Sorte Grande...e muita competência também.
Está no Aurélio, podem ver:
Time copeiro -
1) Time que joga as Copas de acordo com o regulamento;
2) Equipe que sabe fazer o resultado e administrá-lo nos dois jogos;
3) Ver Flamengo Copa do Brasil 2004.
Parece que finalmente o Flamengo aprendeu a jogar a Copa do Brasil. Dois anos, duas finais. No ano passado perdeu para um time melhor e na casa dele. Agora, é o favorito disparado, está invicto e ainda decide em casa. Sempre jogou, como se diz por aí, com o regulamento debaixo do braço e em momento algum, teve que começar jogo correndo atrás de resultado. Sempre fez a segunda partida em vantagem. Seja contra o CRB, Tupi, contra o Santa Cruz, Grêmio ou Vitória, o Flamengo SEMPRE entrou no Maracanã em vantagem. Foi muita competência, mas que também teve algumas pitadas de sorte, ah, mas teve sim.
Quem não lembra da estréia fulminante do Diogo, no primeiro jogo da competição? Logo nos primeiros minutos como um profissional, o cara enfiou três na conta deles. E depois sumiu. Vejam o que o Diogo faz em campo hoje. Vai dizer que não foi uma cagada daquelas o cara entrar, meter três gols e salvar o time da derrota? Ainda mais sendo um prego como ele?
Passamos pelo Tupi e mandamos os reservas contra o Santa Cruz. Aí, o Rafael Gaúcho que nada fez e já foi embora (outro prego), mandou uma falta com precisão e garantiu a vitória. No jogo de volta, quem não lembra do Negreiros estreando com o gol no finalzinho?
Em seguida veio o Grêmio, que perdeu gols lá e cá. Mas aquele golZinho foi magistral. Logo no início. Muitos jornais estamparam "o Flamengo teve sorte de marcar logo no começo", o que foi repetido - com razão - até por pessoas do blog. Depois, o empate no Maraca e tchau Bananas de Pijamas.
Aí vem o Vitória. Uma semana antes nos enfiaram cinco. Espalharam pânico pela torcida do Flamengo. "Ai meu Deus, Edílson zoou com a gente e vai zoar de novo", diziam vários. Ganhamos lá com um gol contra, em uma jogada que o próprio Fabiano Eller não sabia explicar. Depois do jogo, ele mesmo disse "eu sei lá o que fazia no ataque naquela hora". Júlio César operou os seus milagres nesse jogo, já preparando o cenário para a partida decisiva.
No Maracanã, um gol logo no início do segundo tempo. Um pênalti perdido por eles (canonizem o Júlio César) e duas bolas na trave. O Vitória pressiona. O Flamengo (Diogo) se farta de perder gols. Felipe, exausto, desce pela esquerda e joga a bola na área, sabendo que ela jamais chegaria no atacante. Mas no meio do caminho, tinha um zagueiro do Vitória. Tinha um zagueiro do Vitória, no meio do caminho. Mais um gol contra (o terceiro deles em três jogos) e o Flamengo está na sua quarta final de Copa do Brasil.
Recordista absoluto em vitórias na competição, único carioca a conquistá-la e um time com muito mais força e tradição do que o adversário. Até nisso o Flamengo teve sorte, vendo os rivais em potencial caírem pelo caminho. Desmerecer? Ué, mas o Brasil não foi penta assim? França, Argentina e Itália também deram adeus mais cedo. Algum vascaíno, tricolor ou botafoguense chega e fala "não considero o Penta porque só enfrentou baba e uma Alemanha destruída"?
Que chorem e arrumem programa melhor para fazer nas próximas quartas, ou aproveitem para sair do armário por algumas horas e se render à magia do time mais vitorioso do estado (isso para não falar em Brasil, vamos ficar zoando as crianças aqui mesmo).
Podem torcer a favor. A gente deixa. Se quiserem torcer contra, podem também, só não desliguem os celulares depois.
O melhor time da competição chegou na final pronto para ganhar. Invicto. Ganhou dentro e fora de casa. Sempre foi superior aos adversários. Sempre foi o mais competente. E o mais sortudo. Como prova disso, ainda ganhou todos os sorteios para decidir em casa, inclusive o derradeiro.
Tem algum Gastão na Gávea. Pudera. Depois da Era do Gelo, tava até demorando.
MENGÃO RULA!!!!!!
quinta-feira, 17 de junho de 2004
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