segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

PAPO DE SEGUNDA - Luciana Zogaib


É Campeão!!!!

O ano de 2011 realmente não podia ter começado melhor, mais uma taça para nossa abarrotada sala de troféus, R10 mostrando como valeu a pena sua contratação e a nação novamente em festa. Carnaval vem aí, a festa já começou, e esse ano, ao que tudo indica, ficaremos mesmo somente nas páginas esportivas.
O dentuço além de marcar um golaço daqueles de fazer lembrar galinho e Pet, ainda vem dando demonstrações de profissionalismo dia após dia, deixando quase nenhum espaço para a mídia da fofoca atuar.
Mais uma vez sofrimento total para ir ao Engenhão mas valeu pra ver o Mengão destruir a galinha morta que se mostrou o Boavista. Os caras entraram em campo nitidamente para levar o jogo para os pênaltis e se deram mal. Time pequeno jogando como time pequeno não tinha como ganhar mesmo. Bastou um lance e pronto, Mengão manteve a soberania carioca.

* * *
Assunto também em pauta hoje foi o possível retorno do Imperador para o Mengão. Eu, sinceramente, apesar da qualidade inquestionável dele, do fato de ser Mengão e etc, tenho lá minhas dúvidas se será uma boa para o Flamengo.
Justo agora que conseguimos sair das páginas policiais, agora que as coisas parecem tomar um rumo mais profissional na Gávea, trazê-lo pode comprometer todo este projeto.
Na verdade acho que muito do que se fala de Adriano é lenda e maldade de muitos jornalistas mas é fato que o cara deixa o dele na reta dia após dia e parece ser pessimamente assessorado.
Não consigo entender como pode a imprensa achincalhar tanto uma pessoa como fazem com o Adriano, o cara não tem blindagem nenhuma e isso vai trazer muito mi mi mi para dentro da Gávea, não sei se vale a pena pagar este preço.
E tem também a questão de que hoje temos uma possibilidade de renovar nosso elenco com a base e além do mau exemplo que Adriano pode passar, poderemos perder a oportunidade de vermos o quanto esses caras podem render.
Portanto, prefiro ficar com a lembrança do hexa que ele ajudou a conquistar e pronto, passou, temos que buscar novos nomes.

* * *

Amanhã tem manto novo, a expectativa é grande. Teremos manto limpo? Já temos o patrocinador master? Acho que já está demorando para ter esta definição, estamos perdendo $$.
Uma coisa é certa, vou comprar o novo manto com certeza e você?

SRN

twitter: http://twitter.com/luzogaib

Arte by Mário Cruz

Arquibancada Rubro-Negra


Com a maior - e melhor - das expectativas, será lançado, amanhã, o novo Manto Rubro-Negro.

E o leitor do FlamengoNet não ficará fora dessa. Para tal, cadastre-se no site Torcida Fla, e guarde um lugar na arquibancada virtual para acompanhar o lançamento.

Cabe prestar atenção: tal qual uma arquibancada, os lugares são limitados. É bom chegar cedo pra não sobrar pro lado de fora.

Então, não se esqueça. É só ir até o Torcida Fla, preencher um cadastro e, amanhã cedo, conectar.

O lançamento será às 11:30 hrs, mas repito: é bom chegar cedo pra guardar um lugarzinho.

E nada mais digo.

Eu no twitter: @alextriplex e @alexsout


COLUNA DE SEGUNDA-FEIRA
Hermínio Correa


Taça Guanabara

Essa Taça Guanabara...

Taça que muitos cismam em desdenhar. Afinal, dizem os mais céticos, não seria apenas o primeiro turno do estadual?

Ou, como sonham os mais românticos, seria a Taça Guanabara capítulos de um livro de imortalização de ídolos?

Na dúvida, pergunte ao Fio, autor do gol no empate de 1x1, na decisão contra o Fluminense em 1970;

Ou ao Caio, autor de três gols nos 5x2 impostos ao Fluminense em 1972;

Ou ainda a Arilson, autor do gol na vitória por 1x0 contra o Vasco em 1973;

Ouse perguntar à geração de ouro do Flamengo, pentacampeã da Taça Guanabara entre 1978 e 1982;

Ou ainda a Adílio, que de cabeça marcou contra o Fluminense em 1984;

Pergunte a Andrade, que marcou o seu no título antecipado contra o América em 1988;

Ou a Bebeto, que deixou dois na vitória por 3x1 contra o Vasco em 1989, sendo essa a última Taça levantada por Zico com o Manto Sagrado.

Pergunte a Romário, que com seu cotovelo enfaixado marcou os três na vitória contra o Botafogo em 1995;

Quem sabe ao Sávio, que após passe de Zé Maria marcou o seu nos 2x0 contra o Vasco em 1996;

Se tiver coragem de perguntar ao Romário por 1995, pergunte logo por 1999 também, vitória por 2x1 contra o Vasco e comemoração para o mundo inteiro ver, com a camisa “No War Peace in the World”;

Pergunte ao Cássio e sua cobrança espírita na disputa por pênaltis em 2001;

Ou ao Roger, aniquilador contra o Fluminense, nos 3x2 de 2004;

Pergunte ao Renato Augusto, naquele atropelamento sobre o Madureira nos 4x1 de 2007;

Ou a Diego Tardelli, e seu golaço aos 47 do segundo tempo nos 2x1 contra o Botafogo em 2008.

Pergunte a Ronaldinho, e seu gol de falta em 2011.

Repassar a história, reviver essas conquistas, faz os olhos brilharem.

E convenhamos, um título qualquer, uma simples decisão de turno, não escrevia histórias tão ricas como essas.

Parabéns Mengão, 19 vezes campeão da Taça Guanabara.

Dezenove conquistas que imortalizam seus ídolos, ontem e hoje.

Grande Abraço, até segunda e Saudações Rubro Negras, sempre!

Twitter: @herminio_correa

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Gênio


Só os gênios comemoram o gol antes do lance terminar.

Só os gênios merecem vestir a 10 que foi de Zico.

Um gênio que abusou do que mais sabe fazer. E nos remeteu a 2001 e a tantos outros golaços de falta.

Obrigado, Ronaldinho Gaúcho. A Magnética está feliz.

E nada mais digo.

Eu no twitter: @alextriplex e @alexsout



Matemática simples

Créditos: Pablo Lobo


Para vencer, basta o Flamengo ser Flamengo, como sempre.

Final da Taça Guanabara 2011
FLAMENGO x Boavista


Comente o jogo aqui

Tapa na bola

Esta não é uma história de ficção. Os personagens são humanos e reais, embora hoje não se possa mais disfarçar: alguns deles chegaram à fronteira da divindade e outros a ultrapassaram. Se o futebol é uma religião, o Flamengo tem seus deuses: Valido, do Milagre. Rondinelli, da Raça. Zico, da Plenitude. E Júnior, dos Mil Jogos, a quem pertence esta história que eu vou contar.

Corria o ano de 1982, dia vinte e três de setembro. Mais de cem mil pessoas no Maracanã. Decisão, Flamengo e Vasco a todo risco. O jogo poderia entrar pela prorrogação e daí para os pênaltis, mas todos sentíamos que aquela noite não acabaria jamais. Para nós, valia o pentacampeonato da Taça Guanabara. Para eles, o desejo de vencer os campeões mundiais.

Último minuto de jogo, zero a zero. Os radialistas falam em tempo extra e cogitam os possíveis cobradores dos pênaltis. Zico recolhe uma bola na intermediária e estica na extrema esquerda a Adilio. Torto, ele carrega a bola colada ao pé até a área do Vasco, passa pelo zagueiro sem mudar o traçado da corrida e, do bico esquerdo da pequena área, desliza a bola entre o poste e Mazarópi. Gol. Gol que faz explodir a arquibancada à esquerda das cabines de rádio, que faz abraços flamengos, que desmorona a pretensão vascaína de dobrar o Campeão Mundial de Futebol. Nunes entra na meta recém vazada e solta uma bomba, endossando o gol de Adílio.

O jogo recomeça e os adversários rondam a área rubro-negra, mas cometem falta de ataque. Era o suficiente para acabar o jogo, uma falta para o Flamengo, que esperaria o apito final com a bola passando de pé em pé. Porém, na continuidade do lance que originou a falta, a defesa rubro-negra afastou o perigo da área com um chutão.

Zico e Júnior estavam junto de Cantarele, na entrada da área do Flamengo, esperando o retorno da bola para cobrar a falta. E a bola chutada do campo do Vasco passou por Zico, Júnior e Cantarele. Com a vantagem rubro-negra, era de se esperar que nenhum deles saísse atrás da bola. A pressa era inimiga. Mas a bola que passou pelos jogadores tomou o rumo da meta, abandonada por Cantarele, que estava na entrada da área junto aos demais.

Então, como se a bola estivesse em jogo, ou mais, como se a bola em direção ao gol rubro-negro fosse uma bomba ameaçando o pavilhão flamengo, como se a meta fosse uma reserva de emoções e sentimentos a ser guardada a ferro e fogo, Zico e Júnior correram desesperados atrás da bola que saltava em direção à rede. A um passo do gol, vigiado por Zico, Júnior deu um tapa na bola para impedir que ela vencesse a linha. O jogo estava parado, o título estava assegurado, mas Zico, Júnior e todo aquele Flamengo, todos sabiam que um jogo entre Flamengo e Vasco não dura os noventa minutos: dura por toda a vida.

E eu não disse que Zico ordenou a alguém, que Júnior olhou para Cantarele e disse "corre!". Foram eles, os maiores de todos, os intocáveis, que do alto de sua majestade perseguiram a bola como se fossem moleques, impedindo a sua entrada em nosso gol, mantendo imaculada, absolutamente imaculada a meta flamenga. Júnior deu um tapa na bola. Um tapa na bola, provavelmente o único que deu na vida. Escrevam em seu currículo: Júnior, mil jogos pelo Flamengo e um tapa na bola, em legítima defesa do que é sagrado. Um rubro-negro à flor da pele.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


FLAMENGÔMETRO nº 37

O ARCO-ÍRIS ENCARNADO EM 2011

Eis que os exércitos do General Luxemburgo atravessaram o "Rubicão" e agora estão prestes a enfrentar o surpreendente Boavista, que despachou o todo-rico Fluminense/Unimed, e que encarnará em suas cores todo o recalque da patota arcoirizenta, que não anda em seus melhores dias. Além de se virem subitamente obrigados a se submeter a uma retrolavagem forçada para expelir um incômodo asterisco, vem sofrendo com vexames e dificuldades em seus próprios jogos. O Botafogo, nosso último adversário, ameaçou um chororô miudinho com um bizarro "pênalti" cometido por um jogador caído de costas, a levar uma bolada no cotovelo, mas agora tem que se concentrar no River Plate...de Sergipe. Luxemburgo vem melhorando o time, aos solavancos, com melhorias e esporádicos retrocessos. Tenho as mesmas críticas que outros fizeram, de que não adianta inventar muitas improvisações e de que o time sofre com a ligação defesa-ataque, com um meio de campo muito disperso e emperrado. Mesmo contra o Botafogo, o Flamengo padeceu de sua costumeira "preguiça" que o impede de ampliar placares favoráveis e liquidar jogos com mais facilidade. A pasmaceira só foi interrompida com a entrada fulminante do garoto Negueba, que deu mostras de que merece ser muito bem trabalhado e orientado, porque talento não lhe falta.
O Flamengômetro estabilizou-se na faixa dos 91%, e todo cuidado é pouco para o próximo jogo. Precisamos corrigir os erros da defesa, e evitar a qualquer custo que aquelas bobeadas se repitam, com as que no domingo cederam três finalizações seguidas para o Loco Abreu. Eu iria de Felipe, Leo Moura, Deivid, Angelim e Egidio; Willians, Maldonado, Negueba e Thiago Neves; Ronaldinho e Diego Mauricio, com a opção de pôr o Renato no meio, e avançando o Negueba para junto do Ronaldinho. Mas que escala é o vovô Luxemburgo e, depois de passar pelo Joel "in de mídium" Santana, temos que estar totalmente alertas contra os pupilos de Alfredo Sampaio, que na tarde de domingo encarnarão as esperanças do arco-íris dengoso, cricri e penaltifóbico.
Um título a mais nunca cansa.... mesmo na semana em que "ganhamos" um título que sempre foi nosso.

ps: fica aqui minha homenagem a Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Aírton e Zico; Renato Gaúcho, Bebeto e Zinho; Zé Carlos Goiano, Aldair, Guto, Leandro Silva, Flávio, Gerson, Nunes, Kita, Henágio, Alcindo, Márcio e Wandick.

Quando menos é mais
Por Vinicius Paiva

Há uma semana, escrevi neste espaço que o Flamengo só havia levantado recursos com Ronaldinho por meio de bilheterias e patrocínios de ocasião. Com relação ao primeiro elemento (bilheterias), a mensuração do “efeito-Ronaldinho” torna-se complexa, uma vez que sem ele o clube teria levado público a seus jogos do mesmo jeito. Basicamente, R10 representou um impacto cuja tendência é perder força, pelo menos nos jogos realizados no Rio de Janeiro. Quando “assistir a Ronaldinho” se torna corriqueiro, verificamos capacidade ociosa nos estádios com maior freqüência – vide a semifinal entre Flamengo x Botafogo, domingo passado. Neste sentido, o Flamengo maximizaria a presença do craque ao mandar seus jogos em diferentes regiões do país – cada uma delas, sedenta por uma rara apresentação do jogador em sua terra natal. Trata-se de uma sugestão que sempre alimenta a polêmica da “perda esportiva”. Mas que traria muito dinheiro.

Já no que se refere aos patrocínios, há alguns dias estabeleci breve contato com o diretor de marketing Harrison Baptista. Ele admitiu algo que parecia sepultado após a euforia de 2011: o péssimo ano de 2010 estaria, ainda, prejudicando o clube em suas negociações. Esta é uma revelação importante, com clara relação ao fato de o Flamengo ainda jogar sem um anunciante em seu espaço principal. Na ocasião, Harrison adiantou que não haveria patrocínios de ocasião para a semifinal da Taça Guanabara, mas que cogitariam este recurso na final do torneio. Eis que estamos a três dias da partida e nada foi anunciado. Caso o Flamengo não assine alguma parceria pontual, terminará o mês de fevereiro apenas com os R$ 900 mil da partida de estreia de Ronnie. Para um clube que pede R$ 35 milhões apenas pelo espaço master (quase R$ 3 milhões mensais), seria um verdadeiro fiasco.

Ainda neste sentido, a oposição do clube atrela as dificuldades enfrentadas pela diretoria ao fato de não haver sequer um projeto sólido que se utilize da imagem de Ronaldinho. De fato, por enquanto não houve a exploração de sua imagem nem para o projeto sócio-torcedor (Cidadão Rubro-Negro), nem para o projeto dos tijolinhos, nem para qualquer outro.

Mas o assunto que realmente monopoliza as atenções é a batalha entre o Clube dos 13 e seus dissidentes, visando novos contratos de direito de televisionamento do futebol no Brasil. Ainda que não tenham formalmente se desfiliado do Clube dos 13, os quatro grandes clubes cariocas anunciaram que negociarão suas cotas em separado – juntos apenas entre si. A maioria interpretou o fato como uma demonstração de força da Rede Globo, uma vez que nos moldes anteriores, a Rede Record era a favorita no processo licitatório pelos direitos de transmissão.

Eis que notícias recentes dão conta de uma aproximação de Andrés Sanches, presidente do Corinthians, aos bispos da emissora paulista. O problema é que foi o próprio Andrés o mentor da debandada! Supostamente, o dirigente corintiano teria liderado o esvaziamento do Clube dos 13 por conta das ótimas relações do Corinthians com a Rede Globo. Boas até demais, diga-se.

De todo este entrevero, a conclusão a que chegamos é que não podemos chegar a conclusão alguma. De todo modo, fica clara a postura dos times cariocas: nem sempre mais dinheiro é sinônimo de melhor oferta. Especialmente quando uma emissora possui uma cadeia de afiliadas mais capilarizada e eficiente do que a outra. Adiciono a isto aquilo que denomino “efeito-parabólicas”: seria um verdadeiro tiro no pé dos clubes cariocas a entrega dos direitos de televisionamento a uma emissora de São Paulo. Isto porque as antenas parabólicas – presentes em 20 milhões de domicílios Brasil afora – deixariam de exibir os jogos de times do Rio, em favor dos paulistas. O efeito a médio e longo prazo seria devastador.

E-mails para a coluna: viniciusflanet@gmail.com

Twitter: www.twitter.com/viniciusflanet (@viniciusflanet)

Adriano no Fla? Ótimo pra ele, (muito) arriscado para o clube

Adriano volta à pauta do Flamengo – se é que um dia saiu. Atrasou de novo e repetidas vezes o embarque para a Itália, aumentando o rosário de desculpas esfarrapadas: - A conexão em Lisboa era ruim. Até seu empresário Gilmar Rinaldi perdeu a paciência no Twitter (embora vá dizer que não, é claro).

O fato é que o Flamengo foi o único clube que tolerou o “pacote” Adriano. Regalias, indisciplinas, a vida desregrada do craque em perigosa promiscuidade com a rotina do clube. Mas Adriano pagou fazendo gols, dezenove no campeonato brasileiro, é fato que sem ele não haveria o hexacampeonato.

Dito isso, quero afirmar que sou grato ao Adriano. Mas não posso esquecer os riscos desnecessários assumidos no campeonato brasileiro de 2009, em sua reta final. O vergonhoso episódio na bolha no pé, justificado com a pior desculpa da história, incluindo as de Romário e Beto Cachaça, ocorrido depois de uma atuação apática e passiva de Adriano contra o Goiás. A ferida tirou Adriano do jogo contra o Corinthians e o botou em campo a meio pau contra o Grêmio.

Reconheço que chegamos àquela fase do torneio em condições de conquistar o título, em grande parte, graças aos gols de Adriano. Mas isso não lhe confere o direito de tocar o dane-se na parte decisiva. Ao invés de diminuir-lhe a responsabilidade, o conjunto de feitos anteriores só aumentaram o seu dever de ser o grande nome – que não foi – dos últimos jogos.

A situação se agravou na Libertadores. Agora, o que se lembra é o gol de pênalti contra o Corinthians e o último gol no Chile, como se não houvesse uma conexão direta entre ele não ter jogado três jogos da fase classificatória e o Flamengo não ter se classificado melhor e até mesmo ganhar confiança para a sequencia do torneio.

É certo como a luz do dia que, se Adriano voltar, fará gols. Mas também voltarão os atrasos, as indisciplinas, as faltas nos momentos decisivos, coisas que considero nocivas para o Flamengo e um desrespeito tremendo com todos nós.

É ótimo para o Adriano voltar, porque só no Flamengo aceitaram suas desculpas e a sua cara de pau de chamar os críticos de pessoas ruins. É ruim para o Flamengo repatriar um jogador que acha que o clube está abaixo dele e de seus caprichos.

Em 1996, na semana que Ronaldo Nazário chegou ao Barcelona, eu estava na Catalunha. Conversava como um grupo de blaugranas, dizendo que acreditava que o futuro Fenômeno iria arrebentar no Barça, e ele retrucaram: - Se fizer metade do que fez Romário, será um deus. Perguntei-lhes se eles gostariam do regresso de Romário, então no Flamengo, mas que além de gols, aprontou a valer no Barcelona. O mais velho deles me disse: - Somos gratos ao Romário, mas já está de bom tamanho. Não vamos arriscar um passado glorioso.

É isso. Obrigado, Adriano. Mas já está de bom tamanho.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


Calúnia do Rúbio Negrão

Respeito aqueles que apreciam, e até os que incensam o garoto Neymar. De fato, hoje ele sobra na turma sub-20, e em certos jogos até na sub-39.

Mas, por amizade e consideração aos meus pares, preciso fazer um alerta. Algo que todos aqui já sabem, mas muitas vezes, devotados que são ao belo futebol, acabam ignorando: a evolução do jogador não é contínua nem incessante. Um garoto de 19 anos que engole a bola viva não significa necessariamente um genial adulto de 28.

Eu poderia ser simplista, e reduzir tudo ao simples fato de Neymar ser feio, folgado e ter cabelo ruim. Mas creio que a questão evolucional de seu futebol seja mais pertinente ao escopo desta escandalosa encheção de linguiça.

Quando começou, Ronaldo iria superar Pelé. Robinho idem. Até o nosso R10 desfrutou o status de “candidato a Pelé” (nunca de “candidato a Zico”, porque este é inimitável). Houve momentos nas carreiras dos citados em que se chegou a crer que tudo era uma questão de “mais um ou dois anos de evolução”.

Só que deu no que deu. Pelé é Pelé, Robinho é Robinho, Ronaldo é Ronaldo, e Ronaldinho é Mengão.

Porém, não quero me estender na minha análise futebolística, porque o futebol brasileiro é uma instituição falida. Onde já se viu o primeiro título rubro-negro de 2011 datar de 1987?



Duplex Toc Zen

1 - Putfire Futebol e Regatas: Se o Botafogo fosse um time de basquete da NBA com sede em Miami, seu nome certamente seria Mimimi Heat.

2 - Bombei na balada: Na noite de sábado passado, o Andre Cardoso levantou uma bola maravilhosa, uma verdadeira assistência (sem trocadilho): “Como diria o Barney, dos Flintstones: Hei, Wilma, cade o Fred?” O Fred? Tá internado na UNIMED.

3 - “Ótimo poste Rúbio. Como sempre.” – Bosco Ferreira: Bosco amigo, ótimo “poste” era o Çousa.

4 - “CBF reconhece Fla como campeão em 87” – Globo.com: Não tô entendendo mais nada... Então agora o Flamengo virou hepta?

5 - Direto da minha prancheta pro Papai Joel: O Vasco jogar para o Romário, a gente entende. O Corinthians jogar para o Ronabo, também. Até o Flamengo jogar para o Ronaldinho é aceitável. Agora, o Botafogo jogar para o Loco Abreu é, além de tudo, preguiça mental!

6 - Corinthians: Sem Ronabo, fora da Libertadores, Copa do Brasil e Sul-Americana. É um bando de loucos mesmo.



7 - Injustiça: Por que o Luxa impediu o “Muralha” de usar o seu apelido, enquanto alguém chamado “Negueba desfila absoluto pelos pastos nacionais? Se o Muralha passou a ser Luiz Phillipe, o mais justo e racional é que o Negueba passe a se chamar Luiz Phillipe II, ora bolas!

8 - Extrapolando: “Só não digo que quero o Luxa fora do Flamengo pq como Cordeiro comentou o Caio Jr parece que está voltando...e tudo menos este cara. Mentira. Prefiro ele ao Silas. Aliás prefiro até Hélio dos Anjos ao Silas.” – Henrin. O que prova que o Silas não é parâmetro para nada.

9 - “Ronaldo pede desculpas por não ter jogado no Flamengo” – Lancenet: Tá desculpadíssimo, meu filho! Obrigado eu!

C - Unimense: De que adiantou ter um excelente plano de saúde se não resistiu ao mata-mata?

11 - “Assis é convidado para time de beach soccer do Fla” – Lancenet: Que, provavelmente, também contará com Adriano.



12 - Muhlemberguianas: Como o Muhlemberg comparou, muito adequadamente, o recebimento da Taça de Bolinhas com o roubo da Jules Rimet, pergunto: será que o Juvenal vai preferir derreter a taça a devolvê-la ao legítimo dono?

13 - Explosivos: Se o C4 já causa um senhor estrago, imaginem o que vai causar esse tal de C13.

14 - Procura-se: Cadê o Wonderley?

E nada mais faço.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Alfarrábios do Melo

"Campeão Brasileiro de 1987 o Flamengo já era desde 1987" (MONNERAT, André)

Saudações flamengas a todos. Não tem jeito, o assunto 1987 insiste em render, arder em mais polêmica, então não irei me furtar a traçar algumas linhas sobre o tema, mesmo que algo a contragosto.

Ainda 1987...

Ontem a CBF, passados 24 anos, finalmente adernou em direção ao que apontam os fatos e resolveu formalizar o quarto título brasileiro do Flamengo. A posição, que se insere no escopo de uma pesada guerra econômica e comercial por direitos de TV (aliás, só lembro que esse imbróglio ainda pode render muita confusão. Que não se duvide do surgimento de Torneios Apertura e Clausura, como ocorreu igualzinho na Argentina, justo por brigas de TV), fez com que muitos torcedores flamengos abrissem o peito e urrassem de desabafo, na linha do “SOU CAMPEÃO, PORRA!” Compreensível.

Vou propor um exercício que vai exigir do leitor uma terrível capacidade de abstração, uma experiência quase lisérgica, pelo seu absurdo e incompatibilidade com o real, mas preciso desse exemplo para desenvolver minha tese: imagine a final do Brasileiro de 1987 no Mineirão. O gol do título sendo marcado pelo Sérgio Araújo, após passe do meia Renato Paulista, e o Atlético-MG de Telê comemorando seu segundo título nacional. Passados 10, 20 anos, ninguém, a não ser um ou outro cruzeirense mais radical, negaria a lisura e a legitimidade do título mineiro. Pelo contrário, o inofensivo galo mineiro ainda poderia ser reconhecido como um “campeão da ética, da moralidade etc etc etc”. Mas calhou que o campeão não foi o Atlético, o Inter ou outro time meia-bomba desses qualquer. Foi o Flamengo. É aí que reside a polêmica, a busca pela confusão, pelo bate-boca sem sentido. O Flamengo vende. O Flamengo rende.

Vivi aquela época intensamente. Estava numa idade em que consumia TUDO de futebol, matava e morria por meus ídolos, sofria nos jogos, quebrei uma porrada de coisa no gol do Bebeto contra o Galo no Maracanã, fui na Fonte Nova assistir à última exibição de Zico em gramados baianos, vi Renato destroçar quem quer que aparecesse em sua frente, chorei, vibrei, enfim, vivi o tetra brasileiro em sua plenitude. E, no entanto, para mim o anúncio empolado de que o hexa é hexa não teve rigorosamente efeito algum. Como diz o Zico, sempre lúcido: “não muda nada”.

E não muda mesmo. O Flamengo continua sendo o ÚNICO campeão brasileiro de 1987, seja lá o que diga CBF, Justiça, o Papa e quetais. Quem tem um mínimo de credibilidade e conhece um átimo da história sabe e reconhece esse fato, apondo a contragosto um asterisco imposto por alguma decisão proferida por quem nunca viu bola. Não me interessa ouvir a voz oportunista das carpideiras escovadas em campo pelos pés flamengos. Não me apraz pousar os olhos em textos ressentidos e eivados de desconhecimento, mal rabiscados por gente que à época se divertia com chocalhos e chupetas adocicadas da mamãe, enquanto o Zico arrebentava o resto de seu joelho comemorando a magistral cobrança de falta na gaveta do Birigui. “Foi o Flamengo? Sou contra!” Para esses, já existe o primoroso texto do Tinhorão escrito aí embaixo, só rolar a página.

Mas essa história vem me proporcionando momentos deliciosos (epa!). Sim, porque poucas vezes tenho visto uma manifestação tão eloqüente de grandeza e de força flamenga como nesse atribulado e infeliz episódio. E a pequenez rival tem se manifestado em sua forma mais abjeta, mais cristalina. Chegarei lá.

Tomemos como exemplo os nossos rivais (cof... cof... pausa para riso) do Rio. Há na empáfia fluminense, no derrotismo botafoguense e na resignação vascaína um traço em comum, ora surdo, por vezes declarado. O grande sonho de um torcedor dessa turma é ser reconhecido como o “Anti-Flamengo” em essência, o alter-ego da uma força que sabe não ser capaz de ombrear. Ocorre que a turma do arco-íris, ao se reconhecer e se projetar um anti-flamenguismo, assume sua pequenez, sua incapacidade de emitir luz própria. O Flamengo é a razão de sua existência, e no fundo cada torcedor coloridinho sabe disso. Busca-se “anti-Flamengo”, e se assume assim, aceita-se dessa forma, ostentando certa dignidade em sua insignificância.

Mas a grandeza flamenga suscita outro tipo de reação. Há os arco-íris que buscam sem êxito a supremacia do antagonismo. Mas há quem não queira simplesmente ser o “anti-Flamengo”. Há quem queira ser Flamengo. Aí reside a essência, o âmago da pequenez plena. “eu não quero ser anti-Flamengo, eu quero ser O Flamengo”. De nada vale ter CT’s caríssimos, elenco estelar, elogios maciços na televisão (nem sempre espontâneos), títulos a rodo, nutricionista, fisiologista, personal trainer, psicólogo, podólogo. Falta paixão. Falta amor. Falta intensidade. Falta o que faz do futebol vida, chama, ardor. Falta Flamengo.

Não é se autodenominando “O Mais Querido” (depois de arrancar gritinhos e palminhas de uma torcida ao revelar-se tricolor, como a bandeira paulista, desafiando Vargas lá pelos anos 30/40), não é buscando roubar apelidos de ídolos (dando ao brucutu volante Chicão, conhecido açougueiro nos anos 70, o título póstumo de “Deus da Raça”), ou se autoproclamando a maior torcida do Brasil daqui a dez, quinze anos, a despeito de pesquisas que teimam em apontar justo o contrário, que se irá ser Flamengo. Não, não é assim.

Porque de repende vem um Ronaldinho, consagrado e entediado por anos e anos de rituais sofisticados, protocolos, fama, organização primorosa e dinheiro, muito dinheiro. Chega o cara, badaladíssimo, e é recebido numa cerimônia mambembe e esculhambada, num tablado escroto com alguém jogando papel picado pra cima com a mão. E o cara sente. E se arrepia. E chora. E na hora vira Flamengo e começa a correr como um louco nos jogos, como se 17 anos tivesse.

Sinceramente, eu já fiz mais questão dessa Taça de Bolinhas. Mas que fique no Morumbi. E que se exponha a dita-cuja com destaque, isolada em algum salão nobre de museu. E que seja fartamente iluminada, que cada bolinha irradie uma luz ofuscante, incômoda, caudalosamente amoral. Que o São Paulo esfregue na cara de cada visitante sua incapacidade de ser Flamengo, materializada em uma taça que sabe não ser sua. Expondo nas entranhas do Morumbi uma das glórias flamengas, apenas estará manifestando, da forma mais eloqüente, aquilo que sempre terá perseguido ao longo dos anos e de sua história, sem jamais alcançar.

A emoção de representar uma Nação.

PS – agora, tem uma coisa. Ao exibir a taça, coloque isso aqui pra tocar.

(tradução AQUI).

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

1987 NOS VOSSOS CORNOS

Clique aqui e leia o documento oficial da CBF.


*Por Osvaldo Tinhorão

Por Deus, olhai a foto que ilustra este artigo. Ali está Leandro, o Peixe Frito, o maior lateral direito que o Brasil já viu, com o joelho em frangalhos mas, ainda assim, um paredão inexpugnável em nossa zaga. O Leandro que deixou sangue em campo no Mineirão, na semifinal, quando, confirmada a escrita, a freguesia das Alterosas entrou em desespero. A seu lado, novinho, Zé Carlos, Deus o tenha, o Zé Grandão que foi o primeiro substituto digno de Raul Plassmann nos meus times de botão e no meu coração. Está lá Andrade, prestes a desfilar sua classe gigantesca pelo gramado do Maraca. Prestes a fazer a maior exibição de sua carreira e ofuscar Zico, Renato, Bebeto. Prestes a coroar uma jogada coletiva de antologia com o passe magistral para Bebeto. Está lá Edinho, velho rival agora com as cores certas, as únicas cores certas, formando com Leandro uma daquelas zagas que deviam ser proibidas porque é sacanagem com o adversário. Está lá o Leonardo, menino ainda, 17 anos, o Léo que ainda era o Ratinho para os seus colegas do Instituto Abel de Niterói, que olhávamos para ele como quem olha assim para um semideus (“quantas mulheres é possível comer, jogando no Flamengo, aos 17 anos?”). Está lá Jorginho, atleta de Cristo dos de verdade, homem de bem, lateral fino e vigoroso, uma das cinco contribuições desse Flamengo para a seleção que finalmente traria de volta o caneco, em 1994.

Agachado está Bebeto, que um belo dia desistiu de ser o sucessor do Galinho em nossos corações, mas que a essa altura era idolatrado com justiça pela maior torcida da Terra. O Bebeto que um dia formaria, ao lado de Romário, a maior dupla de ataque da história do futebol. A seu lado está Renato Gaúcho, que rodou o Brasil inteiro mas nunca — nem no Grêmio, contra o Hamburgo — experimentou coisa comparável a ser o maior jogador do Brasil envergando o Manto Sagrado. O Renato que esse ano saldou contas pendentes com o inimigo Telê Santana e confirmou, pelos séculos dos séculos, a ancestral freguesia do odioso Galo mineiro diante do Flamengo. Ao lado dele Aílton, raçudo, voluntarioso, que um dia entrou para a história, jogando pelo Grêmio, definindo uma das finais mais emocionantes de todos os tempos. O Aílton que, reparai, foi o único desses onze a não ter vestido a camisa da seleção. Depois está Ele, Sua Majestade Arthur Antunes Coimbra, que em noventa minutos erguerá seu último troféu pelo Flamengo, e em dois anos deixará os gramados e nos fará órfãos para sempre. A seu lado, ainda mirrado, ainda moleque, Crizam César de Oliveira, Crizanzinho, Zinho. Os críticos um dia o chamarão de enceradeira, mas eram esse domínio e esse toque de bola refinados que permitiam àquele Flamengo ir cozinhando qualquer adversário do mundo até que, atordoado, não pudesse reagir quando finalmente déssemos o bote.

Olhai a foto e lembrai que, por 23 anos, dois meses e oito dias, os canalhas e os recalcados negaram que esse time tenha sido tetracampeão do Brasil. Olhai e lembrai de todos os filhos da puta que, ao longo de um quarto de século, vos falavam em sports e asteriscos, ainda que fossem incapazes de lembrar o nome de um, apenas um jogador do irrelevante Sport Club Recife. Ainda que não tenham visto, porque ninguém viu, o Sport derrotar o Guarani no mais completo anonimato, longe dos olhos e dos corações dos brasileiros.

Olhai e lembrai do mais reprovável entre todos os adversários, o São Paulo Futebol Clube, ostentando por aí a fama imerecida de Penta Único, depois de Hexa Único. Lembrai do São Paulo que esqueceu que um dia foi presidido por homens em vez de canalhas, que ignorou a palavra empenhada há um quarto de século, que não hesitou em bater a carteira do parceiro que, em 1987, junto com ele arriscou tudo para dar aos grandes clubes do Brasil o que era deles por direito.

Olhai e lembrai dos biltres de todas as cores e procedências, de Muzambinho ao Recife, ignorando todas as obviedades e perpetuando a mentira risível de que um time que ninguém viu era o legítimo campeão do Brasil de 1987. Olhai e lembrai dos que negavam ao Flamengo a glória conquistada em campo, naquele 13 de dezembro chuvoso, mas que, desatentos, repetiam sem pensar que esse Andrade e esse Zinho foram os maiores campeões do Brasil, porque conquistaram o Brasileiro em cinco oportunidades (o que forçosamente inclui 1987).

Olhai e lembrai de Leão, freguês eterno, bostejando sandices sobre o Flamengo ter amarelado para os onze perebas inapeláveis que ele dirigia em 1987. Olhai e lembrai de Milton Neves, do pulha Milton Neves, alienando a maior torcida da Terra para fazer graça com duas kombis de pernambucanos. Olhai e lembrai do mau caráter Juvenal Juvêncio, agora condenado a perder o único brinquedo capaz de satisfazê-lo na velhice decrépita. Lembrai do irrelevante Homero Lacerda e de suas ameaças tresloucadas de processar a Deus e o mundo por proclamarem o óbvio, em 6 de dezembro de 2009. Lembrai dos outdoors rastejantes de pernambucanos subservientes, que em 2007 viam na glória do São Paulo o único caminho para que o Brasil se lembrasse da gloríola do Sport, em 1987.

Olhai para a foto, irmãos, lembrai de toda essa gente, e de quantos mais vos torraram os bagos em 23 anos, dois meses e oito dias. Lembrai agora que sois hexa desta porra, que aqui não há nem haverá nunca clube maior do que o nosso. Olhai de cima as legiões de recalcados, arquejantes de ódio e de inveja, enchei os pulmões e repeti comigo, para Deus e o mundo ouvirem:

VASCO, BOTAFOGO
AMÉRICA, BANGU
QUEM NÃO FOR FLAMENGO
VÁ TOMAR NO CU.

Oswaldo Tinhorão, 21 de fevereiro de 2011

Avaliação Tática

*Por Alexandre Lalas

Para que todos entendam, eu copiei sem alterar pontuação ou formato 3 e-mails do Lalas, nos quais ele faz interessantes avaliações táticas sobre o time de Luxemburgo. Pensei em publicar independente do resultado, e aqui vai. Espero que renda uma boa discussão.


"Eu tenho visto um Ronaldinho muito mais participativo do que era no Milan, correndo, ajudando na marcação e tentando as jogadas.

Vejo ele arriscando passes decisivos e chamando o jogo pra ele. Agora, o esquema atrapalha - e muito. O trabalho de um meia fica comprometido quando falta mobilidade no ataque para criar espaços para o passe.

O Ronaldinho driblador do Barcelona não existe mais, mas a inteligência, a velocidade de raciocínio e a visão de jogo que ele tem ainda podem fazer toda a diferença, desde que o time saiba usá-la.

Não é o só o Ronaldinho. mesmo o Thiago Neves ainda não achou o espaço para jogar. E enquanto um zagueiro jogar de lateral (Angelim) e um apoiador fazer as vezes de ala (Renato), vai faltar equilíbrio no time.

Faltam gente na frente e uma maior mobilidade do ataque para que apareçam os espaços que permitam a Ronaldinho e Thiago Neves jogar.

Esse time está completamente mal armado, desequilibrado, e a desculpa de "não podemos colocar dois atacantes com Ronaldinho e Thiago Neves nas meias" não cola. Os dois estão marcando e correndo. A hora em que o Vanderlei fizer o simples e parar de tentar ser o protagonista, acho q teremos mais condições de avaliar.

Quando tivermos um time em que o lateral-esquerdo seja lateral-esquerdo, com dois volantes, dois meias e dois atacantes, saberemos as reais condições do Ronaldinho. Por enquanto, só nos resta torcer mesmo. Mas q a esperança aumenta quando a gente vê o comprometimento com que Ronaldinho tem encarado esses modorrentos jogos do carioquinha, isso é inegável.

Comentário antes do jogo deste domingo:

Uma das reclamações que mais escuto é que esse time toca a bola para o lado o tempo todo, sem muita objetividade.

"Tocam pro lado o tempo todo. O único que quebra um pouco esta regra é o L.Moura, mesmo assim, só após a entrada do Fierro."

Não é por acaso. O Fierro não joga nada, mas sabe se movimentar, abre espaço, aí facilita o jogo.
Com UM atacante, a única maneira de existir espaço seria a movimentação dos homens q vêm de trás. Mas Renato é lento e burro. Angelim na lateral é piada de mau gosto. Williams é pereba. Fernando não existe.

Fica complicado. Tem que girar a bola mesmo, esperar um vacilo dos caras ou um lampejo de Ronaldinho, Thiago ou Leo.

Tem q entrar um outro jogador no lugar do Renato. Ou então, quer manter esse bosta, tira o Williams e coloca o Fierro. Pelo menos equilibra mais o time. E Angelim na lateral é piada de mau gosto.

Hoje não deve jogar o Maldonado, contundido. Pior: deve entrar o Fernando. Vamos jogar com Angelim na esquerda, Fernando e Williams de volantes, mais o Renato. Aí não vai criar nada e nego vai dizer q a culpa é do Ronaldinho e do Thiago.

E outra - Fernando, Wellington, Williams e Renato são mestres em fazer faltinhas imbecis. E a única jogada do Botafogo - um time completamente desprovido de talento - é a bola parada. E a inteligência rara do nosso treinador chega e coloca uma penca de perebas que não sabe cercar sem apelar pra faltinhas imbecis.

Aí, chega no final do jogo e diz que "alertou aos jogadores para evitar faltas desnecessárias".

A impressão que eu tenho é q o Vanderlei está precisando massagear o ego. Não se conformou em ter perdido o status de protagonista para o Ronaldinho, e sente q PRECISA inventar, para que a imprensa reconheça o valor de suas invenções. Porra, joga simples, escala os mais inteligentes e deixa q esse time joga sozinho.

O Boavista ontem deu uma aula de simplicidade. Jogou com o losango clássico: um volante centralizado, o tal do Julio César; dois apoiadores, um de cada lado (Edu Pina e Toni), um meia centralizado (o tal Leandro Chaves) e dois atacantes.

No Flamengo, o Vanderlei tem uma penca de opções melhores do que a ele está usando.

Quer ser mais defensivo, pode ir com o Maldonado mais centralizado, Fierro pela direito, Renato pela esquerda e Ronaldinho e Thiago flutiando com o Negueba, Deivid ou Diego Maurício no ataque. E com Egídio ou Anderson, ou Galhardo na lateral esquerda.

Pode ser mais ofensivo, jogando com dois volantes mais atrás (Maldonado e Muralha - pra mim, mas sei que tem nego q adora o pereba do Williams), dois meias, Thiago e Ronaldo, e dois atacantes - tem Deivid, Diego Maurício e Negueba pra escolher.

Pode ainda tirar um dos dois atacentes, avançar o Ronaldinho e encaixar outro meia: Botinelli ou Vânder.

E pode entrar no 4-3-3, com um Maldonado, Muralha e Thiago no meio; Negueba e Ronaldinho nas pontas e um atacante mais dentro da área: Diego Maurício ou Deivid.

Ou seja, ele tem diversas opções melhores do que esse time Frankstein lento e engessado que ele tem usado."

Triplex no twitter: @alextriplex e @alexsout

Felipe - The Wall

COLUNA DE SEGUNDA-FEIRA
Hermínio Correa

A FINAL


Afinal, não era o Botafogo um time tão melhor, tão mais entrosado, favorito contra o Mengão? Pois é. A FINAL, eles vão assistir pela televisão. Mas que não se sintam privilegiados, porque é o que resta também a Fluminense e Vasco.

Mas, como já tem sido comum em jogos decisivos contra o time de General Severiano, o Flamengo suou para conquistar sua vaga na decisão. E mais uma vez, as mãos de seu goleiro fizeram a diferença.

Luxemburgo manteve o mesmo time da vitória contra o Murici pela Copa do Brasil, exceto pela saída de Maldonado que deu lugar a Fernando. Ou seja, considerando as últimas atuações, somada a uma composição de meio campo que perturba a torcida, havia certa apreensão nesse clássico.

Mas, embora ainda sem o brilho que se espera, o Flamengo jogou melhor e mais organizado em relação às últimas partidas. Ainda com muitas falhas, carente de qualidade na saída entre defesa e meio campo, o time mostrou bom poder de marcação e conseguiu neutralizar as jogadas de linha de fundo do Botafogo. O adversário permaneceu alçando bolas na área do Flamengo, mas quase sempre da intermediária, facilitando assim a vida dos zagueiros.

Na frente foi mais perceptível o papel tático de Deivid. Em pelo menos duas boas oportunidades a função de pivô foi bem executada, faltando melhor qualidade nas finalizações de Léo Moura e Thiago Neves.

E mesmo sem uma superioridade tão evidente, o Flamengo se postou razoavelmente bem no primeiro tempo de um jogo em que muitos consideraram como “teste de fogo”.

Veio o segundo tempo: Joel mexeu, arrumou sua equipe, abriu mão dos lançamentos para a área e optou por jogar com mais um homem avançado – Everton. O gol de empate saiu em seguida, em uma gritante falha de posicionamento – Nem David nem Angelim marcam o Abreu, principal atacante adversário - e não fosse Felipe talvez viesse a virada.

A partir dos 20 minutos do segundo tempo o Flamengo começou a se reencontrar. A alteração de Deivid por Negueba, um Ronaldinho mais adiantado no comando de ataque, e o Flamengo voltava a ter maior volume de conclusões a gol. Tivesse entrado com Diego Maurício um pouco mais cedo, talvez a decisão não tivesse ido aos pênaltis.

Mas era dia de consagração para Felipe.

E sobrou competência ao camisa 1 do Flamengo.

O Flamengo jogou melhor. Merece a classificação à final não só pela partida, mas por toda a campanha nessa Taça Guanabara. Mantém sua invencibilidade. Mas é importante lembrar: Empatou. Foi melhor, conseguiu uma classificação suada como é de se esperar em um clássico decisivo. Mas ainda mostra muito a ser trabalhado e definido

É ainda uma equipe sem uma definição tática adequada, que agrade, que passe confiança.

Agora é a decisão, domingo, contra o Boavista. Por mais que a equipe de Saquarema seja bem organizada, ajustada e ainda tenha sido um adversário complicado nesse primeiro turno, não acho que o Flamengo tenha que se apoiar no discurso de “respeito ao adversário”.

E não se trata de arrogância.

É óbvio que qualquer adversário que alcance uma final de campeonato merece respeito, tem suas virtudes. E, honestamente, que o discurso pare aí.

Ao Flamengo, time grande, de jogadores experientes, acostumado com finais, com apoio da Nação, cabe respeitar sua história mais do que a qualquer adversário.

Domingo, quando entrarem em campo com o Manto Sagrado, cada jogador tem compromisso com a história vencedora do Flamengo, partindo para cima dos caras mostrando que essa taça tem o destino da Gávea.

Dia e hora para mais uma vez mostrar que "O Flamengo, é o Flamengo".

Vai pra cima deles Mengo!

Grande Abraço, até segunda e Saudações Rubro Negras, sempre!

P.s.: Fica uma crítica/sugestão ao Flamengo – sua diretoria, departamento de marketing, ou quem lá entenda ser digno de reflexão: Mais um jogo do Flamengo no nordeste, mais uma faixa de retaliação ao torcedor Rubro Negro fora do Rio. Temos visto isso nos jogos em Salvador e Recife, agora também vimos em Alagoas.

Devo exaltar, por exemplo, o fato do clube ter permitido portões abertos para o treinamento feito em Maceió, ou mesmos os brindes lançados para a torcida após a entrada em campo.

Mas sugiro que o clube seja mais efetivo, mais incisivo: Quanto custaria entregar um adesivo com dizeres que exaltassem o torcedor, seja na compra de seu ingresso ou na entrada do estádio, por exemplo?

Ou indo um pouco mais além: O Flamengo não poderia ter doado um jogo de camisas para leilão, e reverter toda a renda obtida para ajudar na reconstrução da cidade de Murici, destruída sete meses antes pelas chuvas?

“O clube que constrói os sonhos de sua Nação, ajudando a reconstruir a cidade para um povo”

Fica a dica.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Chora bananeira, bananeira chora



Dica de @maxamaral

Quem Pisa nas Flores Sepulta os Delírios Chororôrenses.

*Do amigo Arthur Muhlemberg, do @urublog


Um Belo Dia Pra Doutrinar a Guanabara

Acordei animadão nesse domingo. Já era de se esperar, porque sou Flamengo e fui dormir depois de rir muito com o Flor cumprindo à risca seu papel de otário mor do carioqueta, peidando mais uma vez na farofa. Hey, hey, hey! Perdeu pro time do Serguei.

Estive no Rio essa semana e na quinta-feira, quando conversava com a galera na praia, fui criticado pelos meus amigos que levam o futebol à sério. O motivo da crítica foi meu texto do domingo passado. Lembram do que eu escrevi?

Do outro lado da semi estão o Flor e o surpreendente Boa Vista. Jogo difícil pra fazer um prognóstico. O ex-Bacaxá entra como favorito devido ao copioso histórico de mancadas das moças de Laranjópolis nas fases decisivas da vida (perder Libertadores em casa, por exemplo).

Esses meus amigos entendidos de futebol não curtiram essa parte. Acharam que eu forcei a barra e que dessa vez o Flor não teria dificuldade pra fingir que era homem em uma semifinal da TG depois de anos e anos apanhando de times maiores exatamente nesse ponto da competição.

Como sempre fui humilde e fiquei no sapatinho. Recolhendo-me à minha virtual ignorância aceitei as críticas de quem entende muito mais do violento esporte bretão do que eu. Putzgrila, que maravilhosa oportunidade pra ser fanfarrão eu desperdicei. Porque posso não entender nadica de futebol, mas a minha provecta idade (já são mais de 20 anos na bola extra) fez com que eu, inevitavelmente, me tornasse um conhecedor da natureza humana. E foi esse conhecimento que me deu a certeza de que em 2011 a decadente burguesada de Laranjópolis não vai a lugar nenhum que não seja sauna ou a praia na Farme.

Como sei também que o pobre e escasso torcedor do Foguinho Sem Ônibus ficou boladão com o, para mim previsível, resultado do jogo de ontem. Geral tá sabendo que a cabeça dos foguinhenses funciona no psicopatic mode on. O resultado de ontem bombou a esquizofrenia alvinegra. A primeira reação na kombi foi de esperança renovada:

- Vejam, amiguinhos, o Boa Vista conseguiu vencer um adversário mais poderoso. Nós podemos conseguir também!

- Ainda bem que temos esses ingressos grátis. Vamos ao jogo.

- Alguém sabe como se chega no Engenhão?

Mas logo depois da prize de euforia chega a depressão e o tradicional baixo astral chororôresco volta a imperar entre os 18 anciãos:

- Ó vida, ó azar, o Boa Vista ganhou do Flor. Agora as chances matemáticas de dois times pequenos chegarem na final da taça Guanabara são estatisticamente ínfimas.

- Pior que acabou o horário de verão o jogo só termina de noitinha. Nós não temos mais saúde pra pegar friagem.

- Que saudade do Carlito Rocha. Melhor ficar em casa e assistir pela TV.

E assim terminou o breve momento de empolgação alvinegra na véspera do nosso embate. Enquanto isso, no lado que fecha com o certo, a confiança é total. Ingressos comprados, invasão planejada e o time 100% do Carioca tranquilão pra doutrinar os alemão. Podem anotar o que eu to dizendo, Luxemburgo ficou fazendo cortininha de fumaça a semana toda com a escalação só pra confundir a numerosa mídia buáátafoguense. Enquanto vagabundo entrava na pilha e ficava discutindo Angelim e Egídio nosso técnico preparava uma escama sinistra pra deixar o Prancheta doidim. Aguardem.

Vou saindo agora pra ver o jogo com a rapaziada da Fla-Peru, que se reúne em Lima no restaurante Media Naranja. Vamos ver se a rapaziada da diáspora rubro-negra é pé quente mesmo. Na volta, se houver motivos e disposição rolará podcast ou TV Mulambo. Ou talvez os dois. Vamo que vamos.

Mengão Sempre

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sábado, 19 de fevereiro de 2011




FLAMENGÔMETRO nº 36

O RUBICÃO DO MENGÃO EM 2011

Para aqueles que não entenderam, "Rubicão" era o nome de um pequeno riacho que separava a Itália da Gália Cisalpina, cuja travessia por César marcou de forma simbólica a expansão do Império Romano para além das fronteiras da Itália de outrora. Assim devemos encarar esta semifinal contra o Botafogo.
Os pessimistas vão dizer que até agora o Flamengo só enfrentou times de araque, e que a sequência de nove vitórias consecutivas nada vale enquanto não formos realmente testados;,que o time está mal escalado, que o craques ainda estão desentrosados e fora de forma, que nossa defesa é ruim e que o time tem pontos fracos nítidos apesar da invencibilidade em 2011; os otimistas vão dizer o Flamengo venceu todas as partidas oficiais que disputou, que tem a melhor defesa do campeonato, que tem RG10, e que está com sorte de campeão.
O jogo de domingo será o primeiro grande desafio do ano, e não tenhamos dúvida que o seu resultado influirá de forma marcante na avaliação sempre emocional de nós torcedores. Por melhor que o time esteja, se for eliminado, começarão as soarem as cornetas, as reclamações, a cobrança em cima de RG10 e TN7, o Fora Deivid ganhará força, a pressão por mais contratações, e Luxemburgo começará a sentir seu cargo ameaçado: de nada valerá ter ganho nove jogos seguidos. De outra forma, por mais problemas que a equipe vem demonstrando, uma vitória manterá o alto astral lá em cima por mais uma semana..até a final da Taça Guanabara, quando tudo será posto a teste mais uma vez. Enfrentaremos um time experiente com um técnico malandro e obcecado num esquema defensivo sólido com saídas de contrataque e jogo aéreo. Cabe a Luxemburgo e seus comandados corrigirem suas falhas, e aperfeiçoarem seus pontos fortes. O Flamengômetro está marcando expressivos 91% (9 vitórias e 2 empates nas 11 últimas partidas), mas quando a bola rolar amanhã, isto já será passado. Chegou a hora do FLAMENGO 100% Maiúsculo entrar em campo e confirmar sua trajetória vitoriosa, empurrado por sua Torcida que estará lá com seu grito retumbante.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

RONALDO FENÔMENO.
MAU CARATER, SOBERBO, MENTIROSO OU SEM-NOÇÃO?



Caros,

Propositalmente, deixamos a poeira assentar após o burburinho da despedida do Fenômeno. Ficamos no aguardo dos desdobramentos que fatalmente aconteceriam, para expormos nosso ponto de vista.

De cara, constatamos, como suspeitávamos, que o lance da tireóide dele, hiper ou hipo, não tinha nada a ver com estar muito gordo. O tal tapa de pelica que pensou dar em parte da mídia que o criticava, com razão, pelo excesso de peso, foi pro espaço. Tampouco os remédios utilizados no controle de disfunção glandular são considerados doping. Vários médicos desmentiram suas afirmações. Também soubemos que Carlos Alberto, hoje no Grêmio, sofre do mesmo mal e o mantém sob controle. Tal postura o torna um Soberbo Sem-Noção.

Tivemos outra decepção após ouvirmos o rosário de agradecimentos feitos pelo Fenômeno aos seus patrocinadores, ao Corinthians, à torcida do Corinthians – que, como sabemos o escorraçou, conforme declarações dadas hoje à mídia por Roberto Carlos -, etc.
A referência feita à torcida do Corinthians chegou às raias do ridículo. Claro que ele nunca viu algo parecido com o amor demonstrado pela mesma. O Fenômeno nunca envergou o Manto Sagrado como jogador.

Agora, vamos ao que mais nos chocou. A total falta de menção, ou mesmo um simples agradecimento ao Clube de Regatas do Flamengo, principalmente ao seu Departamento Médico.

Todos devem lembrar-se que ao chegar à seleção em 2002, os médicos do seu clube deram várias declarações de que o mesmo não poderia jogar a Copa. Felipão, com base no parecer do Dr.Runco, resolveu bancá-lo e todos vimos seu desempenho.

O mesmo Dr. Runco o acolheu no Flamengo para um período de tratamento, fisioterapia e recuperação dos problemas que apresentava. Ou seja, um dos grandes responsáveis pelo seu sucesso na Copa de 2002, bem como, pelo seu período de recuperação na Gávea, não foi sequer citado em seus agradecimentos. Neste episódio fica configurado ser o mesmo um Mau Caráter.

Finalizando vamos aos fatos que o caracterizam como um Mentiroso.
Uma semana antes do mesmo assinar com o Corinthiass, em entrevista à televisão, eu e milhões de torcedores assistimos, após diversas declarações de amor e respeito ao Flamengo, o mesmo dizer que ainda não havia fechado nada com o Clube em função de não se sentir preparado para tal. Afirmou e reafirmou que pretendia apresentar-se ao Flamengo em condições de honrar sua camisa, devidamente preparado fisicamente. Depois, sabemos o que aconteceu.

Ronaldo, obrigado pelas alegrias que nos proporcionou jogando bola e boa sorte no que for fazer daqui para frente. A vantagem que levarão seus parceiros nas futuras empreitadas, é que, seguramente, já saberão com quem estarão lidando.

SRN – Mario Cruz

Flamengo Net

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