segunda-feira, 21 de julho de 2008


Triplex Top Ten


1 - Alerta ligado: Óbvio. Duas derrotas seguidas, sendo uma no Maracanã, e nas 2 com amplo domínio territorial e de posse de bola. O que falta? Objetividade. Chutar a gol. Boa pontaria.
Se existe uma lição a ser tirada desses 6 pontos de deixamos escapar, é o fato de não sermos um supertime. Temos um bom elenco, que caiu bastante com a perda de Marcinho e Renato Augusto. Mas não adianta chorar por isso, até pelo fato de ambos não serem insubstituíveis.

2 - Souza: Professor Caio Jr., pra que termos um centroavante que não joga dentro da área? Está em má fase, não fica no lugar que lhe é pertinente, e assim caminhamos para mais um jogo sem gols e sem um profissional de ofício dentro d´área. Uma chance ao Éder e ao Maxi não seria uma má escolha. Agora, a torcida há de ter paciência. De nada adianta pedirmos Éder e vaiarmos - como fizeram ontem com o Egídio- ao sinal do primeiro erro. As vaias não são a melhor forma de apoiar, e, nesse ponto, vejo que a torcida errou ontem. Mas é a minha opinião, nada mais.

3 - Léo Moura: Professor Caio Jr., uma fonte segura me informou, meses atrás, que o nosso lateral queria provar pro Dunga que sabe marcar, e por isso não temos assistido à uma de nossas mais perigosas jogadas. Sentimos muita falta do jogador do ano passado, que era letal quando subia. Conversa com ele, troca uma idéia, e diz pra ele que nós, torcedores, sentimos falta disso. Com ele de um lado e Juan de outro, a produtividade subirá naturalmente.

4 - Elenco: Nós tínhamos o melhor elenco do Brasileirão. Talvez até tenhamos, ainda. Mas precisamos de um meia incisivo, daqueles que sabem chegar pra matar ou morrer. E reitero, repito, como se gostasse do pleonasmo repetitivo redundante: Não dá mais pra aguentar o Souza jogando de ponta esquerda. Não é esse o papel dele.

5 - Desfalques: Juan e Angelim fizeram muita falta sim. Não foram substituídos como gostaríamos que fossem, e o time sentiu. Com a volta de Toró, Kleberson e Juan, veremos outro time, certamente, contra a Lusa.

6 - No balanço do mar: É assim nossa tabela. Um dia tem gente na crista da onda, n´outro temos neguinho tomando caldo. Perdemos a gordura? Sim. Mas por que não podemos recuperar? Claro que podemos, até pelo fato de um matar o outro. É um sobe e desce danado, e temos, ipsis litteris, que simplesmente fazer nosso papel: ganhar.

7 - Vossa Excelência o Juiz: Não adianta reclamar de impedimentos mal marcados, de faltas não marcadas. Isso sempre aconteceu, e nunca acabará. Arrumar culpado pra nossas derrotas assim é fácil. Temos que ter humildade e achar os erros pra voltar ao caminho da vitória. Agora, no rumo do "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa", que erro absurdo da bandeira. Nos custou o gol, uma possível arrancada pra vitória, e uma ducha em qualquer pretensão do Vitória. Olho na arbitragem, KL, tem que trabalhar mais nossos bastidores.

8 - Bruno: Preocupante a contusão do nosso paredão. Vamos rezar pra que não seja nada grave.

9 - Matemática do futebol: O Vitória e o Coxa tiveram aproveitamento de quase 100% nos chutes a gol contra o Flamengo. E nós, aproveitamento de 0%. Quem foi melhor: quem dominou e não acertou ou quem se fechou e fez quando pode? A matemática responde, e mostra que urge a necessidade de aproveitarmos melhor nossas oportunidades.

10 - Erros crassos: Impedimentos bobos, levantar o pé na cobrança de lateral, não fazer o famoso 1-2 pra sair na frente. Isso é básico no futebol, e não podemos dar o mole de errar nesses e em mais algums quesitos. E por favor, professor, manda o time treinar chute. O nosso desarme continuou forte hoje, mas de nada adianta a nossa recuperação na recomposição da defesa se o ataque não opera com competência. E o pior erro de todos foi do nosso depto. de Marketing. Ou de quem permitiu que a Nike impusesse esse horroroso trabalho feito com nosso Manto. Respeito ao Manto é bom e nós gostamos muito, dona Nike. Pela madrugada...
Apesar do Top Ten terminar no 10, of course, peço licença para deixar meu protesto sobre a violência urbana. O nosso papel é de pregar a paz nos estádios, na entrada, durante o jogo e na saída do estádio. Peço em nome da maior torcida do mundo: vamos fazer festa nos estádios, e às organizadas que se dizem apoiadoras do nosso time, façam sua parte. Chega de pancadaria nos estádios, de bombas, de espancamentos. Vamos ao estádio para torcer, para vibrar, para reclamar até. Mas dentro da paz. É o que eu, como torcedor, peço a todos que frequentam o blog.
E, como sempre, nada mais digo.

Flamengo Net

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