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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Gol Perdido


Do Urublog

Nem adianta procurar no dicionário um adjetivo inédito para o lance do Deivid. Todos, em algum momento, já foram usados, seja pelos jornalistas, seja pelos torcedores. Mas é importante os rubro-negros inteligentes perceberem que no futebol tudo é fruto da dupla causa e consequência. Sem contestação, a bola na trave é culpa exclusiva do camisa nove ( aliás, odeio essa camisa ). Nada explicará a bizarrice da jogada. Nada em tempo algum.

Mas vamos voltar a dupla causa e consequencia. Que time vencedor começa o ano mergulhado numa crise de vaidade e numa crise financeira? Com o capitão do time e o técnico trocando farpas verdadeiras e beijos falsos? Com a presidente se omitindo durante 35 dias, mentindo e desmentindo uma noticia em 24 horas ( demissão do Luxa )? Com o vice-presidente de finanças posando de herói por contratar um jogador por 10 milhões de euros e pagar mais de 1 milhão de reais por mês de salários pra outro que ainda não marcou nos clássicos? Enfim, que clube vencedor é esse?

Simplesmente, quando o chute fraquinho meio de tornozelo beijou a trave do Engenhão e entrou pra história, naquele exato instante, Deivid personificou toda a atual gestão rubro-negra que mês após mês perde tantos ou mais gols como o de ontem. A lista de falhas do atacante é grande, a lista da diretoria é gigante. A presença na Libertadores, o titulo invicto no ano passado, as contratações do R10 e do Love jamais vão apagar o que fizeram com o Zico, com o Andrade, as mudanças frenéticas e mal explicadas no departamento de futebol. Em 26 meses, foram 5 tecnicos, tres vice-presidentes de futebol, dois diretores executivos e varias crises. Nesse período, poucos foram os momentos em que o avião rubro-negro encontrou um céu sem turbulências.

Claro que o Deivid precisa pagar pelo que consumiu nessa conta da eliminação para o Vasco. Mas a conta não é só dele. O craque do time passou boa parte dos 90 minutos dando passes pro lado ou bicões pra área. Pode um camisa dez não dar um único chute ao gol adversário? Não pode e ontem aconteceu de novo. Pode um time que tem o maior orçamento do país ter apenas três zagueiros aptos pra jogar neste inicio de ano? Tirando a molecada da base, Wellinton, David Braz e Gustavo, hoje, são os nomes possíveis pra defesa. O chileno Gonzalez, por enquanto, é como cabeça de bacalhau, ninguém nunca viu.

Ficamos assim, rubro-negros. Vamos lamentar, gritar, desabafar e até vaiar, se for o caso, o Deivid nos próximos jogos. Atacante NÃO PODE perder uma oportunidade como aquela. NÃO PODE. E ele sabe disso. Conheço-o bem. É torcedor como nós, não dormiu, não conseguiu sair de casa. Mas o que a gente não deve é esquecer dos demais que também estão perdendo gols pra cacete. No futebol, o efeito causa e consequencia sempre dá a cara. O Flamengo ainda vai agradecer ao Deivid pelo gol perdido. A classificação e um eventual título da taça GB nesse início de 2012, só premiaria toda a incompetencia com a qual o Mengão vem sendo administrado. Quem sabe a bola na trave a menos de tres metros da linha fatal não seja o despertar para o que verdadeiramente interessa, a Libertadores.
Saudações Hexacampeãs

Bernardo Costa
Mengão Sempre

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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

2010 – O Ano do Macaco Neurótico



* Do brothaço e amigo de coração Benito "Muhlemberg" di Paula, do excepcional Urublog.

Feliz Natal a todos os amigos que nos acompanharam durante o ano. Muita paz, saúde, rango na mesa e bons vinhos. São os votos do amigo Triplex, Mari e Alice.

Fiquem com Deus.

Alex do triplex - O ditador.

Ok, ok, se você acredita no poder curativo dos cristais, em pulseirinha power balance e em horóscopo chinês não precisa me xingar de burro. Qualquer débil mental com uma pós vagabunda em marketing é capaz de pesquisar e descobrir que o ano do macaco na milenar astrologia chinesa só vai começar com a lua nova de 8 de fevereiro de 2016. Relevem esse deslize astrológico intencional, mas havia uma missão a ser cumprida.

Era preciso fazer uma retrospectiva sobre esse detestável 2010 que se em breve se encerra e não havia nada melhor pra ilustrar o desempenho do Fuderoso Flamengo #1 Entre os Primatas do que os nossos simpáticos e folgazões primos peludos. Infelizmente, a própria natureza do subgênero retrospectiva não nos permite mais ficar tentando tapar o sol com a peneira.

Melhor assumir logo que o ano pra nós foi um mico atrás do outro antes que algum engraçadinho da arcoirizada sem vergonha e mal vestida o faça. E vamos logo com isso, como dizem na Gringolândia, vai ser mais divertido que um barril de macacos.

Mico Numero 1: Perder a Taça Guanabara

Apesar de ser um fenômeno muito raro, cujos intervalos entre suas ocorrências são comparáveis ao avistamento de certos cometas, perder taças Guanabara faz parte, é do esporte. Nós, rubro-negros, já somos todos bem crescidinhos e aprendemos a aceitar a vida como ela é. Entretanto, o Mengão perder TG pro Foguinho depois da implantação do profissionalismo em 1939, sob quaisquer condições, é inaceitável. Mico indiscutível.

Mico Numero 2: Perder o Carioca

Ao contrário de competições mais equilibradas, onde se enfrentam equipes quase tão boas quanto o Flamengo, no Carioquinha só tem os mortos de fome que compõem nossa vasta, longeva e fiel clientela municipal. Não há desculpa. Mesmo quando foram roubados, perseguidos e discriminados pela impiedosa sociedade de consumo, os atletas do Flamengo jamais poderiam perder duas vezes no mesmo ano para o Foguinho-Sem Ônibus. O Mengão, por morar mais perto da praia, se vestir muito melhor e por ser tudo o que é, tem obrigação de ganhar essa competição pelo menos uma vez ao ano. Perde-la será sempre um mico-leão dourado.

Mico Numero 3: Jogar a Libertadores como se fosse o Carioca

Vamos logo esclarecendo uma coisa, ninguém tem obrigação de ganhar a Libertadores. É uma competição cascuda, eliminatória e impiedosa. Mas existe sempre a obrigação de disputa-la com o empenho, a dedicação e a seriedade proporcionais à importância da competição. Apesar da aparente motivação que os jogadores tentaram passar nas entrevistas e nas declarações à imprensa a realidade foi bem outra. O que os jogadores nos mostraram foram expulsões idiotas, ausência de treinamentos e até mesmo de partidas, atuações bizarras no Maracanã e total ausência de brilho nas partidas disputadas fora de casa. Desde a primeira fase que o Flamengo claudicou e só foi se mantendo na competição na base da cagada. Deus nos livre de ficar disputando a xexelenta Copa do Brasil, mas pra jogar Libertadores assim é melhor ficar em casa. Mega Mico

Mico Numero 4: Se Perder na Fogueira das Vaidades

Não dá pra entender como o Flamengo, desde 1912 um verdadeiro Olimpo futebolistico, acostumado a alinhar entre suas fileiras deuses, semi-deuses e popstars do mundo da bola, se deixou chamuscar pelas labaredas da fogueira das vaidades que ardeu livremente na Gávea em 2010. Adriano faltou ao treino, Pet brigou com Marcos Braz, fulaninho brigou com o Andrade, que brigou com a Patrícia, que brigou com Adriano porque a zona estava demais e assim passamos o ano. Com briguinhas estúpidas transmitidas em tempo real para delírio da arcoirizada. Um mico comportamental e administrativo que nos leva imediatamente ao mico seguinte.

Mico Numero 5: Perder a Guerra da Comunicação

Não se iludam, os repórteres que vão diariamente à Gávea ou ao Ninho do Urubu não vão atrás de boas notícias. Seguindo as recomendações de suas editorias eles vão atrás de sangue. A vida é assim e o Flamengo tem a obrigação de saber administrar essa volúpia pela tragédia e pela catástrofe, que é o que vende jornal. Não é uma tarefa fácil, mas existem ferramentas, técnicas e estratégias para tal. Durante o ano inteiro o Flamengo apanhou do monstro da mídia. Não foram poucas as vezes em que o Flamengo, seus atletas ou dirigentes se viram emparedados pela mídia. Logo o Flamengo, protagonista de nascença, agiu como um timinho desacostumado aos holofotes se deixando pautar pela imprensa, e às vezes até pela torcida. Quando deveria ser o contrário. Mico Parrudo.

Mico Numero 6: Perder a Guerra dos Gabinetes

Nem no ano negro de 1995, ou no igualmente aziago 2005, o Flamengo foi tão mal sucedido em tudo que emanou dos gabinetes de seus mandatários. Todo ano a politica ferve na Gávea e atrapalha mais do que ajuda, mas em 2010 o Flamengo não se planejou, contratou mal e demitiu pior ainda. Um King Kong administrativo que só foi superado pelo mico seguinte.

Mico Numero 7: Perder o Zico

A terceira chegada de Zico ao Flamengo foi um acontecimento que tinha tudo para ser a aurora de uma nova era no clube. Um novo tempo de profissionalismo, seriedade e respeito à instituição com o futebol sob a supervisão do nosso maior ídolo. Para nossa eterna depressão deu tudo errado e depois de muitas frustrações, decepções e traíragens o ídolo maior deixou o Flamengo cuspindo marimbondos. Zico saiu derrotado, não no campo onde sempre foi um vencedor, mas pela pressão dos atores da politica rasteira e fisiológica que se pratica hoje na Gávea. Um dos maiores micos dos 115 anos de glória do Flamengo.

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Esse é o miserável resumo do ano. Como se pode facilmente comprovar, não houve em 2010 nada que prestasse para ser guardado. A não ser as lições para que esses erros jamais voltem a ser repetidos. 2010 foi um ano tão sem vergonha que nos faz até mesmo rever nossos desejos para o ano que vem chegando. De acordo com a minha proverbial modéstia descobri que preciso de muito pouco pra ser feliz. Ano que vem é lógico que é Rumo ao Hepta!, mas só peço uma coisa: em 2011 eu quero um Flamengo sem mico.

Feliz Natal pra vocês.

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Mengão Sempre

quinta-feira, 5 de novembro de 2009


CLIMA DE MARACA - E d’ALE Mengo.

Com linguagem informal, João Tavares - o Dão - comenta a movimentação dos torcedores antes/durante/depois dos jogos no Maracanã.



Bom dia galera. Mais uma vez to eu aqui todo atrasadão com o Clima de Maraca. O jogo foi sábado, mas com a promoção da ALE no blog eu não ia mostrar fotos pra marmanjada acertar em 1 minuto né! Pois bem, promoção feita, ganhadores felizes vamos ao que interessa.

Mesmo com o jogo às 18:30, não deu pra fazer aquele concentra maneiro. Com compromissos familiares no almoço eu tinha que chegar no Maracanã pelo menos até 16:30, conforme o combinado com o pessoal da agência, porque os frentistas tinham que se posicionar e etc.

Cheguei em cima do laço, deu só tempo de ser apresentado ao Anderson - o frentista Rubro Negro - vestir o novo Manto e entrar no estádio. Já dentro do Maraca queriam nos botar na verde. Não tenho mais qualquer tipo de superstição, assisto jogo em tudo quanto é canto mas depois de duas semanas seguidas com Jovem e Raça se comendo na porrada eu é que não ia me meter ali na Faixa de Gaza, ainda mais estando com minha namorada. Razões expostas e bem recebidas pela equipe nos posicionamos ali na amarela, lá embaixo onde segundo o Anderson era melhor pra se fazer a foto. E ele estava certo, não foi a toa que a única faixa que ficou legível foi a que estava com ele.

Bem, sobre a torcida fiquei meio decepcionado. 80 mil pessoas e achei a galera meio travada, cantando pouco. As duas torcidas brigonas ficaram só no gogó, de castigo sem bateria, faixas e bandeiras, o que também contribui para barulho de menos, mas a Urubuzada salvou com aquele mosaico. Engraçado pra gente que ta de fora e não rala para fazer aquilo ver nego da torcida emocionado quando a parada ta pronta, de arrepiar. Ah, ponto positivo pra bandeira do gringo, muito linda.

Sobre o jogo não vou remoer depois de quase uma semana, achei o arbitro mal como a maioria, mas digo que de onde nós estávamos achamos que não foi pênalti do Airton, Monnerat inclusive tava junto e concordou. Depois olhando a imagem deu pra ver que o camisa cinco puxa o santista. O outro penal foi lá do outro lado, aí só VT mesmo, e vendo achei que não foi. Mas sem essa de choradeira, quero ressaltar que nosso time ta pregando, o preparo físico ta no limite. Tirando o Zé Roberto que começou a correr no fim do campeonato e o time todo ta pregando com 20 do segundo tempo. E isso pode fazer a diferença nesse sprint final.
E como o importante são os três pontos, sofremos até 50 do segundo tempo mas saímos mais uma vez felizes e cheios de esperança, graças ao golzinho do Imperador num cruzamento perfeito do Léo Moura, quem diria. Quando o arbitro soou o apito final saí novamente na correria, tinhamos mais compromisso e já estávamos atrasados. A conta ta lá pendurada no Chico’s, devo não nego e pago no próximo jogo contra o Goiás.

Quero fazer um agradecimento não só meu mas também em nome do blog ao pessoal da agência Espalhe que nos convidou para participar dessa ação, que a meu ver foi pra lá de positiva. Foram três jogos aonde eu acompanhei o processo de cada um, e nesse terceiro a galera já tava toda interada no que estava rolando, muita gente passava pelo frentista e comentava a promoção. Bem, fica um abraço ao Leandro e sua equipe, podem contar conosco quando precisarem.

Jabázinho educacional.

Meu amigo Arthur Muhlenberg lançou na noite desta terça-feira seu livro, o Manual do Rubro-Negrismo Racional, pela editora 7 letras. O lançamento bombou, tinha mesa de conselheiros, de candidatos a eleição de dezembro e muitos torcedores e amigos que foram prestigiar o mais fanfarrão dos blogueiros.

Eu garanti exemplares para meu garoto(2) e minha irmã(14), mas também ganhei um. Confesso que ainda não li, mas sabendo-se do que se trata e quem escreve não tenho medo de recomendar, o preço sugerido por aí é de 25 pratas e você que não mora no Rio pode encontrar molinho na internet ou no Urublog. Comprem galera, o cara tem duas pequenas pra sustentar, fora a barriga de chopp.

Falando nisso, quem sabe agora ele paga uma cerveja lá no Chico’s próximo jogo, é florida arrancar um troco ali.

Até o próximo jogo em casa galera, contra o time daquele helio dos anjos. Sabor todo especial.

Dão no Twitter: http://twitter.com/dao_tavares

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Os primeiros 5 anos a gente não esquece - Arthur Muhlenberg

Esse Blog é quase tão importante pra mim quanto as minhas filhas. Não tô exagerando, não. 5 anos é a idade da minha morena linda, a Cami-Cami. Lembro perfeitamente do primeiro dia de vida dela, assim como lembro perfeitamente do primeiro dia em que passei pelo Blog. Depois de inúmeras tentativas de estabelecer um espaço rubro-negro na Internet e de inúmeras desistências por total ausência de interessados em ler o que eu tinha dizer, o Blog me pareceu um oásis de idéias em meio ao deserto. A turma que comandava o Blog tinha boa formação rubro-negra, era passional, ligada em detalhes e levemente irascível com a ignorância. Pensei na hora, esses caras são os caras. E o mais importante, o blog tinha comentaristas assíduos e exigentes. Muitos deles hoje são meus amigos de fé e de Maraca.


No primeiro convite que recebi pra colaborar não dei mole, saí escrevendo minhas batatadas e esperando ansiosamente pelo feedback dos leitores. Escrevi muita besteira, falei muita merda, mas aprendi muito aqui nesse espaço. Foi uma verdadeira pós-graduação em rubro-negrismo virtual. Meu trabalho nunca me permitiu manter uma regularidade na publicação, mas desde 2003 nunca passei um dia sem dar uma passada e ver o que andava rolando nos corações e mentes rubro-negros. E foi por alguns textos que publiquei aqui e pela generosa indicação do Lucas Dantas (que podia muito bem ter se auto-indicado pro serviço) que acabei parando no blog do torcedor do globoesporte. Devo muito a todos que fazem o Blog da FlamengoNet e sou muito agradecido.

O Fuderosão precisava de um veículo como esse, onde a livre troca de idéias fosse estimulada até os seus limites. Participar dele é uma honra que não tem preço. Não é por outro motivo que a Cami-Cami tá aprendendo a ler por aqui também. Cinco anos passam muito rápido e qualquer dia desses vou ser um pai babão, lendo um post da minha morena aqui. Nesse dia vou chorar como se fosse um título do Mengão. Hoje vou apenas parabenizar a galera daqui e ficar muito feliz com essa conquista.

Mengão Sempre

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Milhouse fala grosso também

Caraca, essa preleção emocionou geral e contagiou o grupo. Se for sempre assim ninguém segura o Mengão. Como é bom ser Flamengo. Se liguem, esse vídeo é exclusivo da FLATV, vale muito a pena investir 12 merréis por mês pra ser assinante.




Mengão Sempre

domingo, 7 de setembro de 2008


Rubro Negrismo Impatriótico

Domingos sem Mengão em campo são dias críticos. A tradicional rotina de milhões de brasileiros se quebra e a energia habitualmente canalizada para as inúmeras providências relativas a uma ida ao estádio ou mesmo aos preparativos para uma longa permanência no sofázão pra ver o jogo pela TV fica totalmente dispersa. Nos domingos sem Flamengo o rubro-negro médio sobe pelas paredes e se põe a filosofar sobre questões fundamentais do tipo: o que nasceu primeiro, o Flamengo ou o Brasil? Por que somos tão grandes? E por aí vai.

Atualmente não dá nem pra perder muito tempo respondendo o que é mais importante, o Flamengo ou a Seleção. A resposta é óbvia. O fenômeno é antigo e a culpa não é do Ricardo Teixeira, do Dunga ou da Branca de Neve. Já faz muito tempo que a Seleção Brasileira perdeu seu significado nacional para grande parte dos brasileiros.

A Seleção Brasileira moderna é estruturada em torno de jogadores talentosos, mas sem carisma, que salvo as exceções, nunca foram capazes de criar laços ou identificação com seus clubes de origem. Esses playmobils multimilionários não poderiam mesmo agradar aos torcedores de clubes rivais. Por isso, tirando a época da Copa do Mundo (torneio condenado ao ostracismo em tempos de nacionalidades débeis), o brasileiro não se vê representado pela Seleção.

Exatamente o oposto do que ocorre com o Flamengo. O Flamengo, que para os tolos é apenas um time, é na verdade uma nação. Uma nação que se fortalece a cada dia. Sei que meu grau de loucura flamenga não me permite ser exemplo pra ninguém, mas eu me sinto muito mais Flamengo que brasileiro desde que me entendo por gente. E sei que existe muita gente, pessoas equilibradas e ditas normais, que sentem a mesma coisa.

Comparar o Brasil com o Flamengo é até covardia. A Nação Rubro-Negra é mais perfeita em sua organização, mais justa na divisão das responsabilidades e dos deveres de seus cidadãos e, principalmente, não comporta a odiosa divisão de classes. E, claro, não penaliza os mais pobres com o ônus da honra duvidosa de pagar a conta pela nacionalidade. Por essas e por outras que o Flamengo é o meu país.

Igualitária e ecumênica, a Nação Rubro-Negra abriga a todos sob seu gigantesco bandeirão. Aqui debaixo dessa luz vermelha e preta ninguém é melhor do que ninguém. Somos todos Flamengo, mas hoje, apesar do Joven Pistolero, vou torcer pro Brasil machucar o Chile. Só não pode é machucar o Juan. Agora ficou clara a ordem de importância?

Pra encerrar deixo com vocês um pedacinho do The New Colossus, um poema clássico da Emma Lazarus que fica numa placa de bronze no pedestal daquela estátua grandona que domina a Liberty Island na Baía de New York. Poderia muito bem ter sido escrita pra homenagear a Nação Rubro Negra e a torcida do Mengão.

(...)
“Mantenham antigas terras sua pompa histórica!” grita ela
Com lábios silenciosos “Dai-me os seus fatigados, os seus pobres,
As suas massas encurraladas ansiosas por respirar liberdade
O miserável refugo das suas costas apinhadas.
Mandai-me os sem abrigo, os arremessados pelas tempestades,
Pois eu ergo o meu farol junto ao portal dourado".

Mengão Sempre

domingo, 3 de agosto de 2008

Tá de Sacanagem, Flamengo!

A atuação do Flamengo contra o Cruzeiro foi indesculpável sob todos os aspectos. Com exceção do Bruno que impediu uma vexaminosa goleada para um time apenas medíocre, todos foram ridículos. E alguns mais ridículos que os outros. O Flamengo entrou em campo mal escalado, mal armado e quando ainda havia tempo para dar um jeito na cagada original Caio Jr. comete suas substituições com requintes de imbecilidade.

O torcedor médio do Flamengo além de assíduo nos estádios, é extremamente inteligente e compreensivo. Mas não é sacerdote nem psicólogo pra aceitar na boa um cara como Ibson (foi só um exemplo, podia ser Léo Moura, Obina ou Tardelli, todos foram muito mal) ser capaz de errar tanto em único jogo. Errar estupidamente nem é o problema, pode acontecer com qualquer um.


O problema é que ficou claro que o Flamengo atravessa um período de gritante confusão mental. Parece não haver em campo sequer um jogador capaz de pensar dois lances à frente. Desde o ano passado, nas primeiras partidas com Joel Santana no banco, que não se via o Flamengo jogando num esquema vamo-lá-porra tão descarado. Descarado e ineficiente.


Aí quando esse paciente e inteligente torcedor mete a boca e chama o Caio Jr. de burro ninguém pode dizer que isso é cornetagem. Até porque o coro valeu pro time todo, não há perseguição ou intolerância nisso. O nosso amor pelo Flamengo não tem limites, mas a burrice tem que ter. Pra jogar nesse esquema de pelada casados x solteiros pós-churrasco com o Xerife fazendo mímica de centroavante nós não precisavamos de um treinador da moda e caro, qualquer professor faria isso pela metade do preço.


Tá na hora do Caio Jr. provar pra paulistada sem vergonha que pega no seu pé que ele não é um estagiário e que é capaz de ter um grupo na mão durante todo o campeonato. A impressão que tá dando é que ele não tá mandando nada por lá na Gávea. E tá na hora também de mostrar que ele vale realmente cada centavo que o Flamengo gastou para segura-lo. É bom lembrar que com exceção de Vandinho e Eltinho, Caio Jr. foi o único o investimento que o clube fez para se reforçar no Brasileiro.


Vandinho causou uma excelente impressão em sua estréia, com um nível de aproveitamento de 100%, já que meteu no saco a única bola que recebeu em condições de marcar durante o tempo que esteve em campo. Não devo ser precipitado porque estamos numa fase desgraçada, mas parece que a direção do Flamengo finalmente deu uma dentro. O que é, vamos combinar, muito pouco pra quem que ser campeão.


Desde o tempo da mulambada, de infausta memória, que a torcida não saía tão desanimada de um jogo do Mengão. Claro que para quem nasceu sob o signo do triunfo qualquer derrota chateia. Mas a única coisa que nos desanima é a desesperança. Aquele mau pressentimento de que nada vai mudar. Hoje o time inteiro deixou uma péssima impressão. A impressão de que o Flamengo se perdeu completamente. Precisa se reencontrar rápido, de preferência no próximo jogo.


Mengão Sempre

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Chegou a Hora de Dar Um Sacode na Bigoduda

Meus amigos, se existe uma coisa que ninguém, nem mesmo o mais idiotizado jumento torcedor da arco-íris (uma disputa duríssima), coloca em questão é a capacidade sobre-humana do Flamengo em se superar na hora precisa em que a chapa esquenta. No momento em que tudo parece perdido, quando a esperança abandona os mais fracos e que muita gente metida a ferrabrás fala fino, o Flamengo ressurge indômito das cinzas e recoloca tudo em seu lugar. Na fina arte de sair das roubadas com um floreio de herói de filme da Sessão da Tarde o Flamengo simplesmente não tem competidores.

Tem certas coisas que não adianta a gente tentar mudar, porque são coisas que fazem parte da natureza do Flamengo. O fascínio pela adrenalina que só a beira do abismo produz, os saltos mortais na hora em que a água bate no queixo e a capacidade de se reinventar quantas vezes forem necessárias, são qualidades próprias do Flamengo. Em verdade, são essas qualidades inortodoxas as maiores responsáveis pela nossa incomparável grandeza e magnitude. Só quem é Flamengo que sabe.

Por isso é que eu sempre digo a mesma coisa, mesmo a quem não me perguntou nada e fica boladinho só porque o Mengão não esculachou como devia 1, 2 ou 3 timinhos que o destino colocou em nosso caminho. Se você não agüenta a emoção de andar no fio da navalha, se ainda não aprendeu que os recalcadões da arco-íris são uns losers irrecuperáveis, se não tem certeza absoluta que o Flamengo é o predador supremo do futebol em toda a galáxia, então não torça pro Flamengo. Da mesma forma que um católico não pode negar o Cristo, não é possível ser Flamengo e não ter certeza que ele é o maior.

Se você se reconheceu na absurda descrição escolhe logo qualquer porcaria por causa da camisa, do estádio ou da conta bancária. Porque time merda com dinheiro, estádio e torcedor mal vestido tem muito por aí, é só se abaixar um pouco que qualquer rubro-negro pega um monte deles de balde. Mas Flamengo só existe um. Porque é único time em que a torcida joga de verdade. Mas pra formar no nesse bonde tem que acreditar de verdade.

Mas quem acredita e tem disposição pra ser sempre o maior sabe que o estado natural do Flamengo, e como foram conquistados todos os seus maiores lauréis, é o perrengue controlado. Sabe também que fez a melhor escolha possível. Pode acreditar, nada sobre a Terra é mais fodão que o Flamengo. E os mais perspicazes já devem ter notado que estou sendo exageradamente humilde.

Aliás, alguns caros leitores do meu modesto Urubloguinho me pediram pra ser mais humilde e baixar a minha bola. Espero ter conseguido com esse post. Pra agradar mais um pouco a esses 3 ou 4 rubro-negros e a uns 15000 mil manés da arco-íris que não saem daqui vou parar de encher o saco com essas platitudes sobre a nossa incontestável superioridade. Só destaco uma última coisa rapidinha. Você conhece algum ex-Flamengo? Claro que não, 90% das casacas brasileiras são viradas a nosso favor e nunca o contrário.

Hoje o Fuderosão vai até o distante Canindé para um jogo tecnicamente fácil, emocionalmente duríssimo e simbolicamente decisivo. É evidente que dar um sacode nos tugas é obrigação do Mengão. Mas o significado dramático dessa pelada premium é muito maior que os 3 pontos, que a liderança ou que qualquer outra dessas mesquinhas reduções numéricas a que se aferram os idiotas da objetividade e da chatura no seu frio desfrute do futebol.

Encaçapar a Lusinha fornecerá aquela dose extra de autoconfiança e marra que nossos guerreiros agora tanto necessitam. A vitória, já encomendada nas mais altas instâncias, marcará mais uma reencarnação do Flamengo Imortal, a entidade cósmica que controla os mais importantes corações e mentes no Brasil e no mundo.

Se depois dos meus incontáveis vacilos e do sucesso, merecido, finalmente alcançado pelo meu amigo baderneiro Rondi Ramone (que evidentemente não é um heterônimo meu, pois seria ridículo e anti-rubro-negro aumentar o meu trabalho quando estou querendo trabalhar menos) ainda me restar alguma credibilidade eu quero profetizar outra vez. Pode anotar aí, e eu nem sei quem vai jogar, porque pros profetas se entrar Huguinho, Zezinho, Luisinho ou o Pateta não faz a menor diferença. Um novo Flamengo sairá do ovo essa noite, para o bem ou para o mal. Quem viver, verá.

Mengão Sempre

quarta-feira, 2 de julho de 2008


Dinheiro na Mão é Vendaval

Money is for nothing and chicks for free.. Causa-me certo espanto a reação de alguns rubro-negros em relação ao Ibson. Reações até destemperadas e desprovidas do mínimo senso comum. Minha gente, o cara veio pro Mengão por empréstimo por tempo determinado e com o passe fixado. Qual das partes da frase acima vocês não entenderam? Isso é futebol profissional, business, tudo em nome do lucro. Vocês acham que os tripeiros do Porto estão preocupados aonde que o Ibson vai jogar? Eles querem é a bufunfa e querem já, tão absolutamente dentro do seu direito.
Da mesma maneira está certa a diretoria do Flamengo, que pode merecer críticas das mais ácidas em vários campos do conhecimento humano, mas que nesse assunto está agindo de forma absolutamente correta. Até mesmo a venal e maucaratista cartolada bambística, que abandonou a ética e não priva da minha simpatia, está fazendo o seu serviço e brigando pelos seus interesses de forma lídima. Vamos usar a cabeça pra não dar uma de maluco do ônibus, detonar por detonar tira a substância da crítica e enfraquece até o mais justo dos pleitos.

Chega a ser irônico que, após mais de 6 meses jogando porra nenhuma, o Ibson venha dando a impressão que está redescobrindo toda a plenitude de seu futebol só agora que o contrato está morrendo. O Ibson é queridão da torcida, tem raízes profundas no solo sagrado da Gávea Sinistra e tudo, mas é um jogador profissional que está na pista pra negócio, temos que respeitar isso e agüentar como homenzinhos, é o jogo jogado.

Sinceramente, se o Mengão tivesse 4 barões de euros sobrando em caixa ainda assim eu ia pensar umas 200 vezes antes de casar o dinheiro e levar o filho do seu Laís definitivamente pra Gávea. Meus camaradas, não sei se existe um pé de Euros no quintal das suas casas, mas 4 milhões é muita grana pelo Ibson.

Digo isso sem querer ofender ou desmerecer nosso craque, de quem sou fã. Mas se levarmos em consideração que o Deco, titular da Seleção Portuguesa, fodalhão do Barça e tudo o mais está indo pro Chelsea por 10 milhões de Euros fica evidente que o nosso Ibson está com o preço superfaturado. Não estamos em momento de loucuras financeiras e nem de descontrole consumista, segurar a onda é preciso.

Evidente que eu prefiro que ele fique no Flamengo, conquiste o hexa e se consagre como o melhor segundo volante do mundo. Mas não concordo em comprometer todo o planejamento financeiro da temporada (parto do pressuposto de que existe um) e arrebentar com o nosso orçamento ainda na metade do longo ano que temos pela frente.

Se eu não fosse um ateu materialista sem vergonha ia até rezar pra que os santos, orixás ou avatares iluminassem os caminhos dos nossos cartolas e não os deixassem fazer merda. Como minha consciência não me autoriza rogar às instâncias superiores, só posso ficar aqui torcendo para que esse imbróglio se solucione brevemente e com o menor custo possível pro Mengão.

Não tô nem aí se o Ibson vai jogar na Bambilândia, no Chelsea ou no Village People, só o Flamengo que importa. Com todo o respeito ao bom Ibson, o Mengão já era o Fuderosão muito antes dele nascer. E com ele ou sem ele, vai continuar sendo por muitos e muitos anos. Juízo, Kleber Leite, endureça esse jogo e defenda a bolsa do Flamengo como nós defendemos as nossas.

Mengão Sempre

sábado, 7 de junho de 2008

Mengão Humilha e Lidera


Foi bem mais fácil do que o mais otimista entre nós poderia imaginar. Que me desculpe o Tainha, blogueiro gente boa do alvinegro barriga-verde, mas em nome da defesa intransigente da verdade e pra evitar qualquer oba-oba que essa goleada possa gerar nas mentes de alguns milhões de aloprados pelo mundo somos obrigados a chutar o cachorro morto. Às favas com o fair play, o Figueirense simplesmente não existe.

Durante 90 minutos o time do Flamengo, o roupeiro do Flamengo, o cara que dirige o carrinho da maca, os torcedores e até os crápulas que tentam nos vender cerveja sem álcool no Maracanã não tomaram conhecimento sequer da presença física do time dos alvinegros manés no gramado. Parecia um daqueles jogos-treinos modernos em que o professor põe de um lado os seus 11 titulares e do outro lado escala 11 cones.

Lógico que devemos reconhecer e congratular nossos guerreiros pela exibição, pelo resultado, pelos 3 pontos magnificamente obtidos e pela notável evolução tática que o Mengão vem demonstrando de jogo pra jogo. Apesar de o adversário ter se revelado uma carne assada maturada o Mengão marcou excepcionalmente bem, sufocando os caras no canto e promovendo bacanais na defesa deles a cada subida ao ataque.

Ataque cujos integrantes conquistaram o direito de não ouvir qualquer tipo de reprimenda, crítica ou sugestão seja lá de quem for. Ataque que faz 5 gols em um jogo está acima do bem e do mal. O contrário do meu caso, porque mais uma vez sou obrigado a admitir a minha ignorância em tudo que se refira ao futebol.

Como se fosse um Diógenes banguela com uma lanterna com a pilha fraca estou há semanas malhando o nosso ataque e fazendo terríveis vaticínios caso o ínclito Caio Junior não resolvesse as deficiências desse setor vital para as nossas mais altas pretensões. Dá pra imaginar a minha cara de babaca ao reler hoje o que escrevi há 15 dias atrás e constatar (amarradão) que eu estava detonando o melhor ataque do Brasileiro?

Alguém andou falando que a dupla de ataque Souza e Max em campo o Flamengo nunca perdeu um jogo. Apesar da malicia intrínseca dessas cavadinhas a estatística só confirma o que os nossos olhos comprovaram nos dois últimos jogos: com Max Biancucci em campo o Flamengo parece voar quando parte no contra ataque. E como Marcinho está atravessando um período de possessão beatífica o Flamengo além de ter o melhor ataque do campeonato tem também o seu artilheiro. Falar mais o quê? Cornetagem tem limite.

Não interessa se o adversário deu molezinha, houve momentos de puro futebol arte nesse sábado. Como um olé sensacional do Léo Moura, um 3 dedos sinistro do lentíssimo e habilidoso Jonatas (sua mania irritante de passar o pé por cima da bola já encheu o saco) e várias arrancadas empolgantes do mais talentoso jogador da família Messi. O bom senso nos recomenda relembrar que há bem pouco tempo atrás o Mengão tinha um time titular que de vez em quando empatava uns jogos-treinos com aquele time dos cones.

A liderança é muito legal, isto é indiscutível, mas além de não ser prudente ficar soltando foguete na 5ª rodada, essa liderança Saturday Night Fever não vale muita coisa. Queremos ser líderes no caderno de esportes da segunda-feira pra zoar todo mundo na escola e no trabalho. Até que isso efetivamente aconteça é melhor ficar sapato.

Mengão Sempre

segunda-feira, 2 de junho de 2008



Nota de Repúdio

Hora de brincar é hora de brincar e hora de falar sério é hora de falar sério. Quem é torcedor e freqüenta estádios não pode deixar de se manifestar em relação ao tumulto que rolou nos Aflitos. Não é necessário que historiemos os fatos, todo mundo viu e sabe o que aconteceu. O jogo lá nem tinha acabado e os protestos surgiram de todos os lados, solidários ao Botafogo e repudiando veementemente o comportamento troglodita da PM pernambucana. Não é possível às pessoas de bem adotarem posição diferente. É bom que o Flamengo se solidarize com os alvinegros e marque uma firme posição nesse caso, pois o que aconteceu com o Botafogo nesse domingo pode acontecer com qualquer clube amanhã ou depois.

Por mais lamentável que seja todo esse triste acontecimento ele pode servir para que se debata seriamente o que faz a Policia Militar nos estádios brasileiros. Seu proverbial despreparo, a inadequação dos seus equipamentos e métodos e a repugnante truculência dos escudos e cassetetes que horrorizaram a todos são, juntamente com os sabres e a cavalaria, o tratamento costumeiro dispensado há anos pelas PMs ao público pagante (e contribuinte) em todo o Brasil a cada rodada do campeonato.

No Rio de Janeiro a PM tem se mostrado incapaz de organizar filas, disciplinar a entrada nos estádios, fornecer informações e garantir a segurança dos torcedores. Muitas vezes tem sido a fonte primária da violência e da insegurança. Parece que no resto do país é a mesma coisa. Em 6 anos pretendem organizar uma Copa do Mundo no Brasil e fica a pergunta: É com essa PM que a CBF pretende garantir a segurança dos torcedores?

Mengão Sempre

domingo, 1 de junho de 2008



Oh Jardineira / Por que estás tão triste...

Não, não foi a camélia que caiu do galho. Foi é um Fla x Flu esquisitinho. Pra começar pelo clima e aquela chuvinha nojenta que lembrava uma tarde de verão londrino, pouca gente nas arquibancadas (poucas do nosso lado, do lado de lá não tinha vivalma), o excelente gramado do Maraca alagado e muito pouca emoção, o que até era de se esperar pela previsibilidade do resultado. Na minha opinião de leigo foi uma tremenda pelada, mas sei que o Fla x Flu alagadinho permite uma série de leituras conflitantes entre si.

Os empolgados vão exaltar a seriedade e a perseverança do time, que insistiu no ataque. Mesmo com um a menos na linha pela expulsão idiota de Tardelli e mesmo estando num daqueles dias em que a bola não quer entrar nem por um cacete. Se não fosse a excelente forma do Fernando Henrique o placar poderia ser mais folgado.

Nosso ataque tava mal, mas o Xerife, Angelim, Toró e Christian jogaram muito e não desistiram nunca, foram os melhores. Dá gosto ver caras vestindo o Manto jogando como eles. Com raça e disposição. Pena que não são todos assim e o nosso amplo domínio durante o clássico resultou estéril, já que os jogadores fundamentais na ligação da defesa com o ataque se apresentaram bisonhamente. Nem precisamos dizer o nome dos malas.

Os pragmáticos vão preferir dizer que o importante é a manutenção do time na Zona da Liberta e vão destacar as 3 vitórias nos 3 jogos no Maracanã, um aproveitamento de 100% em casa sem o qual time nenhum pode pensar seriamente em vencer o Brasileiro. Não podemos negar que é um bom começo de Brasileiro e que nas continhas estamos bem. Mas o campeonato passado ainda está fresco na memória e ninguém esquece que a liderança antes da 30ª rodada não vale absolutamente nada.

Os eternos cornetas, para quem nunca nada está bom o suficiente, podem dizer tranquilamente que foi uma vergonha. O Mengão jogou mal pra caramba e ganhar só de 1 x 0 do lanterna do campeonato pega até mal. Também estarão certos, o Flor B é fraquinho mesmo e deu muita sorte em não levar uma sacolada. Se bem que não foi só Mengão que jogou mal, há que se reconhecer os méritos do Roger e do Fernando Henrique que carregaram a jovem mulambada nas costas e evitaram a humilhação prevista pela lógica.

Somando tudo e ponderando o resultado podemos concluir que mesmo jogando mal o Mengão faturou os 3 pontos, se manteve na parte de cima da tabela e tem cumprido as metas estabelecidas. Pra 4ª rodada do campeonato tá muito bom, ainda mais quando comparamos com a 4ª rodada do campeonato do ano passado. Mas não vamos nos iludir, os sinais são muito claros.

O Flamengo só não é o líder pelo saldo de gols, exatamente o nosso ponto fraco. Sem ataque funcionando com regularidade não dá pra ir muito longe. Ainda tem muito campeonato pela frente, tudo bem, mas já passou da hora do Caio Junior dar um jeito ali na frente. A entrada do Max pode significar uma esperança pra quem gosta quer ver o Mengão jogando pra frente e fazendo gol. Tomara que o Caio Junior seja um desses.

O ataque é a chave para o Hexa, disso não tenho mais dúvidas. Tá na hora de engrenar. Como dizia o cara que estava perto de mim ao fim do jogo, muito revoltado com a falta de gols: Ganhar desses pé-rapados é mole, quero ver ganhar do Figueirense! Tive que concordar com ele.

Mengão Sempre

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Sonho ou Realidade?

Pouco a pouco a cadeia alimentar do futebol, cuja ordem é determinada pela seleção natural e pela sobrevivência dos mais fortes, vai voltando ao seu normal. Enquanto a base que não ganha nadaaaa encontra-se convulsionada e chorosa, com demissões, caça às bruxas e toda sorte de deserções, no topo tudo permanece como sempre foi desde a aurora dos tempos, com o Flamengo reinando soberano no posto de predador supremo. Afinal, é o único cuja torcida já comemorou um título nesse primeiro semestre. A verdade é que a filial carioca da arco-íris se deu mal mais uma vez. Amarga mais um ano de insucessos e vices campeonatos, na maioria dos casos nem vices foram capazes de ser.

Ainda que a mídia venha reservando espaço excessivo a etapas preliminares do torneio continental que nada definem, há que se louvar o feito do Flor. Desconte-se o deslumbramento e as gafes naturais para um time que não sabe o que é disputar um certame internacional há quase 30 anos e observemos o lado positivo. Foram até a margem esquerda do Rio da Prata pensando em perder de pouco, sofreram um abafa terrível e arrumaram um empate improvável por causa de um frango histórico. Tem, portanto, todo o direito de comemorar esse bafejo da sorte, mas a distância que os separa de um título ainda é incomensurável. Deixemos as tricoletas sonharem.

Sonhar não custa nada, mas a realidade se chama Campeonato Brasileiro, onde a cadeia alimentar permanece inalterada. O Mengão domina. E não é que o destino aprontou mais uma das suas e coloca no Domingo as hypadas vedetes tricolores no caminho do Flamengo rumo ao hexa? O Mengão vem trabalhando em respeitoso silêncio, sem jactar-se de sua ótima colocação na tabela e encarando cada compromisso como se fosse uma final (talvez a única maneira digna de disputar um campeonato com 38 rodadas). Preocupado com seu jogo do meio da semana pode até ser que o Flor poupe jogadores e mande seu time B ao Maraca, mas eu não creio.

Freqüentando a zona do rebaixamento já há duas rodadas consecutivas, o tricolor não pode deixar que suas alucinações continentais comprometam ainda mais a ridícula campanha que vem protagonizando no Brasileiro 2008, que como se sabe, disputam graças a um convite precário da CBF. Alguém lá em Laranjópolis há de ter o bom senso de reconsiderar a situação e garantir ao menos que o Flor não leva um humilhante sacode no Maracanã escalando uns 2 ou 3 molambos do time principal para evitar uma humilhação antes da partida mais importante das suas vidas. Deu até pena quando eu escrevi isso.

Não importa se existe ou não alguém de bom senso naquelas plagas, é irrelevante. Sem querer menosprezar o adversário, que não é de nosso feitio, mas ainda que o Florminense escalasse 12 ou 24 titulares que diferença faria? O Mengão tem o time das 3 cores e dos 3 rebaixamentos na sua carteira de clientes preferenciais, são nossos fregueses tradicionais e desde 1915 tem sido raro o ano em que não lhe damos uma coça.

Mas o grande diferencial que nos conduzirá a mais uma vitória não está nas estatísticas que nos são amplamente favoráveis. A chave da que será a nossa 133ª vitória sobre o Flor está na vontade dos nossos guerreiros. Eles sim têm o pó de arroz engasgado e vão atrás do resultado com ímpeto de vingadores. Como nesse ano ainda não tivemos a oportunidade de demonstrar dentro de campo nossa superioridade moral e genética, o encontro de domingo reúne as condições idéias para que o Flamengo enquadre definitivamente o coreográfico time do Flor.

A cada rodada o 11 titular do Flamengo vai se consolidando, Bruno, Léo Moura, Fábio Luciano, Angelim, Juan, Toró, Marcinho, e Tardelli são quase unanimidades. Para as 3 vagas restantes Christian e Renato Augusto estão quase no mesmo nível, mas fica faltando nosso ataque acertar seja com Souza, Obina, Max ou Eder. Esse Fla x Flu pode ser decisivo pra definir que é o titular na frente.

Se para a torcida o Hexa é obrigação, imagina o que ela acha do Mengão vencer o Flor B no domingo?

Mengão Sempre

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Vive la différence!

Peço licença para deixar o apaixonante tema Flamengo de fora da confusão que inicio agora com esse post. Não quero misturar o Fuderosão nesse quebra-pau mais próprio de times sem torcida e sem tradição do que do colosso de proporções mundiais que somos. Nem deviamos perder tempo com esse sub-assunto, mas o tema surgiu tantas vezes nos comentários que não dá pra fugir. E também porque não dá pra entender os chiliques de certos florminensistas que aqui despejaram impropérios dos mais cabeludos como se estivessem no banheiro da Le Boy retocando a maquiagem. Pior que a falta de educação é a justificativa para esse comportamento anti-social: se dizem revoltados por que parte da torcida do Flamengo declarou que vai torcer pelo Boca Juniors. Ah, fala grosso, porra!

É impressão minha ou da mesma maneira que depois daquela CPI o mico de chorar sob a lente das câmeras de TV virou moda entre os que nada tem a dizer, bancar o débil mental quando o assunto é futebol se tornou o padrão de comportamento entre os desprovidos de idéias próprias que se trasvestem de torcedores para poder praticar suas maldades?

Vamos parar de ignorância, não existem culpados ou inocentes nesse caso. Torcer pelo insucesso do rival é atitude natural de qualquer torcedor de futebol no mundo inteiro. A atitude inversa é que é esdrúxula e precisa de desgastados adjutórios causais como o patriotismo e o municipalismo para não cair no ridículo. Segurem a sua franga, tricolores, desse jeito pega mal. Vai todo mundo perceber que o tricolor nunca disputou uma competição internacional transmitida à cores.

O fato do Flor ser uma equipe regional com uma torcida minúscula e esquisitona não lhes dá o direito de serem idiotas e incongruentes nessa questão. Pois não foi essa mesma torcida excêntrica que após o seu improvável triunfo nas quartas da Liberta, ao invés de comemorarem o incrível feito de sua mulambada, se puseram a gritar histericamente o nome do time do América do México e de seu centroavante gordinho em pleno Maracanã? Depois de uma comemoração marcadamente sem testosterona e desprovida de caráter como essa como podem ter a cara de pau de reclamar de alguma coisa?

Que o torcedor do Flor não veja em minhas palavras ofensa ou preconceito, mas se querem vencer alguma competição ainda nessa encarnação sejam homens e parem com essas frescuras. Enfrentem a difícil tarefa que tem pela frente com a torcida que já possuem e não esperem por torcida da parte dos rivais. Agüentem a pressão e a antipatia decorrentes do abismo que cavaram com seus pés (Angenor de Oliveira- Cartola) ao se tornarem o símbolo maior e exemplo perfeito da canetada, da virada de mesa e do favorecimento espúrio que contamina o futebol brasileiro. Quem mandou se locupletar na infâmia? Agora tem que aturar.

Ficaram com raivinha com a criação da Fla-Boca? Ganhem a Libertadores e depois façam uma carreata passando na porta do Flamengo, como os ridículos vices pra sempre fizeram e provocaram a sua própria ruína ao inspirar a criação da Fla-Madrid para a disputa do Mundial. Os bacalhaus, como vocês estão fazendo agora, também viveram seus 15 dias de ilusão e delírios de grandeza antes que o golaço contra do Naza lhes trouxesse violentamente de volta a dura realidade da eterna coadjuvância no Rio de Janeiro e virtual anonimato no mundo. Anonimato este que compartilham com o Flor.

Fora umas 3 ou 4 Madres Teresas de Calcutá que dizem torcer por um time carioca sempre que o Flamengo não está na competição não tenho conhecimento de nenhum rubro-negro que vá torcer pelos purpurinas das 3 cores. Como me recuso a torcer por qualquer clube que não tenha sido fundado em 15 de novembro de 1895 e que tenha como cores oficiais o vermelho e o preto, se na quarta-feira por acaso passar em frente a alguma televisão que esteja ligada no jogo vou torcer contra os 2.

Pessoalmente não tenho nada contra a Fla-Boca, mas não me empolgo com essas palhaçadinhas. Cada um com seu cada um. Aliás, sou da opinião que Libertadores 2008 não é um assunto kosher para os rubro-negros. Ano que vem, ao voltarmos a essa prestigiosa competição poderemos abordar esse tema, antes não. Mas isso é só a minha opinião, cada um pensa o que quiser e torce para e contra quem quiser. Como diz o brilhante blogger Gustavo Almeida em seu revolucionário Jihad Rubro-Negra, está chegando o dia em que alguém vai ter a singela e brilhante idéia de fundar a Fla-Mengo, uma torcida dedicada a torcer e se preocupar apenas com o Mengão. Vai ser um sucesso.

Mengão Sempre

domingo, 25 de maio de 2008

Me Engana Que Eu Gosto

Foi uma vitória importante sobre um time apontado como um dos favoritos ao título. O jogo marcou o reencontro do Mengão com a sua torcida no Maraca. Souza ao marcar o gol da virada quebrou um longo jejum após 2 meses sem balançar as redes. O Flamengo acabou com um tabu de 5 anos sem vencer o Internacional. Pela primeira vez no século XXI o Flamengo é líder isolado do Campeonato Brasileiro. Devo estar ficando velho mesmo, porque mesmo com tudo isso aí eu não fiquei satisfeito com o time do Flamengo.

É verdade que tô meio puto também porque esse negócio de jogo do Mengão sem cerveja é inaceitável. Até tentei a cerveja sem álcool que vendem lá no Maraca por extorsivos 4 reais, e é uma beberagem intragável. Mas vou manter o distanciamento e falar apenas sobre o jogo.

Fala sério, o Internacional já não é essa coca-cola toda que querem nos fazer acreditar. É um time que a exemplo do Flamengo do ano passado é incapaz de vencer fora de casa, aliás, nesse sábado eles completaram a sena: 6 derrotas nos 6 últimos compromissos fora de casa. Além dessa fragilidade intrínseca ainda apareceu no Maracanã desfigurado por 200 desfalques. Na boa, sem querer humilhar ninguém, o Inter é fraco.

Ainda assim, jogando praticamente contra o time B dos caras, o Flamengo encontrou a maior dificuldade para impor seu ritmo, tomou um gol naquelas bobeiras de marcação que já estão se tornando um clássico do Flamengo, independente do treinador, e ainda se deu ao desfrute de perder 2653 gols. Pra quem viu o jogo fica difícil entrar no desnecessário pré-oba-oba promovido pelo Caio Junior na coletiva com aquele migué de que o Flamengo já passou por 3 favoritos ao título. Exagerou.

Não é sacanagem, não, mas no primeiro tempo parecia que o Flamengo que tava jogando era aquela mulambada de 2005, dispersa, desatenta, ataque tipo Didi, Dedé, Mussum e Zacarias e indisciplinada. Os cartões amarelos totalmente de bobeira do Juan e do Capitão e o ridículo gol que deixaram o Nilmar fazer simbolizam bem a porcaria que foram os 45 minutos iniciais. A única coisa que prestou foi o golaço de bicicleta do Tardelli, miseravelmente anulado por um bandeirinha sem o menor senso de oportunidade.

O segundo tempo foi outro lance, parecia que era outro time. Parecia o Mengão Rumo ao Hexa que a torcida quer ver. Aliás, louvemos a torcida, que vinha pegando geral no pé do Jailton e mostrando que é sábia. Jonatas entrou muito bem e o Mengão, para o deleite dos nossos olhos cansados de botinadas, jogou em alta velocidade, tocando a bola rapidinho e com considerável índice de acerto. Que bonito é. Jogando futebol o Mengão empatou com Marcinho e virou logo com Souza. Aí entrou o Obina, o Renato Augusto e começou a sacanagem.

Ao invés de manter a concentração e a pegada o Flamengo relaxou de novo. O ataque perdeu várias oportunidades daquelas que não se pode perder, matando qualquer esperança de uma sacolada, que era o que o Inter merecia. O meio avançou a la loca e deixou a defesa no mano a mano uma porrada de vezes e o Jonatas, chegou atrasado, fez a falta, reclamou acintosamente e pra variar tomou um cartão. Antes fosse só a indisciplina, as desatenções foram se acumulando e o Inter despedaçado quase empatou. Se não fosse o Léo Moura salvando uma bola praticamente dentro do gol vocês estariam agora lendo alguma coisa ainda mais amarga.

Pra manter o pragmatismo digamos que esses 3 pontos que arrancamos do Inter foram cruciais pelo momento do campeonato. O hexa vai ser feito de vários joguinhos safados como esse em que o Mengão vai jogar mal e mesmo assim ganhar. Com times campeões é assim mesmo que tem que ser. Mas espero que o discurso interno do Caio Junior seja bem diferente, o time do Flamengo tá precisando de um pouco de esporro.

Mengão Sempre

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Expectativas - Flamengo x Inter


Ainda que não esteja no mais alto nível do entusiasmo ando nutrindo grandes expectativas sobre o nosso jogo de sábado contra o Inter. Explico. O Flamengo não vem se apresentando bem, faz tempo desde a nossa última grande performance. E é exatamente nessas horas, quando os olhos estão voltados para o outro lado que o Flamengo surpreende e incendeia a cidade.


Ao contrário do que se esperaria de um bicampeão estadual, o Flamengo nesse brasileiro é um grupo em busca de afirmação. Por mais suave que tivesse sido a transição de comando (não foi nem um pouco) um grupo que troca de comandante sempre exige um período de adaptação para alcançar o máximo do seu potencial. O Flamengo agora tem um novo técnico e, espera-se, uma nova mentalidade na forma de disputar esse longo campeonato.

Se nossos dois primeiros jogos mostraram que o Flamengo não fica a dever nada a ninguém, mostrou também que temos muito que melhorar. Principalmente no ataque. Nossos goleadores andam mal e se ninguém de trás chegar fica difícil fazer gol. O Caio Junior tem que trabalhar isso aí com atenção, quem não faz leva.


O Inter chega desfalcado e escalavrado por derrota, nem precisa entender do esporte pra ter certeza que eles vem a fim de sair da lama. Convém se precaver, o desespero é um aliado formidável e, cá pra nós, o Inter não é nenhuma baba, muito pelo contrário. Mas é um time que dá pra neutralizar, principalmente com forte marcação no meio. Bem marcados eles perdem logo a cabeça e começam a distribuir botinadas e aí perdem a razão e, geralmente, o jogo.

Face as ultimas atuações da dupla, a barração de Kleberson e Ibson é um tremendo reforço pro Flamengo. Aliás, a cada dia que passa fica mais forte a impressão de que o segundo ciclo do Ibson na Gávea acabou. Pelo menos ele não parece estar mais a fim. Pra jogar como tem jogado, com intervalos de meses entre dois passes certos é melhor vazar logo. Tem um monte de gente a fim de jogar no Mengão, que fiquem só esses.


Vamos com força pra cima deles, aproveitar o fato de jogarmos no Maraca e quebrar logo com esse ridículo tabu de não ganhar deles há 5 anos. Esse tipo de casualidade não pode jamais se tornar uma tradição. Tradição é meter eles no Maraca, como fizemos na nossa estréa no Brasileiro de 1980. O golaço do Zico quebrou a invecibilidade do Inter que não perdia no Brasileiro desde 1978. Isso é que é quebrar tabus, o resto é mixaria. Vai pra cima deles, Mengô.



Mengão Sempre

sábado, 17 de maio de 2008

Bota Outra, Que Essa Não Valeu !



















Quem já foi criança, sadia e feliz, que brincou, das mais variadas formas de brincadeiras infantis, lembra, principalmente os meninos, das férias de junho e dezembro, quando, até hoje é assim, começa a “época de pipas”.

Claro que, estou falando para e sobre as crianças Rubro-Negras, não dos petizes esquisitos, como diria o Arthur Mulamba, com suas brincadeiras esquisitonas, apreciadores de serem a “carniça”, na espera da hora que o chefe gritasse; “Escrever cartinha pra namorada..........Acabou a Tinta !!!”, aí, toma-lhe um monte de “bic escrita grossa” no tinteiro, ou das mais esquisitas, ainda, com suas roupinhas em “três cores”, que preferiam brincar de “esconde esconde”....................hhhuuummmm............”snake”.

Mas, voltando à “época das pipas”, lembram quando passávamos um “cerol bala”, na linha, aí, partíamos pro “tóra” ?!
Pois, é. Quando o sujeito que tinha sua pipa cortada, era da mesma rua, ou da rua ao lado, o vencedor da disputa mandava aquele brado de provocação: “_Bota Outra, Que Essa Não Valeu !!”

Meus amigos Flamenguistas, do Rio de Janeiro, certamente, já conhecem, mas, os de outros estados acredito que nem saibam, da existência desse jornal, o “Vencer, Vencer, Vencer”.

http://www.jornalvencer.com.br/

Por apenas R$0,50, diariamente, ele nos traz uma cobertura completa sobre o “Mais Querido”, o “Maior Clube de Futebol do Mundo”, dono da “Maior Torcida do Planeta” e dono do “Estádio Mário Filho, o Maracanã”.

Claro que, o informativo, dispensa 10% de seu espaço, pra dar uma pincelada sobre os pequenos clubes e sobre notícias gerais, mas, 90% é só sobre o Flamengo. Acho até, que todos os jornais deveriam seguir este exemplo.

Mas, na edição de ontem, vejam que beleza de manchete de primeira página:



















Então, não tem jeito de não dar uma sacaneada, nessas pequenas, pobres e tristes torcidinhas, que eu considero “pão com chiclete”.






















“_Bota Outra, Que Essa Não Valeu !!”

Olha. Nós, não temos culpa. Nós, não fizemos nenhuma pesquisa.


http://vip.abril.uol.com.br/nova_vip/edicoes/278/brasileirao.shtml

Foi a conceituada revista “VIP”. (Viu Isso, Palhaço ?)
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Este texto teveo patrocínio de;
...............Revista VIP e Jornal Vencer....................
.........Pra torcedor de Clube Grande Ler.............

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Do Tendão Ao Cérebro; É uma Questão de "Ajuste".
















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Como de hábito, a imprensa marronzista tentou plantar mais um boato, na intenção de desestabilizar o ambiente na Gávea, divulgando que o "artilheiro", Çouza, havia sofrido uma contusão no tendão de Aquiles e seria dúvida para a partida de domingo próximo, no Sul. E ainda tentaram por a culpa no pobre do Aquiles. Ao saber das acusações contra sua pessoa, Aquiles declarou ao Reporter do Blog:
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"_Isso é uma mentira deslavada !!! Informação desenbasada, vinda de uma fonte infidelíssima !!! Eu não tenho nada com isso !!!....Me inclua fora dessa !!!"
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Pois, pra provar aos amigos do blog, que eu não sou tão contra o Çouza, no time do Flamengo, vou lhes contar o que fiz, agora à tardinha.
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Fui à casa de meu primo, Macaxêra e lhe falei, de minha preocupação com o Pé de Pano, que não consegue marcar um gol, desde o jogo contra a Cabofriense e perguntei se, por acaso, ele conhecia algum especialista, médico, psicólogo, macumbeiro, ou mesmo exorcista, que examinasse o "Kinder-Zôvo" que o curasse, ou, ao menos o calibrasse.
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Macaxêra, na mesma hora, me levou ao botequim que frequenta, que ele chama de "escritório" e me apresentou a um amigo seu, médico aposentado. Um sujeito bacana, bastante inteligente e culto, o Dr. Paul Pereira.
Apesar de ter bebido um pouquinho acima do limite, o doutor combinou comigo, para que levasse o Çouza, na garagem de sua casa, já que vendeu seu antigo consultório, onde ele o examinaria, faria um Raios X e tentaria aprontar o Dalai Lama, para que ele desembestasse a fazer gols, no Brasileirão 2008.
Hora marcada, lá estávamos; Eu e o Macaxêra, trazendo o Çouza pelo braço. E o Dr. Paul Pereira foi logo perguntando:
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"_Hhhhummmm.....ele fala?.....Quais os problemas e sintomas que ele apresenta ??"
"_Ele fala sim, doutor, quer ver??.......Dá boa tarde ao doutor, Çouza."
"_Aaa....ba ba ba.......bo bo bo.....hhuuummm...bo bo ......ba ba......ta ta ta.....humhum...ar ar ar ti ti ti ti ti ca ca ca....!"
"_Ele disse: Boa tarde doutor. Tudo bem? Como vai a família?? Eu sou artilheiro!!!!"
"_Eu entendi só até quando ele perguntou: "Como vai a família?"......o resto não deu pra entender mesmo."
"_É, Doutor, nem o senhor, nem ninguém entende a última frase...........mas, o caso me parece muito sério. Vou lhe mostrar algumas fotos. (Peguei a primeira do envelope) Veja esta, doutor. Ele consegue jogar porrinha sozinho, contra ele mesmo."









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"_Doutor:......e mesmo assim,..................ele perde.
"_Isso é muito sério...! Está me parecendo um desajuste no pino central do borboletão de cuca, mas não é nada que uma boa regulagem não dê jeito. Vamos fazer um Raio X do crânio."
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..........ZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz XXxxxxxXXXXxxxxXX........ "_Prontinho..veja a chapa."
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"_ E Então, doutor??...Algum problema?.....Que são aqueles pontinhos dentro do crânio??....Aquilo é o cérebro dele??"
"_Não, Sérgio,......sinto ter que informar, mas ..........ele não tem cérebro !!!.......aqueles pontinhos, que você está vendo, são........


















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......Balas Juquinha."
"_Balas Juquinha????.....Então, doutor.....é por isso que, a gente pensa que ele tá pensando que vai pensar e ele acaba não pensando????......e o que o senhor pode fazer pra ajudar, doutor??"
"_Primeiro, vou mandar um funcionário dar uma boa lixada nesse côco, pra tentar aplanar a área de contato com a bola, assim, ela terá atrito e não mais irá espirrar. Essa, é uma técnica que aprendi, num curso, que fiz por correspondencia, desenvolvido pelo feiticeiro da tribo indígena dos encolhedores de cabeça. É o princípio da tacada de sinuca. A cabeça dele, no caso, é a bola 7."




















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"_Prontinho.......ficou uma beleza!!....Só essa sobrancelha é que está fugindo um pouco da estética, mas.....deixa pa lá."
"_Qual o próximo passo, doutor?"
"_Agora, uma das etapas mais cruciais, no tratamento. Vamos pro alinhamento do cérebro,.......ou melhor,...........alinhamento das balas juquinha."
"_ E isso serve pra que, doutor??"
"_Boa pergunta,.......boa pergunta; Isso vai ajudar a cabeça e os olhos a traçarem uma linha reta, entre ele e o destino da bola, assim, ele conseguirá uma melhor direção e uma melhor margem de acertos."























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"_Bem, meu amigo, as balas juquinha já estão alinhadas. Agora, vamos para a próxima fase do tratamento, que é uma das mais delicadas e complicadas; O balanceamento."
"_E no que isso pode influenciar no seu desempenho em campo, Doutor??"
"_Muito simples, meu rapaz. Repare que, ele correndo, mais parece um rabo de vaca. Pra direita e pra esquerda. Ele não tem coordenação motora, pois as balas juquinha estão soltas, dentro da caixa craniana. Então, temos que balanceá-las. A mesma quantidade de balas para cada lado. Entendeu?"
"_Perfeito, Doutor Paul Pereira. O senhor conhece mesmo do assunto. Vamos ao balanceamento.
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"_Bem Sérgio,.......eu fiz o que pude, mas, não consegui retirar aquele ôvo, que ele tem na frente, no lugar da testa. Aquilo deve ser de nascença."
"_Né não, doutor............aquilo surgiu, depois de várias pancadas no local."
"_Com mil porretes, Sérgio,.........essas pancadas é que devem ter desalinhado as balas juquinha !!......Alguém bateu nele ???"
"_Nada disso, doutor. Ele sempre teve problemas de pontaria. Toda vez que tenta entrar com o carro no prédio que mora, bate na portaria e dá uma cabeçada no volante. Na garagem, é outro problema. Bate nos muros e tome porrada com a cachola no vidro...................Doutor, ...pra falar a verdade, ele só foi uma vez à Niterói,........dá uma olhada nessa foto, Doutor......















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.......Doutor, ele nunca mais voltou, por que não consegue passar no pedágio da ponte, sem porrar na cabine."
"_Éééé....pelo que estou vendo, ele é mesmo um desajustado !!....Pode até ser que apareçam outros defeitos de regulagem, em outros lugares...!"
"_Tô confiando no seu tratamento, doutor.......agora, me diga: O senhor já utilizou essa técnica, dos encolhedores de cabeça, em algum outro jogador, que deu resultado???"
"_Jáááá.......em vários artilheiros.........e os resultados, estão aí, pra comprovar,.....deixa eu ver: Negreiros, Dimba, Chicão, Tuta, flávio, Diego Silva, allan kardek, valdir papel, Leandro Piupiu, ........"
"_Chega, doutor.........pára por aí.........agora eu tô mais nervoso ainda !!!!.....Domingo o Flamengo joga contra o Grêmio !!"
"_Então, nesse caso, deixa que eu vou fazer um último ajuste nesse artilheiro. Pra ele jogar domingo, eu vou fazer uma regulagem no pivô!!!"
"_NÃO !!!..........PIVÔ, NÃO !!!!!!!!..........ESQUECE ESSE NEGÓCIO DE PIVÔ !!!! ....MUITO OBRIGADO E TCHAUZINHO, DOUTOR PAUL PEREIRA !!"
..."_Arrasta o Çouza e vão bora, Macaxêra!"

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