Trata-se do editorial do Jornal O Lance:
Estado não deve marcar gol contra
A iniciativa do governo do Estado de comprar 700 mil ingressos do Estadual e ajudar os clubes cariocas é louvável. Mas, soa no mínimo estranho, que o dinheiro passe pela Ferj antes de ser distribuído aos clubes.
Uma entidade que está sob investigação da Justiça, com o presidente e o vice
afastados entre outras coisas por suspeita de desvio de dinheiro, não pode de maneira nenhuma receber e gerir novos recursos, ainda mais públicos. O risco de ter este dinheiro nas mãos da federação é grande: nada impede, por exemplo, que uma decisão da Justiça possa bloquear o montante quando ele já estiver nos cofres da Ferj e antes de ser repassado aos clubes.
Caberia ao governo do Rio encontrar os caminhos legais para que a verba da compra dos ingressos fosse entregue diretamente a quem tem direito.
Driblando, se possível, até a exigência de que 5% deste total fique retido pela Ferj. Um mínimo de vontade política poderia, certamente, resolveria a questão. Caberia, por fim, aos clubes, Flamengo e Botafogo em particular, cobrar do Secretário Garotinho uma mudança na rota do dinheiro. Aceitar passivamente mais uma interferência da Federação é um gol contra na luta da viabilização da Liga que os presidentes Márcio Braga e Bebeto de Freitas vêm liderando.
Ainda há tempo para virar o jogo.
Quando o assunto é grana, é melhor ficar esperto.
Vocês não acham?

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