sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Boiolar é proibido

Leio nos jornais que jogador tal dos bambis avisa que será campeão, e eu entendo, nas entrelinhas, que o resultado de domingo já está determinado.

Espero que os jogadores do Flamengo mostrem o que é ser homem de verdade pra esse bando de frutinhas do panetone, e tragam 3 pontos na bagagem. É o mínimo que espero no próximo domingo.

E nada mais digo.

Eu no twitter: @alextriplex

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Calúnia do Rúbio Negrão

“Mas quando o caminho é o de ofensas pessoais, não tem jeito: ou bane ou bane.” – Alex do Triplex

Primeiramente, de preferência antes de tudo, a pergunta que não quer calar: quando o bonde sem freio verá uma luz no fim do túnel? Ou será que o túnel já ficou pra trás, e a gente nem percebeu?

O caos era anunciado. Já no Cariocão 2011, os próprios jogadores estavam tentando nos mandar uma mensagem cifrada sobre a situação na Gávea. Aquele papo de “Bonde do Mengão sem freio” era a senha para “O Flamengo está desgovernado”, e a gente aqui alegres e sorridentes com vitórias suadas contra os mais variados Bambalas cariocas.

Vascodagamamente, boa parte da torcida, que podia cobrar soluções e atitudes efetivas da diretoria, passou a torcer no melhor estilo reality show, quer dizer, na base do fanatismo, pouco se lixando se o objeto do seu infinito amor “rôba, mata ou estrupa” dentro da casa, ou dentro de campo.

Há também o “problema” R10. Conforme explicou muito bem o bcb num desses Echos da vida, a posição em que vem jogando o nosso craque está equivocada. Ele atua num espaço onde SEMPRE precisa se livrar de, pelo menos, dois adversários. E quando consegue fazê-lo, nem ganha o bônus de sair na cara do gol, simplesmente por estar muito distante deste...

Sejemos cinseros: por mais que eu ainda tenha para escrever sobre nossos recentes reveses, infelizmente não será possível resolver todos os problemas do Flamengo numa única Calúnia. Creio que precisaria de umas duas, ou quem sabe, três. Como? Ora, quem é do tempo do Onça, e ainda mora com os pais ou cônjuge, sabe que quando não dá pra dar um jeito na bagunça na pia da cozinha, basta disfarçar a desordem, e torcer pra chegar logo o dia da visita da faxineira!

Então, baseado nesse ensinamento milenar, aconselharei aqui apenas sobre o nosso futebol, deixando a política para aqueles de ficha corrida mais extensa.

A maior e pior característica da nossa equipe é a previsibilidade. É o Léo Moura com o mesmíssimo penteado há trocentos anos, o R10 com a proverbial faixa preta no megahair, o R11 com o ultrapassado corte à escovinha, e por aí vai.

Realmente, não dá pra levar um time tão reaça a sério! Ou se muda tudo, a começar com uma bela peruca black power no R11, ou se efetiva a garotada rubro-negra malhada e bronzeada pra jogar num time cuja espinha dorsal seria Felipe, Alex Silva, Junior Cesar, Willians, Airton, R10 e o futuro recém-contratado Vagner Love.

E se o garoto Frauches ainda não estiver no ponto pra formar uma dupla intransponível com o Alex Silva, por favor não me tornem a pôr o Wellinton por ali! Ao menos busquem uma solução mais barata e muito, mas muito mais segura.

Como, por exemplo, o Jailton.


Duplex Toc Zen

1 - Flamengo 2x1 América-MG: Eu não falei que era só tirar o R10 do time?

2 - Luxa x Marcio Braga: Eu nem ficaria surpreso se o Marcio também fosse melhor lateral-esquerdo.

3 - Ah, é guerra?: Como repúdio à teimosia do Luxa, doravante passarei a chamar o Muralha de... Muralha!

4 - Gancho de 4 joguinhos: Felizmente o STJD aliviou pro Gustavo. Eu estava com medo de que ele recebesse a pena máxima: 15 partidas como titular absoluto da nossa zaga.

5 - Afinal, quem fica mais “parado na esquina”: o R10 ou o Deivid?

6 - Justiça seja feita: O Luxa pode ter nos ferrado trazendo o Vander e o Bottinelli, mas do Adriano e do André ele nos livrou bo-ni-to!

7 - Final de Copa do Mundo particular: A gente olha os adversários jogando contra o Mengão, e pensa: “Karai! Como esse timaço tá no Z4 há 18 rodadas?”

8 - Jogadores macaquitos: Pelo bom nome da Seleção, daqui a pouco não tomem todos os jogadores hermanos pelo Bottinelli.


9 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao):

Dia Mundial Sem Carro: no meu caso, 365 dias mundiais sem carro.

Em homenagem ao Dia da Árvore, hoje o Deivid vai criar raízes na área atleticana.

É o Mengão decidindo os destinos do Z4!

"Fla amplia jejum de vitórias." A Gávea virou SPA agora.

"Ciclista da PB é atropelado no Dia Sem Carro." Agora imaginem o trânsito nos Dias Com Carro.

#mariofernandesfacts: o prestígio da selemano é tanto que os jogadores ganham mais mídia sendo desconvocados.

#mariofernandesfacts: Mostraram uma foto do Leandro Peixe Frito pro Mário Fernandes, e ele desabou psicologicamente.

#mariofernandesfacts: Esse aí não volta a ser convocado tão cedo. Tipo nesta vida.

"Rock in Rio teve 11 presos e 573 furtos nos 3 dias iniciais." Ou seja, não foi rock, foi punk.

#SeOApocalipseforAmanha a CBF não vai reconhecer o campeão brasileiro de 2011.

"Juíza: polícia chama ex-chefe da PM de autor intelectual." Não tô dizendo? A intelligentsia brasileira é phoda!

Em homenagem ao #DiadoCantor, hoje vou tomar um banho de chuveiro mais demorado.

E nada. Mas nada MESMO!

sábado, 24 de setembro de 2011


FLAMENGÔMETRO nº 80
LUXEMBURGO, O EXTRATERRESTRE

Sem mais comentários.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Livro Sempre Flamengo

A Olk e a VipComm lançaram, nesta última segunda-feira, o livro Sempre Flamengo, que comemora os 30 anos de nosso maior título.

O Blog FlamengoNet sorteará um exemplar do livro via twitter, em campanha simples. Temos 1222 seguidores, e ao chegarmos a 1300, indicaremos o texto a ser tuitado para participar do sorteio. Nosso twitter é @flamengonet.

Simples, rápido e rasteiro. É só seguir e participar

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Calúnia do Rúbio Negrão

“bcb, eu nem ligo pra futebol. Sem o Flamengo, eu não vejo liga dos campeões, copa, seleção. Tô me f%dendo. Eu gosto é do Flamengo.” – Wesley

Conforme escrevi na semana passada, parece que está tudo conspirando contra nós, inclusive nós mesmos. Perde-se um tempo precioso criticando quem está acima do bem e do mal, enquanto contratações inacreditáveis de jogadores de várzea não são sequer questionadas. Agride-se quem não vive DO Flamengo, mas PARA o Flamengo. Está oficialmente aberta a estação de caça ao Arthur na Gávea.

Cenão vejemos: o Capitão Nascimento vir falar do Zico, respeito. Tanto a opinião dele, quanto a minha vida. O Capitão América vir falar do Zico, respeito, até porque ele não existe. Agora, Capitão Klutz, Capitão Caverna, Capitão Gancho, não! Aí, não! Senão daqui a pouco o até Sargento Garcia e o Recruta Zero vão se achar no direito!

Seria ironia ou apenas injustiça gente que não tem 10% do lastro de Zico vir a público criticá-lo? Gente que seria mais útil ao Flamengo jogando no lugar do Deivid, gente que como dirigentes não chegam aos pés do que Zico foi como jogador! Fosse o Galinho um doido varrido, mesmo assim mereceria, só pelo que já fez e deu, respeito.

Sejemos cinseros: o Flamengo hoje é refém de nem-sei-mais-quem, e o pior é que nem tem grana pra pagar o resgate.

Mas não se enganem. Há somente três categorias de erros: o errar humano, o errar bestial, e o não errar. Por isso, quanto ao Zico, gravem estas três palavras: “Zico”, “não”, “erra”.

E nem adianta vir discutir comigo, porque contra fanatismo não há argumento.


Duplex Toc Zen

1 - Causa e consequência: Pra conseguir não vencer um time que tem Fábio Ferreira, Marcelo Mattos e Herrera, só mesmo jogando com Wellinton, Deivid e Léo Moura.

2 - Política rubro-negra: Nos campeonatos, sempre esperamos o Flamengo em primeiro lugar. Já na política interna, sabemos que o Mengão sempre estará em segundo.

3 - Reality nua e crua: E eu aqui perdendo tempo procurando barraco, porrada e bate-boca no reality errado? O negócio agora é acompanhar “A Flazenda”.

4 - “Adriano atrasa, não treina e receberá multa de 10% em seus vencimentos” – Globo.com: Que 13 minutos, que nada...

5 - Perguntar não ofende: Se eu me livrar da geração de 81, onde vou arrumar material pra zoar os arcoirenses?

6 - Aviso aos valentões: Comigo é tudo resolvido na base da porrada! Resolvam com o meu advogado, Dr. Anderson Silva.

7 - Nada de errado com a queda de produção do Mengão: O Vasco também deu uma caída vertiginosa em 2008, o Botafogo, em 2002, e o Fluminense, em 1997 e 1998. E só não caiu mais porque o Eurico Miranda não deixou.

8 - Diferença ilusória: O Mengão está a 8 pontos do líder. Mas como esse líder que está aí sempre acaba vice-líder, é melhor a gente considerar 9.

9 - A SUDERJ informa: Sai Corinthians da liderança, entra Vasco da Gama. Ou seja, mudou o valet service.

81 - Verdade seja dita: Eis que no Twitter, uma vascaína extasiada com a liderança provisória afirmou, após devidamente provocada por mim (mulher eu provoco mesmo, porque se ela me bater, sempre posso dizer que deixei), que a Libertadores vencida pelo Flamengo não contou com a participação de argentinos e uruguaios. Concordei plenamente, acrecentando apenas que o mesmo se deu no nosso título mundial.

11 - Time apático é uma bosta: Pior que jogador que come e dorme, só jogador que kga e anda.


12 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao):

Há participantes que chegam na Fazenda desconhecidos, e saem famosos. E vice-versa.

O nível do Brasileirão tá tão baixo, mas tão baixo, que livre MESMO do rebaixamento, até agora, só o Vasco.

Demorou, mas finalmente o Deivid alcançou o mesmo nível do resto do time: todo mundo em má fase.

Contra o Botafogo, Wellinton demonstrou clara evolução: só perdeu 1 gol feito.

Já presenciei as mais estranhas comemorações de gols. Agora, uma "descomemoração" de gol, só podia vir mesmo de um Loco.

O problema não são os 8 pontos. O problema são os 500 mil.

Após tanto tempo treinando na "Fazendinha" corinthiana, o Dinei  devia saber jogar melhor a "Fazenda".

Sr. Peruano: por que usar de violência física quando a humanidade do século XXI já possui a maravilhosa ferramenta da violência verbal?

Lei Geral da Copa: quem manda no Brasil é a FIFA.

"A expectativa é de que Adriano faça sua estreia no início de outubro." Deixamos de bancar 1 ano inteiro de férias do cara. Obrigado, Luxa!

Lei Geral da Copa: na dúvida, bola nossa.

R10 atrasou 13 minutos. Após 9 meses finalmente a mírdia escrotiva conseguiu parir uma manchete explosiva com "o cara". Nem vou dormir hoje.

"Romário é contra feriado na Copa." Porque é favorável a feriado durante 2014 inteiro.

E nada mais faço.


FLAMENGÔMETRO nº 79
INFECÇÃO GENERALIZADA II


Eis que o Flamengo resolveu cair para seu patamar mais baixo do ano, incríveis 36% nas últimas 11 partidas, e arrancou um empate xoxo com o Botafogo, um resultado não tão ruim considerando que o time só jogou - ou quis jogar - durante uns quinze minutos no segundo tempo. Hora de enfrentar o Atlético Mineiro na base do tudo ou nada, quando o time vai poder mostrar que a má fase foi um desvio momentâneo de curso e vencer ( o 3x2 de praxe?) , ou assinar um atestado de ruindade, ou ainda, segundas  as "más línguas", continuar em seu plano de fritar o Luxemburgo.
A Diretoria já  deveria ter agido com presteza para apagar algum possível incêndio e pôr tudo em pratos limpos: se existe conflito entre treinador e jogadores, resolvê-lo, e se a situação de ruptura foi inevitável,  mudar de técnico (que não é a mais sensata, mas infelizmente é sempre mais viável pela impossibilidade de de trocar o time inteiro) ou punir jogadores culpados, afastando se necessário, ou quaisquer providências cabíveis, com competência e seriedade.
Como eu não acho que competência e seriedade façam parte do dicionário dessa malta que frequenta os altos escalões do clube, ficamos à deriva, torcendo para que a crise se resolva por decisão automática de elenco e treinador.
Na minha postagem inferior falei da infecção generalizada que contaminou a Gávea, e os tristes acontecimentos dos últimos dias só confirmam meus sombrios receios. Enquanto essa patota que agride blogueiros e difama ídolos continuar frequentando o núcleo de poder do C.R.F., os pessimistas terão sempre razão. Mas como disse Abraham Lincoln, "você pode enganar algumas pessoas o tempo todo, ou todas as pessoas durante algum tempo, mas não pode enganar todas as pessoas o tempo todo". Um dia estes parasitas serão varridos, e gente boa como Arthur Muhlenberg, quem sabe - vaticínio? -, estará na Presidência ou junto a ela.
O Flamengo não tem que se libertar do seu Passado épico, e sim do seu presente trágico.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Alfarrábios do Melo

Saudações flamengas a todos.


Eu desejava escrever algo sobre algum jogo épico, alguma taça salpicada com o sangue de algum dos herois rubro-negros, postar o último capítulo da série do Dida. Ou mesmo resmungar sobre os problemas de um time imerso em uma sequência negativa que teima em não passar.

Mas bateram num conselheiro.

Não conheço pessoalmente nenhum dos protagonistas dos lastimáveis episódios ocorridos recentemente, não privo da intimidade, sequer da convivência, de agressores e agredidos, de forma que não disponho de qualquer elemento que deponha contra a integridade dos indivíduos que ultimamente têm estado na berlinda rubro-negra.

Nem a favor.

Ontem o Flamengo lançou sua terceira camisa. Ficou bonita, não feriu as tradições do clube, vai vender bem, é uma iniciativa louvável e adequada aos novos tempos. Também foi lançada uma linha casual, com algumas peças bastante interessantes. É a marca Flamengo buscando se aproximar do seu torcedor.

Mas bateram num conselheiro.

A empresa que fornece o equipamento esportivo do Flamengo, ao contrário da antecessora, tem buscado fomentar ações que não se restringem ao mero fornecimento de camisas e agasalhos. Nesse escopo, lança-se uma linha completa de produtos, constroi-se um museu, ajuda-se na contratação de jogadores de alto nível, e com um provisório e providencial patrocínio master. Há a contrapartida, claro, mas percebe-se claramente uma visão voltada para uma relação ganha-ganha.

Em troca, batem num conselheiro.

Não contentes, xingam ídolos. Deblateram diatribes burlescas e inflamadas, recorrem às surradas práticas consagradas por Goebbles, difundem teorias convenientemente estranhas, cospem nas glórias que louvaram um dia. Profanam, eivados do mais renitente descaro, a imagem de alguns dos mais sólidos pilares da instituição flamenga. Chutam, pelas costas, a nossa história.

Há dinheiro entrando.

Dirigir o Flamengo não é fácil, dadas as dívidas e a descomunal pressão sofrida, por qualquer aspecto ou ângulo. Mas compensa. Brandir a caneta que distribui aqui e acolá os gordos milhões advindos do recente boom do futebol brasileiro confere um poder inebriante. Sentar naquela cadeira é uma meta árdua, são muitos oponentes, muitos adversários, a concorrência é feroz e selvagem. Vale quase tudo.

Até tentar destruir ídolos.

“Quem vive de passado é museu”. Por aí, a gente sempre ouve essa frase. Imbecil em sua essência. A história nos ensina, nos ajuda a nos entender e nos posicionar, a criar referências e padrões, a nos perceber inseridos dentro de um escopo. Eu torço, acompanho e me emociono por um time que guarda a mesma personalidade do início de sua existência. Doval, Rondinelli, Lico, Fábio Luciano, Moderato suaram o mesmo sangue, morreram a mesma paixão flamenga dentro de campo.

Eles não sabem nem quem foi Moderato.

Daí que há algo muito errado, quando o templo, a sede, o centro de convergência de nossas glórias e sonhos de menino adulto está tomado por pensamentos oportunistas, quando os nossos ídolos, nossos espelhos, a razão de ser de nossa crença flamenga, são enxovalhados por tiranetes e chefetes de aldeia, quando gorilas atacam nossas esperanças a pontapés pelas nossas costas.

Não vou me livrar da Geração 1981.

Não vou me livrar da Geração 1981, não quero me livrar da Geração 1981, e vou continuar disseminando os feitos da Geração 1981. Porque a Geração 1981 me mostrou um Flamengo bom, formado por pessoas capazes de estabelecer uma referência de vida, um clube que pregava e praticava a vanguarda, e que formava e cultivava ídolos. A Geração 1981 não chutava as costas de ninguém. A Geração 1981 era o que o Flamengo tinha de melhor.


Ainda imagino o dia em que poderemos ter o orgulho de torcer, amar e fazer parte da história de um colosso, um Flamengo gigante, capaz de expandir sua vocação vencedora aos rincões mais distantes, arregimentando fãs e torcedores em todos os cantos do mundo, erguendo-se à altura de sua tradição e de sua vocação singulares.

Ah, só pra constar. O Zico não é anjo.

É Deus.

Sempre Flamengo

O Flamengo e a Olympikus lançaram nessa segunda-feira o terceiro uniforme de jogo, que será utilizado nos jogos da Copa Sulamericana. O evento serviu também para o lançamento da nova Linha Casual e do livro Sempre Flamengo, que abrange os principais titulos dos ultimos 30 anos, com grande enfoque no Hexa Brasileiro em 2009, ano que a patrocinadora começou a parceria com o clube rubro-negro.

O time não vence ha nove partidas e o clima ja não era dos melhores. Para piorar, porque sempre pode piorar, pouco antes do evento começar o publicitário e conselheiro do Flamengo, Arthur Muhlenberg, que ja foi nosso colaborador e hoje escreve no Globoesporte.com, foi agredido covardemente pelas costas pelo também conselheiro e chefe de torcida José Carlos Peruano. Aos gritos de "eu faço o que eu quiser" e "se te ver aqui vai entrar na porrada" o chefe da torcida "Urubu Guerreiro" ameaçava o blogueiro como se fosse o dono do clube. Depois de contido por um torcedor, a maior vergonha estava por vir, os seguranças conversavam com ele às risadas, numa tipica cena de nojo explícito.

Passado esse triste acontecimento o evento transcorreu normalmente. Antes das apresentações da Linha Casual e do Uniforme 3 o vice de Marketing Henrique Brandão falou da grandeza e da importância da parceria entre Flamengo e Olympikus. Depois foi a vez do Diretor de Patrimônio, Mauro Chaves falar do andamento das obras do Museu, passando a bola para Tulio Formicola Filho, Gerente de Marketing do Grupo Vulcabrás que apresentou um video com funcionários(a empresa tem 45 mil) que trabalham na fabricação dos uniformes do Flamengo e o orgulho que cada um tem pelo seu trabalho. Muito bacana o video.

Em seguida foi apresentado outro video, onde curiosamente quem abre falando é o vascaíno Sérgio Cabral, grande jornalista e escritor. Ele que tem 74 anos disse que o time que mais o encantou foi o Flamengo de 81. Na sequencia do video, depoimentos de Roberto Assaf, Mauro Cezar Pereira e dos jogadores Zico, Adilio, Nunes, Rondinelli, Julio Cesar, Raul e Junior. Todos exaltaram a importância que o técnico Claudio Coutinho teve na formação daquela equipe campeã. O falecido treinador estava representado por seu filho Paulo Coutinho que também deu um rapido depoimento.

Na sequencia foi mostrado um terceiro video, dessa vez o velho lobo Zagallo, que visivelmente muito emocionado tentou contar mais uma vez o que representou aquele tricampeonato, aquele gol do Pet aos 43. Mas o velho lobo ta cada vez mais cansado e muito emocionado quase não conseguiu descrever tal situação. Eu vi marmanjo segurando pra não chorar.
Seguindo o evento subiu ao palanque a presidenta Patricia Amorim, que ao ganhar o exemplar numero 1 do livro Sempre Flamengo fez uma piadinha que até agora nem eu nem os jornalistas presentes entenderam. Ela ao pegar o microfone falou: que bom que ganhei o livro porque salario... E ficou aquele clima no ar. Será que ela estaria falando dos salarios dos jogadores atrasados ou estaria reclamando que não ganha salário?

Foram usados atletas do clube como modelos da Linha Casual, uma idéia bacana e que ainda corta custos. Os jogadores Léo Moura em péssima fase, Adryan Tavares de 17 anos e veterano craque Adilio exibiram o Uniforme 3 que particularmente eu achei muito bonito. A Linha Casual também me parece mais bonita que a anterior.
Ao fim do evento os jogadores sairam rapido sem dar muita entrevista, assim como a maioria da diretoria. Um dos poucos que falou foi Henrique Brandão, que disse que talvez ainda esse ano o Flamengo feche com um patrocínio novo, que seria estendido ao ano que vem também.

E você rubro-negro, gostou desse terceiro uniforme?

Dão no Twitter: http://twitter.com/dao_tavares

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Uma agressão à liberdade

A agressão ao sócio, conselheiro e blogueiro Arthur Muhlemberg mostra bem a quantas andam as coisas no Flamengo.

Esse torcedor agressor já tem um histórico da falta do que fazer. É "disque-fulano", é rasgar foto de jogador, é todo e qualquer tipo de truculência.

E, segundo relatos - e não foram 2 ou 3 - a equipe de seguranças, após o entrevero, ficou rindo e conversando com o agressor. Uma lástima para a história de um clube que É SIM do povo.

O Flamengo tem que se reinventar. Não podemos mais passar por este tipo de humilhação, de irresponsabilidade de quem se diz rubro-negro.

Se o Flamengo for sério, expulsa esse agressor do seu quadro de sócio. Não se trata de uma resposta pra quem cobra, mas uma resposta à violência, à impunidade, à ignorância.

Vai fazer o quê? 60 dias, 90? E depois, ele estará liberado para agredir? Porém, está escrito:

Art. 51 - Praticar ato delituoso, assim considerado pela lei penal, nas dependências do CRF. Penalidade: susp. até 365 dias ou eliminação.


Isso É UMA VERGONHA, Flamengo.

Eu lamento muito que isso tenha acontecido. Não no dia de hoje. Mas em qualquer dia. O Flamengo não é dessa gente. O Flamengo não merece ser lido em portais com esse tipo de notícia.

O Flamengo precisa ser respeitado por seus atos.

Esse não é o meu Flamengo.

Estarei, SEMPRE, ao lado das pessoas de bem. Mas, ao que parece, essa não é a intenção de alguns..

Lançamento do Manto 3


Acontece hoje, a partir das 11 horas, o lançamento do Manto 3, na Gávea, além do livro
"Sempre Flamengo", que ilustra e comemora os 30 anos do Mundial.

Você pode assistir pelo facebook, nestes 2 endereços:


domingo, 18 de setembro de 2011


FLAMENGÔMETRO nº 78
INFECÇÃO GENERALIZADA


O Flamengômetro despencou para 41% após o Flamengo virar o saco de pancadas dos times da parte de baixo da tabela, com uma apatia tão misteriosa que tira até a vontade da gente de escrever. É sintomático que a Gávea tenha em seu "primeiro escalão" estes bacilos que são capazes de desprezar ZICO e JUNIOR. Pra mim falar mal DELES já era por si só motivo para expulsão instantânea dos quadros do clube. Precisamos urgentemente de um antibiótico bem forte para erradicar estes germes nocivos. Difícil comentar sobre um time cercado de tantos fatores extracampo envoltos em mistério.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat

"Momento inoportuno"?
Pra não dizer que não escrevi sobre a polêmica da semana

Já faz algum tempo que, em diversas entrevistas sobre outros assuntos, Zico vinha se esquivando de responder quaisquer perguntas sobre o Flamengo. Se limitava a dizer que "sobre o Flamengo, não falo nada", fosse qual fosse o tema em questão - o time, a diretoria, o técnico, qualquer coisa. Mas nesta semana uma boa repórter insistiu um pouco mais e conseguiu que ele desenvolvesse um tantinho os motivos para andar se recusando a falar sobre o clube. E aí veio todo este barulho.

Júnior teve o que dizer sobre o assunto. Doutor Leonardo Ribeiro (foto ao lado), claro, também. Repórteres, colunistas, blogueiros, comentaristas - todos trataram das palavras de Zico. Foi o assunto rubro-negro da semana. Aí chegou a vez de Luxemburgo ser perguntado sobre o tema. E ele, além de dizer que Zico deveria "separar as pessoas da instituição", falou que as declarações foram em "um momento inoportuno".

Será que foram mesmo? Luxemburgo ficou mesmo insatisfeito com toda a repercussão neste "momento inoportuno" ou sentiu algum alívio ao ouvir as pessoas discutindo dois jogadores que pararam de jogar há mais de 15 anos, em vez dos que estão entrando em campo agora e seguem há oito partidas sem vencer, com uma atuação ruim atrás da outra, um esquema que não funciona e falhas semelhantes que se repetem rodada após rodada? Será que ele não gostou de dar e ver divulgadas declarações de amor ao Flamengo e dedicação incondicional à instituição, em vez de explicações táticas e técnicas sobre o momento difícil do time?

Talvez não seja o caso. Mas, se não aconteceu com Luxemburgo, tenho certeza que houve quem gostou desta discussão distorcida, com tantos falando de declarações que Zico, afinal, nem queria dar.


* * * * * * * * * *

Acho triste ver o maior ídolo da história do Flamengo, o meu maior ídolo, falando desta maneira sobre sua relação atual com o clube. Gostaria que ele não lidasse assim com a situação.

Mas já cansei de ver torcedores do Flamengo e de outros times dizendo que estão cansados e se afastando por um tempo de jogos e noticiários, simplesmente por lerem notícias ruins ou presenciarem algum vexame no estádio. Vocês não conhecem nenhum rubro-negro ou tricolor que tenha reagido assim por algum tempo após derrotas pra Santo André ou LDU? Cada um assimila as coisas de seu jeito, mas é compreensível que alguns ajam assim - estão chateados, magoados, ao verem seu tempo e sua dedicação ao clube ser mal retribuída. E estamos falando simplesmente de ver algo que não gostou pela TV ou na arquibancada; agora imagine se estas pessoas, em vez de apenas verem seu time perder, sentissem os que comandam a instituição que amam os atingindo pessoalmente, junto com suas famílias.

É muito fácil falar de fora que "é preciso separar as pessoas da instituição". A instituição, meus caros, é maior que as pessoas, mas é feita por pessoas. É bonito falar do Flamengo como uma força mística e eterna, mas ele é o que é pelo que pessoas, de carne e osso, fizeram dele ao longo de sua história.

E o que os jogadores fazem, o que diretores fazem e o que nós torcedores fazemos hoje vai influenciar não apenas os sentimentos do Zico hoje - é natural, ainda mais pra quem tem relacionamento direto com aquilo -, mas também como o Flamengo será visto ao longo do tempo daqui pra frente. É assim que funciona, para o bem ou para o mal. Se o Botafogo é hoje visto como um clube que valoriza seus ídolos, é porque pessoas que passaram pelo Botafogo (menores que o Botafogo, certo?) agiram assim em diversas oportunidades. E é óbvio ainda que o Vasco é maior que Eurico Miranda, mas Eurico mudou e muito a maneira como o Vasco foi percebido por toda uma geração, em todo o país. Ou não?

É bom então se preocupar com o que pessoas, menores que o Flamengo, fazem com ele. E não apenas para preservar os sentimentos do Zico.

Zico e Júnior não são deuses. São humanos, falíveis. Erram, erraram. Talvez não fossem as pessoas mais indicadas para ocupar os cargos de direção que tiveram por um período curtíssimo de tempo cada um. Mas o que alguns estão tentando fazer é desassociar o Flamengo de pessoas como eles, dando a entender que o clube não é Zico e Júnior - o clube, então, dever ser eles. Eles, que estão sempre lá, é que amam o Flamengo, entenderam? E enquanto Zico, Júnior e outros duram pouco e se afastam, quem age e pensa como dono do Flamengo permanece, por longos e longos anos. Do jeito que a coisa está indo, eles também vão acabar conseguindo, como Zico fez, deixar sua marca na história e na identidade do clube. E ainda aparece jornalista de nome por aí dando força ao discurso oportunista deles - que, não se enganem!, não são um só, ao contrário do que às vezes possa parecer

A quem isso interessa? Ao Flamengo - que é maior que Zico e Júnior, mas certamente bem maior que eles - é que não é.


• ANDRÉ MONNERAT escreve também no SobreFlamengo (www.sobreflamengo.com.br e twitter.com/sobreflamengo)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Liberta de 1981: ah, sim, ganhamos com dois gols do Zico

*Por Gustavo de Almeida

O sr. Leonardo Ribeiro disse hoje uma frase que jamais esquecerei, em entrevista ao site GloboEsporte.com: “O Flamengo tem que se libertar desta geração 81”. Presidente do Conselho Fiscal do clube, travando uma eterna guerra de bastidores contra Zico, Ribeiro resolveu apelar para a iconoclastia que caracteriza uma nova tendência de chatice, capitaneada pelos Danilos Gentilis e Rafinhas Bastos da vida: a da “bandeira anti-politicamente correto”. São pessoas que, como sabemos, em nome de uma suposta liberdade de expressão, desatam a falar sandices, com referências a Auschwitz, ao Holocausto, exercendo um sentimento libertário que mais se assemelha ao chafurdar do porco em qualquer parte do pasto do que ao vôo da águia pelas pradarias.

No afã desta iconoclastia – que nos dá saudades de verdadeiros iconoclastas, como H.L.Mencken, Paulo Francis e José Guilherme Merquior – o sr. Ribeiro resolveu “alfinetar” Zico e Júnior.

Diria Arthur Muhlemberg, uma das referências da Filosofia Rubro-Negra, que estou “acendendo vela de primeira para defunto de terceira”. Na verdade, queria sair em defesa daquilo que é uma das coisas mais preciosas da vida: a memória.

O que o sr. Ribeiro chama de “Geração de 1981”, com certa desfaçatez, meio que diminuindo, é simplesmente o alicerce do rubro-negrismo de hoje. É o que foi Dida e Evaristo para meu pai, Leônidas da Silva para meu avô. E o que talvez seja Petkovic para nossos filhos. Não estou me referindo a títulos, não me refiro nem mesmo a gols ou a dribles bonitos. Isto sempre tivemos.

Eu me refiro apenas ao sangue. Ao sangue derramado por Rondinelli nos campos inimigos do Mineirão, diante dos chutes covardes dos atleticanos. Ao sangue que corria nas veias de Zico e Junior, ao sangue que escorria dos olhos de Nunes enlouquecido após o gol em 1980, ao sangue que Adílio verteu de cortes no supercílio dados pelo covarde Mário Soto em Santiago do Chile. Ao sangue que corria nas veias de Leandro, de Marinho, Mozer e Lico, ao sangue que verteu do nariz de Lico nos jogos disputados na altitude, ao sangue que Tita derramou quando Chicão entrou de sola no joelho ainda naquela final de 1980.

E ao sangue, sim, de todos nós, que venoso é negro e arterial, vermelho, aquilo que mais Flamengo poderia ser. Nós somos todos um sangue só, eternamente derramado nos campos de batalha.

Diz o sr. Ribeiro que “o Flamengo precisava se libertar da geração 81 e ganhar outra Libertadores, outro mundial”. Quero só ressaltar: não vivo de passado: a vida é que é uma coleção de memórias, sempre. E vocês são uma das melhores memórias que tenho na vida, ao lado da do Natal de 1983 e do dia em que conheci minha mulher.

Bobagem: ganhar outra Libertadores não fará o Flamengo maior. A Lei da Física impede isto: não há como ser maior do que o Flamengo – nem mesmo o próprio Flamengo. Já disse e repito que, mesmo que o Flamengo não tivesse um título sequer, sua camisa ainda seria gigantesca, monumental, sua memória seria vasta e colossal como a de guerras romanas, sua sombra se estenderia por sobre a terra como um apocalipse feito de felicidade.

Que o sr. Ribeiro, autoridade do clube, presidente do Conselho Fiscal, me perdoe, mas quero dizer que jamais vou me libertar da geração de 1981. Porque seria como deixar de ser Flamengo. A geração de 1981 é o que me prende, tal e qual uma corda pela eternidade, aos dias, meses e anos inesquecíveis que vivi com meu pai, de 1979 a 1983, conquistando tudo, festejando todos os meses, aprendendo a ser Flamengo, até que o velho se despedisse da vida em 1984 (ano em que coincidentemente o Flamengo não ganhou nada, mas quem se importa?). A geração de 1981 me ensinou a ter raiva do vexame, a não ver nada melhor no mundo do que o Flamengo campeão, a entender que não podemos ganhar todas – mas que jamais podemos deixar de exercer esta bênção que é ser Flamengo.

Peço desculpas ao Zico, ao Júnior, ao Raul, ao Leandro, a todos os que foram citados. Não tenho procuração para falar em nome de nenhum rubro-negro, a não ser talvez daquele que se foi e que está lá ao lado de Dida e Geraldo Assoviador. Se tivesse, eu diria à geração de 1981: nunca me libertarei de vocês, pois foram vocês que me ensinaram a liberdade.

O Flamengo é muito maior do que Zico

É um colosso, uma força da natureza.

Tire Zico do Flamengo, e o rubro-negro ainda é enorme. Um vagalhão de história e tradição, raça, amor e paixão. Inigualável e épico. Imenso.

O Flamengo é muito maior do que Zico, posto que sem Arthur Antuneas Coimbra, primeiro e único, o Flamengo é Flamengo.

Tire Zico do Flamengo. Sobra ainda o vovô Junior celebrando o gol do penta, a lenda de Dida, a bola decisiva de Ronaldo Angelim e há quem diga até que Zico não foi maior que Zizinho, por exemplo. Ora, roube Zico da história do Flamengo e o clube ainda é imenso.

O que não se pode discutir é que se o Flamengo é maior do que Zico e ainda é gigante sem ele, a ausência do Galinho deixa o Flamengo menor. Gigante, o rubro-negro tem que esticar mais os pés sem Zico.

Para explicar isso, lembro do meu post, Não importa como e nem o porquê!

Porque é como se a cada grito, a cada gol perdido, a cada título que escapasse... a Torcida clamasse pelo retorno do nosso herói. Sim, herói. Porque Zico sempre esteve muito acima do que qualquer ídolo poderia. Sempre foi mais do que atleta, um gênio. E sempre foi muito mais do que um ídolo, foi um exemplo.

E daí está a maior emoção de sua volta. Pouco importa por qual salário, meta ou objetivos ele exigiu. O retorno de Zico é maior do que o próprio fato. Porque traz para mais de trinta milhões de fiéis não apenas o seu maior ídolo, herói e exemplo. A volta de Arthur Antunes Coimbra traz ao Flamengo o Flamengo que a gente sempre quis ver. Traz o Flamengo que nunca renegou seu papel de ídolo e, principalmente, exemplo.

O Flamengo sem Zico, ainda é o Flamengo. Mas queiram ou não, torcedores, ídolos e dirigentes, é um clube menor. Se um pouco ou muito, o tempo dirá.

******

Anos atrás, em um comercial de cerveja, Zico falou sobre o Flamengo. Nas palavras finais: "e se 33 milhões de torcedores resolvessem se unir pelo Flamengo?"



É o tipo de emoção que só Zico causa. Até mesmo em uma rotineira propaganda. É o tipo de palpitação que a torcida não terá por um bom tempo. É bom que tenha valido a pena.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O aprendiz

"Mestre, como é que faz?"

"Fica quietinho e olha, gafanhoto"


Calúnia do Rúbio Negrão

“A democracia sorri toda vez que é censurado um crítico do Zico.” – Ronel

“Tô vendo o jogo da argentina e o kameriks joga muito... até que enfim contrataram pro Flamengo um argentino q sabe jogar bem” – Frederico Stroppa Moreira

Sejemos cinseros: esse negócio de invencibilidade é uma faca de dois gumes. Melhor dizendo, três gumes, se é que existe tal instrumento.

Cenão vejemos: 1) Há a invencibilidade positiva, referente a um time que mais vence do que empata. 2) Existe também a invencibilidade neutra, quando o time mais empata do que ganha. 3) E, finalmente, a invencibilidade negativa, relativa a um time que simplesmente não consegue vencer nem o Avaí.

De invencibilidade eu posso falar de cadeira, e até de cadeira numerada especial, porque quando o assunto é trabalho e grana, já estou invicto há vários e vários anos. E já que posso falar, digo o seguinte: é preferível perder um jogo, e ganhar o outro, a empatar os dois. Matemática simples. E em se tratando de adição com números de dois algarismos, modéstia à parte, EU SOU PHODA!

Além dos acurados cálculos acima, há também uma possibilidade de complô. Ou duas. Mas temo menos qualquer possível armação da CBF do um esquema provindo do nosso próprio elenco para derrubar o treinador. Ao que parece, está tudo conspirando contra nós, inclusive nós mesmos.

Então, pergunto: ainda cabe o hepta?

E eu mesmo, facilmente, respondo: é claro que não sei! 

Ainda acredito no hepta? Claro que sim!

Neste ano ainda? Aí, vareia. Porque o futebol é como um jogo de xadrez, só que praticado com uma bola. E disputado num gramado. Com 11 peças de cada lado, em vez de 16. E no futebol dá pra substituir algumas delas. Ah, e diferentemente das peças do xadrez, as “peças” do futebol são vivas. Bom, e também uma partida de futebol dura apenas 90 minutos, e... Tá bom, não foi uma boa comparação... Mas o que eu quero dizer é que ainda há tempo pro hepta em 2011. Temos time, treinador, torcida, camisa e história. Só depende de nós.

Esse é o problema.


Duplex Toc Zen

1 - Produto concorrente: Contra o Corinthians, o Geladeira desprezou a patrocinadora Duracell, e preferiu entrar com tudo na pilha do Liedson.

2 - Saudades do Fernando Brucutu: Um zagueiro que dá um soco na boca do estômago de um atacante, e este ainda tem condições de marcar dois gols logo em seguida, tem que voltar pra base pra reaprender fundamentos!

3 - Z4 à vista?: Do jeito que estamos caindo pela tabela, contra o Atlético-PR perdemos um jogo de 6 pontos.

4 - “Vejo o Wellinton com chance de servir à Seleção” – Alex Silva: Só se for à Seleção que vai encarar a Argentina.

5 - Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço: E não é que contra o Atlético-PR o Luxa, à beira do campo, estava chamando o Luiz Phillipe de... Muralha?

6 - Te cuida, Mano!: Se o Luxa continuar levando coças homéricas de times inexpressivos, já, já vai pintar na Seleção.

7 - Protesto!: Fora, Luxa! Fora, LM! Fora, Ué! Fora, Gustavo! Fora, Pollo! Fora, Fierro! Fora, DM! Deivid... Pra fora! Jael... Pra fora! TN7... Pra fora!

8 - É o novo Pet!: Comparado ao aproveitamento de pênaltis do Elano, corner pro R10 é meio gol.

9 - Daí, tudo indica que o Luxa tem razão: O Mano podia convocar qualquer jogador brasileiro do planeta, mas o titular da meia pro jogo da Seleção contra a Argentina será ele, the oooooone and ooooooonly... R... 11!

R$ - Alô, cracaços do Mengão: Estão tristinhos? Magoadinhos? Foram contrariados? Eu tenho a solução: pensem nos seus salariozinhos, e sejam felizes para sempre!


11 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao):

Engraçado o Fred não comemorar gols contra o amado Cruzeiro, MAS TÁ SEMPRE LÁ DETONANDO OS CARAS, SEM FALTA! Isso é que é amor.

Incrível como no "País do Futebol" as seleções que andam emocionando mais o torcedor são as de basquete e vôlei.

Hepta? Yes, we can't.

#MissUniverso: ainda bem que a profissão do R10 é outra.

Foi #MissUniverso pra valer mesmo? Então em que lugar ficou a Miss Marte?

#MissUniverso 2011 corresponde exatamente a que data estelar?

"Ceni compara fim da carreira à morte." Que o diga a Hebe Camargo.

Realmente, a Miss Angola era a concorrente mais bem preparada. Sabia até falar português!

Dia Nacional da Cachaça: como se pode homenagear uma coisa tão malvada?

Após quase 2 meses confinado na Fazenda, o Dinei pergunta: "O que é R7?"

Recomendo a todos os cinéfilos o filme "Sherlock Holmes", cujo ator principal é o mesmo do "Homem de Ferro", só que sem a armadura.

Na Seleção, jogando com atletas do seu nível, o R11 vai arrebentar.

Dinei há quase 2 meses confinado numa fazenda... Depois ainda dizem que jogador de futebol detesta concentração.

Se alguém estiver planejando fazer uma doação de 500 mil reais a um particular, favor entrar em contato urgente. Aceito cheque.

E nada mais faço.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Alfarrábios do Melo

Saudações flamengas a todos,

O futebol é dinâmico, extremamente dinâmico.

Ninguém, nem o mais renitente pessimista dos torcedores, imaginava que, poucas semanas após a dramática e emocionante vitória contra o Coritiba, o time passaria a vivenciar uma de suas crises mais amargas, em que o resultado não aparece, a vitória não chega, a bola não entra e gols são sofridos de forma quase gratuita.

O que pode estar acontecendo?

Não sei. Não tenho resposta. Há indícios aqui e ali, há rumores acolá, mas tentar teorizar baseado em especulações não me parece produtivo, a menos que sirva para algum tipo de desabafo, natural em nós, torcedores que somos.

Mesmo assim, vou tentar.

As principais conclusões a que se tem chegado para explicar a queda de rendimento do time se fundamentam em três assertivas: a contusão de jogadores, o mau desempenho de alguns titulares e um pretenso “boicote” ao treinador. São essas três premissas que vou abordar nesse texto. Vamos lá:

1 – Contusão de jogadores

A rigor, pode-se colocar nessa lista apenas o Aírton, já que o Alex Silva entrou no time já durante a sequência negativa. Ou seja, os resultados estavam acontecendo mesmo sem o Pirulito, em que pese sua contratação, mais do que desejada, será fundamental para melhorar o sistema defensivo, na minha opinião. Mas, voltemos ao Aírton: estreou contra o São Paulo, atuou em vitórias importantes, contra Fluminense e Cruzeiro (onde foi destaque), e melhorou dramaticamente o desempenho da defesa, ao ponto da equipe passar vários jogos sem sofrer gols. O interessante é que, antes de sua entrada, o time vinha vencendo suas partidas sem jamais convencer. Desfalcou a equipe no histórico 5-4 contra o Santos (jogo completamente aberto e atípico, embora sensacional) e no empate (1-1) contra o Ceará.

2 – Mau desempenho de titulares

Os jogadores mais criticados da equipe têm sido Wellington, Deivid, Leonardo Moura, Thiago Neves e Willians. Não vou me ater aos dois primeiros, porque o futebol deles é esse mesmo, desde que são titulares. O Wellington é jovem, tem algumas qualidades, mas erra e compromete a equipe com uma frequência inaceitável para um jogador profissional. E o Deivid luta demais com suas limitações físicas, não tem força para atuar como referência nem velocidade para jogar como segundo atacante. Penso que o futebol desses dois continua exatamente o mesmo.

Leonardo Moura: quem tem melhor memória há de se lembrar que o Léo Moura sempre se notabilizou por sua irregularidade. Trata-se de um jogador que alterna bons e maus momentos ao longo do ano. Em 2007, por exemplo, era fortemente criticado, até crescer no final da temporada. Em 2009 deu-se algo parecido. E normalmente quando retorna de alguma contusão mais séria o sujeito demora a atuar bem. Não sei se o problema é apenas físico. Ano passado o nosso lateral foi, talvez, o principal jogador da temporada. Um ano apenas faz desabar o rendimento físico?

Thiago Neves: fez um ótimo Estadual, talvez tenha sido o melhor do time na competição. Decisivo, gols em clássicos, um futebol que o levou para a Seleção. Nesse embalo, atuou muito bem contra o Ceará, com dois gols, e mostrou boas partidas no início do Brasileiro. Foi convocado para a Seleção, ainda seguiu com razoáveis atuações (Santos, Grêmio), saiu aplaudido contra o São Paulo. Machucou-se no jogo do Atlético-GO, e depois voltou irreconhecível, inclusive com dificuldades de domínio básico de bola em alguns lances. Parece estar sentindo muito o momento, como se observa em algumas entrevistas.


Willians: muito voluntarioso, dono de uma excepcional capacidade de desarme, mas não é o tipo de jogador que ocupa espaços ou com exata noção de posicionamento. Todas as vezes que atua mais recuado, como primeiro volante ao lado do Renato ou de um dos garotos (Luís Antônio, Muralha), as atuações do time são severamente criticadas, salvo nos 4-0 da estreia do Brasileiro. Inclusive, essa formação havia sido abandonada no meio da competição, e a falta de um primeiro volante “de ofício” obrigou sua retomada, fazendo cair demais o desempenho do jogador, pondo na berlinda seus erros de passe e cobertura, atributos indispensáveis a um “frente-de-zaga”.

3 - “Boicote” ao treinador

Por fim, o tal “boicote”. Não compartilho dessa tese, ao menos não acho que haja algum movimento preponderante. É sabido que existem alguns ruídos entre o Luxemburgo e alguns jogadores, mas isso é diferente de um movimento do grupo para derrubar o treinador, como havia abertamente em 2009 com o Cuca (depois admitido em reportagens na Placar, por exemplo). Eu vi um time acomodado em duas ocasiões: nos jogos do Atlético-GO e do Bahia. No primeiro, o time parecia sentado em cima da invencibilidade, e no segundo o time entrou completamente desconcentrado (dando razão aos defensores da tese). No entanto, a equipe correu nos dois jogos seguintes. Domingo, houve um desânimo após o segundo gol, mas não vi indolência ou corpo-mole. Vi muita gente correndo errado (houve momentos em que havia TRÊS jogadores na lateral-direita do campo).

Luxemburgo é um treinador difícil, é genioso, vaidoso e não é muito fácil de se lidar. No entanto, possui temperamento forte, liderança e capacidade técnica. Isso é respeitado por um grupo de jogadores. Há dois tipos de treinador que a boleirada respeita. O “churrasqueiro”, papaizão, e o cara que “faz acontecer”, o cara que mexe no time e muda um jogo, mesmo errando às vezes. É esse o caso do Luxemburgo, goste-se ou não do sujeito. Outra coisa: o time já viveu vários momentos complicados na temporada, e o cargo do treinador chegou a ser discutido em alguns desses momentos. Curiosamente, o time sempre atuou bem nesses momentos-chave (exemplo? 2-0 no Botafogo, melhor atuação do Estadual).

É isso. Não quero concluir nada daqui, só seguir discutindo, concordando e discordando, e buscando elementos que nos façam sair do mero campo das especulações. Deixo uma última historinha: No início de 1992, um time grande começava muito mal o Brasileiro, foi atuar num clássico. Levou 4-0, jogadores andando em campo, todos falavam que o treinador ia cair, “prestigiaram” o sujeito. Partida seguinte, nova derrota, a quinta seguida. Reunião marcada pra demissão do cara, gente da diretoria falando abertamente em substitutos. Surpreendentemente, a presidência bancou o treinador, que foi mantido com carta branca, nomes foram afastados. E assim Telê Santana se tornou o maior treinador da história do São Paulo.

E assim, tornamos ao início. O futebol é dinâmico. Extremamente dinâmico.

domingo, 11 de setembro de 2011

Por onde andam vocês???

1 - Nossa presidente. Provavelmente distribuindo camisas pra artistas de Hollywood ou gente que ganha medalha em alguma coisa. Onde está você, Patrícia, que teoricamente deveria ser a autoridade máxima do Flamengo, para NOS DAR UMA ÚNICA JUSTIFICATIVA do que está acontecendo. Ou, tal qual o episódio Zico, você tem responsabilidade zero?

2 - Torcidas organizadas. Há não muito tempo atrás, já teria faixa de "Brasileiro é obrigação", "Queremos raça", etc. Mas, por onde andam vocês? Aplaudindo em troca de ingressos? Onde está o torcedor que reclama de verdade? Onde estão aqueles que se dizem "vamos a todos os jogos, queremos raça?"

3 - Léo Moura. Por onde anda você, Léo Moura? Ou você está doente ou está de sacanagem. Pois é inconcebível atuar desse jeito. Pede pra ficar na reserva, mas nos poupe disso aí.

4 - Flamengo. Onde está o Flamengo? Sendo detruído, mui provavelmente. Ninguém aparece pra dizer se é falta de salário, se é falta de direitos de imagem, se é apenas sacanagem. NINGUÉM. A torcida acha que é uma coisa, ou que é outra. Mas estamos ÓRFÃOS dessa diretoria de merda que insiste em aparecer somente quando a coisa está boa. Falta respeito no Flamengo. Falta respeito AO Flamengo.

Se tem interesses duplos, favor VAZAR do meu time. Favor SUMIR da face da terra. O Flamengo não é de vocês, o Flamengo não merece vocês. Tenham um mínimo de vergonha nos córnos.

E nada mais digo.


FLAMENGÔMETRO nº 77
A MÃE DE TODAS AS ZAGAS

Liédson é o centroavante do Corinthians. Eu sei, vocês sabem. É o artilheiro do Timão, já jogou no Flamengo, até já atuou pela Seleção Portuguesa. Eu sei, todos sabem. Eu sei que ele tem a função de finalizar os ataques e marcar os gols. Eu sei, a Torcida do Flamengo* inteira  sabe. Todos, menos os nossos zagueiros. Por duas vezes, Liédson apareceu sozinho, com ninguém para marcá-lo no raio de três metros. E assim fomos incapazes até de segurar uma vantagenzinha mequetrefe que caiu em nosso colo no final do primeiro tempo. Não merecíamos ganhar, pois não jogamos nada durante os noventa minutos. Nossos únicos lance dignos de nota foram um impedimento mal marcado do Deivid, o chute do Thiago Neves que gerou o escanteio, que gerou um segundo escanteio que terminou no gol, e um lance do R10 que juiz impoluto enxergou mão na bola. Fora isso, apenas chutões pra lateral, erros de passe, erros de chute, enfim essa porcaria que o time vem fazendo. A culpa deve ser mim, que tirei minhas férias em 11 de agosto e não vi o Flamengo vencer uma partida sequer, e conseguiu a proeza de perder 18 pontos. Felizmente minhas férias acabaram ontem. Desculpem.

*"Torcida do Flamengo" = o maior coletivo pleonástico hiperbólico da língua portuguesa.

Estamos assim na segunda curva descendente do ano, e ainda não consigo entender como o time caiu tanto de produção, um time que parecia tão consistente ao longo do ano, mesmo nos momentos piores. Também não entendo como esse time ainda é o melhor ataque do campeonato...
Chegamos à 22ª rodada com o mesmo aproveitamente que tínhamos em 2008, o ano em que lideramos, despencamos, nos recuperamos e acabamos fora da Libertadores graças às lambanças dos últimos jogos, mas estamos acima do patamar em que estávamos em 2007 (vaga na Libertadores) e 2009 (campeões). O que o Flamengo pretende fazer daqui em diante? Há desavenças no elenco? Há conflitos com o treinador? Falta preparo físico? Maratona? Esquemas de arbitragem? Ou apenas ruindade? Cadê o FLAMENGO de verdade? Quando a palhaçada vai acabar?



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Juntando os cacos

Não é hábito de nenhum rubro-negro perder. Não gostamos, curtimos mesmo é vencer. Queríamos o hepta, calar a Fiel, o Pacaembu e o Jogo Aberto. Mas não deu. E fica a necessidade de seguirmos em frente.

O Flamengo tem chances matemáticas de brigar pelo título, mas sem dúvida muito atrás de outros times que não estão só a frente (como o São Paulo), mas que jogam melhor (como o Botafogo e o próprio Corinthians). Ao contrário de outros jogos não vi ninguém de sacanagem. Vi burrice (Willians cabeceando para o meio da área, Gustavo dando motivo para ganhar um gancho do STJD, por exemplo) e vi incompetência.

Chegamos hoje no jogo sem três titulares (Airton, Luiz Antonio e Alex Silva) e um reserva importante (Jael), mas o que tem sido mais decisivo é a má fase. Thiago Neves hoje correu, chutou duas bolas perigosas e... Só. Léo Moura enfrentou um ala que jogava de lateral, mas mal apoiou. E, por fim, Bottinelli entrou para armar e fez Ronaldinho recuar porque o argentino nada fez. Você soma e são cinco desfalques e três jogando mal. Não há time que resista. Aliás, oito jogadores dá quase um time.

A rigor, hoje o Flamengo se defendeu bem enquanto teve Maldonado, mas nunca esteve bem no ataque. Fez o primeiro gol em falha da defesa corintiana. O chileno em campo segurou as pontas, mas ele vinha de meses sem ritmo e cansou. Entrou Muralha, mais uma decepção em uma geração que apostamos tanto, e recuou Willians para a posição de primeiro volante. Tendo que se posicionar ao invés de correr, o pitbull se perde. Corre sem direção, toca para qualquer lugar.

Com a saída de Maldonado, paramos de defender bem e a virada era inevitável. Erros de Luxemburgo? Era melhor recuar Ronaldinho e colocar Negueba no lugar de Thiago Neves. Fierro entrou porque não havia volantes e pelo que entendi W8 estava machucado. Não havia opções.

Mas o que fica é isso: se os que jogam mal, fizessem o que deveriam, não teríamos perdido hoje. Pior é ver que Luxemburgo tem poucas opções para mexer. Galhardo é outra decepção, Bottinelli nunca se firmou e Negueba voltou mal da seleção.

Talvez o que nos reste seja apenas buscar a libertadores. Menos pelo trabalho do técnico e mais pela irregularidade de alguns jogadores.

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Mais do que a derrota, preocupa o discurso pessimista dos jogadores. Matematicamente, o título é totalmente possível. Em 2009, por exemplo, tínhamos 30 pontos. Hoje, temos 36.

Não dá para entender tantos jogadores já falando em libertadores. Domingo tem outra decisão.

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Falar o quê do Gustavo? Vontade de ganhar não justifica covardia.

FLAMENGÔMETRO nº 76
O MUNDO BIZARRO

Times esquisitos. Jogadores esquisitos. Técnicos esquisitos. Tropeços esquisitos. Goleadas esquisitas. Jogadas esquisitas. Viradas esquisitas. Dirigentes esquisitos. Convocações esquisitas. Definitivamente o futebol está parecendo o Planeta Bizarro das histórias antigas do Super-Homem. E nesse mundo o time do Flamengo decidiu entrar de férias e não comunicou aos outros times, e o Flamengômetro dá a segunda despencada do ano. Pior: os jogadores pegaram a mania de dar entrevistas dizendo que perder o jogo de hoje não é o fim do mundo. Comentar o quê? O time não está entrando em campo: não há nada para comentar. Eu quero o fim do mundo sim, mas o fim do Mundo Bizarro onde estamos vivendo.
ps: com a convocação de Renato e Thiago Neves periga o resto do time se mirar nestes exemplos e se manter jogando mal para conquistar uma vaga na próxima convocação.