
Qual foi, Tigre?
César Ramírez não é mais o mesmo. De ídolo, a vilão. Foi vaiado contra o Atlético na quarta-feira. E mereceu as vaias. Não jogou nada. O que aconteceu com o paraguaio? Cadê aquele Tigre raçudo que ano passado ganhava as jogadas muito mais na força do que na técnica? A resposta é bem simples.
Ramírez pouco aparece nos puxados treinos físicos comandados pelo preparador Alexandre Sanz. Uma ?dorzinha? no joelho aqui, um ?probleminha? muscular acolá, o fato é que o paraguaio não treina como os outros. Participa apenas dos coletivos. E, conseqüentemente, paga por isso. O time está correndo muito, chega com mais freqüência ao ataque. E Ramírez não consegue acompanhar o ritmo dos companheiros. Está lento, sem arranque e sem sua maior virtude: a força física.
Nosso bravo Runco é famoso por acobertar jogadores não muito dispostos a encarar fortes treinamentos. Estamos às portas da Copa do Mundo, Ramírez tem grandes chances de ser convocado, os treinos de Alexandre são realmente puxados (razão para o emagrecimento de Obina e Diego Souza e pela subida de produção do time). Estaria o Tigre, com conivência de Runco, poupando-se com medo de estourar a musculatura?
A se apurar.
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A arrancada de Juan no segundo gol contra o Atlético foi exaustivamente ensaiada pela comissão técnica nos treinos durante a semana. È a prova do quão importante são os treinos técnicos.
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Fontes da comissão técnica me contam. Além de Ramírez, apenas outros dois jogadores ainda não estão no auge da forma: Jonatas e Júnior. O resto está voando baixo.
sexta-feira, 28 de abril de 2006
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