segunda-feira, 17 de janeiro de 2005

Podemos estar tristes. Mas o Flamengo não permite que sejamos pessimistas...

Abri o Blog dia 17/01/05 e vi dois posts muito emocionantes de nossa querida Elane Damasceno e de Alex do Triplex. Ambos bem escritos e realistas mas com uma certa dose de pessimismo que me entristeceu...

A ambos e aos demais rubro-negros que não tiveram a felicidade de vivenciar o período de 78 a 83, um dos mais vitoriosos da história dos clubes brasileiros, talvez tão longo quanto o período de vitórias do famoso Santos de Pele e que, seguramente, nos levou a sermos considerados um dos 10 maiores clubes do Século 20, digo que jamais podemos perder a esperança do renascer do Flamengo que sonhamos...

Em 1977, com o Flamengo devendo ao açougue da esquina (imagem não figurativa, estavamos devendo mesmo), tomamos um sacode do Gremio de 6... Ao retornar com a Delegação ao Rio de Janeiro, Marcio Braga, récem-eleito presidente pela força de coligação chamada FAF (Frente Ampla pelo Flamengo), declarou: tal goleada nunca mais se repetirá... O Flamengo por sua história, não pode ser submetido a tal humilhação... A partir daí, Marcio e a FAF conseguiram a consolidação das dívidas do Clube e com muito sacrifício, trouxe Paulo Cesar Carpegianni do Internacional... Raul do Cruzeiro e ascendeu ao time principal diversos aspirantes (atuais Juniores). Bem, nesse time que levou de 6, já jogava Zico, que havia feito sua estréia em 72... Para nossa sorte, veio nos treinar Claudio Coutinho... Totalmente desconhecido como treinador e que foi a grande aposta da Diretoria... O resto vocês já conhecem... De 78 a 83, ganhavamos praticamente tudo que disputavamos...

Ao mais novos, chamo atenção para um lance que vivenciei e achei estranho... Ganhávamos tanto e sempre que, sinceramente, perdi um pouco o tesão... Sei lá, não dava para torcer, sabia que ganhariamos... é um negócio muito louco, mas real... Os adversários não tinham coragem ou motivos para tentar nos gozar, sabiam de nossa superioridade... Lembro-me que houve uma série de tres jogos com o Vasco para decisão de um carioca, perdemos dois ou tres e teriamos direito a mais um, em razão de alguma vantagem obtida., Este sim, valeria o título... Infelizmente tinha que ir para Nova York, a trabalho, exatamente no dia do jogo. Aí entra a tal sensação acima descrita. Viajei tranquilo e lá chegando liguei para minha mulher perguntando: ganhamos de quanto? Dois a um, veio a resposta... Fomos mais uma vez campeões... Entendem? Não dava para torcer, sabia que quando era para valer, ganhávamos...

Após essa fase maravilhosa, mas no fim meio esvaziada de emoções e terminada em 83, apenas em 86 voltamos a ganhar um título estadual... Minha vibração com este título estadual foi bem superior aos anteriores, porque? Nosso time era novo, havia um garoto no meio de campo, um negão alto e forte que parou o Roberto Dinamite, e era cria da Gavea (filho do Silva, idolo na decada de 60), assim como outros jogadores... Passou a existir o imponderável....Podiamos ganhar ou não... No recente tri em cima do Vasco, porque vibramos tanto? Podiamos perder....

É isso garotada... Somos Flamengo, uma força inexplicavel, uma paixão incontrolável que não nos permite sermos pessimistas... Nosso atual meio de campo, com exceção de Da Silva, é formado por crias da casa e tem tudo para explodir... Temos outros valores nos juniores e juvenis que estão na mesma situação... Vi o jogo em que fomos eliminados da Copa S.Paulo. Não mereciamos perder e ainda tivemos um gol legítimo anulado... Perdemos diversos gols...Pude ver que no meio campo temos dois bons jogadores: Felipe Gabriel e Celio Cunha (este último muito elogiado por Adíio).

Temos sempre que pensar positivo com referência ao Flamengo, o time que tem a força e a imprevisibilidade de uma Tsunami...

Quanto à dívida que assusta a muitos, não podemos deixar de ressaltar que, aproximandamente 60% da mesma está vinculada a impostos/tributos federais, ou seja, será equacionada quando da implantação da loteria federal. Temos o maior patrocínio do Brasil e até o momento uma Diretoria com os pés no chão... As obras do CT continuam, em rítmo ainda lento, mas contínuo. Além disso, temos a maior e mais apaixonada torcida do mundo... Do que mais precisamos? FAITH ! MENGÃO RULLA, como diz Sir Arthur...

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