segunda-feira, 22 de agosto de 2005

Da arte de complicar jogos fáceis

Colegas, depois do jogo contra o Goiás escrevi uma coluna intitulada "Da Arte de Perder Jogos". Ontem, enquanto tentava suportar o vento inclemente que bate nas arquibancadas da Arena, pensei novamente nesse tema, diante da desesperadora incapacidade de aceitarmos um fato simples: no futebol, eventualmente, um time ganha jogos.

O Flamengo parece que esqueceu completamente como fazer isso. Enfrentamos um time ruim (MUITO ruim) e pressionamos todo o primeiro tempo, enquanto seguramos o ataque deles com um mínimo de competência. Resultado? Fizemos dois e não tomamos nenhum. No segundo tempo, baixamos o ritmo, mas ainda assim tivemos oportunidades, desperdiçadas de forma rotineira. Como já disse, a indigência de nosso ataque é comovente. Mas não resistimos. Renato sentiu uma compulsão irresistível, e teve que perder a bola no meio de campo, mais uma vez, e Fernando não podia resistir diante da possibilidade de fazer um pênalti. Diante do placar de 2 a 1, o que fizemos? O que se espera que o time atual do Flamengo faça: perca o controle do jogo e permita que um adversário abaixo do medíocre quase empate , com lances esdrúxulos e assustadores.O Paysandu não fez absolutamente nada que o credenciasse a marcar dois tentos, mas o Flamengo não se conforma com uma vitória fácil.

Será um longo caminho até que o time volte a se acostumar com a idéia de que vencer um jogo é algo que deva ser encarado com naturalidade. Basta pressionar, tocar a bola, chutar e controlar o jogo. E não se desesperar com um gol, Andrade, nem fazer substituições das quais possa se arrepender depois.

Flamengo Net

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