terça-feira, 13 de julho de 2004

Coadjuvantes na Vila

É ingrata a tarefa de buscar esperança entre tanta lama. Como enfrentar o Santos, armado com Elano, Ricardinho, Robinho e Deivid contra nossa rocambolesca defesa? E é na Vila o jogo, onde só temos perdido, o único estádio que nos reduziu à condição absoluta de coadjuvantes. Eu tenho bons recuerdos flamengos do Mineirão, do Morumbi, do Pacaembu, dos estádios de Porto Alegre, do Giusepe Meazza, do Monumental de Núñez, mas na Vila Belmiro é só bordoada.

Contudo, estou à espera do jogo. Não pulei do barco, não cancelei pay-per-view, não guardei camisa no fundo do armário. Flamengo é inevitável para mim. Só não consigo me habituar ao papel secundário que nos foi reservado para hoje. Eu queria muito que o Flamengo pagasse a dívida, que entrassem três ou quatro jogadores decentes no time, mas por hora eu me contentaria em desafinar o coro dos contentes com a nossa desgraça e guardar a minha primeira boa lembrança da Vila Belmiro.

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