele que, se ele precisasse, eu iria jogar na lateral esquerda (o titular Juan estava suspenso, e o reserva Everton Silva machucado). Este é o espírito deste grupo.
“Nosso objetivo é dar esse campeonato para a nossa maravilhosa torcida. Nós temos que nos concentrar no nosso trabalho e não pensar no nosso rival. Esse titulo vai ser o ápice da minha carreira.”
Uma declaração e tanto para o homem que venceu a Copa América de 2004 e recebeu o prêmio de melhor jogador do torneio, ganhou a Bola de Ouro e a Chuteira de Ouro da Adidas após o triunfo da Seleção Brasileira na Copa das Confederações da Alemanha em 2005 e ajudou a Inter de Milão a vencer três títulos do campeonato Italiano.
Todavia, considerando como parecia inconcebível o Flamengo vencer o Brasileirão três meses atrás, talvez a realização desta missão impossível seja mesmo vista como o a maior conquista da história para grande parte dos Flamenguistas – mesmo alguns daqueles velhos o bastante que acompanharam os anos de ouro de Zico, Júnior e etc.
A bola está com você, São Judas.









