domingo, 19 de dezembro de 2004

Deus é grande. E Santo Expedito funciona!

Este texto está escrito há uns dez dias. Guardado numa pasta, esperando o apito final em Volta Redonda. Nunca mais quero passar pelo que passei este ano. Sou hipertenso, meu pai já fez ponte de safena, infartou e teve que teve que colocar um monte de stents. Meu avô morreu do coração. Na minha idade, eu não posso mais correr esses riscos. Volto a pedir aos meus companheiros - Pablo, Juan, Arthur, Alexandre, Alex, Gustavo, Lucas, Luiz, Mario, Mauricio, Patrick, Guto e Kleber - vamos agilizar aquela idéia que começou e parou. Eu quero estar vivo quando ela der certo. Pelo amor de Deus!!!
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Rescaldo de incêndio

O clima é esse. Não há que haver euforia, comemoração ou alegria. Apenas e tão somente alívio. O incêndio foi bravo, consumiu quase tudo, mas, felizmente, ninguém morreu. Os bombeiros, se atrapalharam ao longo do salvamento, bateram cabeça, o comando da corporação esteve, ora ausente, ora confuso. Heróis? Apenas um: Andrade, aquele que subiu ao último andar em chamas e arriscou seu pescoço contra qualquer recomendação de bom senso e cuidado com sua própria sobrevivência.

Agora é fazer o rescaldo. O que sobrou da estrutura? vai dar para reformar, reaproveitar alguma coisa? Vai ter que reconstruir desde os alicerces? Tem dinheiro para isso?

E a multidão que ficou em volta, enquanto as chamas ardiam, a maioria torcendo desesperadamente para que a tragédia não se consumasse, alguns pessoalmente, outros pela TV? Como sempre, alguns torciam contra, do tipo que vê os apavorados nos parapeitos e gritam ?pula, pula!?. Esses estão decepcionados, este incêndio acabou e o prédio não caiu.

Mas e os que torceram a favor, que se desesperaram, rezaram, que não querem, nunca mais, ter que passar por isso novamente? Há esperança? Há, mas, infelizmente, é meio difusa, desconfiada. Meio assim ?será que eles vão consertar a fiação velha, trocar os fios descascados? será que as ?gambiarras?, vão ser eliminadas? será que vão tirar os materiais combustíveis e substituir por coisas mais seguras? será que vão instalar equipamentos de segurança, sprinklers, sensores anti-chamas, portas corta-fogo?

Nós continuamos aqui fora, formando as nossas brigadas anti-incêndio e rezando para que a administração desse prédio nos chame para ajudar a recuperar o antigo esplendor. Se eles não quiserem, quem sabe a gente monta nossa própria Corporação ( e aí, pessoal lá de cima? ) e age preventivamente, mesmo sem o interesse deles?

Só que a cabeça continua quente, fervendo, pegando fogo. Fogo?

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