Palhaçada com os ingressos - Parte II
Também vou dar meu pitaco.
Este esquema de venda de ingressos é um absrudo. A começar pelo horário de venda. Quem trabalha já está fortemente condenado a não conseguir ver seu time de coração, correndo o risco de ter que aturar Galvões, Noronhas, Luís Robertos, Casagrandes e Cia, e invariavelmente, torcendo contra... Disponibilizar um horário de vendas mais flexível já seria um bom começo, ou vendas via internet, por exemplo.
Pode-se achar que concentrar a venda em poucos lugares seja ruim, mas acredito que esse não é o principal problema, pois os cambistas vão se proliferar também. O problema é que deve haver um esquema na distribuição desses ingressos para eles, pois com 2 a 5 ingressos por cabeça, o cara tem que arranjar uns 20 caras para ir pra fila pra ele, o que não acredito, pois a margem dele vai lá embaixo.
Na minha opinião, deveria haver 2 coisas básicas e simples:
1. Uma auditoria independente (imprensa, ministério público, ONGs, sei lá) nas bilheterias para garantir que o número de ingressos vendidos conferem com os distribuídos, para depois fechar a contagem e evitar a evasão; e
2. Um local adequado que garantisse a venda dos ingressos sem formar aquela muvuca, onde além dos ingressos, perde-se a carteira, os anéis, os relógios e se bobear, até os dentes. Simplesmente colocar um batalhào de choque distribuindo bordoada a 3 por 4 não resolve. Na Eurocopa as vendas foram feitas em algo parecido com uma agência bancária, por exemplo. Bem mais simples de controlar.
Mas o problema principal é o item 1. Eu quero ver é ter vontade política para isso. Acho que com esses 2 itens simples, mais uma flexibilização nos horários e meios de vendas, resolveria-se o problema em 80 a 90%.
sexta-feira, 25 de junho de 2004
Marcadores:
alvaro_sant´anna
Assinar:
Comment Feed (RSS)
Flamengo Net
Comentários

|