Acabou, já era, a derrota foi justa
O que eu menos queria era escrever esse texto. Dói muito. Mas não há como negar o que o Brasil inteiro viu: a derrota foi merecida. O Flamengo jogou no Maracanã e não buscou a vitória em momento algum, pareceu satisfeito com o empate desde o primeiro minuto de jogo. Levou o gol, um castigo merecido, e complicou as coisas. Levou outro e não foi capaz de reagir em momento algum.
Um time favorito, jogando em casa, não pode se dar a esse luxo. A torcida foi ao Maracanã para ver uma equipe aguerrida, agressiva, que se impusesse diante de um adversário de tradição muito menor, apesar das dificuldades que já eram esperadas. E o que se viu foi o contrário. O torcedor merecia ao menos ver onze jogadores lutando, mesmo que no fim saíssem derrotados.
Onde esteve a capacidade de superação do Flamengo, que sempre aparece, mesmo em times tecnicamente ruins como o atual? Não se sabe. Esta capacidade, ultimamente, parece mostrar-se apenas em decisões caseiras, que entristecem mais os adversários do que nos alegram. Faltaram luta e o mínimo de aplicação tática. Categoria ninguém esperava.
Ficam a lição e o vexame. Vexame por perder do jeito que perdeu. Uma derrota, a princípio seria um desastre do ponto de vista da diferença de tradição entre os dois times e do momento pelo qual passa o clube, mal no Brasileiro e com graves problemas financeiros. De resto, os dois times são equilibrados e digo, inclusive, que o Santo André tem muito mais futebol a oferecer do que o Vasco da final do Carioca e, como ficou provado hoje, mais do que o Flamengo. Parabéns ao time paulista.
Agora, sem muito que fazer, a saída é levantar a cabeça tentar seguir em frente no Campeonato Brasileiro, apesar de tudo. Não há mais por que chorar e tão cedo o Flamengo não terá outra chance de chegar à Libertadores. A luta agora é contra o rebaixamento.
* Só mais uma observação: o Flamengo não mereceu uma lágrima sequer.
quarta-feira, 30 de junho de 2004
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