Solução passa por Brasília
Conversando com um amigo daqui deste Blog, ele reclamava do que considera incompetência da diretoria e do Fla-Futebol. Apontava o sucesso de Pet nesta temporada como um desses vacilos imperdoáveis. Naquele momento eu me esqueci de dizer que o sérvio nem mesmo poderia ser contratado, devido às pendências do clube com o INSS - da mesma forma que aconteceu com o atacante Aluspah, que não pôde ser inscrito.
Tudo isso me leva a pensar que muito de nós têm a tentação, simplificadora, em ver na resposta para pequenos problemas a solução de todos eles. Só que está cada vez mais claro que o Flamengo só sai desse buraco dentro de um contexto muito maior. E isso demanda o envolvimento do Governo Federal.
Enquanto não for encontrada uma solução macro, estrutural, sempre estaremos marcando passo, mesmo que venha um título ou outro. E se for consenso que a solução é política, então podemos interferir.
Não se pede aqui, que fique claro, nenhum privilégio ao Flamengo. Embora volta e meia isso aconteça (vide o Proer no Governo FHC, que socorreu os bancos com recursos a fundo perdido), entendo que não é papel do Governo passar a mão na cabeça de clubes de futebol, e assim criar um eterno ciclo vicioso. Mas é chegada, sim, a hora de debater como dar condições dos clubes deixarem de ser associações geridas por dirigentes amadores (e não raro incompetentes, para dizer o mínimo) para transformarem-se em empresas. E em empresas que dêem lucro e gerem riqueza para a Nação, através da arrecadação de impostos. O Flamengo e outros grandes clubes têm esse potencial.
A solução está em Brasília. Cabe a nós, milhares de rubro-negros e ELEITORES, exigir do Governo uma atenção a essa questão.
Não sei se através de abaixo-assinado ou de outro instrumento de pressão - talvez caiba aqui a discussão. Só sei que tirar o Abel e contratar dois ou três reforços pode até resolver. Mas apenas a curto prazo.
segunda-feira, 12 de julho de 2004
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