terça-feira, 30 de novembro de 2010

Um ano para se esquecer

*Por Alexandre Lalas, no Polaroids Rubro-Negro

Este 2010 foi um ano para a torcida do Flamengo apagar da memória. Para a torcida, e apenas a torcida, esquecer. É bom que presidente e diretores tenham bem vivo na cabeça o desastre que foi 2010. Um ano que se apresentava histórico e terminou de forma melancólica, com o clube contando com a preciosa incompetência dos adversários para conseguir permanecer na primeira divisão.

Desde 2005, ano igualmente catastrófico, o Flamengo melhorava ano a ano. Melhorava um pouquinho apenas, isso lá é verdade, mas melhorava. Muitas vezes apostava em contratações furadas, como o uruguaio Peralta, o argentino Sambueza e outras figuras menos cotadas e que saudade nenhuma deixaram aos rubro-negros. Mas mantinha uma base e melhorava esta base gradualmente. Assim, o grupo foi encorpando, ganhando confiança e campeonatos. Levou a Copa do Brasil em 2006, o tri-estadual em 2007, 08 e 09 e finalizou com o Brasileiro do ano passado. Foram três participações nas últimas quatro edições da Taça Libertadores. Aí sim está um retrospecto digno de um clube como o Flamengo.

Neste horroroso 2010, o comando do clube conseguiu a proeza, a façanha, de fazer o relógio andar para trás.

Mais um livro do Mengão



Prezados,

O meu nome é Luis Miguel Pereira, sou jornalista português e escritor de livros de futebol (tenho 23 livros editados em Portugal, 2 em Espanha e um no Brasil).

Nesta semana, dia 2 de dezembro pelas 20:00 horas, na Fnac do Barrashopping, vou lançar o segundo livro no Brasil: Bíblia do Flamengo, com a presença de Zico que também escreveu o prefácio.

Gostaria de convidá-los a estarem presentes no lançamento e gostaria também de pedir-lhes que, na medida do possível, pudessem divulgar o livro.

Em anexo envio a capa do livro e uma foto minha. Seguem também mais algumas informações sobre a obra:

Título: Bíblia do Flamengo

Autor: Luis Miguel Pereira

Prefácio: Zico
Editorial: Almedina e Prime Books

A Bíblia do Flamengo é um livro que conta a trajectória histórica do maior clube brasileiro. Através de pequenos textos ficamos a conhecer os episódios mais curiosos, as frases célebres, os times históricos, os jogos marcantes, etc., do Flamengo.

É a primeira vez que o Flamengo licencia um livro de um autor estrangeiro e é também a primeira vez que um português escreve um livro sobre o Flamengo.

Luís Miguel Pereira é um jornalista português várias vezes premiado - com mais de 20 anos de atividade - e também escritor com 23 livros editados na área do futebol. Recentemente escreveu também a Biblia de la Selección Española de Fútbol (Apresentação de Vicente del Bosque e Prefácio de Íker Casillas) e a Biblia del Real Madrid (Apresentação de Alfredo di Stéfano e Prefácio de José Mourinho), que serão lançados neste natal de 2010.

A Bíblia do Flamengo é a simbologia máxima da crença que existe entre a torcida e o Mengão.

O testemunho de Zico elucidativos sobre a qualidade da obra:

"Vendo a disposição dos conteúdos no livro, os fatos, as ilustrações e curiosidades que passam pela minha vida de torcedor e ajudam a entender a minha carreira como jogador, a memória trabalhou intensamente. Viajei no tempo por grandes conquistas como a do Mundial, em Tóquio, quando todos nós ficamos naquele frio japonês imaginando a festa que tomava conta de vários cantos do Brasil.

(...)

Na leitura fácil das fichas curiosidades sobre ex-companheiros, notei o quanto será saboroso compartilhar as histórias vividas com eles com meus netos. E, ao folhear passando mais velozmente as páginas, meu dedo parou por acidente no texto que lembrava a artilharia da Libertadores de 1981.

Curioso porque aquela competição foi especial. Marquei 11 gols, dois deles no jogo contra o Cobreloa, na final. Gols comemorados como se eu vingasse nosso time, que jogava bola, diante de uma equipe que baseava sua estratégia na violência. Acho que jamais vibrei como naqueles gols.

(...)

Encontrei vários trechos que aguçaram a minha memória, e creio que o torcedor também vai se identificar. A obra tem ainda frases, o resgate de grandes personagens do Flamengo, e detalhes para serem consultados a qualquer hora, que tornam o livro indispensável na mesa-de-cabeceira de quem é torcedor."

Zico
In Prefácio

Boa leitura e saudações rubro-negras!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

VITÓRIA DE PIRRO

Nada é mais preocupante do que a sensação de que a conquista do direito de ficar na primeira divisão é um desafio além da capacidade de quem dirige o Flamengo hoje. Não me refiro apenas à presidente e à sua tosca diretoria. Também não falo apenas dos poderes, considere-se que estejam atrofiados, hipertrofiados ou simplesmente dissociados da realidade e das necessidades mais imediatas do clube e de seu leitmotiv – o futebol. Falo também de nosso atual técnico, o outrora incontestável Luxa. Quem, em sã consciência, apostaria hoje que ele é a pessoa indicada para remontar nossa equipe e transformá-la, já no próximo ano, num concorrente direto aos títulos que o Flamengo tem a obrigação e o destino histórico de conquistar?
Temos, todos nós, que nos preocupar de forma concreta e engajada, que procurar participar, até o limite de nossa capacidade e de nossa possibilidade, dessas definições.
Hoje, talvez só tenhamos a palavra que ecoa aqui neste BLOG, e que repercute ou não entre as paredes da Gávea ( e o texto do Alex parece indicar que sim, já que ele menciona ameaças ao Flamengonet ). Mas temos que procurar mais poder, mais capacidade de participar, mais alternativas de influenciar. Porque está claro que quem realmente poderia fazer a diferença não está nem sequer tentando. E isso me preocupa muito mais profundamente que a quase sobrenatural conjunção de coincidências que nos mantiveram na série A em 2010.
2011 é amanhã. 2011 é hoje. Foi ontem, ao apitar do juiz, encerrando mais uma página de vergonha em Volta Redonda.
É urgente agir, porque o Flamengo não vai sobreviver a esse caos mais uma vez.

domingo, 28 de novembro de 2010

O ano que só vai acabar quando ela for embora

#framengo: de mandos e desmandos. De conselheiros gritando como se fossem donos do clube, de gente despreparada tomando decisões estratégicas. De gente que acha que manda em tudo e todos, e esquece que vivemos numa democracia. De gente que vive de ameaças, de palhaçada, e que, acima de tudo, não respeita o Flamengo.

#framengo: de uma mulher despreparada ao extremo. Que fez aliança com gente que nunca deveria pisar no clube, que permitiu a maior barbárie com o ÍDOLO MAIOR DO CLUBE. Uma mulher mais preocupada em aparecer na tv dando o IMACULADO MANTO SAGRADO para candidatos à presidência do país, enquanto o clube navegava rumo à segundona. Por sorte, esse título ela TAMBÉM não conseguiu conquistar. Afinal, leia-se nas entrelinhas e nas linhas, ela tem um misto de pé congelado com incompetência administrativa.

#framengo: de um estatuto velho, horroroso, que protege essa gentalha que está lá. Diga-se de passagem, no meio da gentalha tem muita gente de bem. Muita, mas gente engolida por gritos, gritinhos e ataques de pelanca das pessoas que acham que mandam no clube.

#framengo: essa gentalha deveria ter vergonha do ano que passou. Pegaram um time campeão brasileiro, lotando Maraca, e acharam que é o Queen, o Led Zeppelin. Botaram ingressos a preço de ópera, de grandes espetáculos. Afastaram a torcida que brigou por ingresso nas últimas rodadas dos estádios. Mostraram que estão longe de conhecer a torcida que é o MAIOR PATRIMÔNIO DO FLAMENGO. Burros.

#framengo: Conseguiram perder TODAS AS DECISÕES que disputaram. TODAS. Ah, ganharam o título na sub-11. Porra, não me venham com essa papagaiada.

#framengo: Que ameaçou o FlamengoNet. Como se nós fôssemos os culpados de tudo. Sim, a torcida é culpada. Vocês, que administram pifiamente o clube, estão isentos.

#framengo: Que abre a porta da janela da fofoca pra setoristas e comentaristas, e agora são obrigados a ler os mesmos "amiguinhos" dizendo que "o flamengo merecia ser rebaixado". É isso aí, cada um escolhe com quem anda, ou o perfume (leia-se fedor) que aplica no corpo.

#framengo: Que foi capaz de fugir da segundona graças aos outros. Pois a incompetência é tão grande que inviabiliza derrotar até o time reserva.

#framengo: de gente despreparada a ponto de, DURANTE UMA SOVA QUE TOMAMOS DA GALINHA, tentar vender a merda do tijolinho. Falta de bom senso, falta de orientação profissional, falta de vergonha na cara.

#framengo tem que morrer. E essa gentalha que habita o clube tem que ir embora de uma vez por todas. Tem que mostrar, pelo menos uma vez, vergonha na cara, pois o FLAMENGO NÃO PRECISA DE VOCÊS.

Eu não vou fazer textos emocionantes aqui. O fato é que nada do que aconteceu em 2010 deve ser comemorado. Somente esquecido.

QUERO O MEU FLAMENGO DE VOLTA.

Flamengo x resto do mundo


Comente aqui o jogo.


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat

O que o caos no Rio de Janeiro tem a ver com Olimpíadas, Copa do Mundo e até com o Brasileirão


É legítima a preocupação dos rubro-negros com o desfecho do Campeonato Brasileiro e as chances de rebaixamento do Flamengo. Mas, pra quem mora no Rio de Janeiro, a maior preocupação neste momento não é esta, e sim a situação da cidade com tudo o que se viu nos últimos dias. Mesmo assim, o campeonato não para, certo? Será que as autoridades estão pensando nisso?

Não sei como as coisas vão se desenvolver nos próximos dias e não gosto de contribuir com alarmismo. Nós, cariocas, já estamos recebendo e-mails demais alertando para o apocalipse que vem por aí - ou mesmo para o que já teria começado, com arrastões fictícios em shoppings, bombas inexistentes em túneis e por aí vai. Mas as autoridades devem saber que é melhor prevenir do que remediar.

O jogo do Flamengo, neste domingo, é em Volta Redonda. Porém, ao mesmo tempo, o Botafogo joga no Engenhão. Não sei sinceramente qual a expectativa de público para esta partida, mas teremos de qualquer forma milhares de pessoas se reunindo por lá, com um monte de ônibus lotados rumando para o mesmo ponto e uma quantidade razoável de policiais deslocados para fazer a segurança do evento. Isso num momento em que até mesmo os policiais que normalmente fazem serviço burocrático estão sendo mandados às ruas com armas nas mãos.

Não sabemos mesmo quanto tempo estas operações de bandidos e Polícia irão durar. Mas já sabemos que domingo que vem o Fluminense enfrentará o Guarani com o Engenhão lotado. Após a partida, é possível que milhares de tricolores saiam às ruas para comemorar um título brasileiro, criando aglomerações em diversos pontos das cidades com as quais os policiais terão que se preocupar.

Enfim: espero que isso esteja sendo bem analisado pelas autoridades, para que encontrem a melhor maneira deste Rio de Janeiro de hoje conseguir conciliar tanta coisa acontecendo.



* * * * * * * * * * *

No meio de todos estes problemas, surgiu - claro - a preocupação com os efeitos disso nas Olimpíadas e na Copa do Mundo. Eu já penso um pouco ao contrário: nos efeitos da Copa e das Olimpíadas no que está acontecendo agora.

O governo sabe que tem até 2014 para a cidade estar numa situação em que não haja a iminência de algo assim voltar a acontecer. Pra isso, me parece que há dois caminhos.

Ou eles tentam realmente seguir em ações que limitem o poder do crime organizado, que esteve encastelado em determinadas regiões da cidade por tantos anos sem que o poder público realmente tentasse retirá-lo; ou entram num acordo com os bandidos, o que não seria nenhuma novidade. E é nisso que os bandidos apostam - tanto que já deixaram num ônibus queimado uma mensagem do tipo "com UPP não tem Olimpíada".

Vamos ver no que vai dar. Espero que tomem as melhores decisões para a população.


- ANDRÉ MONNERAT escreve também no SobreFlamengo (www.sobreflamengo.com.br e twitter.com/sobreflamengo)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010







FLAMENGÔMETRO nº 26
SURFISTAS DO CAOS
A vitória magrinha foi o suficiente para nos mantermos longe da zona maldita, mas continuamos naquela fronteira perigosa, como espécie de surfista sempre se equilibrando à beira da arrebentação. Deixei de incluir o carimbo "Isso não é o Flamengo" no gráfico, por chegar a seguinte conclusão: a entidade cósmica FLAMENGO é composta pela tradição, pela paixão de nós torcedores, pelas memórias das glórias e dos craques, pela lista de títulos, taças e campeonatos. Mas o Flamengo físico e telúrico, que inclui os jogadores contratados, a comissão técnica e o corpo de dirigentes eleitos, é a resultante obrigatória da competência e qualidade destes. Se os jogadores forem fracos ou indolentes, os dirigentes incompetentes e a infraestrutura inadequada, teremos resultados logicamente ruins, e nem assim este deixará de ser o meu, o nosso Flamengo, pois ainda que não seja o time e a diretoria dos nossos sonhos, nossa paixão jamais mudará de lado. No Céu, no Purgatório e no Inferno, nossa alma nunca deixará de ser rubra e negra.


NOTAS FLAESTATÍSTICAS

1- Os resultados seguem ruins, atualizando: 25% de vitórias, o pior desempenho desde 1995; 44% de empates, o segundo maior valor desde a campanha opaca de 1971; a média de gols subiu para 1,11, igualando o fiasco de 2004; um artilheiro com a incrível marca de 5 gols (sendo quase todos de pênalti), e um ataque tão inoperante que se somarmos todos os gols, temos o total de 17 (menos que o artilheiro do campeonato), juntando os 12 atacantes que atuaram durante o campeonato..





Tijolinhos: o primeiro balanço
Por Vinicius Paiva

Devo dar a mão à palmatória: se considerarmos que a campanha vem sendo feita basicamente no boca-a-boca e pelo Twitter, os 4.100 “Tijolinhos do CT” vendidos até terça-feira passada devem mesmo ser considerados um número bastante satisfatório. A tendência, com o início da veiculação de propagandas em TV fechada e aberta, é que haja um boom, especialmente se o Flamengo se salvar da incômoda situação de risco de rebaixamento. Continuo considerando a venda de 25 mil unidades, ao final da campanha, pretensiosa. Mas não posso negar que é possível.

Mediante estes números, há algumas semanas venho correndo atrás do perfil geográfico dos compradores. Ainda não obtive sucesso, mas em conversa com o excelente repórter rubro negro Vinicius Castro - responsável pela cobertura do Flamengo no UOL Esporte (e meu ex-companheiro de Flamengo RJ) - fui informado que aproximadamente 50% dos tijolos foram vendidos para rubro negros do Rio de Janeiro, 15% para São Paulo e 10% para o Distrito Federal. O controle é feito de acordo com o endereço cadastrado no cartão de crédito do comprador.

Apesar da escassez de estatísticas disponíveis, já existem algumas evidências a serem analisadas. A principal: cheguei a ler em alguns portais que a diretoria vinha considerando a vendagem em São Paulo abaixo do esperado, enquanto se deliciava com os números do DF. Meia verdade. A análise não deve ser baseada na população de cada estado – se fosse assim, São Paulo e seus 40 milhões de habitantes de fato seriam uma decepção. Devemos considerar a quantidade de rubro-negros em cada estado, e daí sim partirmos para uma análise comparativa. Vejamos.

Tomando como base a pesquisa Datafolha divulgada em 04/01/2010 (disponível no site do instituto) e dados preliminares do Censo 2010, os 51% de flamenguistas no estado do Rio equivalem a 7,7 milhões de torcedores. No DF, os 33% de torcedores se aproximam de 800 mil pessoas, enquanto em São Paulo 2% da população é rubro negra, o que equivale a – vejam que coincidência – os mesmos 800 mil.

Com estes dados em mãos, concluímos qual seria a verdade e a mentira da afirmativa dois parágrafo acima. As vendas no DF vem sendo excelentes? Fato. Tendo uma torcida que equivale a 10% da torcida carioca, as vendas cinco vezes inferiores do DF em relação ao RJ significam que o DF vem vendendo o dobro do Rio de Janeiro. As vendas em São Paulo vem sendo decepcionantes? Jamais! Considerando que a torcida do Flamengo no DF e em SP são de igual tamanho, e que a renda per capita do Distrito Federal é quase o dobro de São Paulo, temos que o estado bandeirante vem fazendo valer sua força e comercializando 50% a mais que a capital federal. Mesmo num estado dominado por outras torcidas – ao contrário do DF, onde somos maioria.

Se existe um lugar que pode ser considerado uma decepção na distribuição geográfica dos tijolinhos, seria Minas Gerais, e não São Paulo. Lá, segundo os dados do Datafolha, 12% da população é flamenguista. Nada menos do que 2,3 milhões de pessoas! Ou seja, um estado que possui quase três vezes o número de torcedores do DF e de SP deveria imperativamente aparecer entre os primeiros. Mesmo que a venda proporcional fosse menor, por conta da renda per capita mais baixa do estado.

Outros estados que mereceriam maior atenção são a Bahia e o Ceará, apesar de a questão da renda possuir bastante peso nestas localidades. De todo modo, 21% da população baiana torce pelo Flamengo: vultosos 2,8 milhões de rubro negros. No Ceará, são 22%, o equivalente a 1,8 milhões de seguidores. Já o Espírito Santo e seus 3,3 milhões de habitantes, se possuir proporções semelhantes às do Rio de Janeiro, pode vir a possuir até mesmo 1,5 milhões de flamenguistas.

Os estados citados merecem atenção especial por conta do peso da torcida rubro negra dentro de seus limites. O precedente para este tipo de atuação da diretoria de marketing foi aberto quando se verificou que no Amapá, nenhum tijolinho havia sido comercializado. Através de ações pontuais de incentivo às vendas no estado, saíram 10 unidades, o que representa 0,25% do total de tijolos até então. Para que as vendas no Amapá atinjam um percentual próximo ao peso da torcida no estado (calculo que 0,75% da torcida do Flamengo esteja no Amapá), basta que 30 tijolinhos sejam vendidos.

Esta é a análise que pode ser feita tendo em mãos apenas os percentuais de vendas no RJ, DF e SP – convenhamos até que saiu muita limonada destes poucos limões. Continuarei em busca dos dados completos para que uma análise ainda mais precisa possa ser realizada. Com certeza existem muitos torcedores de Santa Catarina, Paraná, Norte e Nordeste curiosos com relação à contribuição dada por seus estados.

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E por falar em Paraná, apoio irrestritamente a realização da pré-temporada rubro negra em Londrina. Talvez não haja estado mais negligenciado pela diretoria do que este. Rico, populoso e sem nenhuma ação especial de fidelização, constitui verdadeiro milagre que 7% de sua população – 700 mil pessoas – optem pelo vermelho e preto carioca, e não o paranaense. No interior então, onde está localizada a riquíssima Londrina, a proporção de flamenguistas sobe para aproximadamente 10%. Está aí o Triplex que não me deixa mentir: já passou da hora de o Flamengo olhar com mais carinho para o Paraná.

E-mails para a coluna: viniciusflanet@gmail.com

Twitter: www.twitter.com/viniciusflanet (@viniciusflanet)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Calúnia do Rúbio Negrão

Todo o mundo recebendo mala branca, mala preta, e até estádio de presente, enquanto eu fico aqui, disponível pra qualquer proposta, e nada.

A verdade é que já não sou mais o mesmo. Perdi a alegria de dormir. Estou deprimido, desencantado, e sem razão pra continuar bebendo. O desânimo tomou conta do meu ser, graças ao papelão que o Mengão tá desempenhando no Brasileirão do Centenário.

Então, peço que hoje não esperem uma Calúnia muito inspirada, até porque, em matéria de inspiração, nunca fui páreo para o Jobson.

(Só pra constar: eu já fiz o meu protesto, escrevendo esta Calúnia inteira de costas pro computador.)

Duplex Toc Zen

1 - “Passei o dia fora, não vi o jogo e só agora vi os melhores momentos no GE. Alguém deu alguma explicação do por que não comemoraram o gol do DM?” – Max: Ele tava muito suado, e a galera, toda sequinha, não quis se lambuzar. Afinal, suor de homem tem a mesma composição química da urina... Renato Atômico? Fácil. Ele era o único ali que também estava pingando.

2 - Sacríficio: Mas agora que o pior já passou, louvem-se os jogadores do Flamengo: pra esses caras não é nada fácil ficar longe da zona.

3 - Brazil-zil-zil...: Que ninguém cobre da torcida do Flamengo gratidão eterna aos jogadores que praticamente nos safaram do perigo da Série B (B de Botafogo e Basco). Eles nada mais fizeram do que criar a dificuldade para nos vender a facilidade.

4 - Marcelo Lomba: Será que rola um habeas corpus só pro Bruno jogar esses 2 últimos joguinhos que restam?

5 - Presidanta: No início de 2010, a Pat pegou um time campeão brasileiro, cheio de moral, e deu no que deu. Imaginem agora ela pegando um time “deu no que deu” no início de 2011... Alguém aqui arrisca um prognóstico? Ainda bem que o futebol é uma caixinha dois de surpresas.

6 - Sui generis: É o nosso Clube de Regatas, onde o capitão foi o primeiro a abandonar o barco. Ou a barca, como queiram.

7 - Filme B x Série A: Quase todo fim de ano o flamenguista assiste ao mesmo filme de terror B. Mas, felizmente, sempre acaba rolando uma série A.

8 - Cápsula do tempo: Grandes mierdas despachar uns troços pra daqui a 10 anos... Eu quero ver é resgatar aquilo que a gente tinha há 30!

9 - Gestões opostas: JK fez 50 anos em 5. A Pat fará 5 em 50. Isso se fizer.

26 - Superanti-herói: Se o Super-Helinho é este ser catatônico, imaginem o alter ego dele, quando chega em casa, e deixa de ser super. Deve trabalhar como guarda noturno do Palácio de Buckingham.

11 - Poker face: Revelado o mistério de quem levou 1 milhão do Luxa no pôquer: foi o Super-Helinho, com sua imbatível poker face, mais conhecida no Brasil como cara de boomda.

12 - Estádio: Se pintar mesmo esse estádio em Duque de Caxias, vai ser de futebol, natação ou ginástica olímpica?

E nada mais tenho saco.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Alfarrábios do Melo

“Torcida de time grande não comemora permanência na elite” (Muhlenberg, Arthur)

Olá, saudações flamengas a todos.

Enfim, o Flamengo voltou a vencer e a interagir com a Nação. O espetáculo foi até bonito, o time demonstrou espírito de luta (e na verdade, não mais do que isso), e a vitória suada, e até certo ponto dramática, contra o inexpressivo Guarani (como um negócio daqueles pode estar na Série A?), deve ser o suficiente para afastar os pesadelos mais sombrios. Se bem que, vendo coisas como Prudente e Guarani desfilarem no relvado, sigo achando que o Flamengo precisa fazer um esforço hercúleo para brigar em Z-4. Aliás, lembro que ainda temos SETE equipes atrás de nós, das quais duas já embarcaram e uma (Guarani) já comprou a passagem pra casa do c..., ahn, para a segundona. A briga entre Vitória e Atlético-GO pela última vaga vai ser bonita.

Sobre o jogo, apenas uma coisa me chamou a atenção. Acabou o amor, a paciência, a confiança da torcida no Marcelo Lomba. Aquele massacre de vaias, aquele linchamento com 40 mil dedos apontando “foi ele, apedrejem!” costuma soterrar carreiras, e dessa experiência poucos emergem mais fortes. Espero que seja o caso do Lomba, goleiro tecnicamente bom (ótimos reflexos, razoável senso de antecipação), com alguns defeitos sérios (saída do gol em bolas alçadas, orientação e posicionamento da defesa) cuja reincidência parece ter-lhe minado completamente a confiança (solta e rebate o que aparece na frente, sintoma de goleiro nervoso).

Aí alguns poderão dizer: “então tira”. E põe quem? O Vinícius, o Paulo Victor? Tudo garoto, sujeito ao mesmo tipo de pressão. Pra mim, a falha foi a ausência de um goleiro mais rodado, mesmo que para a reserva. A presença de um elemento desses no elenco é importante para acalmar e alavancar a carreira de garotos promissores. O Cantarele e o Clemer, que ajudaram muito o início das carreiras do Zé Carlos e do Júlio César, respectivamente, são exemplos disso.

O Flamengo já viveu uma situação parecida. Foi em 1995, passagem que relembro agora, rapidamente.

Seguinte: o Kleber Leite acaba de trazer o Luxemburgo e o Romário, há aquela onda, aquela euforia pelo Centenário. Também chegam Branco, Mazinho (ex-Bragantino e Bayern Munique), William, Válber, Jorge Luiz, entre outros. Mas, para o gol, decide-se apostar no jovem Adriano, que enfim assumirá a posição após a aposentadoria de Gilmar Rinaldi. Adriano, titular do time Campeão da Copa SP em 1990, costuma entrar no time e suas atuações são elogiadas. Goleiro de boa altura, muito elástico, é apontado como uma boa alternativa para o setor. Para a reserva de Adriano, é contratado o goleiro Emerson, outro jovem que vem agradando no Grêmio.

Começa a temporada, só se fala em Romário, Romário, e a equipe vai atuando meio aos trancos, algo normal em início de ano. Mas Adriano começa a dar vívidos sinais de que não está preparado para a intensidade dos holofotes que recaem sobre o time. Falha sucessivamente, mostra insegurança, especialmente nas saídas do gol. Como os adversários são frágeis e o Flamengo vai vencendo, isso é relevado. No entanto, em uma tarde ensolarada na Gávea, o rubro-negro escapa por pouco da derrota, ao empatar em 3-3 com o Volta Redonda, com um gol de Romário no final. Adriano falha de forma grotesca em pelo menos dois gols. Treinador e torcida perdem a paciência, e o garoto é barrado.

Na partida seguinte, Emerson é efetivado. Não é muito exigido contra o Madureira (2-0), e contra o Friburguense aparece com boas intervenções, dando a impressão de que tomaria conta da vaga. O time vai vencendo (3-0), mas quando nada mais se espera da partida, eis que uma bola é chutada de longe, mansinha, rasteira, dócil. Um garoto de dez anos teria posto mais força no arremate. Emerson se agacha, confiante. Dali a instantes, estará caído, atônito, com a Gávea em silêncio, em um dos frangos mais sensacionais da era moderna do futebol (parecido com o do goleiro inglês nessa última Copa). O Flamengo vence (3-1), mas o estádio esvazia-se calado, preocupado. Não, o time ainda não achou seu goleiro.

Emerson seguirá na equipe por algum tempo, sem jamais convencer. O frango devasta-lhe o moral, as mesmas falhas de Adriano são repetidas, as mesmas saídas vacilantes, as mesmas bolas bobas espalmadas. Já no Octogonal Final, Emerson atua muito mal na derrota contra o Botafogo (0-1), e terá o mesmo destino de Adriano: o banco.

Sem alternativas, Luxemburgo promove às pressas o terceiro goleiro, que vinha sendo preparado com cuidado e carinho para estourar no ano seguinte. Roger Noronha, titular das seleções de base, goleiro com porte fenomenal, padrão europeu, dotado de um reflexo desumano, considerado um jogador para décadas no Flamengo. No ano anterior, havia sido emprestado ao Vitória para amadurecer e virou ídolo na Bahia, com defesas espetaculares. Mas no Flamengo a coisa é diferente. E o time está em plena fase final de campeonato.

Não dá outra. Roger falha em sua primeira apresentação (ironicamente, novo 3-3 com o Volta Redonda), comete erros na derrota (3-4) do Fla-Flu, mas aos poucos mostra ser tecnicamente bem superior aos colegas. No entanto, muito irregular, conjuga atuações absurdas, como na vitória (1-0) sobre o Botafogo, em que fez defesas antológicas, com momentos bizarros. O Flamengo termina o primeiro semestre sem conseguir resolver a carência na posição.

No segundo semestre, Roger volta à reserva com a contratação de Paulo César, que no início agrada, mas justamente nos momentos decisivos aparece com falhas medonhas. Roger retorna ao time em 1996, e finalmente consegue assumir a posição. Mas a seu lado está o veterano Zé Carlos, que o ajuda com conselhos e dicas preciosas.


Enfim, na minha opinião o Marcelo Lomba deve, sim, ser mantido para os jogos finais. Em 2011, sua condição de titular deve ser repensada. Mas, titular ou reserva, defendo que seja trazido um goleiro experiente para ajudar na sua formação. Um arqueiro capaz de assumir a posição a qualquer momento, caso o Lomba siga demonstrando falta de preparo mental para seguir no gol. Um goleiro que nem precisa ser uma sumidade, um nome de seleção. Mas é necessário que seja alguém tranqüilo, seguro e com experiência em grandes equipes.

Sabe-se que o elenco vai mudar, ser reformulado. Espera-se que o Luxemburgo, ironicamente o mesmo comandante de 1995, dessa vez não se esqueça da importância de se contar com um goleiro experiente no elenco.

Não é muito agradável cometer o mesmo erro duas vezes.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010





FLAMENGÔMETRO nº 25
QUEM COM OBINA FERE, COM OBINA SERÁ FERIDO
Num ano repleto de derrotas, vexames, ofensas ao nosso ídolo maior, uma mediocridade galopante, trapalhadas comerciais e esportivas, e contratações inócuas, vamos nos aproximando no fim de mais um campeonato, com o único objetivo de escapar do rebaixamento. Falar o quê? Que eles cumpram em campo o seu papel e nos tirem do atoleiro, para encerrar esta campanha mequetrefe com um pingo de decência.


NOTAS FLAESTATÍSTICAS

1- Os resultados da campanha medíocre: 23% de vitórias, o pior desempenho desde 1995; 46% de empates, o segundo maior valor desde a campanha opaca de 1971; uma média de gols de apenas 1,09, a pior desde 1996; um artilheiro com a incrível marca de 5 gols (sendo quase todos de pênalti), e um ataque tão inoperante que se somarmos todos os gols, temos o total de 16 (menos que o artilheiro do campeonato), juntando os 12 atacantes que atuaram durante o campeonato..





COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat

Até agora, aproveitamento de Luxemburgo é pior que o de Rogério

Venho escrevendo já há um tempo que não acreditava muito nas chances de rebaixamento do Flamengo – mesmo já prevendo a derrota que o time sofreria para o Atlético-MG, na última rodada. Pois bem: se não ganhar do Guarani amanhã, meu amigo, não haverá como alguém ficar tranqüilo quanto à permanência na primeira divisão. A vitória é obrigatória, ou o perrengue vai ficar muito grande.

A inesperada vitória do Avaí sobre o Inter, no Beira-Rio, na última rodada, complicou um tanto a situação. Como o Flamengo tem um número de vitórias baixo, levará desvantagem em um possível desempate contra seus concorrentes mais diretos, que pra mim são Vitória, Avaí e Atlético-GO. Por isso, apenas os três pontos contra o Guarani já não devem ser o bastante para ficar acima da zona de rebaixamento ao final do campeonato, e os dois jogos seguintes – Cruzeiro, lutando pelo título, e Santos, na Vila Belmiro – não são nada tranqüilos. Não ficarei nada surpreso se o Flamengo sair derrotado nas últimas duas rodadas; na verdade, pelo que o time vem jogando, talvez seja o mais provável.

Aí está o grande motivo para insegurança quanto ao destino do Flamengo ao final do campeonato: o desempenho do time em campo não pode animar ninguém. E, apesar de toda a trégua oferecida pela imprensa e pelos agitadores costumeiros a Vanderlei Luxemburgo – “finalmente, um técnico de verdade” -, o atual treinador tem muita responsabilidade pela situação atual.

Luxemburgo assumiu já com o elenco mais completo, jogadores em condições físicas melhores do que as que tinham com seus antecessores e tempo para treinar – nada de maratona de jogos seguidos a cada dois ou três dias. Ainda assim, seus números são desanimadores: seu aproveitamento de 41,7% nas oito partidas que disputou até agora é melhor que os 30% de Silas (que foi mesmo muito mal, mas assumiu o time no momento mais crítico da tabela), mas é pior do que o do “estagiário” Rogério Lourenço, que terminou sua participação no campeonato com 43,8% de aproveitamento em 16 jogos. A diferença é pequena, mas Rogério - do qual, pra deixar bem claro, não tenho nenhuma saudade - ainda leva vantagem por ter empatado menos e vencido mais (o empate foi o resultado de 50% dos jogos sob o comando de Luxemburgo, contra 37,5% dos tempos de Rogério).

E os problemas de Luxemburgo não estão só nos números – basta ver o time jogar. O Flamengo não tem uma cara; é difícil dizer hoje qual a jogada forte deste time, qual a maneira mais provável dele ameaçar o adversário. A bola parada, talvez? Vá lá. Mas em vários jogos, os lances mais perigosos saíram mesmo de arrancadas individuais do garoto Diego Maurício, e hoje ele nem titular do time é. Aí está outro defeito do trabalho de Vanderlei: ele muda o time a cada rodada, tanto na formação quanto na escalação, barrando e promovendo jogadores com critérios que parecem estranhos, o que dificulta a equipe a encontrar um jeito de jogar. O próprio técnico não parece estar convicto do que está fazendo – como, aliás, aconteceu também durante sua péssima campanha no Atlético-MG.

Estimulados pelos animados relatos dos jornalistas que cobrem o dia-a-dia do Flamengo, os torcedores acreditaram em um mágico e rápido efeito dos belos treinamentos que o “técnico de verdade” promoveu assim que chegou. Ele era minucioso, explicava exatamente o que queria e prometia até ensinar Willians a passar. Porém, vendo o time jogar agora, os efeitos de tudo isso não parecem ser tão bons assim. Não vou nem entrar no mérito da escalação escolhida pelo treinador para o jogo de amanhã, da qual não gosto; simplesmente vejo que não dá pra acreditar que vai ser agora que vai surgir milagrosamente um padrão de jogo para esta equipe. Luxemburgo não chegou lá, assim como todos os que trabalharam no clube neste ano de péssimo futebol do Flamengo. Jogaram mal até agora e muito provavelmente continuarão jogando mal nos jogos que restam.

A essa altura, com apenas três jogos para o fim do campeonato e uns quatro pontos por conquistar para alcançar o objetivo que restou, o trabalho do treinador é este: dar um jeito do time se fechar bem atrás e descobrir uma maneira dele achar os golzinhos necessários lá na frente. Pode ser em escanteio, em falta, em chuveirinho, em chute de fora – não sei. Mas têm que dar um jeito.


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Repetindo: a vitória amanhã é obrigatória. Não há desculpas.

O Guarani consegue ser um time que joga ainda pior que o Flamengo. Até a última rodada, estava há seis jogos sem fazer um único gol – ele saiu contra o Vitória, mas num improvável gol olímpico. É o pior ataque do campeonato e, fora de casa, venceu uma única vez (contra o Vasco, ainda no primeiro turno).

Mas os torcedores que lotarão o Engenhão, se querem ajudar mesmo o time, devem passar os 90 minutos esquecendo não só da fragilidade do adversário, mas também da campanha ruim e da antipatia pelo dirigente que for. A hora agora é de encontrar um jeito de fazer os pontos que faltam. Quem estiver por lá tem que jogar a favor.

- ANDRÉ MONNERAT escreve também no SobreFlamengo (www.sobreflamengo.com.br e twitter.com/sobreflamengo)

TERRA ARRASADA

A ex-atleta Patricia Amorim pode ser uma ótima pessoa em família ou junto a seus amigos. Não opino porque não a conheço pessoalmente. Por outro lado, não tenho muita memória de sua carreira como nadadora nem sei qual seu grau de amor e, principalmente capacidade de renúncia, em relação ao Flamengo. Na verdade isso é secundário para esta análise.
Uma coisa parece óbvia: ela tem uma enorme competência para demonstrar antipatia, pouco caso, desprezo até, por tudo que diz respeito ao que é mais sagrado para quem ama o Flamengo: a alma rubro-negra, aquela que gera a raça, o sangue e a paixão. Espero que seja um simples problema de assessoria de imprensa ou de (in)capacidade de comunicação, mas a verdade é que isso pode estar contaminando o time, a torcida, todos enfim, e criando essa onda de pessimismo adicional.
Por exemplo, a frase infeliz e absolutamente fora de hora, sobre não entrar em campo e não fazer gol soou simplesmente como a cereja do bolo de um ano cheio de bobagens semelhantes. Para lembrar algumas:
· o alheamento ao futebol, durante os primeiros meses ( ou seria mais adequado dizer “desde sempre”? ), a ponto de deixar o departamento sem comando algum, ao Deus-dará.
· a forma fria, antipática e anti-profissional como decidiu e promoveu o desligamento do Andrade ( não julgo aqui a saída em si mas a forma de tratar um dos patrimônios do Flamengo ).
· Não contente, repetiu a dose com Toró.
· A forma absolutamente desrespeitosa como administrou o problema criado dentro da Gávea contra Zico.
· A distância imperial que resolveu manter da torcida – parece achar que não nos deve qualquer satisfação e está confortável nessa postura pouco inteligente de “esfolar” o torcedor que vai ao estádio, cobrando um ingresso absolutamente desproporcional em relação ao futebol que o time exibe desde o começo do ano.
· O lançamento da campanha do “tijolinho” na pior hora possível, quando o torcedor está triste, desencantado, revoltado e principalmente muito apreensivo.
· O abandono ou pouco caso com quase tudo que foi deixado planejado pela gestão anterior, como o museu ( finalmente lançado, com um ano de atraso ), as embaixadas, os patrocínios, o GEASE, o “Cidadão Rubro-negro”, etc.
· A história do estádio na baixada – na minha opinião, não parece ser coisa para ser levada a sério.
· ETC e etc.

Enfim, para uma criatura política, com pretensões de fazer carreira nessa área, ela, até aqui, deu uma demonstração bem clara de que não tem cacoete ( ou não está sabendo usa-lo ) para ser bem sucedida. O exemplo da eleição, a partir de tramas, acordos de bastidores e alianças com pessoas de péssima memória para a massa rubro-negra dá a entender que ela tem aquele jeito esquisito de perseguir objetivos incompreensíveis e indecifráveis, mesmo que seus eleitores ou aqueles que dependem de seus atos e decisões possam não ser beneficiados nunca.
O fim desse tipo de postura é sempre triste e inexorável e acaba deixando prá trás, no mais das vezes, o péssimo legado da terra arrasada. Que São Judas Tadeu proteja o Flamengo fazendo-a mudar radicalmente de atitude, seja para assumir um papel positivo e pró-ativo nos dois anos que faltam, seja para tomar um chá de semancol e pedir prá sair.
O Flamengo, definitivamente, não é mais para amadores, principalmente os incompetentes crônicos, sempre tão cheios de soberba. E esta definição vale para muito mais gente que manda na Gávea hoje.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O Museu do Flamengo.

Terça-feira tivemos o lançamento da pedra fundamental do Museu do Flamengo, ou seja, até que enfim deu-se inicio às obras do tão sonhado e esperado museu. O Blog da FlamengoNet não ficou de fora desse lançamento e repasso aqui para vocês meu parecer.
O projeto é grandioso, são 2.500 metros quadrados de area , com dois andares e vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas. A entrada ficará bem de frente para a loja Fla Concept. Como a maioria aqui ja sabe a Olympikus é a principal parceira do Flamengo na construção desse museu, e entrou com R$ 8 milhões no projeto, que serão pagos através da venda de camisas e da receita de 10 novas lojas que deverão ser instaladas pela empresa com a marca Flamengo.
Nem preciso dizer a importância desse museu para a cidade do Rio de Janeiro né? Com a proximidade de uma Copa do Mundo e uma Olimpíada na cidade a quantidade de turistas que vão passar por ali é inimaginavel. Ainda mais pela localização privilegiada e pelo nome que a marca Flamengo carrega no exterior.
Aquela história de que quem vive de passado é museu não funciona com o Flamengo, disso todo mundo sabe. Todo mês de 12 a 15 troféus dão entrada no clube, de suas diversas modalidades. E nessa brincadeira o Clube de Regatas do Flamengo ja acumula por volta de 6.800 troféus, que ficam numa sala abandonados por falta de local para exibição. Com o museu eles serão expostos para a apreciação de todos nós Rubro Negros. Além de troféus, também serão exibidas flâmulas, uniformes, bolas e todo tipo de peças ou acessórios que traduzam e façam parte da história flamenga.
No pavimento inferior um grande painel multimídia vai contar a história do clube fazendo um paralelo com a história da cidade do Rio de Janeiro e a cultura brasileira. Um amplo mural cronológico vai explorar também a área da comunicação ao logo do tempo, através de jornais, fotografias, ilustrações, radio, televisão, internet, etc. Outras salas vão retratar diversas situações também nesse pavimento, mas nesse caso vale guardar o segredo.
No pavimento superior ficarão expostos os troféus, os mantos, textos importantes, além de uma área dedicada a musica popular brasileira inspirada no Flamengo, e uma área de jogos onde o visitante poderá jogar totó, botão, futebol virtual(video game), quiz, entre outros. Não será o maior museu em termos de espaço, mas será o maior museu em termos de acervo do Brasil na área do futebol.
Foi apresentada também uma "cápsula do tempo" onde todos os presentes puderam deixar textos, camisas, jornais, fotos e etc, para que fossem lidos daqui a 10 anos que será quando ela será reaberta. Tive o prazer de colaborar com um texto para a capsula e fazer parte dessa história.
No evento estiveram presentes diretores da Vulcabrás/Azaléia e da Olympikus, muitos conselheiros, dirigentes e ex dirigentes do Flamengo, além de ex atletas como Adilio e Julio Cesar do futebol, Jaqueline do volei, e atletas atuais da ginástica(irmãos Hipólito, Jade Barbosa), basquete(Marcelinho e Helio), remo(Fabiana Beltrame), natação, judô, imprensa e blogueiros. Foi passado um video emocionante com depoimentos de vários grandes atletas que ja passaram pelo clube.
Para que possam ter melhor idéia do que rolou, preparei esse material em video para vocês:











Dão no Twitter: http://twitter.com/dao_tavares

quarta-feira, 17 de novembro de 2010


Calúnia do Rúbio Negrão


“Po Trolhoso a situação é caotica e tu fica fazendo piada” – Artur_SC

Concordo. Só venho tentando brincar com a situação por duas razões. A primeira: não sou boa coisa. Como diria o falecido Costinha, Eu não preeeeeeestooo!

E segundamente, não sei se conseguiria aguentar uma semana inteira de agonia até a grande decisão, o jogaço histórico contra o espetacular, o extraordinário, o inigualável... Guarani de Campinas!

Tô sabendo que há quem prefira manter o foco total até a hora do jogo, sem palhaçadinhas, e há quem curta uma boa relaxada durante essa espera infernal. Mas também sei que por melhores que sejam as minhas piadas vagabundas, elas nunca vão superar a piada pronta que são os Três Pat-etas no comando, nada mais, nada menos, do FLAMENGO!

Quando assisti Tropa de Elite 1, aprendi muitas coisas úteis. Por exemplo, aquele lance do saco plástico, que venho colocando em prática já há algum tempo com a inestimável ajuda do meu refém. E aprendi outra coisa importante, que passou a pautar minha vida: “Pra você rir, antes tem que fazer rir.”

Então, como quero rir ao término deste tormentoso 2010, estou tentando fazer rir antes.

Já que citei o Tropa de Elite 1, há no filme uma outra lição que cabe perfeitamente no momento tenso que estamos vivendo. Trata-se da frase imortal do Capitão Nascimento, adaptada para os nossos jogadores: Esse time do Flamengo PEDE PRA CAIR! PEDE PRA CAIR!

E vamos aos trabalhos.

Duplex Toc Zen - Especial de rebaixamento

1 - Credores x Devedores: Quando um clube deve aos atletas, sai na mírdia, os “adevogados” entram com ações trabalhistas contra a instituição, e o escambau. Mas e quando é o atleta que fica devendo ao clube? E quando o boleiro ganha uma baba e joga uma bolinha ridícula, cuméquifica? Com a palavra, Deivid, Diogo, Juan, Kleberson, Fernando, Val de Luxa, Jean, Correa...

2 - Yo no creo, pero...: Se o FluminenC conquistar este título, pelo menos uma certeza terei: este Brasileiro de 2010 não valia mesmo a pena.

3 - Ronabo (Ele, sempre ele!): Primeiro fez uma lipo. Depois virou adepto da ginástica passiva (Sistema Albertini de Treinamento). Tanto ele se deu, que acabou dando certo: Ronabo está recuperando sua melhor forma física! Vejam vocês que hoje ele já aparenta estar mais magro que o Faustão.

4 - Batavo: Agora que a Batavo vazou, posso revelar: o contrato foi rescindido porque o Flamengo descobriu que aquela holandesa da logomarca não é aquela, mas sim aquele. Coisa de holandês... Quem já foi pra Amsterdã, sabe. Aliás, de tão grande a logo da empresa, nem parecia que tinha uma holandesa na camisa, mas que tinha uma camisa nela. Ou nele.

5 - Tim: Se em 2011 o Flamengo for patrocinado pela Tim, saúde!

6 - “Mas o pior é o foco do torcedor. Ontem após aquele chocolate que levamos dos infames patéticos, a nossa torcida estava discutindo aqui era o penalte contra o Cruzeiro” – Bosco Ferreira: É Vero. O Flamengo tem que se preocupar menos com conspiração, e mais com transpiração. Se possível, com um pouco de inspiração também.

7 - Conspiração: E por falar nela, será que o Luxemburgo, que já ganhou títulos às pencas, não tem um projeto secreto e pessoal de ganhar um dos poucos que ainda faltam ao seu currículo: o da Série B?

8 - Cai-cai: O Ronabo, quem diria, de maior atacante do mundo passou a maior cavador de penais da paróquia. Mas cair na área é algo mais forte do que ele. O que se há de fazer se ao sentir o bafo do zagueirão no cangote ele desfalece?

9 - Pílula de sabedoria: “Pra ser justo, a Patrícia está fazendo na Presidência o que ela sempre fez para o Clube, desde atleta... NADA, NADA, NADA, SEMPRE NADA.” - C. Eduardo - Campos/RJ. Concordo. Mas o pior nem é o “nada, nada, nada”. O pior vai ser o “morrer na praia”.

40 - Estádio: Se o Flamengo construir um estádio na gestão da Pat, pelo menos nome ele já tem: “Estádio de Calamidade Pública”.

11 - Quem disse que político não trabalha?: Tomei conhecimento de que Sandro Meira Ricci, além de árbitro, é funcionário do Senado Federal. Fato que explica a roubalheira no jogo Corinthians x Cruzeiro: ele estava fazendo hora extra.

12 - Pat 1: “Eu não entro em campo, eu não faço gol...” Nem ela nem o Diogo. E outra: se ela entrasse em campo e ainda fizesse gol, ganharia fácil a vaga do Val Baiano.

13 - Pat 2: Aliás, a declaração da Pat acabou me deixando pessimista quanto à eleição do Zico para presidente do Flamengo. O Galinho jamais vai poder dizer “Eu não entro em campo, eu não faço gol”.

14 - Campanha dos Tijolinhos: Se os atuais dirigentes do Flamengo conhecessem a história do Clube, não teriam chamado a campanha de construção do novo centro de treinamento de “Tijolinhos”, e sim de “Ladrilhinhos”, em homenagem ao imortal Ladrilheiro!

15 - 2010: Ano vergonhoso. Só foi bom pro ex-capitão Bruno, que está com o nome mais limpo do que a molambada que enverga nosso manto.

16 - Segundona 1: Sabem aquela regra básica de todo time grande rebaixado, “queda-título-retorno”? Pois é. Com essa diretoria aí, não vai rolar.

17 - Segundona 2: Além de o Avaí mostrar sinais de reação, a Portuguesa ainda respira na Série B. 2011 com duas asas negras na elite não vai ser mole. Vamos começar com 12 pontos a menos.

18 - Rei do Baião: Se Luiz Gonzaga fosse flamenguista, o nome do seu grande sucesso seria "Asa Negra".

19 - Ação de marketing: Comprar 1 tijolinho: R$ 250,00. Comprar 20 tijolinhos: R$ 5.000,00. Jogar 1 tijolinho: não tem preço.

20 - Novo CT: Por falar nisso, ando muito cabreiro com esse novo CT. Tá me cheirando a obra superfaturada. Ou vocês acham normal um simples tijolinho custar 250 paus?

E nada mais faço.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Festa dos 115 Anos
  Arlindo Cruz e Diogo Nogueira

Estive ontem na festa dos 115 anos do Flamengo no Vivo Rio, e, a despeito da má fase e do resto, o evento foi muito bonito e bem organizado. Claro que em se tratando de Flamengo basta que esteja reunida uma quantidade considerável de rubro negros, e a festa vem por si só. Mas um pouco de estrutura e conforto não fazem mal a ninguém né? E isso não faltou ontem.

Galera prestigiou, lotando a pista

A festa na verdade foi um show com grandes nomes do nosso samba, como Arlindo Cruz, Diogo Nogueira, Dudu Nobre, Rogê e Bebeto. O ponto alto foi a segunda parte da apresentação de Arlindo Cruz, que cantou sucessos como "O Meu Lugar" e "Quem Sabe de Mim Sou Eu". No final, o Vivo Rio virou Maracanã, com a nossa eterna Charanga tocando as músicas das arquibas (desculpem, mas estava ocupado cantando, pulando e batendo palma nessa hora, por isso fico devendo o registro fotográfico).

 Urubas, Clement e eu.

Reparei num detalhe que pode não significar nada demais, mas a nossa patrocinadora Olympikus esteve ausente do evento. Nenhum banner, nenhuma ação de marketing, nada. Nem sei se o Tullio Formicola (representante da empresa) estava lá. A Batavo até se entende, devido à já anunciada rescisão contratual para 2011.

       O stand vendeu bem                                                                                                                                                             
Enfim, valeu a celebração por mais um ano de Mengão, mas a festa acabou. Esta, aliás, foi a única ocasião do ano para se festejar alguma coisa.

                                O gran finale do show, com todos os artistas no palco

Julio Cesar publica o blog "Tua Glória é Lutar"

AVANTE FLAMENGO!


Alfarrábios do Melo


Olá, saudações flamengas a todos. Já na contagem regressiva para o final desse ano esquecível, eis que ainda resta ao time a missão de se livrar da praga da ameaça do rebaixamento, que se imaginava cumprida com tranqüilidade após a bela vitória contra o Internacional, já há um tempinho.

Lembro que cheguei a vaticinar: “Z-4 é o cacete”. Mas o bicho é insistente, não larga do nosso pé, o que, há que se convir, é bem pertinente, dada a absoluta falta de futebol apresentada pela equipe. Um troço inacreditável. Para piorar, quando um esboço de bom jogo aparece, falhas individuais grotescas surgem para negar a vitória ao atual campeão brasileiro.

Mas, enfim, esse é o quadro. Sábado, quem diria, o Flamengo entra em campo para a mais nervosa e, talvez, importante (valha-me São Judas Tadeu...) partida do ano. A expectativa é que, pelo menos uma vez, uma vezinha, a equipe se concentre e se prepare adequadamente para o jogo, tendo em mente que se trata de uma decisão. É a vitória e a paz. Do contrário, virá o inferno, a crise, a tensão, algo totalmente indesejável em uma reta final de campeonato.

De qualquer forma, a história mostra que alguns procedimentos e atitudes podem ajudar a criar o clima adequado para vencer o “poderoso” (???) Guarani de Campinas. Vamos a eles:

Criar clima de decisão
Em que pese não estar conseguindo arrumar esse bando em campo, o Luxemburgo é (era?) craque em motivar elencos, tirar a alma de seus jogadores, fazê-los deixar suas entranhas em campo. Essa é a hora, Luxa. Desembale todo seu arsenal de truques de auto-ajuda, neurolinguística, umbanda e vamuláporra e faça esse time correr no sábado. Correr não. Morrer. Pelo time e pela torcida.

Atrair a torcida
Ingresso a R$ 1, promoção com o jogo do Cruzeiro, sorteio de brindes, não sei, que o marketing se vire. No sábado o Engenhão tem que lotar. Todos os times que estão brigando por alguma coisa nessa reta final estão conseguindo encher seus estádios com uma torcida atuante e assanhada. É inconcebível que justamente a maior e mais apaixonada torcida de todas não faça o mesmo. Mas é claro que a diretoria pode, e deve, dar uma mãozinha. Lembrando: sábado é decisão, porra!

Agir nos bastidores
Em vez de demonstrar publicamente sua fraqueza (“estou angustiada”) ou transferir pros outros uma responsabilidade que também é sua (“não chuto a gol”), deixando o ambiente interno ainda mais tenso, a cidadã que responde pela Presidência do clube poderia estimular uma ação nos bastidores, para evitar que se escalem árbitros, digamos, pouco receptivos. Quem se lembra de 2005 há de recordar que essa prática revelou-se fundamental para o time escapar da degola, mesmo com mais de 80% de probabilidade.

Não inventar
A hora não é de soluções extravagantes. O time é esse, é o que temos. Uma ou outra mudança pontual é cabível, mas não dá pra fazer muita experiência nessa hora. Define um time, treina com ele a semana toda, ensaia um ou outro Plano B e é com isso o que vamos. Se esse time não conseguir ganhar do Guarani, que talvez seja a pior equipe da competição no momento (junto com Goiás e Prudente), aí é pra fechar a quitanda.

Bem, é isso. No sábado, estarei lá em vigília esperando, novamente e com paciência, o Flamengo entrar em campo, o que tem sido difícil acontecer. Com efeito, desde que o Adriano perfurou pela quinta vez as redes tricolores naquele célebre Fla-Flu da TG, o que se tem visto em campo é um aglomerado de jogadores conspurcando o Manto. Um ou outro lampejo (a vitória lá no Chile, o triunfo do Paulo Sérgio contra o Botafogo, a goleada no Inter), mas definitivamente 2010 haverá de ser um dos anos em que foi mais difícil ser flamengo. Porque o que se viu em campo na esmagadora maioria dos jogos pode ser qualificado de tudo, qualquer coisa.

Menos de Flamengo.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O símbolo maior de uma Nação

O Flamengo chegou a um estágio ímpar. Maior torcida do mundo, maior dívida entre os clubes, maior número de itens vendidos por sua fornecedora de material esportivo, maior índice de renúncia à torcida por sua diretoria.

O Flamengo que faz aniversário hoje, o Flamengo que é da torcida, merece todos os parabéns do mundo. Merece paz, merece harmonia, merece sucesso, merece toda a felicidade do mundo. Merece que nosso Zicão volte, carregado nos braços da Nação, e assuma o papel que assumiu quando jogador. Que nos lidere, que nos comande, que nos aceite como somos. O Flamengo é Flamengo, sim, graças a Ele. Graças a Zico.

O Flamengo que é da Nação PRECISA SER DA NAÇÃO. O Flamengo que é da Nação precisa olhar por nós, e não somente para o próprio rabo. O Flamengo que pede a nossa ajuda, que pede que enchamos estádios pagando fortunas por ingresso, que pede nossa presença nos estádios em Curitiba com 2 mil ingressos para uma multidão, esse Flamengo precisa respeitar a torcida. Precisa ser tão Flamengo quanto nós.

Esse Flamengo que faz aniversário hoje é nosso, é seu, meu, teu. É de quem quer o bem do Flamengo, e não simplesmente provar um ponto. O Flamengo que faz aniversário hoje, sobretudo, precisa respeitar o Flamengo. Respeitar e entender o seu momento, e ser forte.

O Flamengo que faz aniversário hoje não deve, jamais, aceitar mandos e desmandos. Gente despreparada tomando decisões por conta, gente despreparada em posições de comando em diversos setores. Esse Flamengo não é o meu Flamengo. E podem gritar, pois eu não me assusto com gritinhos.

Parabéns, Flamengo, por seus 115 anos de vida. Oxalá nos guie para um fim de 2010 sem maiores sustos, sem a humilhação. E que nos permita, em 2011, retomar o crescimento.

Me perdoem a sinceridade, mas eu não vou assoprar a vela que acenderam na Gávea. Não vou participar de uma comemoração hipócrita, mentirosa. O MEU FLAMENGO NÃO É O FLAMENGO DELES.

E nada mais digo.

domingo, 14 de novembro de 2010

Sobre a candidatura de Zico

Nesta última semana, o amigo/irmão Arthur Muhlemberg postou sua excepcional entrevista com o Zico, e o fato mais marcante, no meu entender, foi Ele ter, novamente, citado a presidência do clube.

Pois bem, não demorou muito para alguns torcedores da minha timeline no twitter chamarem a atenção para a existência de um tal comitê eleitoral e que as chances de Zico ser barrado seriam grandes.

Como gosto de confirmar as coisas, fui atrás da informação, e através do amigo Paulo Cesar Pereira, conselheiro do clube, recebi o seguinte: "O estatuto estipula alguns pré-requisitos para alguém se lançar candidato, e tem que passar pelo crivo da comissão de eleição sim. Mas o Zico preenche todos essas exigências. Nem o fato de ter sido remunerado o impede de se inscrever em chapa.

Ele tem tempo suficiente como socio, acredito que não tenha pendências judiciais e o contrato/parceria com o CFZ foi desfeito."

Ainda no assunto, consultei o editor do Zico na rede, que em outras palavras me disse a mesma coisa: que Zico poderia se candidatar a presidência amanhã, caso houvesse uma eleição.

Meu objetivo aqui, ao invés do que muitos vão gralhar, é esclarecer os fatos. Já entendi que ninguém no clube tá afim de responder nada. Eles são superiores a tudo, mas são incapazes de olhar pro próprio rabo e ver a grande cagada que estão fazendo com o Flamengo. Claro, a arrogância é a arma dos incompetentes.

Agradeço ao PC e ao Bruno por terem me respondido. Canal de comunicação aberto é fundamental no mundo de hoje. Vê se aprende com isso, #framengo. Ou aprender é proibido?

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Sobre o jogo

Não vou falar. É passado. Temos que mirar o guarani e ponto final. To irritado com a atuação de todo mundo. Perdem todos juntos. A parada é simples: derrubar o bugre, e começar a limpa para 2011. O ciclo de muitos acabou...e faz tempo. Vaiar, não ir ao estádio, fazer guerrilha contra os jogadores é pedir pra cair de vez. A hora é de apoio. De encher o engenhão e transformar o estádio num caldeirão sem fundo fervente.

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Ainda sobre o twitter

Eu tava quieto no meu canto. Mas o que o twitter oficial do clube fez hoje é digno de demissão. O time tomando de 4, e os caras tentando vender tijolinho, apelando até pra promoção pra manter o Flamengo no #tt.

Eis algumas pérolas, coletadas perto das 20:51hrs:

RT @CR_Flamengo: Vamos calar a boca dos críticos, que ficam falando besteira! Vamos comprar tijolos no http://www.flamengo.com.br e virar #rubronegroparasempre

Se #rubronegroparasempre chegar em 1 lugar nos TTs do Brasil, e permanecer lá durante um bom tempo, daremos uma camisa OFICIAL do mengao!

de #tijolinho em tijolinho faremos uma nação ainda maior e mais forte! PARTICIPE : www.flamengo.com.br - #rubronegroparasempre

Mas não se esqueçam de colocar a tag #rubronegroparasempre com o www.flamengo.com.br, para a galera saber que é possível comprar por lá!

Que tipo de estratégia MAIS DESGRAÇADA É ESSA?????? Cadê o bom senso? Cadê o simancol??? Ah, me esqueci. Esse aí é o framengo de patricia, helio, o marido tricolor, capitao leoncio e dos gênios do marketing.

Excelente, framengo. Excelente.

Flamengo Net

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