sexta-feira, 16 de julho de 2004

Deu na Tribuna da Imprensa (antes do Dimba)
 
O tumulto no Flamengo é cada vez maior. Ninguém se entende, todos gritam, não há explicação para as derrotas. Na reunião do Conselho na segunda-feira, Marcio Braga quase chorou, dava pena mas não emocionava. Falta confiança.

Logo no dia seguinte, Marcio Braga, publicamente, criticava o time, Junior, também de público, dizia acertadamente: "O presidente não devia dizer essas coisas, desanima e deprime o time". No mesmo dia Marcio Braga pediu e Marilena Dabus redigiu carta que ele mandou para o Junior.
 
Junior recebeu a carta. Sentindo-se ameaçado, respondeu ao presidente. Podia escrever, mas não naqueles termos. Dizer "eu não quis colocar em risco a sua liderança" é melancólico e lamentável. Quem devia preservar a liderança arduamente conquistada: o próprio Junior.

Marcio Braga pode dizer o que quiser, sua passagem pelo Flamengo será efêmera, embora calamitosa para sempre. Já o Junior não poderia escrever: "Eu deveria fazer autocrítica e renunciar ou então esperar seu ato me demitindo". É demais, Junior, retire a carta.

Quanto à polêmica ida de Marcio Braga à Disneylândia, nada contra. Com sua ausência, não há dúvida, o clima vai dar melhorada colossal.

E o Marcio Braga está na idade (mental) de gostar da Disneylândia. Para terminar: vindo de Marcio Braga, essa viagem pode ter propósito escondido.
 
[Helio Fernandes, 16/07. O homem tá mais bravo do que os colunistas deste blog.]

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