...e a caravana passa. Mantos, sagrados e pentacampeões, como não há nenhum outro, vestem seus componentes, que ignoram o ruído. A raiva atiça ainda mais os cães. Caravana imponente, majestosa, perde-se de vista seu tamanho, e mais alto ainda se ouve o ladrar dos cães, impotentes. Uns tentam diminuir seu fascínio, e quanto mais dela falam , mais ela se agiganta. Outros se unem, em desespero, e embora inimigos ontem, hoje se juntam na tentativa de ter uma caravana maior, mais unida e coesa. Juntam-se aos cães. Uivam como lobos. Tentam se misturar mas são óleo e água, sua soma é impossível. E a caravana segue. E cresce. E seus componentes são irmãos, são únicos, são diferentes. Reconhecem-se entre si e distinguem os que não fazem parte. Não é preciso qualquer atitude, a caravana segue em direção a seu lugar de direito, onde o sol se põe rubro para dar lugar à noite negra. E o rubro e o negro coexistem, no dia/noite que só é permitido ao que é eterno. Os cães e os infiéis, diminuídos em sua insignificância, ficarão nas areias do deserto e o vento se encarregará de apagar seus vestígios, soterrados que serão pelas dunas da mediocridade. E ao sentirem a escuridão que lhes cobre a existência ouvirão o ruído do vento, como numa melodia cada vez mais distante a rugir FLA...MEN...GO.
terça-feira, 8 de novembro de 2005
Os cães ladram...
...e a caravana passa. Mantos, sagrados e pentacampeões, como não há nenhum outro, vestem seus componentes, que ignoram o ruído. A raiva atiça ainda mais os cães. Caravana imponente, majestosa, perde-se de vista seu tamanho, e mais alto ainda se ouve o ladrar dos cães, impotentes. Uns tentam diminuir seu fascínio, e quanto mais dela falam , mais ela se agiganta. Outros se unem, em desespero, e embora inimigos ontem, hoje se juntam na tentativa de ter uma caravana maior, mais unida e coesa. Juntam-se aos cães. Uivam como lobos. Tentam se misturar mas são óleo e água, sua soma é impossível. E a caravana segue. E cresce. E seus componentes são irmãos, são únicos, são diferentes. Reconhecem-se entre si e distinguem os que não fazem parte. Não é preciso qualquer atitude, a caravana segue em direção a seu lugar de direito, onde o sol se põe rubro para dar lugar à noite negra. E o rubro e o negro coexistem, no dia/noite que só é permitido ao que é eterno. Os cães e os infiéis, diminuídos em sua insignificância, ficarão nas areias do deserto e o vento se encarregará de apagar seus vestígios, soterrados que serão pelas dunas da mediocridade. E ao sentirem a escuridão que lhes cobre a existência ouvirão o ruído do vento, como numa melodia cada vez mais distante a rugir FLA...MEN...GO.
...e a caravana passa. Mantos, sagrados e pentacampeões, como não há nenhum outro, vestem seus componentes, que ignoram o ruído. A raiva atiça ainda mais os cães. Caravana imponente, majestosa, perde-se de vista seu tamanho, e mais alto ainda se ouve o ladrar dos cães, impotentes. Uns tentam diminuir seu fascínio, e quanto mais dela falam , mais ela se agiganta. Outros se unem, em desespero, e embora inimigos ontem, hoje se juntam na tentativa de ter uma caravana maior, mais unida e coesa. Juntam-se aos cães. Uivam como lobos. Tentam se misturar mas são óleo e água, sua soma é impossível. E a caravana segue. E cresce. E seus componentes são irmãos, são únicos, são diferentes. Reconhecem-se entre si e distinguem os que não fazem parte. Não é preciso qualquer atitude, a caravana segue em direção a seu lugar de direito, onde o sol se põe rubro para dar lugar à noite negra. E o rubro e o negro coexistem, no dia/noite que só é permitido ao que é eterno. Os cães e os infiéis, diminuídos em sua insignificância, ficarão nas areias do deserto e o vento se encarregará de apagar seus vestígios, soterrados que serão pelas dunas da mediocridade. E ao sentirem a escuridão que lhes cobre a existência ouvirão o ruído do vento, como numa melodia cada vez mais distante a rugir FLA...MEN...GO.
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