
Flamengo x Vasco
Acabei de chegar do Maraca, e não dá simplesmente pra ir dormir...
É indescritível o sentimento de derrotar o bacalhau mais uma vez em uma final de campeonato (sabendo, claro, que nada está decidido ainda).
Mas chega a ser inacreditável, quase anti-estatístico, ver mais uma vez a portuguesada saindo mais cedo do estádio, de cabeça baixa.
O que deve passar na cabeça desses pobres coitados donos de padaria, tão acostumados ao nobre posto de vice-campeões?
Hoje, tudo deu certo. Saí do trabalho cedo, não houve qualquer tipo de engarrafamento, encontrei como combinado "meus amigos de Maraca", e nos posicionamos ali, como sempre, do lado esquerdo das cabines de rádio, entre a Raça e as cadeiras especiais. Tudo nos conformes, tudo como manda o figurino. A minha parte foi feita. A torcida, como um todo, também cumpriu seu ritual e deve ser enaltecida mais uma vez. Nem tanto por ter embalado o time, como contra o Ipatinga, quando ela literalmente entrou em campo e decidiu o jogo. Mas pela festa, principalmente aquela anterior ao começo do jogo. Como sempre, estava em número visivelmente superior, o que não é novidade para ninguém. Além disso, já havia sido anunciado pela mídia que a maior bandeira do Brasil, numa união das torcidas Raça e Jovem e patrocinada pela Nova Schin seria "desfraldada" (como dizia nosso saudoso Jorge Curi, ou seria Waldir Amaral...?). E quando ela apareceu, com seus mais de 5000 m2, tomou conta do estádio, reduzindo aquelas peças de pano preto e branco do outro lado a meros panos de prato curtos, escondendo de vergonha aqueles com o cinto de segurança no peito.
Mas não foi só. Antes do time entrar em campo, outro time, bem melhor diga-se de passagem, serviu de inspiração para todos os bem-aventurados que estiveram presentes ao Maior do Mundo nessa noite. Para surpresa de todos, (e por uma dessas coincidências felizes da vida, talvez inspiradas no texto do Sergio Atallah de hoje a tarde), lá estavam à nossa frente: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita Nunes, Lico e ainda Rondinelli, o Deus da Raça. Noutra ainda, nosso velho companheiro Bussunda. Cada um, devidamente caracterizado em um bandeirão próprio, tremulando ali na nossa frente, ali no Maraca mais uma vez, e devidamente saudados pela maior torcida do planeta.
Claro que o gol do Obina e o do Luizão também ajudaram, mas ali, pra mim, no desfraldar daquelas bandeiras, daquele timaço, mesmo antes da bola rolar, a gente ganhou o jogo de hoje e o Bacalhau foi mais uma vez pra casa de cabeça inchada.
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"Chega de bobeira, chega de bobagem, já virou sacanagem....."
quinta-feira, 20 de julho de 2006
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