quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Muita calma nesta hora...

Senhores, percebo um início de euforia no seio da torcida. Ok, ganhamos três seguidas, o time respirou e engrenou. Mas ainda temos 44 pontos, e a matemática nos diz que precisamos de duas vitórias e um empate ou, no mínimo, duas vitórias. Olhando a tabela com realismo, há que se ter cautela.

O jogo contra o Fortaleza terá que ser uma dessas vitórias. Levando-se em conta que não seria saudável contarmos com triunfos contra Goiás (disputando Libertadores) e Paysandu (jogando a vida dentro do Mangueirão), diria que a outra teria que vir contra Paraná ou Ponte Preta. Dado nosso histórico em terras paranaenses, mais lógico seria optar por 3 pontos contra esse bizarro time campineiro.

Trocando em miúdos: teremos que vencer 4 jogos seguidos, feito há muito inédito em termos de Campeonato Brasileiro pro Flamengo. O que pode nos atrapalhar? A Ponte está longe de ser um bom time, mas um clima de guerra está sendo criado na imprensa paulista em geral. Acusações de favorecimento, suspeição em torno de árbitros e vigilância cerrada, tudo embalado por aquele tradicional coquetel de ressentimento e bairrismo desvairado que move os personagens mais toscos desse ambiente bandeirante. Já li que Galeano acusou Renato de provocá-lo no primeiro jogo, o que evidencia a disposição homicida que se apossará desse talentoso e gentil volante de contenção.

Resumindo: vamos jogar uma partida importantíssima num ambiente extremamente hostil, contra uma equipe mediana, mas que foi transformada pela mídia paulista no bastião que deverá "provar" que a reação do Flamengo é uma farsa movida a arbitragens suspeitas. Não me espantaria se o juiz em Campinas entrasse em campo debaixo de enorme pressão, receoso de marcar uma simples falta a nosso favor. Qualquer errinho seria a "prova cabal" que milton neves da vida iriam erguer em rede nacional para crucificar o sujeito e "denunciar" a "armação". Cabe ao Flamengo, portanto, fazer o que vem fazendo. Jogar com disposição, movimentação e raça, sem ligar para arbitragens e sem tensionar um jogo que já foi tensionado à sua revelia. Essa é a melhor (talvez única) estratégia para resolver um jogo espinhoso, mas decisivo para a luta contra o rebaixamento. Até porque discutir se Souza entra ou fica no banco parece-me questão de menor importância, dada a mediocridade geral que assola o time e termina por igualar todos.

Flamengo Net

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