Cadê o dossiê?
Bom, dois jogos e duas roubadas descaradas para nós. No jogo contra o Juventude, o árbitro era paulista, e constava no dossiê patético que o Flamengo enviou, ato repetido posteriormente pelo rival. Agora, conseguimos um empate heróico (num jogo que tivemos um pênalti mandrake a favor e uma expulsão daquelas que "só davam pra gente") e uma vitória (com um pênalti david blaine). To ouvindo reclamações? Não.
Pelamordedeus, não quero criar polêmicas ou chegar aqui e cantar que "eu estava sempre certo" ou que "todo mundo é maluco". Não, longe disso. Apenas, gosto de ressaltar o que sempre disse: a arbitragem toda é péssima. O Flamengo foi roubado algumas vezes? Pode ter sido, mas nem o Héber nem o Edílson apitaram nossos jogos. E o rival também foi roubado algumas vezes. O Paysandu foi vítima de latrocínio recentemente! Essa arbitragem é horrível!!! Não são carmelitas que erram porque são humanos. Erram porque são ruins demais, tal como o time do Flamengo e a administração que há anos desempenha esse papel deplorável.
Por isso minha opinião desde o início era a mesma: a culpa não é da arbitragem, incompetente que nos rouba há anos e não consegue nos rebaixar. A culpa não é da Globo, que ter o Flamengo na segunda divisão é péssimo para suas transmissões e ibope já que a segundona não passa no horário do Gugu. Não é da CBF, cujo presidente é rubro-negro e já escalou árbitros para nos ajudar em outros rebaixamentos, mas o fanatismo faz-nos esquecer desses jogos. A culpa entra em campo dividida entre 11 pessoas + TODA A DIRETORIA DOS ÚLTIMOS 10 ANOS.
Mas é mais fácil jogar toda a raiva na arbitragem.
"Lucas, você prefere ver o Flamengo rebaixado?". Não, claro que NÃO. Eu prefiro ver o Flamengo grande, mas se continuarmos sendo "roubados" até a 22ª rodada e depois beneficiados, como vem acontecendo ao longo de cinco anos, continuaremos nesse caminho. Os dirigentes sabem que é só esperar que a CBF dá uma mão.
Mas foda-se. Ganhamos e nessa hora vale tudo.
PS: Uma das sugestões dadas no Blog naquela série do Juan era de o Flamengo utilizar a TV para convocar a torcida. Eles fizeram isso. Coincidência? Ou o blog ensinou mais uma vez o caminho das pedras?
segunda-feira, 31 de outubro de 2005

Identificação
Sinto-me triste por ter participado do mesmo ritual há anos. Quando a água começa a chegar no pescoço, eu e alguns outros blogueiros, ou mesmo listeiros, nos despojamos de nossa irritação e mandamos mensagens positivas, pedindo pra torcida gritar até o último minuto. Pra quem estiver no Rio, em casa, no hospital, em qualquer lugar. Não importa, é a hora de tirar a corneta do armário e atormentar nossos inimigos mortais.
Mas antes, gostaria de apresentar meus amigos da foto. Da esqueda para a direita, temos Adílio, Zico e Andrade. Embaixo, na mesma ordem, Carpegiani e Mozer. Sim, o núcleo do meu time de botão. Os caras que eu gostaria de ser. Meus ídolos.
Infelizmente não vejo ninguém nesse elenco que teria um botão no meu time. Não vejo identificação de jogador algum com o Manto. Podem ser pratas-da-casa, mas não demonstram, em momento algum, o amor que precisamos que eles tenham. A luta deles não é por tirar o Flamengo dessa posição. É sim, pelo contrário, para não ter uma mancha no vistoso currículo que pode levá-los a algum time ricaço da Ucrânia.
Não importa. Hoje tem que ser na bola, no braço, no apito. Tem que ser com o buzinaço da torcida, e não com gritos de "torcedores organizados" que querem ingresso de graça ou porrada na cara de funcionários do clube. Hoje temos que tirar a máscara de querer gritar mais alto do que os outros, e darmos o primeiro passo pra sair desse pelotão do mal.
Não vou colocar foto do bozo aqui. Detesto esse palhaço. E hoje, se eu estivesse no Rio, gritaria pelo time até que meu fôlego acabasse. De nada adiantará agora isso. Hoje eles TEM QUE SER A PERSONIFICAÇÃO DE NOSSA TORCIDA. Bem ou mal, eles entram em campo, e temos que apoiar.
Claro....o que virá ao final do ano de 2005 são outros quinhentos.
Torça, vá ao estádio, grite, buzine, atormente o time deles. Daqui pra frente, é tudo ou nada.
FAITH!!!!

Tudo conspira a nosso favor
Nem precisava ser Haloween.
É segunda-feira, indiscutivelmente o pior dia da semana e ainda por cima tá chovendo.
O jogo é na Arena Luso-Brasileira, o estádio onde o Flamengo tem o seu pior aproveitamento em casa em 110 anos de história.
E contra um dos times mais xexelentos da América do Sul.
Além de Joel Cachaça no banco teremos Junior Raspadinha e Fernando Brucuta reforçando a mulambada.
Precisamos de mais alguma coisa?
Filme de terror perde!
Isola!
Pé-de-pato, mangalô, três vezes!
sábado, 29 de outubro de 2005

As Mais Tocadas do Mengão
Um amigo que esta fazendo um trabalho pra faculdade de jornalismo me pediu ajuda pra listar todas as músicas que fazem menção ao Flamengo. Como não sou bom pesquisador e ainda por cima tenho péssima memória só consegui me lembrar dessas que relaciono abaixo.
Flamengo (Bonfiglio de Oliveira)
Samba Rubro Negro (Wilson Batista/Jorge de Castro)
País Tropical (Jorge Ben)
Aquele Abraço (Gilberto Gil)
Fio Maravilha (Jorge Ben)
Flamengão (Bebeto)
Camisa 10 da Gávea (Jorge Ben)
Arigatô Flamengo (Bebeto)
Kid Cavaquinho (João Bosco e Aldir Blanc)
Sou Flamengo, Cacique e Mangueira (Fundo de Quintal)
Samba Enredo da Estácio 1995 (David Corrêa/Adilson Torres/Déo/Caruso)
Flamengo e Mangueira (Bezerra da Silva)
Biscate (Chico Buarque)
Filhos de Sadam (MC Diovo)
Eurico Vá Tomar no Cu (Familia Jiu-Jitsu)
Sei que meu amigo tá maluco se pensa que vai conseguir listar todas as músicas que já falaram no Flamengo até a semana que vem, mas quem sabe se com a ajuda de vocês essa lista não possa ser aumentada?
Você se lembra de mais alguma?
sexta-feira, 28 de outubro de 2005
Enquanto continuarmos na zona de rebaixamento, esta simpática foto ilustrará minhas mensagens. O time está melhorando, se esforçando, mas infelizmente temos um repertório tão vasto de falhas individuais que não conseguimos chegar às vitórias que necessitamos. São frangos, bolas perdidas, gols perdidos, falhas de zaga, faltas desnecessárias, etc.
FLAMENGO X CORITIBA
Campeonato Brasileiro
Jogos: 23 (12 no RJ; 11 no PR)
Vitórias: 10 (7 no RJ; 3 no PR)
Empates: 5 (3 no RJ; 2 no PR)
Derrotas: 8 (2 no RJ; 6 no PR)
V = 43%
E = 22%
D = 35%
Gols Marcados: 32 (19 no RJ; 13 no PR)
Gols Sofridos: 29 (11 no RJ; 18 no PR)
Maior período sem perder: 7 jogos (1987 a 2000)
Maior período sem ganhar: 7 jogos (2001 a 2005)
Maior vitória: 2x0 (1975,1980)
Pior derrota: 0x5 (2003)
Resultados mais comuns: 3x1 e 0x1 (3 vezes)
Jogadores do Flamengo com mais gols: Zico (3).
Primeiro jogo:
24/9/1971 Flamengo 1x1 Coritiba
Time: Ubirajara Alcântara, Aloísio, Washington, Luís Alberto e Paulo Henrique; Liminha e Renato; Rogério, Samarone, Zico (Fio) e Rodrigues Neto.
Gol: Rodrigues Neto.
Último jogo:
24/7/2005 Coritiba 3x2 Flamengo [844]
Time: Diego, Júnior Baiano, Renato Silva e Henrique; Róbson, Augusto Recife, Jônatas (Rodrigo), Renato, Souza (Fellype Gabriel) e André Santos (Júnior) ; Jean .
Gols: Jean e Renato (falta).
Duas vitórias marcantes:
21/5/1980 Coritiba 0x2 Flamengo
Time: Raul, Toninho, Rondinelli, Marinho e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita(Reinaldo), Nunes e Júlio César.
Gols: Zico(2)
A primeira partida das semifinais de 1980. O Flamengo foi a Curitiba e não tomou conhecimento do time paranaense. Zico fez os dois gols
25/5/1980 Flamengo 4x3 Coritiba
Time: Raul, Carlos Alberto, Rondinelli, Marinho e Júnior; Andrade, Adílio e Zico(Reinaldo); Tita, Nunes e Júlio César (Anselmo)
Gols: Nunes(2), Carlos Alberto e Anselmo
Uma partida emocionante marcou o segundo jogo da semifinal de 80. O Flamengo entrou relaxado com a vantagem conquistada no Paraná. O Coritiba fez dois a zero no início do primeiro tempo, e Zico saiu machucado. Tudo parecia caminhar para um fim trágico, quando Nunes fez dois gols e empatou o jogo. Ainda no primeiro tempo a virada veio num gol de placa do lateral-direito Carlos Alberto, saindo da área do Flamengo, driblando vários jogadores e fulminando o goleiro do Curitiba. No segundo tempo, Anselmo fez mais um gol bonito, dando uma meia-lua no goleiro. Os paranaenses descontaram no finzinho.
O MISTÉRIO DA NOSSA FÉ
Não passava pela esfera de previsibilidade dos rapazes que se reuniram na Rua do Russel, na pacata cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, aos dezessete dias do mês de novembro de 1895, que estavam prestes a criar um mundo. Aparentemente queriam um barco para disputar regatas, ponto. Mas as aparências já enganavam ao final do século XIX. Os rapazes não tinham um barco, não tinham uma bandeira, não tinham dinheiro, e seu desejo não era apenas participar das regatas, mas disputá-las apaixonadamente. Antes do barco, da bandeira e do dinheiro, a paixão. E pronto: estava concebido em suas características fundamentais o Clube de Regatas do Flamengo. Um mundo de fé, solidariedade e paixão. Não há inimigo que não reconheça: o Flamengo é uma nação. Estamos espalhados pelo mundo, aos milhões. Se é verdade que os gritos de Mengo! têm sua fonte costumeira à esquerda da Tribuna de Honra do Maracanã, não são menos legítimos os mesmos gritos que se fazem ouvir do fim do Oiapoque ao extremo do Chuí. O Flamengo é tanto do carioca da gema quanto do nordestino que jamais foi ao Rio de Janeiro. Pertence igualmente ao empresário bem sucedido e ao flanelinha que conta os trocados para o ingresso mais barato. Pertence a mim, que escrevo, e a você, que me lê.
Hoje é dia de São Judas Tadeu, nosso padroeiro. Eu poderia contar muitas histórias de fé, de glória e de bravura. Quinhentos e oito são os gols de Zico pelo Flamengo. Mais de oitocentos são os jogos de Júnior. Definitivas são as cabeçadas de Valido e Rondinelli. Inigualável é o Maracanã cantando em vermelho e preto. Mas mesmo com tantas histórias de heróis consagrados, com a bravura de Almir arrastando a cara na lama para empurrar a bola para o gol, com o sangue de Adílio e Lico derramado em Santiago do Chile em defesa de nossas cores, eu vou contar a história de um herói anônimo, porque una e indivisível é a nossa fé.
Corria o mês de abril de 1999. O Flamengo acabara de vencer o Grêmio em Porto Alegre e eu voltava para o centro da cidade de ônibus, incógnito e feliz entre gremistas desolados. De tão lento o trânsito parou. E, sem que eu percebesse imediatamente a causa, os lamúrios tricolores se transformaram em revolta. Todos apontavam para a rua, onde um torcedor do Flamengo caminhava sozinho, em silêncio, vestindo uma velha camisa rubro-negra. - Canalha! Pega ele!, gritavam os gremistas do ônibus, sendo atendidos pelos gremistas que estavam nos carros parados. Logo o rubro-negro estava cercado por vinte, trinta tricolores, que tentavam arrancar-lhe a camisa. E quanto mais o rubro-negro resistia, mais os tricolores ficavam violentos, distribuindo socos e pontapés, rasgando em muitos pedaços a camisa que não foi tirada ante meras ameaças.
A camisa rasgada não impediu que o rubro-negro anônimo tentasse juntar os seus pedaços, que eram rasgados em pedaços menores ainda pelos gremistas, ações saudadas como se fossem gols tricolores em Gre-Nal. O rubro-negro já tinha marcas de sangue pelo corpo quando passou a Brigada Militar, dissipando os agressores. Logo só estava na rua o rubro-negro ferido, e espalhados pelo chão pontos de sangue e retalhos de pano vermelho e preto. Irá ao hospital, pensei, ou chamará pela Brigada que passou e não se ateve ao fato. Mas era um rubro-negro, e ele saiu catando os pedaços da camisa, um a um, até reuni-los em uma das mãos. Observado pelos gremistas do ônibus, não lhes dirigiu sequer um olhar de raiva. Beijou os panos amontoados, segurou-os orgulhosamente contra o peito e se foi, carregando pelas ruas de Porto Alegre os restos imortais de seu Manto Sagrado. E sorria.
Eis o mistério da nossa fé. A benção, São Judas Tadeu.
O frango que faltava
Do goleiro Diego ao jornal O Globo nesta sextafeira:
? Tive um desequilíbrio e não consegui segurar a bola com firmeza. Deveria ter tocado para córner. Todo jogador está sujeito a erros. Não estou no Flamengo porque sou bonitinho, tenho mais de 100 jogos com a camisa do clube. Como diria o Marcos Leme (preparador de goleiros), faltava eu levar um frango para mostrar personalidade de grande goleiro ? disse Diego.
Em outras palavras, foda-se se o time está na zona de rebaixamento, foda-se se a vitória era fundamental, foda-se se os dois pontos podem fazer falta neste campeonato em que o São Paulo entrega propositalmente o jogo para o Brasiliense.
O que importa para o nosso goleiro é que ele agora pode "mostrar personalidade de grande goleiro". E, para isso, "faltava um frango".
Gostaria de perguntar ao Marcos Leme quais as contas que ele fez para chegar à conclusão de que só faltava um frango. E se isso foi avisado ao Diego antes da partida contra o Juventude - "Preciso de trinta frangos para mostrar personalidade de grande goleiro, já papei 29, hum, falta um!", deve ter sido o pensamento dele.
quinta-feira, 27 de outubro de 2005
Melou!
Rubro-Negros,
são 23:57 de quinta-feira e acabei de receber esse email pela lista do Flamengo da qual participo. Faço questão de dividir seu conteúdo com todos.
CBF CRIA COPA ROBERTO MARINHO E CONGELA BRASILEIRÃO ATÉ 2007
(REUTERS, com Rádio Gaúcha) A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), após reunião a portas fechadas com representantes de clubes e da TV Globo, decidiu pela suspensão do atual Campeonato Brasileiro até 2006 e pela abertura de uma copa em mata-mata até janeiro entre os clubes que já foram campeões brasileiros. Os pontos dos atuais clubes, tanto na série A quanto na série B, serão congelados, o que significa que clubes grandes como Flamengo e Atlético Mineiro ainda correm risco de rebaixamento ? mas não enquanto a competição estiver congelada. A decisão, tomada em conjunto, se deveu a diversas dificuldades de comercialização dos pacotes de TV no exterior, atribuídas ao recente escândalo da arbitragem envolvendo o juiz Edilson Pereira de Carvalho.
O presidente da entidade, Ricardo Teixeira, não quis falar com a imprensa mas prometeu uma entrevista coletiva para a tarde desta sexta-feira. O diretor técnico da entidade, Virgílio Elísio, confirmou todas as informações, ao lado do gerente da Globo Esportes, o executivo Marcelo Campos Pinto.
- Teremos uma Copa rentável, emocionante, para fechar bem o ano no futebol brasileiro. Não era do interesse nem da CBF e nem da Globo que o Brasil adentrasse um ano de Copa com várias ações na Justiça por causa do futebol disse Elíseo, ex-presidente da Federação Baiana de Futebol, aliás, uma das interessadas, já que Bahia e Vitória caíram para a Série C este ano.
De acordo com Campos Pinto, o imbroglio jurídico que estava prestes a se formar no Brasileirão poderia levar a Fifa a desfiliar o Brasil e conseqüentemente a Seleção Brasileira, caso os clubes chegassem, por recursos, à Justiça Comum.
- O hexa agora está garantido. Teremos a Copa Roberto Marinho e um campeão de fato e de direito. Depois, os clubes se entenderão sobre o Brasileiro já iniciado.
Ao ser informado da decisão da CBF na manhã desta sexta-feira, o presidente do Corinthians, Alberto Duailibi, afirmou:
- Não vamos jogar Copa nenhuma. O Corinthians é o líder e merece ser o campeão.
Os clubes que disputarão a Copa Roberto Marinho são Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Bahia, Botafogo, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Guarani, Internacional-RS, Palmeiras, Vasco, Santos, São Paulo e Sport de Recife, que a CBF considera campeão de 1987.
A final já está marcada, será no Maracanã no dia 11de dezembro marcando a inauguração do novo placar eletrônico do estádio e com transmissão para mais de 90 países através da Globo International.
Diego
Quando Diego tomou o quarto gol de falta consecutivo, meu irmão Maurício Neves veio até o blog para reclamar, e foi metralhado pela mesma torcida que ontem pediu a saída de nosso 1.
Sei que somos movidos pela paixão quando se fala de Flamengo, mas a RAZÃO ordena que Diego tenha férias até se decidir em que divisão ele quer jogar em 2006.
Ontem teve mais uma falha bizarra, grotesca, típica de quem passa por uma das 3 situações abaixo (se vc souber mais alguma, manda):
1 - está mal preparado tecnicamente;
2 - está inseguro e com medo da bola;
3 - é ruim mesmo.
A falha dele poderia - e pode ainda - determinar mais uma gota d´água no mar de m.... que nos leva a segundona. Mas felizmente o time resolveu ser Flamengo dos 35 aos 47 do segundo tempo, e descobriu que não é proibido fazer gols.
Vim até aqui pra dizer que sou contra a permanência do Diego no gol. Está muito mal, sem foco, sem tempo de bola. Se ele pode melhorar, o tempo nos dirá.
Mas eu e vocês todos não merecemos ver nosso time tomando gols ridículos todo jogo, colocando em risco o ano de 2006.
É isso.
quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Comentários
Já que não tá dando pra falar bem do Mengão vamos falar bem da gente. Esse blog da Flamengo NET é um sucesso incontestável. Independente da fase do Flamengo ou da qualidade dos posts (sei que é boa, mas sou suspeito pra falar), o blog está sempre bombando. Nesses tantos anos de vida e vários prêmios Ibest o blog já formou uma clientela fixa de comentadores. É o maior galerão, com gente de todo o Brasil e até do exterior. De cara afirmo que são todos muito rubro-negros, porque depois de toda a aporrinhação de acompanhar a mulambada ao longo dos campeonatos ainda ter disposição pra entrar no site e deixar sua opinião, é coisa de fanático.
Ainda que todos sejam Flamengo, não são todos iguais. Eles se dividem em diversos tipos:
1. Estrategistas
Sempre sabem mais que o treinador seja ele quem for. Os jogadores nunca estão bem escalados, o sistema está sempre errado. Declaram peremptoriamente que o time não tem jogada ensaiada e advertem sempre sobre um terrível e misterioso buraco no meio. Costumam justificar alguma péssima atuação do time com frases do tipo: JC Leal é burro, pois se Manuelzinho tivesse sido escalado como volante pela direita, Joselito poderia entrar no ataque e fecharia o meio, deixando Chaves livre para criar lá na frente, entre outras outras platitudes táticas.
2. Revoltados com a diretoria
Esses estão na moda. Não importam os resultados em campo, para eles há sempre um cheiro de bacalhau podre no ar. Tem o prazer de informar que a diretoria do Flamengo é safada e venal e que os mãos-grandes se revezam no poder chupando o sangue do clube. O Conselho é um bando de abutres senis pendurado nas tetas fartas do Flamengo. Eles estão convictos de que nunca houve um presidente tão ruim, ou tão otário, ou tão ladrão, ou tão viado como o atual (seja ele quem for). Geralmente não é sócio do Flamengo.
3. Nostálgicos
Sofrem muito ao ver a mulambada em campo. São em sua maioria devotos de São Zico e viram o Flamengo conquistar o mundo. Possuem características marcantes como saber quem foi Julio César, achar os Mantos Adidas sem patrocínio os mais bonitos da história e costumar responder aos comentários do tipo 2 com o brado religioso : Só Zico Salva!
4. Craque o Flamengo faz em casa
Para esse grupo a única solução está nas categorias de base, valorizando sempre a prata da casa. Citam sempre a geração vencedora de Zico e Júnior e esperam que o milagre se repita anualmente. Compram pulseira do CT e não nos permitem vaiar Bruno Mezenga citando Paulo Nunes, Marcelinho, Djalminha, Reinaldo, Sávio, Adriano, Magno e Paulo César Cruvinel.
5. Disciplinadores
Dão grande valor à disciplina. Passam mal quando alguém leva cartão por reclamação. Atribuem os maus resultados ao "lupanar em que se transformou a Gávea". Sua receita para vitórias é levar o time para alguma cidade sem graça do interior do fim do mundo e afasta-los das tentações do Rio de Janeiro. Chegando lá é linha dura: treino em tempo integral, concentração fechada às mulheres, nada de baralho a dinheiro, nada de declarações à imprensa, nada de comemorações de gol espalhafatosas e nada de chinelinho.
6. Financistas
Estão sempre preocupados com o dinheiro do clube. Contestam o valor do patrocínio da Petrobrás, querem saber da grana do Ibson, se revoltam ao saber que o Fernando Brucuta ganha 30 paus por mês. São muito coerentes com a realidade sócio-econômica brasileira, seus parâmetros comparativos preferidos são o Real Madrid e o Manchester United.
7. Os mais Flamengo que os outros
Definitivamente são chatos. Não permitem que se vaie ou critique nenhum mulambo, por mais cagadas que façam.
Vão logo ofendendo, dizendo que o outro não é tão Flamengo como ele ou apelando e chamando de vascaíno. Quando encontram algum tipo de resistência argumentativa sofrem uma mutação para o tipo 8.
8. Ameçadores/Brigões
Quando não gostam ou não entendem o que leram partem logo pra inguinorança. Perguntam ao autor do comentário que os desagradou se o conteúdo poderia ser repetido face to face, homenageiam a progenitora do desafeto e convidam para duelos na Arena ou na Gávea que nunca se realizam. Apesar de socialmente muito primitivos, dão sua contribuição para aumentar a autenticidade do ambiente de arquibancada que procura se recriar no blog.
9. Ufanistas
Não importa a posição que o time ocupe na tabela ou quantos gols tenha tomado na ultima partida. Para eles o Flamengo é sublime, uma entidade cósmica, uma dádiva divina criada para encher de alegrias milhares de brasileiros pobres e humildes que merecem uma esperança. Somos o time do povo e mais fortes são os seus poderes. "Deus é Brasileiro, o Cristo Redentor é carioca e mora perto da Gávea. Nunca cairemos, vamos ter fé nos nossos corações?.
E ainda por cima acreditam que o Galvão é Flamengo.
10. Catastrofistas
São as antípodas do tipo 8. Para eles nada no Flamengo dá certo. Avisam com meses de antecedência que jogadores ridículos que nada fizeram na Gávea serão nossos carrascos ao primeiro reencontro. Sabem que o safado do Luis Roberto está secando e a Globo está armando pro Mengão cair. O Flamengo pode até ganhar de 6, mas eles têm a certeza tranqüila de que a vaca vai pro brejo. Se não for nesse ano é no ano que vem.
11. Engraçadinhos
Gostam de piadinhas e estripulias trocadilhescas de gosto duvidoso, às vezes de própria lavra, mas geralmente plagiadas sem o menor pudor de sites humorísticos ou programas de rádio. Eu até acho legal, mas muita gente não está vendo motivo algum pra tanta graça.
12. Divisões de base
Se amanhã todo o time do Flamengo, titulares e reservas, fosse suspenso e entrasse em campo com um combinado dos juniores e do infanto os integrantes desse grupo saberiam TUDO sobre cada um dos jogadores. E não importa se os juniores do Flamengo foram jogar contra o Quixadá pela Copa Pantaneira de Futebol, eles viram o jogo e comentam detalhadamente as qualidades técnicas de jogadores com 14 ou 15 anos. Não sabemos como eles arrumam tempo pra acompanhar os jogos do time profissional.
13. Olheiros:
No começo da temporada eles apresentam extensas relações de jogadores imprescindíveis pro elenco. Tudo jogador bom, baratinho e desconhecido. São vingativos, pois ao longo do campeonato costumam mostrar grande descontentamento ao ver que suas sugestões não foram aproveitadas e começam a sugerir ex-jogadores em atividade com altos salários ou consagrados pernas-de-pau.
14. Eu não moro no Rio
Esse é um grupo muito heterogêneo, tem gente que mora fora do país e tá sempre implorando por uma rádio que transmita as partidas on line e tem gente que vive preconizando uma invasão disciplinatória à Gávea pra resolver as coisas, mas sempre justificando com a distância de suas residências suas forçadas ausências ao evento vândalo.
15. Vão a todos os jogos
São poucos, é verdade, mas são fiéis. Chova ou faça sol eles estão lá prestigiando a mulambada, nos mais inóspitos estádios do Brasil. Ao contrário da maioria dos mortais que assistem aos jogos pela televisão eles têm a visão privilegiada das arquibancadas e sabem tudo o que se passou no estádio, de verdade, sem retoques ou edição.
16. Babacas da Arco íris
Esses são uns pobres diabos, realmente dão pena. Além das condenáveis predileções clubísticas e das graves deficiências na expressão escrita, mostram um total desprezo pela manutenção das próprias famílias. Já que enquanto ficam de presepada aqui no blog do Flamengo não fazem a menor idéia das atividades de mães, irmãs e cônjuges (eu não escrevi mulheres, eu escrevi cônjuges). Felizmente, nós sabemos o que elas fazem. E muitas vezes nem precisamos pagar.
Esqueci de alguém? E em que grupo você se coloca?
LÉGION ÉTRANGÈRE
De forma que resolvi deixar a realidade conduzir esta minha relação de amor com o Flamengo. Vou ser mais realista que o rei, tudo que vier de bom, daqui para a frente, é lucro. Se não vier, é a realidade, sou realista, certo?
Não sei se a pressão arterial e o batimento cardíaco vão seguir meu realismo, minha racionalidade. Espero não morrer por isso, mas por via das dúvidas, vou providenciar um isordil e deixá-lo à mão. Serão nove jornadas de realismo puro. Nada me surpreenderá, nem o inferno nem o safar-se dele. Mas que a direção do Flamengo merece o fogo eterno, o sofrimento atroz, o esquecimento definitivo, todos eles, sem exceção, ah isso merece. Já a massa rubro negra, principalmente os mais humildes, aqueles que nada têm de valioso, aqueles que foram esquecidos pelo destino e por quem faz o destino, aqueles que guardam o Flamengo como seu único patrimônio, seu solitário tesouro, esses não merecem esse castigo a mais. Pena que tantos privilegiados pela sorte, na direção do clube ou jogando no time, não se dêem conta de quão mesquinhos são ao lidar com esse amor onipresente pelo Flamengo de forma tão displicente, ao tratarem com tal desdém suas obrigações, ao demonstrarem tanto desapego, tanta indiferença, ao não se entregarem inteiros, nem que seja para justificar medianamente os valores que vêm recebendo todos os meses, como qualquer mercenário nas areias de um deserto africano qualquer faria, e com certeza faria melhor e com mais raça e paixão.
terça-feira, 25 de outubro de 2005
Vocês não imaginam como me senti ao ler segunda de manhã que o nosso combalido clube havia contratado mais uma vez Joel Santana. Contratar um técnico saindo de um dos pouquíssimos times que conseguiu a proeza de ficar abaixo do Flamengo é algo que eu sinceramente não consegui compreender ainda.
Só me resta torcer por um milagre.
FLAMENGO X JUVENTUDE
Campeonato Brasileiro
Jogos: 16 (8 no RJ, 8 no RS)
Vitórias: 5 (3 no RJ, 2 no RS)
Empates: 4 (4 no RS)
Derrotas: 7 (4 no RJ, 3 no RS)
V = 31%
E = 25%
D = 44%
Gols Marcados: 20 (12 no RJ, 8 no RS)
Gols Sofridos: 21 (10 no RJ, 11 no RS)
Maior período sem perder: 5 jogos (2000 a 2003)
Maior período sem ganhar: 5 jogos (1998 a 2002)
Maior vitória: 2x0 (1978)
Pior derrota: 1x3 (1998,1999)
Resultados mais comuns: 2x0 e 0x1 (3 vezes)
Jogadores do Flamengo com mais gols: Júnior Baiano (4).
Primeiro jogo:
31/5/1978 Fla 2x0 Juventude
Time: Cantarele, Ramírez, Adriano, Dequinha e Júnior; Merica, Carpeggiani e Adílio; Júnior Brasília (Valdo), Cláudio Adão e Tita.
Gol: Cláudio Adão e Júnior.
Último jogo:
21/7/2005 Flamengo 3x4 Juventude [843]
Time: Diego, Leonardo Moura, Júnior Baiano, Rodrigo (Fellype Gabriel), Henrique e Renato; Róbson, Augusto Recife e Souza (Fabiano Oliveira); Obina (André Santos) e Jean .Gols: Júnior Baiano (2) e Fabiano Oliveira
Duas vitórias:
17/9/1995 Juventude 0x2 Flamengo
Time: Paulo César, Agnaldo, Cláudio, Ronaldão e Leonardo Inácio; Pingo, Márcio Costa, Djair (Rodrigo) e Nélio (Uéslei); Romário (Aloísio) e Sávio.
Gol: Sávio (2).
Uma das poucas vitórias num ano no qual também sofremos um bocado. Apesar da escalação ridícula, conseguimos uma vitória na casa deles.
1/10/1997 Juventude 0x1 Flamengo
Time: Clêmer, Leandro Neto, Juan, Fabiano e Gilberto; Jamir , Bruno Quadros, Evandro (Jorginho) e Iranildo; Lúcio e Sávio (Lê).
Gols: Rodrigo (contra).
Outra vitória nossa em Caxias. De novo, um time pra lá de limitado.
Era só o que faltava!
Os caras não têm mais desculpas a dar. Vejam só a quem atribuem a situação do time...
24/10/05 19:37
Fla culpa padre da igreja do seu padroeiro pela criseManifesto pede saída de padre, que seria vascaíno, mas religioso nega ser anti-flamenguista
A crise do Flamengo aumenta rodada a rodada, atualmente, o clube ocupa a 20ª posição do Brasileirão, com 34 pontos, na zona de rebaixamento. O time tem o pior ataque da competição e é o que menos venceu (oito vezes, mesmo número do lanterna Brasiliense). Mas, para alguns membros diretoria do clube, a culpa da má fase não está no campo e sim na igreja, mais especificamente na paróquia de São Judas Tadeu, padroeiro do Flamengo.
De acordo com manifesto distribuído pelo clube, a má fase pode ser atribuída ao padre Henrique Diegues, novo pároco da igreja de São Judas. O padre Diegues seria o substituto do padre Benedito, rubro-negro declarado, e, para azar dos flamenguistas, segundo o manifesto, torceria para o Vasco. Na nota, é pedida a saída do padre do comando da igreja. Padre Diegues desmente a versão do Flamengo.
- Quer dizer que a culpa é minha, que estou aqui no meu cantinho? É tudo mentira. Não sou vascaíno, muito menos anti-flamenguista. Agora sou a ovelha negra? Se ainda fosse rubro-negra ? brincou o padre, sem conter a gargalhada com a notícia. (...)
Fonte: Lancenet
Os caras só podem estar de sacanagem, né? Se não têm peito para assumirem as cagadas que fazem, que pelo menos fiquem quietos. Mas não joguem mer## no ventilador e não transformem a situação crítica em palhaçada!
segunda-feira, 24 de outubro de 2005
Sobre Joel Santana
Já dizia a minha avó: existe sempre um chinelo velho para um pé cansado. A ótima e sábia frase ilustra o único motivo pelo qual, a meu ver, o Flamengo contratou o técnico Joel Santana. E explica também o por quê deste assumir a barca furada da Gávea. Carência mútua. Nenhum clube quer Joel, nenhum treinador quer o Flamengo.
Acompanhei boa parte do trabalho do Natalino de perto em Brasília, enquanto estive escalado para a cobertura diária do antipático clube do sr. Luiz Estevão. Os números (não vou entrar em detalhes) não mentem, e uma olhada rápida na tabela do campeonato proporciona ao cérebro mais limitado a constatação da decadência de um profissional. Até aí, nada de novo. Habituado à pecha de retranqueiro, Joel tentou de todas as maneiras, mas fracassou. Cheio de boas intenções, escalou times defensivos, medrosos, recheados de volante cujas características mais determinantes eram a falta de talento para jogar futebol. E quando precisava da vitória. Claro, ele também esbarrou nas limitações técnicas do elenco.
Todos sabem da incapacidade desse velho conhecido da torcida carioca em levar suas equipes a títulos que ultrapassem as fronteiras estaduais. A Mercosul e a João Havelange do ano 2000, pelo Vasco, não contam. Oswaldo de Oliveira foi o grande responsável. E todos sabem, também, de suas passagens sem brilho pelos últimos clubes que comandou. Mas a minha preocupação não é essa. Meu medo é um só, e no caso do Flamengo isso é fundamental em um momento tão delicado: Joel Santana está com os nervos em pandarecos.
Homem vivido no futebol, malandro e conhecido por quem acompanha o esporte no mínimo razoavelmente, Joel não teve habilidade para colocar em prática sua principal característica: lidar com os jogadores. Não conseguiu, por exemplo, domar o machucado ego do meia Iranildo, ídolo por aqui. Em mais de uma ocasião, o jogador atacou publicamente o treinador, insatisfeito por ser substituído em algumas partidas do Brasileirão. Na última delas, após se recuperar de contusão e receber o colete do time reserva em um coletivo, o Chuchu chegou a chamar, sempre por meio dos repórteres, o treinador de f.d.p. Em mais de uma ocasião, também, e motivado não só pelos chiliques de quem então era o seu "xodó" como pelos péssimos resultados à frente do Brasiliense, Joel cansou de perder as estribeiras com a imprensa. Chegou a xingar um fotógrafo no aeroporto e a elevar o tom de voz (e quase deixar surdo) com o blogueiro/foca que vos escreve e mais dois colegas.
Minha intenção com as palavras acima é ajudar os amigos do blog a entender quem o Flamengo trouxe. Repito, todos conhecem Joel bem demais, eu sei. Mas como um técnico à beira do ataque de nervos, sem habilidade para contornar crises de vaidade em um clube do tamanho do Brasiliense e incapaz de conviver pacificamente com cerca de cinco ou seis repórteres que cobrem diariamente o brinquedo do senador cassado pode trazer tranqüilidade a um bando de malucos? Posso queimar minha língua e torço para isso, mas não vejo com simpatia a ida de Joel Santana para a Gávea, reduto de jogadores de futebol despreparados emocionalmente.
Em tempo: Joel não foi demitido, mas pediu para sair.
Em tempo 2: quem sabe a decisão de trazê-lo não foi uma atitude respeitosa da diretoria para com nosso querido Andrade, que não merece correr o risco, ainda no início da carreira, de manchar o currículo com um rebaixamento? Vale lembrar que acredito em Papai Noel.
Destrambelhamento total
Ok, ok....férias permanentes para o JB.
Agora, eu pergunto: é ele o único ou o principal culpado de tudo??? Não estou aqui pra defendê-lo, mas pra bancar o advogado do diabo em algumas questões:
1 - alguém parou pra reparar na péssima saída de gol do Diego no primeiro gol? Alguém reparou que ele catou pombo numa bola aparentemente simples?? Ok, podem ficar sem me responder, eu não ligo.
2 - alguém aqui ouviu falar do boicote das principezas júnior e jonatas a partes do elenco? Alguém aqui ouviu comentários sobre um poder paralelo dentro do elenco?? Ok....mais uma. Podem ficar sem resposta também.
3 - existe algum ser humano vivo em atividade que pode me dizer se anderson barros e biscotto fizeram alguma coisa decente pelo clube, a não ser contratações pífias????
4 - ............estou me tornando o "pleonasmo repetitivo redundante".
Enfim, achar um boi de piranha é fácil. Concordo com meu amigo Gustavo, que em outras palavras, disse "já vai tarde". Mas e o resto? Será que Diego vai continuar se achando insubstituível? Será que junior e jonatas continuarão a jogar como primadonas, e diretores imbecis continuarão a passar a mão na cabeça deles?
E a diretoria? Joel Santana?? Só pode ser brincadeira de profundo mal gosto.
Querem arrumar um Cristo?? Tudo bem. Mas cuidado ao atirar pedras na cruz.
Eu só quero saber...
...Se alguém em sã consciência aqui ainda vai defender esse destrambelhado, infeliz, amaldiçoado, perna-de-pau do Júnior Baiano. Quando penso que sua cota de jumentices acabou, eis que surge em todo seu esplendor de ruindade.
Ele só pode estar de conluio com o presidente, porque não é possível que todos lá na Gávea sejam cegos para não notarem que essa criatura não tem a menor condição psicológica e técnica de vestir uma camisa de futebol.
Vai atrapalhar outro, seu troço!!! Se quer ajudar o Flamengo pendura as chuteiras!!! Garanto que auxílio melhor não teria!
Cacetada, malandro!
Joel Santana?!? É sério isso?!
Pára que eu quero descer...
domingo, 23 de outubro de 2005
Porque eu não acredito mais
Caros,
Analisando a tabela e o que foi feito até agora. Lá pelo meio de setembro, o Juan mandou uma lista de jogos pedindo o prognóstico. Dos oito realizados até aqui, acertei cinco, sendo três derrotas.
A conferir:
17/09/2005 Flamengo x São Caetano - Fla ganha, mas o Dimba fará um gol.- ACERTEI
21/09/2005 Fluminense x Flamengo - empate. mas ouviremos "aõ, ao, ão..." - ACERTEI
25/09/2005 Flamengo x Corinthians - Flamengo - ERREI
02/10/2005 Atlético-PR x Flamengo - esse jogo não poderia ser disputado só ano que vem? - ACERTEI
05/10/2005 Brasiliense x Flamengo - Brasiliense, dois do Iranildo, um do Oséas - ERREI
08/10/2005 Flamengo x Atlético-MG - empate e Marques colocando a zaga em pânico - ERREI
16/10/2005 Flamengo x São Paulo - JB joga? independente disso, SP leva. ACERTEI
23/10/2005 Vasco x Flamengo - esse eu não quero nem ver. a pocilga vai gritar "aõ, aõ..." - ACERTEI
Ainda restam (entre parênteses, minha opinião antiga)
Juventude x Flamengo (Juventude)
Flamengo x Coritiba (empate)
Palmeiras x Flamengo (Palmeiras)
Flamengo x Botafogo (empate)
Ponte Preta x Flamengo (PP)
Flamengo x Fortaleza (Flamengo)
Paraná Clube x Flamengo (Paraná)
Flamengo x Goiás (Goiás)
Paysandu x Flamengo (Empate)
Essas minhas projeções foram antes dos jogos realizados a partir do dia 17. Eu não mudei de opinião e espero que o Flamengo me faça calar a boca. Se for isso, conquistamos 6 pontos. Chegaremos a 40.
Mesmo que vençamos na quarta, tem que ser bem vencido, uma vez que chegaremos a 37 pontos e o Figueirense já tem isso. No saldo, temos que tirar cinco de diferença.
Temos 27 pontos para fazer e até o momento fizemos 34. Em casa, fizemos 24 pts e perdemos (demos) 15, mais da metade. Vamos disputar 9, mais o clássico, que é mando do Botafogo. Fora, são 15 pts a disputar. Eu, sinceramente dispenso e ignoro a última rodada. Acho que chegaremos nela já rebaixados, ou salvos, mas acredito na primeira opção.
Se alguém tiver um motivo para me fazer acreditar, que não seja mística, camisa, torcida, São Judas ou qualquer coisa espiritual inútil, me fale agora.
Urubus
Nada mais sensata que a coluna Maracanazzo, de Mauro Cezar Pereira, no site Trivela.com, sobre o momento pelo qual passa o Flamengo.
por Mauro Cezar Pereira mauro@trivela.com
18/outubro/2005
"Os urubus
O time que foi a campo era formado por Júlio César; Fábio Augusto, André Bahia, Ânderson Lima e Cássio; Jorginho, Rocha (Bruno Carvalho), Beto e Petkovic; Reinaldo (Jackson) e Roma. Técnico: Zagallo. E essa foi a equipe do Flamengo que perdeu por 5 a 1 para o Vasco (três gols de Romário) em 6 de outubro de 2001.
Júlio César; Fabiano Eller, Fabinho e André Bahia; Luciano Baiano, Jônatas (Zé Carlos), Igor (Paulo Miranda), Felipe e Cássio; Jean e Fernando Baiano (Fernando Diniz). Técnico: Nelsinho Baptista. Pois foi com esses jogadores que o Flamengo levou uma sova do Paraná no dia 1º de junho de 2003: 6 a 2.
Mais uma escalação: Júlio César; China, Valdomiro, Júnior Baiano e Athirson; Da Silva, Douglas Silva, Jônatas (Anderson) e Zinho (Júnior); Jean e Dimba (Dil). Técnico: Andrade. Foi esse o Flamengo que apanhou do Atlético-MG por 6 a 1 no ano passado.
Agora a equipe do que perdeu pelo mesmo placar para o São Paulo, no domingo: Diego; Leonardo Moura, Júnior Baiano, Renato Silva e André; Róbson (Marcelo), Jônatas, Diego Souza e Renato; Josafá (Fábio Júnior) e César Ramírez (Obina). Técnico: Andrade.
Responda rapidamente: há grandes diferenças entre essas equipes? Em tese, não. São todas limitadas, fracas. Individualmente, a atual seria até melhor em uma posição ou em outra. É evidente que estão muito abaixo das tradições rubro-negras, o que já não é novidade. Há anos o clube mais vezes campeão brasileiro apresenta elencos risíveis, que colecionam fracassos nos campeonatos brasileiros.
Daí me parece simplista a interpretação muitas vezes apresentada de que este é ´o pior´ elenco da história rubro-negra. Tal argumento serve apenas para desviar a atenção dos reais problemas, que permitem, toleram, estimulam até o desempenho pífio em campo, seja lá que time for. Como em 2000, quando se reuniram na Gávea Alex, Denílson, Petkovic, Gamarra, Edílson, Adriano, Reinaldo, Júlio César e outros bons (ou excelentes) jogadores.
O Flamengo é um clube rachado. Imagine a complexidade político-religiosa no Oriente Médio. Muçulmanos, xiitas, sunitas, terroristas, pacifistas, fanáticos, contidos, gente pró-Estados Unidos, ferrenhos anti-americanos... Há uma gigantesca salada de tendências. Na Gávea não é muito diferente. Helal, Kleber, Oaquim, Dantas, Dunshee, Edmundo, Braga, Ferraz, Biscotto, Gomes, entre outros nomes, há décadas se revezam no poder ou tentando chegar a ele.
Mas façamos uma ressalva: enquanto na região mais tensa do planeta é quase sagrada a manutenção de idéias e ideais, no universo flamenguista as correntes políticas dançam de acordo com pequenas, mesquinhas conveniências. Mudar de lado é simples e recorrente, desde que pareça interessante para alguns. Daí se explica a presença de Gérson Biscotto na direção de futebol. Ele era um dos adversários do atual presidente nas eleições que recolocaram Márcio Braga à frente do clube.
Da mesma forma, Kléber Leite, Hélio Ferraz e outros estão desembarcando no comando do esfacelado futebol flamenguista em meio à crise, agravada pelo 6 a 1 imposto pelo São Paulo. O discurso de união é apenas retórica. Não há solidez política, tampouco os interesses do clube são posicionados à frente da vaidade e dos interesses dos responsáveis pela política (ou seria politicagem?) vermelha e preta.
A meta agora é tirar o Flamengo do rebaixamento. De novo. E é possível que consigam, diante da péssima qualidade de outros times da Série A que, pasmem, conseguem ser piores do que o ex-campeão nacional, sul-americano e mundial. Se acontecer mais uma vez, como nos últimos anos, discursarão como vitoriosos, prometerão novos tempos à chamada ´nação rubro-negra´. E imediatamente voltarão a se engalfinhar. Todos querem o poder, mesmo que o Flamengo apodreça. Como autênticos urubus."

Agora Fudeu!
Até ontem antes do jogo ainda tinha uns malucos com esperança em algum milagre e num lendário aproveitamento de 56,1 % nas partidas restantes. Mas depois de mais uma vergonhosa atuação da equipe até os apostadores da Telesena, Devotos da Mula Sem Cabeça e Testemunhas do Boitatá admitem que agora a casa caiu geral.
Como todos viram, o espetáculo no campo e nas arquibancadas foi de uma previsibilidade grotesca. Absolutamente condizente com o nível do campeonato, dos clubes e do futebol carioca. Acredito que a maioria dos que se dispuseram a assistir pela TV nem conseguiram se indignar de tão monótono que se tornou o inesgotável arsenal de imbecilidades da mulambada. Junior Baiano, Diego, Andrés e quejandos não merecem sequer menção. Mas é bom que os auto intitulados picas do time tenham consciência de ao longo dessa maldita temporada o time todo se condenou ao esquecimento mais inglório. A vergonha é de todos, não escapa um.
Se os atletas serão esquecidos pelos seus próprios (de)méritos não podemos permitir que esse duvidoso benefício seja estendido aos dirigentes. Esses sim deverão sempre ser lembrados como os maiores responsáveis pela tragédia anunciada, principalmente pelos sócios na próxima eleição presidencial.
sábado, 22 de outubro de 2005

Vamos ser Flamengo
Para quem julgava que já não havia mais nada a se inovar no Clássico dos Milhões, o desse sábado, pelo returno do Brasileiro 2005 ( que futuramente será lembrado como O Meladão) prova que sempre é possível apimentar ainda mais uma rivalidade explosiva por natureza. Evidentemente que a inovação não significa evolução, pois em toda a sua octogenária história o Flamengo x Aquele time dos vice-campeonatos lá de São Cristóvão nunca esteve tão por baixo como nessa tarde primaveril.
É um clássico que não vale título, mas pode valer a permanência na esculhambadíssima Primeira Divisão (com seus inexplicáveis times convidados) para as duas maiores torcidas do Rio em 2006. A cidade que tem quatro clubes na Primeira Divisão não tem sequer um estádio que preste, por isso esse jogo será disputado em um estádio ultrapassado e que se houvesse Justiça Esportiva no Brasil (tá bom, risque a palavra esportiva) estaria interditado desde a final da marotíssima Copa João Havelange de 2000. A incompetência e o desrespeito pelo público dos dirigentes do futebol brasileiro só pode ser comparada à sua incúria. Por sorte que esse campeonato não vem despertando maiores atenções do público e o comparecimento aos estádios tem sido fraco ou esse jogo, sendo jogado naquele campinho tinha tudo pra virar tragédia.
Nos últimos dois dias aqui no blog deu pra sentir perfeitamente aquele silêncio que precede o esporro. Ninguém quer falar mais nada. Parece ser mesmo a atitude certa. Sobre as expectativas sobre o jogo e os possíveis desdobramentos no caso de vitória/empate/derrota não há mais nada a dizer que já não tenha sido dito com a devida eloqüência nos posts e comentários. Roubalheiras e crises políticas à parte é fato notório e acima de qualquer discussão que a permanência do Flamengo na Primeira Divisão depende exclusivamente da vergonha na cara de cada um dos seus jogadores.
A torcida só pode fazer uma coisa: segurar a onda e ser Flamengo. É isso que nós vamos fazer. Vamos aproveitar e degustar essa magnífica chance de ser Flamengo na mais pura acepção da palavra. Por 90 minutos vamos esquecer a mulambada, a cartolada maldita e os ladrões do apito. Vamos ser Flamengo.
Vamos ser Flamengo contra estatísticas, regulamentos, matemáticas, campo e adversário.Vamos ser Flamengo e só teremos olhos para os onze Mantos Sagrados que vão defender a nossa história. Vamos ser Flamengo. O resto fica pra depois.
sexta-feira, 21 de outubro de 2005
FLAMENGO X VASCO
Campeonato Brasileiro
Jogos: 35
Vitórias: 12
Empates: 11
Derrotas: 12
V = 34%
E = 31%
D = 34%
Gols Marcados: 42
Gols Sofridos: 44
Maior período sem perder: 6 jogos (1971 a 1974)
Maior período sem ganhar: 8 jogos (1994 a 1999)
Maior vitória: 4x0 (2000)
Pior derrota: 1x5 (2001)
Resultados mais comuns: 1x1 (8 vezes)
Jogador do Fla com mais gols: Zico (5 gols)
Primeiro jogo:
3/10/1971 Flamengo 0x0 Vasco
Time: Ubirajara Alcântara, Aloísio, Fred, Reyes e Paulo Henrique; Liminha e Renato; Rogério, Samarone, Zico (Fio) e Rodrigues Neto.
Último jogo:
17/7/2005 Flamengo 1x0 Vasco
Time: Diego, Leonardo Moura, Júnior Baiano, Rodrigo, Henrique e Renato; Da Silva, Augusto Recife e Souza (Fellype Gabriel); Obina (Fabiano Oliveira) e Jean .
Gol: Souza
Quatro vitórias marcantes:
27/10/2000 Vasco 0x4 Flamengo
Tiime: Júlio César, Maurinho, Juan, Gamarra e Athirson; Leandro Ávila, Rocha, Jorginho (Alex) e Petkovic (Alessandro); Edílson e Adriano (Roma).
Gol: Petkovic, Adriano, Petkovic e Edílson.
Nossa maior goleada sobre eles em Brasileiros. Alás, a maior goleada que eu vi o Flamengo aplicar no Vasco. Uma partida simplesmente perfeita, em mais uma estréia de Zagallo.
5/5/1983 Vasco 1x2 Flamengo
Time: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Vítor, Élder(Figueiredo) e Adílio; Zico, Baltazar(Gilmar) e Júlio César Barbosa.
Gols: Adílio e Júlio César Barbosa.
Flamengo e Vasco se enfrentavam pelas quartas-de-final de 1983. Com esta vitória o Flamengo largou na frente. Adílio abriu o marcador, e o Flamengo era soberano, mas num acidente, Mozer fez um gol contra empatando a partida. Mas corremos atrás do prejuízo: o zagueiro Marinho deu uma de ponta foi driblando até a linha de fundo e cruzou para o gol salvador de Júlio César.
No jogo seguinte, a classificação foi garantida com um 1x1, o gol de empate feito por Zico, em condição legal. Os vascaínos choraram e espernearam, e Roberto Dinamite foi expulso por reclamação.
5/11/1989 Vasco 0x2 Flamengo
Time: Zé Carlos, Josimar, Júnior, Fernando e Leonardo; Aílton, Zico e Zinho; Alcindo, Bujica (Nando) e Luís Carlos (Zé Carlos Paulista).
Gols: Bujica (2).
Num ano em que acabaram campeões, os vascaínos eram favoritos, tinham um time de jogadores de seleção (curiosamente adquiridos quando Eurico Miranda era Diretor da CBF), liderados por Bebeto. O Flamengo vinha mal, e tinha um time de jovens, liderados pelos "velhinhos" Zico e Júnior (que jogou de zagueiro). Bujica marcou dois gols e entrou para a história como "Bujica, o Caçador de Marajás". Por onde andará?
1/7/1992 Vasco 0x2 Flamengo
Time: Gilmar, Charles, Gottardo, Júnior Baiano e Piá; Uidemar, Júnior, Zinho e Nélio ; Paulo Nunes (Fabinho) e Gaúcho (Marcelinho).
Gols: Júnior e Nélio.
Foi uma vitória importantíssima para nós, que estávamos nas semifinais do Brasileiro de 1992. O Vasco havia sido o primeiro colocado na primeira fase, mas deu azar de topar justo conosco. O Flamengo tinha cinco jogadores pendurados, e o sempre antipático Márcio Rezende amarelou todos, nos obrigando a jogar com um time quase reserva contra o São Paulo na partida seguinte.
quinta-feira, 20 de outubro de 2005
Síndrome de Hardy
Não deixa de ser chocante. Faltam 10 rodadas, estamos no bolo da briga para fugir do rebaixamento e quase todo mundo já entregou os pontos. "Vamos cair", "Desse ano não escapamos", "Vai ser duro voltar", "Tem que torcer para melar essa porra e ter virada de mesa", "Não adianta técnico novo". "Não dependemos mais de nós", bla-bla-bla.
Parece síndrome de Hardy, aquela hiena pessimista e desanimada do desenho animado "Lippy e Hardy", da Hanna & Barbera, que sempre falava: "Ó dor, ó vida, ó céus, ó azar, isso não vai dar certo".
Hardy parece o atual torcedor do Flamengo, que - salvo exceções - já aceitou como inevitável o possível descenso.
Está certo que não temos, objetivamente, muita coisa em que se fiar. Não temos nenhum jogador genial, o Flamengo é o pior ataque e um dos times que menos venceu. Além do mais, para escapar sem depender dos demais, será preciso um aproveitamento de 60%, o que ainda não aconteceu neste campeonato.
Por outro lado, os 6 a 1, dolorosos, provocaram uma mudança, não a que desejamos, mas uma mudança. Por mais que pairem desconfianças sobre Kleber Leite, que saiu da presidência do clube sob a alcunha de "Ice man", tido como pé-frio, uma coisa não há de se negar: ele tem iniciativa. E parece que está buscando soluções.
Além do mais, temos pela frente adversários diretos nessa briga: Vasco, Coritiba, Botafogo, Juventude e Paysandu. Nenhum deles pode ser apontado como favoritíssimo. São jogos em que temos condições reais de vencer. Para isso, será preciso revestir cada jogo com a importância devida - a de jogos decisivos.
A chegada de Kleber e sua aproximação com a CBF deve causar um efeito imediato sobre a atuação dos árbitros, boa parte deles ruins, como demonstraram os jogos novamente realiados, mas por estranha coincidência, quase sempre ruins contra o Flamengo.
A situação é preocupante, muito, mas ainda não é desesperadora. Passa a ser, sim, no momento em que a torcida, para evitar desilusões, decreta de antemão que tudo continuará dando errado. São todos Flamengo, claro, mas deixem para o arco-íris a energia negativa.
Não venho aqui passar recibo de iludido, muito menos propor pacto de qualquer espécie, do gênero "vamos poupar o time". Devemos criticar, ferozmente, tudo que mereca ser criticado e formar uma corrente para que uma nova visão assuma o comando do clube de 2006/08.
Mas por favor, não tem cabimento entregar o jogo no primeiro tempo. Somos Flamengo, porra!
Você responde
Tite é o técnico certo para o Flamengo?
Quem quiser escrever uma resposta mais elaborada, em forma de artigo, envie-a para blogdaflamengonet@gmail.com.
Poderemos publicá-lo aqui.
quarta-feira, 19 de outubro de 2005
A maior de Paranaguá
Uma notícia boa numa semana pouco amena. A torcida do Flamengo é a maior em Paranaguá (PR). É o que aponta uma pesquisa desenvolvida nos meses de agosto e setembro pelo Instituto Paraná Pesquisas, sob encomenda do jornal Gazeta do Povo, que levantou as maiores torcidas em oito cidades do interior do estado. Em Paranaguá, 13,4% dos 812 entrevistados torcem pelo Flamengo. Em seguida vem o Corinthians (9,2%) e Atlético-PR (6,9% ). A margem de erro é de 3,5% e a pesquisa foi feita apenas com torcedores maiores de 16 anos. Paranaguá tem aproximadamente 140 mil habitantes e abriga um dos maiores portos do país.
Nas demais cidades do interior paranaense predomina a torcida pelos clubes de São Paulo, resultado da migração em busca das terras férteis para cultivo de café e grãos. Ainda assim, a pesquisa aponta que o número de torcedores do Flamengo é de 7,8% em Cascavel e de 4,9% em Londrina. Em Cascavel, corintianos totalizam 16,6% e logo depois há um empate técnico entre Palmeiras (8,3%), Grêmio (8%) e Flamengo (7,8%). Em Ponta Grossa, o Flamengo tem a segunda maior torcida (9,1%). Em Maringá, a quinta maior, abaixo dos quatro clubes paulistas.
Em todas as cidades pesquisadas o percentual de torcedores do Flamengo é muito superior à soma total dos percentuais apurados para os três outros clubes cariocas.
Múltipla escolha
Faz tempo que não apareço por aqui, a não ser nos comentários. Voltei pra propor um exercício que julgo oportuno: pensar no nosso futuro a médio e longo prazo. O que os senhores e senhoras acham que vai acontecer com o Flamengo daqui pra frente?
A) o Flamengo não cai por pouco, a confusão político-administrativa continua na Gávea, agravada pelo ano eleitoral, e mais uma vez lutamos contra o rebaixamento no brasileiro de 2006
B) o Flamengo cai pra segunda divisão e as transformações, motivadas pelo vexame, começam a acontecer, com uma melhor gestão no futebol e a eleição de algum dirigente decente no final do ano, junto com a volta à série A
C) o Flamengo não cai por pouco, mas as transformações, motivadas pelo ano eleitoral, começam a acontecer, com uma melhor gestão no futebol e a eleição de algum dirigente decente no final do ano
D) o Flamengo cai pra segunda divisão e a confusão político-administrativa continua na Gávea, agravada pela queda, e mais uma vez lutamos contra o rebaixamento no brasileiro (dessa vez pra série C)
E) nenhuma das anteriores - dê o seu palpite nos comentários
Minha torcida: obviamente a opção C
Maior probabilidade: o Flamengo cai e nada muda no clube (tudo bem que série C foi um exagero - espero)
Pelo que podemos lutar: independente da queda ou não, devemos pressionar para que a segunda parte das opções B e C se concretize
Saudações,
Ricardo Amorim
Bandidagem
Os que vão ao estádio reclamam que a "torcida" não vai como antigamente. Os que ficam em casa, assistem a reportagens de morte de torcedores em São Paulo, de tumultuo em Belém, e de outras "coisas" violentas.
Chega então o dia do clássico mais esperado por nossa torcida. É um campeonato a parte, independente da colocação dos times (esse mais do que nunca é importante, pois somos candidatos diretos à B).
Quando penso que um exemplo de "civilidade" será dado no meio de tanta barbárie, um bando de idiotas - e aqui chamo as 2 torcidas, não somente a deles - marca uma briga pelo Orkut.
Sério: são torcedores ou são marginais, bandidos?
No meu entender, bandidos. Merecem ser presos, fichados, e nunca mais frequentar estádios. Quem sabe assim, você torcedor, que quer levar seus filhos, sua namorada, sua família ao estádio volte a gritar "Mengo".
As organizadas tem papel importante na hora de gritar, de torcer. Mas ESSA organizada, essa facção que marcou uma guerra armada na porta do estádio deles (reitero, de ambas as torcidas) merece, como eu disse acima, ser banida.
Chega de violência, chega de gente querendo quebrar, querendo meter a porrada. Isso não estimula a ida de ninguém ao estádio, senão de bandidos.
terça-feira, 18 de outubro de 2005
Espere! Escute-me! Não me apedreje de cara! Afinal, aqui é um espaço democrático! Ou não?
Pois se fosse em São Januário, falando "Seríamos nós os flamenguistas?", seria eu capaz de ser execrado, banido, linchado, excomungado, fuzilado, antes de sequer expor minha opinião... Esta pode ser a evidência nº 1 da negação da minha tese. Ou não...
Há alguns meses me surgiu esta dúvida e demorei a transcrevê-la, partilhá-la com outros seres dotados de inteligência, que possam compreendê-la... (Esta pode ser a evidência nº 2 da negação da minha tese)
Só para motivar a argumentação, quantos americanos concordam com a política externa de W. Bush? Quantos iraquianos gostavam, mesmo, de Saddam? Quantos terroristas acreditam, de fato, que estão promovendo uma guerra-santa contra o Satã que vem do ocidente? Quantos americanos acreditam que a sociedade americana é a mais justa que existe? E quantos soviéticos acreditavam que a "Mãe-Rússia" era então mais justa que as sociedades ocidentais? Quantos argentinos nos acham FDP? E o que nós achamos deles?
Daí que sempre tive a idéia do Vasco como um time que embora tivesse seus valores (lembrem-se: isto é acima de tudo, um tratado científico-sociológico!), gozava de um comportamento muito relacionado à sua diretoria. Prepotente, truculento, falastrão, que se utiliza dos mais questionáveis - para não dizer escusos - recursos, dentro e fora de campo, para se locupletar. Intimida jogadores e despreza a imprensa. E a torcida? Esta, regra geral, parece acatar tal comportamento como probo, nos melhores interesses do clube, ostentando não raramente, a empáfia de sua diretoria. Algo como um fanatismo cego.
E o que isso tem a ver com o nosso Mengão?
Nada. Tirando, talvez, alguns momentos de fanatismo cego, e certa empáfia que a História de nossa Nação nos permite, nossa diretoria está longe de se impor em qualquer lugar. Talvez se iguale apenas por criar alguns (grandes) constrangimentos... E é disto que estou falando: Diante da história das duas instituições, quem deveria gozar de menos prestígio junto à imprensa? Que time, mesmo com todas as adversidades, tem comentaristas esportivos reconhecidamente seus torcedores, como críticos mordazes? Quem deveria arremalhar desafetos nas Federações? Na CBF? Entre os árbitros e comissões de arbitragens? Na imprensa, de forma generalizada? Desprezado pelos jogadores que não aceitam pra lá se transferir? Por técnicos que mandam a mulher atender ao telefone e dizer que não estão? Que time sofre a "perseguição" de ex-jogadores, ineptos no clube, que se tornam craques e carrascos quando saem? Que time vive há anos com uma equipe imersa num mar de mediocridade? Que time assiste à "doce vingança" de técnicos que saem escorraçados depois de tantos fracassos? Qual time vive cercado por histórias de panelas e "corpos-moles" de jogadores em seu elenco? Que time é acusado de superproteger sua "prata da casa", a ponto de se acharem intocáveis e, invariavelmente, alimentar a criação de tais panelas? Que time já foi classificado como "time punheteiro" pelo Alexotan, em plena Playboy? Qual time leva goleadas seguidas, sem se abalar? Qual time é humilhado, fora, em casa, em campo neutro e amanhece como se nada tivesse acontecido? Que time dá tantas alegrias, tão seguidamente, para as torcidas adversárias? Que time tem uma diretoria de dar inveja ao Tabajara? Que time, com a imensidão da torcida que tem, não usa seu potencial de marketing em prol do clube?
O vasco, para mim, dada a rivalidade, é a antí-tese de tudo de bom no futebol. Hoje nem há tanto esse sentimento. São tantos que se vangloriam de nossa desgraça, que não dá para eleger só um...
Eu não nego minha identidade rubro-negra. Com orgulho. Orgulho de quem conquistou tudo que conquistou, com méritos. Orgulho de quem acredita que a força da instituição é maior do que os omissos, os covardes e os descomprometidos que a poluem. Com altivez. Altivez de quem é o que a torcida adversária gostaria de ser. Altivez de quem incomoda a imprensa-torcedora ou mercenária.
Mas neste contexto, pergunto: Então? Será que somos nós que estamos errados? Seríamos nós os vascaínos?
Da Série - Soluções emergenciais para salvar o Flamengo - parte V
Um novo sistema de premiações.
Quem não gosta de dinheiro? E bicho é a linguagem que jogador entende.
Em vez de bicho por jogo, em caso de empate ou vitória, o bicho passa a ser por metas, de acordo com o grau de dificuldade do jogo - um bom resultado diante do Palmeiras tem que ser reconhecido.
Um bom sistema seria dividir a missão em cinco partes. Para ganhar bicho, o grupo deve conseguir quatro pontos a cada duas partidas. Se levar seis pontos, ganha um reforço no bicho. O objetivo, no caso, é estabelecer metas que levem o clube chegar à última rodada com pelo menos 50 pontos, em condições de escapar.
* Quem tiver outras propostas claras, objetivas e viáveis, envie-as por e-mail para blogdaflamengonet@gmail.com , com nome, idade, profissão e cidade. As melhores serão publicadas no Blog.
Da Série - Soluções emergenciais para salvar o Flamengo - parte IV - PERGUNTA
O Juan iniciou a série com idéias simples, práticas e que todo mundo faz, menos o nosso amado clube. Acho tudo muito válido, mas até agora eu não vi falarem de um problema que no ano passado era a desculpa nº1 do time e da diretoria: salários.
Esse ano estão em dia, como tem que ser em qualquer clube do mundo. Não contraram nenhum centro-avante salvador da pátria, o time quase todo tem o mesmo dono (Uram), não há premiações atrasadas...nada!
O problema está lá dentro mas quem está fora não consegue diagnosticar. No ano passado eram os salários. E esse ano?
Mas eu vejo como solução a necessidade de fazer os jogadores acreditarem neles mesmo e conseguirem atrair a torcida para o seu lado. Propagandas na TV com os caras chamando a torcida, mostrando que querem jogar junto, ganhar confiança e passar para os adversários que há um FLAMENGO do outro lado.
Além das idéias do Juan, todas válidas, acho que falta algo mais para conseguir confiança. Não basta dar declarações em jornal pedindo para a torcida ir, ou falar que tem vergonha. Tem que falar grosso, convencer a torcida que os jogadores estão de fato empenhados (se estiverem mesmo) e fazer todos jogarem juntos. Depois, os treinamentos intensivos, viagens para concentrar, etc...tudo isso vem no bolo.
Da Série - Soluções emergenciais para salvar o Flamengo - parte III
Bola parada. Hoje, muitos jogos são decididos em escanteios e cobranças de faltas, diretas ou ensaiadas. Não precisa ser muito craque para cabecear uma bola de frente para o gol. Tem que treinar, treinar, treinar, treinar...
E criar variações de cobranças de escanteio para a primeira ou segunda trave.
E ensaiar exaustivamente cobranças de faltas dos dois lados da área.
E juntar os melhores cobradores e deixá-los cobrando faltas por horas a fio.
E criar situações em que se busque a bola parada, com jogadores que normalmente sofrem muitas faltas, como Fellype Gabriel, por exemplo.
Na falta de atacantes talentosos, temos que apelar para a tática utilizada por timinhos.
Parece o óbvio, não?
Da Série - Soluções emergenciais para salvar o Flamengo - parte II
Levar o time para um SPA, numa cidade tranquila. Uma medida simples e que já mostrou ser eficaz. No ano passado, o Flamengo passou uma semana em Itu (SP), num spa, preparando-se para enfrentar o Palmeiras. E venceu o mandante por 2 a 1, no Parque Antártica.
Faz diferença ter uma estrutrura adequada, em que os jogadores possam passar o dia treinando, com alimentação adequada, treinamentos pela manhã e tarde, repouso e trabalhos em locais fora do gramado - piscina, sala de vídeo etc.
Definido o grupo, excluindo um outro que esteja de corpo mole, é imperativo levá-lo para um local que ofereça todas as condições para extrair o máximo de uma equipe que, todos sabem, é fraca, mas que pode render mais do que vem rendendo. Por que não a Granja Comary?
segunda-feira, 17 de outubro de 2005
Da Série - Soluções emergenciais para salvar o Flamengo - parte I
Trocar de técnico é manjado, mas dentro do cenário, parece o óbvio. Ninguém tem dúvidas de que Andrade entende do riscado e conhece nossas deficiências. Mas por estar há muito tempo na Gávea como auxiliar, talvez lhe falte uma postura mais impositiva, tanto para o andar de cima (diretores) como para o andar de baixo (jogadores).
Andrade não parece ser uma pessoa que chega para um Marcio Braga e fale: "Que porra é essa de motivar o melhor jogador do time adversário?" ou, então, "Na bola parada, marque o jogador, o jogafor, porra". Se continuar aceitando descer de status, periga virar uma espécie de Alcir Portella - eterno interino do Vasco que nunca quis se aventurar a uma carreira longe de São Januário, por preferir a acomodação do contra-cheque fácil como funcionário.
Nomes? Acabo de saber de uma fonte que o clube cogitou a contratação de Tite, um técnico relativamente caro, mas em baixa depois dos insucessos no Corinthians e Atlético-MG. Talvez seja o nome certo. Trata-se de alguém que trabalha bem a parte defensiva e monta o time para ganhar de meio a zero. É o que precisamos, nas circunstâncias. Mesmo para a eventualidade de disputar a Série B, precisaremos de alguém copeiro, o perfil de Tite.
Só que quem for sondá-lo não pode pensar, como quis um dirigente amador, que vai seduzi-lo com um contrato de curto prazo, até o final do Brasileiro. Não. Só há alguma chance do treinador topar se for para um projeto que vá pelo menos até 2006, quando termina o mandato de Marcio Braga. Ainda assim, ele não aceitaria chegar como um salvador da pátria, mas somente se apresentado como alguém capaz de montar um time competitivo para 2006, seja na primeira ou na segunda divisão.
Se for para mudar de técnico, a hora é agora. Mas um técnico de credibilidade, não alguém que se venda para a diretoria como um Ethan Hunt, personagem do filme Missão Impossível. Um novo técnico, quem sabe, pode trazer um gás novo e salvar o Flamengo. Desde que chegue sem a responsabilidade de salvador da pátria.
Façam suas apostas
Os matemáticos dizem que com 48 pontos é possível escapar, mas que só com 52 a certeza é absoluta. Temos 10 jogos. Arrisque seu palpite. Vitória, empate ou derrota?*
01) 23/10/2005 Vasco x Flamengo São Januário
02) 26/10/2005 Juventude x Flamengo Alfredo Jaconi
03) 31/10/2005 Flamengo x Coritiba Luso-Brasileiro
04) 02/11/2005 Palmeiras x Flamengo Parque Antártica
05) 06/11/2005 Flamengo x Botafogo Luso-Brasileiro
06) 13/11/2005 Ponte Preta x Flamengo Moisés Lucarelli
07) 16/11/2005 Flamengo x Fortaleza Luso-Brasileiro
08) 20/11/2005 Paraná x Flamengo Pinheirão
09) 27/11/2005 Flamengo x Goiás Luso-Brasileiro
10) 04/12/2005 Paysandu x Flamengo Mangueirão
* Escreva o número do jogo e em seguida, o seu palpite.
Viva o Clube de Regatas do Flamengo
Nascido Flamengo em 1968, acho que apenas seis anos depois fui batizado nesta religião, ou melhor dizendo, só tive consciência de que eu era o Flamengo que efetivamente nasci em algum jogo contra o América de Ivo Wortmann, Álvaro, Luisinho Tombo e Flexa (que foi à Seleção Brasileira de Oswaldo Brandão). Mas ainda criança, medindo o tamanho da geladeira, sem noção da própria mortalidade, já entendia o que era aquele manto rubro-negro, já sabia que aquela era uma forma de purificação, já tinha a compreensão de que pertencia a um mundo melhor.
Os anos foram passando, e o que fica mais forte é a relação Flamengo-Pai. Para os que, como eu, perdem cedo o pai, o Manto fica ainda mais Sagrado. Trata-se da perpetuação da vida, da festa da memória. De 1978 a 1983, como já escrevi outras vezes no blog, vivi com o velho anos dourados, espetaculares, volta e meia interrompidos por um Vasco de Guina ou por um Fluminense de Aldo. Mas nunca pelo Botafogo, que em 1989 arrancou de nós a frase "Ainda bem que o pai não está vivo para ver isso".
Mas de resto, depois que Zico foi para o outro hemisfério deste mundo, no fim de 1983, meu pai acabou indo para o outro mundo neste hemisfério. Foi ali, no início de 1984. Fica a memória, a capacidade de viver um momento como Flamengo x Atlético de 1987 (descrito magistralmente por Maurício Neves, na minha opinião o melhor redator de futebol que já li), e pensar, "caramba, queria que meu pai estivesse aqui". I wish him here. Mas ele, de certa forma estava. Afinal, estava ali o manto purificador, as cores vermelha e preta, o sangue escorrendo das chagas de guerreiros de uma batalha no Mineirão.
Uma batalha vencida - mas que, mesmo se tivesse sido perdida, despertaria o mesmo orgulho, pois teria sido perdida com sangue. Desejaria do mesmo jeito a presença já não possível de meu pai.
E é esta a diferença: o time de futebol do Flamengo chegou a um ponto tal que eu já não desejo a presença de meu pai. Prefiro que ele esteja no descanso, se Deus quiser, jogando peladas com Zizinho, Dida e Joel, seus ídolos de juventude.
E é por ele que eu faço o mais estranho pedido já feito neste blog: senhor Márcio Braga, renda-se, torne extinto o departamento de futebol, voltemos a ser o Clube de Regatas do Flamengo. Nós, torcedores, não merecemos que o Manto Sagrado seja maculado, seja alvo de deboches de um invertebrado como o sr. Benjamin Back (do Lance, aquele jornal de São Paulo que tem sucursal no Rio), seja objeto de prazer de um recalcado como o lamentável Luis Roberto, seja criticado por um pulha ordinário como o sr. Milton Neves. Sujeitos assim jamais poderiam proferir nojeiras sobre o Flamengo como fazem, colocando o clube na condição inferior, confundindo o Manto, o Clube de Regatas, a Religião, com a situação que ora permanece, em que o pior do futebol brasileiro ganha R$ 30 mil mensais para sujar a camisa rubro-negra.
Sr. Márcio Braga, olhe-se no espelho depois desta surra do São Paulo, lembre-se do que disse sobre Amoroso, e raciocine, pense na sua total falta de noção do que seja o futebol brasileiro. Por que tirar onda com o São Paulo se o senhor trouxe Moscatelli (ordens do Uram), Fabiano, Fernando (ordens de algum imbecil), Renato, Diego Souza, Fábio Júnior? Por que dizer "Quem é Tevez?" se o senhor mesmo nunca respondeu "Quem é Moscatelli? Quem é Fábio Júnior? Quem é Robson?".
Sim, sr. presidente. É agora, é fazer agora, antes que venha a humilhação inevitável, que é o rebaixamento, ou a manutenção na primeira divisão por conta de melar o campeonato (nós não podemos carregar esta pecha de tricolores recalcados que jamais viram a glória de uma Libertadores). Sim, senhor presidente, vamos extinguir o departamento de futebol e voltar a vibrar com esquifes na Lagoa Rodrigo de Freitas, voltar a nos abraçar com a vitória de um oito-com, festejar os títulos de remo carioca, acender uma vela à memória do Buck.
Somos muito mais Flamengo quando estamos remando do que quando permitimos que o nome sagrado do nosso clube seja manchado por essa imprensa ordinária, que no fundo baba de prazer pelo canto da boca (inclusive dá para ver que o sêmen excedente acaba sendo eliminado) quando diz "o Flamengo foi goleado".
O Flamengo não é essa gente.
O Flamengo não é esse Renato, pereba incurável propalado pela imprensa como "principal jogador do Flamengo". O Flamengo não é o passivo Diego, que falha em todas as saídas de gol e é goleado sem chorar, sem sair para tentar uma loucura, sem ficar puto com a zaga. O Diego é o retrato de um anti-Flamengo, o Diego não tem culpa, realmente, do que acontece. Mas ele é o anti-Flamengo exatamente por causa disso: por se comportar como se não tivesse culpa nenhuma, com a passividade dos que já nasceram derrotados.
O Flamengo não é Júnior Baiano, RINDO antes da coletiva depois de levar seis gols. O Flamengo não é Fábio Júnior, seguramente entre os dez piores jogadores que já vi nestes 30 anos em que assisto o meu clube. O Flamengo não é o ridículo Obina tentando se jogar no chão, o lamentável Jonatas perdido em campo, o patético Leonardo Moura - jogador de defesa não pode usar dois brincos na mesma orelha.
Costumo dizer que nós, seres humanos, somos animais desgraçados - por termos consciência da própria morte, por vermos nossa carne envelhecer, por sermos perecíveis, por nos degenerarmos com o tempo. Como animal desgraçado, buscamos, no Flamengo, no Manto Absolutamente Sagrado, a purificação, a própria salvação, a canonização - ser Flamengo é, sim, uma bênção. Não é, JAMAIS, uma vergonha.
Vergonha é, senhor presidente, manter um time como este vestindo a camisa do Clube de Regatas do Flamengo. Façamos assim: a gente encerra o campeonato usando um uniforme diferente, de preferência com qualquer cor e uma faixa em diagonal. No fim do campeonato, caso rebaixados, o senhor extingue o futebol. No dia seguinte, vou para a Lagoa Rodrigo de Freitas debochar dos remadores adversários, dizer que não os conheço, etc.
Passamos anos assim, vibrando com o Remo, com as Regatas. Nos purificando com o manto, adormecido no futebol, mas vivo como sempre. Enquanto isso, assistimos com nossos filhos a DVDs de 1979, de 1980, de 1987. Ensinamos aos nossos filhos que aquilo é o Flamengo e que é moralmente condenável (expressão criada por Arthur Muhlemberg) torcer por agremiações sem expressão e vida, como Atlético Paranaense, Baraúnas, Paraná Clube, Vasco, Fluminense, CRB e Botafogo. A gente ensina a eles que o Flamengo é o certo.
Os anos vão passar, e nos manteremos vivos com a saudade do Zico. Aí, um dia, um presidente (que não o senhor, senhor Márcio Braga, pois já mostrou que não tem capacidade) vem e recria o departamento de futebol, monta um time decente, e os tempos de glória voltarão.
E eu farei uma prece. Sim, pai, vou lhe desejar por perto novamente.
O que fazer?
Como torcedores, estamos aqui nos lamentando dos incontáveis erros nesta temporada, que nos levaram até a beira do precipício. Dá até pra voltar mais atrás e analisar onde começou o processo que deu nisso aí que estamos vendo. Mas, sinceramente, gostaria de acreditar que quem está lá dentro está fazendo mais do que isso; está pensando no que diabos pode ser feito a essa altura pra reverter a situação.
Mas, infelizmente, temos uma diretoria - e, principalmente, um presidente - fora da realidade. Tão fora da realidade que deixou o quadro chegar a um ponto que parece sem volta.
Todo mundo via que a vaca estava indo pro brejo, e eles nada de tentar fazê-la dar a meia volta. Pois bem: agora, o que temos é um time amorfo, que até mais do que sem qualidade é sem personalidade, sem vontade e sem brio. Não dá pra achar que esses aí, por conta própria, vão reagir de repente. E, a essa altura, não podemos nem fazer como no ano passado, quando a "ala amadora" passou por cima do orçamento e do bom senso pra trazer um duvidoso salvador da pátria. O prazo esgotou, não vem mais ninguém.
O que fazer então? Trocar de técnico? Levar o time pra treinar fora? Prometer mega-prêmios por resultados? Ou, ao contrário, cortar o salário até que as vitórias venham? Mandar todo mundo embora e jogar com os juvenis?
Seja lá o que for, algo tem que ser feito. Um plano tem que surgir. Algo além de provocar o melhor do adversário a cada rodada e fazer o goleiro treinar pênaltis com um senhor de meias. Que se dê à torcida e aos jogadores um sinal de que, ao contrário do que todos os sinais indicam, o barco não está sem rumo. Porque o desastre nunca esteve tão próximo.
O que não dá é passar pelo que passamos ontem, na situação em que estamos, e NADA acontecer.
Porra!
Na verdade, acho que nosso presidente não está ligando muito pro rebaixamento porque sabe que ano que vem não vai ter clube pra jogar na segundona. Afinal, já estamos na segunda quinzena de outubro e a Timemania não saiu. Devemos estar pra fechar as portas a qualquer momento. Né?
domingo, 16 de outubro de 2005
Quando começou a nossa decadência? (Parte 1)
Já faz treze anos que conseguimos nosso último campeonato nacional, e de lá pra cá, só tivemos campanhas relativamente boas (com chance de conquistar o título) em 1993 e 1997. Uma pergunta que eu sempre me faço é: quando começamos a decair?
No início dos anos 80, quando chegamos a campeões mundiais, éramos um modelo de organização e administração. Os jogadores eram bem remunerados, as divisões de base formavam ótimos jogadores a cada ano, e conseguíamos mantermos no topo sem precisar de grandes contratações. Nossa base era a fantástica prata-da-casa dos anos 70 (Zico, Júnior, Andrade, Adílio, Tita, Leandro, Mozer, Figueiredo, Rondinelli, Júlio César, etc.). Não se falava em patrocinador, as camisas não eram emporcalhadas com um monte de logotipos e os salários dos grandes jogadores eram altos, mas não indecentes. Os estádios viviam lotados, e as torcidas organizadas não eram grupos paramilitares visando o extermínio mútuo.
Fomos seguramente o time que mais sofreu com o início da fase de contratações maciças do futebol europeu nos anos oitenta, passamos todo ano a exportar craques para o exterior, mas ainda tínhamos um plantel renovável que podia manter a nossa força. Abalado pela perda de supercraques como Zico e Júnior, e já vivendo uma época em que a mentalidade defensiva passou a predominar, em função do maldita tragédia do Sarriá em 82, passamos por momentos difíceis nos anos 83-86, mas mesmo assim, sempre chegamos nas últimas fases dos campeonatos nacionais, e estivemos em todas as finais do Carioca na década. Uma nova geração de jogadores formados em casa nos garantiu uma nova geração vencedora em 86 e 87, mas continuávamos a sofrer com o assédio persistente das máfias de empresários e exportadores de atletas. O brilhante time de 87 acabou sendo progressivamente desmontado, Zico parou, e assistimos a um período muito ruim entre 1989 e 1991, com times piorados, crises administrativas, atrasos de pagamento, e as primeiras notícias sobre o famoso ?rombo? nas contas. Contratamos o badalado Vanderlei Luxemburgo, que saiu reclamando da falta de estrutura. Nas mãos do competente Carlinhos, vimos uma nova geração de juniores, liderados pelo veterano Júnior, nos trazer de volta ao título nacional. Em 1993 passamos por uma verdadeira maratona, com direito a Libertadores e a uma final de Supercopa (realizada no fim do ano, um período no qual a sempre mal-intencionada federação carioca nos obrigou a disputar cinco jogos em uma semana), e fomos o único carioca classificado para a penúltima fase do Brasileiro. Parecia que mais uma vez subiríamos no momento certo, e arrancaríamos para mais um título. Ocorreu o oposto: num quadrangular com Corinthians, Santos e Vitória, não conseguimos ganhar um jogo sequer e terminamos em último. A base campeã de 1991 e 1992 começava a cair de rendimento, Júnior já havia parado, e a prolongada crise financeira nos levou a um time bem enfraquecido para 1994.
Eu acho que 1994 é um ano-chave que marca o início de nossa decadência. A partir deste ano passamos a ter gerações de juniores predominantemente fracas. Não sei a explicação, não sei mudou algo na estrutura de treinamento e formação de jogadores, não sei a presença de empresários passou a ser mais forte, aliciando jogadores cada vez mais cedo, mas o fato é que desde lá, contamos nos dedos os jogadores formados no Flamengo que chegariam à Seleção Brasileira: Sávio, Júlio César, Athirson, Gilberto (se desconsiderarmos seu início no América), Juan e Adriano.
Começamos 94 como o fraco dos quatro times cariocas, e quase não chegamos ao quadrangular final. Aí, na fase final, o time se recuperou, e mesmo com 3 pontos de desvantagem, largamos na frente, mas acabamos perdendo o campeonato graças as manobras do Eurico Miranda, que mudou a tabela em conluio com a FERJ. Tínhamos Charles Baiano como artilheiro do campeonato e Valdeir como opção para o ataque. Perdemos Charles para o Brasileiro devido a uma contusão, e nossa expectativa não era das melhores.
Surpreendentemente, tivemos um início no Brasileiro razoável, classificando-nos num grupo com Corinthians, Grêmio, Juventude, Bragantino e Sport, com o apogeu marcado pela goleada sobre o Corinthians, 5x2. Um time cuja formação titular ideal seria Gilmar, Henrique, Gélson, Índio e Marcos Adriano; Charles, Marquinhos, Hugo e Nélio; Magno e Sávio.
Aí veio a segunda fase do campeonato, onde todos os classificados se enfrentariam num turno único. Começamos aí nossa rotina de vexames seguidos, passamos por oito jogos seguidos sem vencer, e chegamos a freqüentar as últimas posições da tabela. O final de ano medíocre marcou o final da administração Velloso e foi o catalisador da eleição de Kleber Leite, com seus projetos de marketing mirabolantes e promessas de formar um supertime, falava-se em Telê Santana como técnico.
(CONTINUA)
* esta é minha coluna 100, gostaria que fosse falando sobre algo positivo, mas depois da trombada de hoje, não dá.
BASTA!
Eu não agüento mais porra! Não agüento mais as desculpas! Não agüento mais o Júnior Baiano, o Marcio Braga, o Uram e todo aquele bando de FILHOS DA PUTA que está no Flamengo hoje!!! Como pode DESDE 1996 tomar goleadas entra ano sai ano e isso ser COMUM?!?!?! Como pode acontecer uma porra dessas e NINGUÉM SER PUNIDO NESSA MERDA DE TIME?????
Eu, desde 2003 quando esse blog foi criado, eu sempre falei que o Flamengo está uma bosta só, desorganizado, sem força política, sem time sem NADA! Mas sempre fui tachado de pessimista, nilista, e sei-lá-o-que "ista" mas a prova está aí! SÃO PAULO SEIS A UM NA ILHA DO GOVERNADOR!!!!! Vocês estão surpresos?? Esqueceram que esta MERDA de time tomou de 4 do Fluminense na Taça Rio depois de penar para ganhar do Volta Redonda no Maracanã por 1x0 com gol de PÊNALTI? Esqueceram dos CINCO pro Vitória no ano passado e dos SEIS pro Atlético??? E dos SETE PARA O PARANÁ, DOS CINCO PARA O CORITIBA E DOS QUATRO PARA O ATLETICO PARANAENSE?
É a mesma porra de Flamengo! Do leal, do Cuca, do Roth, do Andrade, DO MARCIO BRAGA. Esse presidente senil, gagá, esclerosado que quando eleito prometeu instaurar o profissionalismo no Flamengo e aceitou que boicotassem o Junior enquanto se divertia na Disney. Que mandou o Felipe embora, que deu o Íbson pros portugueses quase de graça, que trouxe as merdas que haviam sido banidas do Flamengo, FERNANDO, JEAN E FABIANO??? Mas que manteve o FILHO DA PUTA do Junior Baiano que hoje é CAPITÃO DO TIME? Cadê os xingamentos pro Andrade?!?!?!?!!? Cadê os que disseram que policiariam quem falasse mal do Andrade? Pois eu falo! Só mesmo um ignóbil, jumento e desencontrado com a razão pode escalar o JUNIOR BAIANO como CAPITÃO desse time!!!!!! E eu sou obrigado a ouvir esse desgraçado falar "quem é homem agora tem que aparecer". Então foge seu corno! Você não é HOMEM! Não gostou? É só pedir que eu vou na Gávea e falo isso na tua cara, desgraçado. Se você tem um pingo de consideração com o Flamengo que te pôs no mundo do futebol, desapareça do clube!
E não é só ele! Essas prima-donas que chamam de "craques feitos em casa". VÃO PRA PORRA TODOS ELES! QUE MERDA É O JÚNIOR PARA EXIGIR LUGAR NO TIME??? QUE MERDA É O FERNANDO PARA FICAR PUTINHO PORQUE É RESERVA?????? E A PORCARIA DO FABIANO??? Foi escorraçado do Flamengo e voltou agora para fazer merda atrás de merda!
Culpa da arbitragem?? Ah, vá se foder! Então a arbitragem é mais incompetente que o Flamengo já que há anos tenta nos rebaixar e não consegue! Só que eu acredito que o time é uma merda mesmo!!! Essa mania de desviar a culpa está cegando a torcida! A culpa entra em campo disfarçada de 11 filhos da puta! Essa é a culpa! Se o Renato tivesse jogado o tempo inteiro seria diferente?!?!?! A culpa está na tribuna perguntando quem é o melhor jogador de cada time! Falem praquele velho quem é o Alex Dias!!!!! Apresentem a biografia dele antes que seja tarde!!!!!! O Flamengo não está na UTI. Está em coma induzido por presidentes, dirigentes e jogadores anormais e acéfalos que só pensam no próprio bolso e na vaidade!!! Está quase partindo pruma metástase!!!! E ainda pensam em dossiê! É, porque fazer DVD para contratar jogador serve, então deve servir para denunciar juiz, já que os craques do nosso time fazem gols a rodo! Vão Fazer DVD para mostrar pra esses jogadores a MERDA que eles são!!!! Se me chamarem pra fazer gol eu FAÇO MELHOR SIM! Difícil? Perguntem pros outros VINTE E UM TIMES QUE TÊM O ATAQUE MELHOR, se é difícil fazer gol!!!!! Só o Flamengo não sabe fazer gol!!!!
O que foi feito do dinheiro do Íbson? Virou CRÉDITO NA MÃO DE PORTUGUESES!!!! E AINDA TEM QUEM DEFENDA ESSA VENDA ENQUANTO O FLAMENGO NÃO ARRUMOU NADA COM A GRANA!!!!!!!! Hoje o jogador tem vergonha de dizer não ao Flamengo e vai pra qualquer outro clube mas daqui a pouco vão chegar e falar na cara "Flamengo é o caralho! Eu vou pra time sério!" e todos vão achar NORMAL como é perder de SEIS EM CASA!
FODA-SE! EU QUERO QUE ESSE TIME VÁ SE FODER!!!! TERIA MUITO MAIS COISA PRA DIZER, MAS DE QUE ADIANTA????? SE OS QUATRO TIMES ABAIXO DO FLAMENGO GANHAREM SEUS JOGOS QUE FORAM ANULADOS, O FLAMENGO VAI PRA ÚLTIMO LUGAR!!!!!!
ÚLTIMO LUGAR DE VINTE E DOIS TIMES!!!!!!!!
A porra do presidente mandou uma resposta vagabunda pro Blog dizendo "não vamos cair". Também não sabia quem é o Tevez e o Amoroso. Alguém acredita nesse velho? Só que ver Marcio Braga. Acho que aquele soco que você levou no ano passado mexeu com algumas coisas na tua cabeça e você devia se aposentar se mudar pra Disney e ficar por lá vendendo ingresso na bilheteria porque a torcida está de saco cheio!
Esse texto está cheio de palavrões? Não condiz com o que um jornalista escreveria? Está agressivo e não poderia figurar no blog? Desculpem. Estou escrevendo como um torcedor humilhado!!!! Isso é o que eu falo para qualquer um que trabalha no Flamengo hoje. E falo na cara! E não aceito mais desculpas.


