PALAVRAS DE QUEM ENTENDE
Amigos, reproduzo aqui um trecho da coluna do Tostão, publicada todas as quartas e domingos no Correio Braziliense, na Folha de São Paulo e em outros jornais do país. O pedaço que segue saiu ontem.
Como este blog trata de Flamengo, coloco apenas as palavras do colunista a respeito do clube. Peço desculpas por não ter o link. Se quiserem, posso disponibilizar o restante do texto no espaço destinado aos comentários. Garanto que valerá a pena.
O título e o sutiã (ou subtítulo, como preferirem) são da Folha. Boa leitura.
Futebol é momento, que já passou
Resultados e fatos mudam semanalmente, e os bons e maus comentários passam a ter quase o mesmo valor
Os antigos chavões de que futebol é momento, que jogadores e técnicos têm de matar um leão por dia, e outros lugares-comuns, nunca estiveram tão vivos.
O Flamengo, depois de tantos times medíocres e de lutar durante anos para não ser rebaixado no Brasileiro, formou um bom time e ganhou a Copa do Brasil e o Estadual do Rio. Mas bastou uma péssima atuação na Libertadores para dizerem novamente que a equipe é horrorosa, sem comando e que o técnico Ney Franco é muito calmo e bonzinho para dirigir o time.
É a síndrome do ditador. Sempre que um time dirigido por um técnico educado e equilibrado perde, falam que faltou treinador disciplinador e que os jogadores não tiveram raça.
Os méritos do rival e a imprevisibilidade do futebol são esquecidos. Após ganhar o título fluminense, voltaram os elogios ao time, ao treinador e aos jogadores, que podem acabar se a equipe for desclassificada hoje da Taça Libertadores.
O único importante erro do Ney Franco foi se iludir, apoiado pela diretoria e por grande parte da imprensa, de que o Juninho, pela sua história, seria essencial, principalmente na Libertadores. Por causa da sua escalação, o jovem e bom Renato Augusto teve também de jogar em varias posições, prejudicando as suas atuações.
Quando os jogadores homenageiam Juninho com o título estadual, não significa que estão a favor do jogador e contra o técnico. A maioria dos jogadores, de todos os clubes, sempre homenageia o colega que sai, independentemente dos fatos. Eles se repetem no que falam, agem, na maneira de vestir, de pentear os cabelos e em outros comportamentos. É o código dos jogadores
quinta-feira, 10 de maio de 2007
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