terça-feira, 31 de agosto de 2010
Flamengômetro de 31 de agosto de 2010: 41% (3 vitórias, 3 empates e 5 derrotas)


2010
1- Comparando com a mesma rodada no ano passado, seguimos defasados em três pontos. Agora só resta ao profeta louco e cego gritar no deserto que faltariam 47 pontos para o Hepta...
2- Renato Abreu continua a apenas um gol de igualar a marca de Léo Moura e Luisinho Lemos como os décimos maiores artilheiros do time em Brasileiros.
3- Petkovic está a 5 gols de igualar a marca do Nunes em Brasileiros...
4- Faltam 3 jogos para que Léo Moura se iguale a Adílio como o 3º jogador com mais partidas em Brasileiros pelo Flamengo.
5- Falta 1 gol para que o mesmo Léo Moura se iguale a Adriano e Adílio como o 8º artilheiro do Fla em Brasileiros.
6- A marcação de um pênalti em um lance onde o defensor levou um ponta-pé do atacante foi de uma calhordice ímpar.
7- Poderíamos escalar o Val Baiano de zagueiro, dado o incrível e sobrenatural dom que o cidadão tem de manter as bolas longe do gol. Não conseguir encobri um goleiro sentado no chão é o fim da picada.
8- Continuo de implicância com o Wilians: rouba muitas bolas, mas não sabe o que fazer com elas.
9- Jogo no Mineirão contra o Cruzeiro é quase uma derrota certa... mas quem sabe não aprontamos uma surpresinha?
10 - TCZNA. .
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
A dura missão de Silas
Olá pessoal, Saudações Rubro Negras!
Minha tarde de domingo começou na base da boa expectativa. Quando surgiu a confirmação de que Silas era o novo técnico do Flamengo, ficou ainda mais óbvio que o atual Flamengo comandado por Zico tem um perfil renovador. Silas é uma aposta? Obviamente que sim, como qualquer outro treinador o seria. Mas é uma aposta que merece respaldo.
Só que a missão do novo técnico é das mais complicadas.
Influenciado pela notícia do novo técnico, aguardei ansioso pelo início de Guarani e Flamengo, acreditando em uma vitória. E à medida que o Flamengo tinha maior posse de bola, criava algumas oportunidades com as armações de jogada do habilidoso Diogo, arriscava de fora da área, era de se esperar os três pontos.
Não era – e não foi em nenhum momento da partida – um Flamengo brilhante. Mas tinha um mínimo de organização, uma melhora na armação das jogadas (sobretudo enquanto Diogo esteve em campo). O Guarani só conseguia alguma jogada em contra-ataques. E o gol ao final do primeiro tempo serviu para tranqüilizar ainda mais.
No segundo tempo houve ainda mais posse de bola. O Flamengo, time que mais erra passes nesse campeonato, tocava com certa qualidade. As chances para o gol que praticamente liquidaria a vitória foram surgindo. Mas faltou qualidade na conclusão, faltou qualidade a Val Baiano.
Não à toa, também temos o pior ataque da competição.
Mesmo Marcelo Lomba fazendo sua parte, mostrando mais uma vez que temos sim um goleiro de qualidade e com potencial ainda maior, o futebol castiga. Castiga quem não tem competência para marcar, castiga quem não tem fôlego para uma partida inteira, castiga quem fica desatento em um momento crítico quanto o fim de uma partida: Em dois lances nos acréscimos tomamos os gols.
Uma partida que esteve em todo o tempo em nossas mãos.
Silas tem um trabalho árduo à sua frente. O Flamengo é um time que precisa de identidade, padrão de jogo. Mais: Precisa recuperar a forma física, a credibilidade e a confiança de cada um de seus jogadores. Uma derrota como a de ontem deixa muito claro que o problema é mais amplo.
A conjunção de todos esses fatores faz com que o Flamengo continue sofrendo de grave crise técnica. Todos do atual elenco têm potencial muito acima do que tem sido mostrado dentro de campo, raras são as exceções.
Tudo o que se deveria fazer, foi feito: Novos jogadores, novo técnico, novo preparador físico. Toda a base de uma reformulação está montada, o que falta agora é tempo e a paciência da torcida.
O problema é que em um clube como o Flamengo, ainda mais com uma campanha tão ruim se comparada ao Hexacampeonato, tempo e paciência de torcedor são duas coisas escassas.
Ainda assim, desejo todo o sucesso do mundo ao Silas e à nova comissão técnica. Tenho certeza que a Nação Rubro Negra espera e acredita na competência de vocês.
“Com Zico, pelo Flamengo”
Um grande abraço, até segunda e Saudações Rubro Negras, sempre!
domingo, 29 de agosto de 2010
Doa a quem doer....
sábado, 28 de agosto de 2010
Flamengômetro de 28 de agosto de 2010: 50% (4 vitórias, 3 empates e 4 derrotas)
2010
1- Comparando com a mesma rodada no ano passado, já ficamos defasados em cinco pontos. Agora só resta ao profeta louco e cego gritar no deserto que faltariam 47 pontos para o Hepta...
2- Renato Abreu continua a apenas um gol de igualar a marca de Léo Moura e Luisinho Lemos como os décimos maiores artilheiros do time em Brasileiros, um golzinho que está pesando...
3- Petkovic está a 5 gols de igualar a marca do Nunes em Brasileiros...
4- Faltam 4 jogos para que Léo Moura se iguale a Adílio como o 3º jogador com mais partidas em Brasileiros pelo Flamengo.
5- Falta 1 gol para que o mesmo Léo Moura se iguale a Adriano e Adílio como o 8º artilheiro do Fla em Brasileiros.
6- Adiós, Rogério. Adiós.
7- Aguardemos a escolha do novo "professor". Zico sabe que a torcida merece respeito, e já devemos aprender a não ligar para boatos da imprensa.
8- Sobre o elenco: Vinícius Pacheco é o incrível jogador que consegue ficar pior a cada dia. Quanto mais joga, menos sabe. Wilians: é o grande roubador de bola, mas pelo que tenho visto, deve ser o maior perdedor e desperdiçador de bolas roubadas. Sinceramente, não gosto dele e desse status de titular absoluto que ele tem.
9 - TCZNA. .
Ponham uma coisa nessas cabeças, que não servem apenas para usar boné de torcida organizada: Zico é cadeado fechado.
Fechado com o Certo.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Foi triste reservar a noite de ontem para ir ao Maraca. O jogo foi horrível, em alguns momentos uma pelada de péssimo nível. Entramos em campo com alguns jogadores a menos já que Pet parecia cansado antes mesmo da pelota rolar. Renato Abreu não conseguiu ainda mostrar o que veio fazer na Gávea e Correa, apesar da luta, demonstra pouca qualidade.
Assim, restou a disposição do nosso ataque e, destacadamente do estreiante Diogo, os poucos momentos de esperança de dias melhores. Leandro Amaral, apesar de fora de forma, além de entrega, vem demonstrando qualidade, mas pecou ao desperdiçar chance cara a cara... quanto vudu... Diogo, brigou, driblou, correu, tabelou e mostrou que, em forma, vai dar bastante trabalho as defesas adversárias.
Willians o guerreiro de sempre, ladrão mor do time, pulmão invejável, mas ainda assim precisa melhorar a qualidade do passe na saída de bola para que não estrague todo o trabalho feito para recuperá-la.
Lomba vem ganhando confiança a cada jogo e demonstrando que tem qualidade para ser o camisa 1 do Mengão.
Leo Moura e Juan estão a léguas de distância de serem aqueles laterais que desequilibravam a nosso favor e ontem não entendi porque tanto insistiam em afunilar as jogadas.
A zaga com Angelim e Jean, apesar de pouco vazada, ainda precisa evoluir. Ontem, diante do fraquíssimo time mineiro, passamos alguns suspiros e algumas jogadas onde o adversário ficou cara a cara.
Do banco RL fez surgir VP e aí a maionese desandou de vez. Vinícius conseguiu a proeza de errar praticamente tudo que tentou fazer e galera não perdoou. Val Baiano pra mim, tem o defeito de se colocar péssimamente, mas ontem teve um lampejo, e por pouco não tirou o cabaço.
Fato é que nosso time passa por um momento bem difícil, muitos jogadores fora de forma, novas peças, alguns garotos e agora ficamos sem técnico. Não consigo especular sobre nomes e nem vou perder nosso tempo com isso. Zicão mostrou mais uma vez que podemos confiar nele ao ouvir a voz da galera e afastar RL. Agora é manter o apoio e esperar por um técnico que possa motivar esse grupo, organizar minimamente algum esquema de jogo e tirar o Mengão desta situação desconfortável. Nosso lugar é no topo da cadeia e é para lá que temos que ir o quanto antes.
SRN
Twitter: http://twitter.com/luzogaib
Futeblog: http://luzogaib.wordpress.com
Como já havia analisado ontem o empate com o Atlético-MG, os grandes problemas do time e as falhas do treinador, escreveria hoje sobre o fechamento abrupto do Maracanã. Mas isso vai ficar pra depois. O assunto agora, é claro, é a queda de Rogério – e, mais importante: quem assumirá em seu lugar?
O Flamengo não comporta outro interino a ser efetivado. Seria o terceiro em sequência, não é possível. Zico vai atrás de um nome que possa assumir já como efetivo, é claro. A pergunta é: quem seria? Pelo que rola agora no Twitter, o anúncio não vai demorar, mas dá tempo da galera especular.
Como já escrevi antes, não há nome que deixaria todo mundo feliz. Os nomes menos discutíveis estão todos empregados; destes, os mais possíveis são os que estão no exterior, ganhando salários estratosféricos e/ou com multas milionárias. Sobram opções como Ricardo Gomes, Silas, Tite. Ou Valdir Espinoza, Jair Pereira, Evaristo de Macedo. Há ainda as alternativas de Andrade, Adílio, Lico, Nunes e Rondinelli. Ou quem sabe Dé Aranha? (Não, ainda não fui contactado por ninguém.) Peguem quaisquer duas destas opções, joguem num fórum destes de internet para discussão e esperem alguns minutos: podem crer que não vão chegar a conclusão nenhuma de qual seria o melhor.
Sinceramente, não sei apontar um preferido. Só o que posso dizer é o seguinte: todos queriam que Rogério saísse, e ele saiu. Acredito que, a essa altura, qualquer alternativa escolhida deva ser colocada em perspectiva: “preferia que continuasse o Rogério?”
Seja quem for o contratado, poucos vão responder sim.
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Reservo o final da coluna para o auto-jabá: amanhã (sábado, 28/8) tocarei com minha banda, o Don Robalo, no show de lançamento de seu CD. Acontece na Lapa, aqui no Rio de Janeiro – os detalhes estão aqui. E o disco está disponível para download em http://donrobalo.bandcamp.com/. Baixem lá e digam o que acham!
• ANDRÉ MONNERAT escreve também no SobreFlamengo (www.sobreflamengo.com.br e twitter.com/sobreflamengo)
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Por Vinicius Paiva
Ele já foi campeão da Copa da UEFA, campeão nacional diversas vezes e finalista da Liga dos Campeões da Europa. Já treinou grandes clubes europeus como Benfica, Roma, Fiorentina, Sampdoria, Lazio e Manchester City, além de seleções como a Costa do Marfim, o México e a poderosa Inglaterra. Já deu pra perceber que o título desta coluna não faz qualquer merchandising. Me refiro ao treinador sueco Sven-Göran Eriksson, que segundo consta, está no mercado, tendo sido até mesmo oferecido ao São Paulo.
Dando continuidade ao pluralismo de opiniões característico do Blog da Flamengo NET, penso diferente do companheiro Tiago Cordeiro (da coluna abaixo) e não consigo enxergar virtudes no técnico Rogério Lourenço. E olha que eu costumo ser bastante paciente com treinadores, em especial quando o material humano que eles possuem limita o trabalho de maneira sufocante. No entanto, resta claro para a maioria absoluta da torcida do Flamengo (especialmente após as substituições esdrúxulas na partida contra o Atlético-PR) que o tempo do treinador no clube já passou, se é que deveria ter começado. Uma olhada para os treinadores “à disposição do mercado” não me soa nada animadora. E é aí que surge a ideia ventilada acima.
A contratação de técnicos estrangeiros no futebol brasileiro sempre foi vista com maus olhos, ao contrário do que acontece em outros esportes, como no basquete e na ginástica. Eles são considerados caros, excêntricos e culturalmente diferentes do que se verifica por aqui, introduzindo métodos de trabalho que desagradam ao jogador brasileiro de um modo geral. A única experiência recente por essas bandas foi a contratação do técnico alemão Lothar Matthäus pelo Atlético-PR, no ano de 2006. De fato foi uma operação mal-sucedida, só que por uma série de razões que passam desde o temperamento explosivo do ex-capitão alemão, que abandonou o clube alegando salários atrasados (quando na verdade Matthäus quis voltar a seu país para tentar substituir o ex-colega e desafeto Klinsmann, que balançava na Seleção Alemã) até às dificuldades de comunicação com um treinador que falava apenas alemão.
Neste sentido, Sven-Göran Eriksson teria um grande trunfo, já que, além do temperamento dócil, fala português fluentemente - fruto de cinco anos como treinador em Portugal. Dificilmente um técnico que consiga se comunicar com seus comandados sem a necessidade de intérpretes introduziria treinamentos que desagradassem a eles, pois isto poderia ser conversado. Além do mais, a experiência em países tão diferentes como a Costa do Marfim e a Suécia certamente trouxe ao treinador uma bagagem futebolística que adaptaria o material humano aos melhores métodos de treinamento existentes.
A vinda de uma celebridade para o banco de reservas traria ainda inumeros benefícios em termos de marketing, com uma enorme exposição em mídia no exterior, ajudando no sempre importante processo de internacionalização da marca. Isto aconteceu em larga escala com o clube paranaense, alvo de diversas matérias e reportagens por parte da mídia alemã, à época. Caberia, no entanto, a indagação: será que o custo-benefício de uma operação deste nível valeria a pena? Ora, segundo se ventilou por aí, Eriksson aceitaria um salário de R$ 260 mil, caso o São Paulo se interessasse pela contratação – o que não aconteceu. Tratam-se de valores absolutamente aceitáveis para o padrão do mercado brasleiro e do orçamento do Flamengo.
Deixo claro que é apenas uma ideia, que me soa bem mais criativa e viável do que muitas das que surgem por aí, como “vencer o Galo hoje à noite e trazer Luxemburgo na bagagem”. Saiu ontem na mídia paulistana que o homem pediu R$ 1,2 milhão de salário, numa sondagem feita pelo São Paulo. Vale a pena? Pensem nisto...
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Botafogo, Vasco e Fluminense aproveitam o excelente momento vivido pelos três (quem diria) e veiculam, nas TVs aberta e fechada, propagandas conclamando seus torcedores a aderirem a seus projetos de sócio-torcedor. Trata-se de algo extremamente inteligente quando feito em momentos de euforia, que é quando uma torcida mais consome. Ontem, a torcida do Fluminense foi maioria em pleno Serra Dourada contra o Goiás, a torcida do Vasco esteve presente em grande número no Morumbi contra o São Paulo e até a do Botafogo não vem decepcionando no Engenhão. É justo nestas horas que o retorno vem em larga escala, e uma das coisas sobre as quais mais lamento é o fato de o Flamengo não ter em absolutamente nada aproveitado o momento de maior euforia dos últimos 17 anos. Imaginem o quanto poderíamos ter abocanhado de sócios (caso tivesse sido apresentado um projeto sério) naqueles três meses entre o hexa (no começo de dezembro) e fevereiro (antes da final da Taça Guanabara, quando as coisas começaram a sair do controle em 2010)...
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Segundo veiculado na coluna “De Prima” do Diário Lance de ontem (http://bit.ly/bRxugs), a Globo teria apresentado ao Clube dos 13 a última pesquisa sobre a venda de pacotes de pay per view em 2009, tendo como sempre o Flamengo ne liderança (15,1%), seguido do Corinthians (14,2%), São Paulo (9,9%), Palmeiras (8,7%), Cruzeiro (6,2%) e Atlético-MG (6,1%). Apesar da perigosa aproximação do Corinthians, os números são extremamente favoráveis ao Flamengo, por apresentarem crescimento com relação aos dados divulgados anteriormente. No último rateio (2009), o Flamengo correspondeu a 12,6% dos pacotes, enquanto que em 2008 fomos responsáveis por 13,8% (http://yhoo.it/9yhDGO). É importante que se tenha em mente que a divisão de valores da venda de pay per view é proporcional ao percentual de cada clube, conforme analisei em janeiro de 2009 (http://www.flamengorj.com.br/coluna/analise-cotas-de-tv.html). Esta é uma das formas com que a torcida pode contribuir de fato com as finanças do Flamengo, e neste departamento nossa torcida não costuma decepcionar.
E-mails para a coluna: viniciusflanet@gmail.com
Twitter: www.twitter.com/viniciusflanet
A um encaixe da arrancada
Pouco se fala das virtudes de Rogério Lourenço, mesmo porque ele insiste com muita vocação a apagá-las. Não é justo. O ex-zagueiro transformou um time com uma média abusiva de gols tomados no carioquinha em uma zaga eficiente que raramente toma gols em pleno campeonato brasileiro. Não é pouco, embora seja insuficiente.
Em relação ao desempregado Andrade, o atual técnico ainda demonstra uma fala mais firme e um rigor que parece combinar com os tempos que, dizem, a Gávea vive. É difícil imaginar um centroavante que não treine sendo relacionado para os jogos, por exemplo. Pode até ser que aconteça, mas ao menos Rogério passa uma imagem mais blindada do que o discurso hesitante do técnico campeão brasileiro. Será que com tantas virtudes, Rogério é um técnico tão ruim?
Apesar dos méritos, a insistência cega do técnico desequilibra qualquer balança ao seu favor. Rogério insiste com medalhões que parecem jogar com o currículo e ignora sucessivos jogos em que o time simplesmente não cria e, consequentemente, não ataca. Se o adversário concede espaços, a categoria de Pet se impõe. Mas basta uma marcação um pouco mais apertada e o sérvio some. É irrelevante se pela idade ou pela pouca categoria do meio-campo. Acontece. E o técnico não resolve.
A esperança fica por conta de um lampejo de Rogério. Que ele enxergue uma substituição que resolva esse problema e torne um time com defesa segura e um ataque promissor também capaz de ter um meio-campo equilibrado e eficiente. Vale dar uma lida neste post de André Monnerat sobre o Brasileiro de 2009 e lembrar que foi uma derrota para o Fluminense que mudou um esquema que já não dava certo desde 2008 e se transformou em uma tática mortal. Destaco este trecho:
A volta de Petkovic já era anunciada (embora ninguém pudesse medir na época o tamanho do impacto que ela teria no resto do Brasileiro). Mas outra mudança no time só foi descoberta no gramado, sem aviso prévio, quando a bola começou a rolar: pela primeira vez em muito tempo, o Flamengo entrava em campo abandonando o esquema com três zagueiros. Andrade, mesmo usando dois meias improvisados nas laterais, montou o time na tradicional linha de quatro defensores, com Fierro na direita e Éverton na esquerda. Aírton, que vinha jogando sempre improvisado na zaga, voltava a ser volante, à frente da defesa.
E então o time encaixou. Parando pra pensar, era tão simples que quase não se entende como ninguém fez antes. Andrade simplesmente avançou um volante que jogava de zagueiro, recuou os alas e colocou um meia com pouca mobilidade - reparem que até hoje as melhores atuações de Petkovic ocorrem quando ele tem espaço, seja pela marcação adversária ou pelo time jogar em contra-ataque - privilegiando um pouco mais de organização no meio. Mortal.
A partir dali os buracos pelas laterais diminuíram, pois os laterais não deixavam os mesmos espaços e ainda contavam com a ajuda de Zé Roberto e Willians por ali, e o time ganhou qualidade do meio para frente. E lá o ataque era um Adriano, que gordo e pesado ainda fazia uma enorme diferença.
Talvez seja esse detalhe que falta a Rogério. Mais ainda falta a humildade de perceber que algo precisa mudar. Com certeza novos atacantes vão melhorar o ataque individualmente, mas contar com três volantes e um sérvio com mais 365 dias nas costas já sacrifica o bastante a criação e vamos seguir contando com o desempenho individual da nova dupla. Pode bastar se eles forem iluminados até o fim do ano. Parece pouco? E é.
Falta o encaixe que torne o time digno do campeão brasileiro. E já passou da hora de Rogério encontrá-lo.
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Flamengômetro de 24 de agosto de 2010: 50% (4 vitórias, 3 empates e 4 derrotas)

2010
1- Comparando com a mesma rodada no ano passado, já ficamos defasados em três pontos. 2009. Enquanto isso, o profeta alienado segue gritando: faltam 48 pontos para o Hepta?
2- Renato Abreu continua a apenas um gol de igualar a marca de Léo Moura e Luisinho Lemos como os décimos maiores artilheiros do time em Brasileiros, mas precisa urgentemente entrar em forma.
3- Petkovic está a 5 gols de igualar a marca do Nunes em Brasileiros...
4- Faltam 5 jogos para que Léo Moura se iguale a Adílio como o 3º jogador com mais partidas em Brasileiros pelo Flamengo.
5- Falta 1 gol para que o mesmo Léo Moura se iguale a Adriano e Adílio como o 8º artilheiro do Fla em Brasileiros.
6- Ano passado a vitória de virada sobre o Atlético Mineiro no Maracanã foi um dos jogos que desencadearam nossa reação, sob a batuta de Andrade.
7 - TCZNA. Apesar do RL.
Cuidado Malfeitores: Dé Aranha Vem Aí.
*Do insuperável Urublog
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
O melhor ataque
* Direto do Polaroids Rubro-Negros, por Alexandre Lalas
domingo, 22 de agosto de 2010
2 - Todo tempo do mundo: Por sua vez, Zico chegou ali pelas 7 no hotel, e às 8 foi pra Ponta Grossa, num evento. Pra resumir, ele ficou meia hora dando autógrafos, ouvindo pedidos, tirando fotos. E mais, AGRADECENDO a todos, dizerndo simpáticos "Oi, tudo bem com você?", como se todos fossem amigos de longa data. Hoje, dia do jogo, foi na inauguração de uma escolinha, tirou fotos, e ao voltar pro hotel, parou uns 15 minutos para tirar mais fotos, e ouvir, de novo, a torcida. Uma diferença de comportamento estapafúrdia, gigantesta. O que os jogadores fizeram ontem foi uma lástima. Eram crianças, não era eu. Porra, na boa, custava MESMO dar um tchauzinho pros moleques? Depois nego reclama que as maiores torcidas aqui são de times paulistas.
4 - Ataque: Pedimos, eles chegaram. Que estreiem logo, pois não dá pra aguentar um atacante que não ganhe uma bola dividida com a zaga atleticana.
8 - Pet: Morto, sem pernas, é melhor do que todos. Lúcido, não pode sair do time. Só se estiver machucado. Foi outra substituição horrorosa, que só mostrou pro adversário que o empate, pra gente, era vitória. Postura medrosa do treinador, que tirou o único cara capaz de decidir o jogo em um lance.sábado, 21 de agosto de 2010
SÁBADO À TARDE
DE ÁRVORES E HOMENS
Dinizia excelsa
Características Gerais da Madeira:
Cerne marrom-avermelhado-claro, pouco distinto do alburno cinza-avermelhado. Grã revessa, textura média, brilho moderado e cheiro desagrável.
Usos: Construção civil como caibros, vigas, ripas, tacos, tábuas para assoalho, batentes de portas e janelas, dormentes, postes, moirões, esteios, torneados, para carrocerias, vagões e construção naval. A árvore é majestosa e extremamente decorativa, podendo ser empregada para arborização de praças e grandes jardins."
Na Gávea um outro exemplar da família, o Angelim Vermelho e Preto. Características em comum? O brilho moderado, a textura média. O porte nem é tão majestoso nem seu aspecto muito decorativo. Pelo contrário, que zagueiro foi feito para assustar e não para enfeitar. Não sei de nada sobre o odor, principalmente jogando sob sol a pino e suando o manto. Mas a característica é de fungar no cangote dos atacantes adversários e mantê-los à distância da nossa área e do nosso gol.
O cara é a cara do jogador rubro-negro. Talvez não haja hoje um exemplo mais identificado com o clube. Joga com o coração e o coração é de torcedor.
Não tem frescura, se estiver mal tem humildade para reconhecer e colocar a posição à disposição da equipe, por alguém que esteja melhor. Fica no banco numa boa e continua torcendo e cavando sua volta ao time, como cavava poços na juventude, antes de poder ser exclusivamente zagueiro, lá pelas bandas do Ceará.
Queria onze jogadores com a mesma entrega desse paulista-cearense. Que foi chegando como quem não quer nada e, desde 2006, raras vezes perdeu a titularidade. Low profile. Não é um Juan, um Aldair ou um Mozer. Mas é um esteio, um porto seguro. Falha? Como todos. Mas tem muito mais prós que contras.
Deus sabe o que faz quando pega um cabra desses e o manda ir ao ataque numa final de campeonato brasileiro, depois de quase duas décadas de uma seca como a dos sertões nordestinos, e põe uma bola em sua cabeça para fazer o gol do título.
Se daqui a dez, quinze anos, você ou eu encontrarmos Ronaldo Angelim ali na Gávea, como Carlinhos, como Liminha, como Andrade ou Adílio, nenhum de nós vai estranhar. É um daqueles caras que vira parte da história do clube, por sua humildade, sua hombridade, sua entrega e seu amor às nossas cores. É Angelim, da espécie vermelha e preta, enraizado na Gávea e marcado na história.








