segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Mais uma Conversão Rumo a Libertadores

E lá fomos nós pro Maraca novamente, cumprindo sem fugir a risca o ritual sacrossanto. Quer dizer, quase que totalmente. A única coisa que fugia a “normalidade” era a presença de um amigo suiço que queria porque queria ver o Mengão pelos olhos da torcida rubro-negra. Ela já tinha ido ao Fla-Flu, mas do lado pó-de-arroz, e apesar da vitória tricolor, ficou com a “necessidade” óbvia de participar daquela “festa maravilhosa” do lado certo das cabines de rádio. Sabia que não era dia de “firulas” e, apesar da seriedade que o jogo merecia, resolvi levá-lo assim mesmo. Depois de termos batido todos os recordes de venda antecipada de ingressos e o próprio recorde de público do campeonato dois dias antes do jogo em si, não tinha dúvidas que a vitória seria nossa. É verdade que enfrentaríamos o Santos de Luxemburgo, time certinho, que permaneceu ali na zona da Libertadores por todo o campeonato, extremamente regular e competente. Mas no fundo tinha a certeza que o Peixe não seria páreo para a Nação jogando em casa. Mesmo tendo o peso de um pseudo torcedor do Servette FC nas arquibancadas....

Dia de recorde de público, dia de chegar cedo. Como já se sabia, por conta do público anunciado na véspera, a Nação vinha em peso. O estacionamento estava cheio já a 2 horas e meia antes do jogo começar, o trânsito caótico. O clima era aquele de sempre, a galera chegando por todos os lados, carros quase que totalmente encobertos por bandeiras, aquele Mengôoo insistente ao fundo, buzinaço ..... (bem semelhante a uma tarde típica de Zurich ou Geneve...) e aquela certeza da vitória no ar. Coisa que só rubro-negro entende, e que um gringo prestes a ser convertido começava a perceber. A chegada no Maracanã, pra quem conhece, diz muito sobre o resultado final do jogo....

Chegamos na arquibancada e de cara somos saudados através do telão pelo Galinho falando dos anos dourados naquele imperdível “Heróis de uma Nação”, e pelo Ronaldinho cantando o “Tema da Vitória” ... Ali ficou claro que não tínhamos mesmo como perder.

Mas veio o jogo, e o Santos mostrou porque está em segundo na competição. Time bem armado, de bom toque de bola no meio e partindo com velocidade para a frente.

O Flamengo, bem diferente do jogo em Minas, e a despeito de um Santos inteligente e quase mortal em alguns lances isolados, conseguiu manter o domínio das ações e a bola mais tempo em seus pés, o que somado ao peso de 90 mil incansáveis vozes normalmente é fatal. Mas para o Santos o empate seria um ótimo resultado e de certa maneira o time da Vila Belmiro ia cozinhando o jogo. A Nação cantava, mas no primeiro tempo o Flamengo não conseguiu atingir aquele ponto de empolgação máxima que nos leva inevitavelmente ao gol. Na verdade, isso só veio a acontecer, quando o “mago” Joel, já aos 28 da segunda etapa, chamou Obina e Roger.... O recado (“vamos pra cima deles”) foi dado, e o time e a galera responderam incontinenti. Foi uma pressão de 5 minutos, suficiente pra abafar o time de Luxemburgo, desmontar o esquema santista, e fazer um apagado Souza só empurrar a bola de cabeça pra dentro, rumo a Libertadores....

Olho pro lado e vejo um suiço ainda meio atordoado sem entender exatamente o que estava acontecendo naquele instante de catarse total no Maraca, mas definitivamente feliz da vida em meio a massa rubro-negra. Pronto, a conversão havia sido feita.

Ali, ele entendeu que o jogo tinha acabado, apesar de ainda faltarem 15 minutos pro fim, e que a festa da torcida selava o destino do jogo. A partir dali, quem jogava era a gente e da arquibancada e o 1 a 0 nos bastava.

A se destacar as atuações impecáveis dos incansáveis Toró e Léo Moura e do sempre importante (“pqp melhor goleiro do Brasil”) Bruno e a atuação do mago “catedrático” professor Joel.

Ao final da festa, uma merecida volta olímpica com a taça (da torcida Campeã do Brasileiro 2007) para o legítimo primeiro Pentacampeão Brasileiro.


“Chora Vascaíno, o sonho acabou.....
Libertadores, sou eu que voooou.....”

Flamengo Net

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