terça-feira, 23 de maio de 2006

Bom negócio?

Na estréia de Waldemar Lemos contra o América, no intervalo do jogo cinco jogadores pediram ao técnico para serem substituídos. O Flamengo estava, então, destroçado. Física e psicologicamente. Com paciência, honestidade e vontade o treinador trabalhou pesado (junto com o ótimo preparador Alexandre Sanz, que não será demitido, mas não comandará mais a parte física da equipe principal). Os jogadores evoluíram. Alguns bons resultados apareceram. O time chegou à final da Copa do Brasil. Waldemar tinha 65% de aproveitamento nesta segunda passagem pela Gávea. Os jogadores acreditavam e apoiavam o treinador. Não estaria o Flamengo no rumo certo?

A diretoria entendeu que não. Nos bastidores do clube circulava a idéia, não absurda, diga-se de passagem, que Waldemar fora contratado muito pela influência de Jonatas e Fernando junto à diretoria. E que, grato pelo apoio dos amigos, o treinador bancava a escalação não só de Fernando, mas também de Júnior, parceiro inseparável de Jonatas. Verdade? Difícil saber. O fato é que a insistência com Fernando foi sim um fator importante na decisão de demitir Waldemar. Fernando falha demais. Entrega bolas fáceis. Posiciona-se quase sempre mal. E o Flamengo perdeu para São Paulo, Internacional e Cruzeiro muito por causa do zagueiro trapalhão. Mas a culpa pela escalação de Fernando é única e exclusivamente de Waldemar Lemos? Se a diretoria não estava satisfeita com a escalação do zagueiro, por que diabos foi ele reintegrado ao grupo? Por que não demitiram o Fernando?

Ney Franco pode até ser uma boa aposta. Mas tenho medo do que alguns elementos deste grupo, que já mostrou as garras ao boicotar cobras criadas como Cuca e Celso Roth, possa fazer com o ex-técnico do Ipatinga. Ou será que Fernando e Júnior continuarão como titulares?

Veremos...

Flamengo Net

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