terça-feira, 29 de novembro de 2011

Calúnia do Rúbio Negrão

Em momentos conturbados, é sábio calar.

...

Pronto. Agora que já calei, permitam-me passar à Calúnia de hoje.


(Risada gutural.)

Sejemos, como sempre, cinseros e analfas: se o torcedor flamenguista reclama de um pênalti escandaloso não marcado pelo juiz, é “mimimi”, é “chororô”. Se comenta que o time não treina o suficiente nem corre o bastante durante os jogos, é “cornetagem”. Se se assusta com as peripécias bizarras do Conselho Diretor, é falta de flamenguismo elementar...

Soo extremo, mas não exagero. Pelo menos, não muito, pois no Twitter, um jornalista do GE chegou a descer do seu imaculado pedestal só pra me ensinar que não existe roubalheira no futebol brasileiro ponto. E de exclamação! Como se eu tivesse nascido ontem, como se eu não morasse aqui, como se eu orientasse minhas convicções futebolísticas pela grande mírdia.

No meu caso específico, sei que irrito até mesmo monges flamenguistas (sim, existem!) por fazer muitas piadinhas sobre o próprio Flamengo. O famoso “rir de si mesmo”, aparentemente démodé, principalmente nos meios onde não se cultiva o senso de humor. Por mais que o leitor rubro-negro “ria alto”, por mais que diga que “mitei”, sempre ficará a preocupação de que o seu vizinho botafoguense ou vascaíno use aquela mesma tirada contra ele.

Mas o que essa tropa de choque midiática não consegue (ou não quer) perceber é que os torcedores têm direito a manifestar suas opiniões, ou, no mínimo, a fazer uma piada. Seja ela engraçada ou não. Como se não bastasse o Twitter oferecer parcos 140 caracteres, eu só posso utilizá-los para notificar os meus seguidores de que estou entrando no banho? Ou para rasgar seda? Ou para revelar “informações de bastidores”, mais conhecidas como “boatos infundados”? De que vale escrever nos prestigiosos blogs FlamengoNet e Pontapé, se as palavras precisam ser medidas com régua de milímetros?

Por outro lado, como tenho uma formação absurdamente democrática, fruto de uma criação entre gente mais forte e mais agressiva do que eu, consigo compreender os interesses pessoais de cada envolvido no policiamento pela moral e bons costumes na rede. Então, sugiro uma solução pacífica: que os indignados de plantão formulem uma cartilha orientando sobre o que é, e o que não é politicamente correto, para que aqueles da “magnética” (mais conhecida na internet com “internética”) que ainda os levam a sério, possam se portar conforme os ditames de civilidade, e os melhores interesses do Clube ou da grande mídia.

No meu caso específico, o compromisso é sempre com os leitores, que esperam que eu assuma alguma posição, que tome alguma atitude, mesmo que essa seja apenas a ironia. Ora, por ser um cara se emociona até quando ouve o hino nacional rubro-negro, se faço piadinhas, elas são SOBRE o Flamengo, e não CONTRA ele. Não se trata de crime de lesa-pátria. Trata-se, isto sim, de uma... piada! E a única crítica que aceito de bom grado é que ela não teve a mínima graça.

Admito que já cheguei a pensar: “Deixa eu zoar os rivais, que eu ganho mais.” Mas, por acaso é minha a culpa de o nosso time atual servir melhor a um, por exemplo, Vasco, que não ganha nada relevante, mas também não cai pra Série B, do que a um Flamengo?

Pra encerrar, atendendo a inúmeros pedidos, vou quebrar o meu silêncio sofrido sobre o caso do vídeo íntimo do R10. Trata-se apenas de uma opinião. Por favor, não me peçam para elaborar mais a respeito, pois me recuso a compactuar com sensacionalismo barato.

Causou, sim, surpresinha o ocorrido, e achei desmedidas as gozações sobre o embrulho, digo, imbróglio. Uma simples escorregada do P10 não é motivo para se pedir a cabeça do garoto. Que, ao menos, o vídeo sirva de lição para os jovens boleiros que, mais do que nunca, precisam aprender com um craque a arte de bater nas bolas como se fosse com a mão.

Lembro-me de quando eu tinha uns 11 anos. Um colega meu fez xixi nas calças na escola. O tempo passou, esse menino se fez homem, constituiu família, mas até hoje é conhecido entre amigos (e inimigos) como “Fulano Mijão”.

Agora extrapolem vocês mesmos sobre as consequências de um cara mundialmente conhecido aparecer numa internet mundialmente acessada, num vídeo em que NÃO FAZ xixi nas calças.


Duplex Toc Zen

1 - Onandinho Gaúcho

2 - Na verdade, o Zico fazia direto o que fez o R10: Treinava sozinho até mais tarde, sim! Só que com os pés.

3 - Ledo engano: Daqueles que achavam que, por causa do poder econômico, Barcelona e Ronaldinho eram imbatíveis.

4 - A falha do Rodrigo Moledo não foi ter espirrado aquela bola pro R10 fazer o gol: O seu erro foi não ter entrado com os dois pés juntos nas costas do craque rubro-negro. Ou alguém aqui acha que o juiz marcaria pênalti?

5 - Tudo conspirando pra vaga do Mengão na Liberta: Menos a CBF.

6 - Contra o Inter, R11 foi atrapalhado duas vezes pelo juiz: Já não bastava a natureza...

7 - “Oba, gols saindo de montão no Brasileirão!”: Foi o que pensei ao dar uma espiada no Atlético-MG 4x0 Botafogo, ao ver a bolinha da Globo aparecer toda hora no canto inferior da tela. Só depois percebi que era apenas o Daniel Carvalho caindo pela direita do campo.

8 - Quem tem razão?: O Santos, que poupa Neymar, ou o Barça, que escala Messi até contra o Getafe?

9 - Vasco Vice Facts 1: Nós, rubro-negros, que nos orgulhamos de ser Flamengo até morrer, temos que aprender com os vascaínos, que são Vasco a cada segundo.

2º - Vasco Vice Facts 2: O Vasco devia abandonar o futebol, e passar a se dedicar exclusivamente às corridas de velocidade, onde cada segundo é importante.

11 - Vasco Vice Facts 3: “Os últimos serão os primeiros”. Se a recíproca for verdadeira, então o Vasco jamais será o lanterna.

12 - Vasco Vice Facts 4: Em São Januário já existe um movimento para mudar o nome da agremiação de “Vasco da Gama” para o de outro heroico português: “Dom Pedro II”.

13 - Vasco Vice Facts 5: O Vasco pode ter empatado com a La U no primeiro jogo, mas o segundo ninguém tasca!

14 - Vasco Vice Facts 6: A colônia portuguesa no Brasil decidiu homenagear os seus clubes de futebol. Agora, as primeiras filhas que nascerem em cada família se chamarão Lusa, e todos os segundos filhos, Vasco.

15 - Vasco Vice Facts 7: Agora, o Vasco da Gama vai passar a se chamar “Fila de Boate”: sempre alguém passa na frente.

16 - Vasco Vice Facts 8: O Club de Regatas Vasco da Gama tem 113 anos de existência. Ou, pra ser mais exato, 3566008800 segundos.

17 - Vasco Vice Facts 9: Diferentemente de um rubro-negro, na vida de um vascaíno o Vasco jamais estará em primeiro lugar.

18 - Vasco Vice Facts 10: O segundo time de todo rubro-negro é o Vasco.


19 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao):

"Minc prevê que óleo pode chegar em até um mês a praias do RJ." Aí vamos ter que usar detergente como bronzeador.

O q eu já gastei de grana só este ano pra ver o Mengão jogar dava pra comprar um estoque enorme de Engov e Mylanta Plus pros nossos craques.

Segundo a #BibliaDoNerd, o Pecado Original foi todo culpa da Apple.

"Aprovado projeto que eleva salários dos vereadores de R$ 9,2 mil para R$ 15 mil a partir de 2013." É o que eu chamo de roubo dentro da lei.

"Alunos da USP protestam na Av. Paulista." Esses estudantes acham que tem reitoria em todo canto, que nem Mcdonald's...

"Flamengo é o segundo time que mais empata no Brasileirão 2011." Putz! Será que ainda dá tempo de empatar essa disputa?

Deu no Globo.com: "Receita de panqueca leva doce de leite, banana e amendoim." Acho que engordei 2 quilos só de ler isso.

Se Ronaldinho é o R10, Rubinho é o R10º.

A exemplo da última rodada do Brão de 2009, o Mengão viverá uma semana de intensa expectativa. Só que desta vez será pra comemorar um vice.

Esse Fla x Inter foi um jogo de xadrez. E tão emocionante quanto.

O difícil não é mitar. O difícil é mitar, sem imitar.


Vem cá. Esse imbróglio da irregularidade do Diego Souza não seria um esquema do Vasco pra escapar do vice?


"Adriano alega doença e não se reapresenta." Ele sofre do terrível Mal de Custobenefício.


"Jobson visita o Botafogo e será reintegrado." Justo. Esse aí ainda tem muita lenha pra queimar.


Enquanto alguns não têm direito a uma segunda chance, o Jobson se encaminha para a 12a.


E nada mais faço.

Alfarrábios do Melo

 O Pacto do Barril

1977. A noite ferve na badalada Zona Sul carioca. Bares e discotecas se agitam freneticamente com o incessante movimento de corpos e copos, a feérica profusão de luzes e o magnético som dos Bee Gees, que embala sábados e sonhos.
Num dos seus bares uma mesa está repleta. Mas o ambiente não é festivo.
O Barril 1800, um dos estabelecimentos mais tradicionais da boemia carioca à beira-mar, recebe os principais componentes do elenco do Flamengo. Tulipas, garotinhos e caldeiretas jorram profusas, mas ninguém está ali para comemorar. Há muita roupa a ser lavada.
O time acaba de sair derrotado de uma disputa por pênaltis contra o Vasco, que dá a São Januário um Estadual que não via há sete anos. Todos ali na Gávea sabem que a cobrança será intensa. O trabalho de base, que teve início nos primórdios dos anos 70, teima em não dar resultados. O Flamengo já amarga três anos sem conquistas, jejum considerado insuportável pela diretoria e pela torcida. A sensação é que a base de garotos, formada por Zico, Júnior, Rondinelli e mais recentemente encorpada por Tita, Adílio e Júlio César, entre outros, é talentosa mas não resiste aos momentos decisivos. E a segunda derrota nos pênaltis para o mesmo adversário é tida como inaceitável. Alguma medida será tomada.
A iniciativa parte de Rondinelli, e logo é abraçada por Carpegiani, o principal líder do elenco e seu jogador mais respeitado. É preciso uma reunião. De imediato. Nada de remoer. Nada de esperar as críticas, as reportagens, o massacre. É necessário que o grupo, sozinho, encontre suas respostas.
Do Maracanã, o Flamengo segue direto para o Arpoador, onde o Barril 1800 está à espera.

A conversa é franca, direta, no olho e no fígado. Jogadores são cobrados, variações técnicas e táticas são discutidas. Tita, que desperdiçara o pênalti decisivo, é afagado. Está inconsolável, havia convertido 24 penalidades nos treinamentos, sem errar nenhum. Mas recebe todo o apoio do grupo, mais tarde será defendido publicamente por unanimidade. A cerveja escorre junto com palavras de incentivo e a convicção que todos eles têm. Os rapazes da Gávea se reconhecem bons. Sabem ser os melhores. E almejam conquistar tudo. Não admitem, não se conformam, não suportam a derrota. E se proíbem fracassar dali em diante. Está selado o Pacto do Barril.
As críticas logo surgem, pouca gente entende como um time derrotado resolve armar uma chopada momentos após a partida, mas a força da conversa é tão retumbante que a diretoria, sem muita alternativa e endividada, decide dar mais tempo ao elenco. Os jovens valores flamengos terão um ano para mostrar capacidade de conquistar títulos.
O relógio está correndo. O tempo é curto.
Pano rápido.
1979. Flamengo e Vasco disputam uma espécie de final antecipada do Terceiro Turno do Estadual. O Flamengo joga pelo tricampeonato, o Vasco precisa da vitória para forçar uma decisão. A partida começou alucinante, o Flamengo abriu 2-0 mas cedeu o empate ainda na primeira etapa. Mais cautelosos, os times voltam do intervalo menos expostos. Já pelo meio do segundo tempo, o Flamengo ataca, a bola vai de Carpegiani a Toninho, que cruza alto. Tita, que substitui um contundido Zico e anda em fase exuberante, salta, inclina o corpo e consegue golpear a bola, que ganha uma trajetória marota e encobre Leão. O Flamengo faz 3-2. Com um gol de Tita, o Flamengo é o tricampeão estadual (bastando apenas uma formalidade matemática). Tita, o craque do campeonato, o artilheiro da reta final, consuma a maior hegemonia da história do futebol carioca. O Flamengo vence o sétimo turno seguido. Não tem adversários. O time está pronto para explorar novos limites.
O Pacto do Barril segue vivo e pulsante.

PS – após o Pacto do Barril, o Flamengo, entre 1978 e 1983, irá disputar oito partidas decisivas contra o Vasco. Sairá vencedor em sete delas.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

FLAMENGÔMETRO nº 92
OGNEMALF, O ESQUISITO TIME DO PATTYVERSO
Mundo Bizarro é o planeta que nas antigas histórias do Super-Homem era lar do Bizarro, seu inimigo, onde todas as coisas aconteciam ao contrário. Assim é este estranho time que vamos batizar de Ognemalf, porque ele parece ser o inverso do que sempre foi o nosso Flamengo: não sabe jogar em casa, tem medo da própria torcida, e encolhe na hora da decisão. Morremos na praia no Brasileiro, na Copa do Brasil e na Sul-Americana; ganhamos um Carioca invicto graças a uma vitória sofrida contra um time pequeno no primeiro turno e com os vascaínos chutando seus pênaltis na Lua no segundo.
Agora chegamos à penúltima de um Campeonato Brasileiro por cuja liderança chegamos a brigar, e agora estamos até ameaçados de não ter uma vaga na Libertadores. Bagunça generalizada, salários atrasados, inércia, movimentos subterrâneos esquisitos em setores da imprensa e nos bastidores do clube, tudo conspira contra.

Perder Ronaldinho não é bom para o Flamengo



Final da Copa do Brasil de 1997. O Flamengo consegue um resultado que lhe dá o título com gols do baixinho Romário, mas a pressão do Grêmio é insuportável. O camisa 11 não ajuda na marcação, segue com sua movimentação fria esperando a bola no pé para resolver o jogo. A bola vem, mas não para o baixinho e sim para Carlos Miguel. O Grêmio é campeão da Copa do Brasil.

Na saída do estádio, torcedores criticam a falta de gana de Romário. O comparam a Zico. Exigem raça. "Se ele corresse mais, teríamos levado". Pedem sua saída pois sem ele, o Flamengo terá um time com onze guerreiros. Seu desejo será atendido. Romário sairá do Flamengo, que irá conquistar três estaduais e uma Mercosul, enquanto o "artilheiro de chute oblíquo e dissimulado" conseguirá a mesma taça internacional em uma final épica, um brasileiro de 2000 em altíssimo nível e vai valorizar demais a camisa cruzmaltina. O Flamengo levará mais nove anos para obter este título.

O caso acima me foi lembrado pelo leitor Bruno BCB, ilustra bem a atual fase do Flamengo. Torcedores já esqueceram de seus gols e momentos de brilho e pedem que o camisa dez seja regular, raçudo, líder e que tenha mais personalidade. Pedem um Ronaldinho que nunca existiu.

Sem Ronaldinho, o Flamengo continuará sendo um clube em ebulição política, com uma torcida tão capaz de levar nas costas quanto de destruir implacavelmente e conviverá com dirigentes pífios como Patrícia Amorim. Esses problemas explicam muito mais a oscilação do Flamengo.

O que o rubro-negro precisa fazer é aproveitar o jogador de passe único, capaz de dribles imprevisíveis e com precisão na finalização, mas sem depender exclusivamente dele. Romário e Ronaldinho jamais seriam ícones como o Galinho ou o Maestro Junior, mas podem complementar o brilho de grandes times. Resta ao Flamengo a competência de montar uma equipe com jogadores capazes de correr,  resolver e aproveitar um talento único em campo. Caso contrário, a torcida pode viver o gosto amargo de continuar sem vitórias e vendo um possível ídolo brilhando em outro lugar.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Como sempre, perde o Flamengo

No duelo de palavras e acusações entre jornalista e treinador, é fato: perde o Flamengo. 

Perde por ter seu nome exposto, mais uma vez, em todos veículos de imprensa e mídias sociais. 

Perde por ver que seu treinador, como tem feito nos últimos tempos, prefere olhar pro próprio umbigo, por mais que suas palavras sobre o jornalista sejam justas ou não. Como treinador, seu papel é treinar o time, fazer a coisa acontecer. Não bater boca com jornalista, criar mais confusão onde esta já predomina. 

Perde por sabermos que nenhuma atitude será tomada pela diretoria. Se o clube foi incapaz de respeitar Zico e Andrade, sabe-se lá o que fará. Será um festival de gente passando mão na cabeça de um, de outro. Um festival incontrolável de omissão.

Sobre o jornalista, não comento. Ele não é empregado do Flamengo, e não cabe a mim avaliar. No máximo, gostar ou não. Eu não gosto. Ponto.

Perde, repito, pela exposição negativa da marca. Depois, não entendem os motivos que dificultam o fechamento de patrocínios decentes, que realmente gerem benefícios para a marca Flamengo. Enquanto outros clubes - que outrora eram uma zona - se organizam em silêncio, blindam elenco, blindam profissionais, o Flamengo continua uma zona, uma casa da mãe Joana.

No fim das contas, Luxemburgo é apenas mais uma consequência de um clube sem comando, sem direção, sem prumo. Sob a batuta ausente dessa diretoria, a torcida tem - realmente  - que agradecer a Deus por não lutarmos pra não cair. 

O desrespeito da diretoria não é com a torcida, mas com o clube que eles dirigem, que eles frequentam todo dia, com a história. 

Infelizmente, esse é o Flamengo de hoje. Um Flamengo exposto ao caos, à omissão, e, principalmente, à vergonha.

Calúnia do Rúbio Negrão



Ando assoberbado de ócio, mas como a Calúnia é de lei, e lei costuma dar cana, vamos a ela.

Sejemos cinseros: tenho andado mais regrado ultimamente. Procuro não dormir depois das 7 da manhã, nem acordar após as 4 da tarde. Isso sem falar que quando aparece algum trabalho que me pague 500 dólares por hora, eu pego. Humilhado, mas pego. Porque agora decidi que quero dinheiro, nem que tenha que trabalhar para isso.

Quero dinheiro, muito dinheiro, pra quando o Flamengo não estiver cumprindo as suas obrigações maritais com a torcida, eu poder curar minhas feridas pensando: “Perdemos do Íbis, mas que se dane! Amanhã vou fechar um negócio de dois milhões, e tá tudo em casa!”

Pois o time do Flamengo está mais velho, porém não mais sábio. Compreendo até que os nossos veteranos, divididos entre as farras homéricas e a atividade esportiva profissional de alta performance, não consigam mais correr. Mas, se assim for, então que ponham a bola para fazê-lo. Como diria Gérson, o Canhotinha de Ouro, quem tem que correr é a bola, não o boludo. Aliás, boleiro.

Ah, mas nem isso. A bola também deve ser chegada à esbórnia, porque a lentidão do time é de dar sono. Ou de tirar o sono. A grande realidade é que hoje assistir a um jogo do Mengão se tornou um troço chato. Emoção pra valer, só a nossa defesa consegue proporcionar.

Não fosse isso ruim o bastante, as aspirações do nosso treinador fecham o ano em conflito com os ideais eternos da torcida. Enquanto esta opta pelo hepta, até quando ele se torna impossível, aquele escolheu a Liberta, mesmo quando o hepta ainda era uma realidade.

Mesmo assim, não acho que o problema do time seja a presença do Luxa no banco, mas sim a sua ausência do mesmo. Afinal, por onde andará aquele treinador estrategista e ambicioso, que um dia foi preferência e referência nacional?

E o nosso time? Sem vergonha? Não creio. O time me parece, ao contrário, sempre tímido e acanhado, sem se aperceber do que e de quem representa em campo.

Isso sem falar do meu desânimo com os nossos indigentes, aliás, dirigentes. Acredito em que gestão chegará quando os flamenguistas dirão, quando provocados pelos arcoirenses: “Sabe com quem cê tá falando, mané? Eu sou Flamengo!”

2011 poderia ter sido pior? Claro: em 2011, o mundo quase acabou! Mas lembrem-se de que ainda pode acabar, caso o Flamengo não consiga a vaga pra Liberta. Por outro lado, só de pensar que podíamos estar no Z4, precisados de 3 pontos nestes dois últimos jogos, já sinto um alívio tremendo. O que me leva a concluir que prefiro ficar pê da vida por não ter ganhado o título a ficar feliz da vida por ter escapado do rebaixamento.

Mas... e quanto a 2012? Será Luxa o treinador ideal? Ele, que adora contratar jogadores (mal)feitos, irá se contentar com jovens promessas orientadas por outros empresários?

Fosse eu o treinador do Flamengo, usaria 2012 para implantar uma renovação ampla, geral e irrestrita. Digo no time profissional, claro, porque nas categorias de base a renovação é bem mais constante, podem acreditar.

Disputaria o Cariocão com uma base experiente, que contaria com Felipe, Alex Silva, Júnior César, Aírton, R10 e TN7, ou coisa que o valha. Nas outras vagas, a garotada, que emprestaria ao time principal alegria, irreverência, velocidade, e vontade de ficar rico. Pra mim, que não frequento a Gávea, Luiz Antônio, Muralha, Galhardo, Diego Maurício e Thomás estão prontos. Prontos não pra ganhar o Mundial da FIFA, mas prontos para tentarem virar jogadores profissionais do Flamengo.

Depois, indo bem no Cariocão, bola pra frente. Indo mal, barraria os medalhões, e vida que segue. Até porque na Libertadores não tem rebaixamento.


Duplex Toc Zen

1 - Ponta firme: O R10 só se recusou a usar a estrela brilhante na camisa no jogo contra o Figueirense porque o Mundial Interclubes lhe recorda o Adriano Gabiru. E pra provar que ele é um cara de palavra, naquela partida a sua estrela não brilhou MESMO.

2 - R10: Enquanto o Barcelona tem Messi, a gente aqui adormece.

3 - Elas por elas: Contra o Atlético-GO, o pênalti no DM, pra mim escandaloso por todos os ângulos, não teria feito a menor diferença no cômputo geral, porque o juiz só o marcaria se também tivesse marcado aquele, questionável, no Marcão. Ficamos no 0x0.

4 - Alex Silva: Veio pra ser o “xerifão”, mas preferiu defender os “fora-da-lei”.

5 - O óbvio urrante: De que adiantam R10, R11 e TN7, sem o G4?

6 - G4 da vida real: Mesmo não conseguindo a vaga pra Liberta, o Flamengo ainda terminará o ano no seleto G4. O G4 dos 4 clubes grandes que jamais foram rebaixados. (Digo 4, porque, este ano, acho que o Cruzeiro roda.)

7 - Mentira deslavada: Depois ainda dizem que o Brasileirão é o campeonato mais difícil do mundo... Como, se no Brasil só há 5 times grandes? E isso se o Cruzeiro não cair! Aliás, esses times tinham que criar o “Clube dos Cinco”, e montar um campeonato brasileiro de verdade!

8 - Tenho dó: Dos secadores paulistas anticorintianos, que terão uma tarefa muito mais árdua do que a dos secadores cariocas antivascaínos.

9 - Mas uma coisa eu garanto: Este ano, Corinthians, Vasco, Botafogo e Fluminense não serão rebaixados!

B - O Cuca finalmente descobriu a sua vocação: Salvar times de Série B... da Série B!

11 - Até parece que a coisa é séria: O fato de o Vasco disputar dois títulos simultaneamente não se denomina “competição paralela”, e sim “realidade paralela”.

12 - Aliás: O Vasco só está se dando bem na Sul-Americana porque os gringos ainda não sabem com quem estão lidando.

13 - Antes tarde do que nunca: Jamais pensei que algum dia a La U me faria sorrir.

14 - Luxa Facts 1: O MEC eliminou 13 fraudes da prova do Enem, mas o Luxa não consegue eliminar ao menos uma do time do Flamengo.

15 - Luxa Facts 2: Se o “Projeto Libertadores” falhar, o Luxa já tem outro na manga: o “Projeto Cariocão”.

16 - Luxa Facts 3: Um treinador de renome internacional, que contrata tantos desconhecidos, não deveria descobrir bons jogadores com mais frequência?

17 - Luxa Facts 4: A diferença entre Flamengo e Vasco é que, treinador interino por treinador interino, o cruzmaltino tem mandado melhor.

18 - Luxa Facts 5: E daí que o Luxa adora jogar pôquer? Melhor que boleiro viciado em buraco, e de dirigente que curte Rouba Monte!

19 - Luxa Facts 6: O time do Flamengo joga dessa forma tão burocrática e maçante porque o Luxa ainda acha que um dia voltará a comandar a Seleção Brasileira.


20 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao):

"Kleber assina pré-contrato com o Grêmio." Isso quer dizer que o Grêmio já venceu o pré-leilão.

#PiorQueORicardoTeixeira? Vou ficar devendo.

Minha opinião sobre Fla x Figueira: Zzzzzzzzzz, zzzz zzz zzzz,zzzzz. Zzzzzzz, zzzzzz:zzzzzzz zzz zzzzzzzz zzz zzzz. Zzzzzzzzzzzz zzzzzzz zz.

"Homem com blusa escrita 'sou bêbado' é flagrado dirigindo embriagado." Isso é que é ojeriza a soprar o bafômetro.

Se amanhã o Fla não tiver os fundilhos de chegar pro insignificante Atlético-Go e dizer: "Passa fora, e me dá qui os 3 pontos!", sei não..

Quem curtia porradaria em boates nas noites de sábado, hoje, graças ao UFC, pode vê-las tranquilamente no aconchego do seu lar.

Pro UFC ficar irado de verdade, tem que melhorar o visual dos lutadores, buscando inspiração no Telecatch dos anos 60/70!

"Luxa: ‘Não posso falar que o Fla vai ganhar a vaga na Libertadores.’" Que vaga? Você tinha que estar falando no TÍTULO da Liberta!

Com o futebol que o R10 vem jogando, só vai conseguir vaga na Seleção.

Depois que comecei a usar o Twitter, qualquer gibi com mais de 30 páginas pra mim passou a ser um calhamaço.

Se alguém conhecer algum campeonato mundial de recebimento de SPAM, por favor me avise.

E nada mais faço.


Alfarrábios do Melo

Saudações flamengas a todos. Fora Luxemburgo, fora Renato, fora Léo Moura, fora Wellington, Willians, fora até Ronaldinho Gaúcho. Diante da profunda pasmaceira em que esse arremedo de time se encontra, marchando com todas as honras para uma possível e inacreditável eliminação (que certamente virá, a se manter o padrão repetido com irritante regularidade nos últimos jogos), cada um tem seu “judas” particular.

Mas a vivência no futebol nos ensina que, na maioria das vezes, o sucesso e o fracasso são decorrentes de uma série de fatores, cuja responsabilidade deve ser dividida entre jogadores, comissão técnica, torcida e, principalmente, diretoria.

É mais ou menos sobre isso que posto essa semana. Só para alguns se lembrarem de quem ocupa hoje a cadeira que responde pelo futebol do clube que movimenta a paixão de milhões e milhões de pessoas. Boa leitura.

O ocaso da inépcia

1994. A temporada vai chegando ao final, e o Campeonato Brasileiro ferve em sua fase decisiva, com oito equipes se digladiando em jogos tipo “mata-mata”, disputados em estádios lotados e incandescentes.

Enquanto isso, o Flamengo, com seu time titular, recebe o América na Gávea, em jogo válido pela Taça Cidade do Rio de Janeiro, torneio caça-níqueis criado pela FERJ para manter em atividade os elencos das equipes de menor expressão. Algumas dezenas de torcedores resolvem enfrentar o sol forte de novembro e acompanhar o último suspiro de uma equipe. O último suspiro de uma gestão.

A contemplação deste quadro silencioso e desolador provoca incredulidade até nos mais céticos. Pois soa visceralmente inverossímil constatar que, há apenas dois anos, o mesmo Flamengo vivia o êxtase do pentacampeonato brasileiro, passando por cima do pretensamente favorito Botafogo, em um Maracanã coberto de rubro-negros e galvanizando a atenção de todo um país. Uma equipe que conjugava a experiência de jogadores rodados e de qualidade com o cintilante talento de jovens já vitoriosos desde o berço, com a conquista da Copa SP. Tudo sob o comando de rubro-negros de primeira cepa, como Carlinhos e Júnior. Os anos vindouros traziam uma perspectiva de glórias e títulos que faziam a Nação salivar. Não tinha como dar errado.

Mas aí mudou a gestão.

Ao final de 1992, o corpo de conselheiros da Gávea resolveu que era hora de “mudar”, de “trazer novas ideias”, de “renovar o comando”. E um novo grupo recebeu a incumbência de gerir o futebol campeão brasileiro. Um clube endividado, mas com um time de futebol forte, uma valiosa base de garotos pronta para ser aproveitada e a perspectiva de disputar a Libertadores no ano seguinte.

Mas deu tudo errado.

O jogo começa na Gávea, mas poucos estão muito interessados na peleja. Desde cedo, percebe-se que o único ânimo que move os pulmões daquele punhado de abnegados é a vontade de gritar, de vociferar, de berrar, de arrancar de seu âmago a dor de contemplar uma nau à deriva, uma instituição sem rumo, sem norte, sem fome, sem nada.

Desde os primeiros dias, a nova direção se entrega com todas as energias a denunciar o estado das finanças do clube. Contrata auditoria, que constata o óbvio, a presença de dívidas e mais dívidas. E esperneia, grita, reclama. As dívidas são o pilar de sustentação de uma argumentação polida, bem estruturada, mas pouco convincente.
E o time vai se desmantelando.

A diretoria contrata jogadores contestados, veteranos. Ou investe valores acima do mercado em jogadores que só darão retorno a curto prazo. E assim chegam em diferentes momentos Casagrande, Edu Lima, Nilson, Boiadeiro, Carlos Alberto Dias, Valdeir, Éder Lopes e Charles, alguns deles já às voltas com sérias contusões. Além da volta de Renato Gaúcho.

Enquanto isso, a base da Copa SP e outros garotos são liquidados baratinho. Sem comando algum, o Departamento de Futebol não consegue domar o gênio difícil de alguns desses jovens, que promovem todo tipo de baderna e arruaça, mas respondem em campo. O grupo tem que ser preservado, o ambiente precisa ser mantido, as finanças estão frágeis, e lá vão Marcelinho brilhar no Corinthians, Djalminha fazer história no Guarani, Júnior Baiano encantar Telê no São Paulo, Rogério luzir no Cruzeiro.

O clube se apequena rapidamente.

O presidente que assumiu disposto a “mudar tudo” realmente consegue várias inovações. É um dos únicos dirigentes da história flamenga a não conquistar NENHUM título oficial. Nem TURNO de Estadual. E até andou perto, muito perto em 1994, quando Júnior, já treinador, barrou alguns medalhões do time de aluguel montado para um semestre e promoveu a subida de garotos como Sávio (uma das poucas coisas boas do período). O time respondeu e superou o Vasco no Quadrangular Final. Mas a diretoria, eivada de incompreensível inépcia, permitiu que a FERJ invertesse as duas últimas rodadas da competição. Ao invés de enfrentar um Botafogo combalido e em profunda crise, podendo sair campeão antecipado, vem um Fla-Flu contra um adversário embalado, voando depois de meter sete no alvinegro. O resultado? Perda do clássico, da vantagem, do título.

Fora, gritam as testemunhas da pelada na Gávea.

O Brasileiro de 1994 é a marca definitiva da gestão que assola a Gávea nestes tempos difíceis. Um time destroçado e desfigurado é mandado a campo para representar o Flamengo, que pela primeira vez irá fazer figuração em um campeonato tantas vezes acostumado a conquistar. Os líderes, as referências técnicas, os comandantes da equipe são Gilmar e Charles Guerreiro, alguns dos poucos remanescentes do time do penta. E assim, em um time onde alinhavam também Wilson Gotardo, Uidemar, Zinho, Júnior e Gaúcho agora jogam Marçal, Paulo Paiva, Hugo, Isael, Magno e Sávio. O time, apesar de algumas exibições históricas (5-2 Corinthians e 2-0 Palmeiras), termina a competição em um pífio 14º lugar.

Dali a alguns dias haverá eleição. O presidente atual concorre à reeleição, mesmo diante de uma rejeição interna que beira os 90%. O candidato favorito é um radialista famoso, que acena com novos projetos, novas ideias, novos nomes. Enquanto isso, o joguinho na Gávea vai correndo, perto do fim. O presidente, diante das manifestações eloquentes que emanam do estádio, prefere manter-se em sua Sala, despachando e negando os rumores de que esteja negociando a estrela maior do elenco, Sávio, para o São Paulo.

O apito trila na Gávea. Final de jogo, o América vence por 2-1.

Mas ninguém liga. Ninguém se importa.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

FLAMENGÔMETRO nº 92
SEM CASA, SEM CARA E SEM VERGONHA NA CARA
O Campeonato vai chegando ao final, e o Flamengo liderado pelo Professor Luxemburgo caminha para um final melancólico, para um time que sonhou com o título e que agora na melhor das hipóteses terá que se contentar com uma vaga na Pré-Libertadores, quiçá na Libertadores. As chances matemáticas do heptacampeonato teimosamente persistem, mas precisam ser calculadas por uma junta de físicos quânticos. Em mais de um ano no "comando" da equipe, Vanderlei, continua sem dar um formato ao time, e não parece sequer ter descoberto a escalação. Não abro mão de culpá-lo pela situação do time, porque cabe a ele escalar os jogadores, mas é claro que não podemos de forma simplista achar que é o único. Cadê os "líderes" do time, alguns com mais de cinco anos e duzentas partidas pelo clube? Onde se enfiaram os milionários e petrodolarizados TN7 e R10? Por que não chamam a responsabilidade e conduzem o time? Não cobro nada dos dirigentes, porque deles nada espero.
Como explicar um Flamengo que não sabe mais jogar em casa? Um time que em quinze partidas no Rio contra visitantes ganhou apenas 7 jogos? Como explicar que todos os Flamengos de Luxemburgo (incluam aí os de 1991 e 1995) foram sempre times sem o dom de crescer no momento da decisão, algo tão tipico do Rubro-Negro???

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

FLAMENGÔMETRO nº 91
O PROFESSOR ALOPRADO
Luxemburgo errou ao tirar o Thomás. Errou ao escalar Renato e Willians. Errou ao não tirar o Renato. Errou ao achar que "errou ao escalar o Thomás, porque não podia ter sido tão ofensivo contra o Coritiba." Eu sou do tempo em que o Flamengo era ofensivo por atacar os adversários, e não por ofender a paciência dos seus torcedores. Alguém consegue explicar como é que um time que não consegue ensaiar nenhuma jogada, mas é tão preciso em repetir uma falha coletiva de marcação? Cinco cidadãos de rubro-negro cercando um único atacante, sem que ninguém tivesse a "brilhante" ideia de marcar aquele único sujeito. E revejam os gols tomados no ano, e verão que tomamos gols quase idênticos do Atlético Goianiense, do Bahia, do Fluminense, Figueirense, etc. Isso não é falha, é vício mesmo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Unidos Pelo Flamengo - Isso é ser Flamengo!




Quando a campanha Unidos Pelo Flamengo começou, todos apoiaram e sentiram a necessidade de termos uma verdadeira união nessa reta final de campeonato. Derrubando qualquer teoria, a campanha se alastrou pela Nação após sofrermos uma goleada. Como pode? O Flamengo não precisa ganhar, basta existir. Isso arrepia. 

A campanha explodiu, a Nação abraçou e arrasamos nosso adversário diante de 40 mil rubro-negros. A campanha continuou e tivemos uma derrota. Mas como a união rubro-negra não depende de 3 pontos, e sim de nós mesmos, continuamos unidos em busca do Hepta. Sim, ainda é possível.


Além do Hepta, queremos a vaga na Libertadores, que também não está fácil. Temos 4 jogos pela frente que devem ser encarados como decisões. São 12 pontos que definirão nosso próximo ano, 360 minutos que nos separam do sonho de um novo Mundial.



Devemos falar de Flamengo sempre, e mais ainda quando ele perde. E o time pode precisar de muitas coisas, mas nada pode fazer mais falta do que você! O nosso amor por ele não é dependente de nada, apenas da nossa própria vida, seja ela carnal ou espiritual. Isso é ser Flamengo, isso é estar unido pelo Flamengo.



Vamos ao Engenhão pra fazer a diferença, e você?



Nota: A campanha Unidos Pelo Flamengo atingiu rubro-negros nos quatro cantos do Mundo, e o Clube de Regatas do Flamengo abraça essa idéia.


Saudações Rubro-Negras



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Unidos Pelo Flamengo
unidospeloflamengo@gmail.com

1981 O primeiro ano do resto de nossas vidas

Bom dia amigos rubro-negros, primeiro quero dar parabéns a todos pelos 116 anos do nosso grandioso clube. Como sabemos comemorou-se ontem, mas o nascimento mesmo do clube foi dia 17 de novembro de 1895, portanto amanhã é novamente dia de comemorarmos o aniversário do clube mais querido do Brasil, e eu espero que possamos fazer isso com uma vitória sobre o Figuerense para que o ano não termine em novembro.

Mas ontem foi dia de festa no clube. Tinha gente de todo Brasil por lá pois 20 novas embaixadas foram empossadas. Entre jogos festivos de ex-atletas, artistas e imprensa, o basquete do Flamengo sagrou-se heptacampeão carioca com vitória sobre o Tijuca. Mas o grande evento do dia foi o lançamento do livro do amigo Mauricio Neves, com participação dos também amigos Arthur Muhlenberg e Lucas Dantas. Não preciso lembrar que os três fazem parte da familia FlamengoNet, que aliás esteve presente em peso no evento. Além dos autores passaram por lá Luciana Zogaib, Gustavo de Almeida, Mario Cruz e Alexandre Pessoa, isso dos que eu sei ou tive o prazer de encontrar, mas aposto que teve mais gente nossa por lá prestigiando.

Por motivos extra campo acabei chegando já aos 45 do segundo tempo, mas ainda encontrei o grande Adílio que autografou meu livro(no final o livro tem duas paginas para autógrafos dos craques). Quem também estava lá pegando dedicatória em seu livro foi o jornalista Aydano André Motta, que aliás tem um texto no livro(fala sobre o Tita).

O livro é uma narrativa detalhando o dia a dia Flamengo no ano de 1981. Desde 1 de janeiro até 31 de dezembro o leitor viaja com detalhes de bastidores, contratações, passagens de jogadores pela seleção e jogos, muitos jogos. Ja na parte final alguns personagens daquele célebre time são retratados por jornalistas e amigos do autor. Tive a honra de ser convidado pelo Mauricio para ajudar na pesquisa do livro e fiquei muito contente com o resultado. Um verdadeiro diário do ano mais vitorioso do nosso futebol. Vale muito a leitura.

O Alex do Triplex pediu pra eu colocar uma notinha no post, então vai aí:

“Por um tremendo descuido meu, faltaram 2 depoimentos no post do livro. Um do Dão e o outro do Pablo, uma vez que ambos colaboraram com o livro. Peço desculpas aos amigos, mas o mais importante é saber que quem participou da obra o fez de coração. Coração de amigo e coração rubro-negro. E nada mais digo”.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Calúnia do Rúbio Negrão - Especial de 116 anos do Flamengo


Wallpaper ©jurasouza.com

Sejemos cinseros: sei que não desfruto de muita credibilidade por aqui, uma vez que não trabalho, e mesmo quando o fazia, era mais demitido que treinador de futebol.

Mas mesmo assim, mesmo sendo um zero ao quadrado, dei a sorte de ter nascido num país democrático, onde tenho o direito de expressar a minha opinião. Bem, pelo menos dentro dos limites da obediência civil e deste text box onde digito a minha semanal Calúnia.

Portanto, sem mais delongas, vamos à minha opinião. Ei-la: ferrou tudo.

Sim, os rivais fizeram que deixaram chegar, e a gente acreditou. A torcida se uniu, pegou o time no colo, e foi então que começou a sentir um odor azedo e bastante desagradável...

Afinal, a monumental kgada foi culpa de quem? Após uma profunda reflexão e sincera autoanálise, cheguei à conclusão de que MINHA NÃO FOI!

Sem hipocrisia, confesso que pra mim, como colunista, o caos rende muito mais assunto que a ordem. Fosse tudo perfeito no Mengão, minhas Calúnias seriam uma rasgação de seda insuportável. Mas, ao que parece, tal perigo não correrei jamais, porque parece ser do destino rubro-negro viver na corda bamba. Não que eu esteja sendo pessimista. Longe de mim, o pessimismo! Sei perfeitamente que o jogo contra o Coritiba poderia ter sido bem pior. Poderia ter tido mais 5 minutos de duração, por exemplo. Só que até a paciência de um desocupado terminal tem limite!

Cenão vejemos: o futebol não é uma ciência exata. A bem da verdade, nem ao menos uma ciência é. Daí que um Clube pode perfeitamente contratar Thiago Neves e Deivid, e acabar sendo campeão mundial com Luiz Antônio e Negueba. Isso, claro, quando o treinador não faz da obstinação uma verdadeira idolatria.

Futebol, todos sabem, é momento, e vaga cativa no time só mesmo um Zico, um Pelé, um, vá lá, R10 muito a fim de jogo. Quando a equipe “encaixa”, um momento raro e sublime do esporte, o treinador tem mais é que agradecer à sorte, e ir à luta! Deu certo, funcionou? Então não inventa! Vai cuidar de outros assuntos, e deixa o time jogar!

O Vasco, por exemplo. Trata-se de um retumbante catadão, mas um catadão que, milagrosamente ou não, encaixou. O mérito do Cristovão se resume em deixar o que está dando pro gasto em paz. Em time que ganha, não se coloca amigos nem parentes.

Ora, passei a semana passada inteira escrevendo aqui e no Twitter que a volta do R11 não ia prestar. Já não estava prestando antes mesmo da suspensão do dito-cujo! Deu no que deu: todos os times que disputam o Brasileiro 2011 já aprenderam a jogar contra nós, contra um esquema engessado, maçante, sem surpresas, sem inspiração, sem vibração, sem flamenguismo, cujas jogadas principais são os chuveirinhos do R10 para a área, ou o TN7 tentando passar por todo mundo, de uma vez e ao mesmo tempo.

Jogamos tão mal, mas tão mal, que os roubos do juiz acabaram se tornando irrelevantes. A gente assiste ao VT, revê os descalabros cometidos pelo árbitro, e pensa: “Putz, pênalti no R10! Ah, mas a gente não merecia marcar um gol agora.” Ou: “Ele não deu o escanteio, mas também, não ia adiantar nada, com essa bolinha que estamos jogando...”

Alguns dirão que o Thomás entrou mal na partida. Foi. Assim como o Renato. Mas quantos jogadores incapazes de envergar o sacro manto tiveram zilhões e mais meia dúzia de oportunidades para tal? Então, por que não um garoto futuroso, e por que não dizer, “presentoso”? Não que Thomás e Muralha sejam uma panaceia para os nossos males, sobretudo os políticos, mas convenhamos que contra o asa-negra Coritiba, no campinho sem gandulas deles, com o juiz deles, com a torcidinha deles, e precisados da vitória, tínhamos que ter nos arriscado um pouco mais. Perder é do jogo, mas com Muralha e Thomás no time, não estaríamos tão indignados.

Pra finalizar este desabafo inócuo, posto que pacífico, deixo uma pergunta: por que sempre que há uma roubalheira escancarada numa partida, tão escancarada a ponto de fazer com que torcedores questionem a probidade do certame, logo surge uma tropa de choque para policiar opiniões, classificando as mais justificadas reclamações de mimimi e chororô? Tudo bem que no Brasil não haja corrupção de espécie alguma, principalmente na CBF, onde o presidente ocupa o cargo somente há uns 450 anos. Mas isso tudo é estranho, e MUITO.


Duplex Toc Zen

1 - Mais seriedade, R10!: Você escapou por um triz de tomar (mais) um cartão amarelo bobo no lance do pênalti contra o Coritiba! (Como não existe roubalheira no Brasil, se o juiz não marcou, é porque não foi, certo?)

2 - Vai entender...: Não são apenas os juízes que carecem de critério. O nosso treinador é outro que adotou o critério de não tê-lo. Léo Moura e Renato vêm jogando mal há meses, mas não saem do time. Já o Thomás, se não arrebentar em 20 minutos, vaza, e ainda leva a culpa.

3 - Luxeleção: Se o nosso professor continuar assim, logo, logo voltará ao comando da Seleção.

4 - Upgrade para a classe econômica: Ao demonstrar pensamento semelhante ao do genial Caio Jr., doravante Luxa Sênior.

5 - Fierro: É o coringa do time. Não joga nada de volante, de lateral, de meia, e ainda pode dar uma de cone no ataque...

6 - Renato Abreu: Para o Luxa, homem de confiança. Para a torcida, homem desconfiança.

7 - “Errei em botar o Thomás”: Se botar o Thomás foi erro, botar Fierro e Renato foi o quê? Suicídio coletivo?

8 - E, a propósito: Quem ganha acima de R$ 200.000,00 por mês não pode errar.

9 - E por falar em roubalheira: Em 2012, precisamos ter alguém de peso trabalhando nos bastidores da FERJ e da CBF. Não para levarmos vantagem, mas para não levarmos desvantagem.

2º - Aviso aos navegantes: Vencer o Universitario foi mole. Quero ver é vencer o Profexô no dia 4/12.

11 - Vasco 5x2 Universitario: Foi gostoso ver peruano se ferrando, só pra variar...

12 - “Montillo para 10 dias”: Caso menos grave que o do Léo Moura, que já tá parado há 6 meses.

13 - América-MG 2x1 Corinthians e 2x1 Fluminense: No futebol atual, é tudo “japonês” mesmo! A diferença entre os times é que alguns “japoneses” têm mais história, mais camisa que os outros. O futebol não é mais uma caixinha de surpresas. Virou um contêiner.

14 - Aliás: A palavra “favorito” deveria ser banida do vocabulário esportivo. Fica aqui a sugestão, STJD. E se também quiserem banir os merchans, agradeço.

15 - “Rapaz...Beleza... Mas vc tá precisando urgentemente de umas aulas de português, pqp!!! “Cinseros” ?!?! O que é isso?!?! “Cenão”?!?! Do que se trata, pelo amor de Deus!!!! Para escrever num blog, precisa saber as regras mínimas no português, meu filho...VAI ESTUDAR!!!! E pare de envergonhar a Nação! Saudações rubro-negras!!!” – Vitor Mello: Muito perspicaz, o Vitor. Pena que ele não tenha pegado também o “vejemos” e o “sejemos”... Falta de senso de humor, eu não critico, mas grosseria, sim. Mesmo que eu fosse um semianalfabeto, e não estou afirmando aqui que eu não seja, será que eu mereceria ser escorraçado dessa forma? “Ignorânça” não pode, mas bullying pode?


16 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao):

"Fifa anuncia preço popular na Copa: R$ 44." Mas pra ver o jogo no estádio ou nos telões?

Cada vez eu me convenço mais: não ter noção é uma bênção!

Contra o Coritiba podemos quebrar outra escrita. Só espero que o Luxa não mande a campo um time de analfabetos.

O Renato é nossa asa-negra.

O problema não é acharem que determinada piada é bullying. O problema é acharem que ela é séria. #BrasilSemMauHumor

"Estudantes da USP entram em greve." Prosseguindo na luta por maiores mesadas dos papais.

Perto de mim, o Charlie Sheen passaria no exame do bafômetro.

"PM prende homem apontado como chefe do tráfico." PUTZ! Que susto! Eu li "chefe da Traffic"!

"Oferta agrada, mas Gladiador ainda não fecha." Vamos esquecer essa bobagem de "Kleber Gladiador", ok? O apelido é "Kleber Leiloeiro".

Prenderam o Nem. É, vou me abastecer, porque que o fornecimento deve ficar meio irregular este fim de semana.

O azar do Nem foi ter oferecido propina a um PM, e não a um árbitro de futebol.

Pra que toda a logística pra levar a Seleção pra África só pra meter 2x0 no Gabão? Não podia ter vencido por telefone mesmo?

A CBF preparar a Seleção pra 2014 em jogos do naipe de Brasil x Gabão é acreditar muito na sorte na hora do sorteio das chaves do Mundial.

É incrível, mas o Cesar, do filme "Planeta dos Macacos: A Origem" é muito melhor ator que 90% da galera de "Malhação"!

Ao Flamengo tudo. Ao Arco-Íris, a lei.

A vantagem de as cartas do Brão 2011 estarem marcadas é que a gente tem a certeza de que o campeão será o Corinthians, e não o Vasco.

17 - Especial “Canelada Facts”:

O Renato nunca sai de carro, porque se tirá-lo da garagem, periga perder a vaga. #caneladafacts

O Renato não prestou o vestibular porque ficou com receio de não estar entre os 11 primeiros. #caneladafacts

O depto. jurídico do Fla estuda uma maneira de escalar o R11 mesmo quando estiver suspenso sem que o time perca os pontos. #caneladafacts

Renato foi a musa inspiradora do ex-ministro Rogerio Magri quando este cunhou o termo "imexível". #CaneladaFacts

O sonho do Renato era ser o Monte Everest, só pra ser eternamente escalado. #CaneladaFacts

O Renato desistiu de aprender bateria porque errava muito na marcação. #CaneladaFacts

O Renato quando vai ao cinema, assiste ao filme em pé. #CaneladaFacts

Quando jovem, o Renato fez questão absoluta de servir ao exército só pra não ser reservista. #CaneladaFacts

O Renato se recusa terminantemente a se aposentar só porque essa palavra termina em "sentar". #CaneladaFacts

A FIFA estuda aumentar o número de jogadores de cada equipe para 12 só pro Renato não ir pro banco. #CaneladaFacts

O Renato odeia bossa nova porque não aceita tocar violão sentado num banquinho. #CaneladaFacts

Se o Renato tivesse vivido nos EUA dos anos 50, ele teria feito parte da equipe do Eliott Ness: os Intocáveis. #CaneladaFacts

O Renato Abreu é o único que tem uma cativa pra assistir ao jogo de dentro de campo. #CaneladaFacts

O Renato não gosta de fechar nem porta de geladeira, que é pra não ficar de fora. #caneladafacts

O Renato paga todas as suas contas via internet só pra não ter que passar no banco. #caneladafacts

Quando se aposentar daqui a 6 anos, o Renato vai atacar de MC só pra continuar soltando o pancadão. #caneladafacts

O "gênio" que contratou R11 tinha q ter percebido que jogador q usa o mesmo cabelo há 20 anos ñ tem 1 pingo de criatividade. #caneladafacts

Se o Renato fosse um eletrodoméstico seria uma enceradeira ou #caneladafacts

Qualquer pessoa pode passar a senha da sua conta bancária pro Renato porque ele é o maior homem de confiança do Brasil. #caneladafacts

Quando garoto, o Renato se esforçava pra tirar 10 em todas as provas só pra ser o queridinho do professor. #caneladafacts

Por incrível que pareça, o Renato ainda não sabe ver horas. É por isso que ele chega sempre atrasado. #caneladafacts

O máximo que o Renato consegue ter de talento é o "lento". #caneladafacts

E nada mais faço. Mas fico imaginando se fizesse.