Porque estamos aqui é pra isso mesmo...
Me auto-atropelando, darei minha não-solicitada opinião sobre o jogo de ontem, contribuindo para o nosso caminhar circulante de cada dia.
No primeiro tempo, levamos um gol besta logo no início, em bola parada. Fora isso, o Atlético-PR levou perigo em uma cabeçada, e só. Mal pegaram na bola. Defensivamente, pra mim, fomos até bem, mesmo dando o desconto da fragilidade do ataque desse timezinho sem vergonha que enfrentamos. Se o Joel acha que as grandes mudanças pro próximo jogo têm que acontecer atrás, pra mim está com o foco errado.
É inaceitável que um meio-campo sem nenhum cabeça-de-área grosso como o que foi escalado ontem, com jogadores com potencial como Íbson, Roger e Renato Augusto, não consiga criar nada daquela maneira. Ficávamos com a posse de bola, mas apenas para dar toques de lado e tentar jogadas individuais impossíveis e bolas altas inúteis na área. O que falta é movimentação, aproximação dos jogadores, vontade de participar do jogo de modo decisivo. Parece que está cada um passando sua responsabilidade pro outro o tempo inteiro. E a questão é que não há tempo pra treinar, então é preciso encontrar uma maneira de colocar na cabeça desses caras o que é preciso fazer. O maior castigo que eu poderia pensar pra eles é colocá-los para se auto-assistirem-se a si mesmos: ponham o vt do jogo de ontem pra eles perceberem com maior clareza a atuação ridícula que tiveram.
(Claro que, para toda esta improdutividade contribuiu o anti-jogo dos curitibenses, com faltas seguidas que o juiz previsivelmente não puniu como deveria. E, além disso, ainda deixou de dar o pênalti no Renato Augusto que poderia ter mudado o jogo. Mas futebol é isso aí, e essas coisas costumam acontecer mesmo contra times perdedores como o nosso, que dependem do acaso ajudar em lances isolados para que algo de bom aconteça.)
Para o segundo tempo, em minha opinião, o Joel mexeu mal. Colocou o Paulinho, que não melhorou em nada a marcação no meio - e pra mim, nem precisava, em relação ao que tivemos no primeiro tempo - e abriu o miolo de nossa zaga. Enquanto o pitoresco Seu Nonô dizia na transmissão que o Flamento tinha "melhorado muito", eu comentava com meus irmãos: vai é sair um gol do Atlético já já. E não deu outra.
Depois, o dono da prancheta ainda tirou o Obina pra colocar o Maxi, o que pra mim foi outro erro, taticamente falando. Mas vá lá, o Obina estava realmente muito mal. O que importa é que, no fim, não deu em nada.
Minha contribuição pitaqueira para o próximo jogo: manteria os três zagueiros, manteria o mesmo meio-campo, mas explicaria a eles com gráficos ilustrativos que precisam se aproximar, aparecer pro jogo, buscar os lances - chega de simplesmente tocar a bola pro lateral e ficar torcendo pra ele resolver sozinho, como aconteceu ontem o tempo todo. Tenho minhas dúvidas se é mais jogo segurar o Obina para o segundo tempo, porque acho que ele precisa jogar pra voltar a pegar ritmo e não é ele o grande problema do time - mas talvez colocasse o Leonardo no seu lugar. Maxi no lugar do Paulo Sérgio, que não pode jogar. E barraria o Léo Moura, porque já tô legal de Léo Moura.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
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