quinta-feira, 6 de agosto de 2009

2009 não pode ser 2007 (ok, só um pouquinho)

No fim do ano da arrancada o contrato de Joel Santana já expirava e o substituto mais cotado era o gaúcho Mano Menezes, vice-campeão da Libertadores. Papai Joel teria uma proposta milionária do Japão e o Flamengo esperou o quanto pôde - salvo engano Mano assinou com o Corinthians antes da resposta definitiva - e renovou seu contrato.

Paralelamente a isso, jogadores que nunca tiveram destaque em nenhum clube tiveram o contrato renovado com salários acima do que clubes brasileiros costumavam pagar para que o clube tivesse uma fatia maior de seus direitos federativos. O dinheiro para essas negociações surgiu da venda de uma fatia dos direitos federativos de nossa principal revelação: Renato Augusto. Apesar de não haver confirmação oficial, fala-se em uma fatia de 33% vendida a empresários (o meia foi vendido por dez milhões em 2008).

Muito se espera que esse ano o Flamengo repita aquela arrancada mítica. O que eu torço para que não se repita é o afã que leve aos erros daquele ano. Até hoje o Flamengo paga pela arrancada. Paga com salários acima do que alguns jogadores merecem e que permanecem com lugar cativo no time.

Haja o que houver, no final do ano técnico e jogadores não devem ser avaliados apenas pelo que fizeram em 2009, mas, principalmente, pelo que poderão fazer em 2010. O Flamengo não pode ser o clube da gratidão, vendendo o futuro para honrar o passado. Haja o que houver, o clube deve avaliar esse elenco pelo que ele ainda pode fazer e não pelo que fez.

PS: Vale a pena reler os dois parágrafos acima e imaginar: como seria o brasileiro de 2008 com Renato Augusto? Como seria a libertadores com aquele elenco e com Mano Menezes? São nesses momentos do poderia ser que a gente percebe como o futebol do Flamengo não é regido por profissionais, mas por torcedores.

Flamengo Net

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