quinta-feira, 30 de novembro de 2006

O índice de mortalidade anda altíssimo entre os flamenguistas, o que explica perfeitamente a redução da torcida.

FLAMENGO X SÃO CAETANO

Campeonato Brasileiro

Jogos: 9 (4 no RJ, 5 em SP)

Vitórias: 4 (3 no RJ, 1 em SP)

Empates: 3 (1 no RJ, 2 em SP)

Derrotas: 2 (2 em SP)

V = 44%

E = 33%

D = 22%

Gols Marcados: 10 (6 no RJ, 4 em SP)

Gols Sofridos: 7 (1 no RJ, 6 em SP)

Maior período sem perder: 5 jogos (2002 a 2004)

Maior vitória: 2x0 (2002, 2005)

Pior derrota: 0x2 (2001)

Resultados mais comuns: 1x1, 1x0, 2x0 (2 vezes)

Jogadores do Flamengo com mais gols: Liédson (2).

Primeiro jogo:

25/11/2001 São Caetano 2x0 Flamengo

Time: Júlio César, Alessandro, Juan, Leonardo Valença e Cássio; Rocha (Felipe Mello), Vampeta (Roma), Beto e Petkovic; Edílson e Reinaldo (Agnaldo).

Último jogo:

23/8/2006 São Caetano 2x2 Flamengo
Time: Diego, Leonardo Moura, Ronaldo Angelim, Fernando (Walter) e André (Peralta); Paulinho, Léo Medeiros, Renato e Renato Augusto (Rodrigo Arroz); Sávio e Fabiano Oliveira..
Gol: Renato (2, ambos de falta).

Duas vitórias importantes:

9/10/2002 Flamengo 2x0 São Caetano

Time: Diego, Édson, Fernando, Flávio e Ânderson; Jorginho, André Gomes, Fábio Baiano (Ânderson Gils) e Iranildo (Andrezinho); Liédson e Zé Carlos (Sandro Hiroshi).
Gol: Liédson (2).

29/8/2004 São Caetano 0x1 Flamengo
Time: Júlio César, China, Júnior Baiano, André Bahia e Roger; Da Silva, Íbson (Douglas Silva), Júnior e Zinho (Juliano); Dimba (Whelliton) e Jean.
Gol: Dimba .

Uma vitória importantíssima na luta contra o rebaixamento naquele ano.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Mengocídio?

Uma mentira dita muitas vezes acaba virando verdade, já dizia o outro. E o que vemos, principalmente e diariamente no futebol, são mentiras sendo vomitadas por imprensa, torcida, dirigentes e todos os demais ligados ao esporte, direta ou indiretamente. Elas atingem todos os clubes e, como não poderia deixar de ser, o Mais Querido.

Quem já me leu aqui sabe que sou radicalmente contra essa mania de achar que a imprensa persegue, pois fosse assim, perseguiria todos os clubes, já que é uma crítica geral. Mas algo que me irrita, e jornalista que sou me irrita mais por ser do meu meio, é a mania de fazer barulhos exorbitantes por notícias que já nascem mortas. No que toca aqui, a última pesquisa feita pelo Datafolha sobre as torcidas brasileiras.

Quem não estava em Marte na última semana ficou sabendo que a tal citada pesquisa nos colocou à frente dos gambás da marginal, na margem de erro percentual. Segundo o Datafolha, "15% se declaram torcedores do Flamengo e 13% dizem que seu time preferido é o Corinthians"1.

Não questiono a idoneidade do instituto de pesquisa, mas sim os resultados apresentados e a metodologia. Foram 6000 brasileiros, a partir dos 16 anos de idade, mas não diz em quais estados, por exemplo. Além disso, como em várias pesquisas já realizadas, apresenta números bem diferentes das demais. E não só essa, mas todas as já feitas. Por exemplo, a Lance/Ibope de 1998 que dava ao Flamengo 15,5% contra 10,8% do Corinthians2. Em 2004, a mesma pesquisa deu 18,1% de preferência ao Mais Querido, contra 13,1% do mais popular time paulista3.

Para completar, a Placar, em outubro de 2002, fez uma pesquisa independente, com 10 mil torcedores no Brasil e chegou aos números de 19,1% para o Flamengo e 14,4% para o segundo colocado4.

Ainda sobre a pesquisa do Datafolha, na própria página deles, aparece um gráfico de comportamento das torcidas. A do Corinthians desde 1993, nunca passou dos 13%. A do Flamengo, por sua vez, já foi 19%, 16%, 18% e agora está com 15%, número obtido pela última vez em 2002, coincidentemente o ano da última participação do time na Libertadores da América.

Me expliquem, por favor: aconteceu algum genocídio de Flamengos no Brasil? Será que incauto lá do site Cascata estava certo ao dizer "flamengos não existem"? Claro que não. Desde que foram criadas, as pesquisas estiveram sob suspeita. Muitas vezes acertam, mas uma coisa é fazer pesquisa eleitoral. Outra é sobre times de futebol, cuja abrangência é muito maior e menores de 16 e maiores de 65 ainda "votam". A Rede Globo recentemente teve que se corrigir ao anunciar que a torcida do Corinthians era maior do que a nossa. Foi uma vergonha nacional. Não há muito tempo, a Época, da mesma empresa, colocou o fato escondido numa pesquisa elaborada por um instituto obscuro, que apontou a marca dos gambás como a mais valiosa. Porém, a revista, por sei lá qual motivo, resolveu colocar "o time preferido dos brasileiros". Não preciso dizer que ninguém deu a mínima atenção, não é?

O meu ponto, para finalizar, não é apenas defender o Flamengo. Nesse assunto, não precisamos de defesa, os fatos estão do nosso lado. O que pega é que as pesquisas são sempre subjetivas ou feitas com critérios inadequados.

Por exemplo, para não dizer que só falo de flores, uma pesquisa da Placar com o Gallup, em 1983, nos deu incríveis 31% da preferência nacional!!! Levando em conta que temos segundo estimativas, 33 milhões de torcedores, é quase um milhão de torcedores por ponto percentual. Como podem ver, todas são subjetivas.

Acho que até hoje, a melhor pesquisa já feita foi a Lance Ibope de 2004, mas ainda assim, com falhas. Futebol é complicado demais. Essa pesquisa do Datafolha também não explica quais as classes sociais foram abordadas.

Finalizando, duas coisas eu queria pedir, se existe um Papai Noel.

1- Que se faça uma pesquisa séria, completa e isenta sobre as torcidas do Brasil. Isso seria muito útil, inclusive, para os clubes pensarem em como agir com seus torcedores e não ficarem se pegando em números fantasiosos.

2- Que o Flamengo pare de gastar dinheiro enfeitando táxi no Rio de Janeiro e tome uma posição cada vez que vê suas barreiras sendo atacadas. Já sabemos que o tabelião não faz nada a respeito da briga pelo Penta, sempre cabe à torcida brigar pelo que é certo, que pelo menos brigue pela torcida, o maior bem do Flamengo.


Fontes

1 - http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=274
2 - http://listas.cev.org.br/arquivos/html/cevmkt/2002-05/xls00000.xls
3 - http://www.citadini.com.br/estatisticas/lance041004a.htm
4 - http://listas.cev.org.br/arquivos/html/cevmkt/2001-08/msg00074.html

PS: Nelson Bata, eu também quero meu Flamengo de volta, mas não abro mão de nada que o Flamengo ganhou no campo, de forma incontestável. As vitórias dentro de campo é que fizeram o Flamengo ser o que é hoje. E não é apagando elas, que vamos acabar com as derrotas fora de campo.

terça-feira, 28 de novembro de 2006

A grande obra a se fazer

"(Se) nos convocar, podemos e haveremos de ser legião"

Começo citando o post abaixo do Nelson Bata para falar daquele que seria, para mim, o grande desafio do nosso próximo presidente: nos transformar em legião. Já escrevi sobre isso aqui algumas vezes, em posts e comentários, e me parece que essa época de eleição é um bom momento para trazer o assunto à tona novamente.

Não sei quantos sócios estão, hoje, aptos a votar nesta eleição que temos debatido por aqui. Em 2003, quando Márcio Braga elegeu-se para o mandato atual, eram cerca de 6.500 (e foram pouco mais de 2 mil os que efetivamente votaram).

O Inter, que agora se prepara para disputar o título mundial - sem parcerias mirabolantes nem nada disso - tem mais de 30 mil. E, com isso, eles têm uma receita de cerca de um milhão de reais por mês.

A pergunta é: o que vai ser feito para o Flamengo chegar a algo parecido com isso?

É claro que não se imagina esta quantidade de sócios pagando a mensalidade que hoje existe para se frequentar a sede social. O que se espera é a criação da modalidade de sócio-torcedor, para todos aqueles que são Flamengo e querem apoiar e participar da vida do clube mas não se interessam, não moram perto o bastante ou não têm dinheiro suficiente para ir tomar banho de piscina na Gávea. Pode-se atrair este enorme universo de pessoas, mesmo que estes - ao menos em um primeiro momento - não tenham direito a voto no clube, por questões de estatuto.

O Flamengo , nestes últimos três anos, avançou na área do marketing. Foi apenas um início, mas contratou-se profissionais da área e alguns bons projetos foram levados adiante - um bom exemplo é a parceria com a Nova Schin. Há ainda outras idéias interessantes; hoje mesmo li sobre o novo quiosque rubro-negro na praia de Copacabana e a intenção de se produzir vídeos exclusivos para Internet e celular. Legal.

Mas o que eu espero agora é este salto: um planejamento sério para atrair e fidelizar a torcida, fazê-la contribuir com regularidade, tornando-a uma das grandes fontes de arrecadação para o clube, em nível ao menos comparável ao patrocínio de camisa e às receitas de TV. Não se consegue isso da noite para o dia, mas também não é projeto para décadas - e tem que ser iniciado já. Outros estão fazendo e nós, que temos o maior potencial, estamos ficando pra trás.

Eu humildemente trabalho com marketing e tenho lá minhas idéias. Muita gente bem menos humilde que eu também trabalha e também as tem; outros tantos não estão nessa área, mas também volta e meia se pegam imaginando projetos que não são nenhum ovo de Colombo, que outros clubes e empresas realizam, e se questionando: "por que o Flamengo não faz isso?"

O que eu gostaria de saber é: o que a diretoria está imaginando quanto a isso? Quais são os planos? Por que se ouve falar tanto de projetos para parcerias com multinacionais e empresários com os mais diversos objetivos, e nada sobre aumentar o número de sócios? Por que, em todas as entrevistas com os pretendentes ao cargo de presidente do Flamengo, nenhum deles toca no assunto?

Seria bom, de verdade, de ouvir dos candidatos algo a respeito.

CONSTRUIR CATEDRAIS
Correio Brasiliense
Brasília, Quarta feira, 17 de Abril de 2002
100 anos de JK
A invenção da utopiaTT CatalãoDa equipe do Correio Brasiliense
Ele repetia uma história colhida em uma das suas inúmeras incursões noturnas pelos canteiros de obras: ao perguntar a um candango o que fazia, recebeu como resposta ??estou assentando tijolos??. Escolhe outros e faz a mesma pergunta. Recebe sempre como resposta a atividade imediata que o trabalhador está cumprindo: ??viro a massa??, ??aparo madeira para encher de concreto?? etc. Até que JK encontra um, de origem espanhola, que lhe diz: ??Presidente, construo uma catedral...??. JK fica comovido e passa a contar o encontro como símbolo da atitude necessária para se trilhar utopias
.
É véspera de eleição na Gávea. Como aconteceu em outubro passado, para alguns significa apenas mais uma data. Para outros, como eu, é mais que isso. É a oportunidade de sonhar com a utopia. Qual a minha, vocês poderiam perguntar? Na verdade, não almejo utopias, meu sonho é mais chão, mais "sangue, suor e lágrimas", como diria Churchill.
O pronunciamento mais famoso do pastor e ativista Martin Luther King começava com uma frase simples: "I have a dream..." ? Eu tenho um sonho.
Sobre essa sentença simples ele construiu uma peça de oratória que é repetida no mundo inteiro e que transformou de forma definitiva a política dos direitos dos negros e de outras minorias na sociedade americana.
Nossos patrícios brasileiros que, aos milhões, se jogam na aventura do sonho americano, se beneficiam desse sonho, sonhado por uma pessoa que tinha grandes ideais, enorme força de espírito e disposição para lutar até a morte em sua busca.
Quantos desses brasileiros que vivem na América não sonham com seu Flamengo? Mas com aquele Flamengo coberto de glórias, vitorioso, imponente, aquele que se aplaudiu de pé, e não faz tanto tempo assim.
Há um mote repetido incontáveis vezes no BLOG ? Eu quero o meu Flamengo de volta. Eu também quero. E faço qualquer sacrifício para tê-lo. Abro mão de coisas que são minhas, que são nossas, que são incontestáveis.
Abro mão do título de 1987. Abro mão do penta. Abro mão da Copa do Brasil de 2006. Abro mão do tricampeonato carioca, deles todos se necessário.
Se em troca disso eu tiver um clube organizado, com diretores desinteressados de sua própria conquista pessoal, daqueles que desaparecem nas sombras do anonimato quando o clube alcança suas glórias, mas que estão à frente de todo e qualquer desafio ou dificuldade, assumindo a sua responsabilidade quando a tempestade se avizinha e se abate sobre o rubro-negro.
Abro mão de tudo se o planejamento visar a grandeza do clube no médio e no longo prazos, quando seus nomes não mais estiverem nas notícias diárias da imprensa. Se o Flamengo estiver pensando em se aliar à sua torcida e não em se fechar no seu feudo de poucos sócios, conselheiros e beneméritos.
Abro mão de minhas camisas, de meus vídeos, das revistas. Da imagem de S.Judas Tadeu.
Peço em troca apenas a utopia do possível, aquela que junta organização, bom senso, muito trabalho, inexistência de qualquer resquício de vaidade pessoal, doação física e emocional, honestidade, justiça e a paixão avassaladora das cores rubro-negras. Como estamos hoje, somos muitos, mas enfraquecidos pelas discórdias, pelas desunião e pelo desencanto. Quem será o líder dessa revolução? Se estiver imbuído do ideais mínimos necessários, se estiver vestido "com as armas de Jorge", pronto para a guerra e para morrer nela, se preciso for, e assim levantar a bandeira do Flamengo e nos convocar, podemos e haveremos de ser Legião.
Porque àquele que se diz Flamengo, não é permitido apenas assentar tijolos, ou erguer paredes. Nós estamos obrigados e destinados a construir catedrais!

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Como podemos ser tão incompetentes?

Recentemente a Nike lançou as camisas 'retrô' do Flamengo, aquelas de 81, de listras largas vermelhas e pretas com o CRF branco no peito e aquela branca, da final do Mundial (idéia esta que já tinha sido dada aqui neste blog por mim e por outros companheiros há mais de um ano atrás). As camisas são de malha mesmo, não tem qualquer merchandising (nem mesmo o símbolo da Nike, já que a original era da Adidas) e custam R$ 174,90(!!) (valor retirado do site do Flamengo, da camisa personalizada). Detalhe: a procura está inacreditável. Os lojistas estão tendo que repor os estoques com uma rapidez incrivelmente maior do que a mais otimista das previsões. O próprio Renato Maurício Prado atestou isso na sua coluna no jornal oGlobo no final de semana.
Por que o Flamengo não faz /vende ele próprio essas camisas (sem propaganda, sem nada, apenas e tão somente aquela nossa velha e boa camisa camisa rubro-negra sem palhaçada, aquela do Zico, do Júnior, e das nossas maiores glórias) e por um preço bem mais acessível, sei lá, R$35, R$45? Segundo pesquisei com amigos donos de confecção o custo de tal camisa não chegaria a R$10.
Garanto que com uma pequena campanha, a nível nacional, a gente bateria todos os recordes de vendas possíveis e imaginários. Seria a camisa do torcedor, o verdadeiro Manto Sagrado, sem tanta margem para piratear e com lucro (gigante) indo diretamente pra nossa tão amada instituição.
Acorda Flamengo!

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Ronaldo Gomlevsky - ESPECIAL PARA O BLOG DA FLAMENGONET ***

Porque sou candidato à presidência do Flamengo no mandato 2007/09

A vida não é feita só de prazeres, muitas vezes o preço que se paga para se cuidar de uma paixão que começou nos primeiros momentos de nossas vidas e a cada dia que passa, fica mais intensa, nem sempre é um preço barato.

O que leva um rubro negro bem conceituado bem sucedido, bem casado, bom pai, bom filho, considerado bom sócio por seus parceiros profissionais, respeitado em suas atividades sociais, com a vida ganha, a se posicionar diante de uma candidatura a presidência do clube do seu coração?

No meu caso é a certeza de que posso juntamente com nosso grupo da CHAPA BRANCA - INDIGNAÇÃO RUBRO-NEGRA, somar meus conhecimentos e contribuir por tudo que conhecemos do clube, com a redenção do maior amor de nossas vidas. E assim foi.

Convidado por um grupo de rubro-negros não só aceitei o desafio como vou ganhar as eleições, para poder oferecer a associados e torcedores do maior clube do mundo, aquilo para o qual o Clube de Regatas do Flamengo nasceu. Vitórias medalhas, títulos e glórias. Tudo isso, sem esquecer do clube propriamente dito. De suas instalações, da opinião de seus associados e torcedores e sem esquecer dos esportes sejam eles olímpicos ou profissional.

Em 4 de dezembro se você quer mudar o Flamengo para melhor vote na CHAPA BRANCA ? INDIGNAÇÃO RUBRO-NEGRA, por ser esta, a favor do Clube de Regatas do Flamengo, que também é seu.

*** Visando dar mais subsídios para o debate sobre as próximas eleições no Clube de Regatas do Flamengo, a equipe do Blog da FlamengoNET convidou por e-mail as três chapas concorrentes para produzir um texto especial para publicação neste espaço, todos respondendo à seguinte questão: "Por que sou candidato à presidência do Flamengo no mandato 2007/09".

O segundo texto que recebemos é o do candidato Ronaldo Gomlevsky. Publicaremos o texto do candidato Arnaldo Cesar Pires tão logo recebamos uma resposta.

A equipe do Blog da FlamengoNET pede a seus visitantes respeito aos candidatos nos eventuais comentários. Comentários insultosos serão moderados.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

FLAMENGO X GRÊMIO

Campeonato Brasileiro

Jogos: 39 (19 no RJ, 16 no RS, 2 em MG, 1 em SC)

Vitórias: 12 (10 no RJ, 2 no RS)

Empates: 14 (6 no RJ, 6 no RS, 1 em MG, 1 em SC)

Derrotas: 13 (4 no RJ, 8 no RS, 1 em MG)

V = 31%

E = 36%

D = 33%

Gols Marcados: 44 (34 no RJ, 7 no RS, 1 em MG, 2 em SC)

Gols Sofridos: 45 (20 no RJ, 21 em RS, 2 em MG, 2 em SC)

Maior período sem perder: 5 jogos (1979 a 1985)

Maior período sem vencer: 13 jogos (1985 a 1994)

Maior vitória: 5x1 (1976)

Pior derrota: 2x5 (1978)

Resultados mais comuns: 0x0 e 1x0 (6 vezes)

Último jogo:

Primeiro jogo:

5/9/1971 Flamengo 1x1 Grêmio
Time: Ubirajara Alcântara, Aloísio, Fred, Reyes e Paulo Henrique (Buião); Liminha e Renato; Rogério, Samarone (Fio), Zico e Rodrigues Neto.
Gol: Samarone.

19/8/2006 Flamengo 1x0 Grêmio [890]
Time: Diego, Leonardo Moura, Renato Silva (Ronaldo Angelim), Fernando e Juan (Wálter Minhoca); Paulinho, Léo Medeiros, Renato e Renato Augusto; Sávio e Luizão (Obina).
Gol: Renato.

Duas vitórias marcantes:

24/11/76 Flamengo 5x1 Grêmio

Time: Cantarele, Toninho (Vanderlei Luxemburgo), Dequinha, Jaime e Júnior; Merica, Tadeu Ricci (Adílio) e Zico; Júnior Brasília, Luisinho e Luís Paulo.

Gols: Luisinho (3), Zico e Luisinho.

A maior goleada que o Flamengo aplicou no Grêmio, numa noite em que Luisinho Lemos estava inspirado.

25/4/82 Grêmio 0x1 Flamengo

Time: Raul, Leandro (Antunes), Figueiredo, Marinho e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes (Vítor) e Lico.

Gol: Nunes.

O jogo que nos deu o Bicampeonato Brasileiro em 1982, foi o último jogo de uma série de três partidas. Foi a primeira vez que o Flamengo venceu o Grêmio no Olímpico em Brasileiros. O Flamengo abriu o marcador cedo, com um gol de Nunes após passe de Zico. Leandro saiu contundido, obrigando o técnico Carpegiani a improvisar o lateral-esquerdo Antunes na posição. O time soube suportar uma pressão terrível do Grêmio e trouxe mais um título para a Gávea.


HÁ UM QUARTO DE SÉCULO, OS JOGADORES QUE FIZERAM HISTÓRIA

Foi em 23 de novembro de 1981 que vencemos nossa Taça Libertadores da América

1 Cantarele - Apesar da numeração, era o goleiro reserva. 4 jogos.

2 Leandro - Gênio em várias posições. 13 jogos

3 Rondinelli - começou o campeonato como titular, mas acabou desentendendo-se com a diretoria, e foi vendido ao Corinthians. 3 jogos

4 Marinho - a regularidade de sempre. 1 gol em 5 jogos

5 Júnior - o maestro, não ficou de fora de nenhuma partida. 14 jogos.

6 Andrade - Volante e craque ao mesmo tempo. 8 jogos.

7 Chiquinho - um ponta-direita especialista, comprado do Olaria. 2 gols em 7 jogos.

8 Adílio - o termômetro do time. 2 gols em 13 jogos.

9 Nunes - o artilheiro das decisões. 6 gols em 14 jogos.

10 ZICO - ELE. 11 gols em 13 jogos.

11 Baroninho - o ponta-esquerda que começou como titular. 3 gols em 13 jogos.

12 Tita - O curinga, capaz de jogar em várias funções. 1 gol em 12 jogos.

13 Nei Dias - um reserva eficiente, atuando tanto pela direita como pela esquerda, sua escalação permitiu liberar Leandro para funções no meio-de-campo. 5 jogos

14 Mozer - ganhou a posição ao longo da Taça. 12 jogos

15 Figueiredo - disputou com Marinho a vaga. 12 jogos.

16 Carlos Alberto - chegou-se a ser titular da lateral-direita em 81, mas não teve como competir com Leandro. 4 jogos.

17 Vítor - o eterno volante reserva. 5 jogos.

18 Fumanchu - atacante, parceiro de Nunes em outros times, não conseguiu se firmar. 1 jogo.

19 Peu* - jogava como meia e centroavante. 1 jogo.

20 Raul - o titular da posição, conquistou sua segunda Libertadores. 10 jogos.

21 Reinaldo Potiguar* - centroavante reserva, não jogou.

22 Lico - Depois que entrou, não saiu mais do time. 5 jogos

23 Édson* - ponta-esquerda, não jogou.

24 Ronaldo Marques - centroavante dos então chamados de juvenis, não entrou em nenhuma partida.

25 Anselmo - Seus punhos vingaram nossa alma. 1 gol em 2 jogos.

(*) não tenho certeza destas numerações marcadas com asterisco.

Babão

Vocês já viram aquelas crianças que babam? Ou até mesmo os adultos, que ao perceberem aquele pedaço de torta de chocolate salivam??? Ou uma linda mulher na rua, passando para o deleite dos olhos (que gostam, naturalmente)???

Enfim, uma tal de gazeta press - que provavelmente deve ser daquela cidade que todo mundo se acha melhor do que o resto do país - publicou uma entrevista do BABÃO AUTISTA roque citadino. Todos conhecem esse elemento de alta periculosidade. Fala o que quer, e como todo bom corintiano, se acha o dono do mundo desde que atravessou a Dutra pra ver o mar e o corinthians derrotar o vasco naquela banal disputa de pênaltis.

O que ele disse?? Segue um trecho: "Citadini afirmou que, se a parceria não acabar logo, o Corinthians vai acabar 'virando um Flamengo'. "O início da solução é acabar rapidamente essa parceria. Estamos caminhando para virar um Flamengo. Temos todos os componentes para uma situação dramática. "

Minha constatação é a seguinte: Primeiro, que a inveja é realmente um lixo, pra não dizer outra coisa. Afinal de contas, faz muito, mas muito tempo mesmo que o corinthians sonha em ter a maior torcida do país, em ser o maior clube do país, em ganhar uma libertadores, em chegar a Tóquio, entre outros sonhos. E o que esse BABÃO AUTISTA quis dizer, mas não teve humildade em gol, foi isso: Queremos ser o Flamengo. Termos a maior torcida, sermos o mais querido do Brasil, ganharmos uma Libertadores, chegarmos a Tóquio. Pois não consigo enxergar de outra maneira.

Afinal, não é o Flamengo que está sendo visitado todo dia pela Polícia Federal. Não é o Flamengo que não sabe o que fazer com a vaidade de seus jogadores. Não é o Flamengo que está fulo por nao disputar a Libertadores em 2007. E por fim, não é o Flamengo que ostenta e ostentará, por anos, o posto de maior torcida do País.

Apesar da minha ironia, espero que a diretoria do clube abra a boca pra responder à estas estapafúrdias declarações. Esse citadini nem solto deveria estar, e solta a bomba. Como chumbo trocado não dói, que alguém no clube devolva a bomba com peso semelhante ou maior.

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Marcio Braga - ESPECIAL PARA O BLOG DA FLAMENGONET ***

Porque sou candidato à presidência do Flamengo no mandato 2007/09

Sou candidato para concluir o trabalho a que nos propusemos quando assumimos em 2004. Naquela ocasião anunciei que os primeiros três anos seriam de reconstrução, de colocar a casa em ordem. Os três seguintes serão de importantes realizações, de uma grande e definitiva expansão para o Clube, recolocando-o entre os maiores do mundo.

O Flamengo é uma instituição grandiosa. É uma sociedade civil, sem fins lucrativos, que deve ser compreendida e dirigida como de natureza pública. É, de fato, uma Nação de 35 milhões que deve ser governada, por uma Diretoria, com muito amor, dedicação, garra, persistência, humildade e compreensão. Presidir essa instituição representa a maior responsabilidade, satisfação e honra para um cidadão brasileiro.

Para presidir um clube da magnitude do Flamengo alguns requisitos são necessários, como: entender e compreender o Flamengo, em sua real dimensão; ter bom currículo dentro do Clube; ser reconhecido e respeitado nos meios governamental, político e desportivo, principalmente, no futebol. Seria temerário, sobretudo neste momento, colocar alguém que não tenha esses requisitos à frente do Flamengo.

Resultados da Gestão 2004 - 2007

O Centro de Treinamento - O início, em janeiro de 2004, da construção do Centro de Treinamento para o futebol representa um marco para a atual administração Marcio Braga. Contar com um CT é condição primordial para se alcançar sucessos e conquistas no futebol.

Carinhosamente chamado de Ninho do Urubu, o CT está localizado em Vargem Grande, em área belíssima, com cerca de 130m². Hoje, já dispõe de quatro campos, de tamanho oficial, e de uma casa, que está sendo utilizada como residência para 40 atletas das categorias de base. Nesses três anos, foram também realizadas inúmeras outras obras de infra-estrutura.

O CT vem sendo utilizado por todas as categorias de base e, com freqüência, para treinos da equipe principal. A construção do CT, em área adquirida há cerca de 30 anos, significa também um expressivo aumento do patrimônio do Flamengo.


Financeiros e Administrativos - A gestão dos exercícios obedeceu a uma política administrativa austera e responsável, controlando gastos e aumentado as receitas do Clube. Como reflexo, foram obtidos resultados operacionais positivos (superávits), com a criação de uma base para o crescimento sustentável.

A receita, durante os 32 primeiros meses da gestão, chegou a R$ 173 milhões, dos quais R$ 40 milhões, ou 23% da receita, foram destinados a pagamentos de dívidas passadas. O Quadro de Empregados do Clube sofreu uma redução de 23%.

Esportivos - Nos Esportes também o Triênio 2004 ? 2006 foi de grande sucesso.

Futebol - Em 2006, após 15 anos, o Flamengo voltou a conquistar de forma brilhante um título nacional, a Copa do Brasil, que dá condições à conquista da Libertadores e do Campeonato Mundial de Clubes. Foram dois jogos eletrizantes com vitórias sobre o nosso arqui-rival, que encheram de alegria e "lavaram a alma" de toda à Nação Rubro-Negra.

O Flamengo foi campeão da Taça Guanabara e do Campeonato Estadual, em 2004, com exibições empolgantes, que consagraram a canção Sorte Grande, da grande cantora Ivete Sangalo, levando o refrão ?... poeira, poeira...? para os estádios do Brasil e da Europa.

Nas categorias de base, o Flamengo foi campeão estadual em todas: mirim, infantil, juvenil e juniores, revelando grandes promessas.

Remo - O Flamengo foi campeão estadual em 2004 e 2006, além de vários outros títulos. O dois sem do Flamengo, Sobral Júnior e Thiago Gomes, foi campeão Sul Americano. 13 remadores do Flamengo foram selecionados para o Pan Americano.

Esportes Olímpicos - Ginástica Olímpica, Basquete, Natação, Pólo Aquático, Nado Sincronizado, Vôlei e Judô conquistaram inúmeros títulos para o Flamengo, mantendo a tradição de maior clube poli-esportivo do País. Destaques para: Diogo Hypólito,campeão mundial, e Danielle Hypólito na Ginástica Olímpica, ; Mariana Brochado, recordista sul americana e Thiago Parravicini, grande promessa, na Natação; as irmãs Márcia, Cecília e Manuela Canetti , Illana Pinheiro e Rafael Murad no Pólo Aquático; Caroline Hildebrandt, Gláucia Heier, Júlia Franco e Michele Frota da equipe de nado sincronizado, base da seleção brasileira; Patrícia no vôlei; Leonardo Leite, Linda Calderaro e Ricardo Ayres, no judô; e, Olivinha no Basquete.

Projetos - Temos bandeiras, temos projetos. Após a conquista da Copa do Brasil, estamos nos preparando para a Libertadores e para o Campeonato Mundial de Clubes. A necessidade de se fazer a reforma institucional é quase uma unanimidade dentro do Clube, o processo de discussão deve ter início em janeiro de 2007. A Revitalização da Gávea é um programa constituído de quatro projetos: construção do estádio; novas instalações para os esportes olímpicos; ampliação e adequação da sede; e, o Centro de Excelência de Remo. Das quase 50 aprovações dos órgãos oficiais, faltam somente três, que devem ocorrer até o final do ano. A partir daí, vamos escolher os interessados em participar da construção, e são muitos, e, imediatamente, dar início à mesma. Se Deus quiser, até o final do próximo mandato o estádio estará concluído. A autonomia do futebol, também, é uma necessidade inadiável. O futebol, os esportes olímpicos, o remo e a sede(FlaGávea), com autonomia de gestão, por delegação planejada, devem constituir unidades operacionais próprias e auto suficientes financeiramente. Mas, há outros projetos importantes no nosso Plano de Metas, como o realinhamento fiscal e o prosseguimento do saneamento financeiro, a implantação do orçamento por objetivos, a total profissionalização das funções executivas e o Projeto Nação Rubro-Negra, que visa buscar mecanismos efetivos e benéficos para o Clube e para a Nação.

Mensagem Final

Deixo uma mensagem final de muito otimismo para os próximos anos, pelas boas, concretas e confiáveis perspectivas. Temos rumo seguro e bem definido. Sabemos de onde vimos, onde estamos e onde queremos chegar. Muito obrigado.

*** Visando dar mais subsídios para o debate sobre as próximas eleições no Clube de Regatas do Flamengo, a equipe do Blog da FlamengoNET convidou por e-mail as três chapas concorrentes para produzir um texto especial para publicação neste espaço, todos respondendo à seguinte questão: "Por que sou candidato à presidência do Flamengo no mandato 2007/09".

O primeiro texto que recebemos é o do candidato Marcio Braga, presidente do clube. Publicaremos os textos dos candidatos Ronaldo Gomlevsky e Arnaldo Cesar Pires tão logo recebamos os textos.


A equipe do Blog da FlamengoNET pede a seus visitantes respeito aos candidatos nos eventuais comentários. Comentários insultosos serão moderados.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Tudo de novo.

Em 1995, o recém-empossado Kléber Leite trouxe Romário, então melhor jogador do mundo, para o Flamengo e prometeu que teríamos um time para vencer tudo. Com Luxemburgo como treinador, as perspectivas eram as melhores possíveis. Um estadual depois e o treinador foi embora, demitido, ficando o jogador e uma dívida com Luxa. Na época, poucos foram os que ficaram do lado do treinador. O craque falou mais alto.

Em 1996, Kléber Leite pareceu ter aprendido com os erros e montou um time sem craques, mas com jogadores voluntariosos e que se dedicariam pelo Flamengo. Vieram Djair, Mancuso, Iranildo, um Amoroso ainda "nascendo", entre outros e faturou o estadual invicto. Na hora do "vamo-vê", o Brasileiro, Kléber se lembrou que não tinha como bancar o time, perdeu Romário e o Flamengo ficou longe das melhores posições.

Veio 1997 e KL novamente montou, no início do ano, um time que parecia ser o melhor de todos. Trouxe Lúcio, revelação do Goiás, repatriou Romário e com um monte de pratas da casa, perdeu estadual, rio-sp e copa do brasil. No segundo semestre, manteve o time, menos Romário que se mandou, trouxe um técnico, Autuori, e chegou em 5º no Brasileiro. Repito: MANTEVE O TIME, TROUXE UM TÉCNICO E CHEGOU EM 5º.

Começou 98 dando poderes à Autuori e montando um "timaço" (atenção às aspas), com Palhinha, Zé Roberto, Rodrigo Fabri, Cleisson e, óbvio, claro, always, Romário, de novo. Perdeu Sávio nessa história. Quatro jogos depois do início da temporada, caiu Autuori. No meio do ano, Palhinha e Zé Roberto se mandaram. Romário se machucou antes da Copa, voltando à forma, de fato, não de mentira, em meados de Outubro. Fabri ficou fora o ano todo. E no Brasileiro, o Flamengo não chegou à lugar algum. Acabou aí, o mandato Kléber Leite. Veio um pior ainda, mas não é o caso aqui...

Nesses 4 anos, todos os jogadores foram mandados embora e hoje cobram dívidas com o Flamengo. Romário foi embora em 99, mas cobra uma dívida monstruosa que começou a ser criada em 1995.

Bom, nesse meio tempo, Luxemburgo ganhou o Rio-São Paulo sobre o Flamengo, no Maracanã e o Brasileiro em 98, pelo Corinthians. Sávio foi campeão do mundo pelo Real Madrid, no mesmo ano. O rival do subúrbio foi campeão brasileiro e da Libertadores. E KL caiu em desgraça no Flamengo.

Corta para 2005.

Ameaçado, seriamente, em cair para a segunda divisão (pela quarta vez em cinco anos), Marcio Braga apela e chama Kleber Leite para salvar o time. Ele traz, por empréstimo, Ramirez e o técnico Joel Santana. O time se salva. Joel vai embora e Ramirez, eleito herói, fecha um contrato de três anos com o clube.

Em 2006, o Flamengo ganha a Copa do Brasil e cinco meses para se preparar para a Libertadores de 2007. Em outubro, Ramirez é afastado por deficiência técnica e o clube tenta se desfazer dele de qualquer jeito. Se tivesse esperado um pouco, Kleber Leite não teria tido dificuldades para se ver livre do jogador.

Chegamos em novembro e o Flamengo, em época de eleição, apresenta como solução para a Libertadores, jogadores de aluguel do MSI, que fizeram estágio no Corinthians antes de se mandarem para a Europa. Antes do estágio, a imprensa foi unânime em dizer que era um negócio arriscado. O tempo comprovou os fatos. Mas Kleber Leite, em época de eleição, vai à Londres e promete trazer os jogadores, sob o argumento de "se não for agora, não será mais", sendo que NENHUM clube do Brasil se mostrou interessado em adquirir os caras.

Além de prometer os "craques", KL ainda diz que o Flamengo pagará os salários, e que o MSI não tem nenhum tipo de influência ou comando no clube. Marcio Braga reforça com a temerosa frase "aqui é Flamengo e tem comando. Quem manda aqui sou eu", comando esse que não mostrou em momento algum do seu primeiro mandato (Dimba, Anderson Barros, Arthur Rocha, viagens à Disney...). Enquanto isso, Fernando, o zagueiro mais criticado do mundo, que não tem mercado em nenhum clube do país, mas que entra ano, sai ano renova com o Flamengo, diz: "estão falando em contratar jogadores, mas não falam de nossos salários". Renato, o melhor jogador do Flamengo no ano, completa "2006 ainda não acabou e já estão pensando em 2007,sem resolver os problemas de agora". Esses comentários foram ditos à imprensa, passando por cima de qualquer hierarquia que exista no clube. Kleber leite rebate, também pela imprensa, que tudo se acertará em janeiro. Ele ignora o fato de que eleições virão aí e tal como no rival, quem vota é o sócio, não a torcida. Além disso, não diz como se resolverão as coisas. Tudo bem não dizer à imprensa, ou torcida, mas aos jogadores é obrigação, já que se tratam de funcionários.

Enfim, Kleber Leite está, mais uma vez, enfiando jogadores à rodo no Flamengo. Não diz como vai bancar isso e não tem como garantir o sucesso. Caso dê errado, o clube se verá com uma folha salarial enorme nas mãos e verba de menos, mas sempre podendo pedir empréstimos à CBF ou sei lá quem. Se der errado, quem garante a permanência do técnico que hoje, conta com a simpatia do time? Quem garante que a equipe será mantida pensando no ano inteiro e não será montando um time trimestral? E mais: quem garante que isso tudo aí vai dar certo?

Ao contrário de trazer jogadores de aluguel, o Flamengo poderia pensar em como melhorar sua sede, trazer mais sócios, pagar suas contas e fazer do clube, de novo, um mercado atraente. Usar como exemplo o Internacional, o São Paulo, o novo Grêmio e não fazer como o Fluminense que tem a Unimed, mas não tem títulos. Não fazer como o Corinthians que tem matérias na editoria de esportes e na de polícia.

Por favor, não sou pessimista, mas a história recente mostra que as chances de dar certo são bem menores do que o oposto. Sou PLENAMENTE A FAVOR de craques no Flamengo, mas que venham para as posições certas, planejadas e com garantias que trabalharão em paz. Nome por nome não funciona. A trajetória do Flamengo mostra isso. O passado de Marcio Braga foi assim. Mas o seu presente, e Kleber Leite, cismam em passar por cima da história.


HAY KIA, SOY CONTRA

Vendendo a Alma

Minha posição é muito clara sobre este namoro entre o Flamengo (na verdade, entre Kléber Leite) e Kia Joorabchian, o "investidor" iraniano...

CONTRA, ABSOLUTAMENTE CONTRA.

Assinar com ele significa vender o Flamengo a um sujeito com uma biografia (pra dizer o mínimo) duvidosa e suspeita. A idéia de procurar estes nebulosos "investidores", sejam israelenses, indianos, iranianos, russos, turcos, me cheira a flertar com máfias e submundos pouco recomendáveis.

Sei que muitos parecem ficar empolgados, pois, assim, teríamos um patrocínio que nos permitiria trazer grandes contratações. O Corinthians associou-se ao Kia e foi campeão brasileiro (com uma boa dose de ajuda da CBF e dos Edílsons, mas, isso não vem ao caso) , não é verdade? É verdade. Mas aí, o Kia foi embora, deixando para trás um estado de caos generalizado e um time quase rebaixado.

Os grandes times brasileiros são formados basicamente de duas formas: ou se consegue muito dinheiro para fazer grandes contratações e montar um super-elenco, ou se faz-se um imvestimento maciço nas divisões de base e cria-se um time forte com pratas-da-casa.

Contratar supertimes nunca funcionou no Flamengo, não sei bem o motivo, mas o fato é que jamais demos sorte nisso. Sempre tivemos nossos grandes times baseados em jogadores saídos do juniores, acrescentados de alguns veteranos e contratações de pouco nome. Foi assim em 1977-78, quando mantivemos uma base de jogadores feitos em casa juntando dois veteranos Raul e Carpeggiani, quase aposentados, e um jogador novo porém já visto como bichado ou sem futuro, Cláudio Adão. Começou assim uma era de ouro que durou até 1983, quando o êxodo para a Europa começou o desmonte. Chegamos aos brasileiros de 87 e 92 com times basicamente feitos em casa.

O time atual é fraco? É, é fraco. Poderia ganhar uma Libertadores? Acho que poderia... hoje o futebol anda tão sem lógica e nivelado, que até mesmo o time fraco que nós tempos poderia se superar num mata-mata e chegar ao título. Até porque atualmente a Libertadores anda muito fraquinha, o título sempre acaba decidido entre os brasileiros, a dupla Boca/River e um time mexicano (valendo-se do fator altitude).

Não tenhum otimismo para um futuro Fla-Kia. A imprensa começaria a badalar a tal Selemengo, o que por si só já gera uma urucubaca terrível, vide 1995, 1998, 2001. Ao contrário de São Paulo, onde o Corinthians é a maior torcida, e tem a maioria da imprensa, aqui no Rio, somos minoria nos grandes nomes da imprensa, assim sofreríamos uma grande campanha contra. Não me surpreenderá se em poucos meses de Fla-Kia, o sujeito acabar sendo preso e deportados, com todas as suas operações minuciosamente investigadas. Não contaremos com a proteção que com Corinthians teve.

Temos que manter a nossa base (ainda que fraca) e reforçá-la com jogadores experientes e dedicados, e alguns reforços medianos, seja do exterior, seja daqui, mas que corrijam as falhas do time. Sugerir nomes é difícil, dada a maldição que paira sobre contratações rubro-negras, especialmente no ataque. Contratamos Dimba, o recordista, o sujeito quase não fez gol, Luizão, viveu na enfermaria, Sávio, jogou um pouco, e contundiu-se, Ramíres começou bem, mas Obina estava gordo. Obina melhorou, aí o Ramírez piorou. É uma urucubaca violenta.

É triste ver um Flamengo freguês de times como Figueirense e Ponte Preta, ver um Flamengo incapaz de vencer times rebaixados, ver um Flamengo sem vocação para o gol. E ver dirigentes, que em vez de trabalharem com afinco para solucionar os problemas do time, saltam correndo nos braços do primeiro investidor suspeito que encontram pela frente.

Para 2007 conseguimos uma surpreendente classificação para a Libertadores, mas parece que os dirigentes já estão doidinhos para estragar tudo.

domingo, 19 de novembro de 2006

O acordo Fla/Kia e uma variação da fábula "A tartaruga e o escorpião"


- Deixa, vai? - diz ele, o clima de namoro esquentando.

Ela, embora envolvida pelo charme do ricaço, responde com convicção.

- Não, não, nem pensar.
- Deixa, rapidinho, não vai doer.
- Não, sem essa conversa.
- Deixa aí...
- Não, não e não - exclamou ela, irredutível.
- Vai, deixa. Só a cabecinha, só a cabecinha, juro, você vai gostar.
- Mesmo?
- Só a cabecinha, você vai gostar.
- ...
- Pode deixar, é só a cabecinha e eu saio.
- Não vai doer?
- Fica tranquila, não vai machucar.
- Não vai me abandonar depois?
- Não, nunca. Serei sempre seu.
- Mesmo?
- Aham. Vou te dar tudo o que você quiser, tudo.
- Vai devagar mesmo e tira logo?
- Sério, na boa, pode confiar.
- Hum...
- Na boa, confie em mim, não vai te acontecer mal nenhum.
- Então tá, vai com cuidado, tá. Só a cabecinha, jura?
- Juro!

De início foi só a cabecinha. Mas depois, ele não pensou muito. Meteu tudo, impiedosamente. Gritos de dor.

Minutos depois, choro gemido e contínuo.

- O que foi, não gostou?
- O que você fez comigo?
- Eu só meti tudo.
- O que você fez comigo???!???!?!??!
- Ora, tava bom, arrombei logo.

Mais choro.

- Puta que o pariu, bem que todo mundo dizia que você não vale nada, que não dá para confiar em você. Prometeu e não cumpriu. Eu não ganhei nada com isso. Não disse que era só a cabecinha?

- Desculpe, mas é da minha natureza. Pinto não tem ombro.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

MSI e Flamengo: novos nomes, velhos vícios.

Não escrevo neste espaço há tempos. Preguiça, falta de imaginação e muitos afazeres. Falha minha, mas nunca é tarde para se redimir, em especial diante das questões que se apresentam para todos nós, torcedores militantes e opinativos. Dentre essas, o acordo MSI é o que vem provocando maior polêmica aqui, como se pode ver pelos posts logo abaixo.

Não tenho nada contra jogadores "desagregadores", nem contra argentinos. Todos são bons talentos, ou alguém aqui realmente acha que é melhor ter um Luizão do que um Tévez? Mas o ponto é mais complicado, e passa pela concepção que o Flamengo alimenta de "gestão de futebol". Explico-me: vivemos, em meados dos anos 90, uma política "espetacular", baseada em mega contratações, cifras milionárias e passagens relâmpagos de craques pela Gávea. O saldo, todos conhecemos. Mas parece que isso não foi aprendido ainda. O problema não é jogador x ou y, mas a incapacidade das contratações serem pensadas dentro de um planejamento de longo prazo. Assim, estrelas vêm e vão sem muita lógica, numa gestão que oscila ao sabor do mercado do futebol e das possibilidades de transações com a Europa. Assim, ao invés de pensarmos primeiro nos objetivos do ano, e no tipo de elenco que isso exigiria, vamos nos movimentado à deriva, incapazes de olharmos para um horizonte maior do que seis meses. Assim, fica difícil.

A parceria MSI-Corinthians foi saudada por muitos como exemplo de modernidade e ousadia. Deu um Brasileiro ao clube, em circunstâncias fortuitas (cancelamento de jogos) e sob algumas suspeitas. Mas qual o saldo que legou aos paulistas? Desorganização administrativa, indefinição sobre comando, falsas promessas de equalização de dívidas e construção de estádio. Um time sem credibilidade, e um clube que hoje é avenida para o desfile de agentes da Polícia Federal. É isso que queremos para o Flamengo? Não creio.

Diz-se que a parceria não seria administrativa, mas implicaria apenas o uso do clube como balcão para os jogadores MSI. Mesmo assim, continuamos presos à lógica da falta de planejamento, que confunde ousadia com voluntarismo, e megalomania com ambição. Os piores vícios dos últimos tempos, agravados pela crise financeira atual e pelo problema salarial (segundo consta, o Flamengo arcaria com os salários). Sai ISL, entra MSI. Por enquanto, acho melhor não suspendermos a desconfiança.



Libertadores 2007

Mal chegaram os "reforços" da MSI e já começou a divisão e insatisfação no elenco.

E o dinheiro da Petrobrás, nada....

Saudações rubronegras

FLAMENGO X FIGUEIRENSE

Campeonato Brasileiro

Jogos: 9 (3 no RJ, 6 em SC)

Vitórias: 2 (2 em SC)

Empates: 3 (2 em SC, 1 no RJ)

Derrotas: 4 (2 no RJ, 2 em SC)

V = 22%

E = 33%

D = 44%

Gols Marcados: 8 (2 no RJ, 6 em SC)

Gols Sofridos: 13 (7 no RJ, 6 em SC)

Maior período sem ganhar: 5 jogos (2002 a 2004)

Maior período sem perder: 3 jogos (2005 a 2006)

Únicas vitórias: 1x0 (1973 e 2005)

Pior derrota: 0x3 (2004)

Jogadores com mais gols: Léo Medeiros, Diego Souza, Renato Abreu, Rogério Hetmanek, Felipe Mello, Júnior Baiano, Dimba e Fábio (1 gol, cada).

Primeiro jogo:

11/11/1973 Figueirense 0x1 Flamengo
Time: Ubirajara Mota, Moreira, Rondinelli, Tinho e Rodrigues Neto; Liminha e Afonsinho (Geraldo); Rogério, Dario (Paulinho), Zico e Paulo César Lima.
Gol: Rogério.

Último jogo:

16/8/2006 Figueirense 1x1 Flamengo
Time: Diego, Leonardo Moura, Renato Silva, Fernando e Juan; Paulinho, Léo Medeiros, Renato Augusto e Renato; Sávio e Luizão (Obina).
Gol: Léo Medeiros.

A primeira vitória:

11/11/1973 Figueirense 0x1 Flamengo
Time: Ubirajara Mota, Moreira, Rondinelli, Tinho e Rodrigues Neto; Liminha e Afonsinho (Geraldo); Rogério, Dario (Paulinho), Zico e Paulo César Lima.
Gol: Rogério.

Foi nosso primeiro confronto, em Santa Catarina. E ganhamos. Este campeonato marcou a estréia de Geraldo, infelizmente falecido três anos depois.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006



É Flameeeeingo, meu!

Continuando as comemorações do aniversário da Nação, segue uma foto da Fla-Sampa, torcida (des)organizada que se reúne num pub de São Paulo para ver todos os jogos do Mais Querido. A adesão foi tamanha, que o dono do pub sacou o público que tinha nas mãos e determinou que o segundo andar seja território Flamengo.

Não farei propagando do lugar aqui, mas vários frequentadores do blog se reúnem por lá, portanto, nos comments, quem quiser trocar idéias e endereços, be my guest.

Parabéns para todos os Flamengos do Brasil.

No, Thanks! ***

Quando terminamos o ano de 2004, brigando até o fim para escapar do descenso, o Flamengo perdeu jogadores importantes como Júlio César, André Bahia, Athirson, Ibson, Zinho e Felipe, só para citar alguns. Desses jogadores, nem todos eram unanimidades com nossa torcida, mas é inegável dizer que formavam a espinha dorsal da equipe.

Pois bem. Iniciamos o ano de 2005 sem técnico, sem jogadores e sem planejamento. Tomamos uma coça do Olaria no Maracanã que deu a tônica do ano rubro negro. Mas o que quero dizer aqui, é que ao longo do ano de 2005 o elenco foi se formando com a chegada de jogadores importantes como Renato, Renato Silva, Léo Moura.

No fim do ano, mantivemos a base, para 2006 trouxemos jogadores importantes como Juan, recuperamos Obina e descobrimos jogadores como Renato Augusto. Conquistamos a Copa do Brasil e a vaga na Libertadores. Mais jogadores importantes se juntaram a nós (Bruno e Paulinho).

Agora querem vir com Tevez, Carlos Alberto, Roger e companhia. Alguém aqui acha que isso vai fazer bem ao ambiente do elenco? Que essa galerinha não irá fazer corpo mole? Mesmo que a MSI banque o salários desses cidadãos rigorosamente em dia, será que eles terão motivação para treinar no campo da Gávea, para pegar ônibus até o ninho do urubu e para se tratar na sala de musculação, fisioterapia e Departamento Médico do Fla? Será que não deixarão a gente na mão quando surgir a primeira proposta de um West Ham da vida?

Nosso time precisa de estrutura. Precisamos de instalações decentes, condições de trabalho dignas para nossos atletas e comissão técnica. Depois que tivermos estrutura igual a de Cruzeiro e São Paulo, TODO MUNDO, eu disse, TODO MUNDO, vai querer jogar no Flamengo.

Pensem nisso amigos, se a MSI é tão boazinha conosco, porque não banca pra gente um estádio e um CT ao invés de nos repassar seus craques milionários?

*** Texto de Daniel Damasceno, recebido pelo e-mail blogdaflamengonet@gmail.com

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Flamengo
´....e Deus criou o céu e a Terra, as plantas e os animais, e no sétimo dia descansou....`
Descansou uma ova. No sétimo dia, dia 15 de novembro do começo dos tempos, Deus criou o Clube de Regatas do Flamengo. Clube é aqui apenas nomenclatura. O Flamengo veio ao mundo como uma Força do Universo, uma ' Força da Natureza`, como dizia um certo tricolor ilustre, 'o Flamengo venta, chove, troveja, relampeja`.
Através dos tempos, muitas foram as glórias desse rubro-negro. Muitas delas alcançadas com habilidade, técnica, mas muitas também arrancadas com garra, raça, muita raça. Muitas delas ungidas com toque divino, quando poucos ainda acreditavam. Tivemos craques, heróis, ídolos e até deuses. Vencemos, vencemos, vencemos. Vencemos o Botafogo, o Fluminense, o Cobreloa, o Liverpool e o Vasco. Principalmente o Vasco, quase sempre o Vasco.
Tivemos também quase craques que envergaram o Manto como poucos.
Sim, porque nós não temos camisa. Nós temos Manto, Manto Sagrado, esse símbolo mítico que como um Graal, até hoje desperta o medo e a inveja dos adversários. Como dizia aquele mesmo tricolor, '... Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte:- quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas, tremem, então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável.´
O Flamengo é assim. O Mais Querido do Brasil. O mais cotado nos Fla-Flus.
Flamengo nós todos somos, havemos de ser, até morrer.
Cantamos em alto e bom som, e pro mundo inteiro, a alegria de ser rubro-negro. Até a sua falta, a sua inexistência no mundo, é cantada como um desgosto profundo.
Existe alegria maior que vê-lo brilhar, seja na terra, seja no mar?

Parabéns Flamengo!

Parabéns ao Flamengo e a toda uma nação !

Saudações Rubronegras

terça-feira, 14 de novembro de 2006

.....

inaginei que o texto do Pedro Paulo tivesse reticências, e quis completar com alguns pontos de vista:

1 - Tevez, Mascherano, Gustavo Nery, Carlos Alberto, MSI, blá, blá, blá. São especulações, mas vos digo que sou contra, de cara, Gustavo Nery e Carlos Alberto. 2 estrelinhas, desagregadores, mascarados, e que não sei se agregarão valor ao nosso elenco. Honestamente, Juan muito me agrada, e o Renato Augusto vem amadurecendo conforme a 10 perde o peso que tem. Já os argentinos....bom, como todo mundo sabe, na hora que eles forem vaiados e/ou alguém ligar da Europa, eles vazam. Esteja o campeonato onde estiver. Enfim, nesse ponto, sou contra. Ah, esqueci do Nilmar. Esse pode vir fácil.
2 - Li alguma coisa sobre o Dodô. Quando cogitamos, tempos atrás, ele não quis. Agora que estamos na Libertadores, ele quer? Que continue na sibéria, na chechênia, sei lá aonde.
3 - Sobre investidores, penso em filmes americanos sobre pacto com o cara lá de baixo e/ou filmes de pragas que chegam devastando tudo que encontram pela frente. Traçando um paralelo, não quero que o Flamengo seja vendido. Metaforicamente ou na realidade, esse é o meu ponto de vista. Esses caras, além de "investidores" lavadores de dinheiro, podem simplesmente fazer como pactos: "Você não terá o que quer, mas sim o que nós pensamos que você merece". Preciso explicar mais?
4 - Sobre a eleição, tenho lido muito sobre as chapas. Eu quero o bem do Flamengo. Que ele retome o crescimento, com honestidade, transparência, e acima de tudo COMPROMETIMENTO com as nossas cores.
É isso...bom feriado a todos, e FELIZ ANIVERSÁRIO, MENGÃO.

2007: O ano da redenção

Independente do grupo político que comandar o clube a partir do próximo ano, entendo que, ao menos no Departamento de Futebol deve-se manter o trabalho que vem sendo feito, com a manutenção da comissão técnica e sem a política de grandes contratações.

Dos jogadores do atual elenco que não têm contrato com o clube para o próximo ano, imprescindível a renovação do goleiro Bruno, que inclusive manifestou o desejo de continuar no clube. Quanto aos demais, tais como Renato Silva e Fernando, acho que podem ser facilmente substituído por outro jogadores com uma melhor relação custo benefício.

Da mesma forma, é preocupante a vinda de eventuais reforços da MSI, incluindo-se o Tevez, pois poderia gerar uma desagregação no elenco, tal qual ocorreu na época do Dimba.

O Flamengo deve dar um passo de cada vez, e sem megalomania.

Saudações Rubronegras

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Eleição no Flamengo

A temporada praticamente está no fim e, a partir de agora, o principal assunto na agenda do Flamengo passa ser o processo eleitoral, que culmina em dezembro, quando será definida a diretoria do clube para o triênio 2007/09.

O Blog da Flamengo NET tem entre seus membros blogueiros adeptos de chapas diferentes e, portanto, não fecha com nenhuma delas. Tantos os blogueiros como os visitantes têm neste blog um campo para a defesa de suas propostas e programas, seja através de posts ou de comentários.

Estamos certos de que todos saberão utilizar este espaço democrático de modo cordial e responsável. Dúvidas ou comentários, blogdaflamengonet@gmail.com .

domingo, 12 de novembro de 2006

Uma tarde a ser esquecida

O jogo nem terminou ainda, mas o fato é que devemos esquecer esse 12 de novembro. Fomos roubados, jogamos muito, mas muito mal, e ainda ouvimos "olé" de um time prestes a cair. Eu poderia me irritar, mas confesso que achei engraçado. Ouvir olé da insignificante torcida de um time mais insignificante ainda seria, no mínino, cômico se não fosse trágico. E mais trágica ainda é a tranmissão que a record nos oferece. Algo que beira o ridículo de A a Z.

Enfim, quarta fazemos aniversário, e é fundamental a participação do torcedor no processo, comprando o título e fazendo parte efetivamente na história e na vida do clube.

Boa semana a todos.

Roubo

Eu gostaria de ver uma cena: algum juiz safado como esse filho de mãe sem pai mandar voltar 2 pênalties do bambi amadinho da imprensa.

De onde arrancaram esse ladrão safado? O que ele fez hoje foi brincadeira. E se antes eu me divertia em secar o fruzinho, agora quero é que esse time sem tradição, que nunca ganhou nada em 100 anos de vida tome o rumo de guarani e portuguesa. Que caia sem parar, pra aprender a ganhar na bola.

Eu estava vendo o jogo sem meu nervosismo habitual. Mas perder assim é brincadeira. Espero uma atitude da diretoria, que proíba esse estelionatário de apitar nossos jogos, pelo menos até o ano 3000.

E nada mais digo.

DA EMOÇÃO RENOVADA

Essa convocação que alguns têm feito ( eu, inclusive ) para que a maioria dos rubronegros se associe ao clube, inclusive na modalidade de sócio off-Rio, tem tido opiniões pró e algumas contra. Respeito a todas, cada um dos que opinam tem seu próprio ponto de vista e sabe se deve ou não contribuir para o clube, ainda mais que há tantas e tão continuadas denúncias de má-administração, desperdício e falta de profissionalismo da diretoria. Eu tenho minhas dúvidas também, às vezes me irrito profundamente com aqueles que conseguiram fazer um clube com essa quantidade de gente fanática por ele, como é o caso do Flamengo, chegar ao nível de indigência e humilhação a que temos estado expostos nos últimos anos. Mas decidi que, nem por isso, vou lavar as mãos. Se eu não tivesse esperança de que isso pode ser mudado não estaria nem escrevendo aqui neste BLOG. Não me preocuparia mais em acompanhar os jogos, até pelo rádio. Em votar no Zico numa enquete lá na Itália. Por isso resolvi me associar, mesmo morando a mil quilômetros de distância do Rio. Aliás, apesar de já ter morado lá, fazem mais de dez anos que não apareço. Tenho as minhas nostalgias da época do Maracanã para 200 mil torcedores e acho que iria estranhar muito vendo-o limitado a 50 ou 60 mil lugares. Mas isso não importa, está feito, não tem volta. Já o Flamengo, tem. E eu resolvi participar. Ontem chegou um envelope com a minha carteirinha de sócio, um "diploma" de cidadão rubronegro e os comprovantes dos R$ 25,00 que eu depositei em nome do clube. Na minha idade deveria ser uma coisa corriqueira, banal até. Não foi. Me emocionei com tão pouco, apesar da minha idade e de tantas emoções mais importantes pelas quais já passei em nome de nossa paixão comum.Querem um conselho? Experimentem. Custa menos que uma caixa de remédio contra hipertensão. Custa menos que alugar três ou quatro DVD?s na locadora. Mas o orgulho, a alegria e o senso de dever cumprido são inigualáveis.Hoje posso me vangloriar de ser não apenas rubronegro doente mas também de ser sócio off-Rio doente. E, ao contrário da minha hipertensão, sei que essa doença não mata nem engorda. Mas emociona p'rá caramba.

sábado, 11 de novembro de 2006

Sobre 2007

Serei breve. Claro que devemos nos preocupar com várias posições, mas se a coisa continuar desse jeito, o Bruno vai pra Europa em 2007. E isso me preocupa mais do que qualquer posição, pois FINALMENTE eu posso olhar pro nosso gol e falar "Esse é o cara!"

Sobre especulações, li todas, e me atentei para um nome: Carlos Alberto. Discordo do meu grande amigo (e até conselheiro) Mário Cruz e do NF. No meu time, não escalaria ele e mais 10. Não gosto dele, o vejo como desagregador, arruaceiro e mascarado. E pra ser assim e jogar no Flamengo, só se ele fosse um super craque, e isso, no meu entender, ele não é. Pra jogar a Libertadores, precisamos de elenco, e não de um jogador assim. Vejam o Internacional. Quem, naquele time, poderia ser chamado de fora de série? O Sobis? O Tinga? Não sei. Era um senhor elenco, um time forte, mas acima de tudo, um grupo fechado. E se temos isso hoje na Gávea, é o que mais devemos preservar pra uma competição importante como essa.

E quanto ao jogo de amanhã, eu poderia dizer que quero ver o fruzinho na terceira de volta. Mas eu jamais vou torcer contra o Flamengo. Tá, vou tomar umas biritas antes do jogo, assim posso secar e me esquecer no dia seguinte.

FLAMENGO X PONTE PRETA

Campeonato Brasileiro

Jogos: 15 (6 no RJ; 8 em SP; 1 em MG)

Vitórias: 4 (2 em SP; 2 em RJ)

Empates: 7 (4 no RJ; 3 em SP; 1 em MG)

Derrotas: 3 (3 em SP)

V = 27%

E = 53%

D = 20%

Gols Marcados: 12 (5 no RJ; 7 em SP)

Gols Sofridos: 13 (3 no RJ; 10 em SP)

Maior período sem perder: 5 jogos (1980 a 1999)

Maior período sem vencer: 7 jogos (2000 a 2004)

Maior vitória: 1x0 (1986, 1998,1999, 2005)

Pior derrota: 1x3 (2002)

Resultados mais comuns: 1x0 (4 vezes)

Jogador do Flamengo que mais marcou: Nunes (2 gols)

Primeiro jogo:

30/3/1980 Flamengo 2x2 Ponte Preta

Time: Raul, Carlos Alberto, Rondinelli, Marinho e Júnior; Carpeggiani, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Júlio César (Andrade)
Gols: Nunes e Zico.

Este jogo marcou a estréia de Nunes pelo Flamengo, no último jogo da primeira fase.

Último jogo:

12/8/2006 Flamengo 0x0 Ponte Preta
Time: Diego, Renato Silva, Fernando e Ronaldo Angelim (Obina); Leonardo Moura, Paulinho (Fabiano Oliveira), Renato Augusto (Toró), Renato e Juan; Sávio e Luizão.

Duas vitórias marcantes:

11/9/1986 Ponte Preta 0x1 Flamengo
Time: Zé Carlos, Jorginho, Aldair, Mozer e Adalberto; Andrade, Aílton (Valtinho) e Júlio César Barbosa; Bebeto, Vinícius e Zinho.
Gol: Vinícius.

Para ser sincero, não houve nada de marcante neste jogo, mas vale como a primeira vitória sobre a Ponte em Brasileiros.

3/8/2005 Flamengo 1x0 Ponte Preta
Time: Diego, Leonardo Moura, Renato Silva (Rodrigo), Fabiano e André; Augusto Recife, Jônatas (Róbson), Renato e Souza; Jean e Obina (Bruno Mezenga).
Gol: Jônatas.

Derrubamos a então líder Ponte Preta, que vinha de uma seqüência de vitórias.

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

25 anos dos títulos de 1981

A edição de novembro da revista Trivela traz uma reportagem de quatro páginas sobre os 25 anos das mais expressivas conquistas internacionais do Flamengo, os títulos da Libertadores e do Mundial Interclubes, ambos em 1981.

A reportagem ouviu nomes como Paulo Cesar Carpegiani, Lico, Raul e Junior. Traz uma entrevista exclusiva com Anselmo, protagonista da final da Libertadores, e um texto de Zico, especialmente preparado para a edição.

Lançada em setembro de 2006, a Trivela é uma publicação vinculada ao site Trivela.com, com periodicidade mensal e distribuição nacional. O exemplar custa R$ 7,90.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Mais da Polêmica dos Pontos Corridos

Preparem a guilhotina !! Vou discordar.

Que o mata-mata é mais emocionante é obvio.
Mas ja existem outros campeonatos nos moldes mata-mata.
As Finais do Carioca, quase toda a libertadores, a Sulamericana, a Copa do Brasil.
Só o Brasileirao é pt corridos.
Será que todos os campeonatos estao errados ? Será que nós Brasileiros somos tao peculiarmente diferentes dos outros assim ? Até mesmo dos sulamericanos que tb adotam os pontos corridos ?
NBA é basquete, jogo de americano, com SETE partidas de mata-mata, uma a cada dois dias !!
Nao se pode comparar com futebol.
Nao ha condicoes de haver 38 rodadas + 14 jogos de mata-mata !!
E nao esqueçamos que 2 contusoes ou suspensoes colocam tudo a perder,
uma arbitragem ruim idem. O fator "sorte" da coisa aumenta consideravelmente.
Estamos nos baseando apenas em 92.
E 97 qnd tomamos aquele chocolate do Vasco naquela noite que Edmundo massacrou Jr.Baiano?
O jogo vinha equilibrado ate haver esse desequilibrio de forcas entres 2 jogadores.

Acontece que o mata-mata elimina as atividades de 60% dos times ainda em meados de setembro. E convenhamos que a esta altura do brasileirao quase todos os times estao plenamente ativos e brigando por algo. E isso nas 3 divisoes !!
Matar esses times seria matar a galinha dos ovos de ouro do futebol brasileiro.
De onde vieram Mineiro, Obina, Soares, Fabao, Souza, Paulo Baier
e tantos outros jogadores que hj jogam nos times de ponta ?

O Flamengo é desde sempre, digamos, beneficiado, na acepcao menos preconceituosa e mais morfologica da palavra. O Flamengo vive de motivação, de ser desafiado, de usar toda sua torcida a seu favor em todo Brasil. É o time do "nao deixe o Flamengo chegar..."
Hj 09/11 se rolasse um mata-mata classico, e pela tabela atual, o Flamengo pegasse o Inter eu era mais o Flamengo. Pq perdemos no Beira Rio numa falta boba e no Rio naquele jogo onde entregamos 2 penaltis a ele, perdemos trocentos gols e o minhoca ainda perdeu cara a cara com o clemer. Pro SP perdemos o primeiro jogo naquela merda do Fernando e empatamos o segundo num momento onde ainda nos recuperavamos no campeonato. Repito HJ entre os 8 eu nao temo ninguem no mata-mata.

Porem ainda assim acho que gostoso mesmo seria o Flamengo vencer nos pontos corridos.
Pense bem, nao seria assim tao dificil. Como fomos incompetentes nesse campeonato.
Qtos jogos entregues ao adversario. Qtos jogos bobos.
Talvez, quem sabe, uma formula quem tivesse um mata-mata entre o campeao do primeiro turno e do segundo ( este começando zerado ).

Ufa...
Atirem a primeira pedra.

Surgiu aqui no blog alguns posts atrás uma discussão bastante interessante, com vários pontos de vista diferentes, sobre a fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro. Agora que já não temos mais muito o que almejar nesse campeonato (além de uma posição digna na tabela) me pareceu um bom momento para postar a minha opinião, com o objetivo principal de suscitar e alimentar o debate sobre o tema....


Pontos Corridos....

Há poucos anos atrás surgiu no futebol brasileiro um movimento, vitorioso, diga-se de passagem, em prol dos pontos corridos. Movimento este em grande parte defendido pela imprensa paulista e pelo São Paulo, principalmente. Os partidários dessa tese tinham como modelo os campeonatos europeus, e enalteciam principalmente a organização e os vultosos lucros por lá obtidos com esse sistema. Advogavam que somente assim, com um campeonato com datas pré estabelecidas, podia-se chegar a uma organização mais definitiva para o campeonato brasileiro, o que de quebra conferiria ao mesmo mais credibilidade e mais critério.
Todos os argumentos citados acima têm o seu valor e a sua razão. Todos somos favoráveis a regras e critérios que não mudem de ano pra ano. Todos somos favoráveis a termos (como efetivamente temos tido nos últimos anos, é bom ressaltar) um calendário pré estabelecido e imutável (salvo raras e justificadas exceções).Todos entendemos que uma vez estabelecidas e assimiladas essas regras, e esse calendários, o futebol brasileiro tenderia a se viabilizar via contratos de publicidade e televisão. Enfim, todos somos favoráveis a um campeonato brasileiro forte, rentável e justo.
Tudo isso é verdade. Só não entendo a lógica, que aliás foi habilmente trabalhada na época, de só se conseguir essa organização, esse calendário, esses eventuais lucros, com a fórmula dos pontos corridos. Senão vejamos: alguém conhece campeonato de maior sucesso empresarial e comercial que a NBA (disputada na sua fase final através dos play-offs, espécie de mata-mata, apenas com mais jogos entre cada dupla de adversários)? Ou mesmo a Copa do Mundo?
Há outro argumento utilizado pelos defensores dos pontos corridos: a justiça. Argumentam que nada mais justo que um time que obteve mais pontos no confronto direto com todos os seus adversários ser sagrado campeão. Argumento esse que a primeira vista parece bastante válido. No entanto, se examinado com mais detalhe, na minha opinião, também não resiste. Tomemos como exemplo o Campeonato Brasileiro de 2002. (Poderia citar o de 92, mas aí vão me acusar de só pensar no Flamengo e tal....) Naquele ano o São Paulo se classificou para a 2ª fase em primeiro lugar absoluto, incontestável, com uma regularidade muito parecida com a que vem desempenhando nesse ano de 2006. Já era dado como favoritíssimo ao título pela quase totalidade da imprensa ao término da 1ª fase (aliás, a gente conhece bem essa história de favoritismo, vide o campeonato brasileiro de 92, as finais cariocas de 99, 2001...). Já o Santos de Robinho, Diego, Elano e cia. limitada, um belíssimo time, diga-se de passagem, fez uma campanha mais irregular na 1ª fase, só se classificando para o restante do campeonato nas últimas rodadas e mesmo assim, só obtendo a 8ª e última vaga, tendo portanto que enfrentar logo em seguida o 'poderoso' São Paulo, e tendo contra si a desvantagem de dois resultados iguais e ainda o segundo jogo que seria disputado no campo do adversário. Tudo muito justo, graças a campanha prévia superior do seu adversário. Só que aí, nesse momento, o futebol mais uma vez mostrou porque é o mais maravilhoso e imprevisível dos esportes. O time do Santos cresceu no momento certo, e provou por A + B, de maneira incontestável, que efetivamente era mais time que o São Paulo, sapecando-lhe um 3 a 1 e um 2 a 1, nos dois jogos que definiriam quem iria adiante. Aliás, alguém hoje tem alguma dúvida que aquele time do Santos era mesmo bem melhor que aquele time do São Paulo? O Santos seguiu sua bela campanha até sagrar-se campeão brasileiro de 2002 com toda justiça e todos os méritos, num campeonato emocionante, que atraiu a atenção de todos aqueles que gostam de futebol (mesmo aqueles cujos times não conseguiram se classificar para a 2ª fase).
Pergunto eu: imaginem que o campeonato fosse de pontos corridos e o São Paulo seguisse com uma larga vantagem frente ao Santos quando esses 2 times se enfrentassem num eventual 2º turno: será que o Santos jogaria com a mesma empolgação, dando tudo de si, tal como fez em 2002 naqueles 2 jogos decisivos? Será que hoje quando o São Paulo, no atual campeonato, joga com um time que está no meio da tabela, ambos jogam com a mesma vontade, a mesma disposiçaõ, a mesma pressão? Será que efetivamente está se medindo quem é o melhor, ou simplesmente quem é o mais regular, quem tem mais estrutura e além disso quem tem mais interesse no jogo em questão?
Futebol, pra mim, não se trata disso. Futebol trata de vitória, de enfrentamento direto, de 'ganhar quando tem que ganhar', por quantos gols tiver que ganhar. E não colecionando pontos ao longo de um campeonato longo, sem atrativos. Mede-se quem é o melhor em confrontos diretos, um enfrentando o outro frente a frente, mesmo que uma vantagem seja conferida a um dos dois (obtida merecidamente por uma campanha anterior melhor, por exemplo). São esses jogos que atraem o público, e que fazem do futebol o que ele é. E isso não vale só para o futebol ou para o campeonato brasileiro, apesar de o futebol potencializar essa emoção e ter se tornado o esporte mais popular do mundo também por causa disso. Poderia citar os play-offs da NBA, incluindo os jogos finais, o SuperBowl (a grande final do futebol americano, considerado por eles (coitados, não cohecem uma final de campeonato Carioca entre Flamengo e Vasco) o maior evento esportivo do planeta), a final da Copa do Mundo, e tantos outros.... Só para exemplificar, quem de nós não se lembra do gol de Nunes contra o Atlético em 80, do Leão estirado em pleno Olímpico em 82, do massacre contra o Santos em 83, daquele chocolate contra o Botafogo em 92, das batalhas da Libertadores contra o Cobreloa, do passeio contra o Liverpool em 81, do gol do Rodrigo Mendes, do mágico gol do Pet ? ..... só pra citar alguns. Todos jogos decisivos! Todos jogos onde era matar ou morrer, onde a emoção dos acontecimentos eternizou 'para sempre' (permitam-me a redundância) aqueles momentos na memória dos felizardos que tiveram a sorte de estar presentes nesses eventos únicos. E só mencionei jogos finais aqui. Me abstive de citar semi-finais ou mesmo quartas de final de igual emoção (aquele 3 a 2 de 87 contra o Atlético MG lá no Mineirão, por exemplo...).
O que será que um são paulino terá para contar no futuro para um filho seu à respeito desse xôxo campeonato de 2006? 'Olha meu filho, fizemos uma campanha muito consistente, muito regular....' ??? Será que não seria muito mais bacana (e até mais justo!) assistirmos a uma final entre São Paulo e Inter e aí sim, afirmarmos quem é o melhor?
Copiamos sem pensar uma fórmula utilizada na Europa, mas que claramente não vem dando os frutos imaginados e que visivelmente não combina com a nossa cultura. Digo e repito: se os espanhóis tivessem a felicidade de assistir pelo menos uma vez a jogos finais entre Real Madri e Barcelona nos moldes do antigo campeonato brasileiro, com um jogo no Nou Camp, outro no Santiago Bernabeu, não tenho dúvida que eles é que nos teriam imitado.

E NOS PONTOS CORRIDOS?

Em setembro postei um ranking que somava todos os pontos somados desde 2003, quando o Campeonato Brasileiro passou a ser por pontos corridos. Esta era a colocação do Flamengo no momento, só à frente de Vasco e Ponte Preta, dente os times que disputaram todos os anos na primeira divisão.


Time / total de pontos

1 Santos 270

2 São Paulo 257

3 Internacional 251

4 Cruzeiro 246

5 Corinthians 237

6 Atlético-PR 235 (68 vitórias)

7 Goiás 235 (67 vitórias)

8 Fluminense 216

9 Figueirense 212

10 Paraná 211

11 Juventude 207

12 São Caetano 204

13 Flamengo 199

14 Vasco 197

15 Ponte Preta 189

16 Coritiba 184

17 Palmeiras 176

18 Atlético-MG 172

19 Paysandu-PA 146

20 Fortaleza 125

21 Grêmio 124

22 Criciúma 110

23 Guarani 110

24 Vitória 104

25 Botafogo-RJ 86

26 Bahia 46

27 Brasiliense-DF 41

28 Santa Cruz 18


E como melhoramos! Agora estamos assim, já somos o melhor time do Rio:

1 Santos 291

2 São Paulo 285

3 Internacional 280

4 Cruzeiro 265

5 Corinthians 261

6 Goiás 259

7 Atlético/PR 245

8 Paraná 233

9 Figueirense 230

10 Flamengo 224

11 Fluminense 223

12 Juventude 220

13 Vasco 217

14 São Caetano 212

15 Ponte Preta 198

16 Palmeiras 186

17 Coritiba 184

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Sobre o Zico...

Para constatar algumas coisas:

1 - Zico ama o vasco da mesma forma que eu, nós, vós, vocês. Esse time foi responsável pelas maiores alegrias que um rubronegro pode ter.
2 - Que Zico está irritado (o respeito às crianças e mulheres me proibe de escrever o termo real) com o Flamengo, está. E deu mole na declaração, na forma. Agora, cá pra nós...quem lembra do Luizão nos chamando de clube de merda??? Ninguém? E do Romário arrotando um monte de lixo contra o Flamengo??? Ninguém? Do bebeto falando e fazendo um monte de merda??? Ninguém? E que ninguém seja hipócrita de dizer que NUNCA gritou gol de algum deles. Bastou vestir o Manto, e lá estamos nós gritando gol de andré gomes, de maurinho, de pimentel. Então, vamos ponderar.
3 - Que a diretoria do clube é uma zona, que estamos à deriva, todos sabem. E o que é feito? Num ano 65 contratações, no outro 80, no outro 55. E a torcida, com sua cara de perplexidade, continua indo aos estádios e torcendo. Continua nos recebendo em Goiânia, em Belém, em Recife, em tudo quanto é canto com festa. E a diretoria, as caras que nos acostumamos a criticar, lá continuam.
4 - Zico é o meu maior ídolo. Se sou Flamengo, sou por causa DELE. Se sou campeão do Mundo, da Libertadores, penta brasileiro e tantos outros, é pela liderança DELE (para não ser injusto com o restante dos nossos heróis). Não questiono o posicionamento dos amigos do blog em relação a Ele. Respeito, e não discuto. Mas, creio eu, existem coisas muito mais podres no reino da Gávea pra criticar do que uma declaração como essa. E a imprensa desse tablóide sensacionalista, como sempre, insiste em fazer esse tipo de coisa. É por essas e outras que eu me recuso a olhar a capa do Lance. Por nao respeita a nada, a ninguém, a clube algum.

Essa é a minha opinião. E nada mais digo. Que venha o Goiás.

E se fosse outro?

E se fosse outro que dissesse isso ? Sem contar a foto....Um desgosto profundo.

Saudações Rubronegras

terça-feira, 7 de novembro de 2006


Monitoramento constante.

Me chamem de louco, mas vamos ver do que os outros são capazes....pois nós..bem, nós mostraremos nossa força agora e toda vez que formos requisitados.


FLAMENGO X GOIÁS

Campeonato Brasileiro


Jogos: 29 (14 no RJ, 14 em GO)

Vitórias: 10 (7 no RJ, 3 em GO)

Empates: 14 (7 no RJ, 7 em GO)

Derrotas: 5 (1 no RJ, 4 em GO)

V = 34%

E = 48%

D = 17%


Gols Marcados: 41 (24 no RJ, 17 em GO)

Gols Sofridos: 29 (12 no RJ, 17 em GO)


Maior período sem perder: 6 jogos (1975 a 1986, 1992 a 2000)

Maior período sem ganhar: 6 jogos (1986 a 1991)

Maior vitória: 4x0 (1986 e 2004)

Pior derrota: 1x5 (1991)

Resultados mais comuns: 0x0 e 1x1 (5 vezes)

Jogadores com mais gols: Zinho e Romário (4 gols).

Primeiro jogo:

29/8/1973 Goiás 1x0 Flamengo
Time: Renato, Moreira, Chiquinho, Reyes e Rodrigues Neto; Liminha e Zico; Rogério, Sérgio, Dario e Arílson.


Último jogo:

5/8/2006 Flamengo 1x0 Goiás
Diego, Leonardo Moura, Rodrigo Arroz, Ronaldo Angelim e Juan; Léo Oliveira (Obina), Jônatas, Renato e Renato Augusto; Sávio (Walter) e Luizão (Marlon).
Gol: Obina.


Duas vitórias marcantes:

1/11/1986 Goiás 0x4 Flamengo
Time: Zé Carlos, Aílton, Leandro, Aldair e Jorginho; Andrade, Sócrates (Marquinho) e Júlio César Barbosa (Vinícius); Bebeto, Kita e Zinho.

Gols: Kita(2), Sócrates e Kita.

Nesta partida aplicamos nossa maior goleada sobre eles, em pleno Serra Dourada. Talvez tenha sido a melhor atuação de Sócrates com a camisa rubro-negra. Como outras curiosidades, vemos Jorginho improvisado na lateral-esquerda. O Flamengo perdera o ótimo e promissor lateral-esquerdo Adalberto, vítima de uma entrada criminosa num amistoso contra o Botafogo da Paraíba. A partir daí, uma série de experiências foram feitas, improvisando o Aldair, lançando o júnior Malhado e o reserva Aírton (ex-São Paulo e Vasco). E Zinho já estava presente.


24/5/1992 Flamengo 3x1 Goiás
Time: Gilmar, Charles, Gottardo, Júnior Baiano e Piá; Marquinhos, Júnior, Zinho e Nélio (Fabinho); Paulo Nunes (Júlio César Garcias) e Gaúcho.
Gols: Paulo Nunes e Gaúcho (2).

Esta vitória consolidou as chances do Flamengo se classificar para a fase semifinal no Campeonato de 1992. O time começou muito bem, chegando à liderança, passou por uma fase tenebrosa, ficando quase um mês sem vencer, com inúmeros problemas de contusões, mas conseguiu uma recuperação quase milagrosas e arrancou rumo a mais um título. Naquela época ainda podíamos dizer ?se deixar chegar, ...?.

Flamengo Net

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