Luz e Poeira
Um pouco antes do pênalti de Eller em Magno, com o campo do Vitória aberto aos contra-ataques, percebi que logo o jogo se tornaria fácil e bem resolvido ou um inferno de situações malparadas. E pimba, pênalti (que, pra mim, não foi: toda a ação do Fabiano é a sua perna direita, que não toca no atacante, a perna esquerda é a continuidade de um movimento lícito). Não sou dos mais otimistas nos pênaltis, sejam eles contra ou a favor, mas antes de Edilson partir pra bola ainda tive tempo de pensar: - Se o Capeta errar, a goleada do Barradão estará compensada. E está, não?
Curioso constatar que os 5x1 levados no campeonato brasileiro acabaram formando uma referência de superação inestimável. Afinal, foi recompondo os destroços de Salvador que o Flamengo se armou para anular o Grêmio no Olímpico, três dias depois, e os mesmos 5x1 serviram de prevenção e motivação ao time que acaba de bater o Vitória nos dois jogos semifinais. Se levar goleada tem um obscuro lado bom, nós o descobrimos e aprendemos a lição.
Pode-se contar a história do jogo de ontem através de Julio César, ou da aparente recuperação de Jean, mas acho mais adequado que se reconheça Douglas Silva como o pesonagem mais constante, o responsável por manter o time ligado durante os 90 minutos. Pequenas vitórias individuais: os dois Silvas, Jean, Reginaldo Araújo, André Bahia e Negreiros. Eu duvidava de cada uma delas, e dou a cara a tapa. Foram imensos.
Levantou-se a poeira, e tem luz no fim do túnel.
A história da final é uma incógnita, e só será possível projetá-la a partir do sorteio de logo mais. Minhas pretensões imediatas são de regozijo: só quero rever os lances no Globo Esporte e cair na gargalhada.
quinta-feira, 17 de junho de 2004
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