terça-feira, 31 de agosto de 2010

Com que roupa eu vou?


O Blog da FlamengoNet, assim com varios outros, foi convidado para prestigiar o lançamento da nova linha de produtos da Olympikus, a linha casual retrô.

Como único administrador que reside no Rio de Janeiro, essas bocas livres sempre sobram pra mim, e apesar de ter que acordar cedo eu fui lá conferir.

O Clube de Regatas do Flamengo teve como representante seu Vice de Marketing e Comunicação Henrique Brandão, uma vez que a presidenta Patricia Amorim tinha alguma solenidade para ir como vereadora e não pode comparecer. Eu gostei das peças apresentadas. Quem quiser ver fotos da coleção inteira pode clicar aqui. Esse video abaixo mostra os primeiros 8 minutos da apresentação e desfile.

Quem também falou bastante foi o Gerente de Desenvolvimento dos produtos Olympikus Fernando Costa, que comentou sobre a parceria e sobre as roupas lançadas. Abaixo ele fala exclusivamente para o Blog FlamengoNet um pouco sobre essa parceria.

Também estiveram presentes os craques do passado: Adilio, Julio Cesar, Manguito, Gilmar Popoca, Chiquinho e outros. O susto do dia foi ver o Luizão lá, aquele que nos ajudou a ganhar a Copa do Brasil em 2006 e que eu acho que tá aposentado. Em épocas de Val Baiano confesso que fiquei meio tenso achando que ele seria apresentado.

Mas a grande surpresa foi ouvir de representantes da Olympikus e da Vipcomm que os blogueiros agora terão mais espaço dentro do Flamengo e hoje foi uma grande prova disso.
Dão no Twitter: http://twitter.com/dao_tavares




FLAMENGÔMETRO nº 7
HORA DE DESARMAR O CIRCO!!

O Flamengômetro chega ao pior índice do ano: 41%, pela primeira vez ficando abaixo dos 50%. Qualquer crítica que eu fizer à atuação do domingo passado e às recorrentes falhas e deficiências seria redudante. Que Silas coloque o time nos eixos, e acerte uma escalação para resgatar as vitórias e os gols. Que o Flamengo volte a ser épico, e deixe de ser cômico. Tá na hora do gigante acordar.

Flamengômetro de 31 de agosto de 2010: 41% (3 vitórias, 3 empa
tes e 5 derrotas)




2010
Notas fla-estatísticas:
1- Comparando com a mesma rodada no ano passado, seguimos defasados em três pontos. Agora só resta ao profeta louco e cego gritar no deserto que faltariam 47 pontos para o Hepta...
2- Renato Abreu continua a apenas um gol de igualar a marca de Léo Moura e Luisinho Lemos como os décimos maiores artilheiros do time em Brasileiros.
3- Petkovic está a 5 gols de igualar a marca do Nunes em Brasileiros...
4- Faltam 3 jogos para que Léo Moura se iguale a Adílio como o 3º jogador com mais partidas em Brasileiros pelo Flamengo.
5- Falta 1 gol para que o mesmo Léo Moura se iguale a Adriano e Adílio como o 8º artilheiro do Fla em Brasileiros.
6- A marcação de um pênalti em um lance onde o defensor levou um ponta-pé do atacante foi de uma calhordice ímpar.
7- Poderíamos escalar o Val Baiano de zagueiro, dado o incrível e sobrenatural dom que o cidadão tem de manter as bolas longe do gol. Não conseguir encobri um goleiro sentado no chão é o fim da picada.
8- Continuo de implicância com o Wilians: rouba muitas bolas, mas não sabe o que fazer com elas.
9- Jogo no Mineirão contra o Cruzeiro é quase uma derrota certa... mas quem sabe não aprontamos uma surpresinha?
10 - TCZNA. .

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

COLUNA DE SEGUNDA-FEIRA
Hermínio Correa

A dura missão de Silas

Olá pessoal, Saudações Rubro Negras!

Minha tarde de domingo começou na base da boa expectativa. Quando surgiu a confirmação de que Silas era o novo técnico do Flamengo, ficou ainda mais óbvio que o atual Flamengo comandado por Zico tem um perfil renovador. Silas é uma aposta? Obviamente que sim, como qualquer outro treinador o seria. Mas é uma aposta que merece respaldo.

Só que a missão do novo técnico é das mais complicadas.

Influenciado pela notícia do novo técnico, aguardei ansioso pelo início de Guarani e Flamengo, acreditando em uma vitória. E à medida que o Flamengo tinha maior posse de bola, criava algumas oportunidades com as armações de jogada do habilidoso Diogo, arriscava de fora da área, era de se esperar os três pontos.

Não era – e não foi em nenhum momento da partida – um Flamengo brilhante. Mas tinha um mínimo de organização, uma melhora na armação das jogadas (sobretudo enquanto Diogo esteve em campo). O Guarani só conseguia alguma jogada em contra-ataques. E o gol ao final do primeiro tempo serviu para tranqüilizar ainda mais.

No segundo tempo houve ainda mais posse de bola. O Flamengo, time que mais erra passes nesse campeonato, tocava com certa qualidade. As chances para o gol que praticamente liquidaria a vitória foram surgindo. Mas faltou qualidade na conclusão, faltou qualidade a Val Baiano.

Não à toa, também temos o pior ataque da competição.

Mesmo Marcelo Lomba fazendo sua parte, mostrando mais uma vez que temos sim um goleiro de qualidade e com potencial ainda maior, o futebol castiga. Castiga quem não tem competência para marcar, castiga quem não tem fôlego para uma partida inteira, castiga quem fica desatento em um momento crítico quanto o fim de uma partida: Em dois lances nos acréscimos tomamos os gols.

Uma partida que esteve em todo o tempo em nossas mãos.

Silas tem um trabalho árduo à sua frente. O Flamengo é um time que precisa de identidade, padrão de jogo. Mais: Precisa recuperar a forma física, a credibilidade e a confiança de cada um de seus jogadores. Uma derrota como a de ontem deixa muito claro que o problema é mais amplo.

A conjunção de todos esses fatores faz com que o Flamengo continue sofrendo de grave crise técnica. Todos do atual elenco têm potencial muito acima do que tem sido mostrado dentro de campo, raras são as exceções.

Tudo o que se deveria fazer, foi feito: Novos jogadores, novo técnico, novo preparador físico. Toda a base de uma reformulação está montada, o que falta agora é tempo e a paciência da torcida.

O problema é que em um clube como o Flamengo, ainda mais com uma campanha tão ruim se comparada ao Hexacampeonato, tempo e paciência de torcedor são duas coisas escassas.

Ainda assim, desejo todo o sucesso do mundo ao Silas e à nova comissão técnica. Tenho certeza que a Nação Rubro Negra espera e acredita na competência de vocês.

“Com Zico, pelo Flamengo”

Um grande abraço, até segunda e Saudações Rubro Negras, sempre!

domingo, 29 de agosto de 2010

Doa a quem doer....

Essa parada foi pro twitter, os caras pediram, e resolvi trazer pro blog:

De 92 a 2009 foram 17 anos de roubo, de nego mamando nas tetas do clube, de Romário sendo comprado e vendido 4 vezes. Foram 17 anos de ingerência, de incompetência, de fracassos, de gente preocupada em roubar e foda-se o clube. Foram 17 anos de dimba, souza, negreiros, irineu, jailton e outras coisas.

MAS....Zico chega, e contrata - sob indicações e pedidos do treinador, val baiano, borja e correia. Correia está bem (NO MEU ENTEDER). Val baiano e borja, 2 lixos. Mas, é o que basta pro Zico ser queimado.

Nao sou advogado dele, e tampouco acredito que seja necessário não criticar. Não, a crítica é necessária. Mas porra, se em 17 anos nego nao fez porra nenhuma, deixem o cara trabalhar 6 meses. Nao fode. Só pq ele blinda o clube, protege de sanguessugas da imprensa dita esportiva, só pq ele tá limpando a casa, nego tá putinho?

Será que isso é rubro-negrismo mesmo?

O legal é criticar? Tudo bem. Mas nao me venha com pensamento xiita. Nao se chegará a lugar algum.

Fiquei sabendo que um líder de organizada quer ver o Zico pelas costas. PORRA, QUEM É UM LIDER DE ORGANIZADA PRA DETERMINAR ISSO?

Quando o diretor contrata, é pq passou pelo crivo do treinador, do presidente, de uma porrada de nego. Mas nao, foi o Zico...entao é erro.

Na boa, graças a esse comportamentinho de torcida de time pequeno é que ando sem saco de escrever qualquer coisa.

Não pela crítica ao Zico, mas pela forma covarde, inconsequente e sem caráter.

Só isso.

E nada mais digo.

Guarani x Flamengo

Acompanhe o jogo aqui.

sábado, 28 de agosto de 2010

FLAMENGÔMETRO nº 6
A TORCIDA DO FLAMENGO MERECE RESPEITO

Adeus, Rogério Lourenço! Você nos deixou em décimo lugar, a 15 pontos da liderança, e a apenas 6 pontos da zona de rebaixamento. Seu legado é a incrível marca de 13 gols em 16 jogos. Que a frase lapidar de Zico estampada no título sirva de guia para a escolha do novo técnico, e que o caminho as vitórias e dos gols seja retomado. Não me venham com a desculpa que o time não tinha se reforçado ou que era fraco, ou que não havia opções no elenco: com um time limitado e sem estrelas, o Avaí fez 25 gols.
Flamengômetro de 28 de agosto de 2010: 50% (4 vitórias, 3 empa
tes e 4 derrotas)





2010
Notas fla-estatísticas:
1- Comparando com a mesma rodada no ano passado, já ficamos defasados em cinco pontos. Agora só resta ao profeta louco e cego gritar no deserto que faltariam 47 pontos para o Hepta...
2- Renato Abreu continua a apenas um gol de igualar a marca de Léo Moura e Luisinho Lemos como os décimos maiores artilheiros do time em Brasileiros, um golzinho que está pesando...
3- Petkovic está a 5 gols de igualar a marca do Nunes em Brasileiros...
4- Faltam 4 jogos para que Léo Moura se iguale a Adílio como o 3º jogador com mais partidas em Brasileiros pelo Flamengo.
5- Falta 1 gol para que o mesmo Léo Moura se iguale a Adriano e Adílio como o 8º artilheiro do Fla em Brasileiros.
6- Adiós, Rogério. Adiós.
7- Aguardemos a escolha do novo "professor". Zico sabe que a torcida merece respeito, e já devemos aprender a não ligar para boatos da imprensa.
8- Sobre o elenco: Vinícius Pacheco é o incrível jogador que consegue ficar pior a cada dia. Quanto mais joga, menos sabe. Wilians: é o grande roubador de bola, mas pelo que tenho visto, deve ser o maior perdedor e desperdiçador de bolas roubadas. Sinceramente, não gosto dele e desse status de titular absoluto que ele tem.
9 - TCZNA. .

Como se fabrica um boato



Alguém ai ouviu alguma declaração do nosso Diretor de Futebol sobre o novo técnico?

Ah, não? Então que viagem cornetiva é essa? Será que as recentes contratações de Riquelme, Ronaldinho Gaúcho, Felipão, Gilberto Silva e quejandos não serviram pra vocês aprenderem nada?

A torcida parece que ainda não se tocou que o Zico não contrata e nem demite ninguém pela imprensa. Quanto tempo vai demorar pra geral se convencer dos métodos de trabalho do Galo?

Guardem a sua energia pra reclamar de alguma coisa quando ela efetivamente acontecer. Agora chega de mimimi e vão aproveitar a sexta-feira de lua cheia.

Ponham uma coisa nessas cabeças, que não servem apenas para usar boné de torcida organizada: Zico é cadeado fechado.

Fechado com o Certo.

Olha ai, mulambada, meu texto semanal já tá lá no Urubunews. Quem quiser me dar aquela moralzinha é só clicar no link: http://urubunews.com.br/flamengo/diogo43-e-o-dom-das-linguas/ Agradeço desde já. Valeu.

PS: O Urublog tá concorrendo ao Bi do Prêmio Top Blog, galera. Ali no canto direito tem o link pra você dar essa força e votar na gente. Pros preguiçosos eu coloco o link aqui também. Agradeço desde já a moral.

Urublog no Twitter: http://twitter.com/Urublog

Liga Urublog no Cartola FC: http://cartolafc.globo.com/liga/urublog



Comunidade do Urublog no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=39866197

Mengão Sempre

sexta-feira, 27 de agosto de 2010


PAPO DE SEXTA - Luciana Zogaib

Boa noite Nação!!!

A queda de RL foi o assunto do dia e, apesar de ter sido uma excelente notícia, de tão comentada não vale mais um post. Vou separar estas linhas para comentar sobre o jogo de ontem e sobre as peças do Mengão.
Foi triste reservar a noite de ontem para ir ao Maraca. O jogo foi horrível, em alguns momentos uma pelada de péssimo nível. Entramos em campo com alguns jogadores a menos já que Pet parecia cansado antes mesmo da pelota rolar. Renato Abreu não conseguiu ainda mostrar o que veio fazer na Gávea e Correa, apesar da luta, demonstra pouca qualidade.
Assim, restou a disposição do nosso ataque e, destacadamente do estreiante Diogo, os poucos momentos de esperança de dias melhores. Leandro Amaral, apesar de fora de forma, além de entrega, vem demonstrando qualidade, mas pecou ao desperdiçar chance cara a cara... quanto vudu... Diogo, brigou, driblou, correu, tabelou e mostrou que, em forma, vai dar bastante trabalho as defesas adversárias.
Willians o guerreiro de sempre, ladrão mor do time, pulmão invejável, mas ainda assim precisa melhorar a qualidade do passe na saída de bola para que não estrague todo o trabalho feito para recuperá-la.
Lomba vem ganhando confiança a cada jogo e demonstrando que tem qualidade para ser o camisa 1 do Mengão.
Leo Moura e Juan estão a léguas de distância de serem aqueles laterais que desequilibravam a nosso favor e ontem não entendi porque tanto insistiam em afunilar as jogadas.
A zaga com Angelim e Jean, apesar de pouco vazada, ainda precisa evoluir. Ontem, diante do fraquíssimo time mineiro, passamos alguns suspiros e algumas jogadas onde o adversário ficou cara a cara.
Do banco RL fez surgir VP e aí a maionese desandou de vez. Vinícius conseguiu a proeza de errar praticamente tudo que tentou fazer e galera não perdoou. Val Baiano pra mim, tem o defeito de se colocar péssimamente, mas ontem teve um lampejo, e por pouco não tirou o cabaço.

Fato é que nosso time passa por um momento bem difícil, muitos jogadores fora de forma, novas peças, alguns garotos e agora ficamos sem técnico. Não consigo especular sobre nomes e nem vou perder nosso tempo com isso. Zicão mostrou mais uma vez que podemos confiar nele ao ouvir a voz da galera e afastar RL. Agora é manter o apoio e esperar por um técnico que possa motivar esse grupo, organizar minimamente algum esquema de jogo e tirar o Mengão desta situação desconfortável. Nosso lugar é no topo da cadeia e é para lá que temos que ir o quanto antes.

SRN

Twitter: http://twitter.com/luzogaib
Futeblog: http://luzogaib.wordpress.com

COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat

A fila andou

Como já havia analisado ontem o empate com o Atlético-MG, os grandes problemas do time e as falhas do treinador, escreveria hoje sobre o fechamento abrupto do Maracanã. Mas isso vai ficar pra depois. O assunto agora, é claro, é a queda de Rogério – e, mais importante: quem assumirá em seu lugar?

O Flamengo não comporta outro interino a ser efetivado. Seria o terceiro em sequência, não é possível. Zico vai atrás de um nome que possa assumir já como efetivo, é claro. A pergunta é: quem seria? Pelo que rola agora no Twitter, o anúncio não vai demorar, mas dá tempo da galera especular.

Como já escrevi antes, não há nome que deixaria todo mundo feliz. Os nomes menos discutíveis estão todos empregados; destes, os mais possíveis são os que estão no exterior, ganhando salários estratosféricos e/ou com multas milionárias. Sobram opções como Ricardo Gomes, Silas, Tite. Ou Valdir Espinoza, Jair Pereira, Evaristo de Macedo. Há ainda as alternativas de Andrade, Adílio, Lico, Nunes e Rondinelli. Ou quem sabe Dé Aranha? (Não, ainda não fui contactado por ninguém.) Peguem quaisquer duas destas opções, joguem num fórum destes de internet para discussão e esperem alguns minutos: podem crer que não vão chegar a conclusão nenhuma de qual seria o melhor.

Sinceramente, não sei apontar um preferido. Só o que posso dizer é o seguinte: todos queriam que Rogério saísse, e ele saiu. Acredito que, a essa altura, qualquer alternativa escolhida deva ser colocada em perspectiva: “preferia que continuasse o Rogério?”

Seja quem for o contratado, poucos vão responder sim.

* * * * * * * * * * *

Reservo o final da coluna para o auto-jabá: amanhã (sábado, 28/8) tocarei com minha banda, o Don Robalo, no show de lançamento de seu CD. Acontece na Lapa, aqui no Rio de Janeiro – os detalhes estão aqui. E o disco está disponível para download em http://donrobalo.bandcamp.com/. Baixem lá e digam o que acham!

• ANDRÉ MONNERAT escreve também no SobreFlamengo (www.sobreflamengo.com.br e twitter.com/sobreflamengo)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

CHEGA!!!!!

Chega de Rogério, chega de Toninho Oliveira.

Tragam o Sans de volta, contratem um técnico de verdade.

É lamentável jogar 90 minutos e não ver UM ABAFA sequer.

Não temos tática, não temos nada.

Dessa vez, os jogadores não tem culpa. Pelo menos no meu entender.

0x0. Fim de jogo, e não há o que comentar. Todos viram o jogo. Todos viram a vontade, mas vontade não ganha jogo.

Perdemos 2 pontos contra um time bizarro. Mais uma vez, dentro de casa.

Por favor, Zico, traz o Sans de volta, e troca o treinador. Precisamos definir o que queremos no Brasileirão. Precisamos mudar AGORA. Todas as chances foram dadas, mas não podemos ser a LBV do futebol.

E nada mais digo.

Flamengo x Atlético MG

acompanhe aqui o jogo

Eriksson no Mengão
Por Vinicius Paiva

Ele já foi campeão da Copa da UEFA, campeão nacional diversas vezes e finalista da Liga dos Campeões da Europa. Já treinou grandes clubes europeus como Benfica, Roma, Fiorentina, Sampdoria, Lazio e Manchester City, além de seleções como a Costa do Marfim, o México e a poderosa Inglaterra. Já deu pra perceber que o título desta coluna não faz qualquer merchandising. Me refiro ao treinador sueco Sven-Göran Eriksson, que segundo consta, está no mercado, tendo sido até mesmo oferecido ao São Paulo.

Dando continuidade ao pluralismo de opiniões característico do Blog da Flamengo NET, penso diferente do companheiro Tiago Cordeiro (da coluna abaixo) e não consigo enxergar virtudes no técnico Rogério Lourenço. E olha que eu costumo ser bastante paciente com treinadores, em especial quando o material humano que eles possuem limita o trabalho de maneira sufocante. No entanto, resta claro para a maioria absoluta da torcida do Flamengo (especialmente após as substituições esdrúxulas na partida contra o Atlético-PR) que o tempo do treinador no clube já passou, se é que deveria ter começado. Uma olhada para os treinadores “à disposição do mercado” não me soa nada animadora. E é aí que surge a ideia ventilada acima.

A contratação de técnicos estrangeiros no futebol brasileiro sempre foi vista com maus olhos, ao contrário do que acontece em outros esportes, como no basquete e na ginástica. Eles são considerados caros, excêntricos e culturalmente diferentes do que se verifica por aqui, introduzindo métodos de trabalho que desagradam ao jogador brasileiro de um modo geral. A única experiência recente por essas bandas foi a contratação do técnico alemão Lothar Matthäus pelo Atlético-PR, no ano de 2006. De fato foi uma operação mal-sucedida, só que por uma série de razões que passam desde o temperamento explosivo do ex-capitão alemão, que abandonou o clube alegando salários atrasados (quando na verdade Matthäus quis voltar a seu país para tentar substituir o ex-colega e desafeto Klinsmann, que balançava na Seleção Alemã) até às dificuldades de comunicação com um treinador que falava apenas alemão.

Neste sentido, Sven-Göran Eriksson teria um grande trunfo, já que, além do temperamento dócil, fala português fluentemente - fruto de cinco anos como treinador em Portugal. Dificilmente um técnico que consiga se comunicar com seus comandados sem a necessidade de intérpretes introduziria treinamentos que desagradassem a eles, pois isto poderia ser conversado. Além do mais, a experiência em países tão diferentes como a Costa do Marfim e a Suécia certamente trouxe ao treinador uma bagagem futebolística que adaptaria o material humano aos melhores métodos de treinamento existentes.

A vinda de uma celebridade para o banco de reservas traria ainda inumeros benefícios em termos de marketing, com uma enorme exposição em mídia no exterior, ajudando no sempre importante processo de internacionalização da marca. Isto aconteceu em larga escala com o clube paranaense, alvo de diversas matérias e reportagens por parte da mídia alemã, à época. Caberia, no entanto, a indagação: será que o custo-benefício de uma operação deste nível valeria a pena? Ora, segundo se ventilou por aí, Eriksson aceitaria um salário de R$ 260 mil, caso o São Paulo se interessasse pela contratação – o que não aconteceu. Tratam-se de valores absolutamente aceitáveis para o padrão do mercado brasleiro e do orçamento do Flamengo.

Deixo claro que é apenas uma ideia, que me soa bem mais criativa e viável do que muitas das que surgem por aí, como “vencer o Galo hoje à noite e trazer Luxemburgo na bagagem”. Saiu ontem na mídia paulistana que o homem pediu R$ 1,2 milhão de salário, numa sondagem feita pelo São Paulo. Vale a pena? Pensem nisto...
#ErikssonnoMengão !! :-)

**************

Botafogo, Vasco e Fluminense aproveitam o excelente momento vivido pelos três (quem diria) e veiculam, nas TVs aberta e fechada, propagandas conclamando seus torcedores a aderirem a seus projetos de sócio-torcedor. Trata-se de algo extremamente inteligente quando feito em momentos de euforia, que é quando uma torcida mais consome. Ontem, a torcida do Fluminense foi maioria em pleno Serra Dourada contra o Goiás, a torcida do Vasco esteve presente em grande número no Morumbi contra o São Paulo e até a do Botafogo não vem decepcionando no Engenhão. É justo nestas horas que o retorno vem em larga escala, e uma das coisas sobre as quais mais lamento é o fato de o Flamengo não ter em absolutamente nada aproveitado o momento de maior euforia dos últimos 17 anos. Imaginem o quanto poderíamos ter abocanhado de sócios (caso tivesse sido apresentado um projeto sério) naqueles três meses entre o hexa (no começo de dezembro) e fevereiro (antes da final da Taça Guanabara, quando as coisas começaram a sair do controle em 2010)...

**************

Segundo veiculado na coluna “De Prima” do Diário Lance de ontem (http://bit.ly/bRxugs), a Globo teria apresentado ao Clube dos 13 a última pesquisa sobre a venda de pacotes de pay per view em 2009, tendo como sempre o Flamengo ne liderança (15,1%), seguido do Corinthians (14,2%), São Paulo (9,9%), Palmeiras (8,7%), Cruzeiro (6,2%) e Atlético-MG (6,1%). Apesar da perigosa aproximação do Corinthians, os números são extremamente favoráveis ao Flamengo, por apresentarem crescimento com relação aos dados divulgados anteriormente. No último rateio (2009), o Flamengo correspondeu a 12,6% dos pacotes, enquanto que em 2008 fomos responsáveis por 13,8% (http://yhoo.it/9yhDGO). É importante que se tenha em mente que a divisão de valores da venda de pay per view é proporcional ao percentual de cada clube, conforme analisei em janeiro de 2009 (http://www.flamengorj.com.br/coluna/analise-cotas-de-tv.html). Esta é uma das formas com que a torcida pode contribuir de fato com as finanças do Flamengo, e neste departamento nossa torcida não costuma decepcionar.

E-mails para a coluna: viniciusflanet@gmail.com

Twitter: www.twitter.com/viniciusflanet

A um encaixe da arrancada


Pouco se fala das virtudes de Rogério Lourenço, mesmo porque ele insiste com muita vocação a apagá-las. Não é justo. O ex-zagueiro transformou um time com uma média abusiva de gols tomados no carioquinha em uma zaga eficiente que raramente toma gols em pleno campeonato brasileiro. Não é pouco, embora seja insuficiente.

Em relação ao desempregado Andrade, o atual técnico ainda demonstra uma fala mais firme e um rigor que parece combinar com os tempos que, dizem, a Gávea vive. É difícil imaginar um centroavante que não treine sendo relacionado para os jogos, por exemplo. Pode até ser que aconteça, mas ao menos Rogério passa uma imagem mais blindada do que o discurso hesitante do técnico campeão brasileiro. Será que com tantas virtudes, Rogério é um técnico tão ruim?

Apesar dos méritos, a insistência cega do técnico desequilibra qualquer balança ao seu favor. Rogério insiste com medalhões que parecem jogar com o currículo e ignora sucessivos jogos em que o time simplesmente não cria e, consequentemente, não ataca. Se o adversário concede espaços, a categoria de Pet se impõe. Mas basta uma marcação um pouco mais apertada e o sérvio some. É irrelevante se pela idade ou pela pouca categoria do meio-campo. Acontece. E o técnico não resolve.

A esperança fica por conta de um lampejo de Rogério. Que ele enxergue uma substituição que resolva esse problema e torne um time com defesa segura e um ataque promissor também capaz de ter um meio-campo equilibrado e eficiente. Vale dar uma lida neste post de André Monnerat sobre o Brasileiro de 2009 e lembrar que foi uma derrota para o Fluminense que mudou um esquema que já não dava certo desde 2008 e se transformou em uma tática mortal. Destaco este trecho:

A volta de Petkovic já era anunciada (embora ninguém pudesse medir na época o tamanho do impacto que ela teria no resto do Brasileiro). Mas outra mudança no time só foi descoberta no gramado, sem aviso prévio, quando a bola começou a rolar: pela primeira vez em muito tempo, o Flamengo entrava em campo abandonando o esquema com três zagueiros. Andrade, mesmo usando dois meias improvisados nas laterais, montou o time na tradicional linha de quatro defensores, com Fierro na direita e Éverton na esquerda. Aírton, que vinha jogando sempre improvisado na zaga, voltava a ser volante, à frente da defesa.

E então o time encaixou. Parando pra pensar, era tão simples que quase não se entende como ninguém fez antes. Andrade simplesmente avançou um volante que jogava de zagueiro, recuou os alas e colocou um meia com pouca mobilidade - reparem que até hoje as melhores atuações de Petkovic ocorrem quando ele tem espaço, seja pela marcação adversária ou pelo time jogar em contra-ataque - privilegiando um pouco mais de organização no meio. Mortal.

A partir dali os buracos pelas laterais diminuíram, pois os laterais não deixavam os mesmos espaços e ainda contavam com a ajuda de Zé Roberto e Willians por ali, e o time ganhou qualidade do meio para frente. E lá o ataque era um Adriano, que gordo e pesado ainda fazia uma enorme diferença.

Talvez seja esse detalhe que falta a Rogério. Mais ainda falta a humildade de perceber que algo precisa mudar. Com certeza novos atacantes vão melhorar o ataque individualmente, mas contar com três volantes e um sérvio com mais 365 dias nas costas já sacrifica o bastante a criação e vamos seguir contando com o desempenho individual da nova dupla. Pode bastar se eles forem iluminados até o fim do ano. Parece pouco? E é.

Falta o encaixe que torne o time digno do campeão brasileiro. E já passou da hora de Rogério encontrá-lo.

******

Estou concorrendo ao prêmio Blogbooks na categoria esportes. Clique aqui e vota lá em mim. Grato. :)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Calúnia do Rúbio Negrão

Antes de mais nada, gostaria de corrigir o Daniel Oliveira, que por ocasião da Calúnia passada me chamou de “Zico do humor”. Agradeço pela gentileza, mas sou apenas um “Val Baiano do riso”, e olhe lá!

Mas que foi um elogio e tanto, isso foi. O simples uso do nome do Zico enobrece qualquer alcunha, mesmo que seja em “Zico do tráfico”, “Zico da picaretagem” ou “Zico da corrupção”.

Aqui no meu canto, eu ficaria bem mais orgulhoso se eu fosse reconhecido um dia não como o “Zico do humor”, mas como o “Zico do ócio”, porque, como diria o saudoso Bussunda, “Eu tenho um nome a lazer”.

Ressalva feita, voltemos à calúnia propriamente dita (ou melhor, maldita).

Hoje eu gostaria de abordar um problema que se tornou crônico lá na Gávea: o refugo dos nossos juniores, fato que causa a contratação de refugos alheios.

Senão vejamos: pode-se até discutir onde o futebol teve origem, se na China, no Japão, na Grécia ou em Roma, mas um fato é pacífico: o futebol só foi criado para ser praticado pelo Mengão. O Flamengo foi o clube que inspirou a criação do futebol muito antes de ser fundado. Como adversários eram necessários, daí os outros clubes. Por isso, espera-se que, como forma de retribuição, o Flamengo forneça cada vez mais craques para a perpetuação da boa prática desse esporte não-bretão.

Todos se perguntam aonde foram parar os craques que a gente fazia em casa. Por que não surge mais um Adílio, um Leandro, um Andrade, um Mozer, um Júnior? Vá lá, um Ibson?

Tenho cá as minhas teorias. Costumo comparar nossos garotões da base aos jogadores de futebol norte-coreanos: são loucos pra ir pro exterior, mas quando chegam lá, simplesmente desaparecem. Ou alguém se lembra de um júnior nosso que recentemente tenha se destacado em algum time de primeira divisão?

Mas mesmo essa secura de revelações já mostra uma evolução. A safra maravilhosa dos anos 80 vingou no próprio clube. A dos anos 90, bastante aceitável, explodiu em times rivais. Agora, pelo menos, nossos juniores não explodem nem aqui nem ali, nos adversários diretos! É ou não é uma melhora?

Então, vamos às minhas teorias:

Peso da camisa

Existe sim. A camisa do Flamengo pesa. Eu mesmo, quando vou à feira trajando o meu manto sagrado, sinto a responsa. Sei que estou sendo alvo de todos os olhares. Daí, evito dar aquela escarrada no chão, coçar o saco na frente de todos, ou pegar uma laranja quando o dono da barraca não estiver olhando...

Creio que o mesmo ocorra com nossos garotões da base. Maraca cheio, torcida esperançosa, cobranças a caminho, toda a família assistindo...

Mas apesar do peso insustentável de uma camisa já envergada por craques da mais alta estirpe (alguns dos quais estão presentes vendo os garotões levando às costas seus antigos números), há outro fator que pesa ainda mais do que o próprio manto: as jóias!

Brincos, pulseiras, colares, medalhões, óculos escuros, anéis, badulaques, pingentes, berloques e penduricalhos diversos curvam o jovem atleta sob um peso desumano a semana inteira. Obviamente, quando ele entra em campo no domingo, a sua coluna não é a mesma. O seu senso de equilíbrio foi afetado. A sua estabilidade durante um pique deve ser a mesma de uma Kombi 79.

Sem falar que, franzinos como eles só, os 200 gramas da camisa do Flamengo devem lhes pesar muito mais do que a longa história que ela representa.

Peso do empresário

Segundo o Marxismo, “a religião é o ópio do povo”.

Se isso fosse verdade, não teríamos jogador crente fazendo fumaça por aí.

Mas digamos que seja. Nesse caso, pior que a religião é o empresário, que também faz a cabeça da garotada. Pena que seja socialmente tolerado, porque apesar de causar dependência, não é considerado uma droga.

O peso do agente na vida do júnior vai além do psicológico. Empresário é um troço que já pesa por si só. Até ex-atletas, quando viram empresários, se tornam obesos em função de tantos almoços e jantares de negócios.

Aí, quando um empresário enorme de gordo encosta um Bruno Paulo e seus bem distribuídos 58 quilos na parede, e começa a berrar “Tu vai pedir 1 milhão de euros por mês!”, o garoto desaba emocionalmente.

Mas a pior tortura é o bordão jogado na cara do moleque: “A fila anda, rapaz!”

E o garoto sabe que não é da fila do treino físico que ele está falando.

Peso na consciência

Como diria Mestre Alex, “Passarinho que come pedra, sabe o forevis que tem.”

O moleque profissionalizado começa a ganhar um dinheirinho melhor, mas o preço por esse salário é abrir mão da juventude. Agora, titular do Flamengo aos 18 anos, o garotão sabe que tem que regular a bebida, os horários, as amizades, e, principalmente, as palavras que diz para os jornalistas (que só querem o seu bem).

Ora, é sabido que todo esse autocontrole é muito fácil de ser adquirido... lá pelos 40 anos, quando o moleque já pendurou as chuteiras!

Então, a vida do ex-júnior vai continuar a mesma zona de sempre, só que agora com um grande público assistindo. Logicamente, isso faz com que aqueles que possuem uma consciência passem a se sentir incomodados por ela. Saibam vocês que olheiras e cabelos desgrenhados nem sempre são frutos de pileques.

Quando a consciência passa a incomodar, o garoto entra em parafuso, porque sabe que se falhar em ser um jogador de futebol profissional, terá que arrumar um emprego e passar a trabalhar como qualquer outro fracassado.

Pressão da torcida

Há, e todos sabem disso. Só que apesar de (literalmente) dura, a torcida é justa: Zico é idolatrado até hoje porque a torcida não se esquece dos seus feitos. Já certos Vampetas da vida serão lembrados apenas pelos telespectadores que assistirem ao Poker das Estrelas na Band.

A pressão é um algo que cada júnior precisa enfrentar diariamente: há a pressão dos empresários, que exigem que os garotões vinguem depressa porque a alta do dólar não espera, e a janela internacional menos ainda! Tem a pressão daquela Maria Chuteira, que vive grávida e quer se casar de qualquer jeito. E ainda tem a pressão da torcida, milhões de fiscais que sabem onde o cara jantou, quem comeu, e até o sexo de quem foi comido!

Pra não dizer que tudo é tristeza na sua vida, quando o atleta se torna um veterano, com certeza vai se recordar com carinho daqueles tempos em que podia comer à vontade. Imagino, hoje, o Ronabo, se lembrando, com nostalgia, da cozinheira do São Cristovão, dizendo: “Come mais, minino! Ocê precisa encorpá!”

Pressão dos companheiros

“Pô, professor! Todo dia eu levo farinha, ovo e corredor polonês! Por favor, avisa pra eles que meu aniversário só cai no dia 10 de outubro!” – ex-júnior metido a futuro Neymar

Primeiro treino do ex-júnior entre os profissionais. Aí ele pega a bola e dá uma caneta num veterano, que casualmente é o capitão do time e joga na mesma posição que o moleque abusado.

Diante do quadro acima, os outros jogadores simplesmente deixam de meter a bola pro garoto. Vai ficar indo e voltando o treino inteiro, sem receber qualquer passe ou lançamento. Vai terminar o treino fazendo a cobertura de um dos laterais, isso se terminar, porque também pode levar uma bela pregada pra deixar de ser folgado.

Aí eu pergunto: isso é justo? Talvez seja, porque o cara que levou a caneta tem duas ex-esposas nas costas, e precisa renovar muito bem o contrato que está terminando pra poder pagar as duas pensões exorbitantes.

Então, quando todos os novos companheiros profissionais estiverem maltratando o garoto apavorado, entrará em ação o consagrado sistema “tira bom e tira mau”: um jogador irá até ele, amavelmente, ensinar-lhe como a banda toca entre os adultos. Ou seja: “Fica na boa, que ninguém vai te fazer nada. Vai jogando a tua bolinha na paz, sem humilhar ninguém, que você é bom garoto, e vai entrar no time quando a tua hora chegar. Liga não. É que o pessoal aqui baixa a porrada mesmo em quem sacaneia e barra um colega...”

E todo o esquema acima deslindado ocorre tanto sob o mandato de um treinador durão quando o de um treineiro banana. A única diferença é que o banana sabe de tudo, sendo por essa razão assim denominado.

Falta de força física

Pera aí! Garoto que nasce na favela só vai experimentar a sua primeira mamada aos 15 ou 16 anos de idade. Até lá, só se alimenta de mingau de serragem com água de poça, e mesmo assim quando chove! Aí vem o pessoal querer que o cara tenha “força física”?

Porra, o garoto já é um guerreiro só de estar vivo!

Falta de foco

Creio que os nossos problemas acabariam se os juniores recém-promovidos ao time principal encarassem essa honra como uma grande conquista. Só que a impressão que fica é que a subida para o time principal do Flamengo é apenas mais um degrau rumo ao time B do Manchester United, Barcelona ou Chelsea.

Tal distúrbio moral é denominado “falta de foco” ou “excesso de foco”, e acomete principalmente esta nova geração de jogadores flamenguistas imberbes, que provavelmente têm como exemplos de pratas da casa nomes como Marcelinho, Paulo Nunes e Djalminha.

Falta de referências

O ídolo do Zico era Dida. O ídolo do Maicon Santana é Cris Ronaldo. Eu podia parar por aqui, mas como não estou no avarento do Twitter, posso usar quantos caracteres quiser! Lá lálálálálálá lá... eyrfdterhggirifjsweifigotopopgprr. O céu é azul, o mar é verde... Valeu?

Mas voltando ao assunto, do que eu estava falando mesmo? Ah! Então. O melhor álbum dos Beatles foi mesmo “Revolver” e ponto final!

Excesso de preciosismo

Como eu disse acima, antes de irem pro Flamengo, nossos garotões comiam mingau de serragem. Feijão com arroz só em festa de casamento. Nos dias de semana, a base nutricional da galera era o que tivesse dentro do isopor com gelo da cozinha.

Assim sendo, precisamos entender que, para eles, “feijão com arroz” não é sinônimo de coisa simples. “Feijão com arroz”, pros nossos juniores, é coisa chique! Quando o treinador pede que entrem em campo e façam o feijão com arroz, eles entendem que só vale gol de voleio ou de bicicleta! Só querem marcar gols que o Dodô assinaria!

Um treinador politicamente correto saberia passar a mesma orientação na linguagem do boleiro ainda pobre: “Vão lá jogar um mingau naquelas vadias!”

Baixa autoestima

Assim que começa a jogar futebol pelo clube, o garoto passa a conviver com nomenclaturas até então desconhecidas, como “sub-15”, “sub-17”, “sub-19”, “sub-20” e “seu sub-humano!”.

Por que não seleção “sobre-17” ou “sobre-19”? Não daria na mesma?

Somente quando subir para treinar entre os profissionais o garotão começará a ouvir termos mais edificantes, como “top de linha”, “alto nível”, “baita”, etc.

Mas aí já será tarde demais. Com sua baixa autoestima completamente destruída, restará ao jovem profissional torcer para nunca mais ser convocado para seleção brasileira de categoria alguma, por não suportar mais pagar mico.

A solução

Para que não se diga que eu apenas critico, sem oferecer uma solução, aí vai: precisamos de juniores fortes e sadios. Garotos que espirrem com tanta decisão que em vez de “Saúde!”, recebam “Parabéns!”.

Por isso, devemos aproveitar o fato de a nossa presidenta privilegiar os esportes olímpicos para que o jovem, logo que chegar à nossa escolinha de futebol, seja encaminhado para um outro esporte que lhe dê mais solidez. Por exemplo, a luta greco-romana ou mesmo o sumô, para os mais barrigudos.

Depois de um ano praticando somente luta, o nosso menino passará para a maromba propriamente dita, só levantando ferro diariamente por mais um ano.

Em seguida, natação, remo, tiro, bocha e ginástica olímpica... Não, ginástica olímpica não, porque ele já não terá a leveza necessária para a prática desse esporte.

Somente depois de todo esse preparo, o garotão, agora com uns 16 ou 17 anos, entrará num campo de futebol pela primeira vez, aí sim pesando seus 90 ou 100 quilos.

Colocando em prática essa nova filosofia de formação de jovens, ganharemos, quem sabe, um novo Adriano ou um novo Ronabo. Se não der, pelo menos um Montaño ou Cabañas vai sair. Agora, se a safra for muito fraca mesmo, me contento com um Val Bulani. Mas se absolutamente nada der certo com essa garotada, tenho certeza de que pelo menos uns dois ou três Netos vão pintar. E aí, mesmo que fracassem em campo, sempre poderão trabalhar como Reis Momos ou como comerdaristas escrotivos na mírdia paulicha.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

FLAMENGÔMETRO nº 5
O ATAQUE BINÁRIO
Mais uma vez jogamos fora e fomos derrotados por um simples 1x0. Mais uma vez conseguimos até dominar a partida em alguns momentos, mas não tivemos condições colocar uma mísera bolinha dentro do gol. Rogério Lourenço segue firmemente ancorado em seu aproveitamento de 50%, e talvez esteja "satisfeito". A nossa tão falada "muralha" tomou um gol bobinho, bobinho, em um córner, com todo mundo dentro da área. Arrisco uma explicação bem simples: nossa defesa foi "surpreendida". Tão acostumados a enfrentar nos treinos nossos próprios atacantes, Lomba e cia. surpreenderam-se que um atacante pulasse e cabeceasse uma bola NA DIREÇÃO DO GOL. Coisa que não costuma acontecer nos treinos com Borjas, Vinicius e Diegos.
Flamengômetro de 24 de agosto de 2010: 50% (4 vitórias, 3 empates e 4 derrotas)





2010
Notas fla-estatísticas:
1- Comparando com a mesma rodada no ano passado, já ficamos defasados em três pontos. 2009. Enquanto isso, o profeta alienado segue gritando: faltam 48 pontos para o Hepta?
2- Renato Abreu continua a apenas um gol de igualar a marca de Léo Moura e Luisinho Lemos como os décimos maiores artilheiros do time em Brasileiros, mas precisa urgentemente entrar em forma.
3- Petkovic está a 5 gols de igualar a marca do Nunes em Brasileiros...
4- Faltam 5 jogos para que Léo Moura se iguale a Adílio como o 3º jogador com mais partidas em Brasileiros pelo Flamengo.
5- Falta 1 gol para que o mesmo Léo Moura se iguale a Adriano e Adílio como o 8º artilheiro do Fla em Brasileiros.
6- Ano passado a vitória de virada sobre o Atlético Mineiro no Maracanã foi um dos jogos que desencadearam nossa reação, sob a batuta de Andrade.
7 - TCZNA. Apesar do RL.

Cuidado Malfeitores: Dé Aranha Vem Aí.

*Do insuperável Urublog



Confesso pra vocês que não tenho muito gosto em ficar detonando publicamente o nosso treinador. Vocês podem verificar nos arquivos, a última vez que fiz isso foi em 2007, na época do imprestável Ney Franco, uma das maiores malas que já cruzaram os sagrados portões da Gávea. E o desgosto é ainda maior quando me vejo na obrigação de meter a vuvuzela no Rogério.

Primeiro porque Rogério é um jovem profissional batalhando pelo seu espaço no mundinho do futebol e não uma daquelas vacas premiadas que ganham zilhões pra ficar na beira do campo gritando Vamo lá, porra!, coisa que qualquer um de nós poderia estar fazendo, e bem, por uma fração dos salários que essas dondocas recebem. E em segundo lugar me desagrada cornetar o RL porque o cara é um autêntico guerreiro rubro-negro, com inestimáveis serviços prestados à Nação dentro de campo, em um passado não muito distante.

Mas no frigir dos ovos quem é que se importa com o que eu gosto ou deixo de gostar? Ou com o currículo de quem quer que seja? No futebol só existe espaço pro aqui e pro agora, o passado não paga o aluguel nem do Engenhão (que todo mundo sabe que é subfaturado). A verdade dolorosa é que Rogério já gastou há um tempão a cota de paciência reservada aos treinadores interinos efetivados no sufoco. Zerou, amigos.

E então nos vemos nessa situação ridícula e apequenada de ficar pedindo pro Rogério vazar, em total desrespeito ao fato de que temos um manager pra resolver essas paradas. E olha que o Zico já deu provas incontestes de que não é de quás-quás-quás e que não entra na onda de ninguém. Não adianta ficar azucrinando o comandante, o cara só manda na consciência.

E ninguém pode reclamar de não estar sendo levado à sério pelo Zicão nas suas lamentações. Porque é muito fácil chegar aqui e escrever Fora Rogério. Mas adianta pouca coisa passar o rodo no cara e não ter outro pra substituí-lo imediatamente. E somando injúria à ofensa, ainda tem uns gatomestres sem noção que ousam sugerir nomes para o cargo. Que meda, é cada nome que até assusta.

Vamos combinar uma parada: chega de ficar pedindo Luxemburgo, Tite, Autuori e Rinus Michels. O Flamengo não é time pequeno, não precisa de técnico popstar pra ter espaço na mídia ou pra ser falsamente respeitado no Arena Sportv. O Flamengo precisa de um técnico que goste de trabalhar na pressão, que não seja adepto das papagaiadas e que cobre pouco. Só isso.

Esses requisitos já afastam esse monte de primas donnas que vão pra beira do campo fazer desfile de moda. E deixam no páreo apenas técnicos do estilo mestre-de-obras, adeptos da palhaçadinha zero e sem assessoria de imprensa. O Mengão precisa de um técnico que tenha necessidade de ser alguém, de provar seu valor, de ser reconhecido.

Quem são eles? Pra não dizer que estou apenas pedindo a cabeça de Rogério sem oferecer uma alternativa vou fazer uma listinha de possíveis treinadores do meu agrado, na humildade. A lista é pequena, mas significativa. Reparem:

Jorginho, não o bíblia recentemente fracassado na África do Sul, mas aquele ex-volante que pegou o Porco na roubada e o entregou na liderança do Brasileiro 2009 para o Muricy (não me engana esse cara) destroçar o trabalho e tirar os caras até da Liberta. Jorginho tá na Ponte Preta (nem sabia que ainda existia isso) e deve ser mole traze-lo.

Adílio Brown, nem precisa de apresentações, é um dos grandes entre os maiores da história rubro-negra. E como treinador foi apenas Tetracampeão Carioca de Juniores. Adílio atualmente se divide entre a coordenação do time de master do Mengão e sua campanha à deputado federal. Chamá-lo pro cargo é a coisa mais fácil do mundo.

E por último deixei a minha indicação pessoal. Domingos Elias Alves Pedra, o famigerado Dé Aranha, controvertido atacante performático dos anos 70, hoje treinador. Dé fez um excelente trabalho no Olaria no Carioca desse ano e depois foi ser campeão do Acre pelo Rio Branco.

Dé reúne algumas qualidades que podem ser o diferencial nesse momento do Flamengo. Dé é malandro, conhece todas as manhas dos boleiros e com ele ninguém se cria na chinelagem. Dé tem verdadeira admiração pelo Zico e viu de dentro de campo, sempre fechado com o errado, o Zico conquistar, ganhando tudo, a imensa moral que hoje exibe e empresta aos nossos molambos.

E a sua principal qualidade, entre muitas, Dé nunca teve nada a ver com o Flamengo. Não tem brodagem, não conhece as idiossincrasias da Gávea, os jeitinhos, as acochambradas e as influências maléficas dos muitos fidalgos gaveanos que nos fodem a existência há quase 115 anos. Tá bom ou quer mais?

Na minha opinião, se melhorar estraga.

PS: O Urublog tá concorrendo ao Bi do Prêmio Top Blog, galera. Ali no canto direito tem o link pra você dar essa força e votar na gente. Pros preguiçosos eu coloco o link aqui também. Agradeço desde já a moral.

Urublog no Twitter: http://twitter.com/Urublog

Liga Urublog no Cartola FC: http://cartolafc.globo.com/liga/urublog



Comunidade do Urublog no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=39866197

Mengão Sempre

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O melhor ataque

* Direto do Polaroids Rubro-Negros, por Alexandre Lalas

A chegada e a apresentação de Deivid e Diogo dá aos torcedores rubro-negros a esperança de que dias melhores virão. De fato, tanto um quanto o outro são atacantes de qualidade e que têm todas as possibilidades de brilharem com a camisa do Flamengo. Mas acreditar que a simples presença dos dois jogadores na linha de frente será suficiente para que o clube possa sonhar com uma arrancada no campeonato é mera ilusão.

Os defeitos do Flamengo não se resumem à fragilidade do ataque. Há muito mais o que consertar no reino encantado da Gávea. A começar pelo treinador. Rogério Lourenço não tem a confiança dos jogadores. Não é querido e nem respeitado como Andrade. Não que falte capacidade ao técnico. Falta é baile, experiência. Muitas vezes, Rogério passa a impressão de que não tem a exata convicção do que está fazendo.

No aspecto tático, Rogério acertou a defesa do time. Atrás, a equipe está compactada, corre poucos riscos na partida e exibe segurança. Em compensação, do meio para frente, nada acontece. O Flamengo não tem um padrão, não tem jogadas ensaiadas, nem variação de jogo. Quando mexe na equipe, na maioria das vezes Rogério erra.

Mas a simples substituição do treinador não resolve. Ainda há outros problemas que Zico precisa consertar. Outro ponto negativo do time é o preparo físico. No primeiro semestre, assim como no ano passado, Alexandre Sanz era o preparador físico. Mesmo com problemas extra-campo, o time corria muito. E não era só correr muito. Tínhamos força, agilidade e velocidade além de resistência. Muitas vezes, conseguíamos nos impor na base da força. E mesmo neste ano, quando os problemas comportamentais de alguns jogadores ficaram ainda piores, o time correu. Não foram poucas as vezes em que, com um a menos, o Flamengo saiu de campo vencedor. Foi assim no Fla-Flu e assim também na estreia da Libertadores, no Maracanã, contra a Católica do Chile.

Pois com a saída de Alexandre Sanz do clube, demitido por ser amigo de Marcos Braz e não por incompetência, o Flamengo contratou Toninho Oliveira, que já trabalhara no clube em outras ocasiões, a última delas em 2005, sem deixar saudade. Pois Toninho é um profissional ultrapassado. Os métodos são antigos. O atual preparador físico do clube gosta de trabalhar resistência. E só. Não sabe trabalhar força, velocidade e tampouco agilidade. E o reflexo dentro de campo é claro.

Recentemente, em ótimo texto, o comentarista Arthur Muhlemberg comparou o Flamengo a um ‘arame liso’. Ou seja, cerca, cerca, mas não machuca ninguém. Muito correta a observação de Arthur. E a razão é a falta de força e de velocidade dos jogadores. Não por acaso, o Flamengo costuma melhorar um pouco no final dos jogos, quando o trabalho de resistência feito por Toninho aparece. Foi assim contra o Vasco, o Corinthians e o Inter, por exemplo. Mas no resto da partida, a força para encurralar os adversários, para se impor no jogo, os jogadores não têm. E, sem a força, some a confiança para tentar certos tipos de jogada.

Por fim, outro problema que tem o Flamengo é o meio-campo. Correa, Pet e Renato, jogadores que têm atuado nos últimos jogos, são lentos, de pouca mobilidade e limitado poder de marcação. Para piorar, com exceção de Pet, não são exímios criadores. Correa e Renato têm estilos parecidos. Em um meio-campo com jogadores mais dinâmicos, poderiam compor o setor. Mas nenhum dos dois têm bola e inteligência para serem as cabeças pensantes do meio. Maldonado e Toró, que devem voltar ao time, e Kléberson, que faz uma péssima temporada, tampouco têm estas características. O resto é um enxame de volantes: Antônio, Lenon, Rômulo, Fernando, Williams, Michael, Léo Medeiros. Ou seja, temos um time de volantes e apoiadores e apenas três meias de criação: Petkovic, Vinicius Pacheco e Camacho. Parece pouco. E é.

Há a esperança de que Marquinhos, destaque no Vitória, mas que pouco jogou quando esteve no Palmeiras, possa suprir um pouco desta carência. Mas a melhor aposta, embora possa parecer ousada, é de um garoto da base: Rafael Galhardo. Lateral-direito de origem, é muitas vezes utilizado na meia pelo técnico dos juniores, Paulo Henrique. O garoto tem talento, força física, inteligência e um bom poder de finalização, com as duas pernas. Um meio-campo com dois garotos (poderiam ser Galhardo e Williams) e dois jogadores mais pesados (Pet e Correa ou Renato ou Maldonado ou Kléberson) já melhora muito a chance de fazer com que o ataque funcione. Seja ele formado por Deivid e Diogo ou mesmo por Leandro Amaral e Val Baiano.

Portanto, não basta a estreia da nova (e boa) dupla de ataque para que o Flamengo deslanche. Problemas precisam ser resolvidos, erros necessitam de reparo, da comissão técnica ao meio-campo. Está tudo lá, a espera da intervenção de Zico. Antes que seja tarde demais para que possamos esperar alguma coisa digna neste campeonato.

* Alexandre Lalas é jornalista.

domingo, 22 de agosto de 2010

Triplex Top Ten


1 - Nem um tchauzinho: Sei que nossos problemas estão a milhões de km deste. Mas, pela madrugada, a cena foi assim: 15 torcedores na frente do CT do coxa. 15, sendo umas 6, 7 crianças. Vem o ônibus com a delegação. 2 carros de polícia, helicóptero. Uma palhaçada sem precedentes. Papagaiada total. As crianças gritam. Dão tchau. Alguém respondeu? Alguém mandou beijinhos? Não. É. Esses são os jogadores do Flamengo. Humildade zero.

2 - Todo tempo do mundo: Por sua vez, Zico chegou ali pelas 7 no hotel, e às 8 foi pra Ponta Grossa, num evento. Pra resumir, ele ficou meia hora dando autógrafos, ouvindo pedidos, tirando fotos. E mais, AGRADECENDO a todos, dizerndo simpáticos "Oi, tudo bem com você?", como se todos fossem amigos de longa data. Hoje, dia do jogo, foi na inauguração de uma escolinha, tirou fotos, e ao voltar pro hotel, parou uns 15 minutos para tirar mais fotos, e ouvir, de novo, a torcida. Uma diferença de comportamento estapafúrdia, gigantesta. O que os jogadores fizeram ontem foi uma lástima. Eram crianças, não era eu. Porra, na boa, custava MESMO dar um tchauzinho pros moleques? Depois nego reclama que as maiores torcidas aqui são de times paulistas.

3 - Fica, Rogério: Sim, fica aqui em Curitiba, não volta. Mas, só pra constar, não passa na minha rua. Trocar o ataque todo hoje decretou a nossa morte. E, quando todos acreditavam na vitória, você, com a sua mudança, destruiu o barraco.

4 - Ataque: Pedimos, eles chegaram. Que estreiem logo, pois não dá pra aguentar um atacante que não ganhe uma bola dividida com a zaga atleticana.

5 - Arrogância: Só pra lembrar, esses malucos tem que botar a mãozinha na consciência. Se comportam como se fossem reis. São, só que são reis da cocada preta estragada.

6 - Renato: Se a orientação pro Leandro Amaral é deixar ele jogar 45 minutos, tem que fazer assim também com o Renato. Além de mal, estava andando em campo, quase se arrastando. Portanto, tem que ser substituído sim.

7 - Laterais: Foram mal, mas o esquema - se é que se pode chamar isso de esquema - montado acaba com a força ofensiva dos 2. E aí, ficamos na dependência do Pet.

8 - Pet: Morto, sem pernas, é melhor do que todos. Lúcido, não pode sair do time. Só se estiver machucado. Foi outra substituição horrorosa, que só mostrou pro adversário que o empate, pra gente, era vitória. Postura medrosa do treinador, que tirou o único cara capaz de decidir o jogo em um lance.

9 - Imprensa: Alguns setores da imprensa continua de palhaçada com o Flamengo. E o pior é ver muito torcedor caindo na gandaia. Uns por inocência, outros por maldade. Aprendam a separar o joio do trigo, pois se escreve muito lixo por aí. Só isso.

10 - 0: treinador.

E nada mais digo.

Comente aqui o confronto com o genérico.

sábado, 21 de agosto de 2010

SÁBADO À TARDE

DE ÁRVORES E HOMENS

"Angelim Vermelho
Dinizia excelsa
Características Gerais da Madeira:
Cerne marrom-avermelhado-claro, pouco distinto do alburno cinza-avermelhado. Grã revessa, textura média, brilho moderado e cheiro desagrável.
Usos: Construção civil como caibros, vigas, ripas, tacos, tábuas para assoalho, batentes de portas e janelas, dormentes, postes, moirões, esteios, torneados, para carrocerias, vagões e construção naval. A árvore é majestosa e extremamente decorativa, podendo ser empregada para arborização de praças e grandes jardins."

Na natureza, o angelim vermelho. Quem passou por um depósito de madeiras já deve ter tido o desprazer de sentir o cheiro forte e desagradável. Talvez seja uma defesa da árvore em seu meio ambiente, contra insetos, fungos, pragas, madeireiros – os inimigos, os adversários. Os botânicos podem explicar melhor.
Na Gávea um outro exemplar da família, o Angelim Vermelho e Preto. Características em comum? O brilho moderado, a textura média. O porte nem é tão majestoso nem seu aspecto muito decorativo. Pelo contrário, que zagueiro foi feito para assustar e não para enfeitar. Não sei de nada sobre o odor, principalmente jogando sob sol a pino e suando o manto. Mas a característica é de fungar no cangote dos atacantes adversários e mantê-los à distância da nossa área e do nosso gol.
O cara é a cara do jogador rubro-negro. Talvez não haja hoje um exemplo mais identificado com o clube. Joga com o coração e o coração é de torcedor.
Não tem frescura, se estiver mal tem humildade para reconhecer e colocar a posição à disposição da equipe, por alguém que esteja melhor. Fica no banco numa boa e continua torcendo e cavando sua volta ao time, como cavava poços na juventude, antes de poder ser exclusivamente zagueiro, lá pelas bandas do Ceará.
Queria onze jogadores com a mesma entrega desse paulista-cearense. Que foi chegando como quem não quer nada e, desde 2006, raras vezes perdeu a titularidade. Low profile. Não é um Juan, um Aldair ou um Mozer. Mas é um esteio, um porto seguro. Falha? Como todos. Mas tem muito mais prós que contras.
Deus sabe o que faz quando pega um cabra desses e o manda ir ao ataque numa final de campeonato brasileiro, depois de quase duas décadas de uma seca como a dos sertões nordestinos, e põe uma bola em sua cabeça para fazer o gol do título.
Se daqui a dez, quinze anos, você ou eu encontrarmos Ronaldo Angelim ali na Gávea, como Carlinhos, como Liminha, como Andrade ou Adílio, nenhum de nós vai estranhar. É um daqueles caras que vira parte da história do clube, por sua humildade, sua hombridade, sua entrega e seu amor às nossas cores. É Angelim, da espécie vermelha e preta, enraizado na Gávea e marcado na história.