sábado, 31 de julho de 2010

FLAMENGÔMETRO nº 1
ENTRE AS SOMBRAS E A LUZ

Depois de um longo e tenebroso e inverno, aqui estou eu de volta. Neste meio tempo, perdemos um campeonato que parecia tão fácil, fomos eliminados em outro de uma forma bem decepcionante, perdemos jogadores importantes, vimos Nosso Mengão ser achincalhado e enxovalhado por jogadores que foram mais assíduos nas manchetes policias do que nos treinos, paramos para assistir uma Copa onde bastaram menos de trinta dias para transformar Dunga, "O mestre dos valentes guerreiros", em Dunga, "O burro dos volantes fuleiros", e retornamos ao Brasileiro com espectativas muito e muito sombrias.Para surpresa de uns (e decepção de outros), recomeçamos até bem, ganhamos um clássico (buáá!), vencemos os lanternas, e voltamos a tropeçar e sofrer com a escassez de gols de um time ainda muito enfraquecido e - na minha modesta opinião - com a inexperiência e falta de coragem de um técnico sem gabarito. Para compensar tantas tristezas, tivemos da volta DELE, que vem para reerguer o Flamengo das cinzas da bagunça, da incompetência e do malcaratismo organizado. Não sejamos ingênuos em pensar que o concerto de tantos anos de desgovernos será concluído da noite para o dia. Todos sabem que ZICÃO (mentalizem este nome sendo berrado por Jorge Cury) tem a competência de um homem que quase sozinho inventou o futebol no Japão, tem a lealdade de um ídolo que honrou o Manto Sagrado por décadas, e tem a perseverança de sempre precisou matar leões metafóricos o tempo todo. Mas também não sejamos ingênuos em pensar que a honestidade e lealdade de Zico atrairão muita inveja, ferirão interesses poderosos, e poderão servir de combustível para sabotagens e boicotes dissimulados, afastarão empresários acostumados a negociatas subterrâneas, e incomodarão parasitas que exploraram o Flamengo em proveito próprio. ZICÃO (lembrem-se do Jorge Cury) É O HOMEM. Tô com o ZICÃO e não abro! (TCZNA). Evitemos o imediatismo, a cornetagem boboca, e o pensamento pequeno. Há muitos monstros e inimigos a serem derrotados por nosso heróico Rei Artur, e a luta não será fácil e sem sequelas doloridas. Nas alegrias e nas tristezas, nos altos e baixos, nós estaremos firmes em nossa paixão, mas sem perder a razão do nosso rubro-negrismo radical. Por isso, TCZNA!Na véspera de mais um Clássico dos Milhões, quando o favoritismo adversário está sendo cantado e decantado (mais uma vez), volto aqui para inaugurar um novo formato nas minhas postagens. Apresento-lhes o FLAMENGÔMETRO.É simples e matemático. Consideremos sempre o desempenho do Flamengo nos últimos onze jogos. Vitória vale 100%, e empate vale 50%. Assim espero medir o nosso desempenho do Flamengo no decorrer dos campeonatos. À medida que novos jogos são disputados, a sequência de onze jogos também muda, e assim vamos obtendo um gráfico de desempenho.
E, antes que me esqueça... TCZNA.

Flamengômetro de 24 de julho de 2010: 59% (4 vitórias, 3 empates e 4 derrotas)


2010
Notas fla-estatísticas:
1- Percebam como nosso desempenho despencou ao longo do ano, é hora de começar a reverter o quadro.
2- Comparando com a mesma rodada no ano passado, temos 1 ponto a mais do que tínhamos em 2009. Permitam-me um lampejo de otimismo profético: faltariam 51 pontos para o Hepta?
3- Falta 1 gol para que Petkovic se iguale a Tita como o 5º maior artilheiro do Flamengo em Campeonatos Brasileiros.
4- Faltam 9 jogos para que Léo Moura se iguale a Adílio como o 3º jogador com mais partidas em Brasileiros pelo Flamengo.
5- Falta 1 gol para que o mesmo Léo Moura se iguale a Adriano e Adílio como o 8º artilheiro do Fla em Brasileiros.
6 - TCZNA.


SÁBADO À TARDE

Sacrificar-se requer, acho eu, um dom especial. Quanto mais intenso o sacrifício, mais aquele que se sacrifica demonstra a grandeza e a intensidade de seu dom.
Qualquer um de nós é capaz de um pequeno sacrifício, um esforço extra, abdicar de alguma coisa por algum tempo, suar mais a camisa em benefício de alguma coisa ou de alguém. De um grande sacrifício, já penso que são em bem menor número os capazes. Já de um sacrifício extraordinário, especial, seguramente poucos, facilmente identificáveis, são capazes.
Pois todos nós conhecemos pelo menos um desses poucos: o nome dele é Arthur. Ele vem se sacrificando para valer, de uma forma até comovente, desde quando ainda era um garoto. Este não é o espaço para a descrição de cada uma das etapas desse sacrifício incomensurável que ele fez por amor à mesma paixão que move a mim e a você. Muitos dos colunistas já relataram algumas dessas epopéias, em POSTS memoráveis que andamos lendo por aqui. Como quando teve sua carreira quase interrompida por uma entrada criminosa de um indivíduo que deve permanecer esportivamente anônimo para o bem da história do esporte. Ou quando começou a ser preparado fisicamente para se tornar o que acabou por ser seu destino glorioso.
Mas esse tipo de pessoa não tem limites em sua dedicação. Sua paixão é infinita, como a nossa também é. Só que ele consegue ir além, em benefício dessa paixão. Consegue aquilo que nem você, nem eu, nem praticamente nenhum outro de nós, espalhados nessa multidão de dezenas de milhões de apaixonados, jamais sonharíamos em alcançar.
E mesmo no sossego de sua maturidade, no momento de usufruir calma e tranqüilamente as glórias e conquistas que alcançou, ainda tem aquele fogo interior para enfrentar mais um desafio e topar mais uma vez ir para o sacrifício.
Mesmo sabendo que vai enfrentar outras bestas-feras iguais aquele anônimo que tentou cortar sua carreira ao meio. Estas, piores, porque muito mais sutis, escondidas nos cantos, fazendo o jogo do faz-de-conta.

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Na minha opinião o POST do Monnerat e as inúmeras manifestações a favor nos comments são suficientes para dizer aquilo que tinha que ser dito.
Resta discutir como vamos ajudar o Galo a fazer o que tem que ser feito. Seria bom achar uma forma de deixar bem claro a ele que a maioria da nação o apóia. Que está do seu lado. Que confia em suas escolhas e em sua convicção. Que aceita os obstáculos que sabe que ele vai atravessar com dificuldades e que vão nos deixar, muitas vezes, temerosos, insatisfeitos, entristecidos, frustrados. Porque sabemos que o resultado final é o melhor. Aliás, é o único. E precisa acontecer.

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Espero que o propósito a que Zico se dedicou possa ser alcançado em algum momento, por mais difícil que seja essa travessia. E enumero duas necessidades que, a meu ver, são imprescindíveis para isso:
a) Blindagem – o bombardeio de fofocas, achismos e outras manifestações idiotas precisa, ou ser minimizado ou ter um contra-peso positivo, para equilibrar a balança e dar gás ao próprio Zico, à torcida e ao time.
b) Imunização definitiva - a garantia de que o que for alcançado não será destroçado mais à frente, como já aconteceu no passado. Provavelmente isso vai implicar em alteração nos estatutos do clube, como o Alex comentou. Talvez se encontre esse caminho na legislação. De uma forma ou de outra, é uma coisa muito difícil de se conseguir dentro da realidade do Flamengo hoje. Mas não podemos correr o risco de atravessar o deserto, liderados por Zico e, depois da longa travessia, quando for a hora de alcançar a terra prometida, vir um aventureiro desconhecido ( ou não ) e começar a destruir as conquistas novamente.
Eu tenho certeza que a maioria da nação acredita que Zico vai conseguir o que pretende. Espero que ele receba essa energia diretamente de cada coração rubro-negro e não desanime. Porque não vai ser fácil. Mas vai ser fundamental.

sexta-feira, 30 de julho de 2010



PAPO DE SEXTA - Luciana Zogaib



Nada como um final de semana regado a bacalhoada para acreditarmos que há luz no fim do túnel. E esse domingão promete uma ótima digestão de bacalhau com batatas. Pra mim não importa se vamos de Val Baiano, Borja, Pacheco ou seja lá quem mais. Vestiu o Manto f..., super poderes são incorporados e aí sinto até pena dos viceínos.

Mas, o papo de sexta vem para discutir sobre os nossos projetos de longo prazo. E sobre isso, fica até difícil falar e saber como realmente vamos reagir, já que nunca na história desse país tivemos sequer um projeto de curto prazo para a estrutura do nosso Mengão.

O ano de 2010 começou promissor, atuais campeões Brasileiros, disputando a Liberta, ano de Copa e... a coisa acabou desandando, aí veio Zicão e o gás voltou, seríamos Hepta!!! Mas, definitivamente 2010 não poderia ser um ano tão bom e tão fácil, afinal nada é fácil para o Mengão, novamente estávamos nas páginas policiais com um crime que jamais será esquecido. Turbilhão, Sarcasmo, todo o mal olhado concentrado em um só lugar, a Gávea.

Eu, na minha sempre humilde visão de torcedora de arquibancada, não gosto muito de cornetar certas atitudes internas por justamente não estar "nas internas" do clube e não saber as reais versões dos fatos. Mas, como torcedora apaixonada do Mengão, não posso negar minha admiração pela Patrícia. Como mulher, espero que a gestão dela seja realmente um marco para a história do clube, e o que me leva a ter tanta fé, é ver nosso Deus maior aceitar uma proposta que até bem pouco tempo não cogitava. Acredito que só aceitou por acreditar também no projeto.
E, uma coisa é fato, algum preço e algum passo atrás teremos que pagar e dar para colhermos os frutos mais a frente. Portanto, cabe a nós rubro-negros de verdade, apoiarmos nosso time como só nós sabemos fazer. Mais do que nunca o 12 vai ter que fazer a diferença.
Podemos começar parando com as especulações sobre compra, venda e empréstimo de jogadores e treinadores. Eu mesma já não aguento mais esse tipo de notícia, está virando palhaçada já. Não vamos alimentar isso!!!
E, como falei, não importa qual será a escalação, será pra eles sempre que irei torcer...

Quanto a possíveis articulações para derrubar o galinho, espero que o feitiço vire contra o feiticeiro e que estes falsos rubro-negros sejam postos pra correr. E que o amor pelo Flamengo sobreponha os interesses econômicos e políticos daqueles que lá estão.

Se for realmente pra ver o Mengão estruturado, com CT de nível, com jogadores com melhores contratos para o Clube, uma categoria de base forte e etc, vale o esforço de torcer por Val Baiano e Borja, e como vale...

Então é isso galera, vamos comparecer para ajudar nosso time, saiam um pouco da frente da TV e vamos nos mobilizando para carregarmos nosso time para o topo da tabela. Pois, por mais que eu saiba que os viceínos de segunda gostam mesmo de sofrer, temos que ser a maioria sempre.

SRN

Twitter: http://twitter.com/luzogaib
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Esculachar Bacalhau: Tradição Rubro-Negra


Como eu sempre digo antes de pegar de jeito a nossa baranga de fé, bendito seja o vasquinho. Quando as coisas parecem estar muito cabulosas lá pros lados da Gávea Sinistra a divina providência se plasma em forma de tabela e marcam um Flamengo x bacalhau pra tudo voltar ao normal. O trauma que o Mengão causou na mulambada da camisa feiona é tão sério que caras lá na pocilga de São Janú preferem disputar outra Série B a perder mais uma pra nós. Pode até ser que disputem outra Série B, aliás, tão fazendo tudo certinho pra isso. Mas é ruim de não perder pro Flamengo, só se for em outra encarnação.

Tenho verdadeira ojeriza por esses párias, mas sou sensível (uii) o bastante para entender o desespero dos mortos de fome. Vejam a nossa imoral vantagem em confrontos diretos, nos gols marcados, nos títulos conquistados e até em mais jogadores expulsos injustamente em chrivaris campais. Comparem as trajetórias, são como paralelas que não se encontrarão jamais, coloquem ao lado do nosso magnífico Manto Sagrado o pano de chão inglório dos eternos vices e veja como ele desaparece. Escolha qualquer campo do conhecimento humano e comprove, sem necessidade de maiores análises, que não dá pro bacalhau bater de frente com o Mengão. É pra ficar putão mesmo. E eles ficam.

A grosso modo quem fecha com o certo não precisa de adjutórios de qualquer espécie para ter a consciência tranquila de nossa superioridade. Mas nesses tempos conturbados que atravessamos não faz mal algum deixar um pouco de lado nossa proverbial modéstia e, na humildade que nos caracteriza, gritar a plenos pulmões que o Mengão não toma conhecimento do vice. Já é tradição na Gávea, desde 1923 que botamos quente no lombo bacalhau imundo. O embate entre nós e eles teria tudo pra ser o símbolo de uma grande rivalidade. Mas pra isso o bacalhau precisava ter um mínimo de vergonha na cara. Porque se ao longo dos anos o suposto rival só apanha, não ganha uma e a sua pequena torcida tá sempre voltando pra casa com suas tristes bandeirinhas enroladas e escondidas sabe-se lá onde então não existe rivalidade. É só uma relação comercial desequilibrada e doentia onde o freguês (ou cliente) só se ferra. Perde a graça, claro que perde a graça. Mas, cá pra nós, quem é que torce por algum time de futebol pra se divertir?

Por isso que ultimamente o Flamengo x Vasco, que já foi até chamado de Clássico dos Milhões virou mais uma peladinha como tantas outras. O jogo geralmente é ruim, com o Mengão atacando e os viceínos se defendendo como podem na base do bumba-meu-boi. Concordo que anda um bocado repetitivo. Particularmente me divirto à beça vendo aquele monte de mané saindo mais cedo do Maraca pra não ser zoado na condução pelas hordas flamengas que sempre são predominantes, hegemônicas e no mais das vezes, vencedoras. Domingo vamos cantar de novo o velho hit: Olha, olha a força indo embora!!

O mais legal de enfrentar os maiores vices do país (só perdem pro Boi Garantido meridional que é pentavice) é que os doentes tecem teorias sensacionais para explicar as suas intermináveis derrotas. Logo depois do TETRA TRI (valeu Hélton!) o núcleo de inteligência vascaína concluiu que o Flamengo só ganhava deles quando tínhamos uma equipe tecnicamente inferior a deles. Aí nos últimos 2 anos, em que eles andavam com a lama da subalternalidade da Série B até o pescoço e tinham um time que até o Ray Charles podia ver que era pior que o do Fuderoso da Gávea eles tiveram a certeza que a escrita ia acabar. Sabem o que aconteceu, né? Eles ganharam mais uma chapuletada na ideia pra deixar de serem otários.

Agora mudou tudo de novo, pelo menos nas mentes enlouquecidas dos viceínos. Eles acham que montaram um timaço ao fazerem um catadão com refugos de origens das mais duvidosas. Só podem estar de sacanagem com a nossa cara quando enchem a boca pra falar em Zé Boteco, Felipe Sangue Ruim e um outro seiláquenzinho que veio do Atrético (tanto faz se é mineiro, paranaense ou goiano). Não entendo como não deixaram o Dôdoping fora desse time, tá faltando alguém ai pra levar aquele cafezinho esperto que ele aprendeu a fazer lá em Soldado Severiano. Pô, o vasquinho não vai aprender nunca? Futebol é pra ser jogado na bola. Pegou mal demais essa escalação aí. Tentar matar o adversário de rir é uma atitude antidesportiva.

PS: O Urublog tá concorrendo ao Bi do Prêmio Top Blog, galera. Ali no canto direito tem o link pra você dar essa força e votar na gente. Pros preguiçosos eu coloco o link aqui também. Agradeço desde já a moral.

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O inferno de Zico

* Por Lucas Dantas, do OleOle

Não existe Deus sem um inferno, já dizia lá aquele livro de 2010 anos. Zico, considerado pelos Flamengos (e por mim) como a encarnação Dele na Terra, não poderia ser uma exceção. Não posso, nem vou, dar o nome do diabo da vez. Mas ele existe. Está na Gávea. E Zico lutará para expurgá-lo.

O texto maravilhoso de Lucio de Castro (para quem não leu, aqui) não me surpreendeu nem um pouco. É forte? É, mas aqui mesmo nesse espaço eu já havia dito que "muita gente lá dentro já está arquitetando a queda do Galo". E é verdade. O próprio Zico sabe disso.

É triste e lamentável que diante do cenário que temos, tanta gente esteja contra e pensando nos mais variado$ intere$$e$. Zico é o primeiro nome em (não sei, 30 anos?) sério a assumir o futebol rubro-negro. Incorruptível. Chegou falando o que o Flamengo precisa, com a bagagem necessária e blindagem adquirida em mais de 20 anos de serviços prestados dentro de campo.

Gênio que foi, virou técnico e com times de medianos a medíocres ainda conquistou taças. Nunca se furtou a falar o que pensava e dobrou até pequenos marrentos como o Romário, que já entendeu a importância e a força da imagem do Zicão.

Preciso repetir isso o tempo todo, a cada texto?

Sim, porque tem gente que não entende. Que ainda faz a imbecilidade de querer separar o dirigente do jogador. Desculpem, mas isso é um burrice sem tamanho.

Zico, no Flamengo, é um só. Ele mesmo sabe disso. Jogador e dirigente são funções diferentes, nada mais, porém com o mesmo intuito de apenas e tão somente ajudar o clube. É o mesmo Zico do Flamengo.

Zico jogador já falhou com o Manto. Mas sempre tentou o máximo. O Zico dirigente fará o mesmo. Vai errar, acertar, mas não pecará por omissão nem usará de bravatas escrotas ou cartinhas recalcadas para mascarar a própria incompetência.

É incrível que ainda tenha gente com o pensamento atrasado de "precisamos de um craque, não de um CT". Talvez sejam pessoas que acreditam que é o passado, e não o futuro, que ainda está para acontecer. Não observam os exemplos cada vez mais frequentes de clubes que pensam na estrutura primeiro para depois montar seus times competitivos e vencedores. Acreditam mesmo que o hexa veio fruto de um trabalho calculado visando o craque e só o craque.

Zico, sozinho, foi mais craque que todo o time campeão no ano passado. E Ele mesmo sabe da necessidade de começar a fazer esses jogadores decisivos em casa, ao invés de sair alugando por aí. A história do Flamengo mostra isso. Mas acostumada com os factóides e manchetes de jornal, boa parte da torcida ignora essa história.

Façam como diz o mestre Arthur Muhlenberg e fechem com o certo. Leiam as páginas do Novo Testamento Rubro-Negro ao final desse texto. Temos pela primeira vez na história um dirigente que nos dá orgulho de dizer seu nome. E o melhor, é só do Flamengo.

Deixem as múmias da Gávea se enrolarem sozinhas e sumirem na própria poeira. Só criança acredita em assombração. Quando crescemos, elas viram histórias bobas e passam a fazer parte do folclore. Viram o Presidente Sem Cabeça, o Saci Tereleite, a Raposa Felpuda do Pastoreio...

Além disso, não fiquem querendo dar conselhos ao Zico. Não dizemos a Deus o que fazer. Ouvimos em silêncio em pronto. Zico sabe o que faz. E acreditem, Ele entende de futebol um pouquinho mais do que nós. Só um pouquinho, quase nada. Uns 800 gols a mais.

Zico é foda. Longa vida ao Rei.

(cliquem nas imagens para ver no tamanho legível)



COLUNA DE SEXTA-FEIRA - André Monnerat

O time para o jogo de domingo

Estou chegando à conclusão de que não vale a pena insistir em publicar textos tentando analisar o time que Rogério deverá colocar em campo na próxima partida. Com uma frequência incrível, eu me baseio no que ele fala ou no que ele treina e depois descubro que ele acabará escalando outra equipe. Ele pode mudar no último treino, pode mudar no vestiário, enfim. Por isso, pra esta semana, pensei em fazer um pouco diferente.

Em vez de tentar escrever sobre o que Rogério fará, pensei em colocar aqui o time que eu escalaria se estivesse no lugar dele. Mas, vejam vocês, não consegui chegar a uma conclusão.

O normal é que Rogério escale Correa, Willians, Kléberson e Petkovic no meio-campo. Não gosto muito; com esta escalação, ou teríamos um quadrado com Willians fixo como volante e Kléberson se adiantando para jogar como um verdadeiro meia, ou um losango em que Willians e Kléberson se alternariam entre a ajuda a Petkovic na armação e a marcação mais atrás. O problema é que nem gosto de Kléberson como meia, nem acho que Willians possa jogar bem com este posicionamento mais adiantado. Talvez fosse o caso de fixar Willians mais atrás e avançar um pouco Correa; mas este já jogou numa função próxima a esta contra o Inter e não agradou muito.

Outra alternativa seria colocar Camacho como titular, fazendo o papel do segundo meia; mas, embora goste dele, acho que dar-lhe esta responsabildade hoje é arriscar queimá-lo com a torcida. Hoje, eu usaria Camacho como reserva de Petkovic, entrando em seu lugar durante os jogos sempre que o sérvio começasse a cair de rendimento - mas Rogério prefere deixar o gringo sempre em campo, mesmo já cansado, por acreditar que ele possa resolver o jogo num lance isolado qualquer e que assim ele vai ganhar mais condicionamento com o tempo. Não é o que eu faria; acho que o time perde demais fisicamente e costuma ser dominado no fim das partidas, além de realmente não ter confiança de que Pet, nessa idade, possa vir a aguentar mais do que já vem aguentando. Vejo como mais produtivo usá-lo no seu máximo enquanto possível e aproveitar seus momentos de cansaço pra ir dando mais oportunidades a um jovem em quem vejo futuro.

Na minha cabeça, a melhor maneira de aproveitar Petkovic seria usar um 4-2-3-1, no qual os meias abertos ajudariam na marcação e fariam com que Pet precisasse ajudar o mínimo possível na marcação, se poupando apenas para criar. Mas hoje, ainda mais sem Marquinhos, quem seriam os dois jogadores para fazer este papel de meias-atacantes abertos? Pacheco e Michael? Complicado voltar a imaginar um time do Flamengo com os dois juntos em campo. Será que valeria tentar adiantar Juan ou Léo Moura para esta função?

Enfim: sinceramente, não sei. Mas estou curioso pra ver o rendimento de Val Baiano no comando de ataque, pois Diego Maurício não tem, pelo menos por enquanto, condição de ser o homem de referência do time na frente. E me preocupo com a provável escolha de Jean como titular na zaga; só assisti ao cara jogando uma vez, mas não gostei nada do que vi. A esta altura, vejam vocês, me sentiria mais tranquilo indo de Wellington mesmo.

Meu chute do que Rogério deverá escalar: Marcelo Lomba, Léo Moura, Jean, Angelim e Juan; Correa, Willians, Kléberson e Petkovic; Vinícius Pacheco e Val Baiano.

E o que talvez eu fizesse, sem muita convicção: Marcelo Lomba, Léo Moura, Wellington, Angelim e Rodrigo Alvim; Correa, Kléberson (Willians), Juan, Petkovic e Vinícius Pacheco (Kléberson); Val Baiano.


• ANDRÉ MONNERAT escreve também no SobreFlamengo (www.sobreflamengo.com.br e twitter.com/sobreflamengo)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Acredito sinceramente que um blog, assim como qualquer outra rede social, é feita por seus usuários e colaboradores. O André Monnerat costuma escrever por aqui às sextas, mas como alguns leitores do Flamengonet pediram, republico o texto do SobreFlamengo de hoje. Leiam, comentem e, principalmente, colem o link original em toda comunidade do Orkut sobre o Flamengo que você conhece. Tem gente de outras redes sociais que precisa ler isso. Abraços, Tiago

O Flamengo tem muito a ganhar se a torcida comprar sua briga


Zico andou falando com mais clareza nos últimos dias sobre suas prioridades à frente do futebol do Flamengo. O recado foi dado: os resultados dentro de campo sempre têm sua importância, mas o foco é na reconstrução (ou seria construção mesmo?) do departamento de futebol do clube. Um trabalho bem mais complicado, bem mais importante e de resultados menos imediatos.


Resumindo bem resumido:

- Os objetivos principais são organizar as contas, definir a organização interna - inclusive nas categorias de base - e investir na estrutura física que dará condições aos profissionais do clube de trabalhar sempre da melhor maneira possível.

- O dinheiro não está sobrando. É preciso fazer escolhas. Contratações ainda para esta temporada podem e até devem chegar, mas nunca fora do orçamento.

Já deu pra perceber que a nova linha de pensamento desagrada muita gente. Há a eterna briga entre grupos políticos, há outros interessados se incomodando por ter sua vida mais complicada e mesmo na torcida, há muitos já achando o fim da picada as contratações modestas, querendo reforços bombásticos já.

E só o que eu acho é que a situação atual precisa ser encarada pensando-se num horizonte que vai um pouco além dos próximos quatro ou cinco meses.

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O Flamengo tem hoje no mercado a fama de um clube mau pagador. Por isso, muitos simplesmente se recusam a trabalhar na Gávea. Nos acostumamos a ver qualquer jogador ou técnico chegar ao Flamengo ganhando salários muito mais altos do que receberiam em outros clubes - porque, para convencer qualquer um a arriscar-se a conviver com salários atrasados, é preciso que as cifras sejam muito vantajosas. Pra quem acha que há muito espaço na folha por comparar o elenco atual com o do ano passado, basta dizer que o clube terminou 2009 devendo R$4 milhões em prêmios, R$900 mil em luvas, R$2 milhões em salários, R$4 milhões em direito de imagem, R$1,5 milhão de 13o salário, R$490 mil de férias. Jogadores falam entre si e este tipo de informação se espalha.

A fama de mau pagador é também com clubes e empresários, que sabem das dificuldades para receber o que o Flamengo promete em suas transações. Há casos que foram parar na Fifa de dívidas de anos por contratações como Íbson ou Souza. Na disputa por um negócio, é natural que o dono de um jogador dê preferência pra quem não tem este tipo de histórico; também é normal que tenham mais receio em aceitar parcelamentos, correndo o risco de receber a primeira parcela e ter que ficar cobrando as outras todas por anos.

O Flamengo tem a fama de ter uma péssima estrutura para se trabalhar. Isso também afugenta bons profissionais - técnicos, jogadores - e faz com que seja necessário pagar mais caro pra convencer alguém a ir para o clube.

O Flamengo tem a fama de ser desorganizado, um lugar onde a indisciplina e a bagunça imperam. Pense em quantas vezes você já não pensou, falou, leu ou ouviu a seguinte frase: "Fulano? Esse é muito bom, mas não duraria três meses no Flamengo". Pois é: quando um dirigente do Flamengo tenta contratar alguém de perfil mais, digamos, sério, é provável que isso também passe pela cabeça do sujeito.

Quando se fala em possíveis patrocinadores que arcariam com salários de grandes jogadores no Flamengo, esta fama também atrapalha. Ninguém quer pagar para ter o nome de sua empresa associado a quem aparece com frequência na imprensa com histórias de atrasos a compromissos, noitadas fora de hora, brigas com torcedores ou companheiros de trabalho. A fama do Flamengo é que estas coisas acontecem por lá com frequência e os diretores encaram como algo normal.

Por toda esta fama, e não só pela pura e simples falta de dinheiro - que é um fato; basta ver a dificuldade para pagar, de maneira parcelada, os 700 mil para ficar com David -, é mais difícil para o Flamengo fazer contratações de peso. Torcedores sonharam, por exemplo, com a contratação de Rafael Sóbis, Montillo e Ricardo Oliveira; pois não é difícil imaginar que, se estes jogadores tivessem nas mãos propostas idênticas do Flamengo e de Inter, Cruzeiro ou São Paulo, não escolhessem a Gávea como destino.

O rubro-negro que está interessado simplesmente em resultados em campo (o que é normal, é pra isso que se torce para um time de futebol) e quer o time sempre forte deve entender como esta imagem dificulta, e muito, que o Flamengo faça as contratações indiscutíveis de que gostaria; que não se muda esta imagem de uma hora pra outra; e que isso definitivamente não vai acontecer se, mais uma vez, a diretoria for "ousada" e decidir gastar além do que tem, fazer novas dívidas e reduzir ainda mais a margem de manobra para os próximos anos.


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Reparem que escrevi apenas sobre o que a fama do Flamengo de ser mau pagador, desorganizado e deficiente em estrutura traz de ruim. Nem toquei nos efeitos diretos do Flamengo efetivamente ser mau pagador, desorganizado e deficiente em estrutura no rendimento dos jogadores em campo. Todo mundo sabe disso, todo mundo sempre reclamou disso, todo mundo sempre quis que isso mudasse. E alguém achou que seria simples?

Pois a briga pra mudar não é simples, nem fácil. Pra encarar um trabalho deste tamanho, que pede sacrifícios, exige atitudes polêmicas e vai contra um monte de interesses, tinha que ser alguém com a moral que Zico tem. É a isso que ele está se dispondo, e é por isso - e não por um sentimento sebastianista qualquer ou por uma idolatria cega a um ex-jogador de futebol - que comemorei tanto sua chegada.


É claro que Zico vai errar, e é claro que se pode criticar sua administração. Eu não teria seguido com Rogério como técnico e acho apostas como a feita no zagueiro Jean, por exemplo, muito difíceis mesmo de dar certo. Discutir este tipo de coisa, reclamar de determinadas decisões, é normal e todo mundo pode fazer. O perigo é pegar a parte pelo todo, decretar que "está tudo errado" e não perceber a figura completa.

Coloquemos as coisas em perspectiva: o grande fato, hoje, é que estão tentando mudar a lógica das coisas. Podem errar agora numa aposta em Val Baiano ou Marquinhos, por exemplo - como todo mundo hoje acha que se errou com Vandinho, Sambueza, Fierro, Gil e Dênis Marques. A grande diferença é o pensamento que há por trás do que está sendo feito agora. Não dá pra botar tudo no mesmo saco. Quer dizer então que todo o problema do Flamengo nos últimos anos é simplesmente ser dirigido por gente que "escolhe mal" as contratações? Pode ser que eu quebre a cara, mas ao menos tenho hoje motivos para crer que quem está na direção pensa realmente no que é melhor para o Flamengo - e melhor não só no curto prazo.

É preciso cuidado com um discurso simplificador, que com menos de três meses de Zico na Gávea já crava que "nada mudou" simplesmente porque as contratações imediatas não renderam lindas manchetes. Ou que diz que o Flamengo está trocando um CT por um time na zona de rebaixamento, e que "ninguém vai se contentar com estrutura se o time estiver na série B". Atenção: o Flamengo nem está gastando dezenas de milhões de uma vez em um CT, nem está na zona de rebaixamento. E um trabalho que é declaradamente de longo prazo não pode ter julgamentos definitivos em tão pouco tempo.

Cada um tem direito a ter sua própria opinião, e muitos podem sinceramente não acreditar que as coisas possam estar mudando. Mas sabe-se que nem todas as opiniões que circulam por aí são honestas. Por interesses não divulgáveis, muitos vão bater no trabalho de Zico agora, e forte - muitas vezes sem nem citar seu nome. Por exemplo: se conseguirem que o processo não vá pra frente colocando a culpa em Patrícia Amorim, Hélio Ferraz ou seja lá quem for, o efeito já terá sido o desejado.

É preciso ter cuidado pra não cair em certas pilhas.


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No mais, realmente não acho que o Flamengo hoje tenha time pra brigar contra o rebaixamento. Especialmente se puderem trabalhar com tranquilidade e tiverem o apoio da torcida. Pra quem realmente teme uma queda pra série B: sei que o elenco do Flamengo está abaixo de uma porção de concorrentes, mas não creio que seja do nível de Guarani, Ceará, Avaí, Vitória, Prudente, Atlético-PR, Atlético-GO e Goiás. O campeonato está ainda no início, mas o Flamengo já jogou com Inter, Grêmio, São Paulo, Palmeiras, Fluminense e Botafogo, todos jogos teoricamente bem complicados, e ainda está a três pontos da zona da Libertadores.

Outro dia li um comentário por aí de alguém que "não aguenta mais ver Val Baiano jogando no Flamengo". Mas já? Acho que vale esperar mais um pouquinho antes de tirar conclusões tão definitivas, ainda mais num momento que pode ser realmente histórico para o clube.

O Flamengo teria muito a ganhar se a torcida agora comprasse a sua briga. Talvez fosse o caso da própria diretoria dizer isso com mais clareza.

Hoje não tem coluna

Apenas recomendo o forte texto do jornalista Lúcio de Castro a respeito da nova realidade de Zico na Gávea. E lembre-se: quanto menos a torcida apoiar, mais fácil fica para as previsões sinistras se concretizarem.

Então responda: você está a par da realidade do texto? E tem feito o quê contra ela?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Calúnia do Rúbio Negrão

Eis que o blog da Flamengonet me ganha um novo calunista (obrigado, Didi Mocó). Bem sei que nem o blog nem seus comentaristas mereciam isso, mas a vida é assim mesmo: às vezes coisas ruins acontecem com pessoas boas.

Antes de mais nada, preciso esclarecer que lá dentro, no Echo, continuarei sendo aquele “banidor-mor das madrugas” (obrigado, C. Eduardo), enquanto aqui fora, página principal de tão distinto blog, não grafarei jamais meu obceno e mui merecido apelido de “Trolhoso” por extremo respeito ao meio sacrossanto do futebol mundial. Usarei, ao invés, o meu nick verdadeiro: “Rúbio Negrão”.

Mas sou eu mesmo, podem crer! Posso ser desprezível, mas ainda não sou uma miragem! Demorei, é verdade, mas finalmente consegui o meu lugar ao sol. Não na tribuna ou na cativa dos veteranos craques flamengoneteiros, mas numa aconchegante geralzinha sem chuva, que já é bem mais do que eu mereço.

E caso alguém esteja se perguntando como a contratação de alguém do meu naipe foi viabilizada, segue a primeira parte da epopéia: enviei um DVD com os meus melhores momentos no Echo para ser avaliado pela comissão técnica do blog. Felizmente, como não existe justiça neste mundo, fui contratado.

Confiram comigo no replay as melhores e piores partes da mídia maldita:

► “Um dia eu tive que optar: trabalhar ou poder ficar a noite inteira aqui no blog, que é o lugar mais próximo à Gávea que há no mundo. Optei.”

“A caminho do quarto ano de desemprego, descobri: eu não sou de feito de soja, mas tofu.”

“A imagem da Copa foi o beijo do Casillas na Sara Carbonero só porque não botaram o Ibrahimovic pra entrevistar o Piqué.”

► “Se eu ainda trabalhasse, amanhã com certeza eu não iria.”

►► “Sugestão de nome pra torcida somente para cuecas: ‘Flatulentos.’ Nome de torcida só pra mulherada: ‘Flacidas.’”

◄◄ “Ainda bem que o Mengão nunca vai cair pra série B... Ia ser ruim de subir, porque somos especialistas em perder pra times pequenos...”

■ “O Andrade pode ter a língua presa, mas dizem que o resto é bastante solto.”

► “Será que o Cuca não sabe que pra estimular jogador não se usa o coração do boi, e sim os testículos, de preferência com catuaba e muita canela? Acabou que o mesmo time que já teve um ‘Coração de Leão” ganhou um ‘Coração de Boi’.”

► “Nosso time tem que manter o fock.”

►► “O Flamengo é a segunda maior torcida do Brasil. A primeira é a arco-íris.”

►► “O Fierro é um jogador estilo Maldonado, ou seja, ‘invisível’. Se a gente insistir em ficar olhando, aí é que ele não rende.”

■ “O Echo suporta 5.000 caracteres. O Twitter, apenas 140. Daí que o Echo é um Twitter de bacana. No Twitter só dá pra eles discutirem aquele 1% que sempre falta, enquanto no Echo nós podemos discutir os outros 99.”

◄ “Nosso time é tão maduro, mas tão maduro que o Fla-Pornô lhe deu uma classificação XXX.”

◄ “Essa cachorrada é tão recalcada, mas tão recalcada que aconselho aos rubro-negros que forem domingo ao Engenhão a tomar vacina antirrábica.”

◄◄ “O futebol do Zé Roberto mudou do álcool pro vinho.”

► “Mas agora não convém que o time perca o foco: bebida, sexo e futebol... bebida, sexo e futebol... bebida, sexo e futebol...”

■ “Se tudo der certo, domingo que vem terei coroados de êxito esses dois anos de desemprego autoimpostos apenas para poder torcer integralmente pelo Flamengo. Alguns vagabundos são fiscais da natureza. Eu sou fiscal do Mengão!”

▲ “Quando estávamos em quinto lugar, toda a mírdia escrotiva paulicha apostava na chegada do Cruzeiro, que estava em sexto. Agora que estamos em primeiro, toda a mírdia escrotiva paulicha aposta na chegada do Internacional, que está em segundo.”

►◄ “Se quem assiste os jogos do Mengão no Maraca é da ‘magnética’, quem assiste na internet é da ‘internética’.”

►►◄ “Na verdade, os pais do Jobson e do Jorbison tiveram a mesma idéia. A diferença é que o escrevente que firmou a certidão de nascimento do Jorbison tinha o ginasial completo.”

■ “Marco, pelas inúmeras solicitações de análises futebolísticas sobre as quais venho sendo consultado, creio que passei a atuar como uma espécie de ‘consultor seutimental’ aqui do blog.”

▲ “O futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes. O trabalho vem logo em seguida.”

▼▼ “Esse 9 do FluminenC não fred nem cheira.”

■■ “Apesar de ter cunhado a famosa frase ‘The dream is over’, lembrem-se de que o Lennon não passa de um reserva.”

► “O Flamengo é a única religião do mundo em que não há pecadores entre os fiéis.”

►►► “Se eu trabalhasse, hoje certamente teria faltado.”

▲ “Definitivamente, hoje o Adriano estava uma dose a menos.” (Obrigado, Cazuza.)

■ “Invejo muito esse Alex... É um dos poucos caras que conseguiu realizar o ideal de qualquer homem: casar e continuar ‘Souteiro’...”

►■◄ “O chato de ser vagabundo durante a Copa do Mundo é não poder faltar ao trabalho.”

▼ “Adriano carecia de um garçom, mas agora o Pet sérvio.”

■ “Se o Cuca ligar no CVV, a atendente se mata.”

■■ “O Kleberson é um Jonatas que ainda curte jogar futebol.”

► “O Bruno só faz questão da faixa de capitão pra garantir a titularidade, pois o capitão do time é sempre titular.”

► “Patrocínio? Veio a OLK trazendo a Alpargatas a Reebok.”

► “Hoje o nosso goleirinho ficou chamando o gol o jogo inteiro, mas o gol nem deu bola pra ele...”

►►► “O futebol não é mais uma caixinha de surpresas: a CBF o tornou previsível.”

■ “Malandragem gera baderna. Não é à toa que o plural de ‘caó’ é ‘caos’.”

▲ “Já sei porque ninguém no Flamengo quer o Renato Gaúcho como treinador: é constrangedor ter um técnico em melhores condições físicas que os jogadores.”

▲▼ “Deu no Globo.cum: ‘Roda de bobinho diferente e rachão iniciam a linha dura do Flamengo.’ Como é essa ‘roda de bobo diferente’? É com a torcida no meio?”

◄◄ “Richarlyson nunca jogará no Flamengo: ele simplesmente odeeeeeeeia rachão.”

◄◄ “Trocadilho infame do dia: ‘O Marcio Braga também tem culpa no cartório.’”

■ “Tô acordando agora, mas não teve treino hoje cedo? Quer dizer que os jogadores que ganham 100 paus ou mais por mês fizeram hoje o que eu faço há um ano, desempregado?”

► “Se em 92 tínhamos o ‘Maestro’ em campo, em 2009 temos o ‘Mastro’ no banco.”

►■ “Agora entendo porque o Felipão apelidou os torcedores do Palmoles de ‘turma do amendoim’. Palmolense tem mesmo que comer muito amendoim.”

■ “Eu sou abstêmio: só bebo líquidos.”

▲ “Entre contratar o Roman ou a Larissa Riquelme, o custo/benefício da moça é melhor porque ela já vem com duas bolas oficiais inclusas.”

▲ “Descendentes de japoneses nascidos fora do Japão são ‘nikei’. Descendentes de africanos nascidos fora da África são ‘afrodescendentes’. Descendentes de argentinos nascidos fora da Argentina são ‘paulistas’.”

■ “A única possibilidade do Bruno sair incólume desse caso Eliza Samúdio é a moça ter morrido do coração enquanto assistia os 3 frangos do goleiro na vitória de 3 a 1 da La U sobre o Flamengo no Maracanã pela Libertadores, porque, tecnicamente, isso não configura assassinato. Vá lá: no máximo um homicídio culposo.”

▼ “Se o Jailton tivesse jogado contra o Liverpool naquela final em Tóquio, o jogo teria acabado 3 x 2.”

■ “Carini? Lauro? Dida? Sou mais o Bruno com as mãos algemadas!”

► “O Kleberson é um chinelinho excêntrico: treina e ainda aparece pra jogar.”

► “A Olimpikus rescindiu seu contrato com o Bruno porque descobriu que o goleiro estava flertando com poderosas concorrentes do ramo esportivo na fabricação de filhos: Marias-Chuteiras.”

▼ “No ‘Caso Bruno’, a lama que tem respingado na instituição rubro-negra só vem a confirmar o dito: ‘Nenhum jogador é maior do que o Flamengo’.”

Antes que eu seja banido deste espaço, agradeço ao Blog da Flamengonet por me ter recuperado como ser humano produtivo. Eu podia estar por aí, matando, roubando ou desossando, mas tô aqui escrevendo a minha calúnia semanal. Posso ser um vadio, não nego, mas prefiro ser criticado por vadiagem do que por viadagem. É o que eu sempre digo: melhor desempregado que despregado.

Dilema rubro-negro

A participação de Zico na edição do programa "Bem, Amigos", no Sportv, na última segunda-feira, deixou bem claro que a linha de trabalho a ser adotada pelo clube em relação ao departamento de futebol. O direcionamento prioritário de investimentos do clube será para a finalização do Centro de Treinamento e a reestruturação do departamento de futebol estão no topo da lista de prioridades do clube neste momento. Zico ainda deu a entender que o clube não fará grandes investimentos para o restante da temporada e que o time que vai jogar o Brasileiro é o que está aí, com mais dois reforços, que ele não citou nomes.

Os comentários nas ruas e em blogs que repercutiram as declarações do Galinho reforçaram uma tese que eu já tenho há algum tempo - e que acabou ratificada pela conquista do hexacampeonato, ano passado, em meio ao caos que o clube vivia.

A minha tese é que o torcedor comum é imediatista: não quer saber se o clube está no vermelho, se o clube tem grana pra contratar, se os salários estão em dia, se a equipe tem boas condições de treinar. O torcedor quer um time forte, quer reforços. Questões como "estrutura", "planejamento" e "revitalização" são secundárias para este tipo de torcedor.

Vi muitas críticas ao Zico por parte de torcedores, que reclamam da falta de contratações, que alegam que "com esse time, o rebaixamento é iminente". Vi, pasmem, até gente pedindo para a Patrícia Amorim demitir o Zico e trazer de volta Marcus Braz.

E aí ficamos num dilema: reestruturar o clube e abrir mão de conquistas "por quatro ou cinco anos", como disse o Zico; ou montar times caros, com grandes nomes, e endividar ainda mais o clube?

O problema principal é que se criou muito burburinho por contratações nesta janela de transferência. Com os outros clubes se reforçando, o Flamengo trouxe contratações de baixo impacto (Cristian Borja, Val Baiano, Jean, Marquinhos, Leandro Amaral e Renato Abreu). Criou-se uma expectativa por parte da torcida sobre o factóide da contratação de Ronaldinho. Falou-se em Valdívia, Riquelme e mais uma série de nomes de expressão - mas ressalte-se que, efetivamente, a diretoria não se pronunciou em nenhum momento de forma oficial, para desespero de alguns setoristas de sites, rádios e jornais.

Até mesmo na possível transação envolvendo a troca de Kleberson por Gilberto Silva, a "ansiedade por informações" foi tanta que o negócio, que foi dado como certo até no Jornal Nacional, pode não sair. Pelo menos pra mim, as contratações só valem quando Zico as anunciar - já que a presidenta delegou a ele, e só a ele, esses poderes.

E aí concordo com Zico, mais uma vez, quando ele disse, há algumas semanas, que o título nacional teve um preço muito alto. A conquista - que serve como argumento para os que defendem um time forte a qualquer custo - veio em condições excepcionais, em uma arrancada que não é comum em um campeonato historicamente equilibrado como é o Brasileiro na era dos pontos corridos; aliada à incompetência dos principais adversários, que perderam pontos preciosos nos momentos decisivos.

Mas o time, que era inegavelmente forte, tinha sérios problemas de relacionamento, de estrutura e de funcionamento de trabalho. O alto preço pago pela conquista estourou no primeiro semestre, quando não conseguimos sequer ganhar o "carioquinha" e nos arrastamos na Libertadores até a vexatória eliminação, em casa, pra Universidad de Chile, nas quartas de final (perdemos a vaga naquele primeiro tempo pavoroso de 12 de maio - o jogo em Santiago foi apenas um paliativo).

Aqui no blog, provavelmente estou entre a maioria: primeiro, por apoiar o Zico e avaliar que ele tem o tempo que precisar para implantar as mudanças que ele pensa serem necessárias. E segundo, por achar sim que é mais importante arrumar a casa e só depois pensar em montar estruturas eficientes de trabalho, de contratações, enfim.

Isso não quer dizer que eu ache que o time está bom. Não acho que esteja e as contratações feitas até agora não suprem nossas carências. Mesmo com a vinda do Jean, ainda precisamos de um zagueiro; precisamos de um homem de criação/articulação no meio-campo e de alguém que empurre a bola para o gol na frente. Com o elenco atual, repleto de volantes, as condições de fazer gol não são as mais animadoras.

Sei que bons jogadores para preencher essas lacunas não existem aos montes no mercado - e os que estariam disponíveis custam caro. Tenho confiança de que teremos boas notícias em relação a isso nos próximos dias, e que pelo menos um atacante será contratado.

* * * * * 

1. Vi muita gente criticando o Marcelo Lomba depois dos jogos contra Avaí e Inter. Vamos dar mais tempo ao rapaz. É bom goleiro, na média dos que estão aí.

2. Acho que temos mais a ganhar que a perder com Leandro Amaral. Assinou um contrato com um valor baixo e receberá por produtividade: se jogar, ganha mais. Se as lesões voltarem, fica no basicão. Penso que vale mais o risco de apostar nele que pagar R$ 150 mil/mês pro Val Baiano...

3. Dênis Marques provou fora de campo essa semana  o que já se sabia dentro dele: na relação custo/benefício, foi a pior contratação da história recente do Flamengo.

4. Pra quem achou bonita e digna de um capitão do Flamengo a atitude de Léo Moura em visitar um hospital pediátrico, a iniciativa não é nova e mostra que, ao contrário do que insistem alguns setores da imprensa, jogadores de futebol podem  ter ações positivas em relação ao próximo. 

Meu filho Victor é prova disso, como está aqui relatado no meu blog. Quem quiser saber da história, é só clicar aqui. 

Até a próxima semana.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Alfarrábios do Melo

Olá, saudações rubro-negras. “Flamengo é Flamengo”, outro dia alguém falou. E por mais que se tente mostrar o contrário, jamais perderá sua capacidade de ser Flamengo. E é isso que mostro agora, em mais uma das inúmeras surras educativas que foram concedidas ao adversário de domingo. Boa leitura.

O Dia de Bujica

1989. Um dos mais intensos anos da história recente se aproxima do seu final, com Muro caindo, chineses massacrados, eleições diretas, Brasil campeão das Américas após 40 anos. Paradoxalmente, ou talvez por causa de tudo isso, o Brasileiro vai sendo tocado em banho-maria, sem empolgar muito. É quando a tabela finalmente faz com que Flamengo e Vasco se encontrem.

O clássico é vivamente aguardado, desde a rumorosa transferência de Bebeto para o cruzmaltino, que fez a rivalidade atingir níveis inflamáveis. A entrada de Bebeto torna o já forte time vascaíno uma constelação de jogadores, gente do naipe de Mazinho, Tita, Bismarck, Luís Carlos Winck, Andrade. A equipe passa a ser chamada de “SeleVasco”, em função do nível do elenco e da influência que seu vice, Eurico Miranda, exerce na CBF, como diretor de seleções. De qualquer forma, o competente treinador Nelsinho Rosa consegue harmonizar a equipe, que embala e vai vencendo seus jogos. É o favorito absoluto ao título.

O Flamengo, ao contrário, não faz bom campeonato. Após desmontar a equipe que encantou o país no primeiro semestre, a diretoria, completamente desnorteada com a desastrosa condução do “Caso Bebeto”, contrata a esmo, muitas vezes sem critério. Nesse contexto, acerta na vinda de Renato, do zagueiro Fernando (ex-Vasco) e do volante Uidemar, mas erra com o lateral Josimar, o zagueiro Márcio Rossini, o atacante Nando e principalmente com o avante argentino Borghi, reforço badalado e caríssimo que praticamente não entra em campo, às voltas com um insolúvel problema muscular. Os comandantes são os já veteranos Zico e Júnior, que (aparentemente) vislumbram o final da carreira. O treinador Valdir Espinoza, trazido do Botafogo a peso de ouro, não consegue “dar liga” ao time, que patina nas posições intermediárias. Para piorar, entra em crise a poucos dias do clássico, ao perder três jogos seguidos para equipes paulistas. O ambiente é de caos absoluto.

Percebendo a aparente vulnerabilidade do adversário, o Vasco passa a semana convocando seu torcedor a descer em massa ao Maracanã para assistir à “grande exibição”. Ébrios de euforia, os vascaínos não admitem resultado diferente de uma vitória, preferencialmente folgada. Exsudam o âmago de sua essência, que orbita em torno do maior rival. Não há, dentro das hostes lusas, galardão maior do que vencer o rubro-negro em uma disputa dentro das quatro linhas. Numa semana de clássico, São Januário vive Flamengo, respira Flamengo, come e bebe Flamengo, retroalimentando-se numa quase doentia obsessão que o torna, de forma perene, mera caricatura da grandeza flamenga. E esse fenômeno está cada vez mais aceso nesse novembro de 1989. Ouriçados, os vascaínos ainda têm Bebeto, que anseiam esfregar na cara do rival. Entorpecido com o clima festivo, Bebeto promete retribuir o carinho com gols no domingo. MUITOS gols, faz questão de ressaltar.

Enquanto isso, o Flamengo trabalha em silêncio. As bravatas do rival acalmam o ambiente na Gávea, que se esquece da crise. Mas Espinoza tem muitos problemas. Zagueiros suspensos e contundidos, Renato fora. O jeito é improvisar Júnior na zaga e fechar o meio com Ailton e Zinho. E formar um ataque cheio de garotos.

Chega o dia. Maracanã com 60 mil, recorde de público do Brasileiro. E a primeira surpresa vem com a constatação de que, ao invés da propalada invasão vascaína, o estádio está dividido. Mesmo assim, os cruzmaltinos estão animados, e irrompem em risadas quando sai a escalação flamenga. Para enfrentar Tita, Mazinho e Bebeto, o Flamengo alinha Luís Carlos e Bujica. Cantam a goleada que julgam iminente.

Hora de entrar em campo. Silêncio na entrada do túnel, os jogadores flamengos se entreolham. Zico, sempre Zico, pede a palavra. O general de tantas batalhas vai falar. E é sucinto. Olha a todos nos olhos, detém-se nos mais jovens. Sua voz sai pausada, mas transborda força, exala a determinação juvenil de um monstro sagrado, que levou o Manto ao topo do mundo. “Nós somos melhores. O time deles não ganhou nada, somos os melhores porque somos Flamengo, e enquanto formos Flamengo seremos sempre melhores. Então, EN-FIA A FA-CA E RO-DA!!!” Mais nada precisa ser dito. O time, arrepiado, entra em campo.

A partida é acompanhada por todo o país, que contempla o desenrolar de um enredo que surpreende os mais desavisados. Não o torcedor flamengo, que sabe, emite a plácida convicção dos ungidos, e exprime a mais absoluta certeza de que o Manto se agigantará e engolirá todo o riso e a empáfia de um adversário que nunca o ladeará em estatura. Resta apenas berrar por seus heróis. E desfrutar o espetáculo.

Pois o que se assiste é uma verdadeira aula de futebol, aplicada com minúcias e requinte de detalhes. O Flamengo despeja em campo todo o peso de sua história e de sua camisa. Assusta. Impõe. Intimida. Os vascaínos tocam a bola, tentam controlar o meio, mas estão travados. Bloqueados. Afogam-se em sua prepotência, que logo dá lugar ao medo. O Manto está em campo, e se manifesta na classe de Júnior, que está soberano na área, cortante e preciso na cobertura e na saída de bola. Ou de Zico, que faz todos salivarem com sua sutileza e exuberância. Está imarcável. É a última vez que irá enfrentar e subjugar os vascaínos, quer deixar-lhes a última lembrança, marcada em brasa, indelével. É a referência técnica e moral de um grupo que mareja sangue por todos os poros. Monstro, senta Zé do Carmo na grama com um sutil meneio de corpo. Junto com o boquirroto volante, o estádio vai ao chão.

Mas não é nos velhos heróis que o Manto aparece. Porque o Manto é Sagrado por conferir divindade a simples mortais. E é nessa imprevisibilidade que reside a força, a magia, a essência flamenga. E lá estão dois moleques. Um se chama Luís Carlos, prazer. Até então opaco e desconhecido, o menino cabeludo destrói todo o lado direito da defesa vascaína, risca seus zagueiros de um lado pro outro, imparável, intangível. O outro tem nome de pivete...

O Vasco cerca, toca a bola. Quando é desarmado, o Flamengo avança sua cavalaria, impondo uma velocidade enlouquecida, que desnorteia a pesada defesa rival. E é assim que Zico inicia a jogada que chega em Alcindo, que bate cruzado. Acácio larga nos pés do garoto Bujica, do brasileiro Bujica, do Flamengo Bujica, que se abandona nas redes e começa a fazer história.

Há mais. Segundo tempo, o Vasco parece melhor agora, ameaça com mais freqüência o gol de Zé Carlos. O zagueiro Quiñonez (uma espécie de Jr. Baiano do Equador) avança, é facilmente desarmado por Júnior. O contragolpe é mortífero, de almanaque. Zico, no esplendor de seus 36 anos, dá um pique de garoto e recebe na corrida. E rola uma bola de veludo, de bilhar, que mansamente vai ao encontro dos pés do menino que viverá seu dia de herói, transido pelo momento em que personificou a mística da camisa que joga e se impõe sozinha. Bujica 2-0.

Fatura liquidada, enfim começa o baile do qual os vascaínos tanto falaram. Mas é estranho, não parecem gostar do que vêem. A Nação se divide em olés e no mantra “Bu-Ji-Ca”, ensurdece. Enquanto Zico, Júnior, Leonardo, Zinho e os garotos acariciam a bola, o adversário se estapeia descontrolado. E Bebeto? Espectador ilustre, omisso e escondido, somente aparece quando bate boca com Zé Carlos, é expulso e sai em prantos pelos fundos, consumando um enredo que nenhum humano conceberia, tal sua inverossimilhança. Coisas do Manto.

Ao final da partida, o Rio está em festa, o Brasil está em festa, o futebol sorri. E Zico, com a serenidade dos monarcas, atende gentilmente à horda que aflui em busca de uma explicação para o massacre que acaba de acontecer. Lacônico e soberano, só necessita de uma pequena frase, não mais.

“Flamengo é Flamengo.”

Vídeos: "Bujica, o Caçador de Marajás" - parte 1 2

Flamengo 2-0 Vasco (crédito www.youtube.com/user/rafaelcpedro)

Flamengo Net

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