segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Utilidade pública

Recebemos alguns e-mails sobre a compra de ingressos para o jogo de domingo.

A real é simples: acabou. Só na mão de cambista, e olhe lá. Quem tem ingresso deve pedir até 300 reais. A chapa esquentou.

O meu conselho é simples também: se não tem ingresso, melhor não se arriscar. Principalmente para quem está fora do Rio. É um conselho desanimador, mas real. Se eu não tivesse ingresso, ficaria aqui em Curitiba, quieto.

Peço desculpas pela aspereza, mas é melhor informar a deixá-los numa rabuda sem tamanho.

SRN!!!

domingo, 29 de novembro de 2009

Triplex Top Ten

1 - Nada ganho: Pés no chão. Nada acabou, ou está longe de acabar. Foi preciso que nossas preces tomassem uma dimensão absurda pra acontecer o que aconteceu hoje. E é exatamente pelo exemplo de palmeiras e são paulo que peço sapatinho máximo. Estamos a 90 minutos do título. Só depende de nós, de mais ninguém. E venhamos e convenhamos: tiramos 12 pontos de diferença - ou algo assim - e jogamos o melhor futebol do campeonato. Não poderia ser diferente.

2 - Zé Roberto: Jogou muito hoje. Muito. E vê-lo dando carrinho no segundo tempo, na defesa, mostra que o comprometimento do grupo é fodaralhasticamente absurdo.

3 - Angelim: Hoje nosso Gamarra do Agreste deu as cartas. Jogou muita bola, dominou a parada do lado de lá, e, na hora certo, mostrou seu valor.

4 - Bruno: De novo, fechou o gol. Como tenho dito, ESSE Bruno aí é titular sempre. E até pra vermos que nossa defesa não é ruim, somos a segunda menos vazada. Isso é muito bom, por mais que um ou outro não esteja bem das pernas, nos dá muita segurança.

5 - O jogo: Vi um Flamengo que caiu dentro do adversário, e quando fez o gol começou com um temeroso cerca lourenço, chegando a sofrer algumas investidas perigosas. No segundo tempo, em face da falta de interesse deles, fez um joguinho de toca-pra-cá-toca-pra-lá. Como nas últimas partidas, mesmo sendo atacado, vi um time extremamente consciente do seu dever. E, como alguns comentavam no blog, quando eles se interessaram em arrumar um gol, matamos a parada num contra-ataque. Aproveito pra dizer que o juiz foi muito bem. Amarelou e expulsou quando tinha que expulsar, e provou o contrário pra todos nós. Melhor assim. Prefiro me decepcionar com uma boa atuação a esperar o melhor do mundo e o cara passar o rodo na gente. Pra completar, 2 coisas: Futebol de homem se ganha é dentro de campo. E mala branca de cu é rola.

6 - A emoção: Tive 3 emoções muito fortes com o Flamengo em 2009. Os 2 gols contra os bambis, jogo que fui via Ale. Quase infartei. E na entrada do time na semana passada. Chorei pacas. Mas acreditem, mesmo sendo um jogo que não decidia nada, ver o gol do Zé Roberto e a bolinha explodindo pra avisar do gol de empate do Goiás foi demais pro meu colesterol. E, ao fim do jogo, a Globo deixar o canto da torcida cantando, PUTAQUEPARIU, desabei no choro aqui. E me aguardem, se nada der errado, Maraca me espera domingo que vem.

7 - Críticas: Nenhuma. Estamos próximos do título. Como posso reclamar dos caras que ultrapassaram a tudo e a todos na bola? Só se eu for maluco.

8 - A torcida: A Magnética é foda. Não tem como usar adjetivos de titia. Nós, Vocês, Eles, SOMOS A NAÇÃO MAIS FODÁSTICA DE TODAS AS NAÇÕES. E me permitam: eu avisei. A FÉ é nossa maior arma. É o que move nossas montanhas. Rezem. Batuquem. Orem. Está na hora do jejum acabar.

9 - Concentração: Tirem os caras do Rio. Mandem pra Bangu I. Concentração total, em todos os sentidos. E FOCO. MUITO FOCO.

10 - Sparta: 10. Como jogou esse garoto hoje. Gigante. E aí, a nota 10 vai pro Maldonado também. O professor deve estar orgulhoso do que o aluno Aírton jogou hoje.

E nada mais digo.

Alex do triplex no twitter: http://www.twitter.com/alextriplex









NOSTRADAMUS JÁ PREVIU O NOSSO HEXA!


“Quando a ave humilhada que veio das proximidades das águas poluídas se mostrar feliz com a volta, a grande nave de cimento tremerá mais uma vez e a trombeta soará pela sexta vez”.
Tradução:

AVE HUMILHADA - URUBU

PROXIMIDADE DAS AGUAS POLUIDAS - LAGOA RODRIGO DE FREITAS

SE MOSTRAR FELIZ COM A VOLTA - VOLTA AO TOPO DO RANKING DO BRASILEIRÃO E A VOLTA DO PET E DO ADRIANO

GRANDE NAVE DE CIMENTO - MARACANÃ

A TROMBETA SOARÁ PELA SEXTA VEZ - HEXACAMPEONATO

Vamos lá Mengão! Nostradamus já previu o nosso Hexa!



Eu avisei, eu pedi.

É inerente ao rubro-negrismo ter fé.

Chegamos.

Falta 1 jogo.

Logo mais, o TTT
.




Mesa de Bar - Corinthians x FLAMENGO
Brinco de Ouro da Princesa - 17:00h
"Vini, vidi, vici"

Vim, vi e venci.

Frase atribuída ao então General Júlio César, em mensagem ao Senado Romano - Roma ainda uma república - após a vitória sobre Farnaces II do Ponto, na Batalha de Zela em 47 a.C.

Curiosamente, nesta época ainda não haviam Imperadores.

E é isto que esperamos hoje. Sem imperadores, que um grande General e sua Legião conquistem a glória, longe de casa.


Alea jacta est (A sorte está lançada).

Links para o jogo: www.rojadirecta.com
Ou com a ajuda de nossos bravos comentaristas.

sábado, 28 de novembro de 2009

Pra quem insiste no desânimo.

Mengão é sufoco puro


*Por Gustavo de Almeida, direto do blog Jihad Rubro-Negra



Caros amigos, companheiros de JIHAD:

Estamos a duas rodadas do fim de um campeonato brasileiro de sonho, ou, pelo menos, aquele em que mais sonhamos, talvez desde 1992. Nem mesmo nos campeonatos de mata-mata pós-1992 estivemos tão perto do título quanto naqueles 90 minutos contra o repugnante Goiás em que a bola se recusou a entrar. Não. Ali, uma vitória e a fatura estaria liquidada. Atropelaríamos os gambás em Campinas e esmagaríamos o Grêmio no Maraca diante de umas 90 mil almas rubro-negras no estádio e outras 34.910.000 mundo afora.

A bola não entrou, o Corinthians voltou a ser ameaça, assim como o Grêmio. Adriano queimou o pé, e de repente vimos que a coisa não ia ser fácil. Até porque o poderio financeiro Bambi está comprando o time do Goiás, levantando suspeitas antecipadas sobre o Match deste domingo. É, não vai ser fácil.

Grande descoberta.

Afinal, chegar ao segundo lugar como estamos já havia sido um perrengue desgraçado, que demandou vitórias épicas como a sobre o Palmeiras e protocolares como a sobre o pavoroso Galo em seu reduto ordinário. Não entendi muito o por quê do apavoramento. Na verdade, vejo motivo mais para irritação.

Na semana do jogo contra o Goiás, foi difícil conter o oba-oba, mas a diretoria atual não teve competência nem pra conter o Petkovic: o gringo foi à Bahia gravar um documentário sobre sua vida, algo que deveria ter sido adiado para depois do dia 6 de dezembro. O Adriano que esteve em campo não era definitivamente o mesmo que havia destroçado o Náutico uma semana antes. Ou seja, houve festinha. E em hora errada.

Agora, nosso artilheiro aparece com o pé queimado. E inventando historinha.

Mas vejam bem, meus amigos: diretoria incompetente e sufoco para ganhar nunca foram novidades no Mengão. Como diz mestre Arthur Muhlemberg no Urublog, torcer pelo Mengão é um perrengue dos diabos. Ninguém jamais disse que era fácil, molezinha, tarefa para ser exercida no ar-condicionado durante jogo de Tetris. Nada disso: torcer pelo Flamengo é um troço de maluco, é para quem tem culhões de aço (ou ovários de platina).

Lembro dos perrengues que já passamos: em 1978, Rondinelli fez o gol aos 41 do segundo tempo depois que sofremos o pão que o diabo amassou diante do gol do mau-caráter Leão. No ano seguinte, cagamos sangue num 0 a 0 diante do Bostafogo para gritarmos Tricampeão. Em 1980, o João Danado Nunes precisou marcar o maior gol da história do Maracanã diante do hediondo Galo, aos 36 do segundo tempo, depois de 170 minutos de choro, ranger de dentes e mandíbulas destroçadas.

E o que dizer da conquista da Libertadores, com direito a porrada de carabineros da Ditadura Pinochet e ameaças de morte? E a conquista do Brasileiro em cima do Grêmio? E anos mais tarde, quando foi necessário ganhar do Vasco na bola e na porrada e ainda precisar do resultado do Bacalhau contra o São Paulo para sermos campeões com o vovô garoto em 1992?

E não pensem que eu esqueci 2001: até os 43 do segundo tempo nosso tricampeonato tinha ido para a casa do caralho, quando em um único lance o sérvio Dejan mandou o Vasco de primeira classe para o mesmo lugar.

Por tudo isso, caros amigos, é que solicito aos senhores o cumprimento dos respectivos juramentos: vamos todos para a frente da TV neste domingo e, quem conseguiu comprar ingresso, vai, sim, para o Maraca. Foda-se a bolha. Foda-se o pênalti. Para quem já passou por tudo isso e ainda torceu por Lê em 1999 na Copa Mercosul, ter que torcer pelo Bruno Mezenga é moleza. Mengão é perrengue mesmo, é ralação pura, e este sangue derramado a cada contenda é que faz de nós o que somos.

Não posso tolerar nhenhenhem por causa de bolha no pé do Imperador e nem mimimi com o 0 a 0 diante do Goiás. Horas antes do jogo, aliás, eu vaticinava diante de minha senhora que esbanjava otimismo: “Vai devagar. O Goiás levou grana e a única coisa que aqueles mortos de fome têm para fazer este ano é encher o saco do Flamengo. É um clube de sexta divisão e que desponta a cada dia para o anonimato. O jogador mais famoso deles andaria com calma do Leme ao Leblon sem parar para dar autógrafo. Os caras vão dar a vida – algo que nem vale muito, é verdade”. Saímos tristes, é verdade. Mas bastou um chope na Praça Vanhagen, ali no Bochicho, que logo todos faziam planos para o jogo contra o Grêmio.

Como dizem nas missas: este é o mistério da fé. Pra cima deles, porra!

Butterfly Man



O caso do Adriano me lembrou do personagem de Hiro Nakamura, o Master of Time do seriado Heroes.

Na última temporada, Hiro resolveu resolver - se vocês me permitem a licença poética - alguns problemas do passado, e nessa onda incorporou o efeito borboleta.

Pois bem. Essa lenga-lenga toda pra dizer que, se eu fosse o Hiro, não viajaria pra tirar a lâmpada do jardim ou o cano da moto. Deixaria tudo como está, não mexeria uma palha.

Implicância com o Adriano? Não. Simplesmente a velha teoria que volta e meia defendo aqui. Somos o Flamengo, e o Flamengo JAMAIS pode ser dependente de um jogador. JAMAIS.

Ou todos tem memória fraca pra lembrar o terror de medo de pavorzinho que rolou quando o Íbson foi embora. Sobrevivemos? Sim, obrigado. Sobrevivemos e revivemos. E a vida continua seguindo.

Temos que esquecer essa parada toda, esse mimimi de joga-não-joga, de quem tem culpa eu, de tudo. Temos que focar no nosso adversário de amanhã, ganhar, e continuar vivo. Simples assim.

O Flamengo pecou muitas vezes num passado recente por oba-oba, por falta de caráter de jogadores, por falta de caráter de dirigentes. Mas esse elenco aí me parece diferente. Esse elenco me faz acreditar, principalmente pelo Pet, que vamos chegar a algum lugar.

Os jogadores falam em Libertadores. Acho correto. É nisso que temos que focar. Me lembro de Isiah Thomas, ex-armador do Detroit Pistons, comentando para a espn sobre a final entre Lakers e Bulls. Ele falou mais ou menos que os Bulls precisavam ganhar o jogo para ganhar o título, e não o contrário. Deu pra entender o pequeno grande hiato? Temos que garantir a Libertadores. Se o goiás ajudar, vamos pra luta, vamos pras cabeças. Entonces, que se foque o que é palpável hoje, e amanhã, ali pelas 8 da noite, a gente conversa.

FOCO. O grupo precisa entender que nós estamos ao lado deles. FOCO deles e FOCO nosso.

Vamos pensar nos que entrarão em campo. Esqueçam quem tá de fora. Esqueçam dos problemas.

É hora de ser Rubro-Negro como nunca.

Com .

Com ESPERANÇA.

A Mística do Manto tem que entrar em campo em Campinas e Goiânia.

Vambora torcer e secar?

E nada mais peço.

Nosso Mundo é Flamengo – Novo Torcedor

Por Max Amaral*

Eu nunca fui um torcedor fanático.

Adolescente, acompanhava o timaço de Zico, Adílio e cia com alegria e orgulho mas, depois disso, confesso que fiquei vendo o time meio que “de longe”.

Não é que meu amor tenha diminuído. É que o resto da vida estava cobrando demais e, mesmo tendo sempre um Manto Sagrado no guarda roupas, não era mais um torcedor que sabia escalação de cor, ou que procurava entender o que andava acontecendo com o time ou com o clube.

Surpreendentemente, isso mudou quando eu me mudei do Brasil. Sei lá se para compensar a falta dos amigos e de gente falando português o tempo todo, passei a acompanhar o time de uma maneira mais ostensiva, escarafunchando a internet atrás de notícias e, depois que descobri os blogs da FlamengoNet e do MundoFlamengo, virou quase um vício.

Então, estamos falando de pouco tempo: o Brasileirão de 2008 – com toda a frustração de ver o time “comandado” (sim, com aspas mesmo) por Caio Jr. entregar um título que estava em nossas mãos e a temporada 2009, com a alegria do Penta-Tri, a decepção do primeiro turno do Brasileirão e a entusiasmante arrancada do segundo turno.

E o que essa arrancada fez foi me deixar nervoso, pilhado demais, fora de mim. O jogo contra o Goiás, semana passada, foi o ápice: cheguei a sonhar com o time perdendo por 2 x 0, Angelim saindo de campo com a perna quebrada, toda a decepção do mundo. Eu fiquei insuportável durante a semana inteira, não conseguia me concentrar em nada e, na hora do jogo, estava nervosíssimo. Minha mulher, inteligente, desapareceu até pelo menos umas duas horas depois do frustrante empate. Eu estava puto.

O quadro só mudou quando eu falei com meu filhote, que mora em Belo Horizonte. Foi aniversário dele semana passada e eu mandei um Manto novo e o livro do Ziraldo (O Mais Querido do Brasil em Quadrinhos, Ed. Globo, dica do Paulo Lima).

E me emocionei com meu garoto, do alto dos seus 7 anos de idade, me contando todo excitado como o Zico batia faltas, ou como sei lá quem fez um gol de cabeça e foi importante. E ele declarou que, quando crescer, vai ser jogador de futebol e vai jogar no Flamengo, e até me pediu para largar a minha profissão para eu jogar com ele.

E eu, com uma lágrima besta correndo, só pude dizer que iria ser lindo vê-lo entrar no Maracanã com a camisa rubro-negra, a torcida gritando o nome dele. E me dei conta, de repente, de algo absurdamente óbvio mas que a gente se esquece de vez em quando: de como o Flamengo é grande! Como é maior que qualquer desses campeonatos, o qualquer desses jogadores.

Então, ainda estou na torcida. Ainda vou secar o SPFW, ainda vou torcer para vencermos o Curíntia e, depois, o Grêmio. Vou ficar maluco com o Hexa. Mas não vou morrer se não acontecer nesse ano, nem nos próximos. Não vou perder o sono por causa da falta de foco do Adriano, da complacência da diretoria, da falta de estrutura que teima em nos fazer sofrer mais do que merecíamos e precisávamos. Vou relaxar e apenas deixar meu amor pelo Mengão falar mais alto, jogo a jogo, ano a ano. Se não der, não deu, vou continuar tão rubro-negro quanto sempre, talvez até mais.

(E, se meu filhote não virar um jogador profissional, também não tem importância. Eu já prometi a mim mesmo que, qualquer dia desses, vou entrar no Maracanã de mãos dadas com ele, e vamos vibrar muito vendo juntos um jogo do Mengão. Acho que isso é o mais importante.)


Max Amaral mora nos Estados Unidos, e tenta explicar aos americanos que gostam de beisebol e futebol americano que divertido mesmo é o soccer. E também escreve no Mundo Flamengo (www.mundoflamengo.com).

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

É com você, Mezenga!



Vocês que fazem parte dessa massa,
Que passa nos projetos, do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais, do que receber.
E ter que demonstrar, sua coragem
A margem do que possa aparecer.
E ver que toda essa, engrenagem
Já sente a ferrugem, lhe comer.

Eh, ôô, vida de gado

Povo marcado, ê
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz

Triste a notícia da ausência do Imperador no próximo jogo.

Mas o momento não nos permite lamentar.

Na final da Mercosul de 1999 não tivemos o Romário e o prata da casa Lê entrou e correspondeu.

Vai que é sua, Mezenga!

*Em tempo: cala a boca, Rubinho Barrichello. Dispensamos a sua 'torcida'.


EMBAIXADAS DA NAÇÃO – O FLAMENGO ONDE VOCE ESTIVER
Por Vinicius Nagem

Amigos do Blog da FlamengoNet,

Já estamos na quarta Embaixada sendo apresentada aos freqüentadores deste espaço virtual e esta que vocês terão o prazer de conhecer hoje é indiscutívelmente uma das mais atuantes e representativas Embaixadas da Nação. A história da sua fundação repete alguns dos momentos emocionantes das narrativas anteriores - que aqui já tivemos o prazer de desfrutar - demonstrando o fervor que contagia a todos que torcem pelo Mengão em qualquer lugar do planeta. Com a palavra, Nick Marvin, Vice-Presidente da FLA-JEQUIÉ.


O QUE É QUE A BAHIA TEM? TEM FLAMENGO SIM SENHOR!
* Nick Marvin – Vice-Presidente da Fla-Jequié

Jequié é uma cidade do interior da Bahia, que possui uma população em torno de 150.000 pessoas. Cercada de montanhas, a cidade sofre com o calor durante quase todo o ano é conhecida por possuir um clima comparável ao verão carioca. Mas não é apenas o clima que faz jus comparativo à Cidade Maravilhosa. Nossa cidade é sem dúvida um dos maiores redutos rubro-negros do interior da Bahia, e não estou me referindo ao rubro-negro genérico do nosso estado, o Vitorinha, pois a influência deste e também do tricolor baiano (Bahia) não se firmaram por aqui, aqui é mais provável se encontrar um torcedor vestindo a camisa do “Terek Grozny” da Rússia, do que desses clubes baianos.

Me refiro ao verdadeiro rubro-negro que arrebata paixões por aqui, que arrasta as massas em comemorações de campeonatos, que embeleza a cidade de vermelho e preto no dia seguinte a uma vitória contra um “Cardoso Moreira”. De fato impressiona os números, comprovados na final desse ano do Carioca, quando nós da Fla-Jequié colocamos um trio elétrico na comemoração e bateu todos os recordes de Micaretas anteriores na cidade, segundo dados da Polícia Militar e imprensa local.

Se por um lado a cidade tem essa característica forte de possuir essa grande massa flamenguista, por outro, evidenciava a frustração de vários grupos que tentaram criar uma Torcida Organizada do Flamengo na cidade, mas de alguma forma não prosperava, na maioria das vezes, por questões de organização. Em mim esse era um sonho juvenil, fazer parte de uma Torcida Organizada do Flamengo em minha cidade, mas algo diferente de tudo que havia visto até o momento, que não fosse nem como as TO’s do RJ, que possuem “brigadas”, “pelotões”, “batalhões” (similares às Forças Armadas, rs... ) em várias cidades da Bahia, nem tampouco nos moldes que alguns haviam criado em nossa cidade. O pensamento era reunir flamenguistas apaixonados e suas famílias, pra juntos torcermos, realizarmos ações em prol do clube na cidade, criarmos entre o grupo momentos de lazer, descontração, festas comemorativas, viagens para acompanhar o Flamengo e se possível quem sabe um dia sermos reconhecidos pelo clube.

E foi assim, que em um dia no ano de 2007 em conversas no msn com o amigo Fernando, resolvemos colocar em prática esse antigo sonho, ele que já havia tentado no passado criar a torcida Fla-Sol, mas sem sucesso. No dia seguinte estavámos reunidos com mais 11 pessoas, determinados a quebrar aquele tabu, de que torcida organizada do Flamengo não subsistia em Jequié. Naquele dia estava formada a diretoria da Fla-Jequié, que foi batizada inicialmente de “Avalanche Rubro-Negra de Jequié”, e pactuamos naquela reunião que nos organizaríamos de tal forma a viver a certeza de que enquanto houvesse Flamengo, a Avalanche existiria, perpetuada pelas nossas gerações.

Aquele grupo se rendeu ao desafio, e passaram a abdicar dos seus horários de folga, de momentos com a família, para estarem juntos reunidos, traçando metas, definindo estratégias para a realização desse intento, e buscando parceiros, já que o nosso objetivo era fazer algo proporcional ao apelo flamenguista que a cidade possuia. Por outro lado era comum entre todos o primar pela qualidade, já que era nosso objetivo desde o início, um ambiente família, dissociado da idéia de confusão, brigas e rivalidades extremas. Organizamos uma lista de flamenguistas que se encaixavam nesse perfil, e individualmente contatamos um a um, apresentando o nosso projeto e os convidando a se tornarem sócios da torcida. Não me lembro de nenhum diretor ter apresentado nas reuniões a recusa de alguém que havia sido procurado, e no período de um mês tínhamos em torno de 200 pessoas cadastradas, todas devidamente identificadas através de carteirinhas que fizemos e camisas da torcida. E a seleção, que foi feita, definitivamente, foi ponto decisivo para o sucesso.


A partir disso passamos a invadir os bares da cidade, o que virou uma verdadeira peregrinação, pois havia problemas com o espaço, os bares não comportavam, além disso o incômodo em dividir o local muitas vezes com torcedores de outros clubes. Depois de um jogo desses entre Flamengo X Vasco em um certo bar onde estavámos, decidimos naquela noite que no dia seguinte iríamos procurar um local para alugarmos, onde ofereceríamos conforto aos nossos sócios e um ambiente totalmente rubro-negro. Dois dias depois estavámos realizando mutirão e pintando de vermelho e preto uma famosa academia de Karatê da cidade, localizada no point dos bares da cidade. Quem passava por ali e via aquela cena parecia não acreditar, relutantes pelo insucesso de grupos anteriores, e perplexos quanto à extinção daquela tão importante academia.

Fixava-se naquele local a “AVALANCHE RUBRO-NEGRA DE JEQUIÉ”, com uma linda festa de inauguração que reuniu vários nomes importantes da nossa cidade, imprensa e os apaixonados rubro-negros que viam ali seus sonhos sendo realizados. Passamos a oferecer aos nosso sócios não apenas um ambiente para assistirem aos jogos, mas um ambiente de lazer e descontração, com serviço de bar, tênis de mesa, sinuca, torneios de dominó e baralho, e um espaço aonde eram realizados seus aniversários e de seus filhos, o que acabou propiciando a criação de fortes laços de amizades entre todos os sócios. Tudo estava acontecendo como imaginavámos, mas ainda faltava algo, era parte do nosso sonho...O Clube saber que nós existíamos, e que o Flamengo era a nossa vida, e faríamos tudo por ele. Passei a mandar fotos da nossa sede, encontros, dias de jogos e etc. para o Flamengo. Um dia recebi um e-mail de uma mulher, dando os parabéns e falando sobre um projeto do clube, que contemplaria esses movimentos espontâneos de torcedores pelo Brasil, que seria conhecido como EMBAIXADAS DA NAÇÃO, e ela me explicou o projeto e me enviou um documento com os requesitos necessários para se tornar uma Embaixada. Aquela mulher me apresentou a realização do meu sonho e daqueles bravos rubro-negros, que formavam a diretoria da nossa torcida. A partir daquele dia o nome daquela mulher estaria para sempre relacionado a concretização desse sonho: LETÍCIA MELO. Tudo que Letícia nos apresentou como requisitos nós já atendíamos, faltava apenas o nome, a partir dequele dia a Avalanche Rubro-Negra de Jequié, passou-se a chamar Fla-Jequié.

Me lembro como hoje de estar em lágrimas ao ver a primeira matéria da extinta Avalanche no site do Flamengo, colocado pela maravilhosa Marilene Dabus, que me tratou desde o primeiro contato com um imenso carinho e atenção, voltaria a chorar novamente, quando recebi o e-mail de que seríamos diplomados como Embaixada em um evento na Gávea, e simplesmente no dia do aniversário do Clube. Eu havia sonhado, mas não pra tanto, aquilo parecia irreal para um grupo de torcedores do Flamengo do interior da Bahia. Hoje a Fla-Jequié é uma realidade não apenas como torcida do Flamengo, mas como uma Embaixada, adquiriu respeito e admiração na cidade, pela organização, participação em campanhas sociais, trabalhos voluntários e etc, e da parte da torcida do Flamengo em nossa cidade, propiciamos aos muito torcedores a chance de irem aos jogos do Flamengo, de conhecerem o Maracanã, sonho de criança de senhores já de idade, abrimos um canal de contato com o Clube e tornamos o Flamengo real para cada um deles em Jequié. Com a visibilidade do trabalho realizado fomos convidados pela diretoria do Jequié Tênis Clube para deixarmos o aluguel e sem custo algum utlizarmos o clube como sede da nossa torcida, oferecendo aos nossos associados um lugar de excelente lazer, com piscinas, campos de futebol, quadras poliesportivas, salão de jogos e etc, sem que os nossos sócios paguem nada a mais por isso. Aproveitamos e no próprio clube lançamos a escolinha de futebol Fla-Jequié, que atende a várias crianças carentes da nossa cidade, e que é muito bem dirigida por dois diretores da nossa Embaixada que são formados em Educação Física.
A nossa diretoria hoje é composta por: Fernando Costa (Presidente), Nick Marvin (Vice-Presidente), Márcio César (Dir. Finanças), José Gargano (1º Secretário), Paulo Lago (2º Secretário), José Morbeck (Dir. Marketing), Franklin Jandiroba (Dir. De Eventos). Nesse um ano de diplomada, estamos todos muito felizes pelo que alcançamos e por tudo aquilo que concerteza ainda alcançaremos, mas certos de uma coisa: não há limites para os nossos sonhos, quando lutamos por eles!

COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat

O time para o jogo de domingo

Domingo passado era final de campeonato. Não deu, paciência. Este domingo, é final de campeonato de novo. E eis o primeiro passo para vencer a final: encará-la desta maneira. O adversário a ser batido é o Corinthians, só o Corinthians. E é preciso entrar em campo acreditando que é um bom time, com jogadores perigosos, que jogarão pra ganhar - para vencê-los, é preciso concentração e dedicação máxima.

O esquema do Corinthians é até parecido com o do Flamengo. Ronaldo joga como centro-avante fixo à frente, sendo ajudado por dois atacantes abertos - que devem ser Jorge Henrique e Defederico - que recuam para ajudar no meio, tanto na ligação quanto na marcação. Quem faz mais o papel de meia de criação é o garoto Boquita, mas os dois volantes - Edu e Elias, longe de serem apenas cães-de-guarda - têm boa chegada de trás. Não será supresa se, caso o time precise de mais poder efetivo durante a partida, Dentinho entrar no lugar de um dos meias, indo para o ataque e recuando um pouco Defederico para a armação. De qualquer forma, é um time capaz de criar jogadas tanto pelo meio, quanto pelas pontas.

E há Ronaldo. Não vou nem entrar na questão de uma possível motivação extra dele contra o Flamengo - independente disso, o cara é o centro-avante do adversário, um jogador com recursos que os outros não tem, e é preciso ter muita atenção. Porém, é bom também não ter medo - algo que tenho visto ser comum com Ronaldo desde que ele voltou ao Brasil. Quando o cara pega na bola, me parece haver sempre um excesso de temor pelo que ele vai fazer, e determinadas jogadas que ele tenta acabam só dando certo por conta disso. Ele é bom, sabe jogar e mesmo acima do peso manteve a explosão na arrancada; mas está sim sem mobilidade e, quando os zagueiros o encararem de frente, é questão apenas de terem tranquilidade para fazerem seu trabalho. Respeito, cuidado, mas nada de criar um monstro mais feio que a realidade.


* * * * * * * * * * * * *

Fora a preocupação com o adversário, é bom o Flamengo jogar o seu melhor. Torçamos para que a preparação tenha sido boa o bastante para isso - apesar de Adriano, por exemplo, que já não treina terça, ter ficado de fora do treino de ontem por conta da tal queimadura no pé, pra lá de inoportuna.

Mas evitarei ser ranzinza mais uma vez com este tipo de coisa e ser otimista - acredito que o jogo passado tenha servido de lição e que vá entrar todo mundo com a faca entre os dentes. E, se for assim, time por time, objetivos por objetivos, o Flamengo tem toda a condição de sair com a vitória.

O time titular, todos conhecem e Andrade não vai mudar (se não for obrigado, claro). É com isso que vamos, e tem que ser o bastante. Mas eu gostaria que o técnico considerasse com mais carinho o aproveitamento de Fierro, que melhorou consideravelmente o time nas últimas duas vezes em que entrou e que, pra mim, é muito mais recomendado pra fazer a função de atacante/meia direito do que Willians, especialmente para um time que precisa da vitória. Já falei disso algumas vezes: não é uma questão nem técnica entre os dois, mas sim de conhecer melhor a função. O chileno sabe se colocar à frente da linha da bola, sabe a hora de partir pra receber na frente, Léo Moura entende a sua movimentação e, com isso, o time funciona melhor por ali. Willians é volante - um belo volante, e até com uma chegada interessante na frente. Mas isso se for partindo de trás, como sabe se colocar. Desde que Éverton saiu e Juan voltou, o time perdeu um tanto da boa movimentação que tinha pela esquerda e, com Willians, não compensa isso pelo outro lado.

Enfim: agora é todo mundo entrar pra fazer o seu melhor. E seja o que Deus quiser.


- ANDRÉ MONNERAT trabalha com marketing em Internet e escreve também no SobreFlamengo (sobreflamengo.blogspot.com e twitter.com/sobreflamengo)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Foco



Devemos esquecer São Paulo, Goiás, Grêmio, Maracanã, Corinthians, Ronaldo e etc.

A torcida rubro-negra e os nossos jogadores devem se concentrar agora apenas na partida Corinthians x Flamengo, no próximo domingo, em Campinas.

Ainda acho que fazer o nosso papel bem feito - isto é, ganhar do Corinthians - promete ser mais complicado do que um tropeço do São Paulo, lá no Serra Dourada.

Meu feeling diz que só depende da gente.

Mesmo jogando feio ou bonito, é entrar em campo e faturar os três pontos.

Repito, o foco é a nossa próxima partida.

Porque o resto é consequência...

#Eusei

Faltam duas rodadas para o fim do campeonato. A tarefa hercúlea pode desanimar até porque ela poderia ter se tornado infinitamente mais fácil na última rodada. Eu sei que essa lógica é cruel e soberana até porque faz todo o sentido mesmo.

Mas faltam duas rodadas.

Entre o descrédito e a fé, não temos opção. Se o Onde Estiver, Estarei é intríseco a cada momento em que o nome Flamengo é gritado então só nos resta esperar o domingo. Esperar que o Flamengo seja o Flamengo mais uma vez.

Faltam duas rodadas. Depois protestamos contra a falta de CT, com a perda de pontos desnecessária para times que já foram rebaixados e por aí vai. Faltam duas rodadas. Vamos gritar Flamengo alto. E descobrir o que o destino reserva para a gente?

Eu sei.

CLIMA DE MARACA - O que eu vou dizer lá em casa?

Com linguagem informal, João Tavares - o Dão - comenta a movimentação dos torcedores antes/durante/depois dos jogos no Maracanã.




Bom dia nobre rubro negro. Confesso que eu não pilhei muito para escrever esse Clima de Maraca. Fiquei muito desanimado com o time domingo, mas em razão de alguns terem pedido e de ter tido um papo motivador com o Rondi me animei pra tentar passar pra vocês o dia que tinha tudo pra ter sido o dia da nossa liderança no brasileirão 2009.

Pra começar logo que cheguei ao Chico´s com 3 horas de antecedência já quase não conseguimos passar na rua para estacionar, a rua estava mais lotada que final de campeonato. Entrar no Chico´s? Foi a primeira vez que não bebi uma misera ampola do bar, a calçada dele estava simplesmente um calor infernal, do outro lado da rua tava mais tranqüilo, mas pra achar um ambulante tinha que praticamente subir em arvore e catar um pelo alto. O que ta bombando no recinto é cada galera com seu isopor, consumo próprio o choque de ordem não trava.

Os relógios das redondezas marcavam mais de 40 graus, mas mesmo assim todos chegaram cedo para torcer em cada uma das TVs do bar para o grande botafogo. Eu acompanhava de cima de um gelo baiano, de longe, com um olho na TV e um ouvido no radinho de pilha do amigo perto. Radinho de pilha o gol sempre chega antes e foi assim que eu vi um rubro negro solitário comemorando no meio da rua que eu soube que era gol do foguinho. E a festa foi como se a gente tivesse feito um gol de final de campeonato, e na verdade era. Quando a bambizada empatou já no finzinho do primeiro tempo nos dirigimos ao Maraca. Na fila para entrar vem a decepção, virada da bambilândia. Putz, cara amarrada em geral, passo a roleta e começo a subir a rampa do Bellini lamentando da vida, quando de repente a galera vibra de novo!! Cacete, mais um gol do Mengão, ops, do botafogo. É o empate no Engenhão.

Ao entrar no estádio o calor ta insuportável. O sol ta lá, na cara e eu confesso que foi a vez que eu mais suei dentro de um estádio de futebol na minha vida, e olha que eu não vesti meu Manto em nenhum momento, desde o Chico´s até chegar em casa. Eram 19:00 da noite (horário de verão), o sol se pondo e geral na arquibancada suava como eu nunca tinha visto antes. Acho que isso se refletiu muito dentro do campo, alguns jogadores ficaram exaustos com o calor.

De repente festa na favela, o Mengão tinha virado o jogo no engenhão. Ou seria o botafogo? Isso pouco importa, a festa é geral. O telão do Maraca anuncia o resultado, e ao acabar o jogo nós rubro negros entramos em estado de êxtase, como se não tivesse que ganhar de nenhum time depois, como se ninguém mais tivesse mais nada a fazer naquele dia, afinal o Mengo já era campeão. Só esqueceram de combinar antes com um certo time de verde, comandado por um certo treinador, que um dia no passado, muito no passado, já vestiu o Manto mas parece que guarda um rancor eterno pelo Mais Querido do Brasil.

E antes do time entrar tudo era festa (qualquer semelhança com um sete de maio é pura coincidência) e três pára-quedistas, um deles trazendo uma enorme bandeira rubro negra descem em pleno gramado do Maracanã.

Eu confesso que tava meio ansioso por conta desse mosaico. Não que eu curta mosaico, acho que fica muito bonito e tal mas acho babaquice principalmente porque fica numa disputa com o fluminense. Um faz assim, outro faz assado, pura vaidade. Oras deixem esse campeonato de mosaico na sala de troféus das laranjeiras, na minha eu quero a taça do hexa. Mas então, eu tava bolado da parada não dar certo, mas tirando a ilustríssima TJF aonde a letra O e R do MAIOR não se entendia nada, de resto foi perfeito, ficou lindo mesmo. Parabéns à Urubuzada pela idéia, pela Olympikus por bancar e toda a torcida, inclusive organizadas, por deixarem a vaidade de lado e vestirem uma única camisa.

O jogo começou tenso, e mais tenso ainda ficou quando um cidadão da torcida jovem subiu na grade que divide a amarela da verde. Como o cidadão estava atrapalhando a visão de quem tava na amarela todos pediram “gentilmente” para ele sair, mas como ele é da jovem e não obedece ninguém, nem a mãe, um ser humano desprovido de inteligência foi lá e empurrou o cara lá de cima. Bem, diante disso eu preciso dizer mais alguma coisa? Só podia terminar em porrada, subiram uns 20 na grade, para pegar qualquer um de bode expiatório, e acertaram um rapaz, coitado, que nada tinha a ver. A PM chegou mostrando todo aquele seu bom serviço reconhecido mundialmente, distribuindo bolacha a torto e a direito. Foi quando um PM, também desprovido de cérebro dispara um spray de pimenta. Bingo, foi só uma nuvem dele vir em nossa direção e batata, minha mulher passou mal. Tadinha eu sei o mal que essa porra faz, trava garganta e respirar fica muito difícil. Abre passagem galera que a gente ta indo lá pro outro lado, a educação dessa torcida nos faz pensar que ali as coisas não iam terminar bem.

Assistimos o final do primeiro tempo lá na outra amarela, na 22. Do jogo não quero mais falar, por incrível que pareça só gostei do Léo Moura, mesmo deixando um rombo na defesa ele buscou a vitória, agrediu o jogo todo. A torcida não fez feio, teve hora que não dava pra cantar mesmo, a tensão e ansiedade falavam mais alto. A volta pra casa realmente podia ter sido melhor.

Só mesmo um tal de Antonio José Rondinelli Tobias para me encher de animo no dia seguinte. O cara falou que o Goiás vai ganhar dos bambis domingo. E eu sempre acreditei nos meus ídolos. Agora Flamengo, esqueça o jogo deles, foco total no curintia e no gordinho. E fé galera, muita fé.

Dão também ta no Twitter: http://twitter.com/dao_tavares


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Uma nova era? Chegou a Fla Concept.


Como já deve ser de conhecimento de muitos, o Flamengo lançou ontem em sua sede a nova loja em parceria com a Olympikus, a Fla Concept. O Blog FlamengoNet não podia ficar de fora desse lançamento e estava lá registrando tudo, do começo ao fim do evento.

Tentando resumir um pouco sobre a loja, a entrada é feita pela Lagoa, em frente a sede do Remo e é aberta ao publico geral, o que vai poupar muitos constrangimentos ja sofridos por grandes Rubro Negros que não eram sócios e ja foram barrados na portaria quando queriam apenas comprar uma lembrança Flamenga. E por dentro impressiona principalmente pelo seu tamanho, dizem que são 1300 metros quadrados com Wi-Fi na enorme varanda bem de frente para a Lagoa Rodrigo de Freitas, banheiros e um enorme provador. Com uma equipe de mais de 20 vendedores a loja oferece desde material esportivo até motos, muita, mas muita coisa mesmo, tudo com a marca Flamengo. Existem alguns produtos exclusivos da própria Fla Concept somente vendidos ali na loja. Se você entrar ali com dinheiro na carteira amigo, um abraço, vai tudo.

Um evento marcado para 18 horas no Rio de Janeiro nunca começa na hora, então com meia hora de atraso o presidente Marcio Braga junto de seu vice Delair e de Tullio Formicola Filho, homem forte do MKT da Olympikus discursou para a imprensa durante alguns minutos. Sempre otimista e inflamado o presidente comparou a grandeza da loja com a grandeza do Flamengo.
Alguma pergunta pros homens da mesa??

Não??

Então saindo da loja e dando sequência ao evento, que ja está lotado do lado de fora temos a apresentação do coral do Mengão cantando o hino. E no salão muitos conselheiros, blogueiros, esportistas e claro os candidatos a presidência. Patricia, Delair, Pedro e Lysias estavam lá em campanha. Sim, o Lysias existe, tem 1 metro e meio mas existe. Mas quem também estava por ali eram os craques do passado: Rondinelli, Jaime, Adilio, Julio Cesar Uri Gueler, Silva Batuta, Gilmar Popoca, Nelio Marreco, a lista é grande, e a atenção voltada também.

Marcio Braga enfim corta a fita e a loja enfim é aberta ao publico. Lá na varanda estão alguns jogadores, os antigos vão pra lá também, area de imprensa. Como eu ja tinha visto a loja de ponta a cabeça parti pra lá. Estavam Léo Moura, Bruno, Zé Roberto, Toró, David. Falei com todos, e claro desejei sorte para essa reta final. Para mostrar que não tenho mágoa do Léo Moura até foto com o moicano eu bati, aliás até o elogiei pela partida de domingo, eu sou normal. Mas diante dessa galerinha toda e tendo do outro lado o Rondi, Uri Gueler, Adilio e Jaime aonde vocês acham que eu fiquei? Po, um papo Flamengo com o Rondi regado a um chopp não tem o que falar. O Deus da Raça me encheu de animo novamente com suas palavras. Eu que tava brochado reacendi uma chama pelo hexa novamente. Ah e chegou também o grande Andrade, com seu jeito sério e concentrado atendeu a geral. Bom pra mim que to quase completando de rabiscos minha camisa de 81.

Bem, tomei meu chopp, bati papo com os craques do passado mas também fiz minha parte de reporter né! Tem entrevista com o Bruno e com o Zé Roberto, que fala um pouco baixinho mas da pra escutar alguma coisa.

Ja quase indo embora parei para ouvir o Silva Batuta, que contava algumas de suas estórias com o Careca, apelido dado a Almir Pernambuquinho. Entre uma e outra conta de um jogo, em 66 se não me engano em que o juiz antes do jogo começar disse que ia botar ele ou o Almir para fora, era jogo contra o Bangu do Castor e a juizada era toda banguense e ele falou que fez um gol e esbarrou na volta ao campo num adversário, o juiz foi lá pos ele pra fora e ainda o zuou falando que tava fazendo o avisado.

No final da noite a loja tinha vendido horrores, eu teria feito a primeira compra, mas maquina do cartão não tava funcionando então deixei lá reservada minha encomenda. O medo é de eu passar lá após receber o décimo terceiro, fico liso de uma vez só.

PS: Alguém adivinha quantas bolinhas tem nesse doblò? Quem acertar ou chegar mais próximo leva o carro. Promoção do Cidadão Rubro Negro.

A jornada é árdua, mas o espírito é forte



Outras torcidas precisam gritar alto: eu acredito.

O flamenguista não precisa dizer que acredita. Isso é uma condição inerente do lado rubro-negro da força. Estamos além disso.

O rubro-negro não acredita simplesmente. Sua certeza vai além de convicção e da fé, mas de um conhecimento do que o Flamengo significa. Ele sabe.

Eu sei que podemos. E você?

Alfarrábios do Melo

Olá, saudações rubro-negras a todos,

Hoje eu vou me permitir interromper a história do tetracampeonato brasileiro de 87 e fazer um breve exercício de, ahn, futurologia passada. E se tivéssemos ganho do Goiás? E se aquela falta do Pet tivesse ido na gaveta, se o Adriano tivesse antecipado o zagueiro e feito o gol, se a bola do Kleberson resvalasse na trave e entrasse, se a bola tivesse batido no beque deles e caísse na rede, essas coisas?

Consigo imaginar com nitidez o time saindo de campo aos gritos de “é campeão, é campeão!”, os jornais dando manchetes tipo “pintou o campeão”, comentaristas derramando-se em elogios, sinceros ou não, falando do “futebol diferenciado do Flamengo”, torcedores programando carreata no dia 07. Não duvido inclusive que aparecessem camisas ou faixinhas antecipadas exaltando o hexa.

E os jogadores, o time, a comissão técnica? Por mais que se evitasse, a coisa respingaria nos caras. Oras, é só analisar com cabeça fria a semana que antecedeu o jogo contra os goianos. Ok, houve treino, houve trabalho, houve concentração. Mas também vimos o Pet aparecendo em programa de entrevista, botando pé em calçada da fama, viajando à Bahia. Lemos o Adriano mencionar que o “título será o auge da carreira”, posar pra foto contando os gols que faltam pra ser artilheiro. Até o equilibrado Andrade, um dos pilares da arrancada, falava em “segredo do nosso sucesso” (que sucesso? Ganhamos algo?). Se essas demonstrações de “confiança” espirravam ANTES do jogo contra os goianos, pode-se imaginar o que ocorreria APÓS a liderança conquistada.

A história demonstra que esse momento de objetivo alcançado precocemente costuma ser letal para as pretensões flamengas. É só retroceder a 1998, quando, após sair da zona de rebaixamento e descontar uma diferença que parecia intransponível para a oitava vaga, com uma arrancada que incluiu vitórias como a goleada por 4-1 no todo badalado Corinthians de Luxemburgo, o time desandou ao ser derrotado pelo lanterna e rebaixado América-RN. Voltando um ano, temos o exemplo do Flamengo de Autuori, que após realizar uma partida impecável contra o embalado Vasco de Edmundo, Juninho e Evair, caiu diante do azarão Juventude em um Olímpico às moscas, perdendo toda a vantagem conquistada. Até mesmo os anos 80 nos reservam exemplos semelhantes. Em 1985, um Flamengo motivadíssimo com a volta de Zico partiu com tudo pra enfrentar o perigoso Bahia, tido como o principal obstáculo à classificação às Semifinais. Chocolate, 3-0, missão cumprida, festa. Mas havia um compromisso protocolar em Pelotas, e foi aí que um time acomodado e desconcentrado entregou a vaga.

Enfim, é lícito acreditar que poderia ocorrer algo parecido após o domingo. Time em festa, líder, melhor futebol, craque do campeonato, totalmente mimado pela imprensa, contra um Corinthians que vem treinando quieto. Essas circunstâncias costumam ser o calcanhar-de-aquiles do Flamengo.

O Flamengo sempre se notabilizou pelas conquistas tidas como improváveis. Em quase todos os seus títulos há passagens onde tudo esteve a ponto de ser perdido. Vive de emoção, de luta, de tornar real o impossível. Hoje o Brasil o olha com desconfiança, descrença, até algum escárnio. Até o Internacional de Mário Sérgio (Mário Sérgio!) é tido como concorrente mais sério por alguns. Jogadores perdedores, que tremem, que não treinam, treinador fraco e sem estofo pra decisões, clube sem estrutura, diretoria amadora etc etc etc. É sob essa rajada de pedras que os grandes campeões flamengos costumam ser forjados, emergindo vitoriosos após assimilarem em suas entranhas a dor profunda do revés temporário.

Amigos, haveremos de ver no domingo um Flamengo ferido, desacreditado, massacrado com a frustração da liderança perdida. Fosse outro time, poucos apostariam uma bandeira rasgada. Mas não o Flamengo. Aglutinados pela fé e pela força de uma nação que de tudo é capaz, veremos nossos jogadores rilharem os dentes, injetarem os olhos com o doce ódio dos vencedores, e morderem canelas, bola, grama e adversário em busca da vitória, da sobrevivência que será ao mesmo tempo sua glória. E aí nada irá segurar a força represada de uma nação ungida para esse momento.

Esqueçamos São Paulo, Goiás, mala preta, branca, arbitragens, STJD, PM paulista, essas coisas. O Flamengo tem uma decisão com o Corinthians. Não somos favoritos a nada. Não ganhamos nada. Perdemos a chance. O cavalo passou selado. Trememos.

E exatamente por esses motivos, seremos campeões.


* * *

Para quem gosta de exemplos práticos, aí vão algumas passagens:

1981. Libertadores. O Flamengo empata com o Olímpia (1-1) no Maracanã e se complica na briga pela vaga à fase seguinte . Precisa vencer o Atlético-MG no Maracanã, mas empata (2-2) e não depende mais de si. Mas o Atlético empata em pleno Mineirão contra o lanterna Cerro Porteño (2-2) e devolve o Flamengo à disputa. No jogo-desempate, após grande confusão o Flamengo eliminou os mineiros.

1985, Estadual. Na última rodada da Taça Rio, o Flamengo precisa vencer o Vasco e torcer por um tropeço do Bangu contra o Botafogo. Mas o Bangu está invicto, e o Botafogo luta contra o rebaixamento. O rubro-negro vence por 2-0 e é ajudado pelo Botafogo, que numa jornada de superação arranca o 1-1 do time de Moça Bonita, forçando a realização de um jogo-extra, que o Flamengo vence por 1-0, ganhando assim o turno.

1992. Nas rodadas finais da Primeira Fase, o Flamengo vem em recuperação, buscando alcançar vaga entre os oito que irão à Fase seguinte. Numa atuação irreconhecível, perde para o Sport em pleno Maracanã (1-2) e cai a décimo. Numa recuperação impressionante, conquista sete dos oito pontos em disputa e se classifica, numa arrancada que acabaria no penta.

2000, Taça Rio. O Flamengo perde para o Americano (1-2) em pleno Maracanã e parece dar adeus ao bi estadual, especialmente após empatar com o favorito Vasco (3-3) que assim abre confortável distância na liderança. Mas o Vasco perde incrivelmente para América (1-2) e Fluminense (0-1), abrindo assim caminho para o Flamengo conquistar a Taça Rio e depois o próprio campeonato.


Uma boa semana a todos.

Gigante mesmo é a nossa fé

*Por Maurício Neves, do Blog do site oficial do Flamengo


Faz vinte e um anos, mas a lembrança é nítida como o contraste do vermelho e preto contra o verde do gramado. Vínhamos fazendo um campeonato brasileiro irregular e, durante os Jogos Olímpicos de Seul, fomos privados de Zé Carlos e Bebeto. Diante disso, e com a contusão de Zico, fomos obrigados a mandar a campo Delacires e Luvanores, com o velho Cantarele no gol, grande Canta, figura histórica, mas que naquele fim de carreira levou até gol do meio da rua, contra o Santa Cruz, no Maracanã.

Ficamos quatro jogos sem vencer. Mas aí chegou Telê Santana, Zico voltou ao time e fez uns golaços, Sérgio Araújo foi contratado e encaixou. Vencemos Santos, Guarani – um contundente 5x1 em pleno Brinco de Ouro – e Criciúma em seqüência, e para fechar o turno empatamos fora com Cruzeiro e Coritiba.

Havia uma animação geral no começo do segundo turno. Mas perdemos para o Inter no Beira-Rio, mesmo com Zicão metendo um dos mais belos gols de sua iluminada carreira. Aí escorregamos diante do Palmeiras, e com outras duas derrotas diante de São Paulo e Vitória, todos disseram: o Flamengo está fora, não chega entre os oito.

A coisa piorou de vez no Fla-Flu. Vencemos por 1x0, mas Zico se machucou de novo. Parecia que só restava terminar o campeonato com dignidade. Parecia, porque depois do Fla-Flu vencemos mais três jogos, um atrás do outro: Atlético Paranaense no Rio, Portuguesa no Canindé e Bangu, sob um sol escaldante, com um gol espírita de Alcindo. Doze pontos ganhos em doze pontos disputados. A duas rodadas do fim, estávamos no páreo.

O penúltimo jogo foi contra o Goiás, no Serra Dourada. O Flamengo pareceu sentir o esforço da arrancada de quatro vitórias, e não saiu do zero a zero. Naquele ano empate levava para os pênaltis, e o vencedor do desempate ficava com dois pontos, sobrando unzinho para o perdedor. Perdemos e saímos de Goiânia quase eliminados.

Na última rodada precisávamos vencer o Atlético Mineiro no Maracanã, e torcer por um tropeço – um empate que fosse – do Sport contra o Vitória, na Ilha do Retiro, ou do São Paulo contra o Goiás, no Morumbi. Era muito pouco provável que os já eliminados Vitória e Goiás aprontassem para cima dos tricolores pernambucano (vermelho, preto e amarelo) e paulista. Só um milagre, disse Celso Garcia na Rádio Globo, só um milagre para o Flamengo se classificar. Mas eu acredito em milagres, disse o mesmo Celso Garcia.

Na época não tinha pay-per-view, e eram raros os jogos ao vivo na telinha. O nosso passou na Globo, e foi ao pé do rádio que acompanhei os outros dois embates que nos interessavam. Segundo tempo já, o zero a zero teimava no Maracanã, no Morumbi e na Ilha do Retiro, até que Zinho apanhou uma bola desviada pela defesa, deu uma caneta num atleticano e chutou cruzado, rasteiro, para fazer 1x0. A massa rubro-negra ainda comemorava quando vieram as notícias ruins: quase ao mesmo tempo, Raí fazia 1x0 para o São Paulo, e o Sport também havia aberto o placar.

Desliguei a televisão e fiquei só no rádio. José Carlos Araújo narrava no Maracanã, e de repente perguntou a Maurício Menezes, o Danadinho, como estava o jogo no Recife. - Nada bom para o Mengão, disse Maurício, aqui só dá Sport. Então o Garotinho passou a bola para São Paulo e perguntou a Luís Carlos Silva: - E no Morumba, dá para o Goiás, Lula?

- Está difícil, disse o Lula, mas opa!, agora tem uma falta pro Goiás, Garotinho! Eu chamo de novo quando for sair a cobrança! Eu fiquei esperando o chamado, a cobrança, o gol do milagre de Celso Garcia. Luís Carlos Silva chamou, e o Garotinho disse: - Vai você, Lula!

E o Lula foi: - Atenção, Jorge Batata correu, atirooooou... LÁ DENTRO!!! Gooooooooooooooll!!! Eu pulei sozinho na sala, as vinhetas do Goiás e do Flamengo se misturaram, liguei de novo a televisão, aumentei o volume do rádio, vi Sérgio Araújo fazer o segundo do Flamengo e ouvi Luís Carlos Silva narrar o abafa inútil do São Paulo.

Vencemos, e o mesmo Goiás que havia complicado a nossa vida, complicou a vida do São Paulo. O Flamengo, que o país dava por morto e enterrado, estava classificado para as finais do campeonato brasileiro. Depois do jogo, na Rádio Globo, o vascaíno Áureo Ameno dizia que a sorte do Flamengo era gigante, quando foi interrompido por Celso Garcia: - Nada disso, Áureo. Gigante mesmo é a nossa fé.

Eu repito, duas décadas depois: gigante mesmo é a nossa fé.

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Seja na Terra, Seja no Mar



André Dahmer e Arnaldo Branco são os autores da série de tirinhas "Seja na Terra", publicada durante o primeiro semestre no jornal rubro-negro Vencer. Os cartunistas gentilmente cederam ao Blog da FlamengoNET o direito de reprodução do trabalho aqui no Blog. Para saber mais sobre a dupla, visite os sites: www.gardenal.org/mauhumor e André Dahmer - http://www.malvados.com.br/

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A diferença de postura (Ou Malandro é Malandro, e mané é mané)

Pet está no Bem, Amigos. Com a postura que os grandes craques devem ter. Não chorou de mala branca, não tocou em assunto de lesão, e ainda disse que, simplesmente, a bola não entrou.

Elogiou a vontade, a raça, a determinação. Elogiou a torcida, nos chamou do que já sabemos que somos: o décimo segundo jogador.

Falou o que eu disse ontem, e que de forma alguma condeno quem discordou: precisamos acreditar, ele acredita que o goiás vai fazer uma graça contra os bambis. Se o tribunal não der pra trás, os caras vão com 7 desfalques. 7. No meio do campeonato jogamos sem 8 contra o Avaí. Vocês são testemunhas do que aconteceu.

Senhores, convém acreditar. Jogamos numa lua de 50 graus, um calor fela, e a pressão em cima. Contra um time que - em momento algum - deveria deixar a gente ganhar. Senão era coletivo do profissional contra os juniores. Pergunto: em que momento o goiás avisou que ia deixar a gente ganhar? Sério, nego quer sempre tirar uma casquinha da gente. E não será diferente até o fim.

Sobre a torcida, quero - MAIS UMA VEZ - reclamar da falta do grito de MEEEENGOOOO. Ah, antes vou falar outra coisa. Eu trocaria mil mosaicos por um gol. E pela madrugada, chega de musiquinha pra aparecer no globo esporte. Acho uma presepada que está desmitificando o nosso maior e melhor grito de guerra, que é o MEEENGOOOOOO!!!

Eu acho isso. Tenho o direito de achar. E ao mesmo tempo, não ouvi a torcida gritando no primeiro tempo. Se concentraram tanto no tal do mosaico que esqueceram de empurrar no primeiro tempo. No segundo, a torcida voltou a ser a torcida. E empurrou. Mas pelo amor de Deus, chega de presepada. Chega de musiquinhas. Chega de torcidas brigando pra ver quem canta sua música mais alto. SE UNAM, PORRA, E GRITEM MEEEEENGOOOOOO!!!!

Acreditem: isso assusta o mais frio dos adversários.

Senhores, faltam 2 jogos. Custa acreditar num time que estava em décimo, 11 pontos atrás, e hoje luta pelo título?

Tirando a CB, quem aqui pode me dizer há quanto tempo não lutamos, tão de perto, pelo título? Alguém se lembra?

Então, custa fazer o pensamento positivo? 90 minutos. Custa? Esqueçam teorias conspiratórias, esqueçam essas paradas. Futebol de homem se resolve dentro de campo.

90 minutos num sol de 50 graus. Discordo de boa parte dos amigos do blog. Numa boa, sem stress.

Sejam mais Flamengo do que o torcedor ao lado.

Tenham FÉ.

FÉ!!!!!!


COLUNA DE SEGUNDA-FEIRA
Hermínio Correa

Faltou postura de Campeão

Olá pessoal, Saudações Rubro Negras!

Em algumas vitórias que tivemos no campeonato, especialmente as obtidas em momentos decisivos como Palmeiras e Atlético Mineiro, ambas fora de casa, ressaltamos que nessas partidas o time havia apresentado um equilíbrio, uma postura de campeão.

Não que a postura de campeão esteja apenas ligada à forma de atuação da equipe ou à postura tática, mas fato é que o Flamengo vinha até então conseguindo resultados positivos com um esquema perigoso e preocupante de jogo. É consenso que o Flamengo recuava demais em muitas partidas, principalmente as últimas, ainda que tenha obtido sucesso nos resultados.

Ontem a equipe não optou por recuar como vinha fazendo. Não há como dizer que o estádio tenha sido fator, afinal Maracanã cheio e em festa não é novidade em se tratando de Flamengo. Quando houve uma postura mais defensiva era mais por méritos do adversário do que por opção de jogo. E o Flamengo que aprendeu a gostar saindo em jogadas de velocidade, contando ainda com o brilhantismo e a categoria de homens decisivos como Petkovic ou Adriano, ontem parecia engessado e impotente frente ao bloqueio imposto pelo time goiano. Para piorar, a pressão pela necessidade de vencer para enfim alcançar a liderança parece ter alterado os nervos dos jogadores.

O Flamengo, salvo raras exceções, foi um time nervoso. Errou bastante. Adriano não se movimentou, Petkovic foi responsável por 10 dos 34 passes errados da equipe. As jogadas não fluíam pelas laterais. Resumidamente, jogamos mal.

Em um primeiro momento, o resultado de ontem é bastante frustrante. Dá a sensação de que o titulo tenha escapado de nossas mãos da maneira mais cruel possível: Dentro de casa, diante de um Maracanã lotado, bastando apenas fazer a parte que lhe cabe que é vencer em seus domínios.

Mas eu ainda acredito!

Para o sonho continuar vivo, terão que ter muito mais do que a vontade e disposição que de fato mostraram ontem. Diga-se: Jogou mal sim, mas não faltou vontade de vencer. Só que está provado que vontade apenas não ganha jogo. Vai ter que buscar um algo a mais, vai ter que voltar a jogar como campeão.

Mala branca

Esse tema é chato, seria muito melhor falar apenas de futebol, mas...

Não posso entrar muito em detalhes primeiro por não ter como provar segundo porque não preciso comprometer as pessoas que conseguiram a informação, mas é fato: houve mala branca.

Mas tenho um pensamento muito racional para a situação: A mala é uma questão desportiva ou ética? Fico com a segunda. “Mala” não chuta, não erra passes, não substitui mal. A tal “mala” sequer existiria se o Flamengo fizesse sua parte e vencesse.

Dentro de campo, com ou sem mala, o Flamengo deveria subir para o gramado tão ou mais motivado do que o Goiás. Maracanã lotado, torcida presente, iminência de alcançar a liderança do campeonato. E a real chance de título.

A mala branca não transformou o Goiás em nada mais do que... o Goiás. Tão somente o transformou em um time mais “motivado”. Mas ainda assim, continuou sendo Goiás. O Flamengo não o venceu. Ponto.

Talvez o assunto morra, talvez muito se diga no decorrer da semana. Fato é que esse mesmo Goiás enfrenta o São Paulo na próxima rodada. Boa oportunidade para os esmeraldinos mostrarem que a “mala” motivou o time a não perder. Até porque ao Internacional, time onde Iarley e Fernandão são ídolos e onde possuem bom relacionamento interno, precisa e muito desse resultado.

Nós Rubro Negros temos que ter em mente o seguinte: Deixem uma mala atrapalhando a outra.

Ao Flamengo cabe ir a Campinas, ter postura de Campeão Brasileiro na bola, jogando com garra disposição, vontade e categoria, e conseguir os três pontos. Não que seja simples, mas é apenas isso. É ir lá jogar futebol de verdade e vencer.

Fica um pedido: Acredite Nação Rubro Negra! O título ainda é possível.

Grande abraço, até segunda e Saudações Rubro Negras, sempre!

P.s: Para quem está acostumado com a "Coluna de Segunda Feira" não tem nada de errado na foto não, é isso aí mesmo. Precisamos honrar esse Manto Sagrado e a hora é agora: Dirigentes, Torcida e jogadores. Flamengo acima de tudo.

domingo, 22 de novembro de 2009

Triplex Top Ten

1 - It´s over: No, it´s not. Para mim, não acabou. Toda vez que tropeçamos a corneta sai do armário, (re)começam as teorias conspiratórias de Lost, mala branca, blá, blá, blá. Me permitam dizer que jogamos mal. Que não soubemos aproveitar a ausência do julio cesar e de seu substituto tremendo. Se jogássemos por ali, teríamos feito o necessário gol. Nossas melhores chances foram por ali. Por isso, reitero: não soubemos aproveitar. "Mas Alex, eles ainda tem um ponto". Sim, na realidade, tinham 11. Viemos comendo pela beirada. E agora que tropeçamos, vocês vão pregar os caras na cruz? Vão abandonar o barco? Claro, respeito a opinião de cada um. Mas não me peçam pra fugir da raia.

2 - Foco: Faltou foco? Não. Faltou qualidade nas conclusões, e faltou SEMPRE um na sobra. Foco? Não vi o grupo deslumbrado. Vi sim um adversário que foi complicado. Ou alguém acreditou, em algum momento, que ia ser 5x0? Isso aqui é Brasileiro, é pra gente grande. Não aguenta pressão, não desce no playground (Muhlemberg, Arthur, 2009 in Urublog).

3 - Bruno: Foi grande hoje. Nos salvou em 3 lances capitais.

4 - Correr: Meu amigo Alexandre Lalas me falou, e eu repito aqui, pois aconteceu exatamente isso hoje. O time correu pacas, mas correu errado. Tanto que Willians e Pet estavam exaustos - sim, estava 40 graus, mas 40 pra todo mundo. Quando o time corre errado, desordenado, dá nisso. E quando achamos o jogo, já era tarde.

5 - M: O Mosaico tava lindo. Mas trocaria 1000 mosaicos e 300 músiquinhas novas por um gol. E pelo AMOR DE DEUS: Cadê o grito MEEEEEEEENGOOOOOOOOOOOO? Aquela música dos Mamonas É O FIM DO MUNDO. Não consigo gostar, quanto mais me empolgar com aquilo.

6 - Os mano, pow: Simples assim. Temos que ganhar. Ponto. O campeonato está longe de terminar.

7 - Tristeza: Sim, tristeza. Não raiva, irritação. Tristeza. Mas, a tristeza vai embora, e a retornará. Aliás, eu nunca perdi.

8 - Corneta: Não, não vou cornetar ninguém. Não é hora. A hora de cornetar é na renovação. Agora, eles precisam de nosso apoio.

9 - Blindagem: Blindem o grupo. Nada de entrevistas, de programas, de mimimi. Concentração total, regime de presídio. Se faz o favoire.

10 - Alimentação estranha: Vocês vão perguntar o que comi. Mas devo alertá-los: se possível for, irei ao Maraca dia 6 pra pegar minha faixa.

E nada mais digo.

Alex do triplex no twitter: http://www.twitter.com/alextriplex

Triplex Top Ten

Não ganhamos. Não merecemos ganhar. Perdemos a maior chance de meter a mão na taça.

Hoje não tem TTT.

Nem tanto pela cabeça quente, mas pela tristeza.

Não faltou raça.

Não faltou vontade.

Mas tenham . Nada acabou.

Boa semana a todos.

Mesa de Bar - FLAMENGO x Goiás
Maracanã - 19:30h

Há um turno atrás, Heber Roberto Lopes e Leo Lima garantiram ao Hélio dos Anjos o efêmero sonho que desejava. O Flamengo caía de pé em pleno Serra Dourada, com a certeza que se houvesse um árbitro naquela partida, o resultado seria outro.
Hoje o Flamengo segue na luta. Contra o Goiás, o Hélio dos Anjos, os São Paulinos e todo o resto do Arcoíris, que com certeza estão bem incomodados.
Há um certo clima de euforia contida - talvez pelos fracassos dos últimos anos - mas é uma euforia diferente. Algo como o Rio de Janeiro entrando como a última cidade candidata a Sede das Olimpíadas de 2016, após a desclassificação da 4ª colocada, figurando como o azarão. E levando de forma surpreendente, atropelando as concorrentes, no final.
É muito bom o favoritismo estar com o SPFC, ainda mais considerando sua tabela. Mas é melhor ainda ver os próprios são-paulinos incomodados com a ascenção do Flamengo.
Se o próprio dirigente são-paulino fala de um eventual favorecimento ao Mais Querido, só pode ser bom sinal. Afinal, de favorecimento - e seus resultados - eles entendem muito bem.
Links para o jogo: www.rojadirecta.com
(ou com a ajuda de nossos bravos comentaristas)
Preliminar:
Botafogo x São Paulo
Engenhão - 17:00h
Será que vão ter a cara de pau de garfar o Botafogo de novo este ano?

Acreditem...



eles gostam disso, mas hoje vão dar passagem.

DCF!!!!

sábado, 21 de novembro de 2009

NOSSO MUNDO É FLAMENGO: Nostalgia e serenidade

Paulo Lima*

Nos idos de 85-86, me recordo, não com muitos detalhes, da minha primeira partida no Maracanã. Era um Flamengo x Goiás, e o adversário nos derrotou, de virada: 2 a 1. As informações que tinha me foram suficientes para identificar, em pesquisa no FlaEstatística.com, de qual jogo se tratava. Foi o Brasileirão de 86. Coincidentemente, há EXATOS 23 anos: Dia 22/11/86. Com o mesmo adversário. Bebeto foi o autor de nosso tento.

Não é meu objetivo ser profeta do apocalipse nem advogar suposta culpa pelo fracasso. Pelo contrário: é para exorcixarmos o fantasma, se é que ele existe. Li ter sido a última (e única) vitória dos goianos sobre nós no Maior do Mundo em Brasileiros (ok, o 3 a 3 do ano passado foi como se fosse...).

Fato é que jamais deixei de pensar em ser Flamengo por conta daquela derrota. Era minha estreia oficial como rubro-negro. Estádio com pouca gente, derrota, nada realmente a empolgar.
Muitas vezes é difícil precisar porque decidimos torcer por determinado time. Pode ser por influência de família (meu pai é rubro-negro, mas sem xiitismo - se fosse por pressão, seria tricolor por meus dois avôs), por empatia com as cores, por um ídolo.

De toda forma, deve-se dizer que a primeira impressão do torcedor ao vivo faz, muitas vezes, toda a diferença. E ela não fez para mim.

Quero dizer é que não podemos baixar a cabeça, desistir do Flamengo, do futebol e da vida se a decepção deste domingo for a mesma que tive há 23 anos. Estamos próximos do hexa como nunca tivemos desde 92. Mas, ao conjecturarmos uma possível perda do título, vamos lembrar o equilíbrio do campeonato, o início irregular na competição, os problemas estruturais que se secundarizaram mas não deixaram de existir, os poderosos rivais... O time encaixou? Sim. O técnico deu liga? Igualmente. Mas os caras não são sobrenaturais, não viraram super-heróis da noite para o dia. Estão sujeitos a erro, vaia e má atuação.

Serenidade é a palavra de ordem. Quaisquer que sejam os desdobramentos do fim de semana. Nada estará perdido seja qual for o resultado. Há vida (e campeonato) além do Goiás. Há vida além do Brasileiro-09.

Vamos em busca da superação sobre o Goiás para nos garantir na Libertadores. Isto ainda não aconteceu. O destino se encarregará de nos conduzir, ou não, ao caneco.
Assim como me fez ser rubro-negro.

* Paulo Lima, perto dos 30, mora em Eastchester (NY) e aprendeu que existe vida após a morte no dia 7 de maio de 2008. Por isto, diz-se vacinado para qualquer outra decepção tão cedo.







DILEMA DOS PATROCÍNIOS E SUPERSTIÇÃO

Para quem é ligado numa superstição, aí vai uma bomba!

Dizem que a Petrobrás está querendo voltar a patrocinar o Flamengo. Vale uma reflexão baseda nos fatos e nos números!

Desde que a ALE estampou a sua marca no MANTO - a partir do dia primeiro de outubro deste ano - o Flamengo logo estreou com uma vitoria no Fla x Flu por 2x0 e já são 7 vitórias, 1 empate e somente 1 derrota. Aproveitamento máximo de mais de 80%.

Agora a pergunta: vai querer que volte a marca de família da Petrobrás (ou uma marca de produto como LUBRAX) quando a grande ultima alegria que estas nos deram foi em 92, ou que se mantenha a ALE que já entrou no espírito vencedor e se Deus quiser estará estampada no manto campeão de 2009 com apenas 3 meses de patrocínio?
A escolha é sua! Opine!

P.S. Não ganhei nenhum jabá da ALE para postar isso aqui, mas eu acho que ela combina mais com o Manto do que a outra... rs...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009


O renascimento do Mengão de São Judas


Texto originalmente publicado no site da FIFA*

São Judas Tadeu é o santo padroeiro das causas desesperadas e, também, do clube que é a paixão de quase 40 milhões de brasileiros. E este clube se achava irremediavelmente mergulhado em uma dessas situações de desespero em agosto passado.

As chances do Flamengo de ganhar o Brasileirão, na verdade, pareciam extintas. Elas haviam sido praticamente enterradas após a derrota por 3x0 para o Avaí, time recém promovido à Série A, e um humilhante coro de “olés” vindo da torcida Catarinense parecia confirmar mais um constrangedor fracasso.

O gigante do Rio de Janeiro havia sofrido três derrotas em seguida. Ele se arrastava na 14a colocação, 13 pontos abaixo do líder do campeonato. Ele parecia ter perdido o tesão; ele parecia ter perdido a confiança. Uma reação parecia inconcebível; uma retirada desonrosa do campo de batalha era cada dia mais e mais provável.

Foi então que São Judas decidiu atender às preces dos Flamenguistas. E ele o fez através de um punhado de discípulos: a garra motivacional e a sagacidade tática de Andrade foi a força motriz do renascimento; o goleiro Bruno se tornou uma barreira quase impenetrável; Maldonado solidificou um turbulento meio de campo; Petkovic enganou quem pensava que ele era uma relíquia (o Sérvio fez 37 anos em setembro), jogando um futebol radiante; e o atacante Adriano, que foi um solitário (embora inconstante) brilhareco durante a primeira metade da campanha do Mengão, atingiu mais uma vez o ápice de uma carreira que muitos acreditavam encerrada.

A reação desde o pesadelo contra o Avaí foi impressionante. O Flamengo, apesar de ter tido uma desafiadora sequência de jogos, venceu dez, empatou três e perdeu apenas um em seus últimos 14 testes; esses resultados impulsionaram o time à segunda colocação no Brasileirão – apenas dois pontos atrás do líder São Paulo, faltando três rodadas para o seu final – e colocou seus torcedores em um estado de êxtase.

“Quem riu de nós agora está vendo que estamos perto do sucesso,” declarou Bruno. “Nós nunca deixamos de acreditar. Este é o resultado da união do time.”

Essa unidade ficou evidente quando o apito final decretou a vitória por 2x0 contra o Náutico em Recife no domingo, trazendo os jogadores em um círculo, braços em volta uns dos outros por quase um minuto. Este foi um pedido do no 1. “Eu disse que, naquele momento, o Rio de Janeiro estava pintado de vermelho e negro, e que os torcedores que estavam ali representavam uma Nação que precisava e merecia esse título,” Bruno explicou.

Apenas três rodadas restam para o Flamengo tentar suplantar o São Paulo (que está perseguindo um inédito 4o título brasileiro consecutivo), mas os presságios parecem vestidos em vermelho e preto enquanto o time busca seu primeiro título nacional desde 1992. De fato, dois dos jogos que ainda faltam ao Mengão vão ser disputados no Maracanã, onde ele venceu os últimos 6 jogos que jogou ali. E onde tem o apoio incondicional de massas de Flamenguistas que lotam o venerável estádio até o teto e promovem uma única, tempestuosa corrente de inspiração. O Tricolor Paulista, por outro lado, joga dois dos seus três compromissos fora de casa – e seis de suas sete derrotas até aqui aconteceram longe de seus domínios.

“Eu estou muito orgulhoso dos meus jogadores,” diz Andrade, que foi um icônico meio campo no Flamengo que conquistou tudo nos anos ’80. “Eles têm feito tudo certo até agora. Já faz muito tempo desde que o Flamengo não tem uma chance como esta, e nós temos que continuar avançando. A tensão aumenta a cada jogo. O São Paulo é um forte candidato e o título está nas mãos deles mas, se nós fizermos a nossa parte, quem sabe?”

Adriano, o artilheiro da competição com 19 gols, atribui o sucesso do Flamengo a seu técnico. “Nós estamos nessa posição por causa do Andrade,” ele diz. “Antes do jogo (contra o Náutico), eu brinquei com ele que, se ele precisasse, eu iria jogar na lateral esquerda (o titular Juan estava suspenso, e o reserva Everton Silva machucado). Este é o espírito deste grupo.

“Nosso objetivo é dar esse campeonato para a nossa maravilhosa torcida. Nós temos que nos concentrar no nosso trabalho e não pensar no nosso rival. Esse titulo vai ser o ápice da minha carreira.”

Uma declaração e tanto para o homem que venceu a Copa América de 2004 e recebeu o prêmio de melhor jogador do torneio, ganhou a Bola de Ouro e a Chuteira de Ouro da Adidas após o triunfo da Seleção Brasileira na Copa das Confederações da Alemanha em 2005 e ajudou a Inter de Milão a vencer três títulos do campeonato Italiano.

Todavia, considerando como parecia inconcebível o Flamengo vencer o Brasileirão três meses atrás, talvez a realização desta missão impossível seja mesmo vista como o a maior conquista da história para grande parte dos Flamenguistas – mesmo alguns daqueles velhos o bastante que acompanharam os anos de ouro de Zico, Júnior e etc.

A bola está com você, São Judas.


*tradução livre, leve, solta e meio vagabunda de Max Amaral. O site da FIFA não informa o nome do autor do texto.