Promoção de lançamento do filme O Gringo
terça-feira, 31 de maio de 2011
Em parceria com o jogador Petkovic, o FlamengoNet participa do lançamento do filme "O Gringo".
Para participar, é simples: No sistema de comentários do blog, escreva uma frase com NO MÁXIMO 10 palavras sobre o autor do histórico gol de 27 de maio de 2011, e em seguida deixe seu nome e cidade. As 5 melhores frases ganharão uma camisa do filme autografadas pelo Pet. A campanha se encerrará amanhã, às 15 hrs, e o resultado será divulgado após avaliação da comissão julgadora.
Solicitamos, ainda, que os comentários neste post sejam SOMENTE sobre a promoção. Facilitará a coleta e a avaliação das melhores frases.
Campanhas de marketing – histórico recente
Por Vinicius Paiva
A partir da metade da última década, o Flamengo se notabilizou por empreender iniciativas que consistiam no lançamento de produtos cuja receita líquida se reverteria integralmente em prol de um objetivo. Na maioria das vezes, estes recursos seriam empregados na morosa construção do CT Ninho do Urubu – mas em certos casos o foco chegou a ser até mesmo o pagamento de salários a atletas profissionais.
Com isto em mente, fiz um trabalho de pesquisa em busca dos resultados de algumas destas iniciativas, considerando a análise do passado como chave para o sucesso de futuras empreitadas. Alguns dados abaixo não contemplam necessariamente os números finais dos projetos, mas se aproximam bastante disto.
1) Campanha “Craque o Flamengo Faz em Casa – CT o Flamengo Faz com Você” (2005)
Por Vinicius Paiva
A partir da metade da última década, o Flamengo se notabilizou por empreender iniciativas que consistiam no lançamento de produtos cuja receita líquida se reverteria integralmente em prol de um objetivo. Na maioria das vezes, estes recursos seriam empregados na morosa construção do CT Ninho do Urubu – mas em certos casos o foco chegou a ser até mesmo o pagamento de salários a atletas profissionais.
Com isto em mente, fiz um trabalho de pesquisa em busca dos resultados de algumas destas iniciativas, considerando a análise do passado como chave para o sucesso de futuras empreitadas. Alguns dados abaixo não contemplam necessariamente os números finais dos projetos, mas se aproximam bastante disto.
1) Campanha “Craque o Flamengo Faz em Casa – CT o Flamengo Faz com Você” (2005)
Faturamento bruto total: R$ 1.204.724,40
Faturamento líquido: R$ 506.157,12
Unidades vendidas: 92.796 pulseiras (valor unitário R$ 9,90), 9.573 camisas (valor unitário R$ 28) e 3.000 chaveiros (valor unitário R$ 6).
Margem de lucro por unidade: Pulseirinhas – 47%, camisas – 35% e chaveiros – 25%.
2) Campanha “Camisa 12” (2007)
Faturamento bruto total: R$ 1.306.365,90
Faturamento líquido: R$ 196 mil
Unidades vendidas: 32.741 camisas (valor unitário: R$ 39,90)
Lucro por unidade: 15%
3) Camiseta Fla Basquete (2009)
Faturamento bruto: Aproximadamente R$ 280.000,00
Faturamento líquido: Aprox. R$ 100 mil
Unidades vendidas: Aprox.. 7 mil (valor unitário R$ 39,90)
Lucro por unidade: 35%
4) Tijolinhos (2010)
Faturamento bruto: R$ 1.630.000,00
Faturamento líquido: R$ 1,2 milhão
Unidades vendidas: 6.520 (valor unitário R$ 250,00)
Lucro por unidade: 76%
A primeira campanha se refere às “pulseirinhas do Flamengo”, sobre a qual muitos devem se lembrar. Como havia uma febre por pulseiras de silicone à época, o Flamengo se aproveitou, colhendo maiores lucros por associar a campanha à construção do CT. A iniciativa foi anterior à conquista da Copa do Brasil/2006 - marco da retomada do Flamengo no cenário nacional – e aconteceu em um dos piores anos da história do clube, política e esportivamente. Além disso, o marketing esportivo no país caminhava a passos de cágado, e a economia estava longe de viver a bonança atual.
Por tudo isto, os resultados do projeto “Craque o Flamengo Faz em Casa – CT o Flamengo Faz com Você” podem ser considerados um sucesso. Sua receita, se atualizada pela inflação, iguala a do projeto dos Tijolinhos, tendo apenas uma margem de lucro menor por se tratar de produtos de baixo valor unitário.
A segunda campanha foi a da “Camisa 12”, sugerida por um conselheiro e levada a cabo pelo então departamento de marketing. Um concurso cultural no site Globo.com escolheu o melhor modelo - que homenageava a torcida do Flamengo após a fantástica retomada durante o Brasileirão-2007. Um hotsite com prestação de contas foi criado, tendo sido um marco em termos de transparência em campanhas do gênero. O faturamento bruto do projeto também foi muito semelhante ao dos Tijolinhos (considerando-se a inflação do período), mas a pequena margem de lucro por unidade fez com que os cofres do Flamengo pouco sentissem a entrada destes recursos.
Por tudo isto, os resultados do projeto “Craque o Flamengo Faz em Casa – CT o Flamengo Faz com Você” podem ser considerados um sucesso. Sua receita, se atualizada pela inflação, iguala a do projeto dos Tijolinhos, tendo apenas uma margem de lucro menor por se tratar de produtos de baixo valor unitário.
A segunda campanha foi a da “Camisa 12”, sugerida por um conselheiro e levada a cabo pelo então departamento de marketing. Um concurso cultural no site Globo.com escolheu o melhor modelo - que homenageava a torcida do Flamengo após a fantástica retomada durante o Brasileirão-2007. Um hotsite com prestação de contas foi criado, tendo sido um marco em termos de transparência em campanhas do gênero. O faturamento bruto do projeto também foi muito semelhante ao dos Tijolinhos (considerando-se a inflação do período), mas a pequena margem de lucro por unidade fez com que os cofres do Flamengo pouco sentissem a entrada destes recursos.
A terceira campanha não teve participação direta do marketing do Flamengo, mas de um profissional da área: João Henrique Areias, que encabeçava a vice-presidência de esportes olímpicos do clube. O basquete rubro-negro vivia verdadeiro caos, com atletas há mais de 5 meses sem vencimentos. A venda de camisas personalizadas do falecido “Fla-Basquete” (que também deu origem a um hotsite, hoje fora do ar), desta vez, seria destinada ao bolso dos jogadores. A margem de lucro das camisas era bem maior do que a média do segmento, mas as pouco mais de 7 mil unidades vendidas foram insuficientes para arcarem com um mês da folha salarial. Se considerarmos se tratar de um esporte olímpico – num país onde não se valoriza nada além do futebol – não se pode adjetivar negativamente a empreitada.
Por fim, temos o projeto dos Tijolinhos e seus números bastante frescos à cabeça dos torcedores. Poucas vezes o clube testou a demanda qualificada de seus consumidores - uma vez que o valor do produto (R$ 250) é altíssimo e ninguém o levava para casa após efetuar a compra. Por ser um mais caro, houve espaço para uma excelente margem de lucro (76%). No entanto, até o momento sua receita bruta meramente iguala a de outros projetos (descritos acima) – apesar do momento econômico do país e esportivo do clube. Se dependesse exclusivamente destes aportes (e não daqueles provenientes da Globo e da Ambev), o Ninho do Urubu mais uma vez não sairia do papel.
Resta claro que a torcida do Flamengo possui um perfil bastante heterogêneo em termos de renda – apesar do senso comum que denomina o clube como “do povão”. Apesar disso, a demanda por produtos, por assim dizer, menos “elitistas” não pode ser ignorada em uma iniciativa de marketing que almeje sucesso nos dias de hoje. A transparência é outro elemento-chave para o sucesso – experiências bem sucedidas na criação de hotsites falam por si. Por fim, é de suma importância que o clube negocie margens de lucros mais favoráveis com fornecedores, além de exigir profissionalismo absoluto daqueles que vierem a comercializar seus produtos, sob pena de quebra de contrato. Infelizmente, muitos destes elementos não são enxergados no projeto dos Tijolinhos.
Twitter: www.twitter.com/viniciusflanet (@viniciusflanet)
Alfarrábios do Melo
Saudações flamengas a todos. Começou o Campeonato Brasileiro e, enquanto os reforços não chegam, vamos seguindo com o que temos. E o time atual mostra altos e baixos, com jogadores capazes de desequilibrar e alterar o rumo de uma partida. Nos dois sentidos...
Seja como for, aí vai um relato bem peculiar (e fictício...) do animado jogo de domingo (apesar do péssimo resultado).
Bahia 3-3 Flamengo – Uma visão baiana
Zorra, esse domingo parecia que não chegava nunca. Virei a semana ligado, azoado com o Mengão aqui na Boa Terra. Eu tava seco pra ir pro estádio, mas marcar pro fim do mês é judiar do peão. Ainda fui atrás de uma ponta que Buiú (filho de Gel, amiga de minha irmã) tava me devendo, mas o bicho me deu o zignal. O jeito foi pongar na gatonet de Bira, um bródi meu, corrente forte, bati muito baba com ele quando eu era mais muderno, ali no Engenho Velho. Liguei pra ele, “chegue cedo pra gente tomar uma, fazer a concentração”. Só se for agora...
Tava nervoso, acordei às cinco. Cinco pra onze. Levantei, botei o padrão vermelho e preto, peguei o buzu e rumei pra casa de Bira. Tem uns vizinhos torcedores do vicetorinha que costumam me aperrear, mas os caras estavam sumidos, vai ver porque o vergonha do nordeste tomou 3 do time do Padim Ciço. Vi muita camisa do Jahia na rua, naftalina da zorra, os caras se achando, mas torcedor do Jahia é eterno sofredor, não aprende. Chegando na casa de minha pedra, já fomos logo destampando a primeira.
“E esse Flamengo, vai mesmo? Ó véi, na minha idéia o time tá melhorando, toque de bola tá decente, mas falta um atacante tipo miseravão, brocador. E essa defesa, pelamor. Essa zaga é muito mamão, meu time lá da obra faz gol fácil nesses caras. E o Ronaldinho? Ainda tá muito maresia, quando tá a fim é bola, mas dizem que ele só quer saber de reggae, aí eu já não sei. O certo é que o boca de zeronove desse time é o Tiago Neves, tanto que foi pra seleção. E hoje, dá pra ganhar? Dá sim, o Jahia tá animado mas é fraco. Souza, Fahel, piada, véi. Mas tem que tomar cuidado, é final de campeonato pros caras.”
O que eu sei é que o tempo foi passando, a resenha comendo e cerveja pra dentro, de formas que na hora do jogo já tinha ido embora meia grade. Bira ainda chamou uma galera de fé lá do bairro, tudo peixe, tudo Mengão. E finalmente começou a bagaia.
Dava pra adivinhar que o Jahia ia vir com tudo, primeiro jogo de primeira divisão em casa depois de não sei quanto tempo, Flamengo, Ronaldinho, essa zorra toda. O Flamengo começou com um toquinho meio maresia, uma leseira que me deixou azoado. O tricolô tava marcando certinho, o tal do Jobson fazendo nome em cima do Wellington (até Siloé faz nome nesse fio dum cabrunco), aí vem o gol dos caras. Me faça uma garapa com essa zaga, quando não é o Wellington é o outro, tomar couro do Souza! Do Souza, véi! Nessa hora levantei pra ir na mureta dar um mijão, voltei logo com duas cervejas. Tava brabo.
Depois de tomar esse “tá ligado” o time acordou, começou a imprensar o Jahia atrás. O galeguinho da lateral passou a aparecer, a defesa do Jahia tava mangaba. Perdeu uma, na segunda o Ronaldinho finalmente apareceu e puxou o bonde. Bira deu uma risada e gritou “vou ali pegar uma cerveja que agora começou o jogo”. E parecia que o time ia virar mesmo, meteu um toque de bola azedo nos caras, até a torcida deles ficou quieta. Mas aí o Ronaldinho resolveu ajeitar o cabelo e fazer uma presepada numa falta. O time todo na área dos caras e o bicho me cobra na meialua. Perde a bola, agora segura a galinha pulando. Contrataque, gol. Dei duas porradas na mesa, uma foguetada infeliz na rua, botei mais um copo pra dentro e soltei dois porras. Assim vai mal.
O Flamengo caindo num esparro, não acertava nada, o Jahia corria mais que notícia ruim, aliás quero saber qual foi o redibú que esses bichos tomaram, quero um desse pra mim também. Bira já tava nervoso, falou “assim vai tomar goleada”, eu disse “aonde? Aí é Flamengo, esqueceu?”, mas foi bom ter acabado logo o primeiro tempo, o time tava meio perua tonta mesmo. O pior é que esse time do Jahia é muito ruim, uma miséria. Lembrei até a história que Binho, filho de Peu, amigo de Ninho, um taxéu muito chegado lá na rua, contava, “sabe a semelhança do Jahia com um elefante em cima da árvore? Ninguém sabe como foi parar lá em cima, mas todo mundo sabe que vai cair de lá”. Pois é, tudo beleza, tudo legal, mas minh
a zorra tava perdendo e a foguetada me azoando. E a cerveja descendo.
Segundo tempo, bem diferente. Mengão alugou o meio, tomou conta, mostrou pro Jahia quem é o pedra noventa, falei “vai empatar logo, véi”, e botei logo outra cerveja pra dentro, só pra garantir. O Ronaldinho tava muito delegado, demorava pra soltar a bola, mas o toque de bola tava pesado, a impressão é que o Jahia boiou. Aliás, já teve nego caindo em campo com cinco minutos, falei pra Bira “segura a bagaceira que minha zorra vai empatar”. E empatou mesmo, tava na cara. Esse argentino é meio descoordenado, mas tem seu valor. Mais foguetada, mas agora a zuada era da galera do Mengão. Falei pra Bira, “não perde mais, véi. Vamo virar esse negóço”. Não demorou virou mesmo, boa jogada do drogbinha, entrou pra fazer nome na defesinha dos caras, e gol do Egídio. Véi, você tem idéia do que é tomar gol do Egídio? Acho que foi isso que aquietou a torcida do tricolô. Eu tava muito doido, chamava urubu de meu lôro, o Flamengo comendo o jogo com farinha, Bira também já tava em água dura e começou a gritar “é o Barcelona, é o Barcelona”, mas começou um olé meio cedo, gostei não. Quem junta uma defesa daquela tinha que ser proibido de dar olé.
Menos mal que um tricolô lá foi expulso. Mas não deu nem pra relaxar porque logo depois entraram Fernando e Jean. Aí nivelou. Quando eu vi Fernando em campo fiquei sóbrio na hora. Tô lhe falando! Avisei a Bira, “tá rebocado, essa porra vai ser empate”, “tá maluco véi, vai botar pilha noutro lugar”, mas foi só terminar de falar e o Fernando Cerezo me dá o leite pros caras e pum, gol. Viuaí, lenhou! Ó paí, empatou mesmo. Mas não tem jeito, essas duas carniças não jogam nem no Bahia de Feira. Enterraram meu baba. Tá certo que o time no final também deu caruada, mas se sai o Willians e deixa com dez o Jahia não empatava. Só vou apostado que não empatava. Enfim, acabou a zorra no empate mesmo, fiquei logo retado, tomei umas três saideiras que santo não sai sem foguete e abri o gás, rumo pra casa. A estronga do buzu ainda tava cheia de torcedor do Jahia querendo tirar onda e cantando, mas comigo ninguém se criou não. Joga em casa, empata com as calças na mão, vem com uma lenda de juiz ladrão e ainda quer se cartar. Aqui não, véi.
O lado bom é que nessa farofa toda ainda esbarrei com Néia, uma piriguete que vive se amostrando pra mim. Cheia de risadinha e fricote. Se me retar, um dia eu arrasto.
O time? Ainda tá arrumado meio a facão. Na minha filosofia, continuo achando que falta ali um brocador na frente, dois zagueiros porradões lá atrás e um volante bola no meio. Parece que tão vendo isso aí, e tem que ver mesmo porque hoje ainda tem que comer muito feijão pra brigar por taça.
Ah, antes que eu me esqueça. R$ 1,99? Tá caro. Fui!
Saudações flamengas a todos. Começou o Campeonato Brasileiro e, enquanto os reforços não chegam, vamos seguindo com o que temos. E o time atual mostra altos e baixos, com jogadores capazes de desequilibrar e alterar o rumo de uma partida. Nos dois sentidos...
Seja como for, aí vai um relato bem peculiar (e fictício...) do animado jogo de domingo (apesar do péssimo resultado).
Bahia 3-3 Flamengo – Uma visão baiana
Zorra, esse domingo parecia que não chegava nunca. Virei a semana ligado, azoado com o Mengão aqui na Boa Terra. Eu tava seco pra ir pro estádio, mas marcar pro fim do mês é judiar do peão. Ainda fui atrás de uma ponta que Buiú (filho de Gel, amiga de minha irmã) tava me devendo, mas o bicho me deu o zignal. O jeito foi pongar na gatonet de Bira, um bródi meu, corrente forte, bati muito baba com ele quando eu era mais muderno, ali no Engenho Velho. Liguei pra ele, “chegue cedo pra gente tomar uma, fazer a concentração”. Só se for agora...
Tava nervoso, acordei às cinco. Cinco pra onze. Levantei, botei o padrão vermelho e preto, peguei o buzu e rumei pra casa de Bira. Tem uns vizinhos torcedores do vicetorinha que costumam me aperrear, mas os caras estavam sumidos, vai ver porque o vergonha do nordeste tomou 3 do time do Padim Ciço. Vi muita camisa do Jahia na rua, naftalina da zorra, os caras se achando, mas torcedor do Jahia é eterno sofredor, não aprende. Chegando na casa de minha pedra, já fomos logo destampando a primeira.
“E esse Flamengo, vai mesmo? Ó véi, na minha idéia o time tá melhorando, toque de bola tá decente, mas falta um atacante tipo miseravão, brocador. E essa defesa, pelamor. Essa zaga é muito mamão, meu time lá da obra faz gol fácil nesses caras. E o Ronaldinho? Ainda tá muito maresia, quando tá a fim é bola, mas dizem que ele só quer saber de reggae, aí eu já não sei. O certo é que o boca de zeronove desse time é o Tiago Neves, tanto que foi pra seleção. E hoje, dá pra ganhar? Dá sim, o Jahia tá animado mas é fraco. Souza, Fahel, piada, véi. Mas tem que tomar cuidado, é final de campeonato pros caras.”
O que eu sei é que o tempo foi passando, a resenha comendo e cerveja pra dentro, de formas que na hora do jogo já tinha ido embora meia grade. Bira ainda chamou uma galera de fé lá do bairro, tudo peixe, tudo Mengão. E finalmente começou a bagaia.
Dava pra adivinhar que o Jahia ia vir com tudo, primeiro jogo de primeira divisão em casa depois de não sei quanto tempo, Flamengo, Ronaldinho, essa zorra toda. O Flamengo começou com um toquinho meio maresia, uma leseira que me deixou azoado. O tricolô tava marcando certinho, o tal do Jobson fazendo nome em cima do Wellington (até Siloé faz nome nesse fio dum cabrunco), aí vem o gol dos caras. Me faça uma garapa com essa zaga, quando não é o Wellington é o outro, tomar couro do Souza! Do Souza, véi! Nessa hora levantei pra ir na mureta dar um mijão, voltei logo com duas cervejas. Tava brabo.
Depois de tomar esse “tá ligado” o time acordou, começou a imprensar o Jahia atrás. O galeguinho da lateral passou a aparecer, a defesa do Jahia tava mangaba. Perdeu uma, na segunda o Ronaldinho finalmente apareceu e puxou o bonde. Bira deu uma risada e gritou “vou ali pegar uma cerveja que agora começou o jogo”. E parecia que o time ia virar mesmo, meteu um toque de bola azedo nos caras, até a torcida deles ficou quieta. Mas aí o Ronaldinho resolveu ajeitar o cabelo e fazer uma presepada numa falta. O time todo na área dos caras e o bicho me cobra na meialua. Perde a bola, agora segura a galinha pulando. Contrataque, gol. Dei duas porradas na mesa, uma foguetada infeliz na rua, botei mais um copo pra dentro e soltei dois porras. Assim vai mal.
O Flamengo caindo num esparro, não acertava nada, o Jahia corria mais que notícia ruim, aliás quero saber qual foi o redibú que esses bichos tomaram, quero um desse pra mim também. Bira já tava nervoso, falou “assim vai tomar goleada”, eu disse “aonde? Aí é Flamengo, esqueceu?”, mas foi bom ter acabado logo o primeiro tempo, o time tava meio perua tonta mesmo. O pior é que esse time do Jahia é muito ruim, uma miséria. Lembrei até a história que Binho, filho de Peu, amigo de Ninho, um taxéu muito chegado lá na rua, contava, “sabe a semelhança do Jahia com um elefante em cima da árvore? Ninguém sabe como foi parar lá em cima, mas todo mundo sabe que vai cair de lá”. Pois é, tudo beleza, tudo legal, mas minh
a zorra tava perdendo e a foguetada me azoando. E a cerveja descendo. Segundo tempo, bem diferente. Mengão alugou o meio, tomou conta, mostrou pro Jahia quem é o pedra noventa, falei “vai empatar logo, véi”, e botei logo outra cerveja pra dentro, só pra garantir. O Ronaldinho tava muito delegado, demorava pra soltar a bola, mas o toque de bola tava pesado, a impressão é que o Jahia boiou. Aliás, já teve nego caindo em campo com cinco minutos, falei pra Bira “segura a bagaceira que minha zorra vai empatar”. E empatou mesmo, tava na cara. Esse argentino é meio descoordenado, mas tem seu valor. Mais foguetada, mas agora a zuada era da galera do Mengão. Falei pra Bira, “não perde mais, véi. Vamo virar esse negóço”. Não demorou virou mesmo, boa jogada do drogbinha, entrou pra fazer nome na defesinha dos caras, e gol do Egídio. Véi, você tem idéia do que é tomar gol do Egídio? Acho que foi isso que aquietou a torcida do tricolô. Eu tava muito doido, chamava urubu de meu lôro, o Flamengo comendo o jogo com farinha, Bira também já tava em água dura e começou a gritar “é o Barcelona, é o Barcelona”, mas começou um olé meio cedo, gostei não. Quem junta uma defesa daquela tinha que ser proibido de dar olé.
Menos mal que um tricolô lá foi expulso. Mas não deu nem pra relaxar porque logo depois entraram Fernando e Jean. Aí nivelou. Quando eu vi Fernando em campo fiquei sóbrio na hora. Tô lhe falando! Avisei a Bira, “tá rebocado, essa porra vai ser empate”, “tá maluco véi, vai botar pilha noutro lugar”, mas foi só terminar de falar e o Fernando Cerezo me dá o leite pros caras e pum, gol. Viuaí, lenhou! Ó paí, empatou mesmo. Mas não tem jeito, essas duas carniças não jogam nem no Bahia de Feira. Enterraram meu baba. Tá certo que o time no final também deu caruada, mas se sai o Willians e deixa com dez o Jahia não empatava. Só vou apostado que não empatava. Enfim, acabou a zorra no empate mesmo, fiquei logo retado, tomei umas três saideiras que santo não sai sem foguete e abri o gás, rumo pra casa. A estronga do buzu ainda tava cheia de torcedor do Jahia querendo tirar onda e cantando, mas comigo ninguém se criou não. Joga em casa, empata com as calças na mão, vem com uma lenda de juiz ladrão e ainda quer se cartar. Aqui não, véi.
O lado bom é que nessa farofa toda ainda esbarrei com Néia, uma piriguete que vive se amostrando pra mim. Cheia de risadinha e fricote. Se me retar, um dia eu arrasto.
O time? Ainda tá arrumado meio a facão. Na minha filosofia, continuo achando que falta ali um brocador na frente, dois zagueiros porradões lá atrás e um volante bola no meio. Parece que tão vendo isso aí, e tem que ver mesmo porque hoje ainda tem que comer muito feijão pra brigar por taça.
Ah, antes que eu me esqueça. R$ 1,99? Tá caro. Fui!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
PAPO DE SEGUNDA - Luciana Zogaib
Boa noite galera!!!
A essa altura muito já se falou sobre o fatídico empate de ontem. Confesso que meu domingão foi estragado e após o jogo cancelei até mesmo a saída. Empate amargo, mas que hoje, já tentando esquecer, penso que veio em hora boa.
Como procuro enxergar sempre um lado bom em todas as coisas ruins que acontecem em minha vida, aqui não foi diferente e, concluo que por ser fora de casa o empate acabou não sendo de todo ruim, desde que sirva de lição e sejam tomadas as devidas providências.
Ficou claro mais uma vez que precisamos reforçar a equipe. Ficou claro que nosso banco ontem, tirando DM era um pesadelo e ficou claro também que Fernando não pode vestir o Manto Sagrado.
Bom, hoje se confirmou o boato de que a CBF poderia antecipar a janela e agora chegou a hora do Mengão mostrar se tem mesmo o tal planejamento. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos e ver quantos e quais reforços virão.
Nosso próximo compromisso contra a Gambazada está cheio de ingredientes, que apesar de alguns já enxergarem o mal, vejo como positivos. Primeiro teremos a despedida de um ídolo e se um jogo oficial talvez não fosse o momento, vale lembrar que não teremos TN e pensar na entrada de qualquer um daqueles que Luxa gosta de colocar, acho melhor que seja o Pet fora de forma mesmo. Outra questão é que provavelmente o Vazião será tomado pela massa em busca da última homenagem (eu mesma que já não cogitava mais pisar naquele lugar inóspito já estou revendo meus conceitos) e a massa reunida tem seu peso.
Enfim, que sirva de lição, que as providências sejam tomadas e que a ponta seja reassumida logo. É isso que deseja a Nação.
SRN
Galera meu blog pessoal está reativado e conto com a visita de vocês.
https://luzogaib.wordpress.com/
Twitter: @luzogaib
Seja na Terra, Seja no Mar

André Dahmer e Arnaldo Branco são os autores da série de tirinhas "Seja na Terra", publicada durante o primeiro semestre no jornal rubro-negro Vencer. Os cartunistas gentilmente cederam ao Blog da FlamengoNET o direito de reprodução do trabalho aqui no Blog. Para saber mais sobre a dupla, visite os sites: www.gardenal.org/mauhumor e André Dahmer - http://www.malvados.com.br/
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COLUNA DE SEGUNDA FEIRA
HERMÍNIO CORREA
Impressões de Bahia 3x3 Flamengo, 2ª rodada - Campeonato Brasileiro 2011
Olá pessoal,
Diante das circunstâncias, o empate de ontem significa muito mais a perda de dois pontos do que a conquista de um, mesmo tratando-se de uma partida fora de casa.
O Flamengo mostrou ontem, por 85 minutos, um espírito muito diferente daquele com o qual o torcedor conviveu em um passado não muito distante: Ao invés de inícios de campeonatos conturbados, partidas abaixo da crítica, times questionáveis em campo, para o time de goleada na estréia, virada mesmo fora de casa, time de posse de bola, troca de passes...
Ontem, o Flamengo jogou bem. Principalmente no segundo tempo.
Mas...
São dois tempos distintos, principalmente no que se refere aos espaços concedidos ao adversário. No primeiro, permitiu-se ao Bahia jogar com mais tranqüilidade, com um nível de marcação relativamente mais frouxo o que proporcionou ao adversário não apenas chegar em algumas oportunidades como também marcar dois gols que escancaram os erros de posicionamento de nosso sistema defensivo, sobretudo o primeiro onde os dois principais zagueiros dão combate a um único atacante, em uma jogada de lateral.
HERMÍNIO CORREA
Impressões de Bahia 3x3 Flamengo, 2ª rodada - Campeonato Brasileiro 2011
Olá pessoal,
Diante das circunstâncias, o empate de ontem significa muito mais a perda de dois pontos do que a conquista de um, mesmo tratando-se de uma partida fora de casa.
O Flamengo mostrou ontem, por 85 minutos, um espírito muito diferente daquele com o qual o torcedor conviveu em um passado não muito distante: Ao invés de inícios de campeonatos conturbados, partidas abaixo da crítica, times questionáveis em campo, para o time de goleada na estréia, virada mesmo fora de casa, time de posse de bola, troca de passes...
Ontem, o Flamengo jogou bem. Principalmente no segundo tempo.
Mas...
São dois tempos distintos, principalmente no que se refere aos espaços concedidos ao adversário. No primeiro, permitiu-se ao Bahia jogar com mais tranqüilidade, com um nível de marcação relativamente mais frouxo o que proporcionou ao adversário não apenas chegar em algumas oportunidades como também marcar dois gols que escancaram os erros de posicionamento de nosso sistema defensivo, sobretudo o primeiro onde os dois principais zagueiros dão combate a um único atacante, em uma jogada de lateral.
Já no segundo tempo o Flamengo jogou tal como já havia feito contra o Ceará pela Copa do Brasil e contra o Avaí na estréia do Brasileiro: Manteve a posse de bola e pressionou o adversário para dentro do seu campo de defesa.
O Bahia não mais jogava, mal conseguia sair de seu campo. E o Flamengo pressionando, trocando e bem seus passes ainda que o trio dessa vez não estivesse tão inspirado. E foi nessa maior presença no ataque que a virada saiu, nos pés de Botinelli e de um eficiente Egídio.
Mesmo depois do gol, mantivemos a bola em nossos pés. Não se criou chances mais agudas de gol, mas a presença ofensiva se fazia presente, a troca de passes era inteligente, mantinha as ações sobre domínio rubro negro.
Mas há uma clara distinção entre dois Flamengos.
O que tem a bola nos pés tem se mostrado eficiente, equilibrado. Esse consegue se articular, abrir as jogadas pelas laterais, avançar pelo meio campo com qualidade, criar ações mesmo que ainda nos falte um atacante com mais faro de gol. Esse é o Flamengo que marcou nove gols nos últimos três jogos.
Já o outro Flamengo, que joga sem a bola, tem sérios problemas. Esse tem sido extremamente frágil, desorganizado e pouco contundente na marcação, de pouco combate, sempre correndo atrás do adversário.
Para piorar, nos cinco minutos finais contra o Bahia, esteve composto também por Fernando e Jean.
E o sistema defensivo que já havia falhado em duas bolas paradas contra o Ceará em Fortaleza e também ontem nos dois primeiros gols, permitiu o empate de um Bahia inferior não só tecnicamente como numericamente em campo.
Nenhum elenco brasileiro hoje inspira grande confiança. Mas pelo menos no caso do Flamengo, ataque e defesa tem sido setores claramente decisivos, seja a favor ou contra.
Para resolver essa carência defensiva, só contratando. O banco disponível ontem e o resultado final considerando as substituições feitas, provam isso.
**********
Justíssimas as homenagens a serem prestadas ao Petkovic. Mas até mesmo por elas é que o Flamengo e Corinthians do próximo final de semana tornou-se um jogo perigoso.
O time paulista chega com status de líder. Já o Flamengo, precisando fazer o básico desse campeonato que é garantir os três pontos jogando em casa. E isso já desfalcado de Thiago Neves, na seleção.
No meio disso tudo a despedida de um grande ídolo, já sem ritmo de jogo, provavelmente fora de forma.
Estarei no Engenhão, me despedindo do gringo. Mas sobre o que representa Petkovic e sua despedida, escreverei outro post no decorrer da semana.
Já sobre Flamengo e Corinthians, queremos e precisamos dos três pontos. E quem eles venham, do jeito que tiver que ser.
Grande abraço, até segunda e Saudações Rubro Negras, sempre!
Twitter: @Hermínio_correa
Marcadores:
herminio_correa
sábado, 28 de maio de 2011
FLAMENGÔMETRO nº 54
QUE TERMINE COMO COMEÇOU
Uma vitória de 4x0, depois de tanto tempo, é sempre algo para se comemorar. Não importa se era o misto do Avaí, afinal de contas, a Lei de Murphy futebolística já aprontou muitas surpresas desagradáveis para o Flamengo nas épocas de vacas magras. O favoritismo era absoluto, e o time soube exercê-lo com precisão. Mas isso tudo é passado, e agora temos diante de nós um imprevisível Bahia, que vem de um primeiro semestre chinfrim, onde foi mal até no Campeonato Baiano, e ainda foi eliminado na Copa do Brasil pelo fraco Atlético Paranaense com uma retumbante goleada. No desespero, contrataram uma penca de jogadores, muitos dos quais com passagens contestadas pelo Rio de Janeiro, incluindo duas "crias" nossas, Lomba e Camacho. Cabe ao Flamengo mostrar que a primeira partida não foi um acidente e ir para a Bahia com o único objetivo de vencer. Não importa se a partida é fora, se os adversários estão motivados por voltar à Primeirona depois de tanto tempo (desde aquele 6x0 que sapecamos neles) e pelo rebaixamento simultâneo do arquirrival Vitória e, tomara, que o juiz não apronte nenhuma gracinha querendo agradar o time da casa. Ronaldinho Gaúcho vem de uma grande partida, o time mostra sinais de um possível amadurecimento, e só temos a lamentar a panaquice do Willians, que fez aquela lambança no treino e não joga, punido com justiça (e que o Fernando entre com a mesma tranquilidade com que bateu aquele pênalti na semifinal da Taça Rio).
HÁ DEZ ANOS ATRÁS ( пре десет година )
Estava eu com o coração batendo forte, já sentado no chão de tão ansioso, ao lado do meu irmão sentado na cama. Dedos cruzados. Olhos colados na TV.
"Será que desta vez o Vasco vai levar o título?", pensava eu.
Na derrota por 2x1 da semana anterior, o Flamengo dominara boa parte do jogo, mas acabou perdendo em duas bobeiras seguidas. Ainda me lembro da reportagem do Globo Esporte sobre o 1º jogo, mostrando a semelhança do gol de falta de Juninho Paulista com o gol de Rodrigo Mendes: era a revanche de 1999, sendo o todo-poderoso e milionário Vasco (com Romário, Viola, Juninhos, Euler, Eurico, banqueiros norte-americanos, empresários mexicanos e toda a patota endinheirada de Boca Raton) como o virtual campeão daquele ano. Mal sabiam que mais uma cobrança de falta histórica estava por vir...
A torcida vascaína, estranhamente em minoria no Maracanã, apesar da indiscutível vantagem que tinham, soltava um corinho tímido de "Vice é o CA****O!" de vez em quando. O Flamengo abre o marcador, o Vasco empata logo em seguida, dificultando as coisas. Num cruzamento primoroso de Petkovic, Edílson cabeceia para por o Flamengo na frente mais uma vez. O tempo corre implacavelmente contra os rubro-negros. Falta ainda um gol. O Vasco tem grandes jogadores, trazidos a peso de ouro, e aproveita os contrataques. Júlio César transforma-se numa barreira de cem braços, como os gigantes mitológicos. Mas ainda falta um golzinho.
Será?
Faltavam apenas dois minutos e mais uns descontos para os cruz-maltinos finalmente rirem por último...
Petkovic ajeita a bola: aquela sensação eletrizante de última chance no ar.
É agora ou nunca.
A bola parte, com uma curva sinuosa.
Minha primeira sensação é de bola fora.
Ameaço xingar. Aí percebo a bola quicando no fundo das redes. Jogadores correndo. A torcida pula. Eu pulo, meu irmão pula.
Os gritos e foguetório ecoam pelo paredão de prédios da Rua Andrade Neves, eu posso sentir, embora não tenha tempo para ouvir mais nada, para ver com clareza. O tempo parece congelar.
MEENGÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ!!!!!!!! VIIIIIICE-DE-NOOOVOOO!!!!!!! MEENGÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Era o quarto Tricampeonato da história. Dejan Petkovic, nascido na distante Iugoslávia, atravessa o campo correndo, para se jogar de costas na grama e entrar para a história do Maior Time da Terra.
Parabéns ao sérvio mais famoso do Planeta Terra.Que curta sua primeira década de Imortalidade.
Em 2021, com certeza, cá estaremos para relembrar e comemorar os vinte anos.
Até 27 de maio de 2021...
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